Alvaro Toubes Prata e Carlos Alberto Justo da Silva dirigem mensagem para a comunidade universitária

10/05/2012 17:45

Mensagem à Comunidade

(10 de maio de 2012) Há exatos quatro anos assumimos a gestão da Universidade Federal de Santa Catarina com o enorme desafio de honrarmos tanto as expectativas dos três segmentos da comunidade universitária que nos elegeram como os compromissos assumidos durante a nossa campanha e materializados na nossa proposta de governo.  Trabalhamos duramente e incansavelmente na construção da nova universidade para o século XXI, e inúmeras foram as realizações alcançadas.

Implantamos os três campi com modernas e ousadas propostas pedagógicas e com isto levamos a UFSC para mais perto de todos os catarinenses.  Criamos 23 novos cursos e, se considerarmos as expansões de nossos bacharelados, este número salta para 31.  Muitos dos cursos atenderam demandas antigas da sociedade como geologia, relações internacionais, medicina veterinária e licenciatura intercultural indígena.  Outros projetam a instituição para o futuro, como engenharia da mobilidade e educação do campo.  Em números redondos, aumentamos de 4.000 para 6.000 o número de vagas oferecidas no vestibular.

Passamos a adotar parcialmente o ENEM como forma de ingresso dos novos alunos, seguindo uma tendência nacional de democratização das vagas nas instituições de ensino superior.  Implantamos uma bem-sucedida política de ações afirmativas e de inclusão social.  Dentre as diferentes ações implantadas podemos citar um orçamento de cinco milhões de reais em 2011 para as bolsas permanência – aquelas que apoiam os estudantes com dificuldades socioeconômicas. Este montante representa um aumento de 150% em relação ao valor praticado em 2008.

Nosso novo restaurante universitário melhorou muito em qualidade e em quantidade das refeições servidas e das instalações que hoje abrigam simultaneamente 1.500 usuários em um moderno ambiente climatizado.  A Biblioteca Universitária foi modernizada e climatizada.  Hoje nossos estudantes e público em geral podem contar com inúmeras coleções e bases de dados, e um orçamento ampliado para aquisição anual de novas coleções e exemplares. Este orçamento em 2011 foi dez vezes superior àquele praticado em 2007.

Por meio da Agência de Comunicação (Agecom), a UFSC consolidou sua Política Pública de Comunicação, projetando e fortalecendo a marca da instituição. Se levamos a UFSC mais próxima dos catarinenses com o processo de interiorização, a tornamos uma instituição mais globalizada com as políticas de internacionalização adotadas.  Ampliamos nossos cursos de pós-graduação, sobretudo em nível de doutorado, e melhoramos o conceito dos nossos programas.  Foram criados 12 novos cursos de doutorado.

Há quatro anos, quando assumimos, havia injustificadas desconfianças sobre nossas Fundações de Apoio Universitário.  A partir de uma bem-sucedida política de transparência administrativa e de um melhorado ordenamento jurídico e administrativo, construído tanto em nível institucional como nas esferas federais, voltamos a operar em plena carga e ampliamos nossos contratos e convênios com diferentes parceiros públicos e privados.  Isto resultou em um grande aumento dos projetos de pesquisa e extensão realizados com grande benefício para a comunidade universitária e para a sociedade.  Beneficiados pelo dinamismo das nossas Fundações, em 2011 foram realizados 1.448 projetos de pesquisa, o que corresponde a um aumento de quase 20 vezes em relação ao número praticado em 2008.

Apoiados por uma afirmativa política de valorização da cultura e da arte, nossa comunidade respondeu com a organização e realização de inúmeros eventos e espetáculos artísticos e culturais.  Fortalecemos nossa Editora e, sobretudo, nosso Museu Universitário, que conta hoje com novas e modernas instalações. Crescemos muito, em quantidade e qualidade nas diversas dimensões universitárias nestes últimos quatro anos.  Favorecidos pelo fortalecimento da política educacional do governo do Presidente Lula, contratamos 1.497 novos servidores docentes e técnico-administrativos.  Mais do que isto, melhoramos as condições de trabalho e as oportunidades de formação e capacitação.  Nossa política de assistência à saúde do servidor atende hoje 14.000 servidores e beneficiários e é uma referência nacional.

A instituição se tornou mais e mais complexa e diversificada.  Por isto precisamos cada vez mais nos apoiar em boas políticas de planejamento e de modernidade de governança e gestão.  Muitas ações foram introduzidas e iniciadas na atual gestão, mas irão requerer particular atenção nos anos subsequentes para se consolidarem.

Ampliamos nossas instalações para atender as necessidades crescentes de expansão e melhorias.  Foram aproximadamente 75.000 m2de obras finalizadas, iniciadas e projetadas, correspondendo a 25% de toda a área total coberta existente.

Estamos chegando ao término desta gestão com o sentimento de dever cumprido, mas com a consciência de que muito ainda há por fazer.  Esta é a nossa majestosa instituição: sempre inacabada e sempre nos demandando e desafiando mais e mais.  Em nome da atual gestão queremos agradecer a toda a comunidade universitária por tudo aquilo que materializamos e sobretudo pelo que plantamos e vamos colher em anos subsequentes.  Sentimo-nos sempre muito apoiados e suportados em nossas ações e iniciativas.  Trabalhamos arduamente para estar à altura das expectativas da nossa comunidade.  Se mais não fizemos foi porque muitas vezes não conseguimos superar os obstáculos associados à complexa gestão de uma instituição como a nossa.  Nossos agradecimentos a todos e a nossa incondicional confiança no trabalho árduo dos nossos servidores e alunos, chama maior que alimenta e ilumina nosso crescimento e progresso institucionais.

Agradecimentos especiais a todos aqueles que nos ajudaram na gestão institucional da UFSC.  Em particular agradecemos aos Coordenadores de Curso, Chefes de Departamento e aos Diretores das Unidades Acadêmicas. Agradecemos também a toda a sociedade, em especial às sociedades de Florianópolis, Araranguá, Curitibanos e Joinville por nos abrigar tão calorosamente.  Ao Estado de Santa Catarina e a sua gente, pela maneira com que sempre têm distinguido a UFSC e sua comunidade.  Ao Governo Federal em geral e ao MEC em particular, pelo incondicional apoio que sempre nos deram e, sobretudo, pelas ampliadas e acertadas políticas em pró da educação no nosso país.

À nova gestão que ora se inicia, liderada pelas professoras Roselane Neckel e Lúcia Helena Martins Pacheco, reafirmamos nossos votos de muito sucesso e nossas melhores expectativas de que nos próximos quatro anos estaremos em boas mãos e seguiremos crescendo e avançando em todos aspectos para que melhor possamos atender nossa comunidade e servir a sociedade que nos suporta.

Agradecimentos especiais dirigimos aos Secretários e Pró-Reitores e aos seus respectivos Superintendentes e Diretores Administrativos. Também aos Diretores Gerais e aos Diretores Acadêmicos e Administrativos dos nossos campi de Araranguá, Curitibanos e Joinville queremos expressar nosso reconhecimento pelo trabalho realizado. Muito obrigado a todos e vamos seguir em frente construindo a UFSC que queremos para o século XXI.

Alvaro Toubes Prata  e Carlos Alberto Justo da Silva

Veja também o Relatório de Gestão 2008-2012.

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Nova reitora da UFSC assume nesta quinta

10/05/2012 17:20
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No discurso da cerimônia de posse em Brasília, Roselane Neckel disse que irá priorizar a extensão. Foto: João Neto (MEC)

Está marcada para esta quinta, 10 de maio, às 19h, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos, a posse das novas reitora, Roselane Neckel, e vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina, Lúcia Helena Martins Pacheco. A transmissão dos cargos será feita pelo atual reitor da UFSC, Alvaro Toubes Prata, à frente da instituição desde 2008 e que assumirá, ainda este mês, o comando da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Na cerimônia, que será transmitida ao vivo pela  TV UFSC – canal 15 da NET Florianópolis, também será divulgada a nominata do primeiro escalão.
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Reitor Alvaro Prata se despede de diretores de Centros

10/05/2012 17:19

Prata se despede dos diretores de CentroNa tarde desta quinta-feira, dia 10, o professor Alvaro Prata se reuniu, às 15h, com os diretores de Centro na sala do Conselho Universitário. Durante o encontro, o Reitor se despediu dos professores, agradeceu todo o apoio e ajuda durante o seu mandato e pediu generosidade com a próxima gestão. “Não façam comparações, porque é inválido. Nós fizemos muita coisa, e eu acredito na continuidade”, afirmou Alvaro Prata. O Reitor comentou de forma sucinta sobre números, dados e conquistas dos últimos quatro anos e fez votos de que os diretores permaneçam zelosos com o Conselho Universitário.

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TV UFSC: vídeo resume as principais realizações da gestão Prata e Paraná

10/05/2012 16:45

Alvaro Toubes Prata veio para a Universidade Federal de Santa Catarina em março de 1978, para o mestrado em Engenharia Mecânica. Acabou tornando-se professor e mais tarde chegou a reitor, participando de um momento importante na história da instituição, de crescimento, consolidação e estabelecimento de parcerias, que também resultaram em condecorações, prêmios e o convite para a Secretaria Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Em seu último dia à frente da reitoria, este vídeo relembra e avalia a gestão de Prata, ao lado do vice Carlos Alberto Justo da Silva ( Paraná).

Por Fábio Bianchini, jornalista na TV UFSC.

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Equipe da UFSC Araranguá desenvolve projeto de futebol de robôs

10/05/2012 15:30

Equipe Araranguá Intruders participa da Expen 2012 em Chapecó (SC)

Com apenas dez meses de existência, a equipe Araranguá Intruders já coleciona uma série de conquistas com seu projeto de futebol de robôs. No ano passado ficou em 6º lugar em uma competição nacional. Recentemente foi uma das principais atrações de Expen 2012, feira de negócios em Chapecó (SC). O grupo foi também o ponto de partida para a criação do Laboratório de Automação e Robótica Móvel (LARM) no Campus da UFSC em Araranguá, que reune estudantes e professores interessados em robótica, automação residencial e eficiência energética.

Os robôs têm 18 centímetros de diâmetro por aproximadamente 15 centímetros de altura. Eles fazem parte da categoria F180 Small-Size, definida pela Robocup, uma entidade internacional responsável por estabelecer as regras e organizar os campeonatos de robótica. Uma equipe de futebol de robôs é constituída por cinco robôs, que recebem sinais de um computador. Este é o responsável por processar as imagens do jogo e traçar as estratégias, que determinam os movimentos dos robôs em campo.

Com menos de um ano de existência, equipe ficou em 6º lugar na Competição Brasileira de Robótica de São João Del Rei (MG).

Desenvolver um robô envolve a coordenação de diversas disciplinas. Os alunos têm contato com conteúdos tanto de áreas técnicas como projeto mecânico e programação quanto disciplinas em administração de pessoal e marketing. “Para os alunos a principal lição é o trabalho em equipe e principalmente acreditar que todos são capazes, basta estabelecer metas para alcançar os objetivos”, explica o professor Anderson Luiz Fernandes Perez, que coordena o grupo no campus da UFSC em Araranguá. Ele conta que a equipe já revelou vários talentos em diferentes áreas como programação de computadores, projeto e desenvolvimento de hardware, programação de sistemas embarcados, gerência de projetos e marketing.

Os resultados têm sido promissores. No ano passado a equipe participou da IX Competição Brasileira de Robótica em São João Del Rei (MG) e ficou em 6º lugar de 15 times inscritos. Este ano a meta do grupo é melhorar o software e o hardware dos robôs para participar da X Competição Brasileira de Robótica que será realizada em outubro em Fortaleza (CE). Nos próximos três anos, a Araranguá Intruders pretende montar uma equipe competitiva para participar do mundial de Futebol de Robôs.

O projeto de futebol de robôs deu origem ao Laboratório de Automação e Robótica Móvel (LARM), que integra grupos que atuam nas linhas de pesquisa em Automação Residencial (Domótica), Eficiência Energética, Inteligência Computacional, Robótica Móvel e Sistemas Embarcados e Microcontrolados. Um dos grupos está trabalhando na construção de um Veículo Elétrico Inteligente para disputar em julho deste ano a Maratona Universitária da Eficiência Energética em São Paulo.

O grupo também desenvolve ações para divulgar o tema. Uma delas foi o curso de mecatrônica, oferecido aos alunos do Campus Araranguá na primeira semana acadêmica. Outra iniciativa é o blog Robótica Popular http://roboticapopular.blogspot.com.br/), que divulga os trabalhos realizados nas áreas de robótica e automação.

Confira a participação da equipe na IX Competição Brasileira de Robótica em São João Del Rei (MG):

Sobre a Araranguá Intruders

O grupo Araranguá Intruders surgiu em junho de 2011 e é formado por alunos dos cursos de Tecnologias da Informação, Engenharia de Computação e Engenharia de Energia. Fazem parte também os professores Anderson Luiz Fernandes Perez, que atua na área técnica, e o professor Paulo Esteves, que cuida da área administrativa.

Mais informações:

:: Araranguá Intruders: http://www.araranguaintruders.ufsc.br

:: Blog Robótica Popular http://roboticapopular.blogspot.com.br/

:: Site do Laboratório: http://larm.ufsc.br/

:: Professor Anderson Luiz Fernandes Perez (anderson.perez@ararangua.ufsc.br)

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom/UFSC.

Tags: Campus de Araranguáfutebol de robôsinteligência artificialrobóticaUFSC

Inscrições abertas para curso de Danças Folclóricas Açorianas

10/05/2012 15:08

Estão abertas as inscrições para o curso de Danças Folclóricas Açorianas, que tem por objetivo ensinar técnicas, coreografias e passos das danças originárias das nove ilhas do arquipélago dos Açores. Iniciativa do Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da UFSC, o curso acontece em São José (SC) e é voltado para professores das redes pública e privada, coordenadores de grupos folclóricos e agentes culturais.

O objetivo da iniciativa é qualificar os grupos existentes e formar novos grupos de danças do folclore açoriano no litoral do estado. Esta é a quinta edição do curso, que já foi oferecido em Itajaí, Florianópolis, Sombrio e Laguna. A ministrante é a coreógrafa e pesquisadora do folclore açoriano, Vera Eli Pereira Pires, que terá
apoio do grupo de dança da Associação Folclórica Mixtura de Bombinhas.

Serão cinco aulas, sempre aos sábados, das 9h às 12h e das 13h às 18 h, totalizando 40 horas. A primeira aula será no dia 26 de maio e a última, 24 de junho. A programação será no Instituto Federal de Santa Catarina, Campus São José. As 24 vagas serão preenchidas por ordem de chegada. A taxa de inscrição é de R$ 100,00. Para se inscrever, basta preencher a ficha de inscrição (clique aqui para fazer download da ficha) e enviá-la aos organizadores, junto com o comprovante de pagamento da taxa, pelo fax (48) 3721-8605.

Os participantes que cumprirem a carga horária de 90% do programa terão direito a certificado de conclusão expedido pela Universidade Federal de Santa Catarina. Para que este trabalho possa ter continuidade nas comunidades, cada participante receberá um kit com material de apoio: CDs com músicas folclóricas, apostilas com letras, partituras das musicas, referências bibliográficas e um DVD/Didático com 20 coreografias.

O curso de Danças Folclóricas Açorianas é uma promoção da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade Federal de Santa Catarina e do Instituto Federal de Santa Catarina – Campus São José, realização do Núcleo de Estudos Açorianos e do Grupo Folclórico Mixtura, com apoio da Direcção Regional das Comunidades, do Governo do Açores.

SERVIÇO:

Curso de Danças Folclóricas Açorianas

Data: 26/05 a 23//06 (aulas somente aos sábados)

Horário: 9h às 12h e das 13h às 18 h – Carga horária: 40 horas

Local: Instituto Federal de Santa Catarina – Campus São José. Rua José Lino Kretzer, 608, Praia Comprida, São José (SC).

Ministrantes: Vera Eli Pires e Grupo Folclórico Mixtura

Informações: (48) 3721-8605 ou  www.nea.ufsc.br

Inscrições: a partir de 7 de maio de 2012 – vagas limitadas

Ficha de inscrição: faça o download da ficha, preencha e envie por fax (48) 3721-8605

Taxa de inscrição: R$ 100,00 (taxa única pelo curso, que deve ser depositada no Banco do Brasil, Agência 3272-7, conta corrente 42.062-X, em nome de Vera Eli Pereira Pires).

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom/UFSC.

Tags: curso de dança folclórica açorianaNúcleo de Estudos Açorianos (NEA)UFSC

Tese produz subsídios para aproveitamento sustentável de bromélia nativa da Mata Atlântica

10/05/2012 13:39

Expectativa é de que a espécie com potencial econômico possa ser usada em programas de diversificação ou de incremento de renda para comunidades rurais e semi-urbanas

“Seus frutos são ingeridos tanto in natura como em preparados, como remédio contra a tosse, com ação expectorante nas infecções respiratórias, recomendados para o tratamento de asma e de bronquite. Os mesmos frutos são considerados antihelmínticos, sendo que seu sumo tem ainda efeito sobre tecidos decompostos, deixando feridas completamente limpas”. A descrição do potencial da Bromelia antiacantha, publicada pelo padre pesquisador Raulino Reitz no fascículo da Flora Ilustrada Catarinense “Bromeliáceas e a malária – bromélia endêmica” permanece como estímulo a novos estudos.

O pensamento do padre botânico de que “Todas as plantas são potencialmente úteis” está presente na tese ´Uso e manejo de Caraguatá (Bromelia antiacantha) no Planalto Norte Catarinense: está em curso um processo de domesticação?`, em desenvolvimento junto ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC.

O trabalho da bióloga Samantha Filippon com a bromélia nativa da Mata Atlântica é uma continuidade dos estudos iniciados em seu mestrado, orientado no mesmo programa pelo professor Maurício Sedrez dos Reis (e agora com coorientação do professor Nivaldo Peroni). “Esperamos que com o aprofundamento dos estudos etnobotânicos se possa resgatar e caracterizar junto à comunidade local as formas de manejo da espécie”, explica Samantha.

Conservabio
A pesquisa é realizada em áreas da Floresta Nacional de Três Barras, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão ambiental do governo brasileiro. A floresta é localizada no planalto norte de Santa Catarina, entre os municípios de Três Barras e Canoinhas. O trabalho envolve a comunidade de Campininha, que participa do projeto “Rede para geração do conhecimento na conservação e utilização sustentável dos recursos florestais não madeiráveis da Floresta Ombrófila Mista”, sigla Conservabio. A iniciativa é financiada e coordenada pela Embrapa.

Os estudos de Samantha são executados em uma área de floresta secundária, utilizada como mangueirão para animais cerca de 60 anos atrás, e onde atualmente existe uma grande densidade da Bromelia antiacantha. Se estendem também a uma área caracterizada como mata nativa, em que há décadas foi realizada exploração madeireira, e a algumas propriedades rurais na comunidade.

A meta é esclarecer aspectos sobre o manejo do caraguatá nas paisagens com maior interferência humana, principalmente na confecção das cercas vivas. O projeto vai buscar informações sobre a seleção das plantas, de onde vêm as mudas, quem faz as cercas e porque – pois ainda que não sejam mais utilizados os antigos mangueirões, ainda são feitas cercas com a bromélia. Estas estruturas de gravatá são utilizadas há décadas, o que foi comprovado por Samantha ao visitar as propriedades e em relatos de agricultores de que algumas existem há cerca de 70 anos.

Domesticação
Em sua dissertação, a bióloga já havia observado que vários agricultores praticaram ou praticam algum tipo de manejo sobre o caraguatá. “Pelo fato de existir manejo e seleção de plantas, principalmente para as cercas vivas, seja por vigor, facilidade de manuseio ou crescimento rápido, pode estar em curso um processo de domesticação dessa espécie pela comunidade local”, considera Samantha, que tem como desafio em sua tese elucidar aspectos culturais envolvidos no uso e manejo da bromélia. Sua investigação associa   estudos demográficos (para documentação de padrões de propagação, brotação, frutificação e crescimento, entre outros) a pesquisas genéticas e etnobotânicas.

“Essa espécie mostra potencial econômico e seu uso pode ser estimulado com a utilização em programas de diversificação ou de incremento de renda para comunidades rurais e semi-urbanas”, considera a bióloga. “Mas são necessários mais estudos para avaliar o impacto da extração sobre a diversidade genética e a regeneração natural, assim como sobre sua disponibilidade para a fauna, o que pode auxiliar o estabelecimento de estratégias sustentáveis de manejo”, complementa.

Segundo ela, ainda que a Bromelia antiacantha reúna características medicinais, alimentícias, ornamentais e industriais, é uma espécie pouco estudada quanto a seu uso. Em pesquisa na literatura, Samantha não encontrou estudos sobre a domesticação do caraguatá, apesar da expressiva utilização em comunidades rurais do Planalto Norte Catarinense e também no Rio Grande do Sul.

Ecologia da espécie
Outros pesquisadores já descreveram características medicinais, alimentícias, ornamentais e industriais (para fabricação de fibras para tecidos, cordoaria e de sabão) do caraguatá. Sua utilização na medicina popular é descrita desde a década de 1940.

No trabalho de mestrado desenvolvido entre o final de 2007 e o início de 2009, Samantha observou que na comunidade de Campininha, em Três Barras (SC), o caraguatá tem três usos principais: xarope expectorante (feito com frutos maduros), palmito (retirado da base das folhas da bromélia) e em cercas vivas. A pesquisa também possibilitou um maior conhecimento sobre a ecologia da planta, sua reprodução, período de floração e predadores.

Segundo Samantha, um levantamento preliminar indica o início da construção de um mercado para o caraguatá. Há comercialização em bancas medicinais em mercados públicos, feiras e eventos relacionados à biodiversidade ou a plantas medicinais. A comercialização acontece tanto em cacho como em pacotinhos contendo cerca de 100g. Há também comercialização de mudas,  licores e geleias. A defesa da tese está prevista para o inicio de 2013.

Mais informações: samabio82@gmail.com / Fone: 48 3721-5322

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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Seminário discute os fundamentos matemáticos da economia financeira

10/05/2012 13:37

Será realizado a partir das 14h30 desta sexta-feira, dia 11, no auditório do Centro Sócio-Econômico da UFSC, o seminário “Usos e abusos da matemática na economia”, com palestras dos professores Newton da Costa e Francisco Antonio Dória. Serão discutidas no evento as críticas aos fundamentos matemáticos da economia financeira formulados pelos dois professores, além de Marcelo Tsuji, que já trabalhou na consultoria do ex-ministro e deputado Delfim Neto, e citadas no livro “O universo neoliberal do desencanto”, de José Carlos de Assis e Francisco Dória.

As teses do lógico e matemático Newton da Costa, do matemático Francisco Dória e do economista Marcelo Tsuji são consideradas um clássico da ciência brasileira que desmontou o principal princípio do neoliberalismo, que afirmava que em um mercado com livre competição os preços tendem sempre ao equilíbrio. Contudo, como não é possível saber em que momento ocorre o “ponto de equilíbrio”, cai por terra o que o colunista Luis Nassif chama de “mistificação sobre taxa de juros neutra e PIB potencial”, que são os pilares teóricos de sustentação da taxa Selic brasileira.

A promoção do seminário é do Programa de Pós-graduação em Economia, do Departamento de Economia e Relações Internacionais, dirigido pelo professor Armando Lisboa.

Mais informações pelos telefones (48) 3721-9458 e 3721-9901.

Por Paulo Clóvis Schmitz, jornalista da Agecom.

Tags: Centro Sócio-EconômicoEconomiamatemáticaUFSC

Workshop mostra potenciais e perspectivas do livro digital

10/05/2012 10:16

Palestra sobre livro digital na FapeuPalestras de grande interesse para bibliotecários, estudantes e leitores em geral fizeram parte do workshop “Entenda o Livro Digital e o seu Mercado”, realizado nesta quarta-feira, dia 9, no auditório da Fapeu, no campus da UFSC. A promoção foi da Biblioteca Universitária e a programação foi elaborada e executada pela Springer, segunda maior editora de publicações acadêmicas do setor de STM (ciência, tecnologia e medicina) e a maior editora de livros STM do mundo.
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Diretor da Biblioteca Nacional de Buenos Aires faz palestra sobre Malvinas nesta quinta

09/05/2012 20:24

Horacio González discute sobre o intelectual e a política na América Latina

À frente de uma das instituições mais influentes no cenário político e cultural da Argentina, o professor Horacio González tem tido um papel decisivo no debate político pela afirmação da democracia na América Latina, sobretudo com a reabertura da ferida da Guerra das Malvinas. Nesta quinta-feira (10) pela manhã, González está em Florianópolis para uma conferência sobre as relações entre literatura e política tomando como ponto de partida as Malvinas. Com início às 9 horas, no auditório Henrique Fontes, a conferência abre o Ciclo de palestras e debates sobre o tema: Malvinas, mar e meio-ambiente. Sociólogo e professor da Universidad de Buenos Aires, o herdeiro do posto ocupado no passado por Jorge Luís Borges na direção da Biblioteca Nacional de Buenos Aires tem produzido uma intensa discussão em defesa do posicionamento do intelectual em torno das questões emergentes do seu tempo.

Com uma conferência por mês de maio a outubro e um cine-debate em novembro, a série de palestras Malvinas, mar e meio-ambiente tem o objetivo de discutir as questões políticas implicadas no campo político, artístico, cultural e ambiental. Pretende ainda motivar a reflexão sobre o papel dos intelectuais que assumem cargos públicos, conforme a professora de Literatura da UFSC Liliana Reales, que coordena o evento ao lado do professor Raul Antelo, com a união de esforços de três entidades culturais: a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, o Núcleo de Estudos Literários e Culturais (NELIC) e o Núcleo Onetti de Estudos Literários Latino americanos.

Os debates tomam como ponto de partida o caso da Guerra das Malvinas, que mobiliza não só a Argentina, mas toda a América Latina, desde que David Cameron, o herdeiro do país britânico voltou a atacar a Argentina em fevereiro deste ano. Artistas e intelectuais latinoamericanos se armam pela palavra e pelo pensamento no combate aos restos dessa política cultural colonialista. Uma fervilhante discussão sobre o ranço imperial voltou a inspirar a matéria artística e cultural e a mover a esfera pública, à qual se soma com voz e atitude Horacio González.

À frente da bicentenária instituição da Biblioteca Nacional há 25 anos, Gonzáles é responsável por um programa de edições ousado e impactante, pelo Museu do Livro e da Língua, e ainda pela co-produção de uma série de programas veiculados na TV do MEC, o canal Encuentro, chamado O livro perdido, nos quais aparece comentando literatura, política, história (ver: http://www.bn.gov.ar/). “É um exemplo de intelectual que se propõe a conhecer profundamente as questões do seu país, do continente e do seu tempo”, assinala o professor Raul Antelo, que assina um ensaio comentando polêmica entre Gonzáles e Vargas Llosa (ver link http://secarte.paginas.ufsc.br/wp-admin/post.php?post=2237&action=edit&message=1).

Formado em Sociologia na Universidade de Buenos Aires em 1970 e doutor em Ciências Sociais pela USP (1992), cidade onde viveu o exílio, Gonçalez (Buenos Aires, 1944) é integrante do Espaço Carta Abierta, que agrupa intelectuais apoiadores do governo kirchnerista e reivindica o domínio do que os britânicos chamam de Falkland. Tem ocupado todos os espaços de debates para defender a soberania e a democracia da América Latina e pensar o momento político e cultural. Professor titular na Universidad de Buenos Aires e na Universidad Nacional de Rosario, é também animador de várias publicações culturais, tais como a revista El ojo mocho.

Como autor, publicou entre outras obras, de La ética picaresca (1992), El filósofo cesante (1995), Arlt: política y locura (1996), Restos pampeanos. Ciencia, ensayo y politica em la cultura argentina del siglo XX (1999), Cóncavo y convexo. Escritos sobre Spinoza (1999), Retórica y locura. Para una teoría de la cultura argentina (2003), Los asaltantes del cielo. Política y emancipación (2006), Las hojas de la memoria. Un siglo y medio de periodismo obrero y social (2007), Kirchnerismo, una controversia cultural (2011).

Serviço:

CICLO MALVINAS, MAR E MEIO-AMBIENTE
Conferência de abertura:
“Literatura e política: a partir de Malvinas”
Horacio Gonzalez, diretor da Biblioteca Nacional de Buenos Aires
Data: 10 maio 2012, às 9.00h
Local: Auditório Henrique Fontes do CCE
Aberta ao publico em geral
Entrada franca
Informações: professores Liliana Reales (lilianareales@yahoo.com) e Raul Antelo (antelo@iaccess.com.br)
Raquel Wandelli raquelwandelli@yahoo.com.br e (48) 3721-9459
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Museu abre nesta quarta-feira exposição ‘Ticuna em dois tempos’

09/05/2012 17:20
Paralelo entre duas épocas: objetos indígenas coletados pelo antropólogo catarinense Sílvio Coelho na Amazônia dos anos 60 ao lado da coleção dos anos 70 do artista plástico amazonense Jair Jacmont
 

A exposição Ticuna em dois tempos traz o resultado de duas histórias de amor e homenagem a mais numerosa nação indígena do país. Nesta quarta-feira (9), às 19 horas, no campus da UFSC, o Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE) cruza dois olhares de duas épocas distintas em duas coleções produzidas com critérios e objetivos diferentes sobre a mesma etnia, os Ticuna ou Mgüta, que vivem no Alto Rio Solimões, na Amazônia brasileira e também na Colômbia e Peru. De um lado, o olhar do historiador e antropólogo catarinense Sílvio Coelho dos Santos, que reuniu sua coleção quando participou de expedição à Amazônia do Curso de Especialização em Antropologia do Museu Nacional, na década de 1960. De outro, o olhar estético do artista plástico Jair Jacmont, que formou sua coleção na década de 1970, adquirindo os objetos dos próprios índios, na cidade de Manaus.

Exibidas pela primeira vez ao público, as duas coleções juntas assombram e fascinam pela beleza e expressividade. A exposição conjunta é um projeto alimentado há longa data pelas duas instituições de extremos opostos do Brasil, com o objetivo de promover o diálogo entre esses dois reveladores olhares para a mesma cultura, explica a diretora do MArquE Teresa Fossari. Começa no dia 10 de maio e vai até 25 de outubro, de segunda a sexta, das 10 às 17 horas.

Integram o conjunto de Sílvio Coelho 53 objetos e  registros de campo, compostos por 135 diapositivos (slides) e dois diários produzidos pelo antropólogo catarinense no coração da selva amazônica. São adornos pessoais, cerâmicas, cestos e utensílios domésticos, bonecas esculpidas em madeira, estatuetas em madeira de macaco prego, esculturas antropozoomorfas, mantas, remos, indumentárias completas, brinquedos infantis, um tambor e principalmente bastões cerimoniais, máscaras e outros objetos ritualísticos utilizados na Festa da Moça Nova, além de slides ampliados de figuras humanas e paisagens.

Artista plástico amazonense que se inspira nos Ticuna para produzir seus quadros, Jacmont começou a colecionar as peças de arte indígena que as elites da região consideravam “panema” (azar) dentro de casa. Influenciado pelo movimento cubista na arte, Jair Jacqmont passou a observar tridimensionalidade, textura, cores, formas e conceitos das peças indígenas, como Picasso fez com máscaras e estátuas dos povos africanos. Passou a comprar no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus, peças Ticuna que os vendedores consideravam “artesanatos”, valorizando-as como genuínas obras de arte, sobretudo pela sua tridimensionalidade. Assim reuniu135 peças, entre esculturas antropomorfas e bastões de ritmo e de comando usados para danças e rituais, além de uma considerável quantidade de máscaras esculpidas em madeira. Sob a guarda do Museu Amazônico da Universidade Federal da Amazônia desde 1994, essa coleção veio para Florianópolis como parte de uma parceria com a Rede de Museus do Instituto Brasil Plural – IBP.

Sílvio Coelho entre os Ticuna

Desde a vivência com os Ticuna (Túkuna, na grafia original) em julho, agosto e setembro de 1962, até o dia de sua morte, em outubro de 2008, de câncer, Sílvio Coelho dos Santos dedicaria sua inteligência e energia física à compreensão do modo de ser índio. Ao retornar da expedição comandada pelo antropólogo Roberto Cardoso de Oliveira, seu orientador, esse legado foi depositado na Reserva Técnica da antiga sede do Museu Universitário, do qual ele foi um dos fundadores, aguardando as condições de climatização e conservação que um acervo dessa natureza e importância exige para ser exposto. Isso só foi possível com a inauguração do grande Pavilhão Sílvio Coelho dos Santos, do MArquE, inaugurado em sua homenagem, no dia 24 último, pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC.

Subindo de barco os igarapés e visitando comunidades, Sílvio Coelho recolheu objetos representativos dessa cultura com a preocupação de salvá-los da desaparição e esquecimento futuros, em uma mostra do vínculo afetivo e político que o ligou ao “povo pescado com vara”. A cosmogonia Ticuna acredita que essa gente foi pescada com vara por um herói mítico (Yo´i) nas águas vermelhas do igarapé Eware, segundo conta a chefe da Divisão de Museologia do MArquE Cristina Castellano, que coordena a exposição ao lado da museóloga Viviane Wermelinger  e da restauradora  Vanilde Ghizoni. Depois de nascer do rio, passou a habitar as cercanias da montanha Taiwegine, onde morava o herói, um local preservado até hoje como testemunho sagrado da gênese desses índios que enfeitiçaram o antropólogo catarinense pelo coração e pela mente.

Serviço:

Exposição “Ticuna em Dois Tempos”
Local: Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral
Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima – Trindade – Florianópolis – SC
Abertura: 9 de maio, às 19 h
Período de exposição: 10 de maio a 25 de outubro de 2012
Horário: Segunda a sexta (fechado as terças) – 10h às 17h

Texto: Raquel Wandelli
Jornalista da UFSC na SeCArte
raquelwandelli@yahoo.com.br
(48) 37219459 e 99110524

 

Fotos da galeria: Wagner Behr/Agecom

Tags: Exposição TicunaMArquESeCArteSílvio Coelho dos SantosUFSC

CFH promove festa surpresa de aniversário e despedida para Roselane Neckel

09/05/2012 14:04

Servidores  e estudantes do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) realizaram, às 10 horas da manhã desta quarta-feira, dia 9, uma homenagem para a diretora do CFH, nova reitora da UFSC, Roselane Neckel. A  festa surpresa de aniversário da professora  e também de despedida aconteceu no hall do Centro e representantes de professores,  técnico-administrativos e estudantes dirigiram palavras de apoio e incentivo à professora. Nos discursos, a trajetória de Roselane foi lembrada, desde quando lecionava, passando pela direção do CFH e tornando-se a primeira mulher a assumir a reitoria da Universidade.

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Tags: aniversário Roselane NeckelCFHdespedida Roselane Neckel

Projeto prevê plantio de 60 mil mudas de flores ornamentais na Universidade

09/05/2012 13:07
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Aprofundar os conhecimentos dos estudantes de Agronomia e Arquitetura sobre o uso e preservação de plantas ornamentais é um dos objetivos da ação

O  professor Alvaro Prata dará início, na quinta-feira, 10/05, ao projeto Flor no campus, iniciativa que pretende produzir, no mínimo, 60 mil flores e arbustos ornamentais nos campi da Trindade e Sul da Ilha. As primeiras mudas serão plantadas pelo reitor e diretores dos centros por volta das 15 horas.

O projeto tem como objetivos a arborização dos campi; tornar os campi mais agradáveis por meio de um visual mais atrativo; estimular o uso de plantas mais adaptadas às condições dos campi, reduzindo os custos da manutenção dos jardins; e aprofundar os conhecimentos dos estudantes de Agronomia e Arquitetura sobre o uso e preservação de plantas ornamentais.

O plantio simbólico das primeiras mudas será nos canteiros do estacionamento da reitoria e na rótula em frente ao Centro de Eventos. Em seguida, funcionários da Prefeitura Universitária irão plantar o restante das 500 mudas iniciais.

As mudas foram produzidas por três estudantes haitianos que fazem estágio com o professor Ênio Pedrotti – um dos organizadores da ação – e pelos alunos da disciplina de Floricultura do curso de Agronomia da UFSC.

Mais informações com o professor Ênio: (48) 3721-8220.

Por Nayara Batschke, bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: 60 mil mudasplantio flores ornamentaisUFSC

Evento debate o uso responsável do solo e cultivo de produtos orgânicos

09/05/2012 12:54

Com objetivo de discutir a agroecologia na região Sul do Brasil, a Universidade Federal de Santa Catarina vai sediar o VIII Encontro Ampliado da Rede Ecovida, de 28 a 31 de maio. O termo agroecologia surgiu recentemente para referir-se ao cultivo responsável e saudável do solo. O evento, organizado pelo Centro de Estudo e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), é voltado para agricultores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo e terá quatro seminários principais em sua programação: Sistemas participativos de garantia, Comercialização, Sistemas agroflorestais e Insumos e poder na agroecologia. São aguardados aproximadamente mil participantes para quatro dias de encontro.

Uma das atrações mais esperadas desta edição é a Feira de Saberes e Sabores, que será exposta na Praça da Cidadania, onde os agricultores irão divulgar e comercializar seus produtos, todos orgânicos. A feira poderá ser visitada das 14h da segunda-feira até às 14h de quarta. No mesmo espaço, será montado um palco que trará diversas apresentações culturais ao longo do dia, como encenações de teatro e shows.

Os participantes também poderão assistir a oficinas, que serão ministradas nas salas de aula dos centros da Universidade. O público prioritário das atividades serão os agricultores e suas famílias, mas se houver vagas remanescentes, serão abertas a toda a comunidade universitária.

O Encontro Ampliado da Rede Ecovida é bienal e esta é a primeira edição realizada em uma capital. A UFSC é a primeira universidade a sediar do evento.

Mais informações pelo número 9602-7255, com Maria Denis.

Por Nayara Batschke, bolsista de Jornalismo na Agecom.

Tags: Feira de Saberes e Saboresprodutos orgânicosUFSCuso responsável solo

Núcleo de Desenvolvimento Infantil completa 32 anos

09/05/2012 12:20

O Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC celebrou no dia 8 de maio seu aniversário de 32 anos, e para comemorar foram realizadas duas confraternizações: às 11h para as crianças da manhã e às 17h para a turma da tarde.

 

O encontro reuniu alunos, pais e professores em um momento com dança, música e teatro, comandado pelo Grupo Cultural Roda Viva. A apresentação atraiu a atenção das crianças e aproximou os pais do ambiente escolar. A coordenação do Núcleo aproveitou a data para inaugurar dois decks construídos recentemente, que servirão para dar mais comodidade aos usuários. O NDI atende cerca de 240 crianças, filhos de professores, alunos e servidores técnico-administrativos da UFSC.

 

Mais informações: (48) 3721-9432 ou 3721-9906 e ndi.ufsc.br

 

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo na Agecom

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O encontro reuniu alunos, pais e professores em um momento com dança, música e teatro, comandado pelo Grupo Cultural Roda Viva - Fotos: Brenda Thomé/Agecom

Tags: NDI

Exposição ‘Ticuna em dois tempos’ será aberta nesta quarta

09/05/2012 11:11
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(clique para ampliar)

Rastros do “povo pescado no igarapé”
Um antropólogo catarinense no Alto Rio Solimões
 
 
Museu abre pela primeira vez ao público “Ticuna em dois tempos”, exposição com objetos indígenas coletados pelo pesquisador Sílvio Coelho dos Santos na Amazônia dos anos 60
 
 
“Sobre a viagem, posso registrar que está completa. Vivo cenas que sonhei quando garoto e que nunca imaginei viver”. (Diário de Campo de Sílvio Coelho dos Santos – Expedição Ticuna)
 
 
Quando em julho de 1962 o jovem historiador Sílvio Coelho dos Santos viajou para o território Ticuna em uma expedição arriscada pelo alto rio Solimões, tinha o desafio de agregar experiência prática à sua formação teórica como antropólogo. Ao chegar ao município de Benjamim Constant, ao lado da colega Cecília Maria Helm e do etnólogo Roberto Cardoso de Oliveira, que o orientava na pesquisa, encontrou um povo massacrado pelo avanço violento dos seringueiros e madeireiros sobre suas terras após o boom da exploração da borracha. Desfigurado pelo álcool e pela miséria, os Ticuna lutavam para perpetuar a prática de suas tradições. Mas o pesquisador também encontrou um grupo de riqueza cultural fascinante, que organiza todos os seres vivos, inclusive os humanos, em duas grandes linhagens, a das aves e a das plantas, e cujas máscaras, desenhos e pinturas ganhariam, por sua força e originalidade, fama internacional. Muito além da prestação de contas de um trabalho acadêmico exploratório, a coleção de objetos etnográficos e os registros de campo inéditos deixados pelo antropólogo representam a retribuição emocionada de um jovem de 24 anos ao povo pacífico, mas não passivo, que o acolheu por três meses e o fez selar o pacto de toda uma vida em defesa dos povos indígenas brasileiros.
Desde a vivência com os Ticuna (Túkuna, na grafia original) até o dia de sua morte, em outubro de 2008, de câncer, Sílvio Coelho dos Santos dedicaria sua inteligência e energia física à compreensão do modo de ser índio. No dia 9 de maio, às 19 horas, no campus da UFSC em Florianópolis, o Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE) apresenta pela primeira vez ao público a coleção com 53 objetos recolhidos entre os Ticuna e os registros de campo, compostos por 135 diapositivos (slides) e dois diários produzidos pelo antropólogo catarinense no coração da selva amazônica. Desde que retornou da expedição, no final dos anos 60, esse legado esteve depositado na Reserva Técnica da antiga sede do Museu Universitário, do qual ele foi um dos fundadores, aguardando as condições de climatização e conservação que um acervo dessa natureza e importância exige para ser exposto. Isso só foi possível com a inauguração do grande pavilhão que recebe seu nome, no dia 24 último, pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC.
Subindo de barco os igarapés e visitando comunidades, Sílvio Coelho recolheu objetos representativos dessa cultura com a preocupação de salvá-los da desaparição e esquecimento futuros, em uma mostra do vínculo afetivo e político que o ligou ao “povo pescado com vara”. A cosmogonia Ticuna acredita que essa gente foi pescada com vara por um herói mítico (Yo´i) nas águas vermelhas do igarapé Eware, segundo conta a chefe da Divisão de Museologia do MArquE Cristina Castellano, que coordena a exposição ao lado da museóloga Viviane Wermelinger  e da restauradora  Vanilde Ghizoni. Depois de nascer do rio, passou a habitar as cercanias da montanha Taiwegine, onde morava o herói, um local preservado até hoje como testemunho sagrado da gênese desses índios que enfeitiçaram o antropólogo catarinense pelo coração e pela mente.
A exposição “Ticuna em dois tempos” traz à tona essa história de amor ao conhecimento e homenagem a mais numerosa nação indígena da Amazônia brasileira e também do país. Cruza dois olhares de duas épocas distintas em duas coleções produzidas com critérios e objetivos diferentes sobre a mesma etnia. De um lado, o olhar do historiador e antropólogo catarinense representado no material coletado durante a sua participação no Curso de Especialização em Antropologia no Museu Nacional (da antiga Universidade do Brasil), no Rio de Janeiro, na década de 1960. Integram o conjunto de Sílvio Coelho adornos pessoais, cerâmicas, cestos e utensílios domésticos, bonecas esculpidas em madeira, estatuetas em madeira de macaco prego, esculturas antropozoomorfas, mantas, remos, indumentárias completas, brinquedos infantis, um tambor e principalmente bastões cerimoniais, máscaras e outros objetos ritualísticos utilizados na Festa da Moça Nova, além de slides de figuras humanas e paisagens.
De outro lado, está o olhar estético do artista plástico Jair Jacmont, que formou sua coleção na década de 1970, adquirindo os objetos dos próprios índios, na cidade de Manaus. São mais 135 peças, entre esculturas antropomorfas e bastões de ritmo usados para danças e rituais, além de uma considerável quantidade de máscaras esculpidas em madeira. Sob a guarda do Museu Amazônico da Universidade Federal da Amazônia desde 1994, essa coleção veio para Florianópolis como parte de uma parceria com a Rede de Museus do Instituto Brasil Plural – IBP. Explica a diretora do MArquE Teresa Fossari que a exposição conjunta é um projeto alimentado há longa data pelas duas instituições de extremos opostos do Brasil, com o objetivo de promover o diálogo entre esses dois reveladores olhares para a mesma cultura.
Serviço:
Exposição “Ticuna em Dois Tempos”
Local: Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral
Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima – Trindade – Florianópolis – SC
Abertura: 9 de maio, às 19 h
Período de exposição: 10 de maio a 25 de outubro de 2012
Horário: Segunda a sexta (fechado as terças) – 10h às 17h
Por Raquel Wandelli/ Jornalista da UFSC na SeCArte

3721-9459 e 9911-0524

Tags: MArquESeCArte

Banda Somato se apresenta no Projeto 12:30 desta quarta

09/05/2012 09:44

Repertório vai do folclore latino-americano ao rock, com elementos de chanson française, música erudita e popular brasileira

O Projeto 12:30 recebe a banda Somato, vencedora do concurso nacional Bis Pro Rock, nesta  quarta-feira, 09/05, às 12h30, na Concha Acústica. O espetáculo é gratuito e aberto à  comunidade.

A história da Somato é recente, mas com dois anos de estrada a banda já tem muito pra  contar. O encontro de Bruno, Clawn, Glo, Gaspa e Mari aconteceu antes da formação da Somato. Já existia a ideia de tocarem juntos, mas faltava a oportunidade certa.

O primeiro ensaio aconteceu  no dia 25 de maio de 2009, depois de um convite para abrir show para o músico Dante Ramon Ledesma, que tocou na comemoração dos 50 anos da Revolução Cubana.

A partir daí a banda realizou uma série de shows e gravou um EP com cinco de suas músicas para divulgar seu som. O grupo ficou de março a junho de 2010 fazendo shows na Europa, passando pela Bélgica, Holanda, Áustria e França, onde realizou suas duas últimas apresentações na Fête de la Musique em Paris.

Recentemente o grupo foi selecionado para tocar na Maratona Cultural (Florianópolis, SC)  e ficou em primeiro lugar na votação do concurso nacional Bis Pro Rock, caindo no gosto dos jurados (entre eles Roger – Ultraje a Rigor, Andreas Kisser – Sepultura e China – MTV) sendo a banda selecionada para tocar no Festival Abril Pro Rock, que acontece há 20
anos em Recife (PE), dividindo os trabalhos musicais com Los Hermanos, A Banda Mais Bonita da Cidade e Tibério Azul.

A banda trabalha tanto com composições próprias com versões peculiares de artistas das mais variadas origens e gêneros, temperando tudo com sonoridades novas. Vão do folclore latino-americano ao rock, com elementos de chanson française, música erudita e música popular brasileira.

Integrantes:
Glo – Voz e teclados.
Clawn – Violão e voz.
Bruno – Guitarra e voz.
Gaspa – Violoncelo e voz.
Mariel – Percussão e voz.

Projeto 12:30
O projeto 12:30 é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, e apresenta semanalmente atrações de cunho cultural de música, dança e teatro. As apresentações acontecem todas as quartas-feiras, ao ar livre, na Concha Acústica, e, quinzenalmente, às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC.

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto dentro do campus da UFSC devem  entrar em contato com o DAC por meio dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

Serviço:
O QUÊ: Apresentação da banda Somato.
ONDE: Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC, Praça da Cidadania, Campus Universitário,
Florianópolis-SC.
QUANDO: Dia nove de maio de 2012, quarta-feira, às 12h30.
QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade.
CONTATO: Banda: talk2somato@gmail.com (48) 8421-7686
Visite www.dac.ufsc.br

Fonte: Kadu Reis – Acadêmico de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30, DAC:SECARTE: UFSC, com informações e foto do grupo.

Tags: DACProjeto 12:30

Nova reitora da UFSC assume nesta quinta

09/05/2012 09:08
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No discuso da cerimônia de posse em Brasília, Roselane Neckel disse que irá priorizar a extensão. Foto: João Neto (MEC)

Está marcada para esta quinta, 10 de maio, às 19h, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos, a posse das novas reitora, Roselane Neckel, e vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina, Lúcia Helena Martins Pacheco. A transmissão dos cargos será feita pelo atual reitor da UFSC, Alvaro Toubes Prata, à frente da UFSC desde 2008 e que assumirá, ainda este mês, o comando da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A cerimônia será acompanhada ao vivo pela TV UFSC.
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Tags: administraçãoreitoraRoselane

Ministro da Educação dá posse a reitoras de universidades de três regiões

08/05/2012 15:56

Maria Berenice, Roselane e Maria José são as primeiras mulheres a exercer o cargo de reitora em suas universidades (Foto: João Neto)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, empossou, nesta terça-feira, 8, as reitoras das universidades Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Federal de Rondônia (Unir) e Federal de Santa Catarina (UFSC). Maria José de Sena, da UFRPE, Maria Berenice Alho da Costa Tourinho, da Unir, e  Roselane Neckel, da UFSC, foram as primeiras mulheres eleitas para o cargo nessas universidades, e terão mandato de 4 anos. A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, compareceu à cerimônia.

Essas três universidades participaram do Programa de Reestruturação e Expansão das Instituições Federais de Ensino Superior (Reuni), o que possibilitou a interiorização e o aumento do número de vagas oferecidas. Para o secretário de Educação Superior do MEC, Amaro Lins, as universidades têm atuação presente nas regiões onde instalam seus campi. “Os planos de ação e desenvolvimento estratégico das universidades atendem as demandas da sociedade brasileira e, de forma muito especial, atendem as demandas de suas regiões”, disse ele.

Maria José de Sena graduou-se em licenciatura em ciências biológicas pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e em ciências agrícolas pela UFRPE, onde também obteve grau em medicina veterinária. Maria José é professora da Rural de Pernambuco desde 1994, onde atuou como Coordenadora do curso de medicina veterinária e pró-reitora de ensino de graduação.

A UFRPE, que atualmente tem três campi, foi a primeira universidade beneficiada pelo Reuni, quando inaugurou em 2005 a unidade acadêmica de Garanhuns. Além do campus de Garanhuns e da sede em Recife, a universidade também conta com uma unidade em Serra Talhada, no sertão pernambucano, e está construindo mais uma unidade no Cabo de Santo Agostinho.

“Processos como o Reuni e o Programa Universidade para Todos (ProUni) não significaram a pulverização do ensino superior como muitos pensavam, mas a constituição de eixos consistentes de ensino, pesquisa e extensão e formação de recursos humanos, tanto na capital como no interior do estado”, disse a reitora Maria José de Sena.

Na Unir, de Rondônia, assume a reitoria Maria Berenice Tourinho. Professora do departamento de ciências sociais da Universidade Federal de Rondônia há 23 anos, Tourinho é mestre em serviço social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutora em psicologia social e do trabalho pela Universidad de La Habana, Cuba.

Maria Berenice destacou o papel da universidade na capacitação de recursos humanos para as obras que a região deve receber no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para a reitora, a Unir exerce papel relevante na formação de recursos humanos e consolidação da educação superior na Amazônia. “A localização em que estamos é estratégica para a criação de uma universidade amazônica, que permita a capacitação de pessoal para um desenvolvimento sustentável da região”, disse.

Em seu discuso, Roselane Neckel disse que irá priorizar a extensão. Foto: João Neto (MEC)

Nova reitora da UFSC, Roselane Neckel é professora do departamento de história. Tem licenciatura em história pela UFSC e mestrado e doutorado na mesma área pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A UFSC foi criada em 1960 e têm quatro campi: além da sede em Florianópolis, unidades nas cidades de Araranguá, Joinville e Curitibanos. Um novo campus está previsto para ser implantado em Blumenau até 2014.

Entre as primeiras medidas a serem tomadas pela nova reitora, Roselane ressalta a necessidade de estreitar os laços da universidade com a comunidade, por meio da pró-reitoria de extensão. “Consideramos que a Universidade Federal de Santa Catarina tem um papel fundamental de intervenção social e um dever com a sociedade de difundir o conhecimento”, afirmou.

Ao dar posse para três mulheres de três regiões diferentes, o ministro Aloizio Mercadante reafirmou o compromisso do Estado brasileiro em manter os esforços para interiorizar e ampliar o acesso à educação superior de qualidade. “Se quisermos ser um país desenvolvido, precisamos investir em educação, ciência, tecnologia e inovação. As universidades e os institutos federais são instrumentos para superarmos o desafio do desenvolvimento”, disse o ministro.

Durante a cerimônia, Mercadante elogiou a conduta do reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Luiz Pedro San Gil Jutuca, nas investigações das supostas irregularidades do processo seletivo da universidade.

Fonte: MEC – Diego Rocha – Terça-feira, 08 de maio de 2012 – 15:34

Tags: MECposse reitoraUFSC

Seminário aborda agricultura urbana nesta sexta-feira em Joinville

08/05/2012 15:01

Acontece no dia 11 de maio o 1º Seminário de Agricultura Urbana e Periurbana da região Norte e Nordeste de Santa Catarina. O evento é proposto pelo Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana da UFSC e acontece no auditório da Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (AMUNESC), em Joinville. Entre as presenças confirmadas estão a do representante do Centro de Recursos em Agricultura Urbana e Segurança Alimentar do Peru, Alain Santandreu Carpi, e do representante do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), João Tadeu Pereira.

Um dos objetivos do evento é difundir a proposta da agricultura urbana para além da produção de alimentos saudáveis, bem como mobilizar agricultores urbanos, periurbanos e demais atores para a construção coletiva de uma Política para a Agricultura Urbana no território.

Os projetos de agricultura urbana e periurbana existem desde 2008 na região norte do estado. Participam 120 famílias em áreas urbanas e 400 famílias em áreas de assentamento e acampamento de reforma agrária. O projeto tem objetivos multidimensionais, ou seja, busca beneficiar o ser humano, as cidades e a produção agrícola ecológica. Ao mesmo tempo em que busca promover a segurança alimentar e nutricional, o projeto visa também aproximar produtor e consumidor, prover alimentos com qualidade e reduzir  gastos de energia no transporte.

O seminário é articulado e organizado pelo Coletivo Metropolitano do Centro de Apoio a Agricultura Urbana e Periurbana (CAAUP) da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS, Cooperativa Regional de Industrialização e Comercialização Dolcimar Luiz Brunetto – COOPERDOTCHI, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). INCRA- Superintendência Regional de Santa Catarina, Prefeitura de Joinville, Fundação Municipal de Desenvolvimento Rural 25 de Julho (FMDR /Joinville), Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (AMUNESC), Companhia Águas de Joinville, Prefeitura de São Bento do Sul, Prefeitura de Itaiópolis, Prefeitura de Canoinhas e Prefeitura de Campo Alegre.

Serviço:
O quê: 1º Seminário de Agricultura Urbana e Periurbana da região Norte e Nordeste de Santa Catarina.
Quando: 11 de maio, a partir das 8h.
Onde: Auditório da Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (AMUNESC), em Joinville.
Arquivo em PDF da programação.

Mais informações:
Centro de Apoio a Agricultura Urbana e Periurbana de Santa Catarina (CAAUP- SC)
Fone: (48) 3721-5417
E-mail: caaupsc@gmail.com
http://www.lecera.ufsc.br/

 

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom.

Tags: agricultura urbana e periurbanasegurança alimentarUFSC

Procurador Nilto Parma deixa a UFSC nesta quarta-feira

08/05/2012 10:04

Será publicado nesta quarta-feira, dia 9, o ato interno de exoneração do procurador-geral federal junto à Universidade Federal de Santa Catarina, advogado Nilto Parma, a pedido do próprio profissional. Na mesma data, também a pedido, o Diário Oficial da União vai publicar o ato de sua aposentadoria, após 38 anos de dedicação ao serviço público federal, sendo mais de 35 anos na UFSC – o tempo restante foi no Ministério da Agricultura, em Brasília.  Cabe às Procuradorias representar judicialmente e extrajudicialmente as autarquias e fundações federais, prestando-lhes serviços de consultoria e assessoramento jurídicos. Nilto Parma afirma que sempre procurou conhecer de perto os problemas e dificuldades da Administração Central da universidade, para “reunir condições de oferecer meios e soluções dentro da Lei e do Direito”.

Procurador Nilto Parma aposenta-se após 38 anos de dedicação ao serviço público federal . Foto Wagner Behr/Agecom

Na gestão que está se encerrando, a Procuradoria teve papel fundamental na solução de pendências e questionamentos relativos às fundações de apoio, aperfeiçoando e buscando agilizar procedimentos que facilitassem a resolução dos processos. Para o procurador, as parcerias entre as fundações e as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) apresentam “expressivos e incontestáveis resultados positivos”. A participação da Procuradoria nesse processo “transmite a certeza da presença de uma efetiva advocacia pública capaz e preparada não apenas para prestar consultoria e assessoramento jurídicos, como também para promover defesa junto aos órgãos de controle e ao Poder Judiciário”.

 Nesse período, a Procuradoria se manifestou em relação a mais de 3 mil processos administrativos anuais e mais de 900 demandas em processos judiciais, no assessoramento a processos de licitações, contratos, convênios e acordos de parceria e na análise e consideração das demandas por repactuação, entre outras atividades.

 Ao dar por encerrada a sua passagem pela UFSC, o procurador Nilto Parma afirma estar “deixando a casa em ordem”, após realizar um trabalho propositivo e preventivo que levou em conta as principais demandas da Administração. Em evento recente, ele agradeceu sua equipe de procuradores, técnicos e pessoal de apoio e disse ter sido bem sucedido na tarefa de transformar a Procuradoria num órgão presente e efetivo em favor da Universidade, causa abraçada por todos os funcionários.

 Mais informações na Procuradoria, pelo fone (48) 3721-6014.

 

Tags: Nilto Parmaprocurador-geral federal junto à UFSC

Alvaro Prata assume cadeira na Academia Brasileira de Ciências

08/05/2012 10:00

Está marcada para as 19h30min desta terça-feira, dia 8, a posse do professor Alvaro Toubes Prata, atual reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, na Academia Brasileira de Ciências (ABC). Ele assumirá junto com outros 24 pesquisadores e cientistas, e será o titular da cadeira de Ciências da Engenharia, tendo como suplentes os professores João Fernando Gomes de Oliveira e Victor Carlos Pandolfelli. A solenidade será realizada na Escola Naval, localizada na avenida Almirante Sylvio de Noronha, no Rio de Janeiro.

A posse dos novos membros titulares e correspondentes se dá dentro da programação da Reunião Magna 2012 da ABC, que começou hoje e se estende até quarta-feira na sede da entidade, no Rio. Eles foram eleitos na assembleia geral de 16 de dezembro de 2011 da Academia, que tem 449 membros titulares, de um total de 784, incluídas as categorias de associados, afiliados (jovens vinculados por apenas cinco anos) e correspondentes (estrangeiros).

Com a posse de Alvaro Prata, chegam a sete os representantes da UFSC na Academia Brasileira de Ciências. Já são membros os professores Adilson José Curtius, Faruk José Nome Aguilera, Ademir Neves (todos membros titulares na área de Ciências Químicas), João Batista Calixto (do Departamento de Farmacologia, na área de Ciências Biomédicas), Ruy Exel Filho e Clovis Caesar Gonzaga (do Departamento de Matemática, na área de Ciências Matemáticas).

A Academia Brasileira de Ciências é uma entidade independente, não governamental e sem fins lucrativos que atua como sociedade científica e contribui para o estudo de temas de grande importância para a população e a proposição de políticas públicas. Seu foco é o desenvolvimento científico do país, a interação entre os cientistas brasileiros e destes com pesquisadores de outras nações.

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista na Agecom

Saiba Mais:
Novos Membros da ABC

Ciências Matemáticas
Enrique Ramiro Pujals, Lorenzo Justiniano Diaz Casado, Paolo Piccione (titulares), Efim Zelmanov e Wendelin Werner (correspondentes)

Ciências Físicas
Antonio Martins Figueiredo Neto, Nathan Jacob Berkovits e Ronald Dickman (titulares)

Ciências Químicas
Angela de Luca Rebello Wagener, Luiz Carlos Dias, Vanderlan da Silva Bolzani (titulares) e Hugo Kubinyi (correspondente)

Ciências da Terra
Claudio Riccomini, Icaro Vitorello, José Antonio Marengo Orsini (titulares), Meinrat O. Andreae e Victor Alberto Ramos (correspondentes)

Ciências Biológicas
Fábio de Oliveira Pedrosa e Fausto Foresti (titulares)

Ciências Biomédicas
Gilberto De Nucci, Maria Julia Manso Alves, Regina Pekelmann Markus (titulares), Christine C. Winterbourn e Michel Claudio Nussenzweig (correspondentes)

Ciências da Saúde
Fernando Cendes, Francisco Rafael Martins Laurindo (titulares), Miguel N. Burnier Jr. e Moyses Szklo (correspondentes)

Ciências Agrárias
Evaldo Ferreira Vilela e Maria Fatima Grossi de Sá (titulares)

Ciências da Engenharia
Alvaro Toubes Prata, João Fernando Gomes de Oliveira, Victor Carlos Pandolfelli (titulares), Gérard Plateau, Marc Andre Meyers e Shankar Prashad Bhattacharyya (correspondentes)

Ciências Sociais
Bolívar Lamounier (titular) e James Joseph Heckman (correspondente)

Tags: ABCalvaro prataUFSC

Núcleo de Estudos da Terceira Idade tem nova marca

08/05/2012 09:57

Marca proposta por Felipe Ademar Bezerra de Almeida traz nova identidade visual para o Núcleo voltado ao trabalho com a terceira idade. Fotos: Wagner Behr / Agecom

O estudante do Curso de Design da UFSC Felipe Ademar Bezerra de Almeida é o vencedor do concurso que escolheu o novo logotipo do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI). O concurso faz parte das comemorações dos 30 anos do NETI.

José Artur Brambilla Junior e Vanessa de Luca Bortolato, do mesmo curso, foram também selecionados para a etapa final. A premiação foi realizada na manhã desta segunda-feira, 7 de maio, no hall da Reitoria da UFSC.

Criatividade (visão nova de logotipo); Originalidade (desvinculação de outras logotipo existentes, inclusive com o atual logotipo do NETI) ; Comunicação (transmissão da idéia e universalidade) e Aplicabilidade (seja em cores, em preto e branco, em variadas dimensões e sobre diferentes fundos) foram critérios que orientaram o julgamento.

Mais informações: www.neti.ufsc.br / (48) 3721- Telefone: (48) 3721-9445

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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Tags: logotipoNETIUFSC

Monografia sobre digestores anaeróbios para tratamento do lixo urbano é premiada

08/05/2012 08:54

Um dos maiores desafios atuais é o gerenciamento de resíduos sólidos, tanto recicláveis quanto orgânicos. Cerca de 50% dos resíduos sólidos produzidos atualmente não podem ser reciclados, como dejetos de criação de animais, lodos de tratamento de efluentes, resíduos de processos industriais e resíduos orgânicos domésticos.

No Brasil, o destino aceito como o mais adequado para os lixos orgânicos é o aterro sanitário, que além de causar problemas ambientais enfrenta embates dos custos operacionais e da disponibilidade de áreas. Uma alternativa promissora para esses resíduos é o emprego de digestores anaeróbios.

Na Dinamarca, Alemanha e Suécia, este método é aplicado em larga escala, pois na Europa existe uma crescente restrição ambiental de disposição de resíduos em aterros e estímulo para a produção de energias renováveis. No Brasil, o sistema tem sido empregado no meio rural, como o manejo de dejetos suínos no oeste catarinense.

O ex-aluno da UFSC Lúcio Costa Proença, graduado em Engenharia Sanitária e Ambiental em 2010, apresentou durante o 3º Seminário Energia + Limpa sua monografia sobre a viabilidade destes digestores em Florianópolis, para aproveitamento energético do biogás. O estudo foi um dos premiados pelo concurso Eco_Lógicas de Monografias em Energias Renováveis e Eficiência Energética, do Instituto Ideal, que contemplou trabalhos de escolas de nível superior do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).

Além de ser uma alternativa à dependência de aterros sanitário e uma possibilidade de minimizar problemas ambientais, reduzindo a emissão de gases causadores das  mudanças climáticas, acidificação e poluição atmosférica, a utilização de digestores anaeróbios gera energia renovável, o biogás, com queima do gás metano. “Os atuais métodos de recuperação de energia do biogás permitem aproveitar até 90% da energia contida neste combustível, sendo possível converter 40% em energia elétrica e 50% em energia térmica”, explica Lúcio.

Levando em conta as proporções de um gerador para Florianópolis, a quantidade de gás metano seria equivalente a um potencial de 2,3MW por ano, sendo 1,15MW transformado em energia elétrica ─ o suficiente para abastecer cerca de quatro mil residências e gerando uma receita anual de R$ 2,7 milhões. Lúcio também ressalta a vantagem do uso dos digestores na formação de um composto estabilizado, que pode ser utilizado como adubo para a agricultura, estimando uma receita de R$ 90 mil por ano.

Para definir os custos e o dimensionamento do digestor anaeróbio para Florianópolis, Lúcio da Costa Proença adotou um período de 10 anos, levando em conta a quantidade anual de resíduos gerados por ano: geração per capita diária e projeção populacional para a cidade de Florianópolis no período considerado. Segundo Lúcio, o equipamento deve ter 7748m³, sendo um digestor cilíndrico de 12 metros de altura e 29 metros de diâmetro.

O valor estimado é de R$ 15 milhões, entre obras civis, equipamentos eletromecânicos e um fator de segurança de 30%, que contempla a importação de peças e adaptações à realidade brasileira. Os custos de operação ficam na ordem de R$ 13 milhões anuais – sendo que atualmente são gastos em operações R$ 107,00 por tonelada de lixo nos aterros sanitários, enquanto no digestor seriam de R$ 121,00. Segundo o professor Armando Borges de Castilhos, orientador de Lúcio, a monografia é única no Brasil e o trabalho uma iniciativa importante da gestão dos resíduos sólidos em Florianópolis.

Mais informações: Lúcio Costa Proença / luciocostap@gmail.com

Por Ana Luísa Funchal / Bolsista de Jornalismo na Agecom

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Producción de Biodiesel a Partir de Microalgas como Alternativa a Los Cultivos Clásicos – Ignacio Ferrero (Argentina)
Utilização de Digestores Anaeróbios Para o Tratamento de Resíduos Orgânicos Urbanos com Aproveitamento Energético do Biogás em Florianópolis, SC – Lúcio Costa Proença (Brasil)
• Medidas de Sustitución Eficiente de Fuentes de Energía en La República Del Paraguay – Estela María Riveros Rodas e Segundo Javier Amattemereles (Paraguai)
• Viabilidad para la Generación de Energía Eléctrica a Través del Uso de Residuos Forestales – Beñat Araucua , Silvia Bentancur e Matias Varón (Uruguai)

Vencedores Eco_lógicas Mercosul 2011 (Pós-Graduação)
Uso de Sistemas Solares Fotovoltaicos Para la Electrificación Rural en el Norte Argentino En un contexto de Crisis Energética Mundial – Christophe J. J. Bello (Argentina)
Pequeno Condomínio de Agroenergia A Partir do Biogás Proveniente do Tratamento de Dejetos Suínos: Um Estudo de Caso no Município de Tucunduva-RS – Rodrigo Barichello (Brasil)
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Tags: digestores anaeróbicosEngenharia Sanitária e AmbientalUFSC