PPGSS lança coletânea gratuita sobre questão social e direitos humanos

20/10/2021 08:14

O Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UFSC realiza, na próxima segunda-feira, 25 de outubro, o lançamento da  Coletânea Serviço Social, Questão Social e Direitos Humanos [Volumne IV]obra disponível para download gratuito pela Editora da UFSC. A transmissão ocorre via Youtube, a partir das 19h.

O evento de lançamento contará com a participação das organizadoras da coletânea – professoras Beatriz Augusto de Paiva e  Simone Sobral Sampaio – e da professora Sandra Faria, da PUC-GO, parecerista do conjunto de artigos publicado. A coletânea traz um conjunto de 20 artigos, publicados em três partes, que tratam dos projetos de pesquisas que integram o PPGSS. “Alguns textos constituem-se como proposições teóricas ou metodológicas originais, e outros expressam materiais relevantes para a área, na medida em que oferecem novas sistematizações de debates teóricos dos conteúdos já consolidados, bem como elementos analíticos decorrentes de achados de projetos em desenvolvimento”, registra o prefácio da obra.

 

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UFSC conquista medalhas de ouro e prata nos jogos universitários brasileiros

19/10/2021 16:29

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conquistou duas medalhas na 68ª edição dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBS), encerrados no último domingo, 17 de outubro, em Brasília (DF). Composta por 7 atletas dos campi de Joinville, Florianópolis e Blumenau, a equipe da UFSC foi premiada nos jogos eletrônicos (modalidade CS:GO – Counter-Strike: Global Offensive) e xadrez.
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UFSC na mídia: reportagem aborda a formação dos médicos na Universidade

18/10/2021 18:46

Em homenagem ao Dia do Médico, comemorado nesta segunda-feira, 18 de outubro, o jornal Notícias do Dia publicou a reportagem A formação dos médicos em SC. O jornalista Nícolas Horácio entrevistou alunos e professores dos cursos de medicina da Grande Florianópolis.

Os estudantes da UFSC Caique Ternes e Helena Hughes falaram sobre a estrutura e o funcionamento do curso. Helena também deixou um conselho para os interessados na área: “Seja sincero consigo mesmo, a partir das suas motivações! Vejo muita gente que procura a medicina por dinheiro. Outras profissões pagam melhor, então, pense em qualidade de vida e se realmente quer isso, porque o curso exige muito. E, se é isso mesmo que você quer, seja bem-vindo, porque vale a pena”.

Já a professora Ana Curi Hallal, nome da turma que se forma em dezembro de 2021, além de abordar as transformações no currículo do curso, que tem a atenção básica em saúde como ponto estruturante, falou também sobre a importância do Hospital Universitário (HU) para a formação dos estudantes e sobre o desafio de preparar médicos para lidar com pandemias: “Ficou claro que as universidades precisam prestar atenção nas doenças mais frequentes que ocorrem na população e preparar os profissionais para o enfrentamento de doenças que têm potencial de se transformar em epidemias ou pandemias”. 

Confira a reportagem na íntegra (em pdf).

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HU inaugura exposição de quadros feitos por mulheres em tratamento contra o câncer

15/10/2021 15:56

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) inaugurou, nesta sexta-feira, 15 de outubro, a exposição de quadros As cores do meu mundo, produzidos por pacientes que fazem ou fizeram tratamento no Ambulatório de Quimioterapia do hospital. Os quadros, que foram exibidos no hall do HU, vão ficar expostos até o final do mês.

Para marcar a abertura da exposição, que faz parte das atividades do Outubro Rosa no hospital, foi realizada uma solenidade no auditório do HU, com número limitado de pessoas presencialmente e transmissão on-line. Durante o evento, foi realizada uma apresentação da Escola de Dança Professora Alessandra Gutierrez Gomes, atividades musicais apresentadas por trabalhadores do HU e doação de almofadas da Associação Amigos do HU (AAHU) para pacientes.

A superintendente do HU, Joanita Angela Gonzaga Del Moral, agradeceu a equipe e convidados pela organização do evento e surpreendeu o público ao cantar uma música e tocar violão. “Eu me emociono muito e agradeço por fazer parte deste momento e desta luta de toda a equipe em prol do bem-estar dos pacientes”, disse a superintendente.A organização do evento foi feita pelo Grupo de Trabalho de Humanização do HU-UFSC, pelo Projeto Girassol (que organizou a produção dos quadros juntos aos pacientes) e Associação Amigos do HU, com apoio de setores do hospital.

Confira fotos do evento na Galeria de Imagens do site.

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Parceria entre UFSC e UFSM, podcast Legítima Defesa lança um olhar crítico para temática da criminalidade

15/10/2021 15:07

Fome, problemas com a higiene, superlotação e violações de direito praticadas pelo Estado são alguns dos assuntos abordados no episódio 11 do podcast Legítima Defesa, uma parceria entre a UFSC e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) conduzida pelo Grupo de Pesquisa Poder, Controle e Dano Social, coordenado pela professora do curso de Direito, Marília de Nardin Budó. O projeto de extensão e de divulgação científica abrange temáticas como prisões e violência e criminologia verde. Na produção, os acadêmicos realizam pesquisas em documentos, artigos, vídeos e documentários, além de entrevistarem profissionais e especialistas

De acordo com a professora, o episódio é uma continuação de um outro, intitulado Como surgiram as prisões, que encerra ao mostrar que o principal objetivo declarado do nascimento da prisão seria a humanização das penas. “Se lá a gente tinha essa promessa da humanização das penas, aqui a gente confronta essa promessa com a realidade”, comenta. Para imergir nessa realidade, o podcast traz entrevistas com uma pessoa que já esteve presa, com uma defensora pública, com um professor que trata do tema suicídio nas prisões, além de dados impactantes sobre o sistema.

Os temas do Legítima Defesa são definidos nas reuniões de pauta, que ocorrem mensalmente. A proposta é alinhar o produto de divulgação científica ao que está sendo estudado pelo grupo de pesquisa. As séries sobre prisões e violência e sobre criminologia verde, que trata das questões ambientais a partir da criminologia, são intercaladas e correspondem às linhas de estudo da equipe.

Com um conjunto de onze episódios, o podcast nasceu da interdisciplinaridade entre Direito e Jornalismo – as duas formações de Marília. Depois, quando ela, que era professora da UFSM, passou a lecionar na UFSC, a iniciativa tornou-se também interinstitucional. “Eu já tinha previsto a possibilidade de criação de um programa de rádio ou um podcast de divulgação científica”, lembra.

Então, a parceria com a professora Laura Storch, de Jornalismo da UFSM, e com Barbara Marmor, orientanda que pretendia fazer um TCC sobre crime e mídia, começou a dar o tom do projeto. “Ele não é apenas interinstitucional, mas também interdisciplinar, porque a gente trabalha com conceitos, práticas e técnicas do jornalismo e da divulgação científica e, evidentemente, com o conteúdo da criminologia”, explica ela, que também busca a parceria de estudantes de Jornalismo.

Newsmaking criminology

A professora está inserida no campo conhecido como newsmaking criminology, do pesquisador estadunidense Gregg Barak, que designa a busca pela desmistificação do crime e da punição na mídia. “É interessante a gente falar sobre essa nova mídia que é o podcast, tanto pelo amplo acesso quanto pela facilidade de lidar com esse formato”, argumenta. De acordo com ela, uma das críticas que se fazia à noção de construção social da criminalidade pelos meios de comunicação era justamente à unilateralidade e impossibilidade de uma produção de conteúdo associada ao campo científico.

Sob essa perspectiva, contextualiza a professora, é possível que haja um campo crítico, capaz de desconstruir os estereótipos do crime, do criminoso, da criminalidade, e que se posicione criticamente à seletividade do sistema penal. “A seletividade faz com que o sistema recrute desproporcionalmente pessoas negras, pobres e desprivilegiadas dentro da sociedade”. A ideia do podcast, nesse sentido, também tem como ponto de partida a possibilidade de produção de um discurso contra-hegemônico.

A popularização de termos recorrentes no código penal e de conceitos do campo do Direito e da Justiça é um dos desafios do formato. “Não adianta nós ficarmos encasteladas no discurso acadêmico, conversando uns com os outros a partir de marcos teóricos que todo mundo já conhece e não comunicarmos, não trabalharmos a partir da perspectiva do senso comum”, afirma a professora.

Para ela, essa adaptação da linguagem acadêmica é desafiadora, mas essencial, especialmente no campo jurídico, conhecido por jargões prolixos. “Desde o primeiro dia da faculdade os estudantes adquirem um novo vocabulário que realmente não comunica com a sociedade. Então, esse é também um trabalho pedagógico de desconstrução”.

Ouça todos os episódios aqui.

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Inscrições para seleção da pós-graduação em Engenharia Civil vão até 14 de novembro

15/10/2021 13:10

Estão abertas até 14 de novembro as inscrições do processo seletivo para ingresso no primeiro trimestre de 2022 do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nos cursos de mestrado e doutorado, a seleção será realizada a partir da avaliação do histórico escolar, currículo lattes e de carta de intenções. Outros documentos e formulários exigidos para inscrição devem ser consultados no edital.

Para o mestrado há 29 vagas, sendo 19 vagas em ampla concorrência e 10 vagas reservadas às ações afirmativas. Para o doutorado são ofertadas 17 vagas, sendo dez em ampla concorrência e sete para ações afirmativas. Os candidatos ingressantes nos cursos poderão concorrer a bolsas, de acordo com editais específicos a serem divulgados após a publicação dos resultados do processo seletivo. Mais informações sobre as áreas de concentração, linhas de pesquisa e outras características do programa também podem ser acessadas no canal do YouTube do PPGEC. 

Tags: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civilseleção doutoradoseleção mestrado

‘Educação e inclusão: diálogos com a-normalidade’ é tema de debate no dia 05 de novembro

15/10/2021 12:40

O ciclo “Diálogos Im-pertinentes” promove seu 6º diálogo com o tema “Educação e inclusão: diálogos com a-normalidade”, no dia 05 de novembro, das 14h às 17h. O evento terá a participação dos professores Marianne Rossi Stumpf (UFSC) e Renato Marcone José de Souza (UNIFESP).

Para poder participar é necessário se inscrever neste link. O link da sala virtual será enviado por e-mail no dia do evento, pela manhã, a todos que se inscreverem.

Mais informações pelo e-mail dialogosimpertinentesppgect@gmail.com ou pelo Instagram.

 

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Oftalmologista do Hospital Universitário alerta sobre cuidados com os olhos no Dia Mundial da Visão

14/10/2021 15:34

Oftalmologista atende no ambulatório do HU-UFSC/Ebserh. Foto: Ricardo Torres.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu a segunda quinta-feira do mês de outubro como o Dia Mundial da Visão (em inglês, World Sight Day). Para marcar esta data, neste 14 de outubro, o oftalmologista Luis Fernando Wayhs, que atua no Ambulatório de Oftalmologia do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) explicou o papel do HU na cadeia de cuidado da visão, com serviços que vão de consultas gerais a plástica ocular.

Segundo ele, as pessoas que chegam ao HU são pelas Unidade Básica de Saúde (UBS) ou já estão internadas no hospital. A instituição realiza consultas gerais de oftalmologia, córnea, glaucoma, retina e plástica ocular. São atendidos, no contexto atual, cerca de 300 pacientes por mês no ambulatório.

De acordo com Wayhs, o Dia Mundial da Visão é importante por chamar a atenção para doenças oculares e formas de prevenção, sendo que a medida mais importante é a visita regular ao oftalmologista, pois muitas doenças podem ter histórico familiar.

“A deficiência visual se caracteriza pela limitação das funções visuais, ou seja, pela redução da acuidade ou campo visual”, detalhou o médico, acrescentando que a Oftalmologia está em constante evolução, na busca por melhoras no diagnóstico e no tratamento: “Aparecem novidades todo ano, principalmente na área de catarata e retina.”

Na região de Santa Catarina, as maiores causas de deficiência visual são os erros refrativos, como a miopia, hipermetria e astigmatismo, além da catarata e glaucoma. A maior causa de cegueira reversível é catarata, e de cegueira irreversível é o glaucoma. É importante que as pessoas fiquem atentas a sinais de redução da acuidade visual e consultem regularmente os oftalmologistas nos postos de saúde, relatando problemas sempre que surgirem.

Unidade de Comunicação Social – Hospital Universitário (HU-UFSC)

Mais informações pelo telefone: (48) 3721-8104

 

Tags: Dia Mundial da VisãoEbserhHUOftalmologiaUFSC

Curso sobre planilhas eletrônicas está com inscrições abertas

14/10/2021 12:49

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para o módulo Planilha eletrônica: gráficos, funções e fórmulas, que ocorre de 25 de outubro 18 de novembro. O curso on-line terá duas turmas: a primeira terá aulas às segundas e quartas-feiras, das 10h às 11h30, e a segunda, às terças e quintas-feiras, das 16h30 às 18h. As inscrições podem ser feitas até 24 de outubro nesta página.

O módulo abordará noções básicas sobre a interface gráfica; valores a partir da seleção; cálculos aritméticos; funções (SE; E; OU); gráficos (colunas, barras, linhas, pizza e rosca); e diferenças e semelhanças entre Excel, LibreOffice Calc e Planilha Google. Os participantes terão direito a certificado de 12 horas.

Tags: Piapeplanilhas eletrônicasUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Evento on-line discute educomunicação na próxima segunda-feira

14/10/2021 10:17

O ecossistema educomunicativo é tema de live na próxima segunda-feira, 18 de outubro. A servidora aposentada da Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (Agecom/UFSC), idealizadora e primeira presidente do Grupo de Trabalho de Agentes de Comunicação da UFSC e doutora pela Universidad de Huelva (UHU/Espanha), Ana Montero, é uma das participantes. Junto com ela, estarão Rafael Gué Martini (Educom Floripa, Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc) e Christiane Pitanga (Universidade Federal de Uberlândia – UFU), como mediadora. A atividade tem início às 19h e transmissão pelo Youtube.                        

O encontro é o segundo da série Trama educomunicativa, organizada pelo grupo de pesquisa Educom Floripa, da Udesc, em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom).

Tags: Agecomagentes de comunicaçãoEducomunicaçãoliveUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Inscrições para a Semana da Biologia terminam dia 29

13/10/2021 14:19

A XXI Semana Acadêmica da Biologia UFSC: Ciência dos Povos: cultivando os saberes tradicionais, que ocorrerá de 22 a 27 de novembro, via Youtube, está com inscrições abertas até 29 de outubro. O evento é organizado pelos discentes do Curso de Ciências Biológicas. A taxa de R$ 5 será revertida para doações, mas estudantes com cadastro socioeconômico na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) da UFSC ou cadastro análogo correspondente de outra instituição serão isentos.

A participação dá direito a certificado de 24 horas. O evento traz a discussão sobre como o sangue que corre nas veias dos povos e formam suas identidades também faz parte do histórico ecológico das regiões e biomas, justificando a necessidade de se aprender sobre as diversas culturas tradicionais existentes nos diferentes territórios e sua importância para a preservação de ecossistemas. Mais informações podem ser obtidas no site https://semanadabio.ufsc.br/.

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Episódio 4 do tour virtual pela Fortaleza de Santo Antônio de Ratones está disponível

13/10/2021 13:25

O acesso à Fortaleza de Santo Antônio de Ratones era controlado, pela Casa da Guarda, por meio de uma ponte levadiça. Além disso, fosso, seteiras e outros recursos dificultavam a vida do invasor. Essas curiosidades estão entre os temas abordados no quarto episódio do tour virtual pela Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, disponibilizado no Youtube.

Os episódios vão ao ar sempre aos domingos, às 10h. O tour virtual foi produzido por alunos do Curso Técnico em Guia de Turismo do Campus Florianópolis-Continente, sob coordenação da professora Maria Helena Alemany Soares, do IFSC, em parceria com a Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC). Novos seis vídeos serão divulgados ao longo das próximas semanas.

A parceria entre IFSC e UFSC  produziu, em 2020, vídeos de guiamento para a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Anteriormente, a iniciativa era feita de forma presencial. Em 2018 e 2019, os alunos guiaram mais de 3.800 visitantes pela Fortaleza de São José da Ponta Grossa.

Veja também:

Energia limpa mantém a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones desde 2000 (Episódio 3)
Ratones ajudou no combate a epidemias no século XIX (Episódio 2)
Assista ao primeiro episódio do tour virtual pela Fortaleza de Santo Antônio de Ratones (Episódio 1)
Tour virtual apresenta a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones aos domingos (detalhes do projeto)

Tags: Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarinatour virtual

Seminário Memórias do Corpo – Apagamentos recebe propostas de comunicação até 31 de outubro

13/10/2021 13:13

As propostas de comunicação oral para o 2° Seminário Memórias do Corpo – Apagamentos, promovido pelo Programa de Pós-graduação em Literatura da UFSC e pela  Faculdade de Letras (FAALC) da UFMS podem ser submetidas até o dia 31 de outubro. O evento, que é dedicado aos estudos do corpo em suas múltiplas facetas e em conexão com as memórias (individuais, culturais, coletivas), ocorre de 29 de novembro a 1 de dezembro de forma remota e gratuita.

A programação prevê duas conferências e cinco mesas-redondas, além das sessões de comunicação. Os aceites serão divulgados a partir de 10 de novembro.Serão privilegiados os trabalhos que contemplem um ou mais eixos temáticos propostos pela comissão organizadora: Memória, corpo e afetos; Memória, corpo e arquivo; Memória, corpo e estética; Memória, corpo e política; Memória, corpo e narrativa. Mais informações estão disponíveis no site do evento.

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Pós-Graduação em Física realiza seminário sobre nanoestruturas com quiralidade

13/10/2021 12:16

O Programa de Pós-Graduação em Física (PPGFSC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promove nesta sexta-feira, 15 de outubro, às 10h15, o seminário Transporte eletrônico em nanoestruturas com quiralidade. O palestrante é o professor do Departamento de Física da UFSC Luis Guilherme de Carvalho Rego. A atividade será transmitida pelo canal do PPGFSC no Youtube.

Confira o resumo elaborado pelos organizadores:

“A quiralidade geométrica é facilmente percebida em uma figura cuja imagem no espelho não pode ser superposta com ela mesma. No entanto, o conceito de quiralidade dinâmica tem mais relevância, pois conecta o mundo observável com propriedades fundamentais da natureza. Neste trabalho (DOI:10.1021/acs.nanolett.1c02636) investigamos a propagação de elétrons em nanofios helicoidais e verificamos que a interação entre momento angular de spin e a quiralidade do nanofio, interligados pela interação spin-órbita, gera uma assimetria na direção de propagação das partículas. O efeito é induzido pela quebra de paridade, causada pela quiralidade da estrutura molecular do fio. Para realizar este estudo utilizamos um modelo microscópico que leva em consideração a interação spin-órbita no material. Os cálculos são aplicados a um novo material, uma cadeia dupla hélice totalmente inorgânica feita do material SnIP, que é um semicondutor com bandgap de ~ 1,9 eV. Por fim, consideramos a relação deste efeito com fenômenos associados, dentre eles: polarização de spin induzida por quiralidade (efeito CISS), propagação de carga em nanotubos de carbono, e atividade óptica em materiais quirais e metamateriais.”

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Professora da UFSC participa de painel internacional sobre ensino de fungos

13/10/2021 10:02

A professora do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Maria Alice Neves participa nesta sexta-feira, 15 de outubro, de um debate sobre a inclusão de fungos na educação básica. Intitulado Special edition educational screening of fantastic fungi, o painel faz parte do evento internacional Fantastic fungi global summit: voices from the underground e irá discutir, entre outros aspectos, o uso de uma adaptação do filme Fantastic Fungi para despertar o interesse pelos fungos em jovens e em todas as pessoas interessadas na natureza. A atividade é on-line e tem início às 18h. Os interessados podem se inscrever gratuitamente pelo site do evento.

Curadora do Fungário Flor e uma das coordenadoras do Laboratório de Micologia da UFSC (Micolab), Maria Alice irá falar sobre sua experiência no ensino de fungos, evidenciando como isso pode impactar positivamente a vida das pessoas, especialmente de jovens. O painel terá participação também de Giuliana Furci (ativista chilena e CEO da ONG Fungi Foundation) e Nat Kelley (ativista e atriz), com moderação do diretor e cinegrafista Louie Schwartzberg. 

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Mulheres cientistas premiadas pela UFSC falam sobre suas trajetórias em mesa da Semana Nacional de C&T

08/10/2021 19:02

As nove mulheres premiadas no Prêmio Mulheres na Ciência 2021, iniciativa da Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC), participaram, nesta sexta-feira, de uma mesa de debates na qual puderam narrar parte das suas experiências como pesquisadoras. O evento fez parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e antecede a cerimônia formal de premiação, que será realizada no dia 11 de fevereiro, o dia internacional das mulheres e meninas nas ciências.

O evento foi conduzido pela professora Maique Weber Biavatti, da Superintendência de Projetos da Propesq, e também teve a participação do reitor da UFSC, Ubaldo Cezar Balthazar, que parabenizou a excelência dos trabalhos desenvolvidos pelas pesquisadoras. “Quero parabenizá-las e que continuem sendo esse exemplo de mulheres cientistas”, disse.

A presidente da Comissão de Equidade da UFSC, professora Miriam Grossi, abriu a solenidade e fez um balanço dos trabalhos da comissão, que está prestes a completar um ano e que encaminha ações institucionais relacionadas à questões de gênero na universidade. Ela também lembrou que uma mulher em um lugar de poder pode mudar radicalmente o mundo e agradeceu a professora Maique por inserir esse debate institucionalmente.

Todas as nove premiadas, nas categorias júnior, plena e sênior, nas áreas de Ciências Humanas, Ciências da Vida e Ciências Exatas e da Terra puderam falar brevemente sobre suas trajetórias e desafios na construção das carreiras. Muitas delas egressas da UFSC, as cientistas também salientaram seu compromisso com a universidade, com a formação dos seus alunos e com o exemplo e a representatividade para outras mulheres.

O Prêmio Mulheres na Ciência 2021 foi criado com o objetivo de homenagear mulheres cientistas e incentivar a participação feminina de forma igualitária na pesquisa acadêmica.

Assista ao evento
Dedicação e exemplo

Christiane Fernandes Horn, do Departamento de Química, premiada na categoria júnior, fez uma comparação da Química com o papel da mulher na academia, na vida cotidiana e no mundo. “Somos as catalisadoras de novas reações e tal como os catalisadores, as lutas não nos degradam, mas nos preparam para novos desafios”. Já a professora Lucila Maria de Souza Campos, do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, vencedora na categoria plena, lembrou das mulheres que foram referência para a sua formação e celebrou os currículos das premiadas. “Tenho orgulho de, agora, ser parte desse seleto grupo que inicia uma jornada de valorização das mulheres cientistas”.

A professora Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, destaque na categoria sênior, falou sobre o seu vínculo com a UFSC e enalteceu o papel da diversidade na instituição, registrando também a importância do prêmio em um ano em que tanto se está precisando de acolhimento e de abraços. “Esse nosso olhar feminino é muito importante. Nós somos tão vibrantes e brilhantes cientistas dentro do mundo que é muito diverso”.

Marília de Nardin Budó, do Departamento de Direito, vencedora na categoria júnior das Ciências Humanas, discursou em favor da universidade, das bolsas de pesquisa e do estímulo à ciência, que vem sofrendo cortes orçamentários milionários. Ela também destacou o papel da diversidade na instituição para uma ciência comprometida. “A cada ano que passa eu vejo a universidade mais plural e inclusiva e esse dado é determinante”, resumiu.

Lugar de afeto

A maternidade e os vínculos afetivos também fizeram parte das falas das professoras. Daniela Karine Ramos, do Departamento de Metodologia de Ensino, premiada na categoria plena, lembrou que, sendo mãe de três filhos, passou por inúmeras necessidades de adaptação durante a pandemia. “O prêmio registra o esforço e o comprometimento com a ciência e com a formação dos nossos alunos. Que a gente possa inspirar a vida de muitos ao longo da nossa atuação”.

Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História, destaque na categoria sênior, disse estar muito honrada e emocionada com o prêmio. Ela, que estuda justamente a história das mulheres e do gênero, não deixou de registrar a importância da família e das colegas – estudantes e amigas. “A ciência é uma construção coletiva e também é ou pode ser afetiva”, disse.

Ione Jayce Ceola Schneider, do Departamento de Ciências da Saúde, Campus Araranguá, destaque na categoria júnior, lembrou das suas orientandas – seis delas já diplomadas como mestras. “Tento sempre acolhê-las, pois muitas têm filhos, trabalham e ficam longe da família para conseguir fazer suas pesquisas”. Este aspecto também fez parte da fala da professora Maria Jose Hotzel, do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, destaque na categoria plena. “Que isso possa ser um alento e um estímulo para pessoas que a gente sabe que terão dificuldades, como as mulheres, que têm um grau de dificuldade a mais”. Já a professora Ana Lucia Severo Rodrigues, do Departamento de Bioquímica, vencedora na categoria sênior, lembrou que a carreira, mesmo com as dificuldades, tem valido a pena. “Essa carreira nos oferece tanto, como a gratificação em formar pessoas qualificadas e ver as conquistas dos orientandos. Que com nosso exemplo a gente possa inspirar várias mulheres”, registrou.

Tags: Prêmio Mulheres na Ciência 2021Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPESQ/UFSC)

Programa de Pós-graduação em Neurociências abre inscrições para seleção no Mestrado e Doutorado

08/10/2021 16:34

Na quarta-feira, 13 de outubro, abrem as inscrições para a seleção dos cursos de Mestrado e de Doutorado do Programa de Pós-graduação em Neurociências (PPGNeuro), para ingresso em fevereiro de 2022. São ofertadas até sete vagas no Mestrado cinco no Doutorado, para início em fevereiro de 2022. Os interessados podem se inscrever até as 18h de 23 de novembro.

O edital, o link para inscrição e demais informações estão na página do Programa (https://ppgneuro.posgrad.ufsc.br/).
Para esclarecimentos de dúvidas relacionadas ao processo seletivo, os candidatos deverão contatar a Secretaria Integrada de Pós-Graduação (SIPG) do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, no e-mail ppgneuro@contato.ufsc.br.

O PPGNeuro tem proposta multidisciplinar e tem como missão integrar pesquisadores atuantes na área de Neurociências e formar recursos humanos qualificados para a docência, pesquisa e extensão, abrangendo principalmente as áreas de Neurobiologia Celular e Molecular, Neuroquímica, Psicobiologia, Neurofarmacologia, Neurofisiologia e Neurociências Aplicadas.

Tags: edital de seleçãomestrado e doutoradoPPGNeuroseleção

UFSC na mídia: professor da UFSC Joinville explica anomalia magnética no Sul e Sudeste do Brasil

08/10/2021 13:48

O professor Alexandre Zabot, subcoordenador do curso de Engenharia Aeroespacial e criador do projeto Astrofísica para todos, concedeu entrevista ao jornal Notícias do Dia, de Florianópolis, sobre uma falha no campo magnético que se posiciona exatamente em cima do estado de Santa Catarina.

Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Reprodução Notícias do Dia)

De acordo com o professor, o fenômeno chamado de Amas (Anomalia Magnética do Atlântico Sul), é conhecido pelos pesquisadores e base de estudo há décadas. A falha sempre estará acima do estado, mas com variações ao longo do tempo.

Zabot explicou ao jornal que que o campo magnético é importante para a proteção do planeta Terra, especialmente de partículas carregadas que vem do sol. Embora a falha permita exposição, a radiação emitida é de uma intensidade muito baixa e a atmosfera absorve essas partículas. A maior preocupação fica na questão espacial, na operação de satélites responsáveis pelo funcionamento de internet e telefonia, que orbitam pela Terra: ao passarem pela região da Amas, elas podem apresentar problemas.

“Os satélites como, por exemplo, o telescópio espacial Hubble pode ser desligado ao passar perto por conta da exposição. Assim como a passagem pela área provoca insegurança e é necessário uma série de cuidados para uma estação espacial”, ressalta o professor.

Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

*Correção de uma informação do texto publicado no jornal ND: Alexandre Zabot é físico, com doutorado em física.

Comunicação Institucional – UFSC Joinville

Tags: Astrofísica para todoscampus joinvilleUFSC na mídia

Laboratório de Moluscos Marinhos comunica a disponibilidade de sementes de ostras para comercialização

05/10/2021 13:56

O Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) que integra o Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC) comunica a disponibilidade de sementes de ostras do pacífico excedentes produzidas por sua unidade de pesquisa, extensão e ensino, situado na Estação de Maricultura Prof. Elpídio Beltrame, na Servidão dos Coroas, 503 (Barra da Lagoa, Florianópolis).

Encontra-se disponível para venda um lote de 350.000 sementes diploides de ostras do pacífico ao valor de R$ 26,00 o milheiro. O valor do milheiro é baseado no histórico de custos do Laboratório de Moluscos Marinhos e no preço praticado por laboratório privado em Santa Catarina.

Mais informações pelo e-mail: c.blacher@ufsc.br

Tags: comercialização de excedentesexcedentes de sementes de ostras do pacíficoLaboratório de Moluscos MarinhosLMMUFSC

Proex e Neti promovem rodas de conversa sobre os tempos de escola

05/10/2021 12:11

A Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com o Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti), realizará rodas de conversa sobre os tempos de escola. A atividade irá ocorrer entre 15 de outubro e 26 de novembro de 2021, sempre às sextas-feiras, às 16h.

Os encontros serão realizados pelo Moodle, e os participantes poderão apresentar fotos de turma, provas, atividades, cadernos, apostilas. As inscrições ocorrem até 14 de outubro pelo site inscricoes.ufsc.br/historias-rodas-de-conversas.

Tags: Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI)Pró-Reitoria de Extensão (Proex)UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Estética e Política da UFSC promove evento virtual nesta quarta

05/10/2021 09:41

O Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Estética e Política da Universidade Federal de Santa Catarina (Nupra/UFSC) promove nesta quarta-feira, 6 de outubro, às 14h, o “Encontro de Saberes nas Psicologias: Da Formação Eurocêntrica ao Diálogo com as Epistemes Indígenas e Afro-Brasileiras”. O evento será realizado via Zoom (neste link).

O palestrante convidado é o professor José Jorge de Carvalho, docente do Departamento de Antropologia (DAN) da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão no Ensino e na Pesquisa (INCTI) vinculado ao Instituto Nacional de C&T e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

O evento será realizado em parceria do Núcleo de Pesquisa em Lógicas Institucionais e Coletivas (Nuplic), da PUC/SP, e do Laboratório Psicanálise, Sociedade e Política (PSOPOL), da Universidade de São Paulo (USP).

Mais informações no canal do Nupra no Youtube.
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Nota de pesar: falece o servidor Gustavo Monteiro, analista de tecnologia da informação da Setic

04/10/2021 11:19

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), comunica, com pesar, o falecimento do servidor Gustavo Adolpho Rangel Monteiro, analista de tecnologia da informação, lotado no Departamento de Sistemas de Informação (SETIC/UFSC). O servidor faleceu em decorrência de uma complicação após uma cirurgia.
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Departamento de Fiscalização de Obras alerta para alterações no trânsito na região do Biotério

01/10/2021 19:01

O Departamento de Fiscalização de Obras (DFO) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) solicita que, na próxima semana (4 a 8 de outubro), a comunidade evite circular de carro pela região do Biotério. Escavações estão sendo realizadas no trecho que está em vermelho no mapa para obra de instalação da rede de esgoto.

O trabalho, a princípio, será realizado em meia pista, e o trânsito de veículos estará liberado nas setas em preto, com pequenos trechos também em meia pista para correções do nivelamento da pavimentação. A empresa responsável está fazendo melhorias no trajeto em amarelo para possibilitar que ele seja utilizado por veículos, mas o DFO alerta que o mais adequado é evitar, se possível, o trânsito pelo local no período. 

Para casos específicos de veículos maiores ou outras questões relacionadas, a indicação é entrar em contato previamente com o fiscal Marcelo Vardanega pelo Whatsapp (48) 98401.3424.

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Alergista do Hospital Universitário explica relação entre a primavera e reações alérgicas

30/09/2021 16:51

A primavera chegou e, com ela, surgem algumas reações alérgicas com sintomas que começam no mês de setembro e podem se manifestar até janeiro, de acordo com a médica alergista Jane da Silva, coordenadora do Núcleo de Alergia do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh). A profissional falou sobre o tema nesta entrevista a seguir:

Nas regiões onde as estações são bem definidas, há ocorrência de casos de alergia ao pólen na primavera. Como é este quadro no Brasil?

No Brasil a estação polínica está presente principalmente na região Sul, onde se observa o aparecimento de sintomas alérgicos com a maior concentração de pólens no ar. Entretanto, ainda são poucos os dados brasileiros que informam de maneira precisa sobre essa relação. Os poucos estudos no Brasil mostram que a polinose, que é a presença de sintomas de rinoconjuntivite e/ou asma, tem prevalência em torno de 15 a 20% das pessoas e que a sintomatologia inicia-se geralmente, em setembro, piora nos meses de outubro e novembro, e em alguns casos, vai até dezembro a janeiro.

Crianças e idosos são mais sensíveis com relação ao pólen?

Não são necessariamente mais sensíveis, mas sabe-se que esses grupos apresentam imunidade reduzida (a criança está em desenvolvimento e o idoso em senescência do sistema imune). Isso os torna mais suscetíveis às formas mais graves das doenças alérgicas. Associado à imunidade alterada, crianças podem não saber comunicar seus sintomas no início do aparecimento, o que retarda seu tratamento. Além disso, dependem de um adulto para fazê-lo. O idoso pode ter problemas cognitivos e fazer uso de medicamentos variados, o que pode interferir na aderência ao tratamento de doenças alérgicas e nas medidas comportamentais de controle de exposição a pólens.

Quais são os sintomas da alergia ao pólen?

Os sinais e sintomas estão relacionados principalmente às vias aéreas superiores, ou seja, de asma e rinoconjuntivite alérgica. Na asma sintomatologia é tosse seca e irritativa, chiado ou sibilância, falta de ar e sensação de aperto no peito. Na rinoconjuntivite são os múltiplos espirros que ocorrem já pela manhã, coriza e congestão nasal (nariz entupido), coceira no nariz e nos olhos, inclusive os olhos podem ficar bem vermelhos e inchados.

Existe alguma forma de prevenir?

Infelizmente não há prevenção, o que é possível é tentar minimizar a exposição e controlar os sintomas com medicamentos. Entre as medidas para minimizar a exposição, estão:

– Abrir as janelas quando a concentração de pólens está baixa (final da tarde) ou manter as janelas fechadas e usar ar-condicionado durante os períodos de alta polinização (especialmente se houver tempestade e muito vento);

– Evitar fazer atividades externas entre 5 e 10 horas da manhã e em dias secos, quentes e com ventos. Dê preferência a atividades externas no final da tarde ou após uma chuva pesada;

– Usar filtros especiais no carro para reduzir a concentração de pólen em seu interior e manter as janelas fechadas.

– Ao chegar em casa remover as roupas e tomar banho, lavando também os cabelos, pois os polens aderem-se às roupas e cabelos;

– Não estender a roupa a secar no exterior, preferir o interior de casa ou usar a máquina de secar;

– Utilizar óculos escuros para combater os sintomas oculares;

– Lavar os olhos e nariz com soro fisiológico várias vezes ao dia.

É verdade que as mudanças climáticas têm contribuído para agravar esta situação?

Estudos indicam que, por influência climática, em alguns locais as estações polínicas parecem estar se tornando mais intensas e prolongadas. Isso naturalmente prejudica as pessoas alérgicas a pólen de modo proporcional.

A poluição e as mudanças climáticas afetam de várias maneiras: promovem crescimento mais rápido das plantas, aumentam a polinização, antecipando e estendendo este período, além de contribuir com maior carga polínica na atmosfera. Há evidências de que os poluentes do ar podem se ligar a grãos de pólens, e estes podem mais facilmente penetrar nas mucosas nasais, dos brônquios e nos pulmões, potencializando a alergenicidade do pólen, que é a condição para tornar-se alérgico. Isso pode fazer com que mais pessoas fiquem sensibilizadas a polens, devido às mudanças no clima.

Há tratamento para alergia a pólen?

Medicamentos antialérgicos podem ser utilizados para o controle da alergia ao pólen, de acordo com a gravidade dos sintomas e da doença alérgica manifestada. Há possibilidade de utilização de vacinas com extratos alergênicos específicos. Estas vacinas podem ser de uso injetável (subcutânea) ou por via sublingual, sempre com a indicação e o acompanhamento de um médico alergista.

Unidade de Comunicação Social – Hospital Universitário (HU-UFSC)

Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares  (Ebserh)

Telefone: (48) 3721-8104

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Uma ave inédita e muita riqueza: conheça a fauna do Distrito do Saí que deve ser protegida por Refúgio de Vida Silvestre

30/09/2021 10:00

Ave bordada com bico robusto, segundo o Wiki Aves, é o significado para a nomenclatura científica do Pachyramphus marginatus, ou apenas “Caneleiro-Bordado”. O pequeno animal, que mede até 14 cm e pesa não mais que 18 gramas, tinha sua distribuição registrada desde Pernambuco até o Paraná, mas em dezembro de 2019 foi visto pela primeira vez ainda mais ao Sul, especificamente na região do Distrito do Saí.

Os ornitólogos que o reconheceram são da equipe da Universidade Federal de Santa Catarina responsável pelo levantamento socioambiental para a criação de uma unidade de conservação em São Francisco do Sul, litoral Norte de Santa Catarina. Primeiro, a equipe identificou o macho. Alguns meses depois, uma fêmea também foi vista pela primeira vez, consolidando a hipótese de que a floresta tem muito a apresentar, inclusive em termos de turismo ecológico.

Caneleiro bordado no Distrito do Saí

De acordo com o professor Guilherme Renzo Rocha Brito, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, esses primeiros registros estendem a espécie por cerca de 40 km ao sul de sua área de distribuição conhecida, e embora não seja possível afirmar com toda certeza se outros exemplares já haviam voado mais ao Sul, trata-se de um dado relevante para a compreensão da avifauna do Saí. A equipe identificou pelo menos 252 espécies diferentes na região, de 59 famílias – dados que a elevam como uma das regiões mais ricas do estado.

“É uma das áreas mais ricas de aves da Mata Atlântica do Estado. Dali para baixo começa a diminuir um pouco, por questões climáticas, por conta do frio. Em termos comparativos, é possível que haja números semelhantes nas matas de araucárias, mas desconfio que não chegue muito perto da riqueza que encontramos ali”, explica.

O professor conta que aves são animais de ambientes muito específicos, ou seja, de acordo com o tipo de ambiente é possível encontrar uma comunidade que se adequa somente aquela região. “Num manguezal, por exemplo, você encontra aves que estão somente nesse ambiente. Já nas florestas vai encontrar uma comunidade um pouco diferente. Mas no caso do Distrito do Saí, naquela região há um mosaico de vários tipos”, comenta. Cercada por baía, manguezais, florestas e morros, a área tem pássaros de cores, tipos e padrões diferentes – um registro de biodiversidade e da urgência de conservação.”Pouco mais acima, na divisa do Paraná e de São Paulo, por exemplo, vai haver uma riqueza um pouco maior por ser um núcleo maior de florestas. O que vemos no Saí é um potencial bastante interessante”.

Como as aves são bastante sensíveis a alterações no seu ambiente e muito dependentes de habitat florestal, a riqueza na área também é um indicativo de que as florestas da região do Distrito do Saí sustentam uma comunidade relativamente saudável, inclusive com alto número de endemismos e espécies raras e ameaçadas. Além do Caneleiro-Bordado, a equipe identificou também espécies como o Jaó-do-Sul, da família dos macucos, um animal relativamente grande, que parece uma galinha e é muito caçado, buscado para servir de alimento. Um Curió de vida livre também foi identificado, uma espécie mais rara muito procurada por gaioleiros no passado só encontrada em áreas de vida selvagem preservada e pouco perturbada.

Curió Sporophila é ameaçado de extinção

“O recado é que é uma comunidade muito complexa, com muitos agentes e muitos exemplos. E quanto mais complexa a comunidade, mais complexas são as interações, pois para sustentar uma comunidade dessas é preciso um ambiente muito saudável, com muitos recursos. Mais de 50% dessas aves são insetívoras, por exemplo, dependentes de insetos”, ilustra.

Um desdobramento efetivo dessa análise sobre a avifauna foi bastante comentado junto à comunidade do Distrito do Saí, já que essa característica pode levar à criação de projetos turísticos relacionados à observação de pássaros. “O Distrito do Saí é uma das únicas áreas no estado de Santa Catarina com a possibilidade de observação e registro de muitas espécies. Essa beleza cênica fomenta o turismo de natureza”, indica o relatório da UFSC. “A recepção da comunidade quanto a essa possibilidade foi muito boa. Proprietários de pousada, por exemplo, ficaram empolgados com essa questão, pois apareceu como um novo potencial”, reforça o professor.

Exemplo de biodiversidade
A região, segundo o levantamento de fauna, tem uma importância ecológica inegável. De acordo com o professor Selvino Neckel de Oliveira, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, que coordenou o estudo, o primeiro passo para a conservação é o conhecimento da área e do que ela tem de biodiversidade, pois assim é possível avaliar cada espécie e suas características determinadas. “A partir desse dado você consegue ter uma dimensão do estado de conservação, por exemplo, se você está diante de uma espécie que tem distribuição restrita naquela área ou se ela nunca foi registrada naquele ambiente”.

Piaya cayana

 

No caso da Mata Atlântica, que foi reduzida a cerca de 7% do que ela já foi originalmente no passado, sua posterior recuperação ocasionou uma paisagem com habitats fragmentados, ou seja, manchas de áreas florestais separadas por cidades ou sistemas agrícolas que isolaram determinadas espécies que, como consequência, podem ser extintas. “Num contexto de fragmentação, mesmo as espécies que conseguem permanecer se tornam inviáveis, pois as populações vão diminuindo, já que não há troca de material genético entre as populações”, explica.

 

Haematopus palliatus

 

Oliveira explica que é necessário estudar o ambiente, saber o que ele dispõe e avaliar o seu estado de conservação. “Nosso levantamento de fauna mostrou que o Distrito do Saí é um dos lugares mais ricos de espécies da nossa Mata Atlântica, com uma quantidade de espécies muito alta, comparado à unidade de área”, pontua.”E por que esse ambiente é rico? Porque a parte Norte de Santa Catarina é uma região de conexão de fauna e flora que vem do Sudeste/Nordeste brasileiro e da parte Sul do Brasil. Então, temos elementos da fauna e flora do Sul se encontrando com elementos das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.

Um exemplo que a equipe incluiu nas suas análises é o do Veado Bororo, espécie registrada na mata do Distrito do Saí há cerca de dois anos e cuja ocorrência era mais comum na porção da Mata Atlântica da região de São Paulo e dali para o Nordeste. Espécies de anfíbios observadas na floresta também são exemplos de uma região com uma fauna heterogênea, com elementos que tiveram suas origens mais ao sul ou mais ao norte do Saí. “O que ocorre é que o limite de distribuição dessa inúmeras espécies ocorre aqui na na região do Saí”.

Eira: exemplar da mastofauna no Distrito do Saí

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O professor lembra que aquilo que a equipe levantou na região é uma pequena amostra, fruto de cerca de 20 dias de campo, por conta do contexto pandêmico. Mesmo assim, observou-se uma grande diversidade. “Imagina se tivesse uma estação de estudo nesse local há 20, 30 anos e a importância que teriam estes registros a longo prazo. Ficamos impressionados, pois em pouco tempo conseguimos comprovar essa biodiversidade”, completa.

Os dados – que no relatório são divididos por grupos (peixes, anfíbios, reptéis, mamíferos, avese insetos dipteros) – não permitem que a equipe lance hipóteses sobre a possível perda de biodiversidade ocasionada pela ação humana, por exemplo. Mas o pesquisador observa que a região tem perdido áreas de floresta, além de ser ameaçada constantemente por obras, como as de ampliação portuária. “O veado, por exemplo, a gente registrou um indivíduo apenas. Será que não havia mais há dez ou cem anos atrás? Ou mesmo o macaco Bugio, que antes era visto com certa frequência e agora praticamente não se vê mais nessa região”.

Para ele, o que mais chama a atenção na fauna do Distrito do Saí é o conjunto da obra, identificado por meio da observação dos elementos da floresta atlântica que estão bem representados em diversos pontos do polígono e que são essenciais para a justificativa de uma unidade de conservação. “São muitos componentes da biodiversidade: o meio físico, com as nascentes com água de boa qualidade, o componente biótico, como árvores imensas; poucas, mas existem, e árvores que produzem muitos frutos para fauna. Os componentes da biodiversidade da Mata Atlântica estão todos ali”.

 

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Amanda Miranda/Jornalista da Agecom

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