Seminário discute os fundamentos matemáticos da economia financeira

10/05/2012 13:37

Será realizado a partir das 14h30 desta sexta-feira, dia 11, no auditório do Centro Sócio-Econômico da UFSC, o seminário “Usos e abusos da matemática na economia”, com palestras dos professores Newton da Costa e Francisco Antonio Dória. Serão discutidas no evento as críticas aos fundamentos matemáticos da economia financeira formulados pelos dois professores, além de Marcelo Tsuji, que já trabalhou na consultoria do ex-ministro e deputado Delfim Neto, e citadas no livro “O universo neoliberal do desencanto”, de José Carlos de Assis e Francisco Dória.

As teses do lógico e matemático Newton da Costa, do matemático Francisco Dória e do economista Marcelo Tsuji são consideradas um clássico da ciência brasileira que desmontou o principal princípio do neoliberalismo, que afirmava que em um mercado com livre competição os preços tendem sempre ao equilíbrio. Contudo, como não é possível saber em que momento ocorre o “ponto de equilíbrio”, cai por terra o que o colunista Luis Nassif chama de “mistificação sobre taxa de juros neutra e PIB potencial”, que são os pilares teóricos de sustentação da taxa Selic brasileira.

A promoção do seminário é do Programa de Pós-graduação em Economia, do Departamento de Economia e Relações Internacionais, dirigido pelo professor Armando Lisboa.

Mais informações pelos telefones (48) 3721-9458 e 3721-9901.

Por Paulo Clóvis Schmitz, jornalista da Agecom.

Tags: Centro Sócio-EconômicoEconomiamatemáticaUFSC

Workshop mostra potenciais e perspectivas do livro digital

10/05/2012 10:16

Palestra sobre livro digital na FapeuPalestras de grande interesse para bibliotecários, estudantes e leitores em geral fizeram parte do workshop “Entenda o Livro Digital e o seu Mercado”, realizado nesta quarta-feira, dia 9, no auditório da Fapeu, no campus da UFSC. A promoção foi da Biblioteca Universitária e a programação foi elaborada e executada pela Springer, segunda maior editora de publicações acadêmicas do setor de STM (ciência, tecnologia e medicina) e a maior editora de livros STM do mundo.
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Tags: bibliotecadigitallivroUFSC

Diretor da Biblioteca Nacional de Buenos Aires faz palestra sobre Malvinas nesta quinta

09/05/2012 20:24

Horacio González discute sobre o intelectual e a política na América Latina

À frente de uma das instituições mais influentes no cenário político e cultural da Argentina, o professor Horacio González tem tido um papel decisivo no debate político pela afirmação da democracia na América Latina, sobretudo com a reabertura da ferida da Guerra das Malvinas. Nesta quinta-feira (10) pela manhã, González está em Florianópolis para uma conferência sobre as relações entre literatura e política tomando como ponto de partida as Malvinas. Com início às 9 horas, no auditório Henrique Fontes, a conferência abre o Ciclo de palestras e debates sobre o tema: Malvinas, mar e meio-ambiente. Sociólogo e professor da Universidad de Buenos Aires, o herdeiro do posto ocupado no passado por Jorge Luís Borges na direção da Biblioteca Nacional de Buenos Aires tem produzido uma intensa discussão em defesa do posicionamento do intelectual em torno das questões emergentes do seu tempo.

Com uma conferência por mês de maio a outubro e um cine-debate em novembro, a série de palestras Malvinas, mar e meio-ambiente tem o objetivo de discutir as questões políticas implicadas no campo político, artístico, cultural e ambiental. Pretende ainda motivar a reflexão sobre o papel dos intelectuais que assumem cargos públicos, conforme a professora de Literatura da UFSC Liliana Reales, que coordena o evento ao lado do professor Raul Antelo, com a união de esforços de três entidades culturais: a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, o Núcleo de Estudos Literários e Culturais (NELIC) e o Núcleo Onetti de Estudos Literários Latino americanos.

Os debates tomam como ponto de partida o caso da Guerra das Malvinas, que mobiliza não só a Argentina, mas toda a América Latina, desde que David Cameron, o herdeiro do país britânico voltou a atacar a Argentina em fevereiro deste ano. Artistas e intelectuais latinoamericanos se armam pela palavra e pelo pensamento no combate aos restos dessa política cultural colonialista. Uma fervilhante discussão sobre o ranço imperial voltou a inspirar a matéria artística e cultural e a mover a esfera pública, à qual se soma com voz e atitude Horacio González.

À frente da bicentenária instituição da Biblioteca Nacional há 25 anos, Gonzáles é responsável por um programa de edições ousado e impactante, pelo Museu do Livro e da Língua, e ainda pela co-produção de uma série de programas veiculados na TV do MEC, o canal Encuentro, chamado O livro perdido, nos quais aparece comentando literatura, política, história (ver: http://www.bn.gov.ar/). “É um exemplo de intelectual que se propõe a conhecer profundamente as questões do seu país, do continente e do seu tempo”, assinala o professor Raul Antelo, que assina um ensaio comentando polêmica entre Gonzáles e Vargas Llosa (ver link http://secarte.paginas.ufsc.br/wp-admin/post.php?post=2237&action=edit&message=1).

Formado em Sociologia na Universidade de Buenos Aires em 1970 e doutor em Ciências Sociais pela USP (1992), cidade onde viveu o exílio, Gonçalez (Buenos Aires, 1944) é integrante do Espaço Carta Abierta, que agrupa intelectuais apoiadores do governo kirchnerista e reivindica o domínio do que os britânicos chamam de Falkland. Tem ocupado todos os espaços de debates para defender a soberania e a democracia da América Latina e pensar o momento político e cultural. Professor titular na Universidad de Buenos Aires e na Universidad Nacional de Rosario, é também animador de várias publicações culturais, tais como a revista El ojo mocho.

Como autor, publicou entre outras obras, de La ética picaresca (1992), El filósofo cesante (1995), Arlt: política y locura (1996), Restos pampeanos. Ciencia, ensayo y politica em la cultura argentina del siglo XX (1999), Cóncavo y convexo. Escritos sobre Spinoza (1999), Retórica y locura. Para una teoría de la cultura argentina (2003), Los asaltantes del cielo. Política y emancipación (2006), Las hojas de la memoria. Un siglo y medio de periodismo obrero y social (2007), Kirchnerismo, una controversia cultural (2011).

Serviço:

CICLO MALVINAS, MAR E MEIO-AMBIENTE
Conferência de abertura:
“Literatura e política: a partir de Malvinas”
Horacio Gonzalez, diretor da Biblioteca Nacional de Buenos Aires
Data: 10 maio 2012, às 9.00h
Local: Auditório Henrique Fontes do CCE
Aberta ao publico em geral
Entrada franca
Informações: professores Liliana Reales (lilianareales@yahoo.com) e Raul Antelo (antelo@iaccess.com.br)
Raquel Wandelli raquelwandelli@yahoo.com.br e (48) 3721-9459
Tags: MalvinasSeCArteUFSC

Museu abre nesta quarta-feira exposição ‘Ticuna em dois tempos’

09/05/2012 17:20
Paralelo entre duas épocas: objetos indígenas coletados pelo antropólogo catarinense Sílvio Coelho na Amazônia dos anos 60 ao lado da coleção dos anos 70 do artista plástico amazonense Jair Jacmont
 

A exposição Ticuna em dois tempos traz o resultado de duas histórias de amor e homenagem a mais numerosa nação indígena do país. Nesta quarta-feira (9), às 19 horas, no campus da UFSC, o Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE) cruza dois olhares de duas épocas distintas em duas coleções produzidas com critérios e objetivos diferentes sobre a mesma etnia, os Ticuna ou Mgüta, que vivem no Alto Rio Solimões, na Amazônia brasileira e também na Colômbia e Peru. De um lado, o olhar do historiador e antropólogo catarinense Sílvio Coelho dos Santos, que reuniu sua coleção quando participou de expedição à Amazônia do Curso de Especialização em Antropologia do Museu Nacional, na década de 1960. De outro, o olhar estético do artista plástico Jair Jacmont, que formou sua coleção na década de 1970, adquirindo os objetos dos próprios índios, na cidade de Manaus.

Exibidas pela primeira vez ao público, as duas coleções juntas assombram e fascinam pela beleza e expressividade. A exposição conjunta é um projeto alimentado há longa data pelas duas instituições de extremos opostos do Brasil, com o objetivo de promover o diálogo entre esses dois reveladores olhares para a mesma cultura, explica a diretora do MArquE Teresa Fossari. Começa no dia 10 de maio e vai até 25 de outubro, de segunda a sexta, das 10 às 17 horas.

Integram o conjunto de Sílvio Coelho 53 objetos e  registros de campo, compostos por 135 diapositivos (slides) e dois diários produzidos pelo antropólogo catarinense no coração da selva amazônica. São adornos pessoais, cerâmicas, cestos e utensílios domésticos, bonecas esculpidas em madeira, estatuetas em madeira de macaco prego, esculturas antropozoomorfas, mantas, remos, indumentárias completas, brinquedos infantis, um tambor e principalmente bastões cerimoniais, máscaras e outros objetos ritualísticos utilizados na Festa da Moça Nova, além de slides ampliados de figuras humanas e paisagens.

Artista plástico amazonense que se inspira nos Ticuna para produzir seus quadros, Jacmont começou a colecionar as peças de arte indígena que as elites da região consideravam “panema” (azar) dentro de casa. Influenciado pelo movimento cubista na arte, Jair Jacqmont passou a observar tridimensionalidade, textura, cores, formas e conceitos das peças indígenas, como Picasso fez com máscaras e estátuas dos povos africanos. Passou a comprar no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus, peças Ticuna que os vendedores consideravam “artesanatos”, valorizando-as como genuínas obras de arte, sobretudo pela sua tridimensionalidade. Assim reuniu135 peças, entre esculturas antropomorfas e bastões de ritmo e de comando usados para danças e rituais, além de uma considerável quantidade de máscaras esculpidas em madeira. Sob a guarda do Museu Amazônico da Universidade Federal da Amazônia desde 1994, essa coleção veio para Florianópolis como parte de uma parceria com a Rede de Museus do Instituto Brasil Plural – IBP.

Sílvio Coelho entre os Ticuna

Desde a vivência com os Ticuna (Túkuna, na grafia original) em julho, agosto e setembro de 1962, até o dia de sua morte, em outubro de 2008, de câncer, Sílvio Coelho dos Santos dedicaria sua inteligência e energia física à compreensão do modo de ser índio. Ao retornar da expedição comandada pelo antropólogo Roberto Cardoso de Oliveira, seu orientador, esse legado foi depositado na Reserva Técnica da antiga sede do Museu Universitário, do qual ele foi um dos fundadores, aguardando as condições de climatização e conservação que um acervo dessa natureza e importância exige para ser exposto. Isso só foi possível com a inauguração do grande Pavilhão Sílvio Coelho dos Santos, do MArquE, inaugurado em sua homenagem, no dia 24 último, pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC.

Subindo de barco os igarapés e visitando comunidades, Sílvio Coelho recolheu objetos representativos dessa cultura com a preocupação de salvá-los da desaparição e esquecimento futuros, em uma mostra do vínculo afetivo e político que o ligou ao “povo pescado com vara”. A cosmogonia Ticuna acredita que essa gente foi pescada com vara por um herói mítico (Yo´i) nas águas vermelhas do igarapé Eware, segundo conta a chefe da Divisão de Museologia do MArquE Cristina Castellano, que coordena a exposição ao lado da museóloga Viviane Wermelinger  e da restauradora  Vanilde Ghizoni. Depois de nascer do rio, passou a habitar as cercanias da montanha Taiwegine, onde morava o herói, um local preservado até hoje como testemunho sagrado da gênese desses índios que enfeitiçaram o antropólogo catarinense pelo coração e pela mente.

Serviço:

Exposição “Ticuna em Dois Tempos”
Local: Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral
Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima – Trindade – Florianópolis – SC
Abertura: 9 de maio, às 19 h
Período de exposição: 10 de maio a 25 de outubro de 2012
Horário: Segunda a sexta (fechado as terças) – 10h às 17h

Texto: Raquel Wandelli
Jornalista da UFSC na SeCArte
raquelwandelli@yahoo.com.br
(48) 37219459 e 99110524

 

Fotos da galeria: Wagner Behr/Agecom

Tags: Exposição TicunaMArquESeCArteSílvio Coelho dos SantosUFSC

CFH promove festa surpresa de aniversário e despedida para Roselane Neckel

09/05/2012 14:04

Servidores  e estudantes do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) realizaram, às 10 horas da manhã desta quarta-feira, dia 9, uma homenagem para a diretora do CFH, nova reitora da UFSC, Roselane Neckel. A  festa surpresa de aniversário da professora  e também de despedida aconteceu no hall do Centro e representantes de professores,  técnico-administrativos e estudantes dirigiram palavras de apoio e incentivo à professora. Nos discursos, a trajetória de Roselane foi lembrada, desde quando lecionava, passando pela direção do CFH e tornando-se a primeira mulher a assumir a reitoria da Universidade.

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Tags: aniversário Roselane NeckelCFHdespedida Roselane Neckel

Projeto prevê plantio de 60 mil mudas de flores ornamentais na Universidade

09/05/2012 13:07
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Aprofundar os conhecimentos dos estudantes de Agronomia e Arquitetura sobre o uso e preservação de plantas ornamentais é um dos objetivos da ação

O  professor Alvaro Prata dará início, na quinta-feira, 10/05, ao projeto Flor no campus, iniciativa que pretende produzir, no mínimo, 60 mil flores e arbustos ornamentais nos campi da Trindade e Sul da Ilha. As primeiras mudas serão plantadas pelo reitor e diretores dos centros por volta das 15 horas.

O projeto tem como objetivos a arborização dos campi; tornar os campi mais agradáveis por meio de um visual mais atrativo; estimular o uso de plantas mais adaptadas às condições dos campi, reduzindo os custos da manutenção dos jardins; e aprofundar os conhecimentos dos estudantes de Agronomia e Arquitetura sobre o uso e preservação de plantas ornamentais.

O plantio simbólico das primeiras mudas será nos canteiros do estacionamento da reitoria e na rótula em frente ao Centro de Eventos. Em seguida, funcionários da Prefeitura Universitária irão plantar o restante das 500 mudas iniciais.

As mudas foram produzidas por três estudantes haitianos que fazem estágio com o professor Ênio Pedrotti – um dos organizadores da ação – e pelos alunos da disciplina de Floricultura do curso de Agronomia da UFSC.

Mais informações com o professor Ênio: (48) 3721-8220.

Por Nayara Batschke, bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: 60 mil mudasplantio flores ornamentaisUFSC

Evento debate o uso responsável do solo e cultivo de produtos orgânicos

09/05/2012 12:54

Com objetivo de discutir a agroecologia na região Sul do Brasil, a Universidade Federal de Santa Catarina vai sediar o VIII Encontro Ampliado da Rede Ecovida, de 28 a 31 de maio. O termo agroecologia surgiu recentemente para referir-se ao cultivo responsável e saudável do solo. O evento, organizado pelo Centro de Estudo e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), é voltado para agricultores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo e terá quatro seminários principais em sua programação: Sistemas participativos de garantia, Comercialização, Sistemas agroflorestais e Insumos e poder na agroecologia. São aguardados aproximadamente mil participantes para quatro dias de encontro.

Uma das atrações mais esperadas desta edição é a Feira de Saberes e Sabores, que será exposta na Praça da Cidadania, onde os agricultores irão divulgar e comercializar seus produtos, todos orgânicos. A feira poderá ser visitada das 14h da segunda-feira até às 14h de quarta. No mesmo espaço, será montado um palco que trará diversas apresentações culturais ao longo do dia, como encenações de teatro e shows.

Os participantes também poderão assistir a oficinas, que serão ministradas nas salas de aula dos centros da Universidade. O público prioritário das atividades serão os agricultores e suas famílias, mas se houver vagas remanescentes, serão abertas a toda a comunidade universitária.

O Encontro Ampliado da Rede Ecovida é bienal e esta é a primeira edição realizada em uma capital. A UFSC é a primeira universidade a sediar do evento.

Mais informações pelo número 9602-7255, com Maria Denis.

Por Nayara Batschke, bolsista de Jornalismo na Agecom.

Tags: Feira de Saberes e Saboresprodutos orgânicosUFSCuso responsável solo

Núcleo de Desenvolvimento Infantil completa 32 anos

09/05/2012 12:20

O Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC celebrou no dia 8 de maio seu aniversário de 32 anos, e para comemorar foram realizadas duas confraternizações: às 11h para as crianças da manhã e às 17h para a turma da tarde.

 

O encontro reuniu alunos, pais e professores em um momento com dança, música e teatro, comandado pelo Grupo Cultural Roda Viva. A apresentação atraiu a atenção das crianças e aproximou os pais do ambiente escolar. A coordenação do Núcleo aproveitou a data para inaugurar dois decks construídos recentemente, que servirão para dar mais comodidade aos usuários. O NDI atende cerca de 240 crianças, filhos de professores, alunos e servidores técnico-administrativos da UFSC.

 

Mais informações: (48) 3721-9432 ou 3721-9906 e ndi.ufsc.br

 

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo na Agecom

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O encontro reuniu alunos, pais e professores em um momento com dança, música e teatro, comandado pelo Grupo Cultural Roda Viva - Fotos: Brenda Thomé/Agecom

Tags: NDI

Exposição ‘Ticuna em dois tempos’ será aberta nesta quarta

09/05/2012 11:11
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Rastros do “povo pescado no igarapé”
Um antropólogo catarinense no Alto Rio Solimões
 
 
Museu abre pela primeira vez ao público “Ticuna em dois tempos”, exposição com objetos indígenas coletados pelo pesquisador Sílvio Coelho dos Santos na Amazônia dos anos 60
 
 
“Sobre a viagem, posso registrar que está completa. Vivo cenas que sonhei quando garoto e que nunca imaginei viver”. (Diário de Campo de Sílvio Coelho dos Santos – Expedição Ticuna)
 
 
Quando em julho de 1962 o jovem historiador Sílvio Coelho dos Santos viajou para o território Ticuna em uma expedição arriscada pelo alto rio Solimões, tinha o desafio de agregar experiência prática à sua formação teórica como antropólogo. Ao chegar ao município de Benjamim Constant, ao lado da colega Cecília Maria Helm e do etnólogo Roberto Cardoso de Oliveira, que o orientava na pesquisa, encontrou um povo massacrado pelo avanço violento dos seringueiros e madeireiros sobre suas terras após o boom da exploração da borracha. Desfigurado pelo álcool e pela miséria, os Ticuna lutavam para perpetuar a prática de suas tradições. Mas o pesquisador também encontrou um grupo de riqueza cultural fascinante, que organiza todos os seres vivos, inclusive os humanos, em duas grandes linhagens, a das aves e a das plantas, e cujas máscaras, desenhos e pinturas ganhariam, por sua força e originalidade, fama internacional. Muito além da prestação de contas de um trabalho acadêmico exploratório, a coleção de objetos etnográficos e os registros de campo inéditos deixados pelo antropólogo representam a retribuição emocionada de um jovem de 24 anos ao povo pacífico, mas não passivo, que o acolheu por três meses e o fez selar o pacto de toda uma vida em defesa dos povos indígenas brasileiros.
Desde a vivência com os Ticuna (Túkuna, na grafia original) até o dia de sua morte, em outubro de 2008, de câncer, Sílvio Coelho dos Santos dedicaria sua inteligência e energia física à compreensão do modo de ser índio. No dia 9 de maio, às 19 horas, no campus da UFSC em Florianópolis, o Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE) apresenta pela primeira vez ao público a coleção com 53 objetos recolhidos entre os Ticuna e os registros de campo, compostos por 135 diapositivos (slides) e dois diários produzidos pelo antropólogo catarinense no coração da selva amazônica. Desde que retornou da expedição, no final dos anos 60, esse legado esteve depositado na Reserva Técnica da antiga sede do Museu Universitário, do qual ele foi um dos fundadores, aguardando as condições de climatização e conservação que um acervo dessa natureza e importância exige para ser exposto. Isso só foi possível com a inauguração do grande pavilhão que recebe seu nome, no dia 24 último, pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC.
Subindo de barco os igarapés e visitando comunidades, Sílvio Coelho recolheu objetos representativos dessa cultura com a preocupação de salvá-los da desaparição e esquecimento futuros, em uma mostra do vínculo afetivo e político que o ligou ao “povo pescado com vara”. A cosmogonia Ticuna acredita que essa gente foi pescada com vara por um herói mítico (Yo´i) nas águas vermelhas do igarapé Eware, segundo conta a chefe da Divisão de Museologia do MArquE Cristina Castellano, que coordena a exposição ao lado da museóloga Viviane Wermelinger  e da restauradora  Vanilde Ghizoni. Depois de nascer do rio, passou a habitar as cercanias da montanha Taiwegine, onde morava o herói, um local preservado até hoje como testemunho sagrado da gênese desses índios que enfeitiçaram o antropólogo catarinense pelo coração e pela mente.
A exposição “Ticuna em dois tempos” traz à tona essa história de amor ao conhecimento e homenagem a mais numerosa nação indígena da Amazônia brasileira e também do país. Cruza dois olhares de duas épocas distintas em duas coleções produzidas com critérios e objetivos diferentes sobre a mesma etnia. De um lado, o olhar do historiador e antropólogo catarinense representado no material coletado durante a sua participação no Curso de Especialização em Antropologia no Museu Nacional (da antiga Universidade do Brasil), no Rio de Janeiro, na década de 1960. Integram o conjunto de Sílvio Coelho adornos pessoais, cerâmicas, cestos e utensílios domésticos, bonecas esculpidas em madeira, estatuetas em madeira de macaco prego, esculturas antropozoomorfas, mantas, remos, indumentárias completas, brinquedos infantis, um tambor e principalmente bastões cerimoniais, máscaras e outros objetos ritualísticos utilizados na Festa da Moça Nova, além de slides de figuras humanas e paisagens.
De outro lado, está o olhar estético do artista plástico Jair Jacmont, que formou sua coleção na década de 1970, adquirindo os objetos dos próprios índios, na cidade de Manaus. São mais 135 peças, entre esculturas antropomorfas e bastões de ritmo usados para danças e rituais, além de uma considerável quantidade de máscaras esculpidas em madeira. Sob a guarda do Museu Amazônico da Universidade Federal da Amazônia desde 1994, essa coleção veio para Florianópolis como parte de uma parceria com a Rede de Museus do Instituto Brasil Plural – IBP. Explica a diretora do MArquE Teresa Fossari que a exposição conjunta é um projeto alimentado há longa data pelas duas instituições de extremos opostos do Brasil, com o objetivo de promover o diálogo entre esses dois reveladores olhares para a mesma cultura.
Serviço:
Exposição “Ticuna em Dois Tempos”
Local: Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral
Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima – Trindade – Florianópolis – SC
Abertura: 9 de maio, às 19 h
Período de exposição: 10 de maio a 25 de outubro de 2012
Horário: Segunda a sexta (fechado as terças) – 10h às 17h
Por Raquel Wandelli/ Jornalista da UFSC na SeCArte

3721-9459 e 9911-0524

Tags: MArquESeCArte

Banda Somato se apresenta no Projeto 12:30 desta quarta

09/05/2012 09:44

Repertório vai do folclore latino-americano ao rock, com elementos de chanson française, música erudita e popular brasileira

O Projeto 12:30 recebe a banda Somato, vencedora do concurso nacional Bis Pro Rock, nesta  quarta-feira, 09/05, às 12h30, na Concha Acústica. O espetáculo é gratuito e aberto à  comunidade.

A história da Somato é recente, mas com dois anos de estrada a banda já tem muito pra  contar. O encontro de Bruno, Clawn, Glo, Gaspa e Mari aconteceu antes da formação da Somato. Já existia a ideia de tocarem juntos, mas faltava a oportunidade certa.

O primeiro ensaio aconteceu  no dia 25 de maio de 2009, depois de um convite para abrir show para o músico Dante Ramon Ledesma, que tocou na comemoração dos 50 anos da Revolução Cubana.

A partir daí a banda realizou uma série de shows e gravou um EP com cinco de suas músicas para divulgar seu som. O grupo ficou de março a junho de 2010 fazendo shows na Europa, passando pela Bélgica, Holanda, Áustria e França, onde realizou suas duas últimas apresentações na Fête de la Musique em Paris.

Recentemente o grupo foi selecionado para tocar na Maratona Cultural (Florianópolis, SC)  e ficou em primeiro lugar na votação do concurso nacional Bis Pro Rock, caindo no gosto dos jurados (entre eles Roger – Ultraje a Rigor, Andreas Kisser – Sepultura e China – MTV) sendo a banda selecionada para tocar no Festival Abril Pro Rock, que acontece há 20
anos em Recife (PE), dividindo os trabalhos musicais com Los Hermanos, A Banda Mais Bonita da Cidade e Tibério Azul.

A banda trabalha tanto com composições próprias com versões peculiares de artistas das mais variadas origens e gêneros, temperando tudo com sonoridades novas. Vão do folclore latino-americano ao rock, com elementos de chanson française, música erudita e música popular brasileira.

Integrantes:
Glo – Voz e teclados.
Clawn – Violão e voz.
Bruno – Guitarra e voz.
Gaspa – Violoncelo e voz.
Mariel – Percussão e voz.

Projeto 12:30
O projeto 12:30 é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, e apresenta semanalmente atrações de cunho cultural de música, dança e teatro. As apresentações acontecem todas as quartas-feiras, ao ar livre, na Concha Acústica, e, quinzenalmente, às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC.

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto dentro do campus da UFSC devem  entrar em contato com o DAC por meio dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

Serviço:
O QUÊ: Apresentação da banda Somato.
ONDE: Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC, Praça da Cidadania, Campus Universitário,
Florianópolis-SC.
QUANDO: Dia nove de maio de 2012, quarta-feira, às 12h30.
QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade.
CONTATO: Banda: talk2somato@gmail.com (48) 8421-7686
Visite www.dac.ufsc.br

Fonte: Kadu Reis – Acadêmico de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30, DAC:SECARTE: UFSC, com informações e foto do grupo.

Tags: DACProjeto 12:30

Nova reitora da UFSC assume nesta quinta

09/05/2012 09:08
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No discuso da cerimônia de posse em Brasília, Roselane Neckel disse que irá priorizar a extensão. Foto: João Neto (MEC)

Está marcada para esta quinta, 10 de maio, às 19h, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos, a posse das novas reitora, Roselane Neckel, e vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina, Lúcia Helena Martins Pacheco. A transmissão dos cargos será feita pelo atual reitor da UFSC, Alvaro Toubes Prata, à frente da UFSC desde 2008 e que assumirá, ainda este mês, o comando da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A cerimônia será acompanhada ao vivo pela TV UFSC.
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Tags: administraçãoreitoraRoselane

Ministro da Educação dá posse a reitoras de universidades de três regiões

08/05/2012 15:56

Maria Berenice, Roselane e Maria José são as primeiras mulheres a exercer o cargo de reitora em suas universidades (Foto: João Neto)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, empossou, nesta terça-feira, 8, as reitoras das universidades Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Federal de Rondônia (Unir) e Federal de Santa Catarina (UFSC). Maria José de Sena, da UFRPE, Maria Berenice Alho da Costa Tourinho, da Unir, e  Roselane Neckel, da UFSC, foram as primeiras mulheres eleitas para o cargo nessas universidades, e terão mandato de 4 anos. A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, compareceu à cerimônia.

Essas três universidades participaram do Programa de Reestruturação e Expansão das Instituições Federais de Ensino Superior (Reuni), o que possibilitou a interiorização e o aumento do número de vagas oferecidas. Para o secretário de Educação Superior do MEC, Amaro Lins, as universidades têm atuação presente nas regiões onde instalam seus campi. “Os planos de ação e desenvolvimento estratégico das universidades atendem as demandas da sociedade brasileira e, de forma muito especial, atendem as demandas de suas regiões”, disse ele.

Maria José de Sena graduou-se em licenciatura em ciências biológicas pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e em ciências agrícolas pela UFRPE, onde também obteve grau em medicina veterinária. Maria José é professora da Rural de Pernambuco desde 1994, onde atuou como Coordenadora do curso de medicina veterinária e pró-reitora de ensino de graduação.

A UFRPE, que atualmente tem três campi, foi a primeira universidade beneficiada pelo Reuni, quando inaugurou em 2005 a unidade acadêmica de Garanhuns. Além do campus de Garanhuns e da sede em Recife, a universidade também conta com uma unidade em Serra Talhada, no sertão pernambucano, e está construindo mais uma unidade no Cabo de Santo Agostinho.

“Processos como o Reuni e o Programa Universidade para Todos (ProUni) não significaram a pulverização do ensino superior como muitos pensavam, mas a constituição de eixos consistentes de ensino, pesquisa e extensão e formação de recursos humanos, tanto na capital como no interior do estado”, disse a reitora Maria José de Sena.

Na Unir, de Rondônia, assume a reitoria Maria Berenice Tourinho. Professora do departamento de ciências sociais da Universidade Federal de Rondônia há 23 anos, Tourinho é mestre em serviço social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutora em psicologia social e do trabalho pela Universidad de La Habana, Cuba.

Maria Berenice destacou o papel da universidade na capacitação de recursos humanos para as obras que a região deve receber no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para a reitora, a Unir exerce papel relevante na formação de recursos humanos e consolidação da educação superior na Amazônia. “A localização em que estamos é estratégica para a criação de uma universidade amazônica, que permita a capacitação de pessoal para um desenvolvimento sustentável da região”, disse.

Em seu discuso, Roselane Neckel disse que irá priorizar a extensão. Foto: João Neto (MEC)

Nova reitora da UFSC, Roselane Neckel é professora do departamento de história. Tem licenciatura em história pela UFSC e mestrado e doutorado na mesma área pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A UFSC foi criada em 1960 e têm quatro campi: além da sede em Florianópolis, unidades nas cidades de Araranguá, Joinville e Curitibanos. Um novo campus está previsto para ser implantado em Blumenau até 2014.

Entre as primeiras medidas a serem tomadas pela nova reitora, Roselane ressalta a necessidade de estreitar os laços da universidade com a comunidade, por meio da pró-reitoria de extensão. “Consideramos que a Universidade Federal de Santa Catarina tem um papel fundamental de intervenção social e um dever com a sociedade de difundir o conhecimento”, afirmou.

Ao dar posse para três mulheres de três regiões diferentes, o ministro Aloizio Mercadante reafirmou o compromisso do Estado brasileiro em manter os esforços para interiorizar e ampliar o acesso à educação superior de qualidade. “Se quisermos ser um país desenvolvido, precisamos investir em educação, ciência, tecnologia e inovação. As universidades e os institutos federais são instrumentos para superarmos o desafio do desenvolvimento”, disse o ministro.

Durante a cerimônia, Mercadante elogiou a conduta do reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Luiz Pedro San Gil Jutuca, nas investigações das supostas irregularidades do processo seletivo da universidade.

Fonte: MEC – Diego Rocha – Terça-feira, 08 de maio de 2012 – 15:34

Tags: MECposse reitoraUFSC

Seminário aborda agricultura urbana nesta sexta-feira em Joinville

08/05/2012 15:01

Acontece no dia 11 de maio o 1º Seminário de Agricultura Urbana e Periurbana da região Norte e Nordeste de Santa Catarina. O evento é proposto pelo Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana da UFSC e acontece no auditório da Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (AMUNESC), em Joinville. Entre as presenças confirmadas estão a do representante do Centro de Recursos em Agricultura Urbana e Segurança Alimentar do Peru, Alain Santandreu Carpi, e do representante do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), João Tadeu Pereira.

Um dos objetivos do evento é difundir a proposta da agricultura urbana para além da produção de alimentos saudáveis, bem como mobilizar agricultores urbanos, periurbanos e demais atores para a construção coletiva de uma Política para a Agricultura Urbana no território.

Os projetos de agricultura urbana e periurbana existem desde 2008 na região norte do estado. Participam 120 famílias em áreas urbanas e 400 famílias em áreas de assentamento e acampamento de reforma agrária. O projeto tem objetivos multidimensionais, ou seja, busca beneficiar o ser humano, as cidades e a produção agrícola ecológica. Ao mesmo tempo em que busca promover a segurança alimentar e nutricional, o projeto visa também aproximar produtor e consumidor, prover alimentos com qualidade e reduzir  gastos de energia no transporte.

O seminário é articulado e organizado pelo Coletivo Metropolitano do Centro de Apoio a Agricultura Urbana e Periurbana (CAAUP) da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS, Cooperativa Regional de Industrialização e Comercialização Dolcimar Luiz Brunetto – COOPERDOTCHI, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). INCRA- Superintendência Regional de Santa Catarina, Prefeitura de Joinville, Fundação Municipal de Desenvolvimento Rural 25 de Julho (FMDR /Joinville), Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (AMUNESC), Companhia Águas de Joinville, Prefeitura de São Bento do Sul, Prefeitura de Itaiópolis, Prefeitura de Canoinhas e Prefeitura de Campo Alegre.

Serviço:
O quê: 1º Seminário de Agricultura Urbana e Periurbana da região Norte e Nordeste de Santa Catarina.
Quando: 11 de maio, a partir das 8h.
Onde: Auditório da Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (AMUNESC), em Joinville.
Arquivo em PDF da programação.

Mais informações:
Centro de Apoio a Agricultura Urbana e Periurbana de Santa Catarina (CAAUP- SC)
Fone: (48) 3721-5417
E-mail: caaupsc@gmail.com
http://www.lecera.ufsc.br/

 

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom.

Tags: agricultura urbana e periurbanasegurança alimentarUFSC

Procurador Nilto Parma deixa a UFSC nesta quarta-feira

08/05/2012 10:04

Será publicado nesta quarta-feira, dia 9, o ato interno de exoneração do procurador-geral federal junto à Universidade Federal de Santa Catarina, advogado Nilto Parma, a pedido do próprio profissional. Na mesma data, também a pedido, o Diário Oficial da União vai publicar o ato de sua aposentadoria, após 38 anos de dedicação ao serviço público federal, sendo mais de 35 anos na UFSC – o tempo restante foi no Ministério da Agricultura, em Brasília.  Cabe às Procuradorias representar judicialmente e extrajudicialmente as autarquias e fundações federais, prestando-lhes serviços de consultoria e assessoramento jurídicos. Nilto Parma afirma que sempre procurou conhecer de perto os problemas e dificuldades da Administração Central da universidade, para “reunir condições de oferecer meios e soluções dentro da Lei e do Direito”.

Procurador Nilto Parma aposenta-se após 38 anos de dedicação ao serviço público federal . Foto Wagner Behr/Agecom

Na gestão que está se encerrando, a Procuradoria teve papel fundamental na solução de pendências e questionamentos relativos às fundações de apoio, aperfeiçoando e buscando agilizar procedimentos que facilitassem a resolução dos processos. Para o procurador, as parcerias entre as fundações e as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) apresentam “expressivos e incontestáveis resultados positivos”. A participação da Procuradoria nesse processo “transmite a certeza da presença de uma efetiva advocacia pública capaz e preparada não apenas para prestar consultoria e assessoramento jurídicos, como também para promover defesa junto aos órgãos de controle e ao Poder Judiciário”.

 Nesse período, a Procuradoria se manifestou em relação a mais de 3 mil processos administrativos anuais e mais de 900 demandas em processos judiciais, no assessoramento a processos de licitações, contratos, convênios e acordos de parceria e na análise e consideração das demandas por repactuação, entre outras atividades.

 Ao dar por encerrada a sua passagem pela UFSC, o procurador Nilto Parma afirma estar “deixando a casa em ordem”, após realizar um trabalho propositivo e preventivo que levou em conta as principais demandas da Administração. Em evento recente, ele agradeceu sua equipe de procuradores, técnicos e pessoal de apoio e disse ter sido bem sucedido na tarefa de transformar a Procuradoria num órgão presente e efetivo em favor da Universidade, causa abraçada por todos os funcionários.

 Mais informações na Procuradoria, pelo fone (48) 3721-6014.

 

Tags: Nilto Parmaprocurador-geral federal junto à UFSC

Alvaro Prata assume cadeira na Academia Brasileira de Ciências

08/05/2012 10:00

Está marcada para as 19h30min desta terça-feira, dia 8, a posse do professor Alvaro Toubes Prata, atual reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, na Academia Brasileira de Ciências (ABC). Ele assumirá junto com outros 24 pesquisadores e cientistas, e será o titular da cadeira de Ciências da Engenharia, tendo como suplentes os professores João Fernando Gomes de Oliveira e Victor Carlos Pandolfelli. A solenidade será realizada na Escola Naval, localizada na avenida Almirante Sylvio de Noronha, no Rio de Janeiro.

A posse dos novos membros titulares e correspondentes se dá dentro da programação da Reunião Magna 2012 da ABC, que começou hoje e se estende até quarta-feira na sede da entidade, no Rio. Eles foram eleitos na assembleia geral de 16 de dezembro de 2011 da Academia, que tem 449 membros titulares, de um total de 784, incluídas as categorias de associados, afiliados (jovens vinculados por apenas cinco anos) e correspondentes (estrangeiros).

Com a posse de Alvaro Prata, chegam a sete os representantes da UFSC na Academia Brasileira de Ciências. Já são membros os professores Adilson José Curtius, Faruk José Nome Aguilera, Ademir Neves (todos membros titulares na área de Ciências Químicas), João Batista Calixto (do Departamento de Farmacologia, na área de Ciências Biomédicas), Ruy Exel Filho e Clovis Caesar Gonzaga (do Departamento de Matemática, na área de Ciências Matemáticas).

A Academia Brasileira de Ciências é uma entidade independente, não governamental e sem fins lucrativos que atua como sociedade científica e contribui para o estudo de temas de grande importância para a população e a proposição de políticas públicas. Seu foco é o desenvolvimento científico do país, a interação entre os cientistas brasileiros e destes com pesquisadores de outras nações.

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista na Agecom

Saiba Mais:
Novos Membros da ABC

Ciências Matemáticas
Enrique Ramiro Pujals, Lorenzo Justiniano Diaz Casado, Paolo Piccione (titulares), Efim Zelmanov e Wendelin Werner (correspondentes)

Ciências Físicas
Antonio Martins Figueiredo Neto, Nathan Jacob Berkovits e Ronald Dickman (titulares)

Ciências Químicas
Angela de Luca Rebello Wagener, Luiz Carlos Dias, Vanderlan da Silva Bolzani (titulares) e Hugo Kubinyi (correspondente)

Ciências da Terra
Claudio Riccomini, Icaro Vitorello, José Antonio Marengo Orsini (titulares), Meinrat O. Andreae e Victor Alberto Ramos (correspondentes)

Ciências Biológicas
Fábio de Oliveira Pedrosa e Fausto Foresti (titulares)

Ciências Biomédicas
Gilberto De Nucci, Maria Julia Manso Alves, Regina Pekelmann Markus (titulares), Christine C. Winterbourn e Michel Claudio Nussenzweig (correspondentes)

Ciências da Saúde
Fernando Cendes, Francisco Rafael Martins Laurindo (titulares), Miguel N. Burnier Jr. e Moyses Szklo (correspondentes)

Ciências Agrárias
Evaldo Ferreira Vilela e Maria Fatima Grossi de Sá (titulares)

Ciências da Engenharia
Alvaro Toubes Prata, João Fernando Gomes de Oliveira, Victor Carlos Pandolfelli (titulares), Gérard Plateau, Marc Andre Meyers e Shankar Prashad Bhattacharyya (correspondentes)

Ciências Sociais
Bolívar Lamounier (titular) e James Joseph Heckman (correspondente)

Tags: ABCalvaro prataUFSC

Núcleo de Estudos da Terceira Idade tem nova marca

08/05/2012 09:57

Marca proposta por Felipe Ademar Bezerra de Almeida traz nova identidade visual para o Núcleo voltado ao trabalho com a terceira idade. Fotos: Wagner Behr / Agecom

O estudante do Curso de Design da UFSC Felipe Ademar Bezerra de Almeida é o vencedor do concurso que escolheu o novo logotipo do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI). O concurso faz parte das comemorações dos 30 anos do NETI.

José Artur Brambilla Junior e Vanessa de Luca Bortolato, do mesmo curso, foram também selecionados para a etapa final. A premiação foi realizada na manhã desta segunda-feira, 7 de maio, no hall da Reitoria da UFSC.

Criatividade (visão nova de logotipo); Originalidade (desvinculação de outras logotipo existentes, inclusive com o atual logotipo do NETI) ; Comunicação (transmissão da idéia e universalidade) e Aplicabilidade (seja em cores, em preto e branco, em variadas dimensões e sobre diferentes fundos) foram critérios que orientaram o julgamento.

Mais informações: www.neti.ufsc.br / (48) 3721- Telefone: (48) 3721-9445

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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Tags: logotipoNETIUFSC

Monografia sobre digestores anaeróbios para tratamento do lixo urbano é premiada

08/05/2012 08:54

Um dos maiores desafios atuais é o gerenciamento de resíduos sólidos, tanto recicláveis quanto orgânicos. Cerca de 50% dos resíduos sólidos produzidos atualmente não podem ser reciclados, como dejetos de criação de animais, lodos de tratamento de efluentes, resíduos de processos industriais e resíduos orgânicos domésticos.

No Brasil, o destino aceito como o mais adequado para os lixos orgânicos é o aterro sanitário, que além de causar problemas ambientais enfrenta embates dos custos operacionais e da disponibilidade de áreas. Uma alternativa promissora para esses resíduos é o emprego de digestores anaeróbios.

Na Dinamarca, Alemanha e Suécia, este método é aplicado em larga escala, pois na Europa existe uma crescente restrição ambiental de disposição de resíduos em aterros e estímulo para a produção de energias renováveis. No Brasil, o sistema tem sido empregado no meio rural, como o manejo de dejetos suínos no oeste catarinense.

O ex-aluno da UFSC Lúcio Costa Proença, graduado em Engenharia Sanitária e Ambiental em 2010, apresentou durante o 3º Seminário Energia + Limpa sua monografia sobre a viabilidade destes digestores em Florianópolis, para aproveitamento energético do biogás. O estudo foi um dos premiados pelo concurso Eco_Lógicas de Monografias em Energias Renováveis e Eficiência Energética, do Instituto Ideal, que contemplou trabalhos de escolas de nível superior do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).

Além de ser uma alternativa à dependência de aterros sanitário e uma possibilidade de minimizar problemas ambientais, reduzindo a emissão de gases causadores das  mudanças climáticas, acidificação e poluição atmosférica, a utilização de digestores anaeróbios gera energia renovável, o biogás, com queima do gás metano. “Os atuais métodos de recuperação de energia do biogás permitem aproveitar até 90% da energia contida neste combustível, sendo possível converter 40% em energia elétrica e 50% em energia térmica”, explica Lúcio.

Levando em conta as proporções de um gerador para Florianópolis, a quantidade de gás metano seria equivalente a um potencial de 2,3MW por ano, sendo 1,15MW transformado em energia elétrica ─ o suficiente para abastecer cerca de quatro mil residências e gerando uma receita anual de R$ 2,7 milhões. Lúcio também ressalta a vantagem do uso dos digestores na formação de um composto estabilizado, que pode ser utilizado como adubo para a agricultura, estimando uma receita de R$ 90 mil por ano.

Para definir os custos e o dimensionamento do digestor anaeróbio para Florianópolis, Lúcio da Costa Proença adotou um período de 10 anos, levando em conta a quantidade anual de resíduos gerados por ano: geração per capita diária e projeção populacional para a cidade de Florianópolis no período considerado. Segundo Lúcio, o equipamento deve ter 7748m³, sendo um digestor cilíndrico de 12 metros de altura e 29 metros de diâmetro.

O valor estimado é de R$ 15 milhões, entre obras civis, equipamentos eletromecânicos e um fator de segurança de 30%, que contempla a importação de peças e adaptações à realidade brasileira. Os custos de operação ficam na ordem de R$ 13 milhões anuais – sendo que atualmente são gastos em operações R$ 107,00 por tonelada de lixo nos aterros sanitários, enquanto no digestor seriam de R$ 121,00. Segundo o professor Armando Borges de Castilhos, orientador de Lúcio, a monografia é única no Brasil e o trabalho uma iniciativa importante da gestão dos resíduos sólidos em Florianópolis.

Mais informações: Lúcio Costa Proença / luciocostap@gmail.com

Por Ana Luísa Funchal / Bolsista de Jornalismo na Agecom

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Vencedores Eco_lógicas Mercosul 2011 (Graduação)

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• Medidas de Sustitución Eficiente de Fuentes de Energía en La República Del Paraguay – Estela María Riveros Rodas e Segundo Javier Amattemereles (Paraguai)
• Viabilidad para la Generación de Energía Eléctrica a Través del Uso de Residuos Forestales – Beñat Araucua , Silvia Bentancur e Matias Varón (Uruguai)

Vencedores Eco_lógicas Mercosul 2011 (Pós-Graduação)
Uso de Sistemas Solares Fotovoltaicos Para la Electrificación Rural en el Norte Argentino En un contexto de Crisis Energética Mundial – Christophe J. J. Bello (Argentina)
Pequeno Condomínio de Agroenergia A Partir do Biogás Proveniente do Tratamento de Dejetos Suínos: Um Estudo de Caso no Município de Tucunduva-RS – Rodrigo Barichello (Brasil)
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Tags: digestores anaeróbicosEngenharia Sanitária e AmbientalUFSC

Na Mídia: Nova reitora da Universidade Federal de Santa Catarina toma posse, nesta terça-feira, em Brasília

08/05/2012 08:08

Diário Catarinense

Mudanças na UFSC08/05/2012 | 06h17
Nova reitora da Universidade Federal de Santa Catarina toma posse, nesta terça-feira, em Brasília

Roselane Neckel foi eleita no final do ano passado, em eleições diretas na instituição

Nova reitora da Universidade Federal de Santa Catarina toma posse, nesta terça-feira, em Brasília Betina Humeres,Especial/Agencia RBS

Roselane Neckel é a primeira mulher a assumir a UFSC em 50 anos Foto: Betina Humeres,Especial / Agencia RBS

Júlia Antunes Lorenço
julia.antunes@diario.com.br

Um rompimento de 50 anos de administração por homens. Um fim de uma hegemonia de gestão por mais de 20 anos. Roselane Neckel chegou à reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), quebrando tabus e com a promessa de profissionalizar a administração universitária. Nesta terça-feira, ela toma posse em Brasília, no gabinete do ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

A posse na UFSC está marcada para a noite da próxima quinta-feira. Ela recebe o cargo de Alvaro Prata, que esteve a frente da universidade nos últimos quatro anos, e não quis tentar a reeleição. Na cerimônia, ela irá nomear oficialmente Lúcia Helena Martins Pacheco como de vice-reitora.

A relação de Roselane com a UFSC tem mais de 30 anos. Foi estudante do colégio Aplicação da universidade e, desde 1996, é professora do departamento de História. Há quatro anos, ela dirigia o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Apesar de a posse ser nesta terça-feira, desde fevereiro a reitora transita em Brasília, onde tem participado de reuniões. Neste processo de transição, ela e a vice-reitora sentiram necessidade de um levantamento de dados e informações para saberem como estava a UFSC. É com base em diagnósticos que ela pretende tomar decisões. A primeira delas, uma reestruturação nas pró-reitorias e secretarias.

Foi entre uma reunião e outra no Distrito Federal, que Roselane conversou, nesta segunda-feira, com o Diário Catarinense. Um destes encontros foi com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e a diretora de desenvolvimento da rede de instituições federais de ensino superior do MEC, Adriana Rigon Weska, com quem discutiu o novo campus da universidade, em Blumenau.

Ela pediu para incluir no próximo Plano Nacional de Educação, que tramita no Congresso Nacional, uma cota para contratação de professores e funcionários.

Diário Catarinense — Qual será a primeira ação da senhora como reitora?
Roselane Neckel —
Neste momento será dá posse a toda nossa equipe de pró-reitores e pró-reitoras, secretários e secretárias, que foram convidados a partir de um conjunto de diagnósticos preliminares, que identificaram perfis e competências, e pessoas com espírito institucional. Vamos constituir uma equipe de trabalho, que vai fazer as transformações necessárias para que tenhamos uma universidade pública bastante fortalecida. Todas as decisões serão construídas a partir de diagnósticos técnicos. Num segundo momento, tomaremos decisões relativas à reestruturação de setores, dentro da instituição, de acordo com os diagnósticos que foram realizados. Nossa prioridade nesse momento é da infraestrutura física necessária à melhoria da qualidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Consolidação dos cursos, nos diferentes campi da UFSC, que precisam ser consolidados e a própria situação do campus de Florianópolis. Duas ações imediatas: como vamos enfrentar a situação de elaboração de projetos para as construções necessárias e a questão de gestão das pessoas que fazem a universidade.

DC —  Quais dados levantados durante a transição surpreenderam a senhora?
Roselane —
Os diagnósticos são preliminares, com a nossa posse vamos consolidar todas as informações. A partir da nossa posse é que vamos poder fazer um trabalho de consolidação do diagnósticos. Daí então, definir estratégias. Muito precisa ser feito.

DC — Haverá mudanças de todos os nomes à frente das pró-reitorias e secretarias?
Roselane —
Vai haver uma reestruturação e isso será apresentado. Vamos fazer essa nova estrutura, a partir do diagnóstico que realizamos e já existentes e também de diálogos que realizamos com diferentes setores. Fomos pessoalmente a todos os setores, conversamos muito com as pessoas. Esperamos que a nova estrutura traduza a preocupação que as pessoas têm em relação à universidade. Haverá mudança na denominação nos setores. Por exemplo, vai haver “Prograd” e não mais “Preg”, porque é pró-reitoria de graduação. Estamos finalizando a reestrutura. Na quinta-feira deveremos apresentar essa nova estrutura.

DC — O que falta para consolidar a expansão da UFSC para o interior?
Roselane —
Passa pela construção dos prédios, dos laboratórios, contratação de professores, o que é essencial para a consolidação.

DC — Nesses próximos quatro anos de gestão é possível ter mais campi novos?
Roselane —
Inicialmente, queremos consolidar o que já existe. Se vamos permanecer, se vamos expandir, somente a partir de um estudo cuidadoso que poderemos constituir novas expansões e novos desafios.

DC — A UFSC foi bastante criticada ao vetar a cessão do terreno para a duplicação da Rua Edu Vieira, no Bairro Pantanal. Na sua opinião, a decisão do conselho universitário foi a mais correta?
Roselane —
A UFSC tem um papel de usar todo o conhecimento que é produzido, para contribuir, para que tenhamos uma cidade melhor. A nossa postura, enquanto administração, é sempre colaborar o máximo, em todas as demandas vindas da cidade. Vamos estabelecer uma relação de que a universidade é um espaço de conhecimento, que faz pesquisa, por isso vamos analisar muito bem a nossa tomada de decisão. Mas toda essa decisão vai envolver a constituição de uma comissão, envolvendo comunidade universitária e comunidade externa, para que possamos definir qual é a proposta, nesse momento, da UFSC, em relação à mobilidade da cidade. Quando nós tomamos uma decisão temos que ter clareza que foi uma decisão muito bem tomada.

DC — Como está a questão do campus em Blumenau?
Roselane —
Estaremos avaliando partir do momento que nós assumirmos, junto com o governo federal.

DC — A senhora já demonstrou ter algumas ressalvas com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para o próximo vestibular, ele está garantido como vinha sendo usado?
Roselane —
 Todos esses estudos serão feitos, tudo que vinha sendo feito será avaliado, e a partir daí encaminharemos novas propostas ao conselho universitário. São discussões que precisamos fazer novamente dentro da instituição.

Tags: Nova AdministraçãoUFSC

Empresa Júnior promove evento sobre potencial do design

07/05/2012 17:42

A 3ª Semana Uipi, organizada pela Empresa Júnior de Design da UFSC, acontecerá entre os dias 14 e 18 de maio, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com o tema “Como o design pode mudar o mundo?”, o objetivo é incentivar a reflexão sobre como utilizar o conteúdo de sala de aula para impactar o dia a dia de outras pessoas.

“Vamos propor uma abordagem lúdica para a discussão do design como uma ferramenta transformadora, capaz de gerar soluções para problemas de diferentes naturezas. Tudo isso com o cuidado de tornar a questão acessível tanto a profissionais e estudantes de design quanto aos provenientes de outras áreas de conhecimento”, afirma um dos organizadores da Semana, Douglas da Silva.

A programação consta de palestras que visam incentivar a reflexão e a busca por conhecimento sobre design, gestão e empreendedorismo. Entre os palestrantes estão Manuel Ferreira, designer da Fiat, e Rogério Cordeiro, developer evangelist da Microsoft no Brasil.

As inscrições para a Semana iniciam nesta segunda-feira, dia 7 de maio, pelo site http://uipi.ufsc.br/ e as vagas são limitadas. O evento é gratuito e aberto ao público.

Confira a programação aqui.

Por Isadora Ruschel/bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: 3ª Semana Uipi de DesignUFSC

UFSC inaugura “O Mastro de São Sebastião” com fotografias de Joi Cletison

07/05/2012 16:31

O Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inaugura no próximo dia 14, segunda-feira, a exposição fotográfica “O Mastro de São Sebastião”, de Joi Cletison, no Espaço Cultural do NEA. A visitação é gratuita e ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17 horas. A mostra termina no dia 29 de junho.

Sobre a exposição

Em comemoração ao Dia de Portugal (10 de junho), a mostra é uma homenagem a Seu “Biju”, um dos maiores cantadores de Santa Catarina. O ritual consiste na produção artesanal do mastro. As mulheres enfeitam um tronco de árvore com ramos, folhas verdes e flores e em seguida, ele é carregado pelos homens até uma igreja ou uma praça onde é cravado no chão. Depois da imagem do santo ser içada no alto do mastro começam as danças, rezas e cantos tradicionais. A festa de veneração ao santo pode ser considerada um ritual de fertilidade. As fotos foram feitas em Armação de Itapocorói, Penha, Santa Catarina.

Mais informações pelo telefone do NEA (48) 3721-8605, pelo site www.nea.ufsc.br ou pelo e-mail nea@nea.ufsc.br.

Por Murici Balbinot/Bolsista de jornalismo na Agecom

Tags: Joi CletisonMastro de São SebastiãoNEAUFSC

Começam as obras no campus da UFSC em Joinville

07/05/2012 16:13

Primeira obra é o Bloco 1, que está sendo estaqueado.

Uma cerimônia realizada na tarde de sexta-feira, 4 de maio, marcou o iníco da construção dos primeiros prédios do campus da UFSC em Joinville. O evento serviu para comemorar esta etapa e também relembrar todo o processo de instalação da universidade na região, que iniciou em  2007 e foi marcado por uma série de dificuldades e de superações. “Quando abraçamos o desafio, enfrentamos enormes dificuldades. Mas hoje temos a agradecer ao Governo Estadual, à Prefeitura de Joinville e à comunidade acadêmica do Centro de Engenharia da Mobilidade, entre tantos parceiros que tem nos acompanhado”, afirmou o reitor da UFSC, Alvaro Prata.

Quatro obras entram em fase de construção. A maior delas é o Bloco Acadêmico I, um edifício de 9.850 metros quadrados com quatro pavimentos destinados a salas de aula. O estaqueamento desse bloco começou na semana

Estudantes do CEM visitam o campus da UFSC em Joinville pela primeira vez.

passada. Dois prédios destinam-se aos diversos laboratórios do curso que compõem o Centro de Engenharia de Mobilidade (CEM): o Bloco II e Bloco III. O Bloco IV abrigará os gabinetes dos professores, áreas administrativas e de apoio. Também está em fase de terraplenagem a pista de testes, que servirá para o desenvolvimento de pesquisas sobre o desempenho dos veículos em diferentes tipos de solos.

A previsão é inaugurar o novo campus em março de 2014. A estimativa do diretor do CEM, Acires Dias, é que nesta data a comunidade acadêmica seja formada por 2000 alunos de graduação, 125 professores e 150 Servidores Técnico-Administrativos Educacionais. O início dos cursos de pós-graduação também está previso para 2014. “A proposta é implantar também cursos nas áreas de Economia, Humanidades, Saúde, Direito, de acordo com as verbas e a possibilidades”, explicou Acires Dias.

Direção do CEM no canteiro de obras do Bloco 1.

Para inaugurar o novo campus é necessário construir estradas de acesso, uma obra que já foi autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O diretor do CEM informou que o projeto dessa obra deve ser concluído no final deste mês.

Entre as autoridades presentes estavam o senador Luiz Henrique da Silveira, que era o  governador quando o curso foi criado, o prefeito de Joinville, Carlito Merss, o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Bráulio Barbosa, o reitor da UFSC, Alvaro Prata, e a reitora eleita, Roselane Neckel. Prefeitos de cidades da região norte do estado, empresários, representantes de entidades, além dos estudantes da UFSC em Joinville também participaram do evento, que aconteceu no futuro campus da universidade, um terreno de mais de um milhão de metros quadrados localizado às margens da rodovia BR-101, na altura dos quilômetros 51 e 52.

A placa em comemoração à obra é descerrada pelo secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de SC, Bráulio Barbosa, junto com a futura reitora da UFSC, Roselane Neckel, o prefeito de Joinville, Carlito Merss, o senador Luiz Henrique da Silveira, o reitor Alvaro Prata e o diretor do CEM, Acires Dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto e fotos: Laura Tuyama, jornalista na Agecom.

Tags: campus joinvilleCEMUFSC

Posse da nova reitora acontece nesta terça-feira em Brasília

07/05/2012 15:02

E nesta quinta-feira, 10 de maio, será realizada na UFSC a cerimônia de posse, a partir de 19h, no auditório do Centro de Cultura e Eventos

Está marcada para esta terça-feira,  dia 8 de maio, às 10h30min, no gabinete do Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em Brasília, a cerimônia de posse de Roselane Neckel como reitora da Universidade Federal de Santa Catarina para a gestão 2012-2016. A notícia foi divulgada na noite desta sexta-feira, 4 de maio, no encerramento dos Fóruns Participativos. O ato oficializa Roselane como a 11ª reitora e a primeira mulher a ocupar este cargo na universidade.

A posse na UFSC será celebrada no dia 10 de maio, com a cerimônia que acontece às 19h, no auditório do Centro de Cultura e Eventos. A transmissão dos cargos será feita pelo atual reitor, Alvaro Toubes Prata, à frente da UFSC desde 2008.

Na ocasião, Roselane Neckel irá nomear oficialmente Lúcia Helena Martins Pacheco para ocupar o cargo de vice-reitora da UFSC. Esta cerimônia terá transmissão ao vivo pela Internet no site: www.formaturas.ufsc.br.


A chapa de Roselane Neckel e Lúcia Helena Pacheco foi a vencedora no segundo turno da eleição para a reitoria da UFSC, realizado no dia 30 de novembro de 2011. A reitora é professora do Departamento de História da Universidade desde 1996 e há quatro anos vinha dirigindo o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da instituição.

A vice-reitora, professora do Departamento de Informática e Estatística, é desde 2008 diretora técnica da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (FEESC).

Mais informações:
– Gabinete do Reitor: (48) 3721-4082 / assessoriagr@reitoria.ufsc.br
– Direção Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH): (48) 3721-9330

http://forumprimeiraedicao.paginas.ufsc.br/

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom

Tags: Nova AdministraçãoUFSC

Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC promove curso de dança folclórica

07/05/2012 14:57

O Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu inscrições para o Curso de Dança Folclórica Açorianas, que será ministrado pela professora Vera Eli Pires e pelo Grupo Folclórico Mixtura. Serão oferecidas, no máximo, 24 vagas.

O curso tem como objetivo formar novos grupos de danças e qualificar os já existentes. Podem se inscrever professores, coordenadores de grupos folclóricos e agentes culturais. O valor do curso é de R$ 100.

As aulas serão somente aos sábados, das 9h às 12h e das 13h às 18h, entre os dias 26 de maio e 23 de junho, no Instituto Federal de Santa Catarina, campus de São José. Serão emitidos certificados de participação pela UFSC com carga horária de 40 horas/aula.

Outras informações pelo site www.nea.ufsc.br, pelo e-mail nea@nea.ufsc.br ou pelo telefone (48) 3721-8605.

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo da Agecom

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