Legislação prevê reconstrução mamária para pacientes com câncer
Quando é diagnosticada com câncer de mama, a mulher precisa iniciar logo o seu tratamento, que pode ou não envolver intervenções cirúrgicas. Muitas pacientes precisam submeter-se a algum tipo de mastectomia – cirurgia de retirada total ou parcial das mamas – e, simultaneamente ao tratamento, restaurar os seios por meio da cirurgia para reconstrução mamária. O Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) realiza o procedimento. O processo acontece de acordo com a gravidade da lesão, muitas vezes em etapas, incluindo o trabalho de profissionais como o cirurgião plástico e o mastologista. O objetivo é devolver a aparência natural aos seios e, com isso, elevar a autoestima da mulher.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2012, foram realizadas pelo SUS 1.392 reconstruções mamárias, a um custo de aproximadamente R$ 1,15 milhão. A reconstrução é prevista em lei desde 1999 para as mulheres que sofrerem a retirada total ou parcial da mama, decorrente de utilização de técnica de tratamento de câncer, inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em abril deste ano, a lei foi alterada para incluir que a reconstrução pode ser efetuada no momento da mastectomia. Dados da Sociedade Brasileira de Mastologia apontam que, das cerca de 20 mil mulheres operadas, menos de 10% saem dos centros cirúrgicos com os seios reconstruídos.





























