Livro aponta que práticas ambientais provocam mudança de valores no Brasil

04/06/2012 08:40

O autor: “Não existe mais fronteira artificial entre preservação e desenvolvimento econômico”

As práticas ambientais ou práticas de vida que consideram a relação ética do homem com a natureza estão provocando transformações na sociedade brasileira. Essa conclusão otimista, às vésperas da realização da Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento Sustentável (RIO+20) e da Cúpula dos Povos, desmente a visão clássica de que a sociedade brasileira, inautêntica por excelência, é incapaz de entender uma lógica da sustentabilidade e da preservação da natureza. Resultado de uma longa pesquisa do sociólogo político e professor de ciências ambientais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Agripa Alexandre, essa tese sustenta que há um aprendizado político para a incorporação crescente de valores ecológicos. “Mostra disso é a expressiva votação da candidata Marina Silva nas últimas eleições presidenciais”.

O assunto é tema do livro Práticas ambientais no Brasildefinições e trajetórias, publicado pela Editora da UFSC, que será lançado em junho no Rio de Janeiro, onde o autor leciona, e no final de julho, em Florianópolis, ainda sem data definida. Por práticas ambientais a obra entende as atitudes de vida implicadas diretamente com conflitos socioambientais, a participação em movimentos ecológicos, atitudes em defesa de direitos dos animais ou contra o desmatamento, o consumo de produtos sustentáveis, a educação dos filhos para a consciência ecológica, entre outros exemplos.

Em vez de apenas reafirmar o antagonismo excludente entre ecologia e desenvolvimento econômico, que pode resultar em um efeito paralisante, Agripa enfatiza como as práticas ambientais mantêm relações com o modo de vida do brasileiro. Mostra o envolvimento dos verdes com as comunidades onde atuam, com o mercado e com o Estado, capaz de fazê-los  incorporar os valores ambientalistas. O aprendizado político que essa articulação gera resultaria, segundo o livro, na inserção efetiva desses valores pela legislação e pelas normas. Não há aqui nenhum rastro de ingenuidade: o autor deixa claro que as mudanças só ocorrem em grande parte porque os ambientalistas se valem da relação entre ecologia, cultura e economia para legitimar processos de intervenção social com o apoio financeiro do mercado e dos órgãos do governo.

Os dados apresentados são fruto de uma investigação do autor sobre mudanças no comportamento político relacionadas com a definição de papéis sociais motivada pela reorientação da política brasileira nacional e internacional. Apoiam-se, em grande medida, na pesquisa junto aos professores do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação de Ciências Humanas da UFSC, que deu origem a sua tese de doutoramento em 2003, intitulada “Ambientalismo político, seletivo e diferencial no Brasil”.

Na tese, Agripa mostra que em sua ligação com o modo de vida dos brasileiros, as práticas ambientais estão articuladas em espaços sociais diferentes culturalmente e são também seletivas, no sentido de que encontram sustentação no mercado e nas políticas de financiamento do governo. “Infelizmente ainda é o mercado que tem o maior controle de definir o que é e o que não é sustentável”, pontua o teórico e ativista, envolvido em movimentos sociais que vão participar de forma paralela do evento oficial da Rio + 20.

A abordagem privilegia a explicação sobre o caráter social e antropológico das práticas ambientais brasileiras, desde o início da redemocratização, a partir da normatização de uma política ambiental. Discute as mudanças da vida democrática brasileira a partir da incorporação da ideia de sustentabilidade. Mostra como se articulam os ambientalistas na cena política, quais os principais projetos que defendem e como se posicionam ideologicamente, embora nem sempre de forma clara e direta.

Sobre o autor
Natural de Florianópolis, Agripa Alexandre doutorou-se no Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC em 2003. Foi professor da UFSC, Furb e Udesc. Desde 2010 é professor do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Suas pesquisas e publicações discutem temas relacionados às teorias e práticas do ambientalismo, às teorias da democracia, à epistemologia das Ciências Sociais e ambientais e à educação. Publicou inúmeros artigos em revistas científicas. Atualmente está também vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Unirio, e é responsável pela pesquisa A constituição da memória social da ecologia política no Brasil: empoderamento, democratização cultural e mudança das concepções de esfera pública. Sobre a questão ambiental publicou: A perda da radicalidade do movimento ambientalista brasileiro (2000) e Políticas de resolução de conflitos socioambientais no Brasil (2004), ambos pela Editora da UFSC.

Leia também:

ENTREVISTA:

“Não existe mais fronteira artificial entre preservação e desenvolvimento econômico”

Raquel Wandelli – Que repercussão o senhor espera para essa obra, publicada nas vésperas da Rio+20 junho (13 a 24 de junho,  Rio de Janeiro)?
Agripa – Fui convidado para uma entrevista ao vivo no Canal Futura, nos dias 13 e 14 de junho, no período da tarde. Além disso, ambientalistas do Rio estão divulgando o livro, em sites como o da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Academia Brasileira de Ciências, jornais como O Globo. A Rio+20 é um evento muito plural, com redes de discussão interessadas na problematização do discurso da sustentabilidade e sobre a repercussão social e cultural das práticas ambientais, que são temas do livro.

R.W. – Sua pesquisa aponta que as práticas ambientais no Brasil têm um potencial transformador e ilustram mudanças de valores na sociedade brasileira. Mas na sua avaliação há uma mudança efetiva na política brasileira, tradicionalmente conservadora e antropocêntrica do ponto de vista dos direitos ambientais?
Agripa – Sim, há mudanças em curso, todavia devemos ter cuidado em avaliá-las. A tese central de meu livro é a de que existe um ambientalismo político, seletivo e diferencial no Brasil. Essas características são perceptíveis em termos bem práticos, basta ver o resultado político de Marina Silva na última eleição, com 20 milhões de votos. Isso indica mais do que uma simpatia por ela, carisma ou aceitação de sua plataforma política. Por detrás, há a incorporação de valores, assimilados seletivamente, com o mercado definindo, é claro, o que é sustentável, o que é questionável. Isso ocorre de diferentes formas, dependendo das regiões geográficas do apoio estruturante das políticas de governo e de empresas, fatores que o livro discute profundamente.

R.W. – Em 2000 o senhor publicou a obra A perda da radicalidade do movimento ambientalista brasileiro, em que aponta justamente um processo de cooptação desses movimentos pelo capital. Como avalia hoje o movimento ambientalista
Agripa – A atuação dos verdes é menos independente hoje, o que não quer dizer que abandonou a lógica de denúncia e protesto, pois ambientalismo compreende a tensão dos conflitos socioambientais – agronegócio versus agroecologia; desflorestamento para ocupação de pastagem versus defesa de terras indígenas, quilombolas e sociedades tradicionais etc. Todavia, a articulação que os ecologistas têm com as agências de governo, com o mercado e com comunidades precisa ser entendida de forma particular, caso a caso, pois não existe um único discurso ambiental, mas vários: preservacionistas, ecossocialistas, ecocapitalistas, econarquistas, ecoconservacionistas, definindo um universo de práticas ambientais com um potencial de interferência muito grande. Ou seja, não existe mais uma fronteira artificial entre preservação da natureza e desenvolvimento econômico a qualquer custo.

Existem sim vários aspectos diferenciais da política ambiental: para as cidades, saúde alimentar, preservação de áreas verdes, agricultura familiar, todas elas com aspectos locais, regionais e globais distintivos e complexos, mais ou menos utópicos, mais ou menos ideológicos (no sentido marxista desses termos).

R.W. E os responsáveis por essa transformação são os movimentos ecológicos?
Agripa – Sim, no sentido de que abalaram essa oposição entre preservação e desenvolvimento, os verdes mudaram realmente a forma de definir políticas públicas no país desde que estabeleceram marcos normativos na constituinte, fizeram-se representar politicamente, passaram a implementar políticas e ações estruturantes. O fato é que há, sim, uma clivagem política profunda na forma de conceber a vida no planeta, antes e depois dos verdes, e esse fato não deixa de ser um propósito articulador de práticas de vida também no Brasil.

Serviço:
Livro: Práticas ambientais no Brasil; definições e trajetórias
Autor: Agripa Faria Alexandre
Editora UFSC
105 páginas

Por: Raquel Wandelli / Jornalista da UFSC / 9911-0524 / 3721-9459  / raquelwandelli@yahoo.com.br / www.editora.ufsc.br

Contatos com o autor: agripa.alexandre@gmail.com

 

Tags: EdUFSCmeio ambienteUFSC

Mata Atlântica é destaque da Semana do Meio Ambiente na UFSC

04/06/2012 07:52
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Uma das interfaces do jogo Mata Atlântica - o bioma onde eu moro

Segue até esta quarta-feira, 6 de junho, a Semana do Meio Ambiente da Sala Verde da UFSC. Entre as atividades abertas ao público estão a apresentação do projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco, na segunda-feira, e na quarta, a confecção de agendas e blocos com materiais reaproveitáveis e a discussão de propostas de novos parques para Florianópolis.

O projeto Educar Brincando se utiliza de ferramentas educativas como jogos de tabuleiros destinados a todas as idades, o jogo eletrônico Mata Atlântica – o bioma onde eu moro , o Painel Interativo com a temática da Mata Atlântica – desenvolvido no Laboratório de Abelhas Nativas da UFSC, além da participação de bolsistas de Psicologia, Biologia e Artes Cênicas  para trazer os conhecimentos sobre o bioma a partir de músicas e do teatro.

“O espaço Referência da Sala Verde UFSC está disponível para receber turmas de até 20 pessoas; ainda na terça (29), os filhos de agricultores que participaram do Encontro da Rede Ecovida passaram a tarde conosco”, relata Marlene Alano Coelho Aguilar, bióloga coordenadora da Sala Verde. “A ideia é expandir esse trabalho à rede estadual de educação, atingindo principalmente as crianças do interior de Santa Catarina”, completa.

A Semana do Meio Ambiente da Sala Verde da UFSC tem como parceiros o Ministério do Meio Ambiente, o Laboratório de Abelhas Nativas da UFSC (Lanufsc), o Laboratório de Educação Cerebral (LEC), o Programa Venha Conhecer a UFSC, o Fotovoltaica UFSC e a Ong Klimata – Centro de Estudos Ambientais.

A Sala Verde atende ao público de segunda a sexta, das 14h às 18h. Mais informações com Marlene: 3721-9044 e 3721-6469, marlenecga@reitoria.ufsc.br e salaverde@salaverde.ufsc.br.

 

Programação:
31 de maio – 5a. feira
14:30 h – Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco com a turma de crianças 6A Vespertino, do NDI/UFSC, no Espaço
Referência.
Participação no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, durante todo o dia.

1o. de junho – 6a. feira
Participação no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, apresentando o Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco.

02 e 03 de junho – Sábado e Domingo
Sugerimos que famílias e grupos de amigos realizem atividades ao ar livre, desfrutando da Mata Atlântica que carinhosamente nos acolhe aqui em Santa Catarina.

04 de junho – 2a. feira
14:30 às 17:30
– O Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco estará no Hall da Reitoria.

05 de junho 3a. feira
14h30 – No Dia Mundial do Meio Ambiente, o Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco estará com a turma de crianças 3A Vespertino, do NDI/UFSC, no Espaço
Referência.

06 de junho – 4a. feira
14h às 18h – Tarde aberta no Espaço Referência para a confecção de agendas e blocos de rascunho, reaproveitando materiais. Quem puder, traga folhas A4 usadas com o verso
livre e apostilas antigas com espiral.
19:00 h – Evento da FEEC, no Espaço Referência, abordará Propostas de Novos Parques para Florianópolis.

Se chover nas tardes de 31/05 e 05/06, a equipe da Sala Verde UFSC irá até o NDI.
O Espaço Referência da Sala Verde UFSC fica no piso térreo da Biblioteca Central.

Tags: LECMata AtlânticaSala Verde

Reitoria encaminha para Secretaria Estadual de Educação orçamento reduzido para continuidade do Pré-Vestibular

01/06/2012 18:27
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Carlos Vieira (esq) entrega o documento ao Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Educação, Mauro Tessari - Foto: Brenda Thomé

O chefe de gabinete da UFSC, professor Carlos Vieira, entregou pessoalmente nesta sexta, 1° de junho, orçamento, plano de trabalho e cronograma para continuidade da parceria com o Governo do Estado de Santa Catarina e oferta do pré-vestibular no segundo semestre de 2012. A elaboração do plano de trabalho havia sido acordada com a Secretaria de Estado da Educação. O documento foi recebido pelo chefe de gabinete da Secretaria, Mauro Tessari.

O cronograma prevê a abertura de processo seletivo no mês de junho e a manutenção de 120 professores para oferta de três mil vagas em 29 cidades catarinenses, como aconteceu em 2011. O orçamento que era de aproximadamente R$ 3 milhões foi reduzido para R$ 1,8 milhão.

O Pré-Vestibular da UFSC é um projeto de inclusão social que tem como proposta criar oportunidades para estudantes de escolas públicas ingressarem no ensino superior gratuito. Foi implantado em 2003, por intermédio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, oferecendo 120 vagas no campus da Trindade, em Florianópolis. A parceria com a Secretaria de Estado da Educação ampliou a iniciativa que no ano passado atingiu percentual de 72% de aprovação em instituições públicas de Santa Catarina.

Mais informações com o chefe de Gabinete da Reitoria, Carlos Vieira: 3721-6018

Tags: Pré-VestibularUFSC

Novos gestores tomam posse oficial em três setores da UFSC

01/06/2012 17:52

Edison Tadeu Lopes Melo (centro) toma posse como diretor do Setic.

Na tarde dessa sexta-feira, dia 1º de junho, a reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Roselane Neckel, empossou servidores em cargos de gestão para três setores da instituição. As trocas são resultado da avaliação feita pela nova equipe da reitoria, que cumpre um calendário de modificações em vários segmentos da UFSC.

Edison Tadeu Lopes Melo foi nomeado diretor da Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) . Além de Edison, outros funcionários da SeTIC foram substituídos. Para a reitora, as mudanças são estratégicas para continuar a desenvolver o setor e qualificar os sistemas da Universidade, como a capacidade de armazanamento de dados, que cresceu de 2 terabytes para 200 terabytes nos últimos dois anos.

Nailor Novaes Boianovsky (esq) irá dirigir a Prefeitura da UFSC.

Nailor Novaes Boianovsky foi anunciado como novo prefeito do Campus Universitário. Na posse oficial, ele afirmou que  o importante é não parar a caminhada, um passo de cada vez, e que a Prefeitura vai conseguir realizar seus objetivos com empenho e planejamento. O setor é responsável pela manutenção e conservação do espaço físico, como reformas, consertos e cuidados com o paisagismo.

Roselane encerrou as posses do dia com a mudança na coordenação da Imprensa Universitária. O cargo será ocupado por Carlos Antonio de Lima. O principal ponto citado por ele no anúncio oficial foi a necessidade da Imprensa de receber

Carlos Antonio de Lima (centro) tomou posse como coordenador da Imprensa Universitária.

equipamentos novos. A reitora destacou que adquirir essas máquinas é um dos objetivos para desenvolver a Imprensa e, no futuro, ser viável a impressão das provas de vestibular da UFSC.

Mais Informações com o gabinete da Reitoria pelo telefone (48) 3721-6018.

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo na Agecom. Fotos: Wagner Behr.

Tags: gestão 2012-2016posseUFSC

UFSC Entrevista e os 30 anos do Laboratório de Protozoologia são destaques da TV UFSC

01/06/2012 17:40
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Cenas de "O Herói do Rio", de 1928

O tema do UFSC Entrevista de segunda-feira é a comemoração dos 30 anos do Laboratório de Protozoologia, do Centro de Ciências Biológicas. Para falar sobre o assunto, os convidados são Bruno Schlemper Júnior, ex-reitor e fundador do laboratório, e Mário Steindel e Edmundo Grisard, que durante a graduação foram bolsistas e hoje são pesquisadores. Eles contam como foram os primeiros anos, a dificuldade na estruturação, a importância das pesquisas desenvolvidas e as expectativas para o futuro. O programa estreia na segunda às 22h, com horários alternativos à meia-noite de terça para quarta-feira, quinta ao meio-dia, sexta às 23h30min e meia-noite de sábado para domingo.

 

 A Sessão Cinema apresenta “O Herói do Rio”, de 1928, considerado um dos últimos grandes filmes com o comediante Buster Keaton. Na história, um capitão de barco a vapor envia o filho ainda criança para estudar e reencontram-se anos depois. Mas, além de voltar com jeito delicado, ao contrário do que o pai esperava, o garoto está em um romance com a filha do maior rival e concorrente.
O filme traz uma das cenas mais famosas de Keaton, em que uma parede quase cai em sua cabeça durante um furacão, e serviu também de inspiração para “O Vapor Willie”, primeiro desenho animado sonoro com Mickey Mouse. Estreia na terça-feira às 21h, com horários alternativos à meia-noite de quarta para quinta-feira, sexta-feira às 14h e sábado às 20h.
Para acompanhar a TV UFSC, sintonize o canal 15 da NET Florianópolis e veja a programação completa no site www.tv.ufsc.br/grade. Assista aos boletins de notícias também no www.youtube.com/tvufsc.
Tags: Laboratório de ProtozoologiaTV UFSC

Bartolomeu Melià fala nesta sexta sobre vivências com povos indígenas

01/06/2012 17:27

Seminário, vivência e conferência sobre a sabedoria indígena e a luta pelo reconhecimento do território vão até o dia 4 de junho. Melià fala às 19 horas no auditório do CFH 


“Vivências com Povos Indígenas”, evento promovido pelo Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC será conduzido hoje, 1º de junho, às 18h30, pelo professor, linguista e antropólogo Bartomeu Melià (Assunção – Paraguai), no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC. Docente do curso de Licenciatura Intercultural, na disciplina Laboratório de Língua Guarani, Bartomeu foi convidado a expor suas vivências com povos indígenas a fim de trocar sua vasta experiência com os alunos e docentes do curso e participantes do evento.

Melià vai abordar as especificidades socioculturais e os direitos constitucionais das populações indígenas. Padre jesuíta espanhol (1932), mora em Assunção/Paraguai há quase cinco décadas, dedicando-se à pesquisa e à defesa dos direitos dos povos indígenas. Viveu no Brasil, também como estudioso e militante dessa causa, devido à dissidência com o governo do ditador paraguaio Alfredo Stroessner. No Brasil, atuou com os povos Guarani e Kaingang (Terra Indígena Guarita/RS), Kaiowá (MS), Enauenê-nauê (MT).

A discussão sobre o direito ao território para indígenas e quilombolas está no foco dos debates de três grandes momentos promovidos pelo Curso. Lideranças indígenas e dois dos maiores especialistas na questão, o antropólogo João Pacheco Oliveira, do Rio de Janeiro, e Bartomeu Meliá, do Paraguai, estarão presentes em Florianópolis para uma vivência e uma aula aberta que ocorrem no dia 1º e 4 de junho. Os eventos são dirigidos aos alunos que frequentam o curso, mas gratuitos e abertos a todas as etnias, pesquisadores e interessados no direito das minorias.

Saberes sobre a Terra – I Seminário Temático de Sábios Indígenas Guarani, Kaingáng e Xokleng abriu essa série de eventos no dia 31 de maio de 2012, das 8h30 às 12h, no auditório do CFH. O evento teve como objetivo dar voz a especialistas indígenas em torno de seus saberes sobre a terra, o que abarca os conhecimentos em relação à caça, pesca, coleta, plantio, manejo florestal e também do processo político e histórico de demarcação de terras indígenas.

“Criamos um espaço para que os alunos socializem seus conhecimentos, seja do uso da terra a partir dos saberes dos antepassados ou ainda saberes que cada um julgar importante compartilhar com os acadêmicos do seu curso e de outros cursos da UFSC, bem como com o público em geral”, explica a professora Maria Dorothea Post Darella, que faz parte da equipe de coordenação da Licenciatura e antropóloga do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC. As três realizações buscam fortalecer o eixo temático do curso que é Territórios indígenas: a questão fundiária e ambiental no Bioma Mata Atlântica, explica Dorothea, que apoia o curso como integrante da Comissão Interinstitucional para Educação Superior Indígena.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ, João Pacheco de Oliveira, é o conferencista do terceiro evento, que ocorre no dia 4 de junho, às 18h30, no Auditório da Reitoria /UFSC.  Autor de volumosa obra, entre livros e artigos publicados,  Oliveira vai proferir a aula aberta “A PEC 215 contra os direitos indígenas, quilombolas e ambientais”.  Com a emenda, o direito que era antes aferido por um processo administrativo, passa a exigir aprovação pelo Congresso Nacional.

Defensor de uma ampla mobilização social contra essa medida, que chama de ataque aos direitos conquistados pelas minorias, discutirá a pressão de latifundiários e empresários para aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, que dificulta o reconhecimento dos territórios indígenas e quilombolas. Presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) entre 1994 e 1996, exerce a função de coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas. Atua ao lado dos índios Ticuna desde a década de 1970, dedicando-se há muitos anos também aos povos indígenas no nordeste brasileiro.

Implantado em fevereiro de 2011 pelo Departamento de História da UFSC, o Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica é o primeiro curso superior  do Brasil especializado nas três etnias. Sob a coordenação geral do professor Valmir Francisco Muraro, entra em sua sexta etapa concentrada de aulas. São 104 alunos, grande parte professores nas escolas indígenas que alternam o tempo na universidade com o tempo na comunidade, quando aplicam nas aldeias os conhecimentos desenvolvidos.


SERVIÇO:  

Evento 2: Palestra: Vivências com Povos Indígenas
Palestrante: Prof. Bartomeu Melià (Assunção – Paraguai)
Local: Auditório do CFH/UFSC
Data: 01 de junho de 2012
Horário: 18h30

Evento 3: Aula aberta: A PEC 215 contra os direitos inígenas, quilombolas e ambientais
Com o Professor e Antropólogo João Pacheco de Oliveira (UFRJ)
Local: Auditório da Reitoria / UFSC
Data: 04 de junho de 2012
Horário: 18h30

 

Por Raquel Wandelli/ Jornalista na Secult
9911-0524 e 3721-9459 – www.secarte.ufsc.br

 

Mais informações:  Secretaria do curso de graduação Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica: 3721-2614.

Tags: Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica

Evento discute saberes das terras indígenas Guarani, Kaingang e Xokleng

01/06/2012 17:20

Sábios indígenas compartilham o conhecimento e fazem reivindicações

Com o tema “Saberes sobre a Terra”, o curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica promove de 31 de maio a 4 de junho o primeiro Seminário Temático de Sábios Indígenas Guarani, Kaingang e Xokleng no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). O evento teve como objetivo dar voz a especialistas indígenas e abarcar conhecimentos em relação à caça, pesca, coleta, plantio, manejo florestal e também ao processo político e histórico de demarcação de terras indígenas.

(mais…)

Tags: guaraniKaigangLicenciatura IndígenaseminárioUFSCXokleng

Ceped participa do IX Fórum Nacional de Defesa Civil

01/06/2012 15:55

Com o aumento da ocorrência de desastres no Brasil e no mundo, cada vez mais o assunto é discutido na agenda pública para a busca de medidas eficientes em prevenir, preparar e responder a desastres. Nos dias 4, 5 e 6 de junho, essas discussões terão espaço no IX Fórum Nacional de Defesa Civil, em Angra dos Reis, RJ.

O Fórum já entrou para a agenda permanente de eventos sobre gestão de riscoe desastre no Brasil e reúne coordenadores municipais e estaduais de Defesa Civil, técnicos e gestores da área, comunidade, membros de universidades e demais interessados em compartilhar experiências e boas práticas sobre prevenção de desastres e redução de riscos.

Representando a Universidade Federal de Santa Catarina, o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas dobre Desastres (Ceped) participa do evento com um estande no qual estarão expostos alguns de seus trabalhos publicados em banners, livros e cartilhas, incluindo parte do primeiro atlas brasileiro de desastres.

Na programação do dia cinco de junho, o diretor geral do Ceped, professor Antônio Edésio Jungles, faz a mediação da mesa Boas Práticas em Defesa Civil: Combate à estiagem, e o coordenador de projeto, Jairo Ernesto Bastos Krüger, apresenta o S2ID: módulo de registro e reconhecimento, na oficina Nova instrução normativa para decretação de situação de emergência e estado de calamidade pública, ministrada por Werneck Martins Carvalho.

No dia seis é a vez do trabalho Ações Comunitárias de Redução de Riscos de Desastres na região serrana do Rio de Janeiro, apresentado pela coordenadora de comunicação, Sarah Cartagena.

Confira a programação completa do evento no site: www.defesacivil.gov.br/forum/programacao.asp.

O Ceped atua há onze anos na missão de contribuir para a construção de comunidades mais seguras, através do ensino, pesquisa e extensão, visando à redução dos riscos de desastres.

Mais informações: www.ceped.ufsc.br, 3223-5467 e ceped@ceped.ufsc.br.

Fonte: Ceped

Tags: cepeddesastres naturais

Diretor da EdUFSC é indicado ao prêmio Portugal Telecom de Literatura

01/06/2012 14:31

O diretor executivo da Editora da UFSC, Sérgio Medeiros, foi indicado ao prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2012 pelo livro de poemas “Figurantes”, publicado pela editora Iluminuras. Poeta, tradutor e professor, ele está entre os 60 finalistas do prêmio, anunciados esta semana no Rio de Janeiro. Há 20 concorrentes por área – romance, conto/crônica e poesia – e os 12 finalistas serão conhecidos em setembro. Os vencedores vão ser anunciados em novembro e levarão R$ 50 mil (por categoria).

Em 2009, Medeiros já havia sido indicado ao mesmo prêmio e também ao Jabuti com o livro “Sexo vegetal”, da Iluminuras. Natural do Mato Grosso do Sul, ele jé profesor dos cursos de pós-graduação em Literatura, Cinema e Artes Cênicas, do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, e foi mantido no cargo de diretor da EdUFSC pela nova reitora da instituição, Roselane Neckel.

A romancista catarinense Adirana Lunardi, nascida em Xaxim e radicada no Rio de Janeiro, também foi indicada ao prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, com o livro “A vendedora de fósforos”, da editora Rocco.

Mais informações com Sérgio Medeiros: 3721-8507, 3721-9686 ou sergio@editora.ufsc.br.

Tags: EdUFSCliteratura

Palestra aborda uso pioneiro da aviação militar no conflito do Contestado

01/06/2012 14:06

 

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Assunto que atrai a atenção de professores e estudantes, especialistas e leigos, o uso pioneiro da aviação no conflito do Contestado foi tema de palestra feita na manhã desta sexta-feira, dia 1º., no auditório da reitoria da UFSC, pelo professor Cláudio Calaza, da Universidade da Força Aérea (Unifa), do Rio de Janeiro. Falando dentro da programação do Simpósio sobre o Centenário do Movimento do Contestado, ele fez um histórico das circunstâncias que levaram o Exército brasileiro a decidir pela utilização de aviões no trabalho de identificação das áreas ocupadas pelos revoltosos e, posteriormente, no ataque a esses focos, casos as operações se mostrassem viáveis.

Durante a exposição, ficou claro que o Exército não estava preparado para esse tipo de ação e que não conseguiu fazer um planejamento mínimo que garantisse o êxito da iniciativa. Por isso, a estratégia fracassou, resultando na morte do tenente Ricardo Kirk (o primeiro aviador brasileiro, com formação na França) durante sobrevoo da região conflagrada, na divisa de Santa Catarina com o Paraná. Essa questão também suscita diferentes leituras sobre as motivações dos comandantes militares, entre elas a de que o grande poderio militar da Argentina, na época uma das maiores forças da economia mundial, representava uma ameaça para os estados da região sul do Brasil.

Professor de história militar na Academia de Força Aérea, Calaza percebeu que depois do livreto “A aviação militar no Contestado – Réquiem para Ricardo Kirk”, lançado pelo historiador catarinense Nilson Thomé em 1986, nada mais foi publicado sobre o tema. Por isso, após concluir tese de doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele concentrou suas forças na busca de novas fontes. Outra motivação foi o fato de saber que o Contestado sempre foi considerado um conflito bélico secundário pela historiografia brasileira.

O emprego de aviões militares nunca havia acontecido no continente sul-americano, mesmo que Chile e Argentina estivessem mais adiantados nesse campo. E foi incorporado à prática do Exército apenas três anos após as experiências realizadas na guerra ítalo-turca, no norte da Europa, em 1911. “Os motores ainda eram fracos e os aparelhos, frágeis, construídos com madeira, bambu, lona e fios de arame”, afirma Calaza.

O pesquisador carioca buscou o que chama de “elo perdido” para explicar a decisão dos militares na figura do tenente João Moraes de Niemayer, que veio para o sul do Brasil, de trem, ao lado do marechal Setembrino de Carvalho, responsável pela repressão ao levante do Contestado, em 1914. Influenciado por Niemayer, Setembrino requisitou aparelhos, Ricardo Kirk e o italiano Ernesto Darioli junto ao Aeroclube Brasileiro, no Rio. Eles vieram, montaram os aviões (transportados por via férrea) e começaram as operações de reconhecimento, até o acidente fatal, próximo a Porto União.

“Habituado a operações no Rio de Janeiro, o Exército não conhecia as adversidades de relevo e clima na região sul”, informa Cláudio Calaza. Aqui, havia campos de pouso apenas em Canoinhas e Rio Negro, que nunca foram aproveitados. Os próprios aviadores falavam da ‘imensidão verde de araucárias’ para caracterizar o terreno, e por isso se guiavam pelo curso dos rios e da estrada de ferro. Na busca pelo reduto de Santa Maria, Kirk chegou a sofrer um primeiro acidente, no qual sobreviveu, até morrer mais tarde, quando não conseguiu romper a serra da Taquara Verde”.

Versão militar – O encerramento do simpósio se deu com a conferência “A guerra, a memória, a história: os historiadores de farda e a escrita da história do Contestado”, a cargo do professor Rogério Rosa Rodrigues, da Udesc. Ele avaliou o legado de historiadores militares como Demerval Peixoto, Herculano D’Assumpção, José Pinto Soares, Ezequiel Antunes Oliveira, Antonio Alves Cerqueira e o catarinense José Viera da Rosa como espectadores do conflito e os registros que deixaram para as gerações seguintes.

As próximas etapas do simpósio serão realizadas na Universidade Federal de Pelotas (RS), entre os dias 29 e 31 de agosto, e na Universidade Federal da Fronteira Sul, em Chapecó, de 18 a 22 de outubro. A intenção dos organizadores é “debater o movimento nos aspectos que envolvem história, cultura, literatura, economia, memória e a sociedade da região atingida pelo movimento do Contestado”. O ano de 2012 marca o centenário do início do conflito, que teve duração de quatro anos.

Mais informações: simpsiocentenriocontestado1912-2012.blogspot.com.br e centenariocontestado@gmail.com.

 

Por Paulo Clóvis Schmitz/ Jornalista na Agecom

 

Tags: Guerra do Contestado

Conferência na UFSC trata da preservação e desenvolvimento sustentável do Aquífero Guarani

01/06/2012 13:56

O professor Jorge Néstor Santa Cruz realizou uma conferência nessa quinta-feira,  31 de maio, no auditório do Centro de Ciências da Educação (CED) com o tema “Sistema Acuífero Guaraní – Conclusiones y Plan Estratégico de Acciones en Ejecución”. Ele é o coordenador geral do projeto internacional para a Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani, também conhecido como Projeto Aquífero Guarani (SAG).

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Tags: Aquifero GuaraniJorge Néstor Santa Cruz

Na mídia: Estudo revela que RS lidera ranking nacional de emergência por estiagem

01/06/2012 12:02

Matéria publicada no jornal Zero Hora destaca estudo realizado pelo  Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da UFSC:

Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sobre duas décadas de desastres naturais transforma em números o que os agricultores gaúchos sentem na pele e no bolso. 

O relatório, divulgado pelo Ministério da Integração Nacional, mostra que o Rio Grande do Sul é líder em notificações de situação de emergência: foram 4.924. Destas, 2.643 (64%) por estiagem. São mais de 2,1 milhões de afetados em 457 municípios.


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Tags: desastres naturaisl cepedUFSCUFSC na mídia

Santa Afro Catarina promove visita gratuita neste sábado

31/05/2012 16:49

O Programa Santa Afro Catarina e o Laboratório de História Social do Trabalho e da Cultura da UFSC promovem neste sábado, 2 de junho, uma visita guiada pelo centro histórico de Florianópolis, com o roteiro “A Desterro de Cruz e Souza”.  O encontro é gratuito, aberto a todos e está marcado às 9h45min, na figueira da Praça XV, Centro, Florianópolis. A saída será às 10 horas. O roteiro tem duração aproximada de duas horas. Em caso de chuva, a visita será cancelada.

As visitas do Programa Santa Afro Catarina acontecem todos os meses, sempre no primeiro sábado, e percorrem roteiros históricos da Ilha com a presença de africanos e afrodescendentes em Florianópolis. Na condução está uma equipe de profissionais das áreas de História, Patrimônio e Ensino de História. Realização conjunta do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e do Centro de Ciências da Educação (CED), o Programa Santa Afro Catarina tem como diferencial a integração inovadora dos conteúdos de história da diáspora africana ao espaço urbano.

Mais informações:

Fone: (48) 3721-8611

Celular: (48) 8842-1590 (Fernando Morschheiter)

Site: http://www.santaafrocatarina.blogspot.com.br/

E-mail santaafrocatarina@gmail.com

Tags: CEDCFHSanta Afro CatarinaUFSC

Divulgado cronograma preliminar da 11ª Sepex

31/05/2012 12:43

Este ano a Sepex, um dos principais eventos de popularização da ciência em Santa Catarina, será realizado de 17 a 20 de outubro

A comissão organizadora da 11ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC definiu na manhã desta quinta-feira, 31 de maio, o cronograma do evento.  O cadastro de estandes e minicursos pela comunidade universitária deverá ser realizado no período de 30 de julho a 31 de agosto. A homologação das propostas está prevista para o dia 1° de outubro e a assinatura dos termos de compromisso e autorização de espaço físico deve acontecer até 5 de outubro (veja cronograma completo abaixo).

Integra da à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Sepex será realizada entre 17 e 20 de outubro, em frente à Reitoria, no campus da UFSC no bairro Trindade, em Florianópolis.

Uma das novidades será a inclusão de uma nova área temática, contemplando o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2012. Além de inscrever estandes nas seções de Comunicação, Cultura, Direitos Humanos, Educação, Institucional, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Trabalho, poderão ser cadastradas propostas na temática Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza (mesmo tema da Conferência Rio + 20, evento organizado pela ONU que ocorrerá em junho no Brasil, com participação de diversos países).

A Assembléia Geral das Nações Unidas também declarou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos, estimulando os países a realizarem atividades com o objetivo de aumentar a consciência coletiva sobre a importância deste tema.

A comissão organizadora da Sepex integra representantes da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), Pró-Reitora de Graduação (Prograd), Pró-Reitoria de Administração (Proad), Secretaria de Cultura (SeCult), Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação ( SeTIC) e Agência de Comunicação (Agecom), entre outros setores. Os eventos paralelos, que estão sendo pensados, incluem o já tradicional Seminário de Iniciação Científica, com apresentação de aproximadamente mil projetos de jovens pesquisadores.

Saiba Mais:

 Cronograma Preliminar
– Cadastro de estandes e minicursos: 30 de julho a 31 de agosto
– Homologação de estandes: 1° de outubro
– Assinatura dos termos de compromisso pelos coordenadores de estandes: 1° a 5 de outubro
– Assinatura dos termos de compromisso e autorização de uso de espaço físico para minicursos: até 28 de setembro
– Inscrições para participação em minicurso: 1° a 20 de outubro
– Realização da Sepex: 17 a 20 de outubro

Mais informações junto à Pró-Reitoria de Extensão: 3721-9344

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Tags: sepexUFSC

Biblioteca Universitária apresenta Ambiente de Acessibilidade Informacional

31/05/2012 09:49

Ambiente de Acessibilidade Informacional é apresentado pela BU

A Biblioteca Universitária da UFSC apresentou na terça-feira, 29 de maio, as ações que vem desenvolvendo no Ambiente de Acessibilidade Informacional (AAI) que visa  a facilitar o acesso à informação e comunicação para pessoas com deficiência. O piso podotátil leva à sala do AAI, localizada no térreo da Biblioteca Central, que tem vários recursos voltados, principalmente, para estudantes com deficiência visual como computadores adaptados com ampliadores de tela e “softwares ledores”, lupa eletrônica que permite a ampliação de textos projetados em tela, materiais em formato áudio e acervo em braile que além de livros, coleção de revistas, oferece também mapas e globo terrestre táteis.

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Tags: AAIAmbiente de Acessibilidade InformacionalBiblioteca UniversitáriaBUmateriais adaptados

TV UFSC pleiteia canal aberto em alta definição

31/05/2012 09:26

Professor Fernando Crocomo - diretor da TV UFSC

É aguardada para o segundo semestre deste ano a entrada no ar da TV UFSC em sistema aberto no canal 63 digital em rede com a TV Brasil, alcançando a região da Grande Florianópolis. A expectativa é também pela reativação do canal aberto analógico. Atualmente, o canal 15 da NET/Florianópolis transmite 24 horas de programação própria, voltada para a comunidade acadêmica. Esse processo está sendo comandado pelo professor Fernando Crocomo, que foi mantido pela nova reitora da universidade, Roselane Neckel, no cargo de diretor da TV UFSC. No momento, está em fase de aquisição um transmissor digital, por meio da Fundação de Ensino de Engenharia de Santa Catarina (Feesc) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), que permitirá a oferta de programação em alta definição.

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Tags: alta definiçãocanal abertoFernando CrocomoTV UFSC

Três eventos discutem saberes da terra e direito ao território

30/05/2012 18:30

Sábios Indígenas Guarani, Kaingáng e Xokleng. Foto Wagner Behr/Agecom

Lideranças Indígenas e quilombolas começam nesta quinta, 31, debates sobre a sabedoria indígena e a luta pelo reconhecimento do território.    A discussão sobre o direito ao território para indígenas e quilombolas está no foco dos debates de três grandes momentos promovidos pelo Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina. Lideranças indígenas e dois dos maiores especialistas na questão, o antropólogo João Pacheco Oliveira, do Rio de Janeiro, e Bartomeu Meliá, do Paraguai, estarão presentes em Florianópolis para um seminário, uma aula aberta e uma vivência que ocorrem nos próximos dia 31 de maio, 1º e 4 de junho. Os eventos são dirigidos aos alunos que freqüentam o curso, mas gratuitos e abertos a todas as etnias, pesquisadores e interessados no direito das minorias.
Saberes sobre a Terra – I Seminário Temático de Sábios Indígenas Guarani, Kaingáng e Xokleng abre essa série de eventos no dia 31 de maio , das 8h30 às 12h, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC. O evento tem como objetivo dar voz a especialistas indígenas em torno de seus saberes sobre a terra, o que abarca os conhecimentos em relação à caça, pesca, coleta, plantio, manejo florestal e também do processo político e histórico de demarcação de terras indígenas.
Tags: guaraniI Seminário Temático de Sábios IndígenasKaingángLicenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata AtlânticaXokleng

Mata Atlântica é destaque da Semana do Meio Ambiente na UFSC

30/05/2012 18:19
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Uma das interfaces do jogo Mata Atlântica - o bioma onde eu moro

Começa nesta quinta, 31/05, e segue até 06/06 a Semana do Meio Ambiente da Sala Verde da UFSC. Dentre as atividades abertas ao público estão a apresentação do projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco, na segunda-feira, e na quarta, a confecção de agendas e blocos com materiais reaproveitáveis e a discussão de propostas de novos parques para Florianópolis.

O projeto Educar Brincando se utiliza de ferramentas educativas como jogos de tabuleiros destinados a todas as idades, o jogo eletrônico Mata Atlântica – o bioma onde eu moro , o Painel Interativo com a temática da Mata Atlântica – desenvolvido no Laboratório de Abelhas Nativas da UFSC, além da participação de bolsistas de Psicologia, Biologia e Artes Cênicas  para trazer os conhecimentos sobre o bioma a partir de músicas e do teatro.

“O espaço Referência da Sala Verde UFSC está disponível para receber turmas de até 20 pessoas; ainda nesta terça, os filhos de agricultores que participaram do Encontro da Rede Ecovida passaram a tarde conosco”, relata Marlene Alano Coelho Aguilar, bióloga coordenadora da Sala Verde. “A ideia é expandir esse trabalho à rede estadual de educação, atingindo principalmente as crianças do interior de Santa Catarina”, completa.

A Semana do Meio Ambiente da Sala Verde da UFSC tem como parceiros o Ministério do Meio Ambiente, o Laboratório de Abelhas Nativas da UFSC (Lanufsc), o Laboratório de Educação Cerebral (LEC), o Programa Venha Conhecer a UFSC, o Fotovoltaica UFSC e a Ong Klimata – Centro de Estudos Ambientais.

A Sala Verde atende ao público de segunda a sexta, das 14h às 18h. Mais informações com Marlene: 3721-9044 e 3721-6469, marlenecga@reitoria.ufsc.br e salaverde@salaverde.ufsc.br.

 

Programação:
31 de maio – 5a. feira
14:30 h – Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco com a turma de crianças 6A Vespertino, do NDI/UFSC, no Espaço
Referência.
Participação no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, durante todo o dia.

1o. de junho – 6a. feira
Participação no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, apresentando o Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco.

02 e 03 de junho – Sábado e Domingo
Sugerimos que famílias e grupos de amigos realizem atividades ao ar livre, desfrutando da Mata Atlântica que carinhosamente nos acolhe aqui em Santa Catarina.

04 de junho – 2a. feira
14:30 às 17:30
– O Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco estará no Hall da Reitoria.

05 de junho 3a. feira
14h30 – No Dia Mundial do Meio Ambiente, o Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco estará com a turma de crianças 3A Vespertino, do NDI/UFSC, no Espaço
Referência.

06 de junho – 4a. feira
14h às 18h – Tarde aberta no Espaço Referência para a confecção de agendas e blocos de rascunho, reaproveitando materiais. Quem puder, traga folhas A4 usadas com o verso
livre e apostilas antigas com espiral.
19:00 h – Evento da FEEC, no Espaço Referência, abordará Propostas de Novos Parques para Florianópolis.

Se chover nas tardes de 31/05 e 05/06, a equipe da Sala Verde UFSC irá até o NDI.
O Espaço Referência da Sala Verde UFSC fica no piso térreo da Biblioteca Central.

Tags: Mata Atlânticameio ambienteSala Verde

Programa Arte na Escola oferece Curso de Crítica de Arte Visual

30/05/2012 15:22
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Obra de Isaac Camargo - fotografia ice dream

Estão abertas as inscrições para o curso de Introdução à Crítica de Arte Visual, realizado pelo programa Arte na Escola – Polo UFSC, de 6 de junho a 11 de julho, no Colégio de Aplicação, em Florianópolis. O curso possui 25 vagas e é direcionado a professores da rede pública de ensino, estudantes e profissionais da área e público em geral.

Ao todo, serão seis encontros, às quartas-feiras, das 14 às 17h30. A carga horária total do curso é de 20 horas. As inscrições devem ser feitas por meio de e-mail ao artenaescola.ufsc@gmail.com.

 

O curso
Ao longo dos encontros será apresentado o conceito de crítica e sua aplicação na arte visual, com a realização de leitura de textos críticos e análise de suas características e um exercício de crítica de arte visual.

O ministrante será o professor do Departamento de Expressão Gráfica da UFSC, Isaac Camargo, que pretende expor o percurso do gênero textual e orientar os participantes sobre os modos de como fazer crítica de arte no contexto atual. Os encontros irão propor a análise da crítica por meio de textos, imagens e multimídia. Isaac acredita que o curso é uma forma de reabrir os horizontes de compreensão do pensamento crítico das pessoas, pois “à medida que a crítica se afastou da mídia, ficamos cada vez mais desinformados e isso acarreta em problemas de leitura, entendimento e de aceitação da arte como parte da nossa existência humana”. A intenção é trabalhar especialmente a crítica no contexto da Arte Plástica, com ênfase nas tendências que mais se destacam atualmente na mídia. “O que se pretende é estimular o exercício crítico como um processo de análise, reflexão que auxilie o leitor à apreciação e compreensão do fenômeno artístico e seus procedimentos integrado ao sistema social no qual surge ou é desenvolvido”, disse o professor.

O ministrante
Isaac Camargo é licenciado em Desenho e Plástica pela Faculdade de Artes Plásticas da Universidade da Associação de Ensino de Ribeirão Preto, em São Paulo. É mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina e doutor em Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Trabalhou por 30 anos no Departamento de Arte Visual da Universidade Estadual de Londrina e entre 2009 e 2010 deu aula de História da Arte na Universidade Federal de Uberlândia. Há dois anos é professor no Departamento de Expressão Gráfica da Universidade Federal de Santa Catarina.

Arte na Escola
O programa que realizará o curso na UFSC faz parte da Rede Arte na Escola, uma organização que articula instituições brasileiras de Ensino Superior, culturais e educacionais com o Instituto Arte na Escola. O objetivo da rede é qualificar os professores de artes por meio de parcerias locais e reúne esforços a fim de disponibilizar meios e materiais múltiplos ao ensino de arte. O Arte na Escola está presente em mais de 20 estados brasileiros, desenvolvendo suas ações através dos programas Educação Contínua, Midiateca e Prêmio Escola Cidadã. O Polo UFSC é fruto de parceria entre dois órgãos da Universidade: o Colégio de Aplicação e o Departamento Artístico Cultural. Veja a lista de filmes da DVDteca do Arte na Escola, à disposição de professores e pesquisadores, pelo site www.dac.ufsc.br

 

SERVIÇO:
O QUÊ: Curso de Introdução à Crítica de Arte Visual, oferecido pelo programa Arte na Escola – Polo UFSC
QUANDO: de 6 de junho a 11 de julho de 2012, quartas-feiras, das 14h às 17h30. Carga horária: 20 horas, com emissão de certificado.
ONDE: No Colégio de Aplicação da UFSC, no Campus Universitário, Trindade, Florianópolis – SC
QUANTO: Gratuito
CONTATO: As inscrições devem ser feitas enviando e-mail para artenaescola.ufsc@gmail.com – Informações: (48) 3721 -2406

Veja um dos blogues do professor Isaac Camargo em www.artevis.blogspot.com.br

 

Fonte: Bruna Andrade – Acadêmica de Jornalismo, Estagiária no DAC: SECULT:UFSC, com informações do ministrante e dos organizadores do curso.

 

Tags: arteDACSecult

Relato do Sol tem lançamento na UFSC

30/05/2012 14:40
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Relato do Sol traz histórias sobre adolescência, convivência com pais e irmãos, bullying, primeiros amores e amigos

Será lançado na quinta, 14/06, o livro de contos de Vanessa Bencz, Relato do Sol (editora Letradágua). Jornalista formada em 2008 e blogueira desde 2004 (garotadistraida.wordpress.com), Vanessa traz nos vinte capítulos da obra histórias sobre adolescência, convivência com pais e irmãos, bullying, primeiros amores e amigos. A cerimônia está marcada para as 18h na Livros e Livros da UFSC.

O prefácio, escrito pelo professor de Jornalismo da UFSC Samuel Lima, informa o leitor que os contos não são apenas relatos, e sim poemas em prosa. “O tempo é um elemento forte nesse olhar cósmico de Vanessa. Lá pelas tantas ela tira da cartola uma frase perfeita, ao relatar um abraço materno: Deve ter durado apenas alguns segundos, no cronômetro humano. No relógio da máquina do tempo, foram tantos outonos. Quando confessa suas razões para escrever, a autora vai dizer, solfejando em nossos ouvidos, num sussurro sedutor: De vez em quando, acordo sentindo profunda carência; palavras boiam na minha consciência. Por isso escrevo”, resgata Lima.

Cada texto de Relato do Sol ganhou uma ilustração poética de Fábio Abreu, “artista que capta a sensação das letras e transforma em desenho”, de acordo com Vanessa. A obra tem apoio do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec) de Joinville e da Fundação Cultural de Joinville.

Aos 27 anos, Vanessa já trabalhou nos jornais A Notícia e Notícias do Dia, e hoje mantém produção intensa em seu blog .

Mais informações: (47) 8864-3275.

Tags: jornalismoliteratura

Curso de Engenharia Mecânica comemora 50 anos de fundação

30/05/2012 12:18

Aproximadamente 50 pessoas acompanharam as homenagens aos fundadores do primeiro curso da então Escola de Engenharia Industrial. Fotos: Wagner Behr / Agecom

Com muitas lembranças e a presença de pioneiros, o Curso de Engenharia Mecânica da UFSC comemorou cinco décadas nesta terça-feira, 29 de maio. Professores que participaram da fundação discursaram e recuperaram memórias da graduação implantada em 1962, numa parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O professor responsável por elaborar a grade curricular do curso, Caspar Erich Stemmer, também ex-reitor da UFSC, e os docentes Werner Adelmann e José da Costa Difini, que a partir de 1966 ajudaram a fortalecer o ensino de Engenharia Mecânica na UFSC, estavam entre os presentes.

A sessão solene foi conduzida pelo professor titular aposentado da UFSC Arno Blass, coordenador da Pós-Graduação em Engenharia Mecânica por 12 anos. Aproximadamente 50 pessoas acompanharam as homenagens aos fundadores do primeiro curso da então Escola de Engenharia Industrial.

Quando a UFSC iniciou o projeto de criação do curso não havia profissionais da área aptos a ensinar Engenharia Mecânica no Estado. Foi preciso buscar gente de fora e que já tivesse experiências bem-sucedidas. O então reitor João David Ferreira Lima firmou um convênio com a UFRGS. Assim foi a largada para a construção de um dos mais reconhecidos cursos de Engenharia Mecânica do país.

A proposta era trazer um contingente de professores regentes gaúchos a cada 15 dias, para ministrar aulas e também orientar os instrutores de ensino, jovens engenheiros recém-formados pela UFRGS. Estes instrutores tornaram-se, no futuro, responsáveis pelas disciplinas.

Os professores Werner Adelmann e José Defini foram profissionais que se dividiram entre Porto Alegre e Florianópolis. Eles contaram que é uma honra voltar a Santa Catarina depois de tanto tempo e apreciar o fruto de seu esforço. “Nós plantamos a semente, mas o grande mérito foi dos nossos colegas que continuaram nosso trabalho de forma muito competente”, afirmou Adelmann. “Nós nos dividíamos entre as duas cidades. Era puxado, mas sabíamos que iria valer a pena”, lembrou Difini.

A primeira formatura do novo curso da UFSC aconteceu em 19 de novembro de 1966, com 11 formandos homens e apenas uma mulher. Hoje, a cada semestre ingressam 55 novos estudantes e 2.700 engenheiros mecânicos já foram formados. Após cinco décadas, a Engenharia Mecânica da UFSC alcançou prestígio nacional e internacional. “É gratificante ver todo o trabalho que foi desenvolvido aqui”, destacou emocionado Difini.

Na última avaliação dos cursos de engenharia mecânica, realizada em 2009 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao MEC, a graduação da UFSC recebeu nota 5, valor máximo concedido pela equipe. As análises levam em conta três conceitos, e a Engenharia Mecânica da UFSC conquistou o máximo em todos. Entre 346 cursos de diferentes áreas avaliados em Santa Catarina, apenas quatro alcançaram nota 5 no quesito Conceito Preliminar de Curso (CPC), mais abrangente, que engloba o Enade e o Indicador de Diferença entre os Índices Esperado e Observado (IDD).

Assista também a matéria dos 50 anos do curso de Engenharia Mecânica feita pela TV UFSC aqui.

Por Nayara Batschke / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: Engenharia MecânicaUFSC

Coordenador técnico do projeto internacional Sistema Aquífero Guarani faz conferência na UFSC

30/05/2012 09:24

A UFSC recebe na quinta-feira, 31 de maio, o coordenador técnico do projeto internacional Sistema Aquifero Guarani, professor Jorge Néstor Santa Cruz. A partir de 14h ele ministra a palestra “Sistema Acuífero Guaraní- Conclusiones y Plan Estratégico de Acciones en ejecución- Epílogo”, no auditório do Centro de Estudos de Educação (CED), no campus da UFSC no bairro Trindade, em Florianópolis. O encontro é uma promoção do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSC e projeto Rede Guarani /Serra Geral.

O conferencista  é geólogo e doutor em Ciências Naturais pela Universidad Nacional de La Plata – Argentina, diplomado em Hidrologia pelo ex-Instituto de Hidrología de España (atualmente Cedex). Entre os anos 2001 e 2009, foi o coordenador técnico do Projeto Sistema Aquífero Guarani (Projeto SAG, envolvendo Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, GEF, Banco Mundial e OEA), com sede em Montevidéu.

Atualmente, trabalha como professor titular do curso de Geografia na Universidade de Buenos Aires e no Instituto Nacional de Águas da Argentina, sendo responsável pelo Plano Nacional Federal de Água Subterrânea da Argentina.

No dia seguinte à conferência, 1° de junho, o professor Jorge Néstor Santa Cruz fará parte da banca de tese da doutoranda Andrea Regina de Britto Lopes, sobre o tema “Recursos hídricos e uso da terra na bacia do Rio do Peixe/SC, mapeamento das áreas de vulnerabilidade e risco de contaminação do Sistema Aquífero Serra Geral”. A defesa será realizada a partir de 8h3min,  na Sala de Usos Múltiplos do Departamento Geociências do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da  UFSC.

Informações: Professor Luiz Fernando Scheibe /(48) 3721-8813 / 9963-7208 / e-mail scheibe2@gmail.com / Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Geografia / (48) 3721-9412 (com Juliana).

Tags: Aquifero GuaraniUFSC

Processo que gera 11% a mais de álcool combustível durante fermentação será premiado nesta quarta-feira

30/05/2012 07:55

Artigo publicado na revista Metabolic Engineering e assinado por pesquisadores da UFSC, Universidade de São Paulo (USP) e Delft University of Technology (Holanda) será reconhecido nesta quarta-feira, 30 de maio, com o 3º Prêmio TOP Etanol – Projeto Agora, na categoria Trabalhos Acadêmicos Publicados. A premiação será entregue em Brasília.

O trabalho (Engineering topology and kinetics of sucrose metabolism in Saccharomyces cerevisiae for improved ethanol yield), por alguns meses entre os mais acessados do periódico científico, foi inscrito no concurso por Thiago Olitta Basso. Formado em Farmácia Bioquímica pela Universidade de São Paulo, Basso desenvolveu seu doutorado em Biotecnologia na USP, sob orientação do professor Andreas K. Gombert, trabalhando em um projeto do professor Boris Ugarte Stambuk, do Departamento de Bioquímica da UFSC e orientador do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da USP.

O projeto contou com a participação de alunos da USP e da Pós-Graduação em Bioquímica da UFSC, sob coordenação do professor Stambuk,  também orientador do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências da universidade catarinense.

Mais álcool combustível
A pesquisa possibilitou o desenvolvimento de leveduras mais eficientes para a fermentação da sacarose da cana de açúcar e melhoria da produção de etanol. O processo de modificação genética faz parte de um pedido de patente já depositado pela UFSC no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

As leveduras modificadas, testadas em condições laboratoriais controladas, possibilitaram a produção de 11% a mais do álcool combustível. O etanol é produzido a partir do açúcar presente no caldo e no melaço da cana, por meio da ação de fungos microscópicos, as leveduras, responsáveis pelo processo de fermentação.

Uma preocupação relacionada à produção de álcool para substituir os combustíveis fósseis é o avanço das áreas de cultivo da cana-de-açúcar, e qualquer incremento na produção de etanol sem implicar no aumento na área plantada é muito bem vista pelo setor.

Modificação genética
Stambuk explica que a modificação genética da levedura para melhor fermentação da sacarose faz parte do que atualmente a ciência chama de engenharia metabólica. Em testes iniciais, desenvolvidos na UFSC e USP, o estudo já havia resultado em 5 a 6% a mais de etanol usando as leveduras modificadas.

Na sequencia dos trabalhos, Thiago Basso, em colaboração com pesquisadores da Holanda, realizou experimentos de engenharia evolutiva visando melhorar ainda mais o processo. O professor explica que, simplificadamente, a engenharia evolutiva consiste em cultivar as leveduras em biorreatores extremamente controlados (equipamentos chamados de quemostatos), por inúmeras gerações, o que geralmente permite selecionar leveduras melhor adaptadas que tendem a dominar o fermentador.

Basso foi capaz de isolar uma levedura melhorada após aproximadamente 50 gerações. Ele estudou a fisiologia destes microorganismos e observou que um dos genes envolvidos na utilização da sacarose tinha sofrido uma duplicação, o que alterou a capacidade da célula de captar, processar e fermentar este açúcar.

Atualmente, graças a um auxílio financeiro da Finep, as leveduras modificadas estão sendo testadas pela Usina Cerradinho Açúcar e Álcool, de São Paulo. Os resultados obtidos com as leveduras industriais engenheradas têm sido promissores.

Mais informações:
– Thiago Olitta Basso / to.basso@gmail.com / (41) 9165-0867
– Boris Ugarte Stambuk / bstambuk@mbox1.ufsc.br / (48) 3721-6919

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Saiba Mais: Prêmio Top Etanol

– Tem como objetivo distinguir trabalhos e seus autores em temas relativos à agroenergia, bem como personalidades que tenham contribuído de forma acentuada para o setor.

– Nas modalidades de Jornalismo e Trabalhos Acadêmicos destaca matérias, estudos e pesquisas que abordem a importância da agroenergia e/ou a interação desta com questões relativas ao meio ambiente, sustentabilidade e proteção ambiental.

– De acordo com os organizadores, concorreram ao todo 110 trabalhos de jornalismo (impresso, televisivo, rádio, agências e internet); 143 fotografias; 87 trabalhos acadêmicos e nove projetos de inovação tecnológica sobre o tema “Agroenergia e Meio Ambiente.”

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Tags: 11% a mais de álcool3º Prêmio TOP Etanol -Projeto AgoraBoris Ugarte Stambukmodificação genética

UFSC retoma debate sobre uso de animais no ensino e na pesquisa

30/05/2012 07:50

Serão realizados quarta e quinta-feira (30 e 31 de maio)  na UFSC eventos sobre o Uso de Animais no Ensino e Pesquisa. Os encontros acontecem a partir de 19h, no auditório da Reitoria. A organização é da Associação Catarinense de Proteção Animal (Acapra) e do Centro Acadêmico de Biologia da UFSC, com apoio do Centro Acadêmico de Psicologia.

Para quarta-feira está programada a mesa-redonda ´O uso de animais no ensino e pesquisa: aspectos técnicos, legais e éticos`. Participam os professores Carlos Rogério Tonussi (presidente da Comissão de Ética no Uso de Animais da UFSC), Thales Tréz (Departamento de Ciências Humanas da Unifal), Carlos Roberto Zanetti (Departamento de Microbiologia e Parasitologia/UFSC), Alex Rafacho (Departamento de Ciências Fisiológicas/ UFSC) e Aguinaldo Roberto Pinto (Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia /UFSC).

Na quinta-feira, 31 de maio, será exibido o vídeo ´Não matarás – Os animais e os homens nos bastidores da ciência`. O debate terá participação de Sônia T. Felipe, pesquisadora com experiência na área de filosofia, com ênfase em Teoria Política, atuando principalmente nos seguintes temas: ética animal, igualdade, especismo, justiça e ética ambiental. Participa também Paula Carls Brügger, pesquisadora com atuação em educação ambiental, interdisciplinaridade e paradigmas de ciência, desenvolvimento sustentável e relação dos seres humanos com os outros animais.

Mais informações:  contato_acapra@yahoo.com.br / pri_pfl@yahoo.com.br (Priscila) / laradal_91@hotmail.com (Larissa Dalpaz)/ Coordenação do Curso de Graduação em Biologia: 3721-9235

Tags: UFSCuso de animais no ensino e na pesquisa

Hospital Universitário elegerá nova direção

29/05/2012 19:15

As inscrições de chapas eleitorais para os cargos de diretor e vice-diretor do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram abertas pela Comissão Eleitoral nesta segunda-feira, 28 de maio. Podem se inscrever docentes da área da saúde que realizem atividades no HU há pelo menos três anos. Têm direito a voto os técnico-administrativos e professores que exercem atividades no Hospital e também os alunos de graduação e pós-graduação do Centro de Ciências da Saúde (CCS). O mandato da nova gestão é de quatro anos (2012-2016). O atual diretor Felipe Felício anunciou que não tentará a reeleição.

As inscrições devem ser feitas na Secretaria da Direção Geral do Hospital até o dia 4 de junho. A votação será realizada no dia 20 de junho em três urnas distribuídas no Hospital, das 7h30 às 20h. Para participar da consulta é necessário apresentar documento com foto e ter o nome na lista de eleitores aptos a votar. A Comissão Eleitoral foi indicada em reunião do Conselho Diretor realizada em 24 de maio, (acesse aqui a portaria), bem como aprovada a resolução que irá nortear o processo eleitoral (acesse aqui a resolução).

O Hospital Universitário
O HU foi inaugurado em 1980 e completou 32 anos em maio deste ano. O Hospital é referência em ensino, pesquisa e extensão no Brasil, atuando como formador de profissionais qualificados na área da saúde. Atualmente o Hospital efetua, em média, mais de 500 consultas ambulatoriais por dia. Em abril, foram realizados 108 partos e 7.163 atendimentos de emergência.

Segundo o atual diretor geral, Felipe Felício, no começo da gestão 2008-2012 o HU sofria com atrasos financeiros. O déficit mensal chegava a 500 mil e não havia um controle de gastos efetivos. Para Felício, a nova diretoria encontrará o HU em condições melhores que há 4 anos. “Vou entregar o Hospital organizadinho”, concluiu.

 

Inscrições: 28 de maio a 4 de junho de 2012
Homologação e divulgação das inscrições: 8 de junho de 2012
Eleições: 20 de junho de 2012
Local das urnas: HU/UFSC
Horário das eleições: 7h30min às 20h

Informações: www.hu.ufsc.br

 

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo na Agecom

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