Mostra de Documentários

15/03/2012 16:48

A Mostra de Documentários, promovida pelo Núcleo de Antropologia Visual da UFSC, em parceria com a Casa das Máquinas, acontece quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 20 horas. Os filmes são exibidos na Praça Bento Silvério, na parede externa da Casa das Máquinas, na Lagoa da Conceição. O evento tem como objetivo promover o debate acerca de culturas e discutir sobre os modos e políticas do dar aver, a partir dos aparatos e dispositivos audiovisuais além do campus universitário. As sessões são gratuitas e abertas ao público.

Programação março/abril:

22/março: Sinfonias Urbanas

* Homem com a camera de filmar, dir: Dziga Vertov, 1929, 67’

Homem com a camera de filmar é o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov.

* Rien que les heures, dir: Alberto Cavalcanti, 1926, 60’

Alberto Cavalcanti, cineasta brasileiro – pouco conhecido por aqui – antecipa as sinfonias urbanas de Vertov e Ruttmann, quando realiza, em 1926, Rien que les heures.

Como escreve Elizabeth Sussex, “Rien que les heures, o primeiro filme que ousou mostrar a vida comum do dia a dia de uma cidade, merece um olhar com o olho do presente. Isso nos ajuda a desvendar a carreira de Cavalcanti como um todo: o approach dramático, a consciência social contrastando as vidas de ricos e pobres. Sua reputação sofreu uma negligência inicial porque seu impacto foi roubado pelo Berlin, de Ruttmann, realizado depois mas exibido antes na Inglaterra e na América”.      

05/abril

* Os seres da Mata, Rafael Devos, 27’ (Mbyá-Guarani e Port/Leg Port)

“Essa câmera vai funcionar como um olho e o ouvido de todos que estão atrás dessa câmera, ela vai ser uma criança que vai estar escutando a fala dos meus avós”. Assim o jovem cacique Vherá Poty apresenta as imagens dos “bichinhos” e as narrativas mito-poéticas dos velhos em torno dos modos de criar, fazer e viver a cultura guarani, expressos na confecção de colares, no trançado das cestarias e na produção de esculturas em madeira dos seres da mata: onças, pássaros e outros “parentes”.  Produzido no contexto do Projeto Documentário Cultura Material dos Coletivos Indígenas na Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba / Porto Alegre. Coordenação de Luiz Fernando Caldas Fagundes – Núcleo de Políticas Públicas para os Povos Indígenas – Sec. Direitos Humanos – Prefeitura de Porto Alegre. A iniciativa tem como objetivo valorizar e proteger as formas de expressão cultural, tradições, usos, costumes e religiosidade desses coletivos no município. O projeto, envolvendo pesquisa e divulgação, visa dar suporte aos trabalhos da rede municipal de ensino e aos agentes públicos que atuam junto aos povos indígenas. Através da produção de documentários, os modos de vida Mbyá e Kaingangue serão mostrados em video, por meio da divulgação da cultura material e da arte dos coletivos indígenas, permitindo que sejam conhecidas não só suas singularidades, mas também aquilo que compartilham umas com as outras e as distingue da sociedade não-indígena.

* Djero encontra Iketut em Bali, dir: Carmen Rial e Miriam Grossi 11

Nos passos da antropóloga norte americana Margaret Mead, cujas
pesquisas em Bali com seu marido e antropologo Gregory Bateson são um marco para a antropologia visual, contamos neste video o encontro com Iketut, hoje um idoso de 70 anos, o bebê protagonista de um dos principais filmes de Mead sobre o parto nesta comunidade. O video trata assim deste encontro etnografico no vilarejo de Desa Bayung Gedé, no dia de uma cerimonia de luto, entre duas antropologas brasileiras e dois balineses. De um acaso, como Mead diria.

* Trance and Dance in Bali, Margaret Mead e Gregory Bateson, 1938-39, 22’.

Trance and Dance in Bali é um documentário em curta metragem filmado pelos antropólogos Margaret Mead e Gregory Bateson nos anos 30. Explora os temas da dança e do transe em rituais na aldeia Pagoetan, em Bali. Em 1999, o filme foi considerado de grande importância cultural pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e selecionado para preservação no National Film Registry.

19/abril

* O Cinema é como uma Dança – entrevista com Jean Arlaud, dir: Eckert, C. Rocha, A, Devos, R, Peri, 35’

A partir de entrevista realizada durante um curso de etnocinematografia, o vídeo aborda algumas das principais questões envolvendo a relação entre antropologia e cinema, sob o olhar de Jean Arlaud. Alternando sequências de documentários produzidos pelo autor, com seus próprios ensinamentos concedidos em uma entrevista gravada pela equipe do BIEV, trata-se de importantes temas relacionados à produção de documentários etnográficos: o plano sequência, a decupagem, a relação com os informantes e “cúmplices”, o tempo da imagem.

* Lição de Rouch, dir: Carmen Rial, 2006, 8’.

Entrevista com o renomado etnógrafo e cineasta Jean Rouch sobre etnografia e cinema. 

* Slow Walker, dir: Alex Vailati, 2012, 50’

Sábado à noite, quatro da manhã. No centro da cidade de Durban, tem lugar uma competição de Isicathamiya, um gênero de música e dança criada durante a apartheid, por migrantes moradores das townships, espaços urbanos de segregação dos negros. Hoje, na época da liberdade, a Isicathamiya é uma das mais importantes ferramentas expressivas dos sul-africanos de camada baixa e um símbolo dos recursos e dos problemas da sociedade sul-africana contemporânea. O documentário é um encontro com a vida dos dançarinos e uma descrição da performance que acontece todas as noites de sábado, desde mais de sessenta anos.

Sobre o NAVI

O Núcleo de Antropologia Visual e Estudos da Imagem (NAVI) foi criado em 1998 a partir de uma Oficina de Antropologia Visual que articulava pesquisas nessa área desde 1994, reunindo docentes, discentes e pesquisadores de vários cursos da UFSC. Desde então, o NAVI constitui-se em um espaço de reflexão, corporificação e difusão de experiências, propostas e críticas nos estudos da antropologia audiovisual e da imagem e em antropologia das sociedades complexas moderno-contemporâneas, articulando as atividades de ensino, pesquisa e extensão nessas áreas. O Núcleo mantém convênios com a rede de Núcleos de Antropologia Visual no Brasil e no exterior. Desde a sua criação, em 1998, o Núcleo de Antropologia Social e Estudos da Imagem afirmou-se como um ponto singular, dentro da UFSC, de reflexão e disseminação de práticas culturais e artísticas ligadas ao campo do cinema, fotografia e demais formas audiovisuais. Com um trabalho contínuo de pesquisa, produção e divulgação dessas práticas, o NAVI reúne pesquisadores de diferentes estágios – da graduação ao pós-doutorado – promovendo uma crescente permuta de saberes.

Unidades promotoras: Navi – Núcleo de Antropologia Visual e Estudos da Imagem/UFSC, Casa das Máquinas

Contatos:  http://navi.paginas.ufsc.br/marinamoros@gmail.com – (48) 3721-2241

Curadoria: Marina Moros, Carmen Rial, Rafael Devos

Assistência: Breno Cavalcanti e Valentine Godophin

Projeto Bolsa Cultura/Secarte/UFSC

Tags: Mostra de DocumentáriosNaviUFSC

Exposição retrata tradições da Ilha de Santa Catarina e Arquipélago de Açores

15/03/2012 16:35

Exposição em comemoração ao aniversário de Florianópolis estabelece paralelo cultural entre os costumes da Ilha de Santa Catarina e da Ilha Terceira, nos Açores.

O Espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) apresenta a exposição “Ilha Terceira/Ilha de Santa Catarina: Um paralelo iconográfico”, com 30 imagens do século passado, aliadas a textos descritivos. As fotos mostram costumes, tradições e o folclore, além de aspectos da arquitetura açoriana presentes tanto na Ilha Terceira, nos Açores, quanto na Ilha de Santa Catarina. A pesquisa e curadoria ficam por conta de Paulo Ricardo Caminha, atual vice-presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Florianópolis. A visitação é gratuita e pode ser feita até 27 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h as 12h e das 14h às 17h.

O Espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos organizou esta exposição no mês de março para comemorar o aniversário da cidade de Florianópolis, mostrando que mesmo com mais de 260 anos da chegada dos açorianos, ainda mantemos uma herança cultural muito forte que nos liga diretamente ao Arquipélago dos Açores. Nesta exposição os visitantes podem comparar imagens da Ilha Terceira com a Ilha de Santa Catarina em aspectos como: festa do divino, arquitetura civil, rural ou militar, cais e portos, artesãos, etc.

Desde 1988, Paulo Caminha realiza pesquisa e recolha de documentos e imagens da antiga cidade, e hoje possui um importante acervo iconográfico tanto da Ilha de Santa Catarina quanto da Ilha Terceira, nos Açores. Sua coleção é, hoje, o maior acervo fotográfico particular com temática açoriana fora do arquipélago português, e um dos mais importantes da cidade de Florianópolis.

Por Matheus Moreira Moraes/Estagiário de Comunicação da SeCArte

Informações: (48) 3721-8729 e 9911-0524 – passaportecultural2@gmail.comwww.secarte.ufsc.br

SERVIÇO:

O quê: Exposição ILHA TERCEIRA/ILHA DE SANTA CATARINA: Um paralelo iconográfico

Local: Espaço Cultural do NEA – UFSC

Período: até 27 de abril de 2012

Visitação: segunda à sexta-feira, das 9h as 12h e das 14h às 17h

Promoção: Universidade Federal de santa Catarina/Secretaria de Cultura e Arte

Realização: Núcleo de estudos Açorianos/UFSC

Apoio Cultural: Direcão Regional Comunidades/Presidência Governo Açores – Agecom/UFSC

Informações: Paulo Caminha (48)9919-3886 – Joi (48)3721.8605 ou joi@nea.ufsc.br

Tags: exposiçãofotografiasNEAUFSC

Destaques da Iniciação Científica representarão UFSC na 64ª Reunião Anual da SBPC

15/03/2012 16:11

A cerimônia de premiação foi prestigiada pela Administração Central, orientadores, colegas e familiares. Fotos: Wagner Behr/Agecom

A 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que será realizada em julho, em São Luiz, no Maranhão, terá a representação de seis jovens cientistas da UFSC que receberam nesta quarta-feira (14 de março) o prêmio Destaque da Iniciação Científica. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão vai custear, além da inscrição, a hospedagem, a inscrição e o transporte para o evento, um dos mais importantes momentos científicos do País, este ano com o tema “Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza”.

“Espero que aproveitem a cidade, se orgulhem e orgulhem a sua universidade, pois vocês estarão levando a imagem da UFSC”, disse na cerimônia de premiação o vice-reitor da UFSC, professor Carlos Alberto Justo da Silva, aos estudantes Guilherme Wagner (do Curso de Engenharia de Materiais), Paulo Leonel Teixeira (Engenharia Mecânica), Paulo Victor da Fonseca (Ciências Econômicas), Guilherme Ricken (Direito), Vandrize Meneghini (Educação Física) e Francis Pereira Dias (Ciências Biológicas).

O grupo foi escolhido durante o 21º Seminário de Iniciação Científica, um encontro de divulgação e avaliação dos trabalhos de estudantes que contam com bolsas de iniciação científica. Foram premiados três alunos que mostraram seus trabalhos em painéis e outros três em apresentações orais – dois em cada uma das áreas do conhecimento: Ciências Humanas, Ciências da Vida e Ciências Exatas.

“Na universidade do futuro esperamos que a iniciação científica não seja algo para alguns, mas para todos”, complementou o vice-reitor, que compartilhou a cerimônia com a pró-reitora de Pesquisa e Extensão da UFSC, professora Débora Peres Menezes, o diretor do Departamento de Projetos de Pesquisa, professor Jorge Mário Campagnolo, e Airton Costa, que há 20 anos atua junto aos programas de iniciação científica na Universidade.

“No futuro vocês poderão ser orientadores. O Airton conhece bem essa história”, lembrou o professor Jorge Mário Campagnolo, ressaltando a importância da iniciação científica na carreira dos pesquisadores. “O país alcançou a posição de 13º  em produção científica no mundo e certamente esse fato tem relação com a iniciação científica, fundamental em um país que quer crescer como o Brasil”, complementou o diretor do Departamento de Projetos de Pesquisa. A homenagem aos jovens pesquisadores foi prestigiada pelos orientadores dos trabalhos, colegas de curso, professores e familiares.

Engenharia espacial e botânica
Os títulos dos trabalhos dos estudantes premiados como Destaques da Iniciação Científica são um indicativo da complexidade e da relevância das pesquisas premiadas. Guilherme Wagner, por exemplo, foi reconhecido pela qualidade do projeto ´Análise Experimental de um Sistema de Bombeamento Capilar com Elemento Poroso Cerâmico em Ambiente de Microgravidade´. Ele explica em seu resumo que evaporadores capilares cerâmicos representam um avanço na tecnologia mundial para a dissipação de calor e controle de temperatura de operação de componentes eletrônicos, com potencial aplicação em ambiente de microgravidade (ambiente espacial, por exemplo).

Relacionada à área de Engenharia Térmica e desenvolvido junto ao Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, sua investigação busca colaborar com o desenvolvimento de tecnologia nacional para projeto e fabricação de circuitos de transferência de calor, sistemas com aplicação nas áreas espacial e industrial.

A caracterização da anatomia das folhas de duas plantas, uma delas com ocorrência somente em Florianópolis, é tema de outro trabalho que foi premiado. O estudo de Francis Pereira Dias, ligado ao Laboratório de Anatomia Vegetal, do Departamento de Botânica, enfoca epífitas (plantas que crescem sobre o tronco de árvores) e rupícolas (organismos que vivem sobre paredes, muros, rochedos ou afloramentos rochosos) e representam grande parte da diversidade das Florestas Tropicais Úmidas. São espécies com estruturas anatômicas, adaptadas à restrição hídrica e à busca de irradiação solar.

Francis caracterizou o formato das folhas de duas espécies (a epífita Codonanthe gracilis e Sinningia bullata, uma rupícola endêmica de Florianópolis), relacionando suas características às condições ambientais. O trabalho integra a Rede em Epífitas de Mata Atlântica: Sistemática, Ecologia e Conservação, do Programa Nacional de Apoio e Desenvolvimento da Botânica, financiado pela Capes.

Os estudantes avaliados como Destaques da Iniciação Científica 2011 também abordaram os temas aptidão funcional e comportamento sedentário em idosos, sistemas para controle de ângulo em turbinas eólicas, análise econômica teórica do fenômeno de migração rural-urbana e a construção jurídica do Estado Interventor nos Estados Unidos.

Mais informações: Departamento de Projetos de Pesquisa (DPP/PRPE/UFSC) / (48) 3721-9332

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Destaques da Iniciação Científica 2011:

ALUNO ORIENTADOR

DEPTO

CENTRO

DESTAQUE

 GUILHERME WAGNER  EDSON BAZZO

 EMC

CTC

APRES. ORAL EXATAS

 PAULO LEONEL TEIXEIRA  VICTOR JULIANO DE NEGRI

 EMC

CTC

PAINEL
EXATAS

 PAULO VICTOR DA FONSECA  JAYLSON JAIR DA SILVEIRA

 CNM

CSE

APRES. ORAL HUMANAS

 GUILHERME RICKEN  AIRTON LISLE CERQUEIRA LEITE SEELAENDER

DIR

CCJ

PAINEL
HUMANAS

 VANDRIZE MENEGHINI  ALINE RODRIGUES BARBOSA

DEF

CDS

APRES. ORAL
VIDA

 FRANCIS PEREIRA DIAS  MARISA SANTOS

BOT

CCB

PAINEL
VIDA

 

 

Tags: Destaque da Iniciação CientíficaUFSC

Aula Inaugural do NETI com a palestra “O Idoso na Universidade”

15/03/2012 15:29

O Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizará no dia 20 de março, terça-feira, às 14h30, no Auditório da Reitoria, a Aula Inaugural 2012-1 com a palestra “O Idoso na Universidade”, a ser proferida pelo professor Agostinho Both, da Universidade de Passo – RS.

O evento marca a abertura das comemorações dos 30 anos do NETI. A palestra é aberta à comunidade.

Outras informações pelo telefone (48) 3721-9909.

Tags: aula inauguralNETIUFSC

EAD: inscrições abertas para Especialização em Gestão em Saúde

15/03/2012 14:34

Encontram-se abertas até 6 de maio as inscrições do processo seletivo para o curso de Especialização em Gestão em Saúde na modalidade a distância. São 200 vagas distribuídas entre quatro polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em Santa Catarina: Criciúma, Florianópolis, Joinville e Laguna.

Entre os requisitos, o candidato deve possuir diploma ou certidão de conclusão do Ensino Superior em qualquer área de conhecimento. As inscrições homologadas e indeferidas serão divulgadas no dia 11 de maio e a prova escrita será realizada no dia 20 de maio, das 15h às 18h. O início das aulas está previsto para o dia 14 de julho de 2012. Consulte outras datas importantes e as regras do processo seletivo no edital.

Para se inscrever, o candidato deve acessar o site, preencher o formulário, emitir o boleto bancário e quitar a taxa de inscrição de R$ 70,00.

Mais informações:

:: Edital

:: Formulário de inscrição

:: Site do curso: www.ead.ufsc.br

:: Fone: (48) 3721-6693

Tags: EaDespecializaçãogestão em saúdeUFSC

Orientação para a aposentadoria

15/03/2012 12:11

Estão abertas no Serviço de Atenção Psicológica (SAPSI), no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC, as inscrições para os Grupos de Orientação para a Aposentadoria. O objetivo é orientar sobre as mudanças que a aposentadoria pode acarretar, bem como as decisões ou maneiras pelas quais este processo acontece.

Os grupos são coordenados por acadêmicos do curso de Psicologia da UFSC, orientados pela professora Dulce Helena Penna Soares, autora do livro “Aposentação: aposentadoria para ação”, publicado pela Editora Vetor, em 2011, o qual servirá de referência para o trabalho. Serão realizadas dinâmicas e atividades que promovam reflexão e auxiliem na construção de um projeto de aposentadoria. Contatos pelos fones (48) 3721-9402 ou 3721-4989.

Tags: aposentadoriaOrientação

Prorrogada data para submissão de trabalhos ao 3º Simpósio Brasileiro de Comunicação Científica

15/03/2012 12:07

Prorrogada a data de submissão ao 3º Simpósio Brasileiro de Comunicação Científica: Perspectivas em Acesso Aberto – Cenários para 2020. O novo prazo final para envio de trabalhos é 2 de abril. O evento, que será realizado em Florianópolis, nos dias 5 e 6 de junho, dá continuidade às ações do Departamento de Ciência da Informação (CIN) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PGCIN) da UFSC.

Tem como objetivo proporcionar à comunidade acadêmica discussões sobre a comunicação científica com foco nas perspectivas de acesso aberto/livre e preservação digital, pretendendo avançar na discussão destas duas temáticas. Nesta edição, além da presença de pesquisadores nacionais e estrangeiros proferindo palestras e participando de mesas-redondas, será aberta a recepção de trabalhos científicos sobre o tema, que será selecionados e publicados em um número especial da revista eletrônica Encontros Bibli. Mais informações pelo fone fone (48) 3721-8516.

Tags: comunidadesimpósio

Inscrições para Programa Institucional de Bolsas de Estágio encerram nesta sexta

15/03/2012 08:23

Estão abertas até esta sexta-feira, 16 de março, as inscrições para o Programa Institucional de Bolsas de Estágio (PIBE). O edital publicado pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação disponibiliza 600 bolsas de estágio não obrigatório, que contemplem atividades de preparação ao mercado de trabalho, destinadas a alunos de graduação da UFSC. A divulgação das propostas contempladas está prevista para 10 de abril.

São 60 bolsas de inclusão (para alunos com deficiência) e 540 de campos de estágio. Diretores de centro ou de campi, chefes de departamento e os diretores do Núcleo de Desenvolvimento Infantil e do Colégio de Aplicação poderão requisitar as bolsas pelo sistema PIBE.

O valor mensal será definido pelo Conselho Universitário e é acrescido de auxílio transporte, sendo o pagamento proporcional aos dias de atividade. Durante os períodos de recesso o auxílio transporte não fará parte da remuneração do bolsista.

Cronograma:
Lançamento do Edital: 13 de fevereiro 2012
Início das inscrições: 16 de fevereiro 2012
Data limite para submissão das propostas: 16 de março
Divulgação das propostas contempladas: 10 de abril
Prazo para pedidos de reconsideração: 13 de abril
Resultados dos pedidos de reconsideração: 20 de abril

Mais informações: (48) 3721-9446.

Tags: bolsasestágioinscrições

Vestibular UFSC 2012: quarta chamada de calouros remanejados

14/03/2012 18:15

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da UFSC  divulgou o  Edital número 11  referente à quarta chamada de calouros matriculados e remanejados para o primeiro semestre letivo de 2012.

Os candidatos devem comparecer à Coordenadoria do respectivo curso, para a retirada do documento comprobatório de matrícula e iniciar as aulas no primeiro semestre letivo de 2012.

Mais informações pelos telefones do DAE: (48) 3721-9331 e 3721-6553 ou pelo site www.dae.ufsc.br.

Tags: #VestibularUFSC2012quarta chamada

Seminário Poder e Estado: Uma Visão Anarquista

14/03/2012 17:41

Acontece nesta sexta-feira, 16 de março, às 18h no mini-auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC o seminário Poder & Estado: Uma Visão Anarquista, com a participação do Prof. Dr. Leonardo Santos (Sociologia UFFS e integrante da Federação Anarquista Gaúcha) e Felipe Corrêa (Pós-graduando do programa Participação Política e Mudança Social da USP e integrante Organização Anarquista Socialismo Libertário-SP). O evento é organizado pelo Laboratório de Sociologia do Trabalho (LASTRO) e Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN).

Aberto ao público em geral e à comunidade acadêmica, o seminário visa promover um amplo debate para discutir conceitos e a relação entre poder, classe dominante e os contornos políticos da presença do Estado.

Acompanhe o evento (https://www.facebook.com/events/406974739317079/) com transmissão ao vivo, em http://cabn.libertar.org.

Serviço

Local: Mini-Auditório do CFH-UFSC, Florianópolis
Data: 16 de março (sexta-feira)
Horário: 18h
Organização: Laboratório de Sociologia do Trabalho (LASTRO) e Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN).
Apoio: Estágio Interdisciplinar de Vivência-SC (EIV-SC) e Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE-UFSC).

Tags: anarquismoCFHLASTROUFSC

Entrevista da TV UFSC tira dúvidas sobre concurso para técnico-administrativo

14/03/2012 17:20

Termina no dia 20, próxima terça-feira, às 20h, o prazo para as inscrições no Concurso Público da UFSC, com 154 vagas para servidores técnico-administrativos nos campi de Florianópolis, Araranguá e Joinville, em cargos dos níveis superior, médio e de apoio. O local das inscrições é o site www.prdhs.ufsc.br, no link “Concursos Públicos” e as taxas são R$ 100 para cargos de nível superior, R$ 70 para os de nível médio e R$ 50 para os de nível de apoio. No total, são 36 cargos.

Para orientar os candidatos quanto a detalhes mais específicos e resolver as dúvidas mais comuns a respeito do Concurso Público da Universidade, o UFSC Entrevista especial desta semana recebe as diretoras do Departamento de Desenvolvimento e Potencialização de Pessoas, Carla Burigo, e da Divisão de Concursos e Admissões, Elza Maria Meinert. Veja a entrevista:

 

Para acompanhar a TV UFSC, sintonize o canal 15 da NET Florianópolis e veja a programação completa no site www.tv.ufsc.br/grade.

Por Fábio Bianchini, jornalista na TV UFSC.

Tags: concurso STAETV UFSCUFSC

Florianópolis sedia o VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as

14/03/2012 17:07

Com o tema o tema “Os Desafios da Luta Antirracista no século XXI”, acontecerá em Florianópolis o VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as – COPENE 2012, no período de 16 a 20 de julho de 2012.  O objetivo geral é reunir pesquisadores/as negros/as e discutir, apresentar, avaliar e ampliar as ações e estratégias de combate ao racismo, as políticas públicas direcionadas à população negra brasileira e as produções científico-acadêmicas elaboradas nas últimas décadas. As atividades serão realizadas na sede principal na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e nos campi Trindade e Itacorubi (Centro de Ciências Agrárias – CCA) da UFSC.

Uma realização da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), criada em 2000, o evento responde a demandas atuais em relação à dinâmica sócio-histórica brasileira e mundial. Os homenageados serão os professores Abdias do Nascimento (in memoriam), Lélia Gonzalez (in memoriam) e Kabengele Munanga e o ativista catarinense do movimento social negro, Vicente Francisco do Espírito Santo (in memoriam)

Um evento bienal, o Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as chega à sua sétima edição, sendo a primeira na Região Sul do Brasil, articulado pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros/Udesc, a partir de sua longa trajetória de atuação nacional e internacional nos estudos, difusão e intervenção sócio-política na perspectiva antirracista. Ao longo das edições, tanto a Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as quanto o seu Congresso têm se tornado um espaço institucional virtuoso e profícuo de produção de novos conhecimentos e, igualmente, canal expressivo de seu debate e socialização. Como conseqüência, apresenta notória consolidação institucional e tem instigado expressiva capilarização acadêmica, como o aumento de número de pesquisadores e estudiosos participantes.

O Congresso está estruturado sob 24 temáticos, a partir dos quais serão realizados conferências, sessões de comunicações temáticas, mesas redondas, mini-cursos, oficinas, seção de pôsteres e apresentações artístico-culturais. Os eixos contemplam diferentes áreas de atuação de pesquisadoras e pesquisadores negros, grupos de pesquisas e estudos, e campos temáticos emergentes no âmbito das pesquisas acadêmicas no Brasil.

 

Serviço:

O quê:
VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as

Tema:
Os desafios da Luta Antirracista no século XXI

Quando:
De 16 a 20 de Julho de 2012

Onde:
Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC – Campus I
Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima (Trindade) e Campus do Centro de Ciências Agrárias (CCA)

Cidade: Florianópolis (SC)

Informações: http://www.abpn.org.br/copene

Fones:

NEAB/UDESC – (48) 3321-8525/8532

Núcleo ERER/ PET PEDAGOGIA/UFSC Profª. Vânia Beatriz M. da Silva / (48) 37219243 r 2202 – vmonteirodasilva@gmail.com

Núcleo de Pesquisas sobre Populações Indígenas/NEPI/CFH – Pós-doutorando José Nilton de Almeida / (48) 9627-2288 – joseniltondealmeida@gmail.com

 

 

 

 

 

 

Tags: Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/asUFSC

Documentos históricos da UFSC têm consulta remota liberada

14/03/2012 16:22
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Edições do Jornal Universitário e os fundos da Faculdade de Farmácia e Odontologia e da Faculdade de Medicina já estão disponíveis

O Arquivo Central da Universidade Federal de Santa Catarina passou a disponibilizar em seu site documentos históricos referentes à implantação do ensino superior em Santa Catarina. São documentos das “antigas faculdades isoladas”, que deram início à consolidação da Universidade Federal de Santa Catarina.

Desde 2001 foram realizadas diversas atividades técnicas para culminar na disponibilização do acervo de forma digitalizada: os documentos foram higienizados e ordenados previamente à atividade de digitalização e foram também revisados os índices, para facilitar a busca da informação e orientar o pesquisador. Atualmente o Fundo da Faculdade de Farmácia e Odontologia, da Faculdade de Medicina e edições do Jornal Universitário estão disponíveis para consulta remota.

Os documentos digitalizados estão vinculados a um software, sendo utilizado pelo Arquivo Central como repositório para disponibilizar informações de forma remota, como pastas funcionais dos servidores, uma prática que já sem sendo adotada por esta Divisão e a Pró-reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRDHS) desde 2008.

Até o fim deste semestre, toda a documentação histórica que não tiver restrição de acesso será disponibilizada. Os demais documentos estão em processamento técnico no Serviço de Digitalização e Microfilmagem, subordinado ao Arquivo Central. O objetivo de disponibilizar os documentos históricos remotamente é de disseminar e dar acessibilidade ao acervo histórico.

Mais informações: arquivocentral.ufsc.br ou 3721-9676.

2º AnimaCatarina começa nesta quinta-feira no Auditório da Reitoria

14/03/2012 15:54

Acontece nos dias 15 e 16 de março no auditório da Reitoria da UFSC o 2º AnimaCatarina, evento que irá apresentar e debater a produção em animações feitas em diferentes linguagens e técnicas, como 2D, 3D e stop motion. Para abrir a programação, o convidado é o escritor Sérgio Nesteriuk, autor do livro Dramaturgia de Série de Animação. A palestra de encerramento será feita por Maurício Ricardo, responsável pelo site www.charges.com.br e pelas charges animadas veiculadas na Rede Globo. O evento é aberto e gratuito.

Além das palestras, a programação inclui mostras de animações, mesas redondas e apresentações de profissionais que estão atuando no mercado de animação e de professores que realizam pesquisas na área. Confira a programação:

 

Também faz parte desta segunda edição do evento uma mostra competitiva, que irá distribuir premiação em dinheiro para os três melhores na classificação geral, escolhidos por juri de especialistas e juri popular. O primeiro lugar receberá R$3.000,00, o segundo lugar, R$ 1.500,00 e o terceiro lugar levará R$ 500,00. O AnimaCatarina é uma realização dos laboratórios da UFSC HiperLab eDesignLab, em parceria com o curso de pós-graduação em DesignCiaNet Networking e o apoio do G2E-UFSC – Grupo de Educação e Entretenimento UFSC.


Serviço:

O quê: 2º AnimaCatarina

Quando: 15 e 16 de março, a partir das 9h

Onde: Auditório da Reitoria, Campus Trindade da UFSC

Organização: professora Alice Cybis

Contatos: (48) 3721-7048

Site do evento: http://animacatarina.ufsc.br/

 

Canal do AnimaCatarina no YouTubehttp://www.youtube.com/playlist?list=PL3DF25045ADB5DAD9

 


 

Tags: animaçãoAnimaCatarinadesignUFSC

Jornalista destaca as mudanças na mídia com as novas tecnologias

14/03/2012 15:54
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Como as novas tecnologias influenciaram e modificaram a comunicação pelo mundo? Este foi o tema principal da aula magna que o professor visitante da UFSC Bernardo Kucinski ministrou na terça, 13/03, ao Mestrado em Jornalismo (PosJor) da Universidade.

 

Com o título “A nova era da comunicação – reflexões sobre a atual revolução tecnológica e seus impactos no jornalismo”, Kucinski levantou pontos de reflexão a pós-graduandos, graduandos, professores e profissionais da área em mesa presidida pelo coordenador do PosJor Rogerio Christofoletti no auditório Henrique da Silva Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

 

“A era digital transformou as formas de interação do ser humano – trata-se da maior revolução dos meios de produção, maior até que a escrita, que se deu com o passar dos séculos”, defendeu. O professor destacou que a comunicação virtual tomou para si o locus formativo do ser humano, deixando em segundo e terceiro lugares a família e a escola. “Há a abolição quase completa da vida privada – e a perturbadora constatação é que [esse tipo de comunicação] parece ser mais natural que as anteriores”.

 

O professor traçou panorama desse período de transição: “A comunicação virtual não precisa de florestas, filmes fotográficos nem malotes por avião para envio de material – tudo é produzido, processado, desenvolvido e distribuído virtualmente. A atual revolução tecnológica é oposta à revolução industrial: já foram desmontadas, por exemplo, a indústria fonográfica e a fotográfica”. Em meio a essas transformações, Kucinski aponta o que, para o estudioso, é o ponto de maior destaque. “O importante é que os jornais nunca mais voltarão a ser detentores do monopólio das massas. O jornalismo já não detém sozinho a fala – mesmo os [veículos] digitais são coadjuvantes do processo, e não mais seus protagonistas. As matérias deixaram de ser a palavra final sobre o assunto – agora são o início do debate”.

 

Do sindicato para o twitter – Por esse caminho ganha força o chamado jornalismo-cidadão – feito por quem não sobrevive de atividades relacionadas à comunicação, mas que, por ter acesso a ferramentas como celulares com câmeras fotográficas e de vídeo, além das mídias sociais como blogs e microblogs, dissemina seus próprios conteúdos na rede. “Hoje qualquer pessoa minimamente capacitada pode falar por si sem precisar de jornalista. Condutores de lutas locais são todos e ninguém. Povo organizado não é mais o do sindicato, e sim o do twitter; as palavras de ordem não são mais digitadas e impressas em panfletos, mas enviadas em mensagens por celular”. Alteram-se os processos de produção, modificam-se os de consumo: “ao ser acessada, a informação não é consumida, pelo contrário: se dissemina como a multiplicação dos pães – o leitor passa para sua rede de contatos”, completa.

 

Kucinski permaneceu pessimista quanto ao futuro das mídias tradicionais, comparando-as aos animais em extinção, subsidiadas pelo Estado para que continuem sobrevivendo. “As redações estão se acabando; já se fala que muitos jornais vão circular apenas duas vezes por semana, ou então só no sábado e domingo”. Quanto ao jornalismo em si, no entanto, o professor vê luz no fim do túnel. “A especialização é a que mais resiste ao tsunami, como o jornalismo econômico e científico. Depois que a poeira baixar, a narrativa de interesse público, o confrontamento de fontes, a ética jornalística e as informações apuradas não vão deixar o jornalismo morrer”. Questionado sobre utilização da criatividade como ferramenta de trabalho, Kucinski foi enfático. “Eu não tenho interesse no jornalismo sem criatividade. Como professor, debruçado sobre as questões humanas, me chama a atenção o jornalismo grande, com J maiúsculo”.

 

Assessoria como caminho – Se a especialização e a criatividade podem manter o jornalismo vivo, um outro campo de atuação traz alento, de acordo com o professor, ao aluno do curso. “Hoje, mais da metade, talvez 2/3 dos jovens que se formam em jornalismo vão trabalhar em comunicação pública”. Esses números, para Kucinski, refletem a necessidade crescente que a sociedade tem demandado pelo trabalho dos assessores de imprensa. Tendo trabalhado de 2003 a 2006 junto à assessoria de comunicação do presidente Lula, Kucinski passou então a refletir sobre o papel da comunicação pública e acabou visitando alguns países para analisar como os governos se comunicavam com a população. Sobre sua vinda para a UFSC, o professor prevê que será um período fértil. “Pratiquei o jornalismo por 25 anos, e só depois entrei na academia. Achava que era a mãe de todas as profissões. Saí da universidade antes do tempo, por causa da aposentadoria compulsória. Como professor visitante, tenho a oportunidade de retomar durante um ano aquilo que ficou suspenso – e o contexto humano também faz muita falta. E nas tardes de sábado, posso continuar a escrever minhas ficções”.

 

Por Cláudia Schaun Reis / Jornalista na Agecom
Fotos: Wagner Behr/ Agecom

 

Lançamento: “K.” e “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras”

No mesmo dia, às 17h, na Livraria Livros & Livros do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, o PosJor promoveu o lançamento do mais novo livro de Kucinski, o romance “K.” (Editora Expressão Popular) e de “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras”, organizado pelos professores do Mestrado, Rogério Christofoletti e Francisco José Karam (Editora Insular), com capítulos também, entre outros, de professores do curso e da Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, como Gislene Silva, Mauro César Silveira e Samuel Lima. O livro traz capítulos de profissionais e pesquisadores brasileiros e argentinos sobre a temática e é resultado do Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo, promovido pelo Mestrado e pelo Grupo de Pesquisa Observatório da Ética Jornalística da UFSC.

O jornalista, o professor, o escritor

Um dos nomes mais respeitados da pesquisa em Jornalismo no país, Kucinski foi docente na Universidade de São Paulo por mais de 20 anos, aposentando-se como professor titular. Entre 2003 e 2006, foi assessor especial da Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Presidência da República. Físico de formação, com doutorado em Comunicação e pós-doutorado na University of London, Kucinski acumula vasta experiência jornalística no Brasil e na Inglaterra, onde viveu nos anos 1970. É autor de 25 livros que tratam de política, economia e jornalismo. Bernardo Kucinski é o primeiro professor visitante do PosJor, e é nesta condição que ele vai ministrar disciplinas e atuar em projetos de pesquisa.

 

Mais informações:  (48) 3721-6610 e posjor@cce.ufsc.br

Tags: jornalismomídias sociaisPOSJOR

Furb mostra sua estrutura aos membros do Conselho Universitário

14/03/2012 14:38

Reitor da Furb, João Natel, apresenta a instituição ao Conselho Universitário da UFSC

Uma comitiva da Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb) visitou a UFSC na manhã de terça-feira, dia 13, para apresentar a instituição aos membros do Conselho Universitário. O reitor João Natel esteve acompanhado de pró-reitores, diretores de centro, do procurador jurídico e de outros profissionais, e falou da proposta de implantação de uma universidade federal no Vale do Itajaí, utilizando a estrutura da Furb e tendo a UFSC como tutora.

“Fomos a primeira instituição de ensino superior criada no interior de Santa Catarina, mas não temos na região uma universidade federal”, ressaltou o reitor. “Esta parceria com a UFSC, que começou em agosto do ano passado com a autorização do governo para a criação da terceira universidade federal em nosso estado, é um momento muito significativo para a Furb. Este fato terá grande impacto social e econômico no Médio Vale”.

Transformada em universidade em1986, a Furb tem hoje sete centros de ensino e seu principal foco é a graduação, área em que oferece 44 cursos onde estudam cerca de 10 mil alunos, nos campi de Blumenau, Gaspar e Timbó. Entre os professores, 193 são doutores (22,8%), 373 fizeram mestrado (44%) e 281 (32,2%) têm especialização. É uma das duas únicas universidades municipais do país – a outra funciona em Taubaté, interior de São Paulo.

A área onde atua cobre 53 municípios, englobando quatro mesorregiões, e tem 25% da população de Santa Catarina. No último vestibular da UFSC, 2.213 candidatos eram do Médio Vale do Itajaí, mas apenas 16% foram aprovados.

A proposta que está sendo analisada pelo Ministério da Educação prevê a implantação progressiva de cursos da UFSC, num cronograma a ser desenvolvido em três etapas, até o ano de 2020, com a criação de 6.300 vagas de graduação. No início, estão previstos pelo menos sete cursos e a utilização da atual estrutura da Furb, no centro de Blumenau. A gratuidade será exclusiva para os alunos aprovados nos vestibulares da UFSC, enquanto os acadêmicos da Furb continuam pagando as mensalidades.

A expansão implicará no aumento do número de professores, servidores, alunos e instalações físicas. Enquanto isso, docentes, servidores e estudantes das duas instituições vão coexistir, até que a UFSC aumente sua presença e a da Furb diminua gradativamente de tamanho. Em oito anos, a previsão é de que sejam criadas 395 vagas para docentes.
Por Paulo Clóvis Schmitz, jornalista da Agecom.
Fotos: Wagner Behr

Tags: CUnFURBUFSC

UFSC não admite a culpa pelo caos do trânsito na Capital

14/03/2012 13:44

Membros do Conselho Universitário da UFSC (CUn) reagiram com indignação à cobertura dada por parte da imprensa à decisão da instituição de postergar a votação da cessão de 18 mil metros quadrados de área do campus da Trindade ao município para a duplicação da rua Deputado Antônio Edu Vieira, no bairro Pantanal.

Eles alegam que a Universidade não é responsável pelo caos do trânsito na cidade e que não tem, como afirmam alguns colunistas, a obrigação de ceder o terreno. No entanto, a instituição está disposta a fazer isso, desde que a prefeitura apresente um projeto que contemple os interesses dos moradores do entorno e seja respaldado por estudos de impacto ambiental e de vizinhança.

Outra observação dos conselheiros é que, ao contrário do que se diz, a UFSC não é a grande geradora do tráfego na região citada. Esta área da cidade cresceu muito de 2003 (quando começaram os estudos para a duplicação) para cá, com a implantação de um grande shopping center e a autorização para a construção de inúmeros prédios e empreendimentos comerciais, o que multiplicou o número de veículos em circulação ao redor da Universidade e nos bairros próximos.

Além disso, a prefeitura não melhorou a qualidade do transporte público e, em relação à duplicação da via citada, também não apresentou um projeto específico, atendendo à demanda crescente pelo uso do transporte coletivo. A única proposta diz respeito à implantação do sistema BRT (sigla para Bus Rapid Transit, trânsito rápido de ônibus), que ainda se encontra no nível de projeto.

Outro argumento é de que não há recursos assegurados para a execução da obra, o que leva a suspeitar que ela pode ser iniciada, mas dificilmente será concluída dentro do prazo previsto de 12 meses, causando transtornos ainda maiores que os atuais nas vias do entorno da Universidade.

Também é temerário acreditar que apenas a duplicação do trecho de um quilômetro entre o restaurante Dona Benta e a Eletrosul eliminará os engarrafamentos, porque há outros gargalos, como o da entrada no bairro Pantanal, na altura do Armazém Vieira, não contemplado no projeto da prefeitura.

Ao evitar que o tema fosse votado diante de tantos temores e incertezas, o reitor Alvaro Toubes Prata abriu a possibilidade de novas negociações com a prefeitura, removendo arestas e detalhando melhor o projetoem questão. A UFSC está disposta a ceder a área, a partir de elaboração de um novo parecer, no momento em que o projeto de duplicação contar com o aval técnico do Conselho Universitário e o apoio das comunidades vizinhas, em vista do impacto social e ambiental da obra.

O que a Universidade Federal de Santa Catarina deseja, sublinha a Administração Central, é de mais tempo para estudar o assunto e tomar uma decisão baseada no equilíbrio e no bom senso.

Tags: conselho universitáriorua deputado antônio edu vieiraUFSC

Na Mídia: Obra organizada por professores da UFSC ganha repercussão nacional

14/03/2012 11:10

O caderno Sabático, do Estado de S. Paulo, publicou neste final de semana resenha sobre De Santos e Sábios, obra inédita que reúne os ensaios do escritor irlandês James Joyce. Recém lançado pela Iluminuras, o livro foi organizado pelos professores de Literatura Sérgio Medeiros (diretor da Editora da UFSC), Dirce Waltrick do Amarante, do Curso de Artes Cênicas.

Além deles, participaram da tradução André Cechinel, doutor em Literatura pela UFSC e Caetano Galindo, professor de Literatura da UFPR, que também assinam artigos analisando a obra ensaística de James Joyce, que tem um enfoque estético e surpreendentemente político.

Acompanhe o material:

O outro lado de James Joyce De Santos e Sábios, livro de ensaios do escritor irlandês, surpreende pela diversidade de temas e por sua politização
Sábado, 10 de Março de 2012, 03h10

Antonio Gonçalves Filho

A reunião dos textos estéticos e políticos do irlandês James Joyce (1882 -1941) no livro De Santos e Sábios revela mais sobre o escritor do que talvez gostasse o autor de Ulysses. Há nesses ensaios tanto um homem generoso, capaz de fazer justiça ao visionário poeta e pintor William Blake, como um iconoclasta disposto a arrasar a reputação de contemporâneos como o dramaturgo irlandês Arnold F. Graves. Quatro tradutores se debruçaram sobre o livro The Critical Writings (1959), editado por Ellsworth Mason e Richard Ellman, buscando ainda apoio em outro livro, Occasional, Critical an Political Writing, para discutir as relações entre os ensaios de Joyce e sua obra ficcional, escrevendo cada um deles uma pequena introdução crítica a meia centena de textos produzidos entre 1896, quando o escritor tinha apenas 14 anos, e 1937.

A ordem cronológica, nesse caso, comprova a evolução tanto da sintaxe como do pensamento de Joyce. No primeiro texto que se conhece do irlandês, o futuro escritor refere-se ao olho como capaz de definir o caráter de um homem, ao revelar culpa e inocência, vício e virtude. Seria, segundo Joyce, a única exceção ao provérbio “não se deve confiar nas aparências”, parodiado por Oscar Wilde no seu mais célebre aforismo (“só os tolos não julgam pela aparência”). Sobre o compatriota, Joyce escreve um comovente ensaio no livro (relatando o fim do poeta e dramaturgo). Já no último texto, de 1937, Joyce não precisa olhar nos olhos do pirata Samuel Roth, primeiro editor americano de Ulysses, para acusá-lo de inescrupuloso – ele lançou uma edição truncada e, claro, o autor não recebeu seus direitos.

Como se sabe, o épico modernista foi banido nos EUA, em 1922, mesmo ano de sua publicação, na França.  Acusado de blasfêmia e obscenidade, só foi liberado em 1933.

Boa parte da literatura ocidental, observa um dos tradutores do livro, Caetano Galindo, continua a ignorar esse “vulcão” literário, passando ao largo de Ulysses, traduzido também por Galindo – a nova versão será lançada pela Companhia das Letras em abril. Já os que reconhecem o papel revolucionário de Joyce como ficcionista podem se surpreender com esses ensaios – alguns bem convencionais e escritos para jornais.

Surpreendentemente, Joyce se considerava um jornalista nato, apesar da constrangedora entrevista que fez, em 1903, com o piloto de corridas Henri Fournier. É certo que precisava de dinheiro para viver em Paris, mas a conversa com o francês, publicada no Irish Times, nada acrescenta à trajetória de Joyce.

Nesse mesmo ano, ele tentou começar uma carreira de crítico, ajudado por Lady Gregory, que o recomendou ao editor do Daily Express, segundo o tradutor André Cechinel. Provavelmente para impressionar o editor Longworth e afirmar sua autonomia, Joyce foi bastante cruel com a autora do livro Poets and Dreamers (ele classifica de “pitoresca” a obra de Lady Gregory, que não gostou da resenha). Talvez por precaução, no ano seguinte, 1904, Joyce assinou seu primeiro conto publicado, As Irmãs (incluído depois em Os Dublinenses), com o pseudônimo de Stephen Dedalus, nome que figuraria como um dos personagens de Ulysses. Detalhe: Joyce condena o uso de pseudônimos no texto Um Inútil (1903), publicado no mesmo Daily Express, sobre um livro de Valentine Caryl (aliás, Valentine Hawtrey, escritora de romances protofeministas como Suzanne, de 1906).

São sobre política (principalmente o eterno conflito entre ingleses e irlandeses) e o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) os melhores ensaios do livro De Santos e Sábios, organizado por Sérgio Medeiros e sua mulher Dirce Waltrick do Amarante, ambos tradutores de Joyce. Sobre artes visuais, Joyce parece um neófito perdido ao descrever o realismo do pintor húngaro Michael Munkácsy. Sobre filosofia, chega a canonizar Giordano Bruno como o pai da filosofia moderna, rebaixando Bacon e Descartes. Finalmente, sobre literatura, ele parece um tanto desconfiado dela na virada do século (ver o ensaio Drama e Vida, de 1900), a ponto de não poupar nem mesmo a tragédia grega – Joyce dizia que ela já cumprira seu papel. Mais tarde, ele mudaria de opinião, ao definir a literatura como “a arte mais elevada e espiritual”.

A defesa que faz da literatura como forma de combate à opressão – ele escreve sobre a censura às peças de Bernard Shaw, Ibsen e Oscar Wilde – comprova a observação da tradutora Dirce Waltrick do Amarante sobre a posição política de Joyce, visível, segundo ela, tanto na sua ficção como nos ensaios críticos. A “Grande Fome” (1845-8) que matou mais de metade dos irlandeses, fez com que os sobreviventes se voltassem contra o governo britânico, sempre acusado de uma política assassina por Joyce. Embora raramente mencione o fato histórico em suas obras de ficção, é o tema do ensaio Irlanda, Ilha de Santos e Sábios (1907), petardo contra o colonialismo inglês. Uma separação moral, escreve Joyce, existe entre os dois países: os ingleses desprezam os irlandeses por serem pobres, católicos – e, portanto, reacionários, acrescenta o escritor. Mas foram as leis inglesas que arruinaram as indústrias do país e o levaram à bancarrota, conclui.

“O Estado de São Paulo”, caderno Sabático

Tags: EdUFSCliteraturaUFSC

Reunião para estudantes sobre Projeto Rondon será realizada nesta sexta-feira

14/03/2012 10:59

Estudantes da UFSC interessados em participar das operações do Projeto Rondon em julho de 2012 devem comparecer  à reunião que será realizada nesta sexta-feira, 16 de março, a partir de  16h, na Sala dos Conselhos (Prédio da Reitoria, térreo).

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão sugere que os interessados leiam material nos sites
http://prpe.ufsc.br/extensao/projeto-rondon-2/ e http://projetorondon.pagina-oficial.com/portal/operacao/andamento

Além disso, o estudante deve trazer na reunião uma proposta de trabalho impressa na sua área de atuação, incluindo uma revisão bibliográfica sobre a região que pretende atuar (Pará ou Tocantins). Esta revisão deve constar aspectos geográficos e os problemas sociais e econômicos do estado e região escolhidos.

Esta proposta de trabalho deve atender, no mínimo, uma ação das áreas listadas no “Convite às Instituições de Ensino Superior”, do link 2 acima. A UFSC concorrerá, no disputado processo, com duas equipes, uma para o estado do Pará e outra para o estado do Tocantins. Serão apenas 16 vagas para estudantes no total. Somente participarão da etapa dois da seleção os estudantes que trouxerem o material impresso na reunião e que estiverem da metade para o final de seus respectivos cursos.

Fonte: Professor Alexandre Verzani Nogueira / Coordenador do Projeto Rondon na UFSC / alexandre@ccb.ufsc.br

Tags: Projeto RondonUFSC

Parada no Datacenter da UFSC

14/03/2012 10:51

A Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) da UFSC informa que haverá uma parada programada em seus servidores a partir de 23h desta quinta-feira, 15 de março, e 2h de sexta, 16 de março. A ação é necessária devido à instalação do novo quadro elétrico do Datacenter, o ambiente que abriga servidores e outros componentes de sistemas de armazenamento de dados da UFSC. Neste período alguns serviços podem ficar indisponíveis. Para todos os efeitos, a comunidade deve considerar a rede energizada. Informações: arthur@setic.ufsc.br

Tags: SeTICUFSC

Avanços e complexidade da prevenção ganham espaço em simpósio sobre a Aids

14/03/2012 10:01

O infectologista Gustavo Araújo Pinto: “Se temos mais pessoas com carga viral menor, são menos pessoas capazes de transmitir o vírus". Fotos: Wagner Behr/Agecom

Medicamentos antirretrovirais têm papel importante tanto em termos de tratamento quanto de prevenção. O diagnóstico precoce e a adoção da terapia antirretroviral no início da detecção do vírus são ações que têm impacto na saúde coletiva, ressaltou o médico infectologista Gustavo Araújo Pinto, palestrante do segundo dia do 2º Simpósio Nacional sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O evento foi realizado segunda e terça-feira no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

Gustavo lembrou que há 30 anos a Aids era uma epidemia monstruosa, estigmatizada. Atualmente, ainda que a cura não seja possível, há recursos de tratamento que proporcionam ao portador do HIV uma expectativa de vida semelhante a de outras pessoas. “Infelizmente, ainda muitos são infectados diariamente. São mais de 7.400 pessoas todos os dias”, informou o médico, também professor da Unisul e colaborador do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

 

Em sua opinião, o diagnóstico precoce deveria ser prioridade nacional, pois assim como acontece na Europa, o Brasil tem ainda taxa superior a 30% de descobertas tardias (quando se dá por meio de outras doenças, e o quadro avançado em geral leva à morte do paciente).

Em sua palestra foram abordadas as possibilidades de prevenção com uso de antirretrovirais antes da infecção (com resultados altamente positivos para conter a transmissão materno-fetal). O infectologista falou também do potencial de controle dos medicamentos pós-exposição (quando a pessoa teve o contato com o vírus). Segundo ele, há uma “janela” de oportunidade para prevenção, já explorada com resultados positivos, por exemplo, entre profissionais de saúde – mas que ainda é assunto polêmico em outros momentos e grupos.

A terapia antirretroviral traz benefícios também no controle da transmissão sexual, pois há uma relação direta entre o uso dos medicamentos e a redução da carga viral no sangue, no sêmem e na secreção vaginal – reduzindo o risco de infecção do parceiro. “Se temos mais pessoas com carga viral menor, são menos pessoas capazes de transmitir o vírus. A partir dos estudos, a OMS publicou normativa reconhecendo importância do tratamento precoce com antirretrovirais”, informou Gustavo.

Esse avanço, porém, traz também novos desafios e enfoques para reflexões. A preocupação está relacionada ao fato de que o uso dos antirretrovirais pode gerar uma falsa sensação de proteção e comprometer o uso de preservativos.

Educação e politização

Fernando Seffner (de preto): “Certo grupos defendem a economia de informação. É melhor não falar, pois o conhecimento pode jogar o individuo em outros horizontes de escolhas"

“Vivemos um impasse ao apostar na medicação excessiva ao invéz de privilegiar a politização, a discussão de questões de gênero, sexuais, o sexo livre, o acesso aos medicamentos”, provocou um dos palestrantes seguintes, o professor Fernando Seffner, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Como sou das Ciências Humanas, vou privilegiar em minha fala aspectos sociais e culturais”, disse logo no início de sua fala.

Fernando chamou atenção também para a complexidade das campanhas. Em sua opinião, segmentar as ações e trabalhar públicos específicos, além do geral, é uma visão estratégica, mas questionou: “Como fazer campanhas sem reforçar o preconceito?” Ele lembrou que as campanhas especializadas provocam a visibilidade de grupos, novos valores sexuais e de gênero, inaceitáveis para certos setores. “Elas provocam a constante visibilidade de grupos que para algumas pessoas deveriam ser escondidos embaixo do tapete”, complementou.

“A prevenção passa pelo que espero da vida, para mim e para o outro. Tem uma articulação com a noção de projeto de vida, de futuro”, considerou o professor. Em sua opinião, em uma sociedade em que os indivíduos que são corajosos e se arriscam é que vão bem, a questão da prevenção se torna ainda mais difícil.

“Vivemos entre o romantismo e o sexo livre adoidado”, refletiu o professor. “Nos filmes românticos não se vê o kit de prevenção. Todos buscam gozos maiores. A pessoa deve ser sexy, transar bastante, sexo é vida, sexo bom é o imprevisível, sem roupa, sem proteção. Fazer sexo sem barreiras é fazer sexo de verdade. Esses são valores que dificultam a ideia de prevenção”.

Fernando salientou também o perfil da sociedade brasileira na abordagem das questões sexuais, em que até mesmo crimes e corrupção podem em algumas famílias não causar tanto contragosto quanto uma escolha sexual não convencional. Em sua visão,  no caso da Aids educação é fundamental, pois o conhecimento gera mais possibilidades de ação. Mas é uma questão que enfrenta muitas barreiras. “Certo grupos defendem a economia de informação. É melhor não falar, pois o conhecimento pode jogar o individuo em outros horizontes de escolhas. Pode afrontar princípios”.

“A Aids é um fenômeno de ordem política e cultural e é importante lembrar que as doenças sempre representaram oportunidades de retirada do direito de alguns grupos”, alertou o professor que participa do projeto Respostas Religiosas ao HIV/Aids no Brasil. “É um enfrentamento que toca em questões muito além da Aids”, frisou.

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Tags: AidsUFSC

Vestibular 2012: 4ª chamada de Engenharia de Materiais

14/03/2012 09:48

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da UFSC divulgou o edital n° 10, referente à quarta chamada de calouros do curso de Engenharia de Materiais.

Os aprovados devem comparecer à Secretaria do curso com os documentos exigidos nesta sexta, 16 de março, das 8h às 12h, e das 14h às 18h.

Mais informações pelos telefones do DAE: (48) 3721-9331 e 3721-6553 ou pelo site www.dae.ufsc.br.

Inscrições para pós-graduação na UFSC

14/03/2012 09:27

Acompanhe os períodos para inscrições nos programas de pós-graduação da UFSC:

Mestrado em Educação: 19 a 23 de março

Doutorado em Educação: 19 a 23 de março

Mestrado e Doutorado em Saúde Coletiva: até 14 de abril

Mestrado em Nutrição: abril

Doutorado Biotecnologia e Biociências: até  14 de maio

Mestrado em Educação Científica e Tecnológica: maio (ingresso em 2013)

Doutorado em Farmacologia: “janelas” de entrada em  junho, setembro e dezembro

Mestrado em Engenharia Civil: 15 de junho a 31 de julho (ingresso no 3º trimestre de 2012)

Mestrado e Doutorado em Engenharia Civil: 17 de setembro a 1º de novembro (ingresso março/2013)

Mestrado e Doutorado em Engenharia de Produção: 1º a 27 de setembro

Mestrado em Agroecossistemas: 3 a 28 de setembro

Mestrado em Engenharia Elétrica: 15 de setembro a 30 de novembro

Mestrado em Engenharia Mecânica: 1º de outubro a 30 de novembro

Mestrado e Doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais: 8 de outubro a 12 de novembro

Mestrado e de Doutorado em Farmácia: até 31 de outubro (fluxo contínuo)

Doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais: fluxo contínuo (ingresso no início de cada trimestre letivo)

Doutorado em Engenharia de Automação e Sistemas: fluxo contínuo

Doutorado em Engenharia Civil: fluxo contínuo (avaliação feita 15 dias antes do início de cada trimestre)

Doutorado em Engenharia Mecânica: fluxo contínuo

Doutorado em Engenharia Elétrica: fluxo contínuo

Mestrado e Doutorado em Enfermagem (CANDIDATOS ESTRANGEIROS): fluxo contínuo

Tags: inscriçõespós-graduaçãoUFSC