Corte de mais de 600 bolsas de pós-graduação gera indignação e apreensão na UFSC
O corte de 637 bolsas da Capes nos programas de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) gerou indignação e apreensão no meio acadêmico. Publicada em 18 de março, uma portaria da Capes alterou os critérios de distribuição definidos no Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP). O reitor da UFSC, Ubaldo Balthazar, e a pró-reitora de Pós-Graduação (PROPG), Cristiane Derani, assinaram manifestação contra os cortes de bolsas juntamente com representantes de programas e centros de ensino e da Secretaria Regional da SBPC em Santa Catarina (confira o inteiro teor do Ofício aqui).
A nova medida aumenta as perdas: são 25% de bolsas a menos para a UFSC – a diminuição prevista anteriormente era de 10%. A Capes mantém dois tipos de programas de bolsas: o Programa de Excelência (ProEx, que visa manter o padrão de qualidade dos programas de pós-graduação com nota 6 ou 7) e o Programa de Demanda Social (DS, que objetiva apoiar discentes de programas de pós-graduação stricto sensu por meio da concessão de bolsas de estudo).
No início de 2019, a UFSC dispunha 1.040 bolsas Capes-ProEx e 1.469 bolsas Capes-DS (2.509 no total). Com os cortes, a UFSC terá 1.872 bolsas (1.024 Capes-DS e 848 Capes-ProEx – confira a tabela abaixo, por curso).
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