Música indiana no Projeto 12:30

06/06/2012 12:20

 

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Trazendo a mística dos mantras indianos, banda Vrinda também sofre influência da música popular brasileira, marcada em seus tambores pelo estilo Olodum

O Projeto 12:30 Acústico recebe o a banda Vrinda, nesta quarta-feira, 06/06, às 12h30, no Varandão do CCE. O espetáculo é gratuito e aberto à comunidade.

A banda Vrinda se apresenta há sete anos em diversos Festivais Culturais em diferentes países da América do Sul. Trazendo a mística dos mantras indianos, o grupo também sofre influência da música popular brasileira, marcada em seus tambores pelo estilo Olodum. Formada por monges praticantes de bhakti yoga, tem a missão é transmitir mensagens de conscientização e harmonia com a Natureza e Deus.

Integrantes:
Paramadvaiti Swami – Voz e Charango
Mangala Swami – Voz, Violão e Harmônio
Giridhari – Fagote
Guru Vandana – Flauta
Lila Madhavi – Voz
Audharya – Voz
Damodar – Partos (percursão)
Krisna das – Timba
Praladha – Surdo
Bal Krishna – Mrdanga
Vaishnavi – Kartalas
Kalyana – Kartalas
Goura – Kartalas

Projeto 12:30
O Projeto 12:30 é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura (SeCult) da UFSC e apresenta semanalmente atrações culturais, como música, dança e teatro. As apresentações acontecem todas as quartas-feiras, ao ar livre, na Concha Acústica, e, quinzenalmente, às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC.

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto dentro do campus da UFSC devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

SERVIÇO:
O QUÊ: Show com a banda Vrinda.
ONDE: Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC, Praça da Cidadania, Campus Universitário, Florianópolis-SC.
QUANDO: Dia 06 de junho de 2012, quarta-feira, às 12h30.
QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade.
CONTATO: (48) 3304-8457 – (48) 9972-3028 – vrindafloripa@gmail.com, falar com Wanessa Alves – Visite www.dac.ufsc.br

Fonte: Kadu Reis – Acadêmico de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30, DAC: SECULT: UFSC, com informações e foto do grupo.


Tags: Projeto 12:30

Obra reúne artigos sobre a teoria jurídica relacionada ao meio ambiente

06/06/2012 09:05

Temas que têm inquietado professores e estudantes dedicados ao estudo de questões relativas ao meio ambiente são abordados no livro ´Dano Ambiental na Sociedade de Risco`, que será lançado na próxima quinta-feira, 14 de junho. A apresentação da obra acontece a partir de 19h, na livraria Saraiva, Shopping Iguatemi, Florianópolis.

Coordenada pelo professor do Departamento de Direito da UFSC José Rubens Morato Leite, a obra apresenta as particularidades da teoria jurídica ambiental, da gestão de riscos das áreas contaminadas e dos agrotóxicos. Examina a jurisprudência mais recente acerca das áreas de preservação permanente, da responsabilização civil por danos ao patrimônio cultural e do estabelecimento do nexo de causalidade por danos ambientais na tutela coletiva do meio ambiente.

Publicada pela Editora Saraiva, a obra que reúne 15 artigos trata também sobre o estudo de critérios para a análise da prova científica nos processos decisórios envolvendo conflitos ecológicos, do direito fundamental ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado e do princípio da proibição de regresso nos níveis de proteção.

“É uma análise oportuna quando se considera que o Poder Legislativo discute atualmente o texto do Código Florestal brasileiro, ameaçando o mínimo existencial ecológico”, destaca Morato Leite, que compartilha a organização da publicação com a professora Heline Sivini Ferreira (do Curso de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-PR ) e Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira (doutoranda em Direito pela UFSC).

Segundo Morato Leite, coordenador do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental na Sociedade de Risco, os artigos foram produzidos com o objetivo de abordar o dano ambiental não só a partir de uma visão restrita e dogmática do Direito, mas tentando empreender uma linguagem transdisciplinar, aberta e integrativa, apresentando como pano de fundo os aspectos sociológicos da Teoria da Sociedade de Risco.

“Ao colocar a categoria de risco como centro de análise, os autores pretendem mostrar que as ameaças ao meio ambiente exigem gestão preventiva e transfronteiriça, tratando de assuntos importantes que podem ser abordados na Conferência Rio+20”, complementa o professor.

A obra é fruto de projeto de cooperação internacional entre o Curso de Pós-Graduação em Direito da UFSC e a Universidade Lusíada do Porto, de Portugal. As atividades têm como temática central o Dano Ambiental na Sociedade de Risco e contam com suporte financeiro da Capes/MEC e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ciência e Tecnologia do Governo Português.

Parte dos artigos é também resultado do V Simpósio de Dano Ambiental na Sociedade de Risco, realizado em setembro de 2010 pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-PR.

Mais informações:
– Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental na Sociedade de Risco / Professor José Rubens Morato Leite / jrmorato@ccj.ufsc.br / (48) 3721-9733

Saiba Mais:

Sobre o coordenador:
José Rubens Morato Leite é Professor Associado II dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação de Direito da UFSC. Pós-Doutor pela Macquarie Centre for Environmental Law, Sidney, Austrália. Doutor pela UFSC, com estágio de doutoramento na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Vice-presidente do Instituto O Direito por um Planeta Verde. É também coordenador do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco, cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, além de consultor e bolsista do CNPq.

Sobre as organizadoras:
Helini Sivini Ferreira é professora adjunta do Curso de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-PR. Professora colaboradora do Curso de Pós-Graduação em Direito da UFSC. Doutora em Direito pela UFSC, com estágio de doutoramento realizado no Centro de Direito Ambiental da Macquarie University, Austrália. Mestre em
Direito pela USFC. Membro da Comissão de Direito Ambiental da International Union for Conservation of Nature (IUCN). É pesquisadora do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente: Sociedades Tradicionais e Sociedade Hegemônica (PUC-PR/CNPq), do Grupo de Investigação Jurídica e Ambiental do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos e Ambientais da
Universidade Lusíada do Porto, Portugal, e do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco (UFSC/CNPq). Autora, coautora e organizadora de livros e artigos na área do Direito Ambiental.

Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira é doutoranda em Direito pela UFSC, com estágio de doutoramento sendo realizado na Universidade de Coimbra, Portugal. Membro do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco (UFSC/CNPq).

Leia também:
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– Mata Atlântica é destaque da Semana de Meio Ambiente na UFSC
– Livro aponta que práticas ambientais provam mudança de valores no Brasil

Tags: Direito AmbientalUFSC

Dia Mundial do Meio Ambiente: projeto busca uso sustentável de bromélia da Mata Atlântica

06/06/2012 08:45

Expectativa é de que a espécie com potencial econômico possa ser usada em programas de diversificação ou de incremento de renda para comunidades rurais e semi-urbanas

“Seus frutos são ingeridos tanto in natura como em preparados, como remédio contra a tosse, com ação expectorante nas infecções respiratórias, recomendados para o tratamento de asma e de bronquite. Os mesmos frutos são considerados antihelmínticos, sendo que seu sumo tem ainda efeito sobre tecidos decompostos, deixando feridas completamente limpas”. A descrição do potencial da Bromelia antiacantha, publicada pelo padre pesquisador Raulino Reitz no fascículo da Flora Ilustrada Catarinense “Bromeliáceas e a malária – bromélia endêmica” permanece como estímulo a novos estudos.

O pensamento do padre botânico de que “Todas as plantas são potencialmente úteis” está presente na tese ´Uso e manejo de Caraguatá (Bromelia antiacantha) no Planalto Norte Catarinense: está em curso um processo de domesticação?`, em desenvolvimento junto ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC.

O trabalho da bióloga Samantha Filippon com a bromélia nativa da Mata Atlântica é uma continuidade dos estudos iniciados em seu mestrado, orientado no mesmo programa pelo professor Maurício Sedrez dos Reis (e agora com coorientação do professor Nivaldo Peroni). “Esperamos que com o aprofundamento dos estudos etnobotânicos se possa resgatar e caracterizar junto à comunidade local as formas de manejo da espécie”, explica Samantha.

Conservabio
A pesquisa é realizada em áreas da Floresta Nacional de Três Barras, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão ambiental do governo brasileiro. A floresta é localizada no planalto norte de Santa Catarina, entre os municípios de Três Barras e Canoinhas. O trabalho envolve a comunidade de Campininha, que participa do projeto “Rede para geração do conhecimento na conservação e utilização sustentável dos recursos florestais não madeiráveis da Floresta Ombrófila Mista”, sigla Conservabio. A iniciativa é financiada e coordenada pela Embrapa.

Os estudos de Samantha são executados em uma área de floresta secundária, utilizada como mangueirão para animais cerca de 60 anos atrás, e onde atualmente existe uma grande densidade da Bromelia antiacantha. Se estendem também a uma área caracterizada como mata nativa, em que há décadas foi realizada exploração madeireira, e a algumas propriedades rurais na comunidade.

A meta é esclarecer aspectos sobre o manejo do caraguatá nas paisagens com maior interferência humana, principalmente na confecção das cercas vivas. O projeto vai buscar informações sobre a seleção das plantas, de onde vêm as mudas, quem faz as cercas e porque – pois ainda que não sejam mais utilizados os antigos mangueirões, ainda são feitas cercas com a bromélia. Estas estruturas de gravatá são utilizadas há décadas, o que foi comprovado por Samantha ao visitar as propriedades e em relatos de agricultores de que algumas existem há cerca de 70 anos.

Domesticação
Em sua dissertação, a bióloga já havia observado que vários agricultores praticaram ou praticam algum tipo de manejo sobre o caraguatá. “Pelo fato de existir manejo e seleção de plantas, principalmente para as cercas vivas, seja por vigor, facilidade de manuseio ou crescimento rápido, pode estar em curso um processo de domesticação dessa espécie pela comunidade local”, considera Samantha, que tem como desafio em sua tese elucidar aspectos culturais envolvidos no uso e manejo da bromélia. Sua investigação associa   estudos demográficos (para documentação de padrões de propagação, brotação, frutificação e crescimento, entre outros) a pesquisas genéticas e etnobotânicas.

“Essa espécie mostra potencial econômico e seu uso pode ser estimulado com a utilização em programas de diversificação ou de incremento de renda para comunidades rurais e semi-urbanas”, considera a bióloga. “Mas são necessários mais estudos para avaliar o impacto da extração sobre a diversidade genética e a regeneração natural, assim como sobre sua disponibilidade para a fauna, o que pode auxiliar o estabelecimento de estratégias sustentáveis de manejo”, complementa.

Segundo ela, ainda que a Bromelia antiacantha reúna características medicinais, alimentícias, ornamentais e industriais, é uma espécie pouco estudada quanto a seu uso. Em pesquisa na literatura, Samantha não encontrou estudos sobre a domesticação do caraguatá, apesar da expressiva utilização em comunidades rurais do Planalto Norte Catarinense e também no Rio Grande do Sul.

Ecologia da espécie
Outros pesquisadores já descreveram características medicinais, alimentícias, ornamentais e industriais (para fabricação de fibras para tecidos, cordoaria e de sabão) do caraguatá. Sua utilização na medicina popular é descrita desde a década de 1940.

No trabalho de mestrado desenvolvido entre o final de 2007 e o início de 2009, Samantha observou que na comunidade de Campininha, em Três Barras (SC), o caraguatá tem três usos principais: xarope expectorante (feito com frutos maduros), palmito (retirado da base das folhas da bromélia) e em cercas vivas. A pesquisa também possibilitou um maior conhecimento sobre a ecologia da planta, sua reprodução, período de floração e predadores.

Segundo Samantha, um levantamento preliminar indica o início da construção de um mercado para o caraguatá. Há comercialização em bancas medicinais em mercados públicos, feiras e eventos relacionados à biodiversidade ou a plantas medicinais. A comercialização acontece tanto em cacho como em pacotinhos contendo cerca de 100g. Há também comercialização de mudas,  licores e geleias. A defesa da tese está prevista para o inicio de 2013.

Mais informações: samabio82@gmail.com / Fone: 48 3721-5322

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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Especial Pesquisa:
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Tags: caraguatáPós-Graduação em Recursos Genéticos VegetaisUFSC

Dia Mundial do Meio Ambiente: UFSC representa América Latina na Copa do Mundo de Barcos Solares

06/06/2012 08:15

No Desafio Solar Brasil, competição nacional inspirada no DONG Energy Sollar Challenge, a equipe da UFSC é tricampeã consecutiva

A equipe Vento Sul da UFSC apresenta nesta terça-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente, as embarcações construídas para o DONG Energy Sollar Challenge, competição que será realizada entre 8 e 14 de julho, na Holanda. A partir de 14h30min, o grupo formado por estudantes e professores recebe a comunidade universitária, autoridades, patrocinadores e apoiadores no hall da Reitoria da UFSC para o Evento de Partida para a Holanda.

Única representante da América Latina no DONG Energy Sollar Challenge, a equipe Vento Sul construiu duas embarcações, um monocasco e um trimarã, especialmente para as condições de navegação dos canais holandeses. Na última edição, em 2010, o grupo alcançou a 17ª posição na classificação geral e foi a melhor equipe não europeia.

A preparação para o campeonado de barcos solares vem acontecendo há mais de um ano. A expectativa é de que os barcos alcancem a velocidade máxima de 23 km/h (seis a mais que na edição passada). O envio das embarcações será feito em junho e os 15 integrantes da equipe, sendo 11 alunos, dois professores e um patrocinador, chegam à Holanda no inicio de julho.

Para melhorar o desempenho dos barcos, a equipe desenvolveu três tipos de hélices diferentes para cada embarcação. Cada modelo foi projetado para uma condição de radiação e potência, o que representa um ganho de velocidade de 3km/h, em média. Essa é a primeira vez que serão utilizados hélices simuladas. Além disso, o sistema de inclinação das placas fotovoltaicas agora é automatizado. Antes, o piloto tinha que erguer os módulos sem um método de precisão adequado.

Outra novidade é a tecnologia aplicada na construção da estrutura dos barcos. Eles são feitos em fibra de carbono e espumas especiais, que o deixam 20 kg mais leve em relação ao modelo anterior. A Vento Sul é a única equipe não europeia da categoria classe A que fabricou seus próprios barcos.

A competição
O DONG Energy Sollar Challenge acontece a cada dois anos na região da Frísia, no norte da Holanda. O vencedor é aquele que somar o menor tempo durante os seis dias do rali. Serão percorridos 220 km por 36 equipes da Europa, América e Ásia. As equipes são divididas em três categorias, de acordo com a quantidade dos painéis fotovoltaicos e forma do casco. Na classe A, são 23 equipes de vários países como Bélgica, Polônia, China, Turquia e Holanda.

Histórico
 No Desafio Solar Brasil, competição nacional inspirada no DONG Energy Sollar Challenge, a equipe da UFSC é tricampeã consecutiva. Foi formada em 2009 e hoje é composta por 23 alunos de diversos cursos da Universidade Federal de Santa Catarina, como engenharia, ciência da computação, nutrição e jornalismo. Para o capitão da equipe, Pedro Rocha, o segredo do desempenho do grupo desde sua criação é a união. “Somos uma família, esse é o nosso diferencial”.

A participação da Equipe no DONG Energy Solar Challenge tem o patrocínio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de
Turismo, Cultura e Esporte, via Fundesporte, e o apoio da Holos, Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Engenharia
Mecânica, UFSC Compete,UFRJ, Fepese, Fapesc, Lord Corporation, Proper Marine e Ocean Brazil.

Serviço:
O que: Competição mundial de barcos movidos à energia solar
Onde: região da Frísia, Holanda
Quando: 8 a 14 de julho

Contatos com assessoria de imprensa da equipe:
– Gabriela Damaceno: (48) 9662-9214 / gktdamaceno@gmail.com
– Marina Empinotti: (48) 9927-1515 / marinaempinotti@gmail.com

Mais informações: http://www.barcosolar.ufsc.br/blog/

Tags: barcos solaresUFSC

Dia Nacional de Luta Contra as Queimaduras: ações de conscientização em Florianópolis

06/06/2012 07:25

Esta quarta-feira, dia 6 junho, será marcada por ações relacionadas ao Dia Nacional de Lutas Contra as Queimaduras. Entre 9h e 15h, na escadaria do Rosário, esquina das ruas Vidal Ramos e Marechal Deodoro, Centro de Florianópolis, profissionais da saúde, da segurança pública, estudantes e membros da comunidade estarão reunidos para debater o assunto.

De acordo com dados de 2011 do Datasus/Ministério da Saúde, 2.374 crianças foram hospitalizadas vítimas de queimaduras. Destas, 30% por substâncias inflamáveis. A Sociedade Brasileira de Queimaduras afirma que 1 milhão de pessoas são vítimas de queimadura por ano – e cerca dois terços são crianças.

Proibição do álcool líquido
A busca de redução de acidentes leva em conta a proibição do álcool líquido. Desde 2007, tramita na Câmara Federal o Projeto de Lei 692, que restringe o acesso e a venda do propduto de uso doméstico. O professor do Departamento de Pediatria da UFSC e diretor científico da Sociedade Brasileira de Queimaduras, Maurício Pereima, mobiliza uma campanha externa pela aprovação da lei.

Em 2002, uma medida da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de álcool líquido para uso doméstico. Neste período, o número de acidentes reduziu em 60%, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Queimaduras. A medida vigorou por seis meses, até a suspensão por uma liminar da Justiça Federal requerida pela Associação Brasileira de Produtores e Envasadores de Álcool.

O projeto de lei 692/2007, que propõe restringir a venda de álcool etílico líquido e submetê-la à regulação das autoridades sanitárias, tramita na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Na última ação legislativa, no dia 23 de maio, a deputada Sandra Rosado (PSB-RN), relatora do projeto, deu parecer pela inconstitucionalidade e injuridicidade do substitutivo apresentado na Comissão de Defesa do Consumidor, que restingia o acesso e venda do álcool líquido.

“Uma grande perda. A deputada não leva em conta os nossos argumentos e está defendendo o interesse econômico”, avalia o professor Maurício Pereima. Após o parecer da deputada, a PL depende agora de aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para seguir ao Senado e, por fim, à sanção presidencial, quando poderá vigorar como lei.

Mais informações:
– Maurício Pereima: 3721-9499
http://www.sbqueimaduras.com.br/sbq/
– PL 692/07  http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=347765)

Por: Mateus Vargas / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: campanhaqueimadurasUFSC

Reitora empossa novos diretores do DOMP e DPAE

05/06/2012 17:13

Elias Sebastião Andrade assume a direção do DPAE

A reitora da Universidade Federal de Santa Catarina, Roselane Neckel, empossou nessa segunda-feira, 4 de junho, os novos diretores do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE) e do Departamento de Obras e Manutenção Predial (DOMP). Os dois setores são responsáveis pelas obras na Universidade, atuando como unidades estratégicas de planejamento.

Elias Sebastião de Andrade é formado em Engenharia Elétrica pela UFSC e assumiu a direção do  DPAE com o objetivo de concluir, até o final da gestão de Roselane, mais de 100 mil m² de construção. O setor conta com cerca de 50 funcionários e tem um orçamento de cerca de 1 milhão e 200 mil reais.

O novo diretor do DOMP é Rodrigo Bossle Fagundes. O departamento é responsável por acompanhar os investimentos em infraestrutura na UFSC. Os dois setores são segmentos da Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento (PROPLAN).

Mais informações pelo telefone do DOMP (48) 3721-5151

O novo diretor do DOMP é Rodrigo Bossle Fagundes

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo na Agecom

Fotos: Wagner Behr/Agecom

Tags: depaedompgestão 2012-2016UFSC

Reunião de colegiado avalia curso de especialização em Educação Infantil

05/06/2012 16:58

Reunião teve por objetivo avaliar o Curso de Especialização em Educação Infantil (CEEI) .

Os altos índices de evasão foram o principal tema de debate da reunião ampliada de colegiado do Curso de Especialização em Educação Infantil (CEEI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O encontro, realizado no dia 1º de junho, teve por objetivo fazer uma avaliação interna do curso por meio do estudo de um relatório geral que reúne dados do CEEI. Cerca de cem pessoas, entre alunos e professores, acompanharam a programação no auditório do Recanto Champagnat, na Lagoa da Conceição. A reunião ampliada de colegiado do CEEI reuniu profissionais dos três polos em que o curso foi oferecido: Florianópolis, Joinville e Chapecó.

Os cursistas são professores e funcionários da rede municipal de educação de 30 municípios de Santa Catarina. O objetivo de distribuir as vagas em três cidades-polos é dar oportunidade de formação para professores do interior do estado. Para a diretora do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) e coordenadora geral do CEEI, Marilene Dandolini Raupp, o curso reafirma o comprometimento da UFSC para a formação de professores.

Segundo dados apresentados pela  avaliadora interna do curso, professora Roselane Fátima Campos, 240 discentes foram matriculados, e destes, 126 chegaram ao final, cerca de 53%. O principal motivo de desistência é a dificuldade de conciliar trabalho e estudo. Para Marilene Raupp, esse é um indicador do fraco desempenho de apoio institucional que revela a necessidade de mais incentivo através da secretarias municipais de educação.

A coordenadoria do CEEI emitiu certificados de aperfeiçoamento para alunos que não apresentaram TCC, mas cumpriram carga horária de 180 horas durante o curso. Marilene acredita que essa é uma estratégia interessante para valorizar o esforço dos cursistas desistentes. Com a certificação, o número de alunos formados cresce para cerca de 77% dos matriculados. O relatório de avaliação foi construído a partir de 970 documentos elaborados pelos alunos ao final do curso, tornando a crítica qualitativa e de larga escala.

Após a avaliação, ocorreu o lançamento dos livros “Educação Infantil e Sociedade: questões contemporâneas”, organizado pelos professores da UFSC, Alexandre Fernandez Vaz e Caroline Machado Momm; e “Educação Infantil e formação de Professores”, organizado pela professora da UFSC, Dalânea Cristina Flôr, e da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Zenilde Durli.

O evento teve a participação de representantes da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG), além de secretarias municipais de educação de cinco cidades catarinenses.

Mais informações pelo telefone (48) 3721-8921 ou pelo e-mail especializacao.ufsc.ndi@gmail.com .

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo na Agecom.

Fotos: Brenda Thomé/Bolsista de Jornalismo na Agecom.

Tags: Curso de Especializaçãoeducação infantilNDIUFSC

Alesc propõe parceria para intercâmbio de estudantes chineses e brasileiros

05/06/2012 16:07

A visita dos representantes da Alesc teve por objetivo tratar do intercâmbio de estudantes chineses e brasileiros em instituições de ensino superior dos dois países.

A vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina, Lúcia Helena Martins Pacheco, recebeu na manhã desta terça-feira, dia 5, uma comissão de representantes da Assembleia Legislativa do Estado (Alesc) para tratar do intercâmbio de estudantes chineses e brasileiros em instituições superiores de ensino dos dois países. Convênio neste sentido já havia sido articulado com a administração anterior da universidade, e após a transição para a atual gestão está sendo retomado. Uma reunião marcada para o dia 13 deste mês, envolvendo a Secretaria de Relações Internacionais da UFSC e a Assessoria para Relações Institucionais para Assuntos Internacionais da Alesc, vai definir os próximos passos do intercâmbio.

O assessor para assuntos internacionais da Assembleia Legislativa, Diego Schaefer Martins, acredita em agosto já será firmado um protocolo de intenções permitindo que estudantes chineses possam vir a Florianópolis e jovens catarinenses irem para a província de Henan – Estado irmão de Santa Catarina – para aprender a língua do país visitado. Durante um ano, os chineses teriam a garantia de alimentação e moradia para conhecer o idioma português, enquanto os brasileiros, escolhidos por mérito, ficariam o mesmo período no Oriente para aprender o mandarim.

“A intenção é começar com nove alunos, mas ampliar para 20 ou mais com o correr do tempo”, disse o assessor. Se quiserem, os jovens podem estender o período de estada no outro país, desde que assumam os custos dessa permanência. Quem está intermediando esse processo é o deputado Jailson Lima (PT), mas desde o último governo de Esperidião Amin (1999/2002) existe uma aproximação com a China visando a estender as relações bilaterais para a área do intercâmbio universitário.

Este é o primeiro convênio do gênero envolvendo uma universidade brasileira com a China, segundo a assessoria do deputado. De acordo com documento entregue à vice-reitora da UFSC, a Alesc se responsabiliza pela oferta de um curso preparatório do idioma chinês-mandarim para os estudantes catarinenses durante os seis meses anteriores à data do intercâmbio. O Legislativo já realizou missões oficiais à China para conhecer o estágio daquele país nas áreas de extração de carvão, produção de maquinários, comércio e geração termelétrica.

Por Paulo Clóvis Schmitz, jornalista da Agecom.

Fotos: Wagner Behr.

Tags: ALESCintercâmbio internacionalUFSC

Jornalismo em Debate desta terça discute sobre o meio ambiente e a sustentabilidade

05/06/2012 15:53

Em comemoração ao dia Mundial do meio Ambiente nesta terça-feira, dia 5, o  “Jornalismo em Debate”  traz o tema “A mídia e a informação sobre o meio ambiente e a sustentabilidade”. Já estão confirmadas as participações do
coordenador do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio +20, professor Daniel José da Silva, o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, professor João de Deus Medeiros, o diretor de comunicação da Associação FloripAmanhã, Antunes Severo, o jornalista Fabrício Escandiuzzi, o professor do Departamento de Jornalismo da UFSC, Eduardo Meditsch, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder, e o pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco, Heitor Scalambrini.

O programa será apresentado ao vivo, a partir das 16h, pelo site da Rádio Ponto UFSC em  www.radio.ufsc.br. Perguntas e colocações podem ser enviadas, desde já, para o e-mail Esta imagem contém um endereço de e-mail. É uma imagem de modo que spam não pode colher. ou pelo twitter @radioponto.

O Jornalismo em Debate é um programa quinzenal produzido por estudantes do curso de Jornalismo da UFSC, sob a orientação da professora Valci Zuculoto. Com mediação do professor Áureo Moraes, a atividade faz parte da disciplina Cátedra FENAJ/UFSC  de Jornalismo  para  a  Cidadania, uma  parceria entre o Curso de Jornalismo da Universidade e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Confira as edições quinzenais nas quintas feiras, às 16h, na Rádio Ponto UFSC.

Fonte: Rádio Ponto UFSC.

Tags: jornalismomeio ambienteRádio PontoUFSC

Pesquisador defende que acesso aberto ao conhecimento científico depende de visão política

05/06/2012 14:11

Chan: “A Wikipedia é um instrumento que nos ajuda a pensar como trabalhar com a sabedoria”

“Acesso aberto não é apenas reduzir preços. É um modelo mais equitativo de troca do conhecimento. É uma dimensão filosófica”, defendeu na UFSC na manhã dessa terça-feira, 5 de junho, o professor Leslie Chan, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Toronto (Canadá). Doutor em Antropologia, pioneiro no uso da web para troca de conhecimento e aprendizagem, Chan é um dos convidados do 3º Simpósio Brasileiro de Comunicação Científica, que prossegue até esta quarta-feira no auditório da Reitoria. O objetivo é debater a disponibilização livre, gratuita e sem barreiras ou restrições financeiras e técnicas à literatura científica, assim como a preservação digital do conhecimento científico.

Falando em favor da ciência global e pública, o professor lembrou que diversos desafios da humanidade não respeitam fronteiras e dependem da pesquisa colaborativa e em rede. “Como vamos reduzir a pobreza, combater doenças, se não temos acesso aberto?”, questionou, enfatizando que a questão da produção científica é tão importante como outras que desafiam a humanidade, como o acesso à água.

Citando diferentes iniciativas de acesso livre ao conhecimento científico, Chan considerou também desafios e dilemas, como a necessidade de mais educação e maior consciência sobre como trabalhar com um conceito que leva em conta a troca global de conhecimentos. Em uma visão de futuro, disse que o periódico científico nos modelos atuais deve se tornar obsoleto. Segundo ele, as discussões avançam, países da Europa, os Estados Unidos e entidades como a Unesco discutem diretrizes para o acesso livre ao conhecimento científico – assim como o Brasil, que, destacou o professor, tem papel importante nessa discussão, na produção e disponibilização de estudos em áreas estratégicas, como a biodiversidade.

“Anos atrás essa era uma discussão ridícula”, lembrou Chan, complementando que atualmente o debate está além da vida acadêmica, é divulgado pela mídia e chega ao público geral. Em sua opinião, a sociedade que paga impostos e tem seus recursos usados para a pesquisa deve também ter acesso aos resultados que são obtidos e publicados pela comunidade científica.

“A Wikipedia é um instrumento que nos ajuda a pensar como trabalhar com a sabedoria”, considera o professor. “Deveríamos tirar vantagens desses ambientes colaborativos”, ressaltou, abordando também a necessidade de reflexões sobre critérios de uso de conteúdo, de que a comunidade científica repense suas métricas (que envolvem critérios como o número de citações de um artigo por outros estudiosos) e até sobre o impacto que mídias sociais podem ter na divulgação da pesquisa. “Os fatores de impacto da ciência estão cada vez mais sendo desafiados. Precisamos abrir nossas cabeças para mudar métodos tradicionais”, continuou o palestrante.

O 3º Simpósio Brasileiro de Comunicação Científica  é uma  promoção é do Departamento de Ciência da Informação (CIN) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PGCIN) da UFSC. Na tarde desta terça-feira será realizada mesa-redonda com a participação do professor Leslie Chan e da professora Elena Maceviciute, que leciona na Universidade de Boras, Suécia, e na Universidade da Lituânia, e tem entre suas áreas de pesquisa bibliotecas digitais, preservação digital e gestão da informação. A partir de 17h está prevista conferência sobre a Revista Encontros Bibli, periódico digital do Departamento de Ciência da Informação da UFSC, e a partir de 18h participação da Associação Catarinense de Bibliotecários (ACB). Amanhã, a partir de 9h, o encontro segue com o debate sobre acesso livre à informação, contando com o professor  Hélio Kuramoto (IBICT), Solange Maria dos Santos (SciELO) e Nelson Pretto (UFBA/SBPC). A tarde será dedica à apresentação de trabalhos, no auditório da Reitoria e no auditório Elke Hering, na Biblioteca Universitária.

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Fotos: Dayane Ros / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Mais informações:
– Departamento de Ciência da Informação: (48) 3721-9304
– Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação: (48) 3721-8516

 

 

Tags: acesso livreCiência da Informaçãocomunicação científicaUFSC

UFSC e Epagri fazem parceria na previsão de catástrofes em Santa Catarina

05/06/2012 10:45

Realidade Aumentada

O Instituto Nacional de Convergência Digital (INCoD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) juntamente com o Laboratório de Processamento de Imagens e Computação Gráfica (LAPIX) está elaborando um protótipo de grande potencial para a previsão de catástrofes. A plataforma vem de uma parceria entre a universidade, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

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Tags: incodlapixprevisão de catástrofesUFSC e Epagri

Biblioteca Universitária tem nova diretora

05/06/2012 10:28

Narcisa entrega flores a Dirce

Na segunda-feira, 4 de junho, no auditório da Biblioteca Universitária ( BU) foi realizada a transmissão do cargo de Narcisa  de Fátima Amboni para Dirce Maris Nunes da Silva, nova diretora da Biblioteca Universitária.  A reitora Roselane Neckel e a vice Lúcia Helena Martins Pacheco estavam presentes. A BU tem um corpo de 102 técnico-administrativos distribuídos na Biblioteca Central, setoriais e dos campi.

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Jornalismo da UFSC vence em quatro modalidades do Expocom Sul

05/06/2012 09:01
Quatro trabalhos de estudantes de graduação do Jornalismo da UFSC venceram em suas categorias no Expocom Sul, no Congresso Intercom Sul, ocorrido na Unochapecó, em Chapecó, SC, de 31 de maio a 2 de junho. O encontro reuniu milhares de professores, pesquisadores, profissionais e alunos de todas as áreas da Comunicação dos três estados do sul do país.

No Expocom, espaço do evento destinado à mostra e julgamento das produções dos estudantes de Jornalismo, Cinema, Rádio e TV, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda, cerca de 200 trabalhos foram apresentados. Estes disputaram a premiação em Chapecó após passarem por uma avaliação inicial, entre mais de 300 inscritos, que indicou os cinco melhores em cada categoria. A premiação em primeiro lugar nesta fase regional do Expocom também torna as quatro produções finalistas para disputarem a etapa nacional, a se realizar no XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2012, em Fortaleza, na Unifor, de 3 a 7 de setembro.

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Em obras e danificado pela chuva, Centro de Eventos é fechado temporariamente

04/06/2012 14:38

O Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina foi interditado na manhã desta segunda-feira, dia 4/6, por causa do alagamento de vários setores provocado pela chuva que começou na madrugada. Foram fechadas a praça de alimentação, a livraria Livros & Livros, a agência do banco Santander, as lojas e a parte administrativa. A água tomou conta do prédio porque a empresa que fazia a troca da cobertura retirou as telhas no fim de semana sem levar em conta o risco de chuva, que era prevista desde quinta-feira. O diretor do Departamento de Cultura e Eventos, Waldoir Valentim Gomes Jr., acredita que será possível reabrir os restaurantes e cafés amanhã, terça-feira, quando a energia for religada, mas os demais setores dependem de obras emergenciais e da melhoria nas condições do tempo. A empresa Salve, responsável pelo serviço, estima em oito dias úteis o prazo para a conclusão dos trabalhos, que só serão retomados quando a chuva parar. “Não temos ideia de quando a situação será normalizada”, afirmou o diretor.

Veja o vídeo do Universidade Já da UFSC TV:


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Obra reúne artigos sobre a teoria jurídica relacionada ao meio ambiente

04/06/2012 12:04

Temas que têm inquietado professores e estudantes dedicados ao estudo de questões relativas ao meio ambiente são abordados no livro ´Dano Ambiental na Sociedade de Risco`, que será lançado na próxima quinta-feira, 14 de junho. A apresentação da obra acontece a partir de 19h, na livraria Saraiva, Shopping Iguatemi, Florianópolis.

Coordenada pelo professor do Departamento de Direito da UFSC José Rubens Morato Leite, a obra apresenta as particularidades da teoria jurídica ambiental, da gestão de riscos das áreas contaminadas e dos agrotóxicos. Examina a jurisprudência mais recente acerca das áreas de preservação permanente, da responsabilização civil por danos ao patrimônio cultural e do estabelecimento do nexo de causalidade por danos ambientais na tutela coletiva do meio ambiente.

Publicada pela Editora Saraiva, a obra que reúne 15 artigos trata também sobre o estudo de critérios para a análise da prova científica nos processos decisórios envolvendo conflitos ecológicos, do direito fundamental ao meio
ambiente ecologicamente equilibrado e do princípio da proibição de regresso nos níveis de proteção.

“É uma análise oportuna quando se considera que o Poder Legislativo discute atualmente o texto do Código Florestal brasileiro, ameaçando o mínimo existencial ecológico”, destaca Morato Leite, que compartilha a organização da publicação com a professora Heline Sivini Ferreira (do Curso de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-PR ) e Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira (doutoranda em Direito pela UFSC).

Segundo Morato Leite, coordenador do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental na Sociedade de Risco, os artigos foram produzidos com o objetivo de abordar o dano ambiental não só a partir de uma visão restrita e dogmática do Direito, mas tentando empreender uma linguagem transdisciplinar, aberta e integrativa, apresentando como pano de fundo os aspectos sociológicos da Teoria da Sociedade de Risco.

“Ao colocar a categoria de risco como centro de análise, os autores pretendem mostrar que as ameaças ao meio ambiente exigem gestão preventiva e transfronteiriça, tratando de assuntos importantes que podem ser abordados na Conferência Rio+20”, complementa o professor.

A obra é fruto de projeto de cooperação internacional entre o Curso de Pós-Graduação em Direito da UFSC e a Universidade Lusíada do Porto, de Portugal. As atividades têm como temática central o Dano Ambiental na Sociedade de Risco e contam com suporte financeiro da Capes/MEC e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ciência e Tecnologia do Governo Português.

Parte dos artigos é também resultado do V Simpósio de Dano Ambiental na Sociedade de Risco, realizado em setembro de 2010 pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-PR.

Mais informações:
– Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental na Sociedade de Risco / Professor José Rubens Morato Leite / jrmorato@ccj.ufsc.br / (48) 3721-9733

Saiba Mais:

Sobre o coordenador:
José Rubens Morato Leite é Professor Associado II dos cursos de Graduação e de Pós-Graduação de Direito da UFSC. Pós-Doutor pela Macquarie Centre for Environmental Law, Sidney, Austrália. Doutor pela UFSC, com estágio de doutoramento na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Vice-presidente do Instituto O Direito por um Planeta Verde. É também coordenador do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco, cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, além de consultor e bolsista do CNPq.

Sobre as organizadoras:
Helini Sivini Ferreira é professora adjunta do Curso de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-PR. Professora colaboradora do Curso de Pós-Graduação em Direito da UFSC. Doutora em Direito pela UFSC, com estágio de doutoramento realizado no Centro de Direito Ambiental da Macquarie University, Austrália. Mestre em
Direito pela USFC. Membro da Comissão de Direito Ambiental da International Union for Conservation of Nature (IUCN). É pesquisadora do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente: Sociedades Tradicionais e Sociedade Hegemônica (PUC-PR/CNPq), do Grupo de Investigação Jurídica e Ambiental do Centro de Estudos Jurídicos, Económicos e Ambientais da
Universidade Lusíada do Porto, Portugal, e do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco (UFSC/CNPq). Autora, coautora e organizadora de livros e artigos na área do Direito Ambiental.

Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira é doutoranda em Direito pela UFSC, com estágio de doutoramento sendo realizado na Universidade de Coimbra, Portugal. Membro do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco (UFSC/CNPq).

Leia também:
– Mata Atlântica é destaque da Semana de Meio Ambiente na UFSC
– Livro aponta que práticas ambientais provam mudança de valores no Brasil

Tags: Direito AmbientalUFSC

Jornalismo em Debate discute mídia e informação sobre meio ambiente e sustentabilidade

04/06/2012 11:43

Na semana que antecede a Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o programa Jornalismo em Debate discute a forma como a mídia trata as informações sobre meio ambiente e sustentabilidade.

Estão confirmados para a discussão o coordenador do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio + 20, professor Daniel José da Silva, o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, professor João de Deus Medeiros, a presidente da associação FloripAmanhã, Zena Becker, o jornalista Fabrício Escandiuzzi, o professor do Departamento de Jornalismo da UFSC Eduardo Meditsch e o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder. Até o dia do programa, próxima terça-feira, 5 de junho, outros participantes devem confirmar a presença.

O programa será apresentado ao vivo, a partir das 16h, pelo site da Rádio Ponto UFSC em  www.radio.ufsc.br. Perguntas e colocações podem ser enviadas, desde já, para o e-mail jornalismoemdebateufsc@gmail.com ou pelo twitter @radioponto.

Jornalismo em Debate é uma produção quinzenal de estudantes do Curso de Jornalismo da UFSC, sob a orientação da professora Valci Zuculoto. Com mediação do professor Áureo Moraes, a atividade faz parte da Cátedra FENAJ/UFSC de Jornalismo para a Cidadania, uma parceria entre o Curso de Jornalismo da Universidade e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), com o apoio do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC).

Desde a estreia, em abril de 2011, foram discutidos temas como jornalismo internacional, corrupção no futebol, crise econômica mundial, coberturas de tragédias, como a do Realengo, de questões do gênero feminino, da homofobia, da função das redes sociais, da abertura dos arquivos da ditadura, entre outros assuntos que estão na ordem do dia.

No site da RádioPonto é possível baixar e ouvir todas as edições anteriores. Ouvintes e internautas podem participar, antes e durante o programa, encaminhando perguntas pelo e-mail: jornalismoemdebateufsc@gmail.com ou pelo twitter @radioponto.

Por José Hüntemann / Acadêmico de Jornalismo da UFSC

Tags: Jornalismo em DebateRádio PontoUFSC

UFSC recebe senador argentino para discutir história e destinos do Mercosul

04/06/2012 10:06

O Núcleo de Estudos de História Latino-Americana (Nehal), projeto ligado ao Instituto de Estudos Latino-Americanos (Iela/UFSC), traz a Florianópolis na próxima semana o senador argentino Salvador Cabral. Na conferência Revolución y Crisis en el Mercosul – História, Cultura y Destino, aberta ao público, Cabral vai falar dos destinos reservados ao Mercosul,  proposta de integração regional no sul da América que teve início em 1994. O encontro será realizado na segunda-feira, dia 11 de junho, às 9h, no Auditório do Centro Sócio-Econômico da UFSC.

Advogado, Salvador Cabral é também pós-graduado em História, mestre em Educação e doutor em Ciências Políticas. Foi professor de História Argentina e Latino-americana na Universidade Nacional de Missiones. Já proferiu palestras no México, Bolívia, Paraguai, Brasil e Peru. Foi reitor do Instituto Hernando Arias  de Saavedra, em Missiones. Também atuou como secretário de Planejamento (1987-1991), secretário de Cultura (1992-1995) e ministro-secretário de Comércio Exterior e Ação Cooperativa (2003-2007) da Província de Missiones.

O autor de 11 livros, Cabral é membro do Instituto Nacional de Revisionismo Histórico Argentino e Ibero-americano Manuel Dorrego, e atualmente é senador da República Argentina e membro do Parlamento do Mercosul.

Mais informações: (48) 3721-6483 / iela@iela.ufsc.br

Tags: IELAmercosulUFSC

Universidade sedia simpósio sobre comunicação científica

04/06/2012 09:47

A UFSC recebe terça e quarta-feira, dias 5 e 6 de junho, o 3º Simpósio Brasileiro de Comunicação Científica (3º SBCC). O evento traz pesquisadores internacionais e nacionais para discutir a comunicação científica no cenário de acesso aberto às informações e também a preservação desses recursos digitais. A programação começa às 10h no Auditório da Reitoria. A promoção é do Departamento de Ciência da Informação (CIN) e do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PGCIN) da UFSC.

Um dos especialistas confirmados é Leslie Chan, professor no Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Toronto (Canadá). Doutor em Antropologia, Chan é pioneiro no uso da web para troca de conhecimento e aprendizagem.

Outra convidada é a professora Elena Macevičiūtė, que leciona na Universidade de Boras, Suécia, e na Universidade da Lituânia. Suas áreas de pesquisa incluem bibliotecas digitais, preservação digital e gestão da informação.

Nos últimos 20 anos o acesso livre ao conhecimento científico tem provocado importantes mudanças no comportamento da comunidade científica. Com o tema central “As perspectivas em acesso aberto”, o simpósio quer discutir essas questões, uma vez que a informação é a mola propulsora dos processos envolvidos na construção, disseminação e compartilhamento do conhecimento científico.

Interessados em participar do Simpósio podem se inscrever pelo site www.sbcc.ufsc.br. As taxas de inscrição custam R$ 50,00 para estudantes e R$ 150,00 para professores e demais profissionais.

Mais informações: www.sbcc.ufsc.br

 

Tags: acesso livrecomunicação científicaUFSC

Abertas inscrições para representantes de técnico-administrativos nos conselhos Universitário e de Curadores

04/06/2012 09:39

Estão abertas até o dia 20 de junho as inscrições para a eleição de representantes dos técnico-administrativos para o Conselho Universitário e para o Conselho de Curadores da UFSC. Para o Conselho Universitário serão eleitos quatro titulares e os respectivos suplentes. Para o Conselho de Curadores, será eleito um titular e seu suplente.

As inscrições dos candidatos deverão ser realizadas na Secretaria Geral dos Órgãos Deliberativos Centrais da UFSC, no térreo do prédio da Reitoria, das 8h às 12h, e das 14h às 18h (sendo que no dia 20 será até 17h). Os eleitos terão mandato de dois anos. As inscrições registradas quando da emissão do Edital 001/PRDHS/2012 estão mantidas.

A eleição será realizada no dia 28 de junho nos seguintes locais:

– Hall da Reitoria, das 8h às 18h

– Hospital Universitário – HU, das 7h às 19h

– Centro de Ciências Agrárias – CCA, das  8h às 18h

– Campi de Araranguá, Curitibanos e Joinville, das 8h às 12h

Informações: (48) 3721-9030

Tags: Conselho de Curadoresconselho universitárioUFSC

Livro aponta que práticas ambientais provocam mudança de valores no Brasil

04/06/2012 08:40

O autor: “Não existe mais fronteira artificial entre preservação e desenvolvimento econômico”

As práticas ambientais ou práticas de vida que consideram a relação ética do homem com a natureza estão provocando transformações na sociedade brasileira. Essa conclusão otimista, às vésperas da realização da Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento Sustentável (RIO+20) e da Cúpula dos Povos, desmente a visão clássica de que a sociedade brasileira, inautêntica por excelência, é incapaz de entender uma lógica da sustentabilidade e da preservação da natureza. Resultado de uma longa pesquisa do sociólogo político e professor de ciências ambientais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Agripa Alexandre, essa tese sustenta que há um aprendizado político para a incorporação crescente de valores ecológicos. “Mostra disso é a expressiva votação da candidata Marina Silva nas últimas eleições presidenciais”.

O assunto é tema do livro Práticas ambientais no Brasildefinições e trajetórias, publicado pela Editora da UFSC, que será lançado em junho no Rio de Janeiro, onde o autor leciona, e no final de julho, em Florianópolis, ainda sem data definida. Por práticas ambientais a obra entende as atitudes de vida implicadas diretamente com conflitos socioambientais, a participação em movimentos ecológicos, atitudes em defesa de direitos dos animais ou contra o desmatamento, o consumo de produtos sustentáveis, a educação dos filhos para a consciência ecológica, entre outros exemplos.

Em vez de apenas reafirmar o antagonismo excludente entre ecologia e desenvolvimento econômico, que pode resultar em um efeito paralisante, Agripa enfatiza como as práticas ambientais mantêm relações com o modo de vida do brasileiro. Mostra o envolvimento dos verdes com as comunidades onde atuam, com o mercado e com o Estado, capaz de fazê-los  incorporar os valores ambientalistas. O aprendizado político que essa articulação gera resultaria, segundo o livro, na inserção efetiva desses valores pela legislação e pelas normas. Não há aqui nenhum rastro de ingenuidade: o autor deixa claro que as mudanças só ocorrem em grande parte porque os ambientalistas se valem da relação entre ecologia, cultura e economia para legitimar processos de intervenção social com o apoio financeiro do mercado e dos órgãos do governo.

Os dados apresentados são fruto de uma investigação do autor sobre mudanças no comportamento político relacionadas com a definição de papéis sociais motivada pela reorientação da política brasileira nacional e internacional. Apoiam-se, em grande medida, na pesquisa junto aos professores do Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação de Ciências Humanas da UFSC, que deu origem a sua tese de doutoramento em 2003, intitulada “Ambientalismo político, seletivo e diferencial no Brasil”.

Na tese, Agripa mostra que em sua ligação com o modo de vida dos brasileiros, as práticas ambientais estão articuladas em espaços sociais diferentes culturalmente e são também seletivas, no sentido de que encontram sustentação no mercado e nas políticas de financiamento do governo. “Infelizmente ainda é o mercado que tem o maior controle de definir o que é e o que não é sustentável”, pontua o teórico e ativista, envolvido em movimentos sociais que vão participar de forma paralela do evento oficial da Rio + 20.

A abordagem privilegia a explicação sobre o caráter social e antropológico das práticas ambientais brasileiras, desde o início da redemocratização, a partir da normatização de uma política ambiental. Discute as mudanças da vida democrática brasileira a partir da incorporação da ideia de sustentabilidade. Mostra como se articulam os ambientalistas na cena política, quais os principais projetos que defendem e como se posicionam ideologicamente, embora nem sempre de forma clara e direta.

Sobre o autor
Natural de Florianópolis, Agripa Alexandre doutorou-se no Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC em 2003. Foi professor da UFSC, Furb e Udesc. Desde 2010 é professor do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Suas pesquisas e publicações discutem temas relacionados às teorias e práticas do ambientalismo, às teorias da democracia, à epistemologia das Ciências Sociais e ambientais e à educação. Publicou inúmeros artigos em revistas científicas. Atualmente está também vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Unirio, e é responsável pela pesquisa A constituição da memória social da ecologia política no Brasil: empoderamento, democratização cultural e mudança das concepções de esfera pública. Sobre a questão ambiental publicou: A perda da radicalidade do movimento ambientalista brasileiro (2000) e Políticas de resolução de conflitos socioambientais no Brasil (2004), ambos pela Editora da UFSC.

Leia também:

ENTREVISTA:

“Não existe mais fronteira artificial entre preservação e desenvolvimento econômico”

Raquel Wandelli – Que repercussão o senhor espera para essa obra, publicada nas vésperas da Rio+20 junho (13 a 24 de junho,  Rio de Janeiro)?
Agripa – Fui convidado para uma entrevista ao vivo no Canal Futura, nos dias 13 e 14 de junho, no período da tarde. Além disso, ambientalistas do Rio estão divulgando o livro, em sites como o da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Academia Brasileira de Ciências, jornais como O Globo. A Rio+20 é um evento muito plural, com redes de discussão interessadas na problematização do discurso da sustentabilidade e sobre a repercussão social e cultural das práticas ambientais, que são temas do livro.

R.W. – Sua pesquisa aponta que as práticas ambientais no Brasil têm um potencial transformador e ilustram mudanças de valores na sociedade brasileira. Mas na sua avaliação há uma mudança efetiva na política brasileira, tradicionalmente conservadora e antropocêntrica do ponto de vista dos direitos ambientais?
Agripa – Sim, há mudanças em curso, todavia devemos ter cuidado em avaliá-las. A tese central de meu livro é a de que existe um ambientalismo político, seletivo e diferencial no Brasil. Essas características são perceptíveis em termos bem práticos, basta ver o resultado político de Marina Silva na última eleição, com 20 milhões de votos. Isso indica mais do que uma simpatia por ela, carisma ou aceitação de sua plataforma política. Por detrás, há a incorporação de valores, assimilados seletivamente, com o mercado definindo, é claro, o que é sustentável, o que é questionável. Isso ocorre de diferentes formas, dependendo das regiões geográficas do apoio estruturante das políticas de governo e de empresas, fatores que o livro discute profundamente.

R.W. – Em 2000 o senhor publicou a obra A perda da radicalidade do movimento ambientalista brasileiro, em que aponta justamente um processo de cooptação desses movimentos pelo capital. Como avalia hoje o movimento ambientalista
Agripa – A atuação dos verdes é menos independente hoje, o que não quer dizer que abandonou a lógica de denúncia e protesto, pois ambientalismo compreende a tensão dos conflitos socioambientais – agronegócio versus agroecologia; desflorestamento para ocupação de pastagem versus defesa de terras indígenas, quilombolas e sociedades tradicionais etc. Todavia, a articulação que os ecologistas têm com as agências de governo, com o mercado e com comunidades precisa ser entendida de forma particular, caso a caso, pois não existe um único discurso ambiental, mas vários: preservacionistas, ecossocialistas, ecocapitalistas, econarquistas, ecoconservacionistas, definindo um universo de práticas ambientais com um potencial de interferência muito grande. Ou seja, não existe mais uma fronteira artificial entre preservação da natureza e desenvolvimento econômico a qualquer custo.

Existem sim vários aspectos diferenciais da política ambiental: para as cidades, saúde alimentar, preservação de áreas verdes, agricultura familiar, todas elas com aspectos locais, regionais e globais distintivos e complexos, mais ou menos utópicos, mais ou menos ideológicos (no sentido marxista desses termos).

R.W. E os responsáveis por essa transformação são os movimentos ecológicos?
Agripa – Sim, no sentido de que abalaram essa oposição entre preservação e desenvolvimento, os verdes mudaram realmente a forma de definir políticas públicas no país desde que estabeleceram marcos normativos na constituinte, fizeram-se representar politicamente, passaram a implementar políticas e ações estruturantes. O fato é que há, sim, uma clivagem política profunda na forma de conceber a vida no planeta, antes e depois dos verdes, e esse fato não deixa de ser um propósito articulador de práticas de vida também no Brasil.

Serviço:
Livro: Práticas ambientais no Brasil; definições e trajetórias
Autor: Agripa Faria Alexandre
Editora UFSC
105 páginas

Por: Raquel Wandelli / Jornalista da UFSC / 9911-0524 / 3721-9459  / raquelwandelli@yahoo.com.br / www.editora.ufsc.br

Contatos com o autor: agripa.alexandre@gmail.com

 

Tags: EdUFSCmeio ambienteUFSC

Mata Atlântica é destaque da Semana do Meio Ambiente na UFSC

04/06/2012 07:52
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Uma das interfaces do jogo Mata Atlântica - o bioma onde eu moro

Segue até esta quarta-feira, 6 de junho, a Semana do Meio Ambiente da Sala Verde da UFSC. Entre as atividades abertas ao público estão a apresentação do projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco, na segunda-feira, e na quarta, a confecção de agendas e blocos com materiais reaproveitáveis e a discussão de propostas de novos parques para Florianópolis.

O projeto Educar Brincando se utiliza de ferramentas educativas como jogos de tabuleiros destinados a todas as idades, o jogo eletrônico Mata Atlântica – o bioma onde eu moro , o Painel Interativo com a temática da Mata Atlântica – desenvolvido no Laboratório de Abelhas Nativas da UFSC, além da participação de bolsistas de Psicologia, Biologia e Artes Cênicas  para trazer os conhecimentos sobre o bioma a partir de músicas e do teatro.

“O espaço Referência da Sala Verde UFSC está disponível para receber turmas de até 20 pessoas; ainda na terça (29), os filhos de agricultores que participaram do Encontro da Rede Ecovida passaram a tarde conosco”, relata Marlene Alano Coelho Aguilar, bióloga coordenadora da Sala Verde. “A ideia é expandir esse trabalho à rede estadual de educação, atingindo principalmente as crianças do interior de Santa Catarina”, completa.

A Semana do Meio Ambiente da Sala Verde da UFSC tem como parceiros o Ministério do Meio Ambiente, o Laboratório de Abelhas Nativas da UFSC (Lanufsc), o Laboratório de Educação Cerebral (LEC), o Programa Venha Conhecer a UFSC, o Fotovoltaica UFSC e a Ong Klimata – Centro de Estudos Ambientais.

A Sala Verde atende ao público de segunda a sexta, das 14h às 18h. Mais informações com Marlene: 3721-9044 e 3721-6469, marlenecga@reitoria.ufsc.br e salaverde@salaverde.ufsc.br.

 

Programação:
31 de maio – 5a. feira
14:30 h – Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco com a turma de crianças 6A Vespertino, do NDI/UFSC, no Espaço
Referência.
Participação no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, durante todo o dia.

1o. de junho – 6a. feira
Participação no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, apresentando o Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco.

02 e 03 de junho – Sábado e Domingo
Sugerimos que famílias e grupos de amigos realizem atividades ao ar livre, desfrutando da Mata Atlântica que carinhosamente nos acolhe aqui em Santa Catarina.

04 de junho – 2a. feira
14:30 às 17:30
– O Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco estará no Hall da Reitoria.

05 de junho 3a. feira
14h30 – No Dia Mundial do Meio Ambiente, o Projeto Educar Brincando – A Mata Atlântica em Foco estará com a turma de crianças 3A Vespertino, do NDI/UFSC, no Espaço
Referência.

06 de junho – 4a. feira
14h às 18h – Tarde aberta no Espaço Referência para a confecção de agendas e blocos de rascunho, reaproveitando materiais. Quem puder, traga folhas A4 usadas com o verso
livre e apostilas antigas com espiral.
19:00 h – Evento da FEEC, no Espaço Referência, abordará Propostas de Novos Parques para Florianópolis.

Se chover nas tardes de 31/05 e 05/06, a equipe da Sala Verde UFSC irá até o NDI.
O Espaço Referência da Sala Verde UFSC fica no piso térreo da Biblioteca Central.

Tags: LECMata AtlânticaSala Verde

Reitoria encaminha para Secretaria Estadual de Educação orçamento reduzido para continuidade do Pré-Vestibular

01/06/2012 18:27
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Carlos Vieira (esq) entrega o documento ao Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Educação, Mauro Tessari - Foto: Brenda Thomé

O chefe de gabinete da UFSC, professor Carlos Vieira, entregou pessoalmente nesta sexta, 1° de junho, orçamento, plano de trabalho e cronograma para continuidade da parceria com o Governo do Estado de Santa Catarina e oferta do pré-vestibular no segundo semestre de 2012. A elaboração do plano de trabalho havia sido acordada com a Secretaria de Estado da Educação. O documento foi recebido pelo chefe de gabinete da Secretaria, Mauro Tessari.

O cronograma prevê a abertura de processo seletivo no mês de junho e a manutenção de 120 professores para oferta de três mil vagas em 29 cidades catarinenses, como aconteceu em 2011. O orçamento que era de aproximadamente R$ 3 milhões foi reduzido para R$ 1,8 milhão.

O Pré-Vestibular da UFSC é um projeto de inclusão social que tem como proposta criar oportunidades para estudantes de escolas públicas ingressarem no ensino superior gratuito. Foi implantado em 2003, por intermédio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, oferecendo 120 vagas no campus da Trindade, em Florianópolis. A parceria com a Secretaria de Estado da Educação ampliou a iniciativa que no ano passado atingiu percentual de 72% de aprovação em instituições públicas de Santa Catarina.

Mais informações com o chefe de Gabinete da Reitoria, Carlos Vieira: 3721-6018

Tags: Pré-VestibularUFSC

Novos gestores tomam posse oficial em três setores da UFSC

01/06/2012 17:52

Edison Tadeu Lopes Melo (centro) toma posse como diretor do Setic.

Na tarde dessa sexta-feira, dia 1º de junho, a reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Roselane Neckel, empossou servidores em cargos de gestão para três setores da instituição. As trocas são resultado da avaliação feita pela nova equipe da reitoria, que cumpre um calendário de modificações em vários segmentos da UFSC.

Edison Tadeu Lopes Melo foi nomeado diretor da Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) . Além de Edison, outros funcionários da SeTIC foram substituídos. Para a reitora, as mudanças são estratégicas para continuar a desenvolver o setor e qualificar os sistemas da Universidade, como a capacidade de armazanamento de dados, que cresceu de 2 terabytes para 200 terabytes nos últimos dois anos.

Nailor Novaes Boianovsky (esq) irá dirigir a Prefeitura da UFSC.

Nailor Novaes Boianovsky foi anunciado como novo prefeito do Campus Universitário. Na posse oficial, ele afirmou que  o importante é não parar a caminhada, um passo de cada vez, e que a Prefeitura vai conseguir realizar seus objetivos com empenho e planejamento. O setor é responsável pela manutenção e conservação do espaço físico, como reformas, consertos e cuidados com o paisagismo.

Roselane encerrou as posses do dia com a mudança na coordenação da Imprensa Universitária. O cargo será ocupado por Carlos Antonio de Lima. O principal ponto citado por ele no anúncio oficial foi a necessidade da Imprensa de receber

Carlos Antonio de Lima (centro) tomou posse como coordenador da Imprensa Universitária.

equipamentos novos. A reitora destacou que adquirir essas máquinas é um dos objetivos para desenvolver a Imprensa e, no futuro, ser viável a impressão das provas de vestibular da UFSC.

Mais Informações com o gabinete da Reitoria pelo telefone (48) 3721-6018.

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo na Agecom. Fotos: Wagner Behr.

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UFSC Entrevista e os 30 anos do Laboratório de Protozoologia são destaques da TV UFSC

01/06/2012 17:40
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Cenas de "O Herói do Rio", de 1928

O tema do UFSC Entrevista de segunda-feira é a comemoração dos 30 anos do Laboratório de Protozoologia, do Centro de Ciências Biológicas. Para falar sobre o assunto, os convidados são Bruno Schlemper Júnior, ex-reitor e fundador do laboratório, e Mário Steindel e Edmundo Grisard, que durante a graduação foram bolsistas e hoje são pesquisadores. Eles contam como foram os primeiros anos, a dificuldade na estruturação, a importância das pesquisas desenvolvidas e as expectativas para o futuro. O programa estreia na segunda às 22h, com horários alternativos à meia-noite de terça para quarta-feira, quinta ao meio-dia, sexta às 23h30min e meia-noite de sábado para domingo.

 

 A Sessão Cinema apresenta “O Herói do Rio”, de 1928, considerado um dos últimos grandes filmes com o comediante Buster Keaton. Na história, um capitão de barco a vapor envia o filho ainda criança para estudar e reencontram-se anos depois. Mas, além de voltar com jeito delicado, ao contrário do que o pai esperava, o garoto está em um romance com a filha do maior rival e concorrente.
O filme traz uma das cenas mais famosas de Keaton, em que uma parede quase cai em sua cabeça durante um furacão, e serviu também de inspiração para “O Vapor Willie”, primeiro desenho animado sonoro com Mickey Mouse. Estreia na terça-feira às 21h, com horários alternativos à meia-noite de quarta para quinta-feira, sexta-feira às 14h e sábado às 20h.
Para acompanhar a TV UFSC, sintonize o canal 15 da NET Florianópolis e veja a programação completa no site www.tv.ufsc.br/grade. Assista aos boletins de notícias também no www.youtube.com/tvufsc.
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