MEC reconhece função acadêmica do NDI e Colégio de Aplicação

11/10/2013 11:53

Apresentação em comemoração aos 33 anos do NDI, em maio deste ano. Foto: Wagner Behr / Agecom / UFSC

Dezessete colégios de aplicação de universidades federais de todo o Brasil comemoraram a publicação recente da Portaria nº 959/2013 do Ministério da Educação (MEC), que estabelece diretrizes e normas gerais para o funcionamento dessas instituições. Entre as unidades contempladas estão o Colégio de Aplicação (CA) e o Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O reconhecimento veio após meses de negociações entre governo federal, associações, conselhos e instituições de ensino que se posicionaram contrários à possível municipalização das unidades de educação infantil nas universidades. O próximo passo, segundo as direções dos colégios, será a regulamentação do banco de vagas equivalentes para os docentes das instituições, que possibilitará a contratação de novos professores para reposição imediata dos que se aposentam.
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Bolsa de estágio não obrigatório para estudantes de Administração, Arquivologia, Biblioteconomia ou História

11/10/2013 10:35

A direção do Centro de Ciências da Educação (CED) comunica que estão abertas as inscrições no processo seletivo para bolsa de estágio não obrigatório (uma vaga) do Programa Institucional de Bolsas de Estágio (PIBE), destinado a estudantes dos cursos de graduação em Administração, Arquivologia, Biblioteconomia ou História da UFSC. O bolsista irá atuar  na Coordenadoria de Apoio Administrativo do Centro de Ciências da Educação. 

As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de outubro, exclusivamente através do e-mail coordenadoria.ced@gmail.com. Para se candidatar à vaga, o interessado deverá enviar seu curriculum vitae, com todas as informações pessoais e eventuais experiências profissionais, para o e-mail coordenadoria.ced@gmail.com.
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Café Pedagógico debate arte, infância e práticas educativas em museus nesta sexta

11/10/2013 10:31

A série “Café Pedagógico” promove nesta sexta-feira, 11 de outubro, no Centro de Cultura e Eventos, Sala Pitangueira, 1º Piso, a palestra “Arte, Infância e Práticas Educativas em Museus”. O evento será realizado às 15h30min e terá como tema central a educação estética, na perspectiva da descoberta e do desafio de atravessar as fronteiras entre a escola, território da palavra e o museu, território da imagem.

A convidada a proferir a palestra é a professora Ana Angélica Albano, diretora associada do Museu de Artes Visuais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento, aberto ao público e gratuito, faz parte das atividades do projeto “Cafés Culturais” da SeCult. Serão fornecidos certificados aos participantes.
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Cine Paredão exibe ‘Violeta se fue a los cielos’ nesta sexta

11/10/2013 10:16

O Cine Paredão inicia nesta sexta-feira, 11 de outubro, uma mostra de cinema Latino-Americano que pretende apresentar algumas facetas deste tão indecifrável e magnífico continente. Temos muito o que nos reconhecer nesses cenários latino-americanos. Primeiramente, a mostra abre com o filme “Violeta se fue a los cielos” (2011), de Andrés Wood, uma obra biográfica sobre a vida da artista chilena Violeta Parra. A exibição será às 19h, no Bosque do CFH.

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Palestra sobre Projeto Barcoding com Aristóteles Góes-Neto

11/10/2013 09:25

Os programas de pós-graduação da UFSC de Biologia de Fungos, Algas e Plantas (PPGFAP) e de Recursos Genéticos Vegetais (PPGRGV) convidam para a palestra a ser proferida pelo professor Aristóteles Góes-Neto, da Universidade Estadual de Feira de Santana, sobre o tema “Projeto Barcoding no Brasil”, no dia 18 de outubro, sexta-feira, às 9h, no Auditório do Bloco B/Centro de Ciências Agrárias (CCA), 2º piso.
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Democratização das Comunicações no Brasil é destaque do ‘Jornalismo em Debate’ nesta segunda

11/10/2013 09:12

A edição de outubro do programa “Jornalismo em Debate” discute democratização das comunicações no Brasil. O programa vai ao ar, ao vivo, nesta segunda-feira, 14 de outubro, a partir das 16h, pela Rádio Ponto UFSC – www.radio.ufsc.br ou pela frequência 106.1 FM. O “Jornalismo em debate” também é retransmitido pela Rádio Joinville Cultural FM. Após a apresentação, o programa fica disponível em nosso site para acesso a qualquer momento.
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‘O Último Godot’ volta ao Teatro da UFSC nesta sexta e sábado

11/10/2013 09:11

“O Último Godot” volta ao palco do Teatro da UFSC, com os alunos da 8ª fase do Curso de Artes Cênicas da Universidade, nos dias 11, às 20h, e 12, às 19h.  A entrada é gratuita, e os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada, uma hora antes de começar o espetáculo ou podem ser reservados pelo email oultimogodot@gmail.com.


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UFSC recebe participantes do VII Encontro Estadual do Sem Terrinha

10/10/2013 18:00

Apresentação cultural no primeiro dia do Encontro Estadual dos Sem Terrinha, na UFSC. Foto: Wagner Behr / Agecom / UFSC

Cerca de 400 crianças entre 8 e 12 anos que vivem em assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) se reuniram no hall do Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na manhã desta quinta-feira, 10 de outubro, para tomar o café da manhã. Essa foi a primeira de diversas atividades que serão realizadas durante o VII Encontro Estadual do Sem Terrinha de Santa Catarina. O evento segue até o próximo sábado com ações educativas, culturais e políticas em Florianópolis.

A reitora Roselane Neckel recebeu as crianças e, emocionada, falou sobre a contribuição dos trabalhadores rurais para a sociedade. “Sou filha de agricultores e tenho muita clareza sobre o que significa esse movimento, por ser professora de História e por ter pessoas da minha família que até hoje mexem com a terra. Queria que soubessem que vocês estão aqui por causa do trabalho de muita gente. Essas pessoas não têm medo da luta, do trabalho, e não desistem dos seus sonhos”, disse.

O coordenador estadual do setor de educação do MST, Elodir de Souza, explica que um dos objetivos do encontro é a confraternização. A troca de conhecimentos com alunos da mesma faixa etária de escolas públicas da capital e mobilizações políticas permeiam a programação.

O evento possibilita que as crianças saiam temporariamente da rotina dos assentamentos – localizados predominantemente no interior – e conheçam um pouco mais sobre a vida urbana. Temas relacionados a esses dois ambientes, como moradia, educação, transporte e alimentação saudável, serão abordados em 24 oficinas, com a participação de cerca de 150 alunos de Florianópolis. As oficinas serão ministradas por apoiadores e por professores e estudantes da UFSC. Visitas a escolas públicas estão agendadas para sexta-feira.

Nove ônibus, originários de assentamentos do Oeste, Extremo Oeste, Planalto Central, Região do Contestado e Norte de Santa Catarina, dirigiram-se a Florianópolis para o evento. Integrantes da direção do MST, professores e parceiros acompanham e supervisionam os trabalhos desenvolvidos com as crianças. O grupo foi recepcionado por uma comitiva de alunos do Colégio de Aplicação e está abrigado no alojamento localizado aos fundos do Restaurante Universitário.

Reitora Roselane Neckel recebe as crianças do Movimento Sem Terrinha. Foto: Wagner Behr / Agecom / UFSC

A reitora Roselane Neckel manifestou o desejo de que, cada vez mais, a Universidade possibilite a inclusão. “A UFSC é pública. Ela é mantida por vocês e está de portas abertas. Esta universidade é de todos e para todos. Nunca esqueçam que ninguém é melhor do que ninguém. Estar na terra, produzir com direito e igualdade é muito importante”, concluiu.

No sábado, as crianças conhecerão a Praia do Forte, situada no Norte da Ilha. É a primeira vez que a maioria delas visita o litoral catarinense. Também estão na programação uma apresentação teatral e uma gincana na UFSC cujo tema é o VI Congresso do MST, evento que será realizado de 10 a 14 de fevereiro de 2014 em Brasília.

A pró-reitora adjunta de Assuntos Estudantis, Lúcia Helena Corrêa Lenzi, ressalta que a aproximação entre os movimentos sociais e organizativos e a Universidade é uma proposta da atual gestão. Além disso, aponta a importância de serem desenvolvidas estratégias para que essa relação se construa de fato. “É um marco poder olhar para as relações que acontecem na sociedade de uma forma horizontal e mostrar para as crianças um presente que constrói um futuro”, diz.

O encontro, organizado anualmente por representantes MST, ocorre em período próximo a 12 de outubro, data em que é comemorado o Dia das Crianças. Esta é a terceira vez que Florianópolis sedia o evento, realizado em edições anteriores nas cidades de Fraiburgo, Abelardo Luz, Água Doce e Catanduvas.

O MST foi fundado há mais de 30 anos e defende a reforma agrária e a justiça social. “A transformação social é o objetivo do movimento, e ela passa pela educação e pelas conquistas do cotidiano, como o direito à terra e à educação”, afirma Elodir de Souza, coordenador estadual do setor de Educação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Bruna Bertoldi Gonçalves / Assessoria de Imprensa do Gabinete da Reitoria / UFSC
(48) 3721-4081 / bruna.bertoldi@ufsc.br

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Conferência na Pós-Graduação em Jornalismo aborda o silêncio na Comunicação

10/10/2013 17:35

Para o professor Tito Cardoso e Cunha, o silêncio não deve ser entendido como o contrário da comunicação. Foto: Henrique Almeida / Agecom / UFSC

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (Posjor) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoveu, no dia 7 de outubro, a conferência “O silêncio na comunicação”, ministrada pelo professor Tito Cardoso e Cunha, da Universidade de Beira Interior (UBI), de Portugal. Para o professor, o silêncio não deve ser entendido como o contrário da comunicação, de forma a caracterizá-lo como censura ou ocultação daquilo que é oprimido, uma vez que ele faz parte do diálogo e é necessário para que este se estabeleça.  “Na ausência do silêncio, a comunicação deixa de existir”, isto é, o silêncio pode assumir diversas leituras, que darão significação e sentido a uma determinada palavra.

Entre as muitas possíveis maneiras de lê-lo, Tito Cardoso destacou quatro. A primeira é o silêncio como dimensão informativa, a base para a comunicação, responsável pela separação dos momentos de fala e escuta, constituindo-se como única possibilidade do desvendamento do diálogo e da compreensão. O silêncio também pode ser lido como viabilizador de ritmos – integradas à música ou à palavra poética, por exemplo, as pausas são fundamentais para construir a significação, compreensão e assimilação do todo, de forma harmonizada e coerente.

A terceira forma é o silêncio como instrumento da psicanálise, quando assume uma imposição que, embora não sonora, transmite a significação do que não conseguia ser dito, exprimindo, assim, a manifestação de um segredo, e, muitas vezes, a pausa na interlocução comunica ainda mais do que palavras ou um grito de dor. Por último, o silêncio pode ser lido como reflexão, em que a ocultação também pode ser uma maneira de pensar sobre o próprio ser.

“Há significações que só pelo silêncio encontram a sua melhor expressão. Precisamos do silêncio para nos comunicarmos, e é com o seu resgate que a palavra se torna visível”, afirmou Tito Cardoso. Segundo o pesquisador, na realidade o silêncio nunca é total, há sempre sons “desorganizados” ao redor, que são os ruídos, criados pela própria sociedade contemporânea e utilizados como fuga da angústia gerada na solidão, supostamente imposta pelo silêncio. Esses sim seriam o oposto do silêncio, e não a comunicação. O ruído seria, portanto, a ausência do sentido, e o silêncio um modo de discurso que se articula à convivência transparente.

Sobre o palestrante

Tito Cardoso e Cunha estudou Filosofia nas universidades de Lisboa, Coimbra, Bruxelas e Louvain. Lecionou no Departamento de Filosofia da Universidade de Coimbra e nos de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa e da Beira Interior, além de ter sido professor visitante no Instituto de Estudos Europeus da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA).

Atualmente, tem se dedicado ao estudo de retórica e teoria da argumentação, e é autor de diversos livros, entre os quais “Argumentação e crítica” (Minerva, 2004) e “O silêncio na comunicação” (Livros Horizonte, 2005). Entre outras atividades, já foi orientador de doutorado do professor do curso de Jornalismo da UFSC, Eduardo Meditsch, em Portugal, e ainda é um pesquisador da língua hebraica – à qual se dedica há alguns anos.

Mais informações:

Fone: (48) 3721-6610
E-mails: posjor@contato.ufsc.br

Facebook: @posjorufsc
Twitter: @posjorufsc

 

Anaíra Sarmento/ Estagiária de jornalismo da Agecom/ UFSC/ Com informações do Posjor

anairasmsarmento@gmail.com

Claudio Borrelli / Revisor de Textos / Agecom / UFSC

claudio.borrelli@ufsc.br

Fotos : Henrique Almeida/ Agecom/ UFSC

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Evento na UFSC comemora centenário do poeta Vinícius de Moraes

10/10/2013 16:40

Nos dias 16 e 17 de outubro, o Núcleo de Estudos de Literatura, Oralidade e Outras Linguagens (NELOOL) e o Laboratório Floripa (LabFLOR) vão realizar a “Comemoração do Centenário de Vinícius de Moraes”, no Auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da UFSC.

O evento vai contar com mesas de discussão, exibição de filmes e documentários, apresentações musicais e intervenções artísticas sobre o tema. Os estudantes de graduação, pós-graduação, docentes e interessados podem se inscrever como ouvintes até o dia 16, pelo e-mail nelool.ufsc@gmail.com.

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TV UFSC faz cobertura do Workshop Tecnologia de Redes 2013

10/10/2013 16:32

O 2º Workshop de Tecnologia de Redes 2013 ocorre no auditório do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas da UFSC, de quarta-feira, 9 de outubro, até sexta-feira, 11. O evento é organizado pelo Ponto de Presença em Santa Catarina da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) em parceria com a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC/UFSC). O evento tem como objetivo promover o encontro dos gestores e técnicos da área de tecnologia de redes das instituições conectadas ao PoP-SC/RNP, REMEP-FLN e à RCT.
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Palestra sobre ‘Alterações Ambientais e o Homem’ será nesta sexta no MArquE

10/10/2013 16:30

O ciclo de palestras “Leia na sexta” traz nesta sexta-feira, 11 de outubro, às 14h, o professor João José Bigarella (UFPR-UFSC) para a palestra “Alterações Ambientais e o Homem”, no Auditório do Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE) da UFSC. O evento é gratuito e aberto ao público.
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Alunos de Artes Cênicas fazem leitura dramática no Teatro da UFSC

10/10/2013 15:19

Texto baseia-se na vivência e nas observações do autor Tobias Nunnes. Foto: Larissa Nowak

O Teatro da UFSC abre as portas para a leitura dramática do texto “Vip Lista Comanda”, trabalho da disciplina de Processos Criativos com Foco em Dramaturgia, do curso de Artes Cênicas da UFSC. A apresentação será no dia 13 de outubro, às 20h30min.

Além dos alunos da UFSC, também participam da leitura alunos de Artes Cênicas da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Paulo Pergher – ator de Florianópolis – e dois integrantes do grupo teatral mineiro Coletivo Quando Coisa:  Bárbara Carbogim e Marcelo Fiorin.

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Legislação prevê reconstrução mamária para pacientes de câncer

10/10/2013 14:22

Quando é diagnosticada com câncer de mama, a mulher precisa iniciar logo o seu tratamento, que pode ou não envolver intervenções cirúrgicas. Muitas pacientes precisam submeter-se a algum tipo de mastectomia – cirurgia de retirada total ou parcial das mamas – e, simultaneamente ao tratamento, restaurar os seios por meio da cirurgia para reconstrução mamária. O Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) realiza o procedimento. O processo acontece de acordo com a lesão, muitas vezes em etapas, incluindo o trabalho de profissionais como o cirurgião plástico e o mastologista. O objetivo é devolver a aparência natural aos seios e, com isso, elevar a autoestima da mulher.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2012, foram realizadas pelo SUS 1.392 reconstruções mamárias, a um custo de aproximadamente R$ 1,15 milhão. A reconstrução é prevista em lei desde 1999 para as mulheres que sofrerem a retirada total ou parcial da mama, decorrente de utilização de técnica de tratamento de câncer, inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em abril deste ano, a lei foi alterada para incluir que a reconstrução pode ser efetuada no momento da mastectomia. Dados da Sociedade Brasileira de Mastologia apontam que, das cerca de 20 mil mulheres operadas, menos de 10% saem dos centros cirúrgicos com os seios reconstruídos.

O chefe do Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados do HU, Jorge Bins Ely, explica que foi feito um cadastramento de centenas de pacientes no ano passado para receberem a cirurgia, mas o hospital precisa de mais profissionais para realizar todas elas. “Hoje há 247 mulheres aguardando a sua vez de receber uma reconstrução mamária pelo HU. O Serviço de Cirurgia Plástica está entre os 10 melhores do Brasil, estamos cada vez mais aumentando o número dessas cirurgias”, explica Ely.

No ano passado, o HU realizou, com o apoio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), 59 cirurgias de reconstrução mamária em um mutirão, que envolveu, além dos médicos residentes e da equipe de professores, cirurgiões plásticos voluntários. O professor Ely acrescenta que, independente do mutirão, as cirurgias continuam acontecendo. “Não é pelo fato de ter o mutirão que estamos fazendo essa cirurgia. Fazemos toda semana, normalmente pelos médicos residentes, no terceiro ano de Cirurgia Plástica, sob supervisão direta do staff [equipe de professores]. Oferecemos o serviço, há uma fila grande, mas não está parada, ela anda”, enfatiza.

Ely é enfático a respeito das cirurgias de reconstrução que ocorrem ao mesmo tempo que a mastectomia. “Pessoalmente, sou contra, porque faz parte da mudança de autoimagem a pessoa ver o que ficou. A paciente tem que se ver sem a mama. Além disso, um diagnóstico definitivo, com o exame patológico completo, com contraste, leva até uma semana. É ideal esperar esse tempo, pois pode-se acabar retirando menos do que o necessário e o câncer voltar”, argumenta.

O cirurgião plástico Rodrigo d’Eça Neves, professor Titular de Cirurgia Plástica da UFSC, afirma que o processo de reconstrução depende do estágio no qual a lesão é descoberta.

Há quatro possíveis cenários nos quais a cirurgia plástica pode ajudar, conforme enumerado pelo especialista. O primeiro, quando a descoberta é precoce, demanda a retirada de um pequeno segmento da mama, que é corrigido na mesma cirurgia. O segundo, quando a lesão é maior, mas permite a manutenção de pele e aréola, o que possibilita a reconstrução do seio no mesmo ato da retirada, podendo utilizar diretamente uma prótese mamária ou não. A terceira situação, que demanda que hajam cirurgias separadas, acontece quando há maior retirada de pele com manutenção ou não da aréola. Para isso, é preciso utilizar um expansor de pele, que fica no local da mama até que possa ser substituído pela prótese definitiva. Já o quarto cenário, que também precisa de mais de uma cirurgia, ocorre quando é retirada muita pele, sem possibilidade de distensão.

“Nesse último caso, se utiliza o retalho do músculo grande dorsal [costas da paciente], com ilha de pele para cobrir a prótese mamária, que fará o volume. Da mesma forma, quando se retira também o músculo peitoral da mama, e uma grande porção de pele, utiliza-se o retalho abdominal que leva um bom volume de pele e evita o uso de prótese”, explica o cirurgião. Neves acrescenta que há também o uso da tatuagem, para devolver a pigmentação à aréola do seio, principalmente em caso de perda da cor da pele transplantada, o que pode ocorrer com o tempo.

O médico destaca que a cirurgia plástica brasileira continua sendo referência. “Estas opções são as melhores técnicas que existem. Muito nos orgulha o fato do Brasil ser proa da cirurgia plástica mundial. Temos melhor qualidade individual por cirurgião, mas perdemos no número de cirurgias para os Estados Unidos, pelo melhor poder aquisitivo norte-americano”, complementa.

Limitações

Apesar de ser garantida por lei, a cirurgia de reconstrução nem sempre é buscada. “Algumas [pacientes] por qualquer motivo, não desejam realizar nenhuma cirurgia. Outras, têm o desejo e não buscam socorro por medo ou desconhecimento. As instituições oferecem este tratamento, mas elas têm capacidade de absorção reduzida, o que gera um pré-agendamento, às vezes de espera prolongada. O mesmo serviço que se ocupa destas correções atende outras patologias, muitas delas mais urgentes”, detalha o cirurgião.

Neves deixa o seu recado às mulheres com câncer de mama que porventura tenham abalada a sua autoestima: não tenham vergonha. “As pessoas somente devem ter vergonha daquilo que fazem de forma intencional ou omissa e não de um mal desagradável que lhes acometam”, finaliza.

Mais informações:
Página do Instituto Nacional do Câncer sobre o Outubro Rosa
Envie um e-mail para o Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados (HU)
Infográfico em vídeo com técnicas de reconstrução mamária
Teste seus conhecimentos: Mitos e verdades sobre o câncer de mama

 

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista da Agecom/UFSC

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Mastologista tira dúvidas sobre prevenção e tratamento do câncer de mama

10/10/2013 14:19

A mastologia é uma especialidade relativamente nova na medicina, voltada à saúde das mamas. Surgiu há cerca de 25 anos com o desenvolvimento de novas técnicas para o tratamento do câncer de mama. Braulio Leal Fernandes, médico mastologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) e vice-presidente da Regional Catarinense da Sociedade Brasileira de Mastologia, esclarece que ainda é pequeno o número de profissionais dessa área em Santa Catarina. Segundo ele, dos 40 médicos associados no estado apenas 16 são registrados no Conselho Regional de Medicina como mastologistas. Esse número reduzido é um dos motivos pelos quais a prevenção do câncer de mama começa nas consultas de rotina.

“A prevenção pode perfeitamente ser feita pelo médico da família, ginecologista, clínico geral, geriatra. Eles fazem o exame clínico da mama no consultório e encaminham para os exames de imagem. Se houver uma alteração, a paciente procura o mastologista, que é o especialista em fazer o diagnóstico e verificar se é o caso de fazer o tratamento ou não”, explica Fernandes.

O médico enfatiza que é preciso identificar pequenas alterações na mama e realizar os exames preventivos periodicamente. “Com o diagnóstico precoce temos condições de reduzir a mortalidade e também a agressividade do tratamento. Se o nódulo é pequeno, com menos de dois centímetros, temos chance de mais de 90% de cura”, ressalta.

O HU conta com três médicosmastologistas. Participam das atividades relacionadas às mamas também nove residentes de ginecologia e estudantes do quinto e sexto ano de Medicina. A equipe divide-se em atividades de diagnóstico, como a realização de ultrassonografias e mamografias, e procedimentos de punção de mama, para analisar os tecidos de nódulos e assim investigar lesões. Além disso, as cirurgias de retirada das mamas – mastectomias – e as reconstruções das mamas também são oferecida pelo HU.

Fernandes explica que a reconstrução pode ser feita tanto por um mastologista como por um cirurgião plástico. “Tanto um como o outro são habilitados pelo Conselho Federal de Medicina para fazer a reconstrução. Nada impede também de estarem os dois profissionais atuando ao mesmo tempo. Aqui no HU temos um bom convívio com a cirurgia plástica e costumamos encaminhar as reconstruções para eles, mas em hospitais que não contam com cirurgiões plásticos, são os mastologistas que fazem,” salienta.

Rotina de prevenção

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que mais de 52 mil novos casos de câncer de mama surjam em 2013. Fernandes acrescenta que 1,6 mil casos estão previstos para Santa Catarina e, por ano, no Brasil, a mortalidade chega a 10 mil óbitos. O médico reforça que, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, os procedimentos de prevenção começam a partir dos 20 anos de idade, com o exame clínico anual das mamas. Se não há sintomas, quando chegar aos 40 anos de idade, além do exame clínico, a mulher passa a fazer uma mamografia uma vez ao ano e permanece nessa rotina até os 69 anos, quando poderá ser avaliada a necessidade de continuar com as mamografias. Se não há suspeitas, ela pode passar a fazer os exames a cada dois anos.

“É importante lembrar que a incidência do câncer de mama aumenta com a idade. Existe comprovação científica que, dos 40 aos 69 anos a mamografia ajuda as pacientes com melhora de sobrevida, ou seja, ela salva vidas. Nesse grupo, a redução da mortalidade que a mamografia traz para as pacientes que desenvolvem o câncer é da ordem de 20 a 30%”, detalha Fernandes.

Essa rotina é recomendada para pacientes de baixo risco, que não têm qualquer queixa de dor ou nódulos nas mamas. Há um grupo menor, de alto risco – quem tem histórico familiar, biópsia de mama com alto risco de desenvolver câncer, obesidade, tabagismo, não pratica atividade física. Esse grupo precisa começar a prevenção com mamografias mais cedo.

“Quem tem casos na família em parentes de primeiro grau (mãe, irmã), que desenvolveu a doença na pré-menopausa, ou quem já tem nódulos e fez biópsia com achados que indicam que aquela mama tem um risco muito grande de vir a desenvolver câncer precisa de um acompanhamento mais intenso. É recomendado começar o rastreamento uns 15 anos antes do familiar acometido. Se a mãe teve a doença aos 45, a filha vai começar o acompanhamento aos 30”, destaca o especialista.

Homens também precisam estar atentos. Fernandes explica que já tratou casos de lesões em mamas masculinas no HU. “A maioria dos casos são ligados à herança genética. O risco de um homem com casos na família desenvolver câncer de mama é 6 a 8%, enquanto que o da mulher é 60 a 80%. Se não há a questão genética, as chances diminuem bastante”, compara. O especialista ressalta que portadores da ginecomastia – condição masculina que ocasiona o crescimento das mamas – têm risco aumentado de desenvolver o câncer em cerca de 6 vezes.

Também é possível prevenir o câncer de mama com alimentação saudável, atividade física, amamentação e combate à obesidade. Fernandes afirma que o aleitamento, que é recomendado manter de forma exclusiva até o sexto mês do bebê, pode continuar, com o benefício de reduzir o risco de câncer de mama para a mãe em torno de 4% por ano de amamentação. 

 

Mais informações
Sociedade Brasileira de Mastologia

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: câncer de mamaOutubro RosaUFSC

Pesquisadores da UFSC acompanham dieta de pacientes de câncer de mama

10/10/2013 14:18

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que é possível evitar 28% dos casos de câncer de mama por meio da atividade física, alimentação saudável e o controle do peso corporal. Esses fatores – em especial a alimentação – incentivaram alunos e docentes do curso de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) a pesquisar a respeito dos diferentes aspectos de como a qualidade da dieta pode influenciar o desenvolvimento do câncer e o bem estar do paciente durante o tratamento da doença.

A pesquisa, liderada pelas professoras Patrícia Faria Di Pietro e Francilene Kunradi, é realizada desde 2006 com mulheres portadoras de câncer de mama, em tratamento no Hospital Carmela Dutra, em Florianópolis. Os estudos envolvem membros do Grupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo (GENEO) e já deram origem a várias publicações acadêmicas, inclusive seis dissertações de mestrado.

Além de levantar dados, os pesquisadores acompanharam as pacientes antes e depois do início do tratamento oncológico com questionários e fornecendo orientações. Um dos artigos produzidos pelo grupo foi publicado no ano passado, na revista internacional Nutrición Hospitalaria. O estudo detalha os resultados do acompanhamento com 133 pacientes, entre outubro de 2006 e junho de 2010.

O fator nutricional foi determinante para a identificação de hábitos considerados nocivos à saúde e que podem conduzir à formação de câncer. Os resultados demonstram que 89% das pacientes declararam ter uma dieta altamente calórica (mais de 125 calorias por 100g de alimento). O consumo de vegetais foi menor que a quantidade recomendada para 51% das participantes, e 47% declararam ingerir carne e embutidos acima do limite aconselhado.

Kunradi afirma que seguir algumas recomendações alimentares pode ajudar a efetividade do tratamento de câncer e manter uma alimentação saudável após o tratamento pode contribuir para diminuir a chance de a doença voltar. “Ter uma alimentação saudável durante o tratamento oncológico – consumir pelo menos 400g/dia de frutas, verduras e legumes e limitar o consumo de carnes vermelhas para no máximo 500g/semana – pode auxiliar na redução do aumento do peso corporal e da concentração de radicais livres no sangue”, recomenda.

Atividade Física

O estudo também identificou fatores como o sedentarismo e a obesidade entre as pacientes. A maioria, 80% das mulheres entrevistadas, não praticava atividade física e 35% eram obesas. O risco de desenvolver câncer é maior se a mulher tem excesso de peso durante a menopausa. Nessa fase, segundo informações do guia para a prevenção do câncer de mama publicado pelo Instituto Arte de Viver Bem, o tecido gorduroso passa a produzir hormônios, o que incita uma multiplicação acelerada das células mamárias.

A publicação também aponta que hábitos como o tabagismo e a ingestão frequente de bebidas alcoólicas podem influenciar a formação de lesões nas mamas. A recomendação é limitar o consumo de álcool a uma única dose, três dias por semana. Quanto ao cigarro, que já está associado a muitos tipos de câncer, orienta-se eliminar de vez o vício e ficar longe das baforadas de fumantes, uma vez que pesquisas também apontam risco para o fumante passivo.

Garra e determinação

As impressões do grupo de pesquisa da UFSC que vem trabalhando com as pacientes de câncer de mama são muito positivas. Kunradi diz que a adesão das mulheres participantes foi imediata. “Elas se dispuseram a fazer de tudo o que pudesse ajudar a combater o câncer e diminuir a chance dos tumores voltarem”, enfatiza a pesquisadora.

“Foi muito gratificante ter tido a oportunidade de participar desta pesquisa em função principalmente da garra e força destas mulheres durante o tratamento. Embora acometidas pela doença e pelos efeitos colaterais da quimioterapia, a maioria enfrenta a fase do tratamento com muita motivação pela expectativa de cura”, complementa Kunradi.

Mais informações

Artigo com a pesquisa realizada pelos alunos e docentes da UFSC (em inglês)
Site do Relatório sobre nutrição e câncer do Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer(World Cancer Research Fund)
Site do Instituto Arte de Viver Bem

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista da Agecom/UFSC

Tags: câncer de mamaOutubro RosaUFSC

Voluntária e ex-aluna da UFSC conta a sua história com o câncer de mama

10/10/2013 14:13

Portadora da doença recomenda apoio familiar e autoestima elevada contra o câncer

Ronilda ao lado da filha durante a caminhada do Outubro Rosa, realizada no último dia 20. Foto: Summer Floripa / Divulgação AMUCC

Ronilda Vieira formou-se em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 1976 e, trinta anos depois, recebeu um diagnóstico de câncer de mama. Fez cirurgia, ficou careca em consequência da quimioterapia, tomou remédios e recuperou-se. Sua principal estratégia foi a de manter-se positiva – antes e durante o tratamento. Hoje, a doença está em remissão, e Ronilda atua na Associação Brasileira de Portadores de Câncer (AMUCC), como vice-presidente, para incentivar a prevenção e conseguir que mais pessoas tenham acesso aos exames que identificam os tumores.

A ultrassonografia de mama virou sua rotina anual a partir dos 40 anos de idade, e, quando completou 50, Ronilda passou a fazer mamografia também. Aos 54, a médica desconfiou, e uma investigação mais profunda diagnosticou nódulos nos dois seios da paciente, que, após nova análise, descobriu que tinha câncer na mama esquerda. “Eram muito pequenos:  um tinha algo em torno de três milímetros; e outro, menos de nove”, conta. Mesmo assim, foi necessário retirar toda a mama afetada, e a mastectomia aconteceu simultaneamente à reconstrução.

Ronilda estava na idade de risco, mas não fumava, não bebia álcool em excesso e amamentou os dois filhos. Todo ano ela reserva o mês do seu aniversário para fazer todas as consultas e exames de rotina, o que ela diz que é o seu presente para si mesma. “Eu sabia que podia acontecer comigo, óbvio; pode acontecer com qualquer pessoa.  Mas tinha o colesterol controlado, não tive casos na família, sempre comi muita fruta e verdura. Eu levei um susto. Quem não leva?”, questiona.

Diagnóstico

Quando soube da doença, guardou segredo para não estragar a festa de formatura da filha, que se graduava em Farmácia; o único que sabia era o marido. “Só contei para ele porque eu estava toda espetada, cheia de curativos”, relata. A cirurgia foi adiada ainda mais porque ela desenvolveu uma pansinusite – inflamação de todas as cavidades do crânio. “Sabe o que é isso? Eu fui atrás de médico, e não havia quem resolvesse. Até que uma neurologista me atendeu, à noite, e ela já fez um monte de avisos, que eu não tinha condições de fazer cirurgia”.

Depois que deu a notícia aos filhos, Ronilda percebeu que a reação foi fria, o que a deixou assustada. “Sabe como é família que se acha preparada? Que reage a tudo muito friamente? Eles me diziam ‘tudo bem, isso tem cura’”, lembra. Até que um dia ela precisou desabar, e veio o alívio ao saber que não estava sozinha. “Eu já estava em tratamento, e foi a primeira vez que eu chorei muito; eu aquela angústia. Estava com medo, mesmo”, confessa. Nesse dia seus filhos choraram e disseram que também estavam com medo.

“É bom chorar, o choro alivia. Se tem alguém com câncer, vai lá, abraça forte, chora junto, fala para ele ‘eu também estou sofrendo, mas nós vamos enfrentar isso juntos; tenho certeza de que vamos sair dessa’. Deve-se dar a chance à pessoa de desabafar contigo. Se você fica muito fria, a pessoa não se sente nem com coragem de desabar”, opina.

Quando pôde ser operada, Ronilda ficou 11 horas na sala de cirurgia. A reconstrução foi feita utilizando músculo das costas e prótese de silicone. Ela diz que a necessidade de adiar em mais de um mês a mastectomia foi positiva. “A grande vantagem foi ter esperado, porque eu tive tempo de pensar em tudo, sem ter que fazer às pressas. Fui elaborando, sem ir naquele pavor para a cirurgia”, ressalta.

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Tags: câncer de mamaOutubro RosaUFSC

Edição especial da revista eletrônica In-Traduções é dedicada à localização de games

10/10/2013 10:56

A In-Traduções, revista eletrônica que faz parte do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC, lançou uma edição especial dedicada ao assunto “Games e Tradução”, organizada pelas pesquisadoras Cristiane Denise Vidal e Viviane Maria Heberle.
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Tags: Games e TraduçãoPrograma de Pós-Graduação em Estudos da Traduçãorevista In-TraduçõesUFSC

Segesp informa: servidores devem criar e-mail UFSC para confirmar as capacitações

09/10/2013 16:55

A Coordenadoria de Capacitação de Pessoas (CCP), da Secretaria de Gestão de Pessoas (Segesp), alerta a todos os servidores da UFSC da necessidade de criar e utilizar o e-mail institucional (@ufsc.br) para se comunicar com a CCP, que organiza e promove os cursos.

Devido a problemas com servidores de e-mail não institucionais, por vezes considerados não confiáveis, a comunicação referente à seleção e confirmação de participantes em cursos de capacitação oferecidos pela CCP tem sido prejudicada. A CCP não se responsabiliza por falhas na comunicação realizada através de e-mails não institucionais.

Caso deseje alterar seu e-mail para contato, deve-se solicitar à Divisão de Cadastro e Arquivo da Segesp e efetuar a atualização de dados no SGCA (Sistema Gestor de Capacitação).

Mais informações:
Coordenadoria de Capacitação de Pessoas-CCP – (48) 3721-9690 | ccp.ddp@contato.ufsc.br

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Sepex 2013: oficina de bioconstrução neste sábado irá preparar espaço Geodex

09/10/2013 15:19

Como parte da programação da Semana de Pesquisa, Ensino e Extensão da UFSC 2013, estudantes do curso de Engenharia Sanitária promovem neste sábado, 12 de outubro, a Oficina de Bioconstrução da Geodex. O curso é gratuito, aberto à comunidade e será ministrado pelo Engenheiro Agrônomo Percy Ney, do Instituto ÇaraKura. As atividades começam às 8h30min em frente ao Centro de Convivência da Universidade Federal de Santa Catarina.

A ideia é reeditar a experiência bem sucedida na Sepex de 2012 e oferecer um espaço transdisciplinar bioconstruído em bambu. Nele poderão ser criadas atividades de formação, capacitação, experimentação, inovação, trocas de saberes e de vivências humanizadoras, emocionais e espirituais, de boas práticas locais e globais visando a cooperação para a sustentabilidade.

Os pesquisadores do Grupo Transdisciplinar de Pesquisas em Governança da Água e do Território (GTHidro) e Grupo de Educação e Estudos Ambientais (GEABio) trarão o biomaterial coletado, os bambus “Bambusa tuldoides”. Os organizadores solicitam aos participantes que colaborem trazendo materiais para a construção: câmera de pneu de borracha, garrafas PET, chave de fenda, alicate, extensão, furadeira, broca n° 8, tesouras afiadas. Participantes podem trazer também água, frutas e outros alimentos para partilhar.

Programação: 

8h30min – Café coletivo
9h – 12h – Oficina
12h – 13h – Almoço
13h – 18h – Oficina
18h – Celebração

Mais informações no site: http://www.geodex.ufsc.br/?page_id=158
E no evento: https://www.facebook.com/events/633037270051015/?ref=ts&fref=ts

Tags: GeodexSepex 2013UFSC

Cursos da UFSC avaliados no Enade mantêm boa colocação da Universidade

09/10/2013 15:17

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira, 7 de outubro , o resultado do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) realizado em 2012. O Enade é um teste do Governo Federal, que tem como objetivo avaliar as redes de ensino públicas e privadas, por meio de provas aplicadas aos estudantes do primeiro e último ano de cada curso. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve 11 de seus cursos presenciais avaliados: Administração, Direito, Ciências Econômicas, Psicologia, Ciências Contábeis, Design, Design de Produto, Design de Animação, Secretariado Executivo, Relações Internacionais e Jornalismo. Da Educação a Distância (EAD) quatro cursos foram avaliados: Administração Piloto, Administração UAB, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas.
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Tags: DENEnadeprogradUFSC

Presidente do Grupo de Estudos de Astronomia participa do Fronteiras do Pensamento 2013

09/10/2013 14:43

O presidente o Grupo de Estudos de Astronomia (GEA) da UFSC, professor Adolfo Stotz, participa do Fronteiras do Pensamento Santa Catarina 2013, evento no qual debaterá com o físico Marcelo Gleiser sobre as origens dos seres e do universo. Sua participação será nesta quarta-feira, 9 de outubro, na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), após conferência de Gleiser. O público também poderá interagir no debate enviando perguntas aos intelectuais.

Esta será a última conferência desta terceira edição do ciclo de altos estudos Fronteiras do Pensamento Santa Catarina. O ciclo de palestras foi aberto na segunda-feira pelo colombiano Enrique Peñalosa, com o tema “uma cidade mais sustentável”. Na terça, o palestrante foi o psicanalista freudiano Contardo Calligaris.

Físico Marcelo Gleiser participa da terceira edição do Fronteiras do Pensamento. Foto: divulgação

O tempo total de palestra é de uma hora e meia com espaço aberto ao público para participar com perguntas aos conferencistas. O Fronteiras do Pensamento é um projeto cultural múltiplo que aposta na liberdade de expressão intelectual e na educação de qualidade como ferramentas para o desenvolvimento. O evento reúne intelectuais renomados, nacionais e internacionais, que possuem abordagens singulares em suas áreas de conhecimento, provocando reflexão sobre tendências e ideias da atualidade.

Mais de 150 conferências do Fronteiras do Pensamento já foram assistidas por milhares de espectadores em diversas cidades brasileiras. Há sete anos em Porto Alegre, além de três em São Paulo, Florianópolis e agora também em Salvador, o evento já contou com a participação de pensadores como o político Mario Vargas Llosa, o escritor Tom Wolfe e o sociólogo Edgar Morin.

Nos palcos da edição catarinense já passaram a oceanógrafa Sylvia Earle, o filósofo Luc Ferry, a jornalista Åsne Seierstad, o escritor Fernando Gabeira, o cineasta Peter Greenaway e o filosofo Michel Onfray.  O Fronteiras do Pensamento Santa Catarina 2013 é uma realização da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Fecomércio, Sesc e Senac apresentam o Fronteiras, e o patrocínio é da Tractebel Energia e Pedra Branca.

Sobre o palestrante

Marcelo Gleiser vem a Florianópolis com o Fronteiras do Pensamento para ministrar palestra sobre “A origem do Universo”. Talvez o personagem científico mais conhecido do Brasil, Gleiser ganhou projeção por sua coluna na Folha de São Paulo, participação no Fantástico e em diversos programas de televisão ao redor do mundo.

Entre os assuntos comentados por Gleiser na atualidade está a sua ideia da simetria imperfeita. A publicação do seu livro “Criação Imperfeita” abre o debate sob uma ótica da estética da imperfeição e das assimetrias. Com isso, o físico demonstra sua preocupação em abandonar a ideia que vem desde a antiguidade de que há uma perfeição por trás das coisas, que, para ele, seria uma contaminação do pensamento religioso sobre o científico.

Na contramão, Gleiser diz que o sentido da vida é a imperfeição, que justifica e valoriza nossa existência. A ideia de Gleiser é que por trás dos processos da natureza, nota-se a importância da imperfeição. Isso porque o que é perfeito não muda. O desequilíbrio é necessário para as coisas acontecerem. Assim a mola propulsora da criatividade da natureza seria o desequilíbrio que vem da imperfeição que existe na natureza.

Um exemplo, segundo Gleiser, é a colisão do asteróide que foi responsável pela extinção dos dinossauros. No momento em que os dinossauros desapareceram, novas condições foram criadas para que os mamíferos se desenvolvessem, e consequentemente os humanos também.

Colunista da Folha de S. Paulo, Gleiser também é autor de “A Dança do Universo” e “O Fim da Terra e do Céu”, ambos vencedores do prêmio Jabuti, e é conhecido por aproximar a física de leitores comuns. Gleiser também atua como professor titular de física e astronomia no Dartmouth College, nos Estados Unidos, e desde 2007, é membro da Academia Brasileira de Filosofia.

Serviço:

 

O que: Fronteiras do Pensamento.

Quando: 9 de outubro.

Início: 20h.

Onde: Auditório da Fiesc (Rod. Admar Gonzaga, 2765 – Itacorubi -Florianópolis – SC).

Quanto: Preço por palestra: Inteira: R$ 40/ meia: R$ 20 – ingressos podem ser adquiridos pela Blueticket. Estudantes, professores e portadores de necessidades especiais têm direito à meia-entrada. Descontos de 50% para clientes do SESC que apresentarem carteirinha e para membros da Associação dos Moradores da Pedra Branca. A meia-entrada pode ser adquirida apenas pelo ponto de venda físico, no quiosque da Blueticket no Beiramar Shopping.

Mais informações:
(48) 4062-0065
Site: http://www.fronteiras.com/
E-mail: floripa@fronteiras.com

Tags: Fronteiras do PensamentoUFSC