Reitora e vice-reitora concedem primeira coletiva à imprensa nesta sexta

09/05/2012 13:49

A reitora Roselane Neckel e a vice-reitora Lúcia Helena Martins Pacheco,  concedem a primeira coletiva à imprensa nesta sexta-feira, dia 11 de maio, a partir das 16h30min, na Sala dos Conselhos da UFSC

Contatos e informações pelos telefones 3721-9601  (Agecom) ou 3721-9596 e 3721-4082 ( Gabinete do Reitor)

Tags: primeira coletivareitora e vice-reitoraSala dos Conselhos

Projeto prevê plantio de 60 mil mudas de flores ornamentais na Universidade

09/05/2012 13:07
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Aprofundar os conhecimentos dos estudantes de Agronomia e Arquitetura sobre o uso e preservação de plantas ornamentais é um dos objetivos da ação

O  professor Alvaro Prata dará início, na quinta-feira, 10/05, ao projeto Flor no campus, iniciativa que pretende produzir, no mínimo, 60 mil flores e arbustos ornamentais nos campi da Trindade e Sul da Ilha. As primeiras mudas serão plantadas pelo reitor e diretores dos centros por volta das 15 horas.

O projeto tem como objetivos a arborização dos campi; tornar os campi mais agradáveis por meio de um visual mais atrativo; estimular o uso de plantas mais adaptadas às condições dos campi, reduzindo os custos da manutenção dos jardins; e aprofundar os conhecimentos dos estudantes de Agronomia e Arquitetura sobre o uso e preservação de plantas ornamentais.

O plantio simbólico das primeiras mudas será nos canteiros do estacionamento da reitoria e na rótula em frente ao Centro de Eventos. Em seguida, funcionários da Prefeitura Universitária irão plantar o restante das 500 mudas iniciais.

As mudas foram produzidas por três estudantes haitianos que fazem estágio com o professor Ênio Pedrotti – um dos organizadores da ação – e pelos alunos da disciplina de Floricultura do curso de Agronomia da UFSC.

Mais informações com o professor Ênio: (48) 3721-8220.

Por Nayara Batschke, bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: 60 mil mudasplantio flores ornamentaisUFSC

Núcleo de Desenvolvimento Infantil completa 32 anos

09/05/2012 12:20

O Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC celebrou no dia 8 de maio seu aniversário de 32 anos, e para comemorar foram realizadas duas confraternizações: às 11h para as crianças da manhã e às 17h para a turma da tarde.

 

O encontro reuniu alunos, pais e professores em um momento com dança, música e teatro, comandado pelo Grupo Cultural Roda Viva. A apresentação atraiu a atenção das crianças e aproximou os pais do ambiente escolar. A coordenação do Núcleo aproveitou a data para inaugurar dois decks construídos recentemente, que servirão para dar mais comodidade aos usuários. O NDI atende cerca de 240 crianças, filhos de professores, alunos e servidores técnico-administrativos da UFSC.

 

Mais informações: (48) 3721-9432 ou 3721-9906 e ndi.ufsc.br

 

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo na Agecom

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O encontro reuniu alunos, pais e professores em um momento com dança, música e teatro, comandado pelo Grupo Cultural Roda Viva - Fotos: Brenda Thomé/Agecom

Tags: NDI

Oficina “Como estudar?”

09/05/2012 11:31

O Apoio Pedagógico da UFSC está oferecendo a oficina “Como estudar?”. O evento trará as professoras Silvia Patrícia Cavalheiro de Andrade e Priscilla Lourenço Pinheiro para dar dicas que facilitem o dia a dia dos alunos de graduação.

São duas turmas: uma das 18h30 às 20h, nos dias 16 e 17 de maio (turma 1) e outra das 14h às 15h30, nos dias 17 e 18 do mesmo mês (turma 2). Para participar os alunos devem enviar e-mail para oficinaapoioturma01@gmail.com ou oficinaapoioturma02@gmail.com, de acordo com a turma que pretende integrar, com nome completo, telefone para contato, curso de graduação e fase atual. O aluno inscrito deverá aguardar o e-mail de confirmação para participar da oficina.

Mais informações: 3721-8248 ou www.apoiopedagogico.ufsc.br

Tags: apoio pedagógico

Seminário Fazendo Gênero tem concurso de marca

09/05/2012 10:46

Os desafios atuais dos feminismos é o tema do Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 e também o ponto de partida para a criação de propostas de marca e layout para o evento. Estudantes da UFSC e da Udesc de Artes Cênicas, Artes Visuais, Arquitetura e Urbanismo, Cinema, Design, Jornalismo e Moda podem participar do concurso, que escolherá a identidade visual do Seminário que acontece em agosto de 2013. As inscrições, gratuitas, estão abertas até 21 de maio deste ano.

Os arquivos deverão ser entregues em CD ou DVD no formato PDF e em versão impressa (papel couché 120 g/m², A4) em cores, juntamente com cinco cópias impressas da justificativa conceitual do projeto para avaliação da comissão de seleção. O autor da marca escolhida receberá prêmio de R$ 400,00 em dinheiro.

Acesse o edital aqui.

Mais informações: (48) 3721-6440 e www.fazendogenero.ufsc.br

 

Sobre o tema do Seminário Internacional Fazendo Gênero 10
A concepção geral do Seminário Internacional Fazendo Gênero 10 reconhece que muitas foram as conquistas obtidas pelos movimentos feministas no decorrer do século XX e na primeira década do século atual. Mas, apesar desses avanços, num contexto marcado pelas peculiaridades do processo de globalização, se reconhece também que muitos obstáculos persistem, alguns se re-configuraram, enquanto outros emergiram, exigindo por isso mesmo o debate em torno dos Desafios Atuais dos Feminismos: baixa participação das mulheres nas instâncias de poder político; desigualdades de gênero no âmbito do trabalho e da distribuição de renda; luta pelo aborto; enfrentamento das violências domésticas e institucionais de gênero; situação das mulheres nos contextos pós-coloniais e transmodernos; lutas pela equidade em saúde; direitos LGBTTT; efeitos de subordinação das interseções de gênero, classe, gerações e
raça/etnia; assimetrias de gênero no âmbito da participação das mulheres na produção do conhecimento científico.

 

 

Tags: designFazendo Gênero

Nova reitora da UFSC assume nesta quinta

09/05/2012 09:08
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No discuso da cerimônia de posse em Brasília, Roselane Neckel disse que irá priorizar a extensão. Foto: João Neto (MEC)

Está marcada para esta quinta, 10 de maio, às 19h, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos, a posse das novas reitora, Roselane Neckel, e vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina, Lúcia Helena Martins Pacheco. A transmissão dos cargos será feita pelo atual reitor da UFSC, Alvaro Toubes Prata, à frente da UFSC desde 2008 e que assumirá, ainda este mês, o comando da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A cerimônia será acompanhada ao vivo pela TV UFSC.
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Tags: administraçãoreitoraRoselane

Fundação Carlos Chagas anuncia concurso que valoriza experiências docentes

08/05/2012 17:20

Incentivo a quem ensina a ensinar. Esta é a missão do Prêmio Professor Rubens Murillo Marques, promovido pela Fundação Carlos Chagas, que está com as inscrições abertas até 15 de agosto. Pelo segundo ano consecutivo, o concurso busca revelar os melhores trabalhos realizados por docentes de Licenciatura na formação de professores para o ensino básico.

Podem ser inscritas as experiências concluídas do ano passado até junho deste ano e comprovadas por documentos – relatórios de obtenção de créditos na disciplina em questão, avaliações e provas aplicadas durante a execução do projeto, depoimentos em vídeo dos participantes ou trabalhos e atividades realizadas pelos alunos do ensino básico.

O julgamento será feito por uma Comissão de Especialistas, constituída pela FCC, que vai avaliar os trabalhos conforme a adequação entre os objetivos e as ações desenvolvidas visando à aprendizagem. Serão contemplados até três indicados e cada um receberá um prêmio de R$ 30 mil, diploma, troféu e publicação do projeto premiado na coleção Textos FCC e no site da Fundação.

As inscrições poderão ser feitas até o dia 15 de agosto pelo site, que disponibiliza também o regulamento.

Vencedores de 2011

Em 2011 foram premiados o professor Bruno Monteiro, da Universidade Federal de Lavras, e a professora Marli Batista Ávila, da Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo.

“A inserção do tema da educação em ciências, em espaços não formais, na formação de professores de ciências e química” foi o tema abordado pelo professor Bruno Monteiro, que se destacou pela iniciativa de levar a educação em ciências para espaços culturais e informais como Museus de História Natural, Centros de Ciências, Centros Tecnológicos, entre outros.

Já a professora Marli Batista Ávila apresentou o desafio de ensinar música – prática, aliás, que passa a ser obrigatória no Ensino Básico a partir de 2012 – como componente indispensável na formação do ser humano, tanto na ação prática como na fundamentação teórica e contextualizada no tempo e espaço. Esta é a proposta de seu projeto intitulado “Uma opção metodológica para o ensino da música na escola brasileira”.

Tags: docentesUFSC

Palestra sobre bolsa de estudos no Japão acontece nesta quinta

08/05/2012 16:10

Acontece nesta quinta-feira, 10 de maio, às 14h a palestra que vai esclarecer sobre o programa do Governo do Japão que está oferecendo bolsas de estudos a estudantes brasileiros. O evento ocorrerá no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e tem como público prioritário alunos de graduação e pós-graduação.

A palestra é uma iniciativa do Consulado Geral do Japão em Curitiba e será ministrada por Claudio Ushiwata, ex-bolsista do Programa. No local serão disponibilizados flyers e demais materiais informativos sobre o assunto.

Mais informações:

http://www.curitiba.br.emb-japan.go.jp/index.html

E-mail:  dearti@reitoria.ufsc.br

Telefone: 3721 8225

Fonte: Sinter.

Tags: bolsa de estudosgraduaçãoJapãopós-graduaçãoUFSC

6th Congress of the International Society of Nutrigenetics/Nutrigenomics (ISNN)

08/05/2012 14:54

Estão abertas as inscrições para o “6th Congress of the International Society of Nutrigenetics and Nutrigenomics (ISNN)”, que será realizado no Centro de Convenções Rebouças, São Paulo, entre os dias 18 e 21 de novembro. O prazo para envio de trabalhos termina em 25 de julho.

Confira a programação aqui.

Informações e inscrições pelo site www.isnnbrazil.org.br.

Tags: inscrições de trabalhosISNNUFSC

Alvaro Prata assume cadeira na Academia Brasileira de Ciências

08/05/2012 10:00

Está marcada para as 19h30min desta terça-feira, dia 8, a posse do professor Alvaro Toubes Prata, atual reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, na Academia Brasileira de Ciências (ABC). Ele assumirá junto com outros 24 pesquisadores e cientistas, e será o titular da cadeira de Ciências da Engenharia, tendo como suplentes os professores João Fernando Gomes de Oliveira e Victor Carlos Pandolfelli. A solenidade será realizada na Escola Naval, localizada na avenida Almirante Sylvio de Noronha, no Rio de Janeiro.

A posse dos novos membros titulares e correspondentes se dá dentro da programação da Reunião Magna 2012 da ABC, que começou hoje e se estende até quarta-feira na sede da entidade, no Rio. Eles foram eleitos na assembleia geral de 16 de dezembro de 2011 da Academia, que tem 449 membros titulares, de um total de 784, incluídas as categorias de associados, afiliados (jovens vinculados por apenas cinco anos) e correspondentes (estrangeiros).

Com a posse de Alvaro Prata, chegam a sete os representantes da UFSC na Academia Brasileira de Ciências. Já são membros os professores Adilson José Curtius, Faruk José Nome Aguilera, Ademir Neves (todos membros titulares na área de Ciências Químicas), João Batista Calixto (do Departamento de Farmacologia, na área de Ciências Biomédicas), Ruy Exel Filho e Clovis Caesar Gonzaga (do Departamento de Matemática, na área de Ciências Matemáticas).

A Academia Brasileira de Ciências é uma entidade independente, não governamental e sem fins lucrativos que atua como sociedade científica e contribui para o estudo de temas de grande importância para a população e a proposição de políticas públicas. Seu foco é o desenvolvimento científico do país, a interação entre os cientistas brasileiros e destes com pesquisadores de outras nações.

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista na Agecom

Saiba Mais:
Novos Membros da ABC

Ciências Matemáticas
Enrique Ramiro Pujals, Lorenzo Justiniano Diaz Casado, Paolo Piccione (titulares), Efim Zelmanov e Wendelin Werner (correspondentes)

Ciências Físicas
Antonio Martins Figueiredo Neto, Nathan Jacob Berkovits e Ronald Dickman (titulares)

Ciências Químicas
Angela de Luca Rebello Wagener, Luiz Carlos Dias, Vanderlan da Silva Bolzani (titulares) e Hugo Kubinyi (correspondente)

Ciências da Terra
Claudio Riccomini, Icaro Vitorello, José Antonio Marengo Orsini (titulares), Meinrat O. Andreae e Victor Alberto Ramos (correspondentes)

Ciências Biológicas
Fábio de Oliveira Pedrosa e Fausto Foresti (titulares)

Ciências Biomédicas
Gilberto De Nucci, Maria Julia Manso Alves, Regina Pekelmann Markus (titulares), Christine C. Winterbourn e Michel Claudio Nussenzweig (correspondentes)

Ciências da Saúde
Fernando Cendes, Francisco Rafael Martins Laurindo (titulares), Miguel N. Burnier Jr. e Moyses Szklo (correspondentes)

Ciências Agrárias
Evaldo Ferreira Vilela e Maria Fatima Grossi de Sá (titulares)

Ciências da Engenharia
Alvaro Toubes Prata, João Fernando Gomes de Oliveira, Victor Carlos Pandolfelli (titulares), Gérard Plateau, Marc Andre Meyers e Shankar Prashad Bhattacharyya (correspondentes)

Ciências Sociais
Bolívar Lamounier (titular) e James Joseph Heckman (correspondente)

Tags: ABCalvaro prataUFSC

Núcleo de Estudos da Terceira Idade tem nova marca

08/05/2012 09:57

Marca proposta por Felipe Ademar Bezerra de Almeida traz nova identidade visual para o Núcleo voltado ao trabalho com a terceira idade. Fotos: Wagner Behr / Agecom

O estudante do Curso de Design da UFSC Felipe Ademar Bezerra de Almeida é o vencedor do concurso que escolheu o novo logotipo do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI). O concurso faz parte das comemorações dos 30 anos do NETI.

José Artur Brambilla Junior e Vanessa de Luca Bortolato, do mesmo curso, foram também selecionados para a etapa final. A premiação foi realizada na manhã desta segunda-feira, 7 de maio, no hall da Reitoria da UFSC.

Criatividade (visão nova de logotipo); Originalidade (desvinculação de outras logotipo existentes, inclusive com o atual logotipo do NETI) ; Comunicação (transmissão da idéia e universalidade) e Aplicabilidade (seja em cores, em preto e branco, em variadas dimensões e sobre diferentes fundos) foram critérios que orientaram o julgamento.

Mais informações: www.neti.ufsc.br / (48) 3721- Telefone: (48) 3721-9445

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também:
Música, palestra e concurso de logo marcam aula inaugural do NETI
Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia

Tags: logotipoNETIUFSC

UFSC promove palestra sobre colesterol e doenças degenerativas

08/05/2012 09:56

O Departamento de Análises Clínicas promove a palestra Nanoemulsão lipídica rica em colesterol(LDE):  Aplicações no estudo da fisiopatologia, diagnóstico e terapêutica de doenças degenerativas, ministrada pelo pesquisador e professor da USP Raul Maranhão.

O evento acontece nesta sexta-feira, 11 de maio, às 10h, no auditório do bloco de salas de aula do CCS.

A palestra será aberta para alunos de graduação, pós-graduação, pesquisadores e professores da UFSC.  A sala tem espaço para aproximadamente 40 pessoas e o Departamento solicita o envio de e-mail para iara.kretzer@posgrad.ufsc.br  para quem for assistir.

 

Tags: colesterol e doenças degenerativasRaul Maranhão

Lança-Perfume Entrevista traz manezinho Darci à Rádio Ponto UFSC

08/05/2012 09:32

Na próxima quinta-feira, 10 de maio, o manézinho Darci participa do programa Lança-Perfume Entrevista na Rádio Ponto UFSC. Por conta da transmissão do cargo da nova reitora, que acontece também na quinta-feira, o programa, que vai ao ar toda semana às 19h, desta vez inicia mais cedo, às 18h45min. Para acompanhar, sintonize 106,1FM dentro do campus ou acesse www.radio.ufsc.br

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Tags: Lança-Perfume Entrevistamanézinho Darcinova reitora UFSCtransmissão do cargo

Na Mídia: Nova reitora da Universidade Federal de Santa Catarina toma posse, nesta terça-feira, em Brasília

08/05/2012 08:08

Diário Catarinense

Mudanças na UFSC08/05/2012 | 06h17
Nova reitora da Universidade Federal de Santa Catarina toma posse, nesta terça-feira, em Brasília

Roselane Neckel foi eleita no final do ano passado, em eleições diretas na instituição

Nova reitora da Universidade Federal de Santa Catarina toma posse, nesta terça-feira, em Brasília Betina Humeres,Especial/Agencia RBS

Roselane Neckel é a primeira mulher a assumir a UFSC em 50 anos Foto: Betina Humeres,Especial / Agencia RBS

Júlia Antunes Lorenço
julia.antunes@diario.com.br

Um rompimento de 50 anos de administração por homens. Um fim de uma hegemonia de gestão por mais de 20 anos. Roselane Neckel chegou à reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), quebrando tabus e com a promessa de profissionalizar a administração universitária. Nesta terça-feira, ela toma posse em Brasília, no gabinete do ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

A posse na UFSC está marcada para a noite da próxima quinta-feira. Ela recebe o cargo de Alvaro Prata, que esteve a frente da universidade nos últimos quatro anos, e não quis tentar a reeleição. Na cerimônia, ela irá nomear oficialmente Lúcia Helena Martins Pacheco como de vice-reitora.

A relação de Roselane com a UFSC tem mais de 30 anos. Foi estudante do colégio Aplicação da universidade e, desde 1996, é professora do departamento de História. Há quatro anos, ela dirigia o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Apesar de a posse ser nesta terça-feira, desde fevereiro a reitora transita em Brasília, onde tem participado de reuniões. Neste processo de transição, ela e a vice-reitora sentiram necessidade de um levantamento de dados e informações para saberem como estava a UFSC. É com base em diagnósticos que ela pretende tomar decisões. A primeira delas, uma reestruturação nas pró-reitorias e secretarias.

Foi entre uma reunião e outra no Distrito Federal, que Roselane conversou, nesta segunda-feira, com o Diário Catarinense. Um destes encontros foi com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e a diretora de desenvolvimento da rede de instituições federais de ensino superior do MEC, Adriana Rigon Weska, com quem discutiu o novo campus da universidade, em Blumenau.

Ela pediu para incluir no próximo Plano Nacional de Educação, que tramita no Congresso Nacional, uma cota para contratação de professores e funcionários.

Diário Catarinense — Qual será a primeira ação da senhora como reitora?
Roselane Neckel —
Neste momento será dá posse a toda nossa equipe de pró-reitores e pró-reitoras, secretários e secretárias, que foram convidados a partir de um conjunto de diagnósticos preliminares, que identificaram perfis e competências, e pessoas com espírito institucional. Vamos constituir uma equipe de trabalho, que vai fazer as transformações necessárias para que tenhamos uma universidade pública bastante fortalecida. Todas as decisões serão construídas a partir de diagnósticos técnicos. Num segundo momento, tomaremos decisões relativas à reestruturação de setores, dentro da instituição, de acordo com os diagnósticos que foram realizados. Nossa prioridade nesse momento é da infraestrutura física necessária à melhoria da qualidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Consolidação dos cursos, nos diferentes campi da UFSC, que precisam ser consolidados e a própria situação do campus de Florianópolis. Duas ações imediatas: como vamos enfrentar a situação de elaboração de projetos para as construções necessárias e a questão de gestão das pessoas que fazem a universidade.

DC —  Quais dados levantados durante a transição surpreenderam a senhora?
Roselane —
Os diagnósticos são preliminares, com a nossa posse vamos consolidar todas as informações. A partir da nossa posse é que vamos poder fazer um trabalho de consolidação do diagnósticos. Daí então, definir estratégias. Muito precisa ser feito.

DC — Haverá mudanças de todos os nomes à frente das pró-reitorias e secretarias?
Roselane —
Vai haver uma reestruturação e isso será apresentado. Vamos fazer essa nova estrutura, a partir do diagnóstico que realizamos e já existentes e também de diálogos que realizamos com diferentes setores. Fomos pessoalmente a todos os setores, conversamos muito com as pessoas. Esperamos que a nova estrutura traduza a preocupação que as pessoas têm em relação à universidade. Haverá mudança na denominação nos setores. Por exemplo, vai haver “Prograd” e não mais “Preg”, porque é pró-reitoria de graduação. Estamos finalizando a reestrutura. Na quinta-feira deveremos apresentar essa nova estrutura.

DC — O que falta para consolidar a expansão da UFSC para o interior?
Roselane —
Passa pela construção dos prédios, dos laboratórios, contratação de professores, o que é essencial para a consolidação.

DC — Nesses próximos quatro anos de gestão é possível ter mais campi novos?
Roselane —
Inicialmente, queremos consolidar o que já existe. Se vamos permanecer, se vamos expandir, somente a partir de um estudo cuidadoso que poderemos constituir novas expansões e novos desafios.

DC — A UFSC foi bastante criticada ao vetar a cessão do terreno para a duplicação da Rua Edu Vieira, no Bairro Pantanal. Na sua opinião, a decisão do conselho universitário foi a mais correta?
Roselane —
A UFSC tem um papel de usar todo o conhecimento que é produzido, para contribuir, para que tenhamos uma cidade melhor. A nossa postura, enquanto administração, é sempre colaborar o máximo, em todas as demandas vindas da cidade. Vamos estabelecer uma relação de que a universidade é um espaço de conhecimento, que faz pesquisa, por isso vamos analisar muito bem a nossa tomada de decisão. Mas toda essa decisão vai envolver a constituição de uma comissão, envolvendo comunidade universitária e comunidade externa, para que possamos definir qual é a proposta, nesse momento, da UFSC, em relação à mobilidade da cidade. Quando nós tomamos uma decisão temos que ter clareza que foi uma decisão muito bem tomada.

DC — Como está a questão do campus em Blumenau?
Roselane —
Estaremos avaliando partir do momento que nós assumirmos, junto com o governo federal.

DC — A senhora já demonstrou ter algumas ressalvas com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para o próximo vestibular, ele está garantido como vinha sendo usado?
Roselane —
 Todos esses estudos serão feitos, tudo que vinha sendo feito será avaliado, e a partir daí encaminharemos novas propostas ao conselho universitário. São discussões que precisamos fazer novamente dentro da instituição.

Tags: Nova AdministraçãoUFSC

Empresa Júnior promove evento sobre potencial do design

07/05/2012 17:42

A 3ª Semana Uipi, organizada pela Empresa Júnior de Design da UFSC, acontecerá entre os dias 14 e 18 de maio, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com o tema “Como o design pode mudar o mundo?”, o objetivo é incentivar a reflexão sobre como utilizar o conteúdo de sala de aula para impactar o dia a dia de outras pessoas.

“Vamos propor uma abordagem lúdica para a discussão do design como uma ferramenta transformadora, capaz de gerar soluções para problemas de diferentes naturezas. Tudo isso com o cuidado de tornar a questão acessível tanto a profissionais e estudantes de design quanto aos provenientes de outras áreas de conhecimento”, afirma um dos organizadores da Semana, Douglas da Silva.

A programação consta de palestras que visam incentivar a reflexão e a busca por conhecimento sobre design, gestão e empreendedorismo. Entre os palestrantes estão Manuel Ferreira, designer da Fiat, e Rogério Cordeiro, developer evangelist da Microsoft no Brasil.

As inscrições para a Semana iniciam nesta segunda-feira, dia 7 de maio, pelo site http://uipi.ufsc.br/ e as vagas são limitadas. O evento é gratuito e aberto ao público.

Confira a programação aqui.

Por Isadora Ruschel/bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: 3ª Semana Uipi de DesignUFSC

DAAD oferece bolsas em três programas na Alemanha

07/05/2012 16:36

Estão abertas as inscrições para a seleção de bolsas de estudos em três programas do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD): Curso de Inverno de Língua e Cultura Alemãs (Hochschul­winterkurs); Public Policy and Good Governance (PPGG); e pós-graduação em temas com relevância para países em desenvolvimento (Aufbau). Há, ainda, vagas no programa Ciência sem Fronteiras destinadas a brasileiros interessados em realizar doutorado e pós-doutorado na Alemanha.

Hochschul­winterkurs – Graduandos e mestrandos interessados em concorrer a uma vaga no programa Winterkurs devem enviar a documentação completa até 11 de junho de 2012.  Para estar apto à seleção, é necessário ser brasileiro, estar matriculado em um curso de graduação (sexto período concluído até o fim de 2012) ou de mestrado, ter média igual ou superior a 8 e nível intermediário de conhecimento do idioma alemão – B2 para estudantes de Letras/Alemão e B1 para os demais. Os cursos serão oferecidos em Düsseldorf, Essen, Freiburg e Leipzig. O valor total da bolsa é 2.625 euros, com o qual o estudante financiará despesas do curso, do alojamento, da passagem aérea e de alimentação. O DAAD custeia o seguro-saúde. Informações: http://www.daad.org.br/pt/18311/index.html

PPGG – O prazo para submeter a candidatura à seleção do PPGG é 31 de julho de 2012. O programa oferece bolsas para cursos de pós-graduação na Alemanha, com titulação master, que visam capacitar seus alunos a formular e gerir políticas públicas e de boa governança. Oito renomadas instituições alemãs participam do programa, destinado a jovens profissionais graduados em ciências sociais e políticas, economia, direito, administração pública e áreas afins. O roteiro completo sobre como inscrever-se, assim como a lista de cursos e suas instituições, pode ser acessado no site http://www.daad.org.br/pt/18313/index.html. Nesse endereço, há também a lista de requisitos e o formulário de candidatura.

Aufbau – Nesta edição do programa Aufbau, estão sendo oferecidos 37 cursos de master e 3 de doutorado em diferentes áreas: administração, engenharia, matemática, planejamento regional, medicina veterinária e estudos midiáticos. A lista completa, tanto dos cursos oferecidos quanto dos pré-requisitos exigidos, pode ser conferida no site brasileiro do DAAD: http://www.daad.org.br/pt/18313/index.html. Os candidatos devem enviar a documentação para o escritório do DAAD no Rio de Janeiro até 31 de julho de 2012. Há ainda outras duas possibilidades: encaminhar os documentos para o DAAD em Bonn até 31 de agosto ou diretamente para as universidades, obedecendo aos seus respectivos prazos.

Ciência sem Fronteiras – O programa Ciência sem Fronteiras, desenvolvido pela Capes e pelo CNPq, abriu segunda chamada para bolsas de doutorado e pós-doutorado. O prazo de inscrições é 28 de maio de 2012. Para a Alemanha, as áreas com maior oferta de vagas são as ligadas a engenharias, ciências exatas e tecnológicas. Mais informações em www.cienciasemfronteiras.gov.br. O DAAD criou uma plataforma com as vagas oferecidas na Alemanha: www.csf-alemanha.de.

Fonte: DAAD

Tags: Ciência sem FronteirasDAADgraduaçãopós-graduaçãoUFSC

Começam as obras no campus da UFSC em Joinville

07/05/2012 16:13

Primeira obra é o Bloco 1, que está sendo estaqueado.

Uma cerimônia realizada na tarde de sexta-feira, 4 de maio, marcou o iníco da construção dos primeiros prédios do campus da UFSC em Joinville. O evento serviu para comemorar esta etapa e também relembrar todo o processo de instalação da universidade na região, que iniciou em  2007 e foi marcado por uma série de dificuldades e de superações. “Quando abraçamos o desafio, enfrentamos enormes dificuldades. Mas hoje temos a agradecer ao Governo Estadual, à Prefeitura de Joinville e à comunidade acadêmica do Centro de Engenharia da Mobilidade, entre tantos parceiros que tem nos acompanhado”, afirmou o reitor da UFSC, Alvaro Prata.

Quatro obras entram em fase de construção. A maior delas é o Bloco Acadêmico I, um edifício de 9.850 metros quadrados com quatro pavimentos destinados a salas de aula. O estaqueamento desse bloco começou na semana

Estudantes do CEM visitam o campus da UFSC em Joinville pela primeira vez.

passada. Dois prédios destinam-se aos diversos laboratórios do curso que compõem o Centro de Engenharia de Mobilidade (CEM): o Bloco II e Bloco III. O Bloco IV abrigará os gabinetes dos professores, áreas administrativas e de apoio. Também está em fase de terraplenagem a pista de testes, que servirá para o desenvolvimento de pesquisas sobre o desempenho dos veículos em diferentes tipos de solos.

A previsão é inaugurar o novo campus em março de 2014. A estimativa do diretor do CEM, Acires Dias, é que nesta data a comunidade acadêmica seja formada por 2000 alunos de graduação, 125 professores e 150 Servidores Técnico-Administrativos Educacionais. O início dos cursos de pós-graduação também está previso para 2014. “A proposta é implantar também cursos nas áreas de Economia, Humanidades, Saúde, Direito, de acordo com as verbas e a possibilidades”, explicou Acires Dias.

Direção do CEM no canteiro de obras do Bloco 1.

Para inaugurar o novo campus é necessário construir estradas de acesso, uma obra que já foi autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O diretor do CEM informou que o projeto dessa obra deve ser concluído no final deste mês.

Entre as autoridades presentes estavam o senador Luiz Henrique da Silveira, que era o  governador quando o curso foi criado, o prefeito de Joinville, Carlito Merss, o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Bráulio Barbosa, o reitor da UFSC, Alvaro Prata, e a reitora eleita, Roselane Neckel. Prefeitos de cidades da região norte do estado, empresários, representantes de entidades, além dos estudantes da UFSC em Joinville também participaram do evento, que aconteceu no futuro campus da universidade, um terreno de mais de um milhão de metros quadrados localizado às margens da rodovia BR-101, na altura dos quilômetros 51 e 52.

A placa em comemoração à obra é descerrada pelo secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de SC, Bráulio Barbosa, junto com a futura reitora da UFSC, Roselane Neckel, o prefeito de Joinville, Carlito Merss, o senador Luiz Henrique da Silveira, o reitor Alvaro Prata e o diretor do CEM, Acires Dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto e fotos: Laura Tuyama, jornalista na Agecom.

Tags: campus joinvilleCEMUFSC

Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC promove curso de dança folclórica

07/05/2012 14:57

O Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu inscrições para o Curso de Dança Folclórica Açorianas, que será ministrado pela professora Vera Eli Pires e pelo Grupo Folclórico Mixtura. Serão oferecidas, no máximo, 24 vagas.

O curso tem como objetivo formar novos grupos de danças e qualificar os já existentes. Podem se inscrever professores, coordenadores de grupos folclóricos e agentes culturais. O valor do curso é de R$ 100.

As aulas serão somente aos sábados, das 9h às 12h e das 13h às 18h, entre os dias 26 de maio e 23 de junho, no Instituto Federal de Santa Catarina, campus de São José. Serão emitidos certificados de participação pela UFSC com carga horária de 40 horas/aula.

Outras informações pelo site www.nea.ufsc.br, pelo e-mail nea@nea.ufsc.br ou pelo telefone (48) 3721-8605.

Por Murici Balbinot/Bolsista de Jornalismo da Agecom

Tags: dança folclórica açorianaNEAUFSC

Fórum participativo propõe comitê para gerenciar a comunicação da UFSC

07/05/2012 14:33

Paulo Fernando Liedtke, Carlos Righi, Tattiana Teixeira e Mirian Ghizoni na mesa sobre comunicação institucional

O fórum que discutiu a comunicação institucional na UFSC teve como marca não apenas o seu caráter diagnóstico: trouxe também propostas de ação. O evento aconteceu na noite de quarta-feira, 2 de maio, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Na sequência, a comunidade acadêmica teve oportunidade de entender o atual estado da cultura e da arte na UFSC e pensar soluções. Os eventos fazem parte do Fórum de Planejamento para a Nova Administração da UFSC, gestão 2012-2016.

Comitê gestor – A equipe que fez o diagnóstico da Comunicação na UFSC, coordenada pelo professor Carlos Righi (CCE), entrevistou os diversos profissionais que trabalham com a comunicação na UFSC. Apresentou como principal proposta a criação de um Comitê Gestor de Comunicação, que se articule e trabalhe em conjunto para estabelecer as diretrizes estratégicas, as políticas de comunicação e os princípios norteadores para uma política institucional no setor. Neste comitê estariam integrados os diversos órgãos que já lidam com a comunicação na Universidade para apoiar este objetivo: Agecom,  TV UFSC, Design, Tecnologia da Informação e Ouvidoria, e os que serão criados, como Portal da Transparência, Memória UFSC e Rádio UFSC. O comitê também teria por função assessorar o mandato na definição das políticas públicas de comunicação, atuando como um conselho político e como um comitê de crise, considerado pelo grupo um sistema inovador e obrigatório nos planos de comunicação contemporâneos.

Autonomia financeira – O grupo defende a autonomia, sobretudo financeira, dos setores envolvidos com a comunicação, quebrando o vínculo direto ao Gabinete do Reitor. O grupo avaliou que este vínculo torna a circunstância da comunicação difícil porque é ligada às administrações. “A autonomia financeira é importante”, afirma Righi.

Propostas da comunidade – Nas manifestações da plateia surgiram sugestões como: dar mais visibilidade ao conhecimento produzido pela universidade; melhorar a comunicação interna, para que cada setor conheça a produção de outros setores e até mesmo dentro de seu próprio setor; democratizar os espaços de comunicação da universidade; trabalhar a comunicação institucional em um nível estratégio, atribuindo a ela um status executivo de secretaria; incorporar a lógica das redes sociais na divulgação científica, publicando o conhecimento produzido na internet, à disposição da sociedade brasileira; avançar na acessibilidade da comunicação da UFSC e em relação à mediação da comunicação com os vários públicos; criar um conselho de comunicação social da UFSC, com a participação da sociedade civil, a fim de fortalecer a TV UFSC e a TV Cultura, que recentemente voltou a ser de responsabilidade da Universidade.

Para concluir a sessão, Roselane Neckel, futura reitora, lembrou que este é o primeiro fórum que trata de construir um processo de aprender a ouvir, compreender e respeitar. “Temos que reaprender. Para alguns é mais fácil, para outros não é tão fácil. É nesse sentido que entendíamos a nossa mudança por uma mudança de cultura organizacional”.

Paulo Ricardo Berton, Marcos Montysyma e Mirian Ghizoni na mesa sobre Cultura e Arte.

Paulo Ricardo Berton, Marcos Montysymma e Mirian Ghizoni na mesa sobre Cultura e Arte.

Cultura e arte na UFSC

Na segunda sessão da noite de quarta-feira, o Fórum debateu sobre a Cultura e a Arte na UFSC. O ponto de partida foi o diagnóstico realizado pela equipe coordenada pelo professor Marcos Montysumma (CFH), que analisou as ações da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte). Com o orçamento de 2011 de R$ 1.987.131,37, a secretaria é formada pelos setores: Departamento de Cultura e Eventos (DCEven), Departamento Artístico Cultural (DAC), Editora da UFSC (EdUFSC), Museu Universitário (Marque), Núcleo de Estudos Açorianos (NEA), Núcleo de Estudos Museológicos (NEMU), Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina e Projeto Pontão de Cultura.

Por meio de entrevistas com os profissionais que atuam na SeCArte, foi possível descobrir que a avaliação é positiva sobre a separação das áreas de cultura e extensão. A transformação da cultura com status de secretaria resultou em maior visibilidade para a cultura e a arte na UFSC, já que a área passou a contar com um orçamento próprio. Outra vantagem é que a direção da secretaria não fica mais sobrecarregada por ter que dominar duas áreas específicas, como cultura e extensão. O espaço físico próprio ajudou a criar a identidade no setor. A SeCArte está integrada aos cursos de Cinema e Artes Cênicas, por exemplo.

Falta de verba específica – Entre os principais problemas diagnosticados no DAC e também no Marque é a falta de verba orçamentária específica. Tanto que, no DAC, várias atividades foram interrompidas por falta de recursos. O departamento também precisa aparelhar o teatro, restaurar o patrimônio histórico artístico, como por exemplo a Igrejinha, o teatro e a galeria de arte. O Marque está sem pessoal para administrá-lo. O compressor de uma das reservas do museu está quebrado há dois anos. Tanto do DAC quanto no Marque falta pessoal capacitado e uma fundação cultural a fim de captar recursos para concorrer em editais.

Centro de Eventos – Outro ponto debatido foi o Centro de Cultura e Eventos, que alguns defendem ter um dos maiores e melhores auditórios da cidade, embora haja controvérsias, devido à falta de equipamentos e de camarim, por exemplo. O diagnóstico identificou que o espaço não é exclusivo para a cultura, pois é utilizado também pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRDHS) e pela Unimed. A caixa d´água é compartilhada com o novo RU, o que ocasiona falta de água. Os banheiros também são utilizados pelos usuários do restaurante.

Debates e propostas – O debate lançou temas como o abandono do Centro de Convivência (ao lado do RU); a reivindicação de transformar a Igrejinha da UFSC para sua função original; a falta de estrutura administrativa do DAC; a implantação de projetos mais intensos e contínuos na área de cultura e arte; mais transparência na política de patrocínio de eventos pela SeCArte; a participação da comunidade na comissão de cultura da UFSC; a existência de um espaço para praticar cultura e arte em cada centro da universidade, entre outras.

Uma análise que mereceu destaque foi da aluna de arquitetura, Luíza Finger Martins, cujo TCC é o projeto de um centro de artes da UFSC. “O problema da arte na UFSC é silencioso, de mentalidade, que reflete a importância da arte na universidade. Embora o brasão da UFSC traga “Ars et Scientia”, a produção artística é muito pequena, com o foco só na ciência”, explica. “Na ciência, quanto mais certeza temos, mais ficamos imobilizados. A arte nos faz questionar, renovar as ideias, repensar aquilo que a ciência tem como certeza. A gente precisa de um espaço para trocar nossas experiências, nossos conhecimentos, que não são apenas os científicos”, conclui a estudante.

Sobre o fórum

Este fórum teve por objetivo apresentar e discutir propostas para uma política  de Comunicação Institucional e uma política da Cultura que atendam aos anseios da sociedade e a defesa do interesse público, visando constituir linhas de ação para a nova gestão.

Eixos diretrizes para discussão:
1) O comprometimento da UFSC com a comunicação pública;
2) O aperfeiçoamento da política de  comunicação institucional e organizacional como ação estratégica e o papel da Agecom;
3) A transparência e a prestação de contas à sociedade como fator determinante para nortear a comunicação institucional na UFSC;
4) Os principais canais de comunicação da UFSC (redes sociais, TV UFSC e demais mídias), e o que pode ser aperfeiçoado;
5) A cultura como um canal de mediação entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa da UFSC;
6) Políticas de Cultura na UFSC: um desafio.

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom. Fotos: Carla Costa.

Leia mais:

– Expansão exige esforços extras da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, aponta Fórum

– Transparência e agilidade são demandas para aprimorar relações institucionais e internacionais

– Comissão realiza fórum para discutir políticas no Hospital Universitário

– Comunicação e divulgação científica também são desafios para pesquisa e pós-graduação

– Fórum debate permanência dos alunos na UFSC

– Fórum discute prioridade para os campi de Araranguá, Curitibanos e Joinville

– Debate sobre gestão de pessoas deflagra Fóruns de Planejamento para a Nova Administração

Tags: Agecomcomunicaçãoculturanova gestãoUFSC

Terapias do Projeto Amanhecer

07/05/2012 14:03

As inscrições para as terapias do segundo bimestre no Projeto Amanhecer serão realizadas nesta terça, dia 8, das 8h às 12h, e quarta-feira, dia 9, das 8h às 12h, e das 13h30 às 17h30 (dependendo da disponibilidade de vagas), no Prédio da Capacitação Técnica do Hospital Universitário (atrás do Grêmio do HU).

O Projeto Amanhecer oferece atendimentos para os mais diversos motivos de consulta, entre eles ansiedade, medo, depressão, dor, melhorar qualidade de vida, autoconhecimento. Podem se inscrever estudantes, professores e técnico-administrativos da UFSC. É necessário levar comprovante de vínculo com a UFSC (carteirinha, atestado de matrícula, crachá, entre outros).

Outras informações pelo telefone (48) 3721-8055, pelo e-mail ge.amanhecer@gmail.com ou pelos endereços www.hu.ufsc.br/~proj_amanhecer/ e http://projetoamanhecer.blogspot.com.br/.

Tags: Projeto AmanhecerUFSC

Palestra sobre estágios na Embraco

07/05/2012 12:10

Nesta quinta-feira, dia 10 de maio, às 13h, representantes da Embraco farão uma palestra de apresentação do Programa de Estágios, no Auditório do Teixeirão, no Departamento de Engenharia Elétrica.

A empresa especializada em refrigeradores, criada em Joinville há 41 anos, convida estudantes de diversos cursos, de nível técnico e superior para participarem do processo seletivo. As inscrições vão até o dia 27 de maio e o programa terá início no segundo semestre deste ano.

A empresa tem foco no desenvolvimento de novas tecnologias para o mercado de refrigeração e alto investimento em pesquisa e desenvolvimento. É uma empresa líder global no segmento e busca jovens talentos interessados em tecnologia e inovação. Há vagas para estudantes de diversas áreas do Centro Tecnológico (CTC) e Centro Sócio-Econômico (CSE).

Mais informações estão disponíveis na página do Programa.

Tags: EmbracoestágiosUFSC

Segurança da Navegação

07/05/2012 12:00

Estão abertas na UFSC as inscrições para o IV Ciclo de Debates sobre Segurança da Navegação: Busca e Salvamento no Mar. A atividade gratuita é promovida pelo Laboratório de Estudos em Direito Aquaviário e Ciência da Navegação, ligado ao Centro de Ciências Jurídicas da UFSC.

O evento será realizado no dia 16 de maio, a partir de 18h30min, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). Serão fornecidos certificados aos participantes. 

Informações: (48) 3721-6743 / aquaseg@ccj.ufsc.br

Programação:
18h30min – Abertura

Presidente da Mesa:  Eduardo Antonio Temponi Lebre / Coordenador do Laboratório de Estudos em Direito Aquaviário e Ciência da Navegação – AQUASEG/AQUALAB UFSC

18h45min – Palestra “Inquéritos (IAFN), inspeções e vistorias navais.”
Capitão de Fragata Etevaldo Rodrigues
Capitania dos Portos de Santa Catarina – Marinha do Brasil

19h20min – Palestra “Legislação e responsabilidades jurídicas nas manobras de SAR do Esquadrão Phoenix.”

Sargento Miguel João Schmitz Jr. – Força Aérea Brasileira
Bel. Direito UFSC

20h20min – Palestra “A capacitação civil prevista no Decreto n. 6.703/08.”
Renato Miranda Carvalho – Bolsista de Extensão AQUASEG
Bel. Direito UFMG

21h – Mesa de Debates:
Debatedor: Alaerte Antonio Contini / Pós-Doutorando em Direito Internacional UFSC / Doutor em Geopolítica pela Universidade de Pisa/Itália
Debatedor: Wilson Pacheco / Doutor em Ciências Biológicas UNESP / Coordenador do Projeto NAT – Fogo – Resgate – Saúde / Professor do Departamento de Ciências Morfológicas CCB/ UFSC
Debatedor: Alexandre Peres de Pinho / Gerente do Laboratório de Ensino a Distância da UFSC

Tags: Direitosegurança da navegaçãoUFSC

Museu abre exposição inédita de objetos coletados por Sílvio Coelho na Amazônia

07/05/2012 11:08

Integram o conjunto de Sílvio Coelho máscaras, adornos pessoais e utensílios domésticos, entre diversas outras peças

“Sobre a viagem, posso registrar que está completa. Vivo cenas que sonhei quando garoto e que nunca imaginei viver”. (Diário de Campo de Sílvio Coelho dos Santos – Expedição Ticuna)

Quando em julho de 1962 o jovem historiador Sílvio Coelho dos Santos viajou para o território Ticuna em uma expedição arriscada pelo alto rio Solimões, tinha o desafio de agregar experiência prática à sua formação teórica como antropólogo. Ao chegar ao município de Benjamim Constant, ao lado da colega Cecília Maria Helm e do etnólogo Roberto Cardoso de Oliveira, que o orientava na pesquisa, encontrou um povo massacrado pelo avanço violento dos seringueiros e madeireiros sobre suas terras após o boom da exploração da borracha. Desfigurado pelo álcool e pela miséria, os Ticuna lutavam para perpetuar a prática de suas tradições.

Mas o pesquisador também encontrou um grupo de riqueza cultural fascinante, que organiza todos os seres vivos, inclusive os humanos, em duas grandes linhagens, a das aves e a das plantas, e cujas máscaras, desenhos e pinturas ganhariam, por sua força e originalidade, fama internacional. Muito além da prestação de contas de um trabalho acadêmico exploratório, a coleção de objetos etnográficos, diapositivos e diários de campo inéditos deixados pelo antropólogo representam a retribuição emocionada de um jovem de 24 anos ao povo pacífico, mas não passivo, que o acolheu por três meses e o fez selar o pacto de toda uma vida em defesa dos povos indígenas brasileiros.

Desde a vivência com os Ticuna (Túkuna, na grafia original) até o dia de sua morte, em outubro de 2008, de câncer, Sílvio Coelho dos Santos dedicaria sua inteligência e energia física à compreensão do modo de ser índio. Nesta quarta-feira, 9 de maio, às 19h, no campus da UFSC em Florianópolis, o Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE) apresenta pela primeira vez ao público a coleção com 53 objetos recolhidos entre os Ticuna e os registros de campo, compostos por 135 diapositivos (slides) e dois diários produzidos pelo antropólogo catarinense no coração da selva amazônica.

Desde que retornou da expedição, no final dos anos 60, esse legado esteve depositado na Reserva Técnica da antiga sede do Museu Universitário, do qual ele foi um dos fundadores, aguardando as condições de climatização e conservação que um acervo dessa natureza e importância exige para ser exposto. Isso só foi possível com a inauguração do grande pavilhão que recebe seu nome, no dia 24 de abril, pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC.

Subindo de barco os igarapés e visitando comunidades, Sílvio Coelho recolheu objetos representativos dessa cultura com a preocupação de salvá-los da desaparição e esquecimento futuros, em uma mostra do vínculo afetivo e político que o ligou ao “povo pescado com vara”. A cosmogonia Ticuna acredita que essa gente foi pescada com vara por um herói mítico (Yo´i) nas águas vermelhas do igarapé Eware, segundo conta a chefe da Divisão de Museologia do MArquE Cristina Castellano, que coordena a exposição ao lado da museóloga Viviane Wermelinger e da restauradora  Vanilde Ghizoni.

Depois de nascer do rio, passou a habitar as cercanias da montanha Taiwegine, onde morava o herói, um local preservado até hoje como testemunho sagrado da gênese desses índios que enfeitiçaram o antropólogo catarinense pelo coração e pela mente.

A exposição “Ticuna em dois tempos” traz à tona essa história de amor ao conhecimento e homenagem a mais numerosa nação indígena da Amazônia brasileira e também do país. Cruza dois olhares de duas épocas distintas em duas coleções produzidas com critérios e objetivos diferentes sobre a mesma etnia. De um lado, o olhar do historiador e antropólogo catarinense representado no material coletado durante a sua participação no Curso de Especialização em Antropologia no Museu Nacional (da antiga Universidade do Brasil), no Rio de Janeiro, na década de 1960.

Integram o conjunto de Sílvio Coelho adornos pessoais, cerâmicas, cestos e utensílios domésticos, bonecas esculpidas em madeira, estatuetas em madeira de macaco prego, esculturas antropozoomorfas, mantas, remos, indumentárias completas, brinquedos infantis, um tambor e principalmente bastões cerimoniais, máscaras e outros objetos ritualísticos utilizados na Festa da Moça Nova, além de slides de figuras humanas e paisagens.

De outro lado, está o olhar estético do artista plástico Jair Jacmont, que formou sua coleção na década de 1970, adquirindo os objetos dos próprios índios, na cidade de Manaus. São mais 135 peças, entre esculturas antropomorfas e bastões de ritmo usados para danças e rituais, além de uma considerável quantidade de máscaras esculpidas em madeira. Sob a guarda do Museu Amazônico da Universidade Federal da Amazônia desde 1994, essa coleção veio para Florianópolis como parte de uma parceria com a Rede de Museus do Instituto Brasil Plural – IBP. Explica a diretora do MArquE Teresa Fossari que a exposição conjunta é um projeto alimentado há longa data pelas duas instituições de extremos opostos do Brasil, com o objetivo de promover o diálogo entre esses dois reveladores olhares para a mesma cultura.

Serviço:
Exposição “Ticuna em Dois Tempos”
Local: Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral / Universidade Federal de Santa Catarina / Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima / Trindade – Florianópolis – SC
Abertura: 9 de maio, às 19h
Período de exposição: 10 de maio a 25 de outubro de 2012
Horário: Segunda a sexta (fechado terças) – 10h às 17h

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Diário de campo narra sonho e tragédia dos índios da Amazônia

Geralmente à noite, dentro do mosquiteiro, para escapar dos carapanãs, o antropólogo Sílvio Coelho dos Santos escrevia no seu diário de campo todos os detalhes da missão amazônica com uma seriedade científica que não encobria, contudo, o sentimento de idealismo e justiça social do estudante. Ao chegar ao posto Ticuna, no dia 5 de julho, antes de testemunhar as condições de privação e violência em que viviam esses índios, Sílvio revelou sua emoção e o temor de não ser capaz de realizar a missão que lhe fora delegada.

– Às 16,30 horas chegávamos a Mariuaçu, sede do Posto Tukúnas, onde fora recebido pelo encarregado, Sr. Bernardino. O prazer de ver os índios foi total e por um momento pensei ter realizado meus sonhos.

Assim o pesquisador começa a narrar a expedição ao lado da colega paranaense do curso de especialização Cecília Vieira Helm e do coordenador, Roberto Oliveira, que lhe encomendara a pesquisa (o renomado etnólogo faleceu em 2006, dois anos antes do orientando). Segue-se aí um envolvente e envolvido relato de um narrador empenhado em deixar um registro bastante completo sobre as práticas culturais e religiosas, mitologia, sonhos, doenças, tristezas, educação indígena pelos brancos, luta pela sobrevivência da nação Ticuna.

Com um total aproximado de 200 páginas escritas na grafia da época, o relatório apresenta-se na forma manuscrita e datilografada pelo próprio autor, e já é projeto de publicação da Editora da UFSC. Cópia do material só chegou à direção do museu há cerca de oito meses, pelas mãos da esposa do antropólogo, Alair Santos. Embora inédito, o diário foi objeto de análise da mestra em Ciências da Linguagem Cristina Castellano, que escreveu sua dissertação a respeito da coleção Ticuna sob a orientação do antropólogo Aldo Litaiff, aluno e parceiro de pesquisa de Sílvio no atual MArquE.

Ao final do segundo diário, o antropólogo transcreve entrevista com o major Pereira de Melo, que atuou no subcomando do grupo da fronteira de Manaus na expedição Javari de 1960. Sílvio Coelho interroga-o com o objetivo de esclarecer qual era a população metralhada pelo exército na operação que “limpou” a área dos “bandoleiros”, como o major chamava os “apátridas com base no Peru” que, segundo ele, estariam usando os índios em seus ataques às tropas e aos moradores. Uma observação corajosa do pesquisador na última página revela a saga dos índios amazônicos naqueles tempos de ditadura militar, extermínio dos povos nativos, extração desenfreada da madeira e política desenvolvimentista:

– Pelo modo de narrar os fatos, parece que nosso informante estava consciente que os residentes nesse acampamento e vítimas dos ataques do exército eram índios. Falou-nos de que só uma lata de conserva, usada como panela, e calções que alguns habitantes usavam denunciavam a presença de civilização. Todo o acampamento era de estilo típico indígena. Uma sepultura recente foi aberta e o morto estava nu, sobre uma rede indígena.

Coelho denunciava assim os problemas dos índios com as autoridades brancas, que procuravam sempre culpar as brigas entre “tribos” pelo seu extermínio. Ao mesmo tempo mostrava a complexidade e poética da sua cultura, enfatizando a forma de organização social e política desse povo de castas patrilineares, que só admite o casamento entre membros de linhagens diferentes (designadas por nomes de aves e de plantas). Todavia, só eles são capazes de interpretar os sinais que indicam o pertencimento a uma ou outra casta.

Ritual da adolescência
Como outros exploradores que o sucederam, Sílvio Coelho sofreu o magnetismo pela Festa da Moça Nova, o worecu, ritual de iniciação feminina que dura três dias.  Grande parte dos objetos coletados pertencem a essa tradição que envolve todos os parentes e amigos das aldeias próximas.

Inicia com música, bebida (pajarú) e comida preparada pela família na “casa de festa”, preparada pela família da moça que recebe a primeira menstruação. Quando os convidados chegam, os mascarados adentram a festa com uma impressionante coreografia. As máscaras são usadas para expulsar os espíritos malignos e reanimar os espíritos da puberdade, em um movimento que perpetua o ciclo natural de nascimento, crescimento, maturidade e morte.

Acalmados os espíritos, as moças iniciadas na adolescência, são libertas do retiro em que eram mantidas em “currais” ou “jiraus”. Com os cabelos cortados ou arrancados, surgem ricamente vestidas e adornadas para serem apresentadas a toda aldeia como uma nova pessoa, conforme relata o antropólogo João Pacheco Oliveira.

De aparência monumental e impressionante, as máscaras constituem uma das manifestações mais ricas da arte Ticuna. Confeccionadas com fibra de tururi (entrecasca de espécie de Ficus), exibem geralmente uma face humana ou zoomorfa esculpida em “pau de balsa” e cocar feito de cortiça de buriti, conforme explica Cristina. Ao fazer o registro do primeiro dia, o pesquisador anota no silêncio noturno do mosquiteiro:

– À tarde fomos assistir a um ritual de “Virada” do “Pajarú” – bebida feita de mandioca, para a festa da moça nova – e que se inicia, ao que parece, com um toque de tamborim.  Nessa oportunidade notamos uma índia que catava os piolhos de  uma índia velha e os comia.  Outro fato que despertou nossa atenção foi o fabrico, na mesma casa, de uma bebida feita de
banana madura.

A pesquisa está norteada pelo conceito de “fricção étnica”, então recém-proposto por Roberto Cardoso de Oliveira, em contraposição à noção de alienação cultural, que pressupõe submissão total da cultura oprimida à dominante. Em vez disso, Oliveira e Sílvio acreditavam que a relação entre o dominador e o dominante produzia resistência, luta, atrito, contágio e contaminação. Nas páginas amarelecidas pelo tempo, os registros da rotina na aldeia são avivados por narrativas mitológicas e depoimentos diretos dos índios contando situações de conflito que tornam o relato muito verdadeiro e precioso como material bruto de análise.

Utilizados mais além por Oliveira no livro O diário e suas margens: viagem aos territórios Terêna e Tukúna,  os originais manuscritos trazem ainda informações demográficas, desenhos e estudos genealógicos de famílias que o pesquisador adorava fazer na tentativa de compreender o estranho sistema de clãs do “povo pescado”.

Mais tarde, já reconhecido como um dos maiores antropólogos do Brasil, Sílvio se valeria dessa experiência para fazer um trabalho de campo semelhante com o povo Xocleng em Santa Catarina, que deu origem às obras Índios e brancos no sul do Brasil – a dramática experiência dos Xokleng e Os índios Xokleng; memória visual.

Como fruto de sua luta junto a outros antropólogos e indigenistas, finalmente nos anos 1990 os Ticuna lograram o reconhecimento oficial da maioria de suas terras. Hoje enfrentam o desafio de garantir sua sustentabilidade econômica e ambiental e manter vivas suas práticas culturais. A paz dos Ticuna, contudo, está longe de ser alcançada. Passa pela melhoraria de sua relação com a sociedade branca, historicamente marcada pela violência, como já mostram os
depoimentos de índios recolhidos pelo pesquisador em seu diário: “Nem todos os civilizados são bons, alguns brigam com os tukuna, às vezes discutem com o freguês e não deixam dever mais de um mês” ou “Omerino Mafra açoitou um tukuna e ele não deixa tukuna vender para quem quer”.

Como a primeira jornalista a ter acesso a essa escrita etnográfica, perguntei a mim mesma e a todos que entrevistei: por que Sílvio Coelho dos Santos, de quem fui aluna especial no Curso de Pós-graduação em Antropologia, no qual era coordenador e gozava de amplo prestígio, tendo ainda sido pró-reitor de Ensino de Graduação e também de Pesquisa, presidente da Associação Brasileira de Antropologia, secretário regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, pesquisador sênior do CNPq, nunca se interessou em publicá-lo?  E a resposta que ouço da esposa Alair confirma minha hipótese: “Foi o seu primeiro trabalho como antropólogo; imagino que ele não acreditava no valor que isso pudesse ter”. Mas é justamente no idealismo ingênuo e no entusiasmo do pesquisador ao encontrar o outro da
antropologia que reside o frescor e o encanto dessa etnografia.

“Ticuna em dois tempos” mostra que antes de se tornar um dos etnólogos mais importantes
do Brasil e um grande defensor da causa indigenista, Sílvio Coelho fez um “estágio de indigenidade” com esse povo ameaçado pelo que chamava de “interesses capitalistas”. Esse estágio impactou para sempre sua formação científica e humana. Além de antropólogo, ele foi, durante três meses, um jornalista, um fotógrafo, um habilidoso narrador, um Euclides da Cunha na Amazônia. Foi ave ou planta: Sílvio Coelho foi Ticuna!

Trechos do Diário de Sílvio Coelho:

“Sobre a viagem, posso registrar que está completa. Vivo cenas que sonhei quando garoto e que nunca imaginei viver”.

“Aqui o antropólogo tem que ser acima de tudo um equilibrista, pois ora são pontes de
um único toro de içara que deve ser atravessado, ora os balanceios e reviravoltas da embarcação na correnteza que deve ser mantida em equilíbrio”.

“Nada, narração alguma poderia dar ideia a alguém sobre o que é um igarapé, a bacia
amazônica. As prainhas formadas, as curvas, os furos, os pequenos igarapés afluentes, as árvores caídas formam um conjunto indescritível”.

Por Raquel Wandelli / Jornalista da UFSC na SeCArte / raquelwandelli@yahoo.com.br / 3721-9459 / 9911-0524

Tags: antropologiamuseuSílvio CoelhoUFSC

Bazar da Associação Amigos do HU

07/05/2012 10:26

A Associação Amigos do HU realiza seu Bazar 2012 nos dias 14 e 15 de maio, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Serão comercializados produtos de maquiagem, artigos, mantas, cobertores e jaquetas, entre outros. Não será necessária a retirada de senha no local, os produtos serão vendidos por ordem de chegada. Toda a renda será revertida em prol do Hospital Universitário.

O que: Bazar de Outono da AAHU
Onde: Centro de Cultura e Eventos da UFSC.
Quando: Dia 14/05/2012 (segunda), das 09h às 18h e dia 15/05/2012
(terça), das 09h às 12h. (O atendimento será feito por ordem de chegada.)
Objetivo: Toda a renda será destinada em prol do Hospital Universitário.

Informações: (48) 3721-8042 / email: amigosdohu@gmail.com

Tags: AAHUUFSC