Estudantes e pesquisadores de Teatro participam da oficina “Corpo e Voz”

18/09/2015 17:49
Participantes realizam performance na Igrejinha da UFSC. Foto: Teresa Pesenti

Participantes realizam performance na Igrejinha da UFSC. Foto: Teresa Pesenti

Durante uma semana, alunos de teatro e pesquisadores da área tiveram a oportunidade de aprofundar seus estudos sobre interpretação com a oficina “Corpo e Voz”, ministrada pelo professor, ator e diretor artístico italiano Giuliano Campo, que atualmente leciona na Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte. O evento, realizado de 14 a 18 de agosto no Teatro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi promovido pelo Grupo de Pesquisa Poéticas da Voz, do curso de Artes Cênicas, sob coordenação da professora Janaina Träsel Martins, com o apoio do Departamento Artístico Cultural (DAC/SeCult).

As aulas são inspiradas no “Alfabeto Corporal” desenvolvidas pelo ator, diretor e pedagogo polonês Zygmunt Molik (1930-2010) e no trabalho sobre rito e improvisação da atriz Rena Mirecka. Em 2008, Giuliano Campo realizou uma série de entrevistas com Molik, as quais compuseram o livro “Trabalho de voz e corpo de Zygmunt Molik”. Sua técnica consiste em uma gramática física, pré-expressiva, com o objetivo de, através do movimento do corpo e da voz, liberar as energias criativas do ator. Molik foi um dos co-fundadores e principais atores da famosa companhia de teatro polonês “Teatr Laboratorium” dirigida por Jerzy Grotowski, onde cuidava do treinamento vocal dos integrantes. Rena Mirecka participou do mesmo grupo de 1959 a 1984 como atriz e responsável pela arte do movimento na época. Desde 2000, ela tem atuado no Instituto Grotowski em Wrocław, na Polônia. Campo também trabalhou com Rena Mirecka entre 2006 e 2009.

Com base nesses artistas, o professor propôs a oficina “Corpo e Voz”, unindo as duas abordagens. Inicialmente os participantes aprenderam o “Alfabeto Corporal” de Zygmunt Molik, focando o trabalho de abertura do corpo e das ressonâncias da voz. Em um segundo momento os participantes realizaram o processo de criação a partir dos movimentos desenhados pela gramática física do “alfabeto do corpo” e as canções e textos/poesias trazidas por cada participante. Por fim, foi composta uma performance artística no palco da Igrejinha da UFSC.

A proposta de realização da oficina em Florianópolis surgiu quando Janaína Martins realizava seu pós-doutorado no Reino Unido, onde contou com a colaboração do professor italiano. “O workshop propiciou aos estudantes de teatro e à comunidade a prática de abordagens vocais advindas da Europa. Esta atividade de extensão é uma ação educativa e cultural que promoveu o aprofundamento dos estudos dos alunos de teatro da UFSC e dos pesquisadores da área da voz nas Artes Cênicas”, destaca Janaina.

Sobre os pesquisadores

Giuliano Campo é professor da Irlanda do Norte, diretor do Curso de Teatro na Universidade de Ulster, pesquisador associado ao British Grotowski Project e autor do livro “Trabalho de Voz e Corpo de Zygmunt Molik: o legado de Jerzy Grotowski”, publicado no Brasil pela Routledge em 2010. Também escreveu um capítulo do livro “Grotowski e estados alterados de consciência” organizado por Joice Aglae Brondani. Campo cursou doutorado na Universidade de Roma 3 e Paris 8.

Janaina Martins tem experiência em Artes Cênicas, com ênfase na preparação e na direção de processos de criação corpóreo-vocais. Doutora em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Bahia, Mestre em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Graduada em Fonoaudiologia, com Especialização em Voz. Em 2015 concluiu seu Pós-Doutorado tendo com a colaboração do professor Giuliano Campo, da University of Ulster, Irlanda do Norte.

Joelson Cardoso/Estagiário de Jornalismo/DAC/SeCult/UFSC com a colaboração da coordenadora do evento

Tags: DACdac/seUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

TV UFSC apresenta novos episódios da série “A Cor da Nossa Tela”

18/09/2015 17:48
Detalhe da obra Marco Giacomelli.

Detalhe da obra Marco Giacomelli.

Pintura a óleo e experimentações com fotografia são algumas das técnicas utilizadas pelos artistas entrevistados nos novos episódios da série “A Cor da Nossa Tela”. Produzidos pela TV UFSC, os episódios abordam o trabalho de Elias Andrade, Paulo Gaiard e Marco Giacomelli.

Os artistas conversam sobre os conceitos e as ideias que guiam sua obra, seu processo criativo e escolha das cores.

(mais…)

Novas regras para propaganda eleitoral de candidatos à reitoria da UFSC

18/09/2015 16:07

A Comissão Eleitoral de entidades representativas da UFSC (ComeleUFSC) comunica a alteração do Artigo 20 da Resolução 001/COMELEUFSC/2015, para tornar mais claro os procedimentos sobre veiculação de propaganda eleitoral. Confira a nova redação:

Art. 2º Será vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza nos prédios, muros, postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, paradas de ônibus localizados em área da Universidade, inclusive mediante pichação, inscrição a tinta, fixação de placas, estandartes, faixas e assemelhados.

Parágrafo único. Será permitida a identificação do comitê do candidato, utilizando placa ou adesivo na porta do respectivo comitê, não excedendo dimensão total de 211 x 297 mm, limitado a uma unidade para identificação.

A alteração está disponível na Resolução nº 002/COMELEUFSC/2015.

 

Tags: Comeleufsceleições reitorpropaganda eleitoralUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na Mídia: projeto de estudantes da UFSC oferece cafés e gentileza em Florianópolis

18/09/2015 15:52
Deyvid Souza e Gabriel Eduardo dos Santos criaram a ideia do Café Pendente em Florianópolis Foto: Erich Casagrande / Diário Catarinense

Deyvid Souza e Gabriel Eduardo dos Santos criaram a ideia do Café Pendente em Florianópolis
Foto: Erich Casagrande / Diário Catarinense

Que tal tomar um café que foi oferecido por um desconhecido? E melhor, retribuir o favor sem mesmo saber quem receberá? Incentivar a gentileza pela própria gentileza é a ideia do projeto Café Pendente, criado pelos estudantes do curso de Engenharia de Produção Elétrica da UFSC, Deyvid Souza e Gabriel Eduardo dos Santos, e presente em 15 cafés na cidade de Florianópolis.

— Nosso objetivo é incentivar uma corrente de gentilezas que se torne viva por conta própria. Agora a gente está dando um empurrão inicial. A gente se contagia e espera que esse favor seja replicado — acredita dos Santos.

A ideia de Souza e Santos é muito simples e surgiu há uns dois anos quando souberam que essa ação era praticada em alguns lugares da Europa e em Buenos Aires e lembraram dela para a disciplina.

— Na hora de sugerir o projeto que tivesse alguma ação social lembrei dessa ideia e decidimos fazer juntos. Muita gente achou que não daria certo. Agente ouvia ‘Por que pagar um café para alguém que não conheço’, ‘isso não vai dar certo’, mas pelo jeito deu certo — conta Souza.

Você vai a algum estabelecimento que tenha aderido ao projeto e pode receber um café ou lanche que já foi pago por alguém antes. E também pode deixar o mesmo favor pago para outra pessoa que virá em outro dia. Tudo fica anotado em tabelas que marcam quantos cafés estão disponíveis.

— Cada estabelecimento tem sua própria tabela e controle. Mas seria incrível ter algo automatizado que pudesse integrar mais como um banco compartilhado de gentilezas — imagina Souza.

O projeto e a execução são tema do trabalho final da disciplina de Ética e Exercício Profissional ministrada pela professora Myriam Eugênia Ramalho. No início a intenção era ajudar moradores de rua, mas os estudantes perceberam que a gentileza poderia ser um ato para qualquer pessoa.

— Para atender o objetivo da disciplina estávamos felizes se um ou outro café fosse consumido nesse sistema. Mas o projeto teve ótima adesão e foram mais de 100 cafés vendidos em dois meses, número que deve ter aumentado neste último mês — explica Santos.

Texto: Erich Casagrande

Publicado no Diário Catarinense.

Tags: cafeEngenharia de Produção ElétricaÉtica e Exercício ProfissionalUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professora da UFSC lança livro ‘Intérprete educacional’

18/09/2015 10:34

A pesquisadora e professora da UFSC Neiva de Aquino Albres irá lançar Intérprete educacional: políticas e práticas em sala de aula inclusiva no dia 24 de setembro, às 17h, na livraria Livros & Livros, no Centro de Cultura e Eventos  da UFSC.

No livro, Neiva analisa as políticas educacionais e os papéis dos intérpretes que atuam nas escolas inclusivas. A obra traz uma análise documental e de discursos e “colabora no entendimento de que mudanças nas designações para o intérprete educacional e de orientações sobre seus papéis são, sobretudo, mudanças nas relações de poder e de controle que regem as práticas no contexto educacional. Os enunciados analisados ajudam a compreender que o discurso não é algo determinante, mas passível de ser ressignificado e de sofrer o movimento de construção de sentidos situados em cada situação real de enunciação, envolvendo pessoas e instituições”.

Mais informações pelo e-mail albreslivros@gmail.com

capa nova final (2)

Tags: Centro de Cultura e EventosIntérprete educacionallivroUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

‘Atualidades em Enfermagem de Reabilitação’ é tema de seminário internacional

18/09/2015 10:09

O I Seminário Internacional de Atualidades em Enfermagem de Reabilitação será realizado entre os dias 28 e 30 de setembro no Bloco H do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina. Primeiro do gênero realizado no Brasil, o evento é fruto do trabalho coletivo de quatro grupos de pesquisa (GEPADES, GEHCES, PRAXIS, NUCRON) do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC e de professores do Programa de Pós-Graduação da UNIVALI – Itajaí.

O encontro é parte de um projeto aprovado pela FAPESC, “O cuidado à saúde do deficiente físico em Santa Catarina – realidade e desafios”, iniciado em 2012.

Mais informações pelo e-mail siaer2015@contato.ufsc.br ou no site.

 

Tags: Centro de Ciências da SaúdeFapescI Seminário Internacional de Atualidades em Enfermagem de ReabilitaçãoPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Segunda edição do Congresso Rondon inicia na UFSC dia 23 de setembro

18/09/2015 10:02

logotipo2Realizada em parceria entre a Pró-Reitoria de Extensão da UFSC (PROEX) e o Ministério da Defesa, a segunda edição do Congresso Rondon ocorre entre os dias 23 e 25 de setembro no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. A principal meta da iniciativa é reunir Rondonistas e entusiastas de todo o Brasil, tanto para discutir o trabalho realizado nos dez anos dessa segunda fase do Projeto quanto para pensar suas perspectivas de futuro.

Informações: www.congressorondon2015.com.br/

II CONGRESSO NACIONAL DO PROJETO RONDON – (PROGRAMAÇÃO – 1º DIA)

Data Horário Atividade Tema Executor Local Organizador Observação
 23 08h30
12h00
Credenciamento do Congresso com Revista Mundo Rondon Projeto Rondon – 10 anos de realizações Comissão de Recepção Hall de Exposições UFSC Retirada de credenciais e material
  09h30
10h40
Abertura Oficial

do Congresso

Projeto Rondon – 10 anos de realizações Cerimonial do Congresso Auditório Garapuvu MD Roteiro e mestre de cerimônia
  10h40
11h20
Palestra de Abertura Projeto Rondon – 10 anos de realizações Secretário da SEPESD

Gen Silva e Luna

  MD Autoridades civis e militares
23 11h20
11h30
Lançamento do Carimbo e Selo Comemorativos dos 10 anos do Projeto Rondon Dez anos de reedição do Projeto Rondon Correios Hall de Exposições MD Autoridades civis e militares
Set 11h30
12h00
Ato Cultural 01 Apresentação da Banda de Música do Comando 14ª Bda Inf Mtz 14º Brigada de Infantaria Motorizada Centro de Culturas e Eventos MD Preparação do Local do Evento
2015 12h00
14h00
Almoço   Congressistas Restaurante Universitário UFSC Ticket no credenciamento
  13h30 em diante Exposição de Posters Projeto Rondon – 10 anos de realizações UFSC Hall de Exposições UFSC Trabalhos realizados
  13h30 em diante Exposição fotográfica Projeto Rondon – 10 anos de realizações     UFSC Fotografias das Operações
Quarta 14h00
15h00
Palestra

UNE

A importância da UNE no relançamento do Projeto Rondon UNE Auditório Garapuvu MD Apresentador
Feira 14h00
15h00
Palestra 01 O Projeto Rondon como Extensão Universitária Pró-Reitor de Extensão da UFSC

(Prof. Edison Rosa)

Sala 1 UFSC Apresentador
  15h00
16h00
Palestra 02 Marechal Rondon – Realizações, Valores e Legado Cinegrafista Cacá de Souza Auditório Garapuvu MD Apresentador
  16h00
16h30
Ato Cultural 02 Apresentação do Boi de Mamão UFSC Hall de Exposições UFSC Grupo Folclórico
  16h00
16h30
Coffee Break   UFSC Hall de Exposições UFSC Apresentação Musical
  16h30
18h00
Mesa Redonda 01 Rondon: Conquistas e Desafios Palestrantes do dia Auditório Garapuvu UFSC Mediador UFSC
  18h00
19h00
Show de Boas-Vindas 1717 Dois Pontos Grupo de Dança e Teatro Auditório Garapuvu UFSC  
  19h00
21h00
Coquetel de Abertura II Congresso UFSC Hall de Exposições UFSC  

 

II CONGRESSO NACIONAL DO PROJETO RONDON – (PROGRAMAÇÃO – 2º DIA)

 

Data Horário Atividade Tema Executor Local Organizador Observação
  08h00
09h00
Café da Manhã   UFSC Hall de Exposições UFSC  
  08h30
12h00
Palestras Orais Temas relacionados ao Projeto Rondon Palestrantes de trabalhos selecionados Salas 1 e 2 UFSC 2 Mediadores
24 10h00
11h15
Palestra 03 Capitalismo Consciente Ronald Heinrichs Auditório Garapuvu UFSC Mediador
Set 12h00
14h00
Almoço   Congressistas Restaurante Universitário UFSC  
2015 13h30
14h00
Ato Cultural
03
Orquestra da UFSC Comissão de Organização da UFSC Hall de Exposições UFSC  
  14h00
15h15
Palestra 04 Empreendedorismo e Negócios sociais Fábio Serconek Auditório Garapuvu UFSC Mediador
  14h00
16h00
Palestras Orais Temas relacionados ao Projeto Rondon Palestrantes de trabalhos selecionados Salas 1 e 2 UFSC 2 Mediadores
Quinta 15h00
16h00
Mesa Redonda
02
Rondon e as Novas Tecnologias Palestrantes do dia e convidados Auditório Garapuvu UFSC  
Feira 16h00
16h30
Coffee Break     UFSC Hall de Exposições UFSC
  16h30
18h00
Reunião dos Professores Temas enviados Cmt José Antônio Salas 1, 2 e 3
(unidas)
MD Coordenador
  16h30
18h00
Reunião dos Alunos Temas definidos pelos alunos Prof. Alexandre Verzani Auditório Garapuvu UFSC Coordenador
  20h00 Jantar de Confraternização II Congresso Congressistas por adesão Hotel Quinta da Bica D´Agua UFSC Jantar

 

II CONGRESSO NACIONAL DO PROJETO RONDON – (PROGRAMAÇÃO – 3º DIA)

 

Data Horário Atividade Tema Executor Local Organizador Observação
  08h00
09h00
Café da Manhã   UFSC Hall de Exposições UFSC  
  09h00
10h00
Palestra 05 Desenvolvimento Sustentável Pedro Henrique Vitoriano Sala 1 UFSC  
25 09h00
10h00
Palestra 06 IBGE – Dados Sociais Antônio Carlos Alkmim dos Reis Diretor Pesquisa Sala 2 MD  
Set 10h30
12h00
Palestra 07 Tecnologias Sociais, incubação e extensão: relações possíveis Profa. Schirlei Stock Ramos da UFSM Sala 1 UFSC  
2015 10h30
12h00
Mesa Redonda 03 As Experiências da Velha Guarda do Rondon UFSC Auditório Garapuvu UFSC  
  12h00
14h00
Almoço     Restaurante Universitário UFSC  
Sexta 13h30
14h00
Ato Cultural
04
Grupo de Dança NETI Hall do Centro de Culturas e Eventos UFSC  
Feira 14h00
15h00
Palestra 08 Rondon, um Projeto inclusivo Ministro José Barroso Filho Auditório Garapuvu MD  
  15h00
16h00
Palestra 09 Perspectivas e Desafios Coord. Geral do Projeto Rondon Auditório Garapuvu MD Gen Div Schneider
  16h00 Encerramento Homenagens e Premiações   Auditório Garapuvu MD / UFSC  

 

Tags: Congresso RondonMinistério da DefesaPROEXsegunda edição Congresso RondonUFSC

Cantora Maria Creuza é a convidada do projeto ‘ O livro da minha vida’

18/09/2015 09:26

 A cantora Maria Creuza, a intérprete preferida de Vinicius de Moraes, um verdadeiro ícone da MPB,  foi a convidada do projeto  ” O livro da minha vida’. O projeto  é  desenvolvido pela Editora da UFSC em parceria com o Laboratório de Telejornalismo do Curso de Jornalismo da UFSC.

Assista ao vídeo:

Tags: Editora da UFSCLaboratório de TelejornalismoMaria Creuzaprojeto O livro da Minha VidaUFSC

Pesquisa da UFSC indica que idosos com excesso de peso ou com obesidade abdominal têm maior risco de desenvolver hipertensão

17/09/2015 15:16

Rafaela Haeger Luz, sob orientação da professora Aline Rodrigues Barbosa, realizou o estudo “Associação entre diferentes indicadores antropométricos e hipertensão arterial sistêmica em idosos de Florianópolis, Santa Catarina”, como dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina. A pesquisa utilizou dados secundários do estudo EpiFloripa Idoso, coordenado pela professora Eleonora D’Orsi, e teve como objetivo analisar a associação entre diferentes indicadores antropométricos e a presença de hipertensão arterial sistêmica em idosos de Florianópolis.

  Foram avaliados 1.197 idosos, 778 mulheres e 419 homens. A idade média das mulheres foi de 74 anos, e dos homens, 73 anos. A presença de hipertensão foi autorreferida e os indicadores antropométricos foram coletados por meio de mensuração padronizada do peso, altura e perímetro da cintura.

Foi estimado que 65% dos idosos de Florianópolis têm hipertensão. Os indicadores Índice de Massa Corporal, Perímetro da Cintura, Razão Cintura/Estatura, e os indicadores combinados Índice de Massa Corporal+Perímetro da Cintura e Índice de Massa Corporal+Razão Cintura/Estatura, que avaliaram o excesso de peso e a obesidade abdominal, foram associados à hipertensão nas mulheres. Nos homens, somente o Índice de Massa Corporal e os indicadores combinados foram associados à hipertensão.

Deriva-se, da pesquisa, que idosos com excesso de peso ou com obesidade abdominal ou, com excesso de peso e obesidade abdominal,  têm maior risco de desenvolver hipertensão, quando comparados a idosos com peso normal.

 

Tags: Aline Rodrigues Barbosaexcesso de pesohipertensãoidososobesidade abdominalPPGNRafaela Haeger LuzUFSC

UFSC sedia XI Encontro Catarinense de Saúde Mental

17/09/2015 14:42

O XI Encontro Catarinense de Saúde Mental (ECSM) será realizado de 14 a 16 de outubro, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC . O evento é organizado pela UFSC e pela Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme). O tema desta edição é “A cidade e a saúde: vivências na dimensão psicossocial”.  Conferência de abertura” Cidades, espaços e produção de saúde, com Zulmira Cruz Bonfim (UFC).

Informações no site e Faceboook.
Tags: UFSCXI Encontro Catarinense de Saúde Mental

Professor da UFSC é diplomado na Academia Brasileira de Ciências

17/09/2015 13:50
Jacob Palis, presidente da ABC; Marcelo Farina, professor do Departamento de Bioquímica e novo membro afiliado; João Batista Calixto, vice-presidente da Regional Sul. Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC.

Jacob Palis, presidente da ABC; Marcelo Farina, professor do Departamento de Bioquímica e novo membro afiliado; João Batista Calixto, vice-presidente da ABC-Sul. Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC.

A importância da ciência para o desenvolvimento do país foi tema recorrente nos discursos da cerimônia de diplomação do professor Marcelo Farina como membro afiliado da Regional Sul da Academia Brasileira de Ciências (ABC-Sul). O evento ocorreu na tarde de quarta-feira, 16 de setembro, na Sala dos Conselhos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estavam presentes na mesa de abertura do Acadêmico  Jacob Palis, presidente da ABC; João Batista Calixto, vice-presidente da ABC-Sul; Jorge Guimarães, diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii); Sérgio Luiz Gargioni, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc); Roselane Neckel, reitora da UFSC; e  Jamil Assreuy, pró-reitor de Pesquisa da UFSC.

O professor Calixto ressaltou a importância da afiliação à ABC para a carreira de um pesquisador. “Esse tipo de reconhecimento é fundamental. A região Sul tem alta competitividade científica; espero que Santa Catarina tenha cada vez mais indicações. A tendência é que esses que são hoje membros afiliados sejam no futuro membros efetivos.” Já Sérgio Luiz Gargioni afirmou ser fundamental que “a sociedade veja que não há futuro sem uma Universidade forte, competente, atuante”.

A programação começou com a palestra de Jorge Guimarães, com o tema “Pesquisa e pós-graduação no Brasil: passado, presente e futuro”. O Acadêmico elogiou a iniciativa do presidente da ABC que, em 2007, criou a categoria membro afiliado. “A presença do jovem pesquisador trouxe um alento à Academia e também foi importante para os jovens, que ganham confiança para enfrentar as dificuldades que inevitavelmente aparecem.” Guimarães elogiou o desempenho da UFSC no contexto nacional e internacional, ressaltando que boa parte do sucesso de Santa Catarina e do que é considerado inovador no estado tem uma contribuição considerável da Universidade.

Diplomação

Jacob Palis afirmou ser uma honra e satisfação poder absorver o professor Marcelo Farina na ABC: “Ele é um jovem muito brilhante.” Para o presidente da entidade, essa diplomação reflete o desempenho da UFSC que, mesmo sendo uma Universidade jovem, tem se destacado progressivamente. Calixto igualmente disse ser  “o maior prazer entregar esse diploma”. Após ser diplomado, o professor apresentou a palestra “Mecanismos relacionados à toxicidade induzida por metilmercurio”, abordando o tema de sua pesquisa.

Os quatro pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que também seriam  diplomados (Jairo Francisco Savian, Raquel Giulian, André Quincozes dos Santos e Jackson Damiani Scholten) não puderam comparecer à cerimônia devido ao mau tempo em Porto Alegre, que provocou o cancelamento de diversos vôos na manhã de quarta-feira. Farina explicou que havia planejado para a ocasião uma palestra mais curta, com cerca de meia hora, já que haveria outras, mas, mesmo sendo o único, ateve-se ao plano.

Antídoto contra intoxicação por mercúrio

Antes de iniciar, citou seus agradecimentos, já que parte dos presentes, entre eles Palis e Assreuy, precisaria deixar o evento antes do final por causa do horário de seu voo para Porto Alegre. Também fez questão de destacar a importância da atenção à pesquisa básica. “Tem que fazer. A inovação é crucial, claro, todo mundo quer a aplicação, o medicamento novo, mas não adianta pensar só na cereja do bolo”, destacou.

Falou também sobre sua pesquisa com os mecanismos de toxicidade induzida por xenobióticos. Ele estudou a maneira como o mercúrio altera a propagação dos impulsos sinápticos e, assim, ocasiona doenças neurogenerativas, que podem ter efeitos permanentes, especialmente se o organismo for exposto ao metal em fases críticas do desenvolvimento, como a gestação. Mostrou que o metil-mercúrio causa esse efeito ao inibir a captação de glutamato, importante aminoácido neurotransmissor, pelos neurônios pós-sinápticos e apresentou o trabalho para obter antídotos ou protetores contra os males causados no organismo humano. Os testes com o antioxidante Ebselen, diz, têm mostrado efeito restaurador essa captação de glutamato.

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC
daniela.canicali@ufsc.br

Fábio Bianchini/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC
fabio.bianchini@ufsc.br

 

Tags: ABCAcademia Brasileira de CiênciasCCBDiplomaçãoMarcelo FarinaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Professor aposentado da UFSC recebe medalha do mérito

17/09/2015 13:17

O professor Luiz Carlos Pinheiro Machado, aposentado do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi indicado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) para receber a Medalha do Mérito do Sistema Confea/Crea e Mútua. A premiação será na abertura da 72ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (SOEA), que ocorre de 15 a 18 de setembro de 2015, em Fortaleza (CE).

Nascido em 3 de julho de 1928, em Porto Alegre (RS), Luiz Carlos Pinheiro Machado cursou Agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde ingressou como professor-assistente em 1952. Em 1959, foi aprovado em concurso para livre-docente; em 1962, para professor catedrático. Em 1981, ingressou no Departamento de Zootecnia da UFSC, e criou no estado a primeira disciplina de “Etologia” da América Latina. Em 1994,  passou em concurso para professor titular da UFSC, aposentando-se compulsoriamente em 1998.

Como professor universitário, exerceu liderança entre os alunos – um dos motivos que a ditadura usou para expurgá-lo da UFRGS em 1964, para onde voltou em 1979, após sancionada a Lei da Anistia, aposentando-se em 1983 por tempo de serviço.
Em Santa Catarina, contribuiu para o desenvolvimento científico e a produção rural.

Em meados da década de 1950, participou ativamente do treinamento dos técnicos que ingressavam na Acaresc, hoje Epagri, quando ministrou  vários cursos de suinocultura, gado leiteiro e nutrição animal. Com a publicação do livro Os suínos, nos anos 1960, mudou a suinocultura de Santa Catarina e do país. Entre 1985 e 1986 foi presidente da Embrapa.
Foi também o principal divulgador do Pastoreio Racional Voisin (PRV), tecnologia de alta produtividade de bovinos em pasto, difundida atualmente  em todo o território catarinense, e garantindo melhor economicidade à agricultura familiar.

Tags: Luiz Carlos Pinheiro Machadomedalha mérito ConfeaUFSC

Nota de pesar: falece o professor aposentado Matias Inácio Battisti

17/09/2015 10:22

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento do professor aposentado Matias Inácio Battisti no dia 14 de setembro. O velório será realizado até as 12 horas desta quinta-feira, 17 de setembro, no Cemitério de Itacorubi. Em seguida, será transladado para a cidade de Nova Trento, sua cidade natal, para o sepultamento.

Tags: nota de falecimentoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

‘Empreendedorismo em negócios sociais’ é tema de  palestra

17/09/2015 09:45

O Departamento de Inovação Tecnológica (DIT) da UFSC promove a palestra “Empreendedorismo em negócios sociais”, que será ministrada pelo Sebrae nesta sexta-feira, 18 de setembro, 14 horas, no auditório do Centro Socioeconômico (CSE).

A palestra encerra as atividades presenciais da disciplina “Propriedade intelectual, transferência de tecnologia, inovação e empreendedorismo”, mas será aberta à comunidade.

O link para realizar as inscrições está disponível na página do DIT no Facebook.

 

Tags: Centro SocioeconômicoDepartamento de Inovação Tecnológicapropriedade intelectualUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Repositório Institucional disponibiliza obras de literatura gótica

17/09/2015 09:10

O projeto de extensão Gothic Digital Series, na área de língua inglesa do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras (DLLE), está disponibilizando em formato eletrônico obras de literatura gótica. “Essa iniciativa surgiu como solução para a dificuldade de encontrar materiais impressos e de qualidade para serem utilizados em sala de aula pela graduação e pós-graduação”, explica o professor Daniel Serravale de Sá, um dos organizadores do projeto.

Os textos são todos editados, publicados e distribuídos gratuitamente e sem restrições de uso (de acordo com as leis de domínio público). O trabalho se divide em duas fases: a primeira é a seleção dos textos originais que serão editados, por meio da consulta de livros especializados sobre o gótico literário e suas vertentes. A segunda é a preparação e editoração eletrônica: digitação, diagramação e obtenção do ISSN ou ISBN (códigos de identificação das obras), feita geralmente por bolsistas que recebem treinamento. E por fim a produção é disponibilizada no Repositório Institucional da UFSC.

Neste primeiro ano de projeto serão publicados contos de autores representantes do gótico norte-americano:

Edgar Allan Poe (1809-1849)
Nathaniel Hawthorne (1804-1864)
Herman Melville (1819-1891)
Ambrose Bierce (1842-1914)
Harry Hubbell Kane (?- 1854)
Henry Clay Lewis (1825–1850)
Henry James (1842-1916)
Kate Chopin (1850-1904)
Washington Irving (1783-1859)
Gertrude Atherton (1857–1948)
Charlotte Perkins Gilman (1860-1935).

Giovanna Olivo/Estagiária de Jornalismo/Agecom/DCG/UFSC

 

 

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Estudantes da UFSC celebram aniversário de independência da Guiné-Bissau

17/09/2015 09:04

Em comemoração ao 42° aniversário da independência da Guiné-Bissau, no dia 24 de setembro, a Associação de Estudantes Guineense de Santa Catarina (AEGUISC) criou uma programação que inclui palestras e uma festa de apresentação cultural do país. As palestras serão realizadas no Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e são abertas a todos os estudantes. Essas atividades vão abrir uma discussão sobre temas pertinentes ao país e aos estudantes guineenses.

Os debates são realizados no dia 24 de setembro (quinta-feira), na sala 509 do CCB, a partir das 15h. Com os temas, “Impacto da incompatibilidade entre os poderes do sistema político Guineense” e “Retrospectiva e as possíveis soluções da situação socioeconômica da Guiné-Bissau”, serão divididos em duas mesas.

As questões discutidas serão de âmbito nacional e internacional do contexto atual guineense-africano. O evento dá direito a certificado em três categorias: componentes da mesa (palestrantes e debatedores), organização e ouvinte.

A festa de apresentação cultural será realizada no dia 26 de setembro (sábado), no salão do Grupo Novo Horizonte, na Beira-Mar Norte, e vai contar com comidas típicas, apresentações de danças e músicas tradicionais e modernas da Guiné-Bissau.

Mais informações no Facebook.

Giovanna Olivo/Estagiária de Jornalismo/Agecom/DCG/UFSC

 

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Seminário de pesquisas em Linguística recebe inscrições

16/09/2015 13:24

sinpelEstão abertas até 28 de setembro as inscrições para submissão de resumos para o VII Seminário Integrado de Pesquisas em Linguística (Sinpel). O evento, que ocorre de 11 a 13 de novembro, é organizado por alunos do Programa de Pós-graduação em Linguística  (PPGLin) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Mais informações no site do PPGLin e na página do evento.

 

Tags: LinguísticaseminárioSinpelUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Programação ‘Museus e Memórias Indígenas’ é destaque no MArquE

16/09/2015 12:33

A 9ª edição da Primavera dos Museus será realizada de 22 a 25 de setembro com o tema “Museus e Memórias Indígenas”. O Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE), da UFSC, programou uma série de exposições, oficinas, encontros e visitas mediadas, além de sessões do Cine Demarque!, sempre seguidas de debate, durante todos os dias do evento.

Coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e realizada pelas instituições museológicas brasileiras, a Primavera dos Museus ocorre anualmente no início da primavera, com o objetivo de sensibilizar as instituições museais e a comunidade para o debate sobre temas da atualidade.

Confira a programação no anexo:

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Projeto de extensão integra prática de yoga e leitura terapêutica

16/09/2015 11:00

O projeto de extensão ‘Leitura e Relaxamento’, organizado pelo Movimento de Pesquisa em Yoga na Educação (MEN/CED), promove encontros com o objetivo de integrar a prática do yoga com a leitura terapêutica, também conhecida como Biblioterapia.

As sessões são abertas a toda comunidade acadêmica e ocorrerão todas as quintas-feiras, das 17h30 às 18h20, a partir de 17 de setembro. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas no local, no Espaço do Corpo, bloco A do Centro de Educação.

Mais informações no site ou pelo telefone (48) 9999-1644.

Projeto_leituraerelaxamento-imagem

 

Tags: ‘Leitura e RelaxamentoBiblioterapiaMovimento de Pesquisa em Yoga na EducaçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Jornada Bolivarianas 2015 iniciam-se em 21 de setembro

16/09/2015 10:24

Começa na segunda-feira, dia 21 de setembro, mais uma edição das Jornadas Bolivarianas, principal evento do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA). O tema dessa décima- primeira edição é Literatura e Política na América Latina. As atividades acontecem no Auditório do Centro Socioeconômico.

Os latino-americanos têm uma exuberante literatura e, ela, mais do que uma área de estudo, é um instrumento poderoso de conhecimento da realidade. Guerreiro Ramos, importante estudioso brasileiro, afirmava categoricamente que os primeiros sociólogos da América Latina foram os literatos, figuras que descreviam com grandeza e perspicácia a realidade do continente. No Brasil podem-se citar autores como Euclides da Cunha e Lima Barreto, que narraram episódios cruciais da vida nacional. Cunha descrevendo Canudos, fazendo estudos sobre as fronteiras nacionais, e Lima Barreto discutindo a cultura e a vida cotidiana de um país que entrava na chamada “modernidade”. Obras de imenso valor literário e de profundo conhecimento sobre o país. A literatura, portanto, em toda a América Latina, faz parte da construção da nossa identidade como povo. Por conta dessa riqueza cultural o Instituto de Estudos Latino-Americanos decidiu trabalhar nessa décima primeira edição das Jornadas Bolivarianas o tema Literatura e Política na América Latina, pois era uma lacuna que se apresentava nos nossos estudos.

A literatura, ao contrário de outros campos como a Economia, Sociologia, Filosofia, História e outros, chega à população sem o filtro universitário.   Tematizar essa relação fecunda/conflituosa entre a literatura e a política tem consequências políticas extraordinárias para a universidade e para o país. Os autores latino-americanos são reconhecidos em todo o mundo por sua qualidade, mas isso é o menos importante.

Nesse sentido, a XI Edição das Jornadas Bolivarianas convoca renomados intelectuais e literatos da América Latina que dedicam sua vida intelectual a analise da estreita e conflituosa relação entre o surgimento de uma literatura genuinamente latino-americana e os grandes antagonismos que marcam a evolução de nossas sociedades. Escritores como Gabriel Garcia Marques, Lima Barreto, Rodolfo Walsh, Roque Dalton, Jorge Amado, Oswald de Andrade, entre outros, terão suas obras analisadas levando-se em consideração não apenas o valor literário do trabalho, mas a capacidade que tiveram de narrar a realidade, colocando a nu problemas nacionais que acabaram se universalizando pela força de suas narrativas.

Todas as atividade acontecem no Auditório do Centro Sócio-Econômico/UFSC

 

Programação

 

Dia 21 de Setembro

Manhã (Auditório do CSE)

As inscrições são gratuitas e feitas no local do evento

8:30 – Abertura oficial das XI Jornadas Bolivarianas

9:15 – Atividade Cultural – Teatro

9:30 – Conferência: Gabriel Garcia e a realidade latino-americana

Victor Moncayo – Colômbia

Coordenação: Nildo Ouriques

Tarde (Auditório do CSE)

14:30 às 18:00

Apresentação de Trabalhos

1  – O Brasil e o capitalismo dependente: integração ou subimperialismo regional?  – Poliana Garcia Temistocles.

2  – A construção de um espaço para fortalecimento do poder popular na América Latina: o Sippal – Layssa Maia, Marina Freire, Dennis Rodrigues Martins.

3 – As missões sociais na Venezuela de Hugo Chávez e os desafios de Nicolás Maduro no campo social – Rafael Teixeira de Lima.

4  – Teoria da Dependência Marxista: uma análise da inserção da América Latina no Comércio Internacional nos anos 2000 –  Giselle Nunes Florentino.

Noite (Auditório do CSE)

19:00 – Atividade Cultural

19:15 às 21:30

Conferência:  Literatura e memória histórica

Tânia Ramos  – Santa Catarina

Conferência:  “Narrar o ultraje: literatura, memória e testemunho”

Fábio Lopes – Brasil

Coordenação: Waldir Rampinelli

Dia 22 de setembro

Manhã (Auditório do CSE)

09:00 – Atividade Cultural

09:15 – Conferência: Estética e militância em Roque Dalton

Luis Edgar Alvarenga Vásquez – El Salvador

Coordenação: Paulo Capela

Tarde  (Auditório do CSE)

14:30 às 18:00

Apresentação de Trabalhos

1 –  Por uma nova mística: uma história de amor e fúria e os desafios de uma estética revolucionária para a América Latina no novo capitalismo global  – João Gabriel de Almeida

2  – Literatura e questão nacional em José Carlos Mariátegui – Bernardo Soares Pereira

3 – La voz del silêncio: contemporaneidad y oralidad en la poesia Mapuche de Elicura Chihuailaf Nehuelpán – Patricia de Moura Leite

4 – Escritura e Militância na Literatura argentina dos anos 70 –  André Queiroz

5 –  A micro autobiografia de Odair de Moraes: uma proposta de leitura à luz do marxismo – Edson José Sant´Ana, Gabriela Balbino Simões, Iago Silva e Souza.

Noite (Auditório do CSE)

19:00 – Apresentação Cultural – Lançamento do livro “O golpe da reforma agrária – fraude milionária na entrega de terras em Santa Catarina” – de Gert Shinke

19:15 – Conferência: Oswald de Andrade, o inimigo da piada

Gilberto Felisberto Vasconcellos  – Brasil

Coordenação: Elaine Tavares

Dia 23 de setembro

Manhã (Auditório do CSE)

09:00 – Atividade Cultural

09:15 – Conferência: Un abanico o una pistola – Três pistas para pensar a relação entre literatura, jornalismo e intervenção política no pensamento de Rodolfo Walsh

Natália Vinelli – Argentina

Coordenação: Lauro Mattei

Tarde (Auditório do CSE)

14:30 às 17:00

Lançamento do documentário

El Pueblo Que Falta

Direção de André Queiroz – O trabalho aborda a questão da violência de Estado em América Latina (mais precisamente, Argentina, Brasil, Chile e Peru) e os processos de insurgência. Projeção seguida de debate.

Noite (Auditório do CSE)

19:00 – Atividade Cultural

19:15 – Conferência: A literatura e a militância política de Lima Barreto

Denilson Botelho – São Paulo

Coordenação: Nildo Ouriques

Fonte: IELA

 

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Programa ‘Escala de Estudiantes de Grado’ abre inscrições até 4 de outubro

16/09/2015 09:36

A Secretaria de Relações Internacionais (Sinter) informa que estão abertas as inscrições para o Programa Escala de Estudiantes de Grado, promovido no âmbito da Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM).

O programa é destinado aos estudantes de graduação da UFSC. Serão 14 vagas, distribuídas entre universidades da Argentina, do Chile, do Paraguai e do Uruguai.

Os contemplados realizarão intercâmbio de um semestre em uma das universidades participantes e serão beneficiados com isenção de taxas acadêmicas, hospedagem e alimentação (a serem concedidas pela universidade anfitriã).

As inscrições deverão ser realizadas até 4 de outubro.

Cronograma:

Divulgação do Edital 15 de setembro
Inscrição dos candidatos até 4 de outubro
Entrevista com os candidatos classificados na 1ª fase 7 a 16 de outubro
Divulgação do resultado preliminar 19 de outubro
Recurso 20 de outubro
Divulgação do resultado final 22 de outubro

Mais informações no Edital n.º 11/2015/SINTER ou pelo e-mail augm.sinter@contato.ufsc.br

Tags: Asociación de Universidades Grupo MontevideoAUGMPrograma Escala de Estudiantes de GradoSinterUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Integrantes do projeto de extensão ‘AQI na rua’ participam da Fenaostra

16/09/2015 09:15

Os alunos de graduação do curso de Engenharia de Aquicultura, do Departamento de Aquicultura da UFSC, juntamente com a coordenadora do projeto “AQI na rua – A extensão universitária como veículo de transferência de conhecimentos para a comunidade”, Katt Regina Lapa, participarão da 16ª Festa Nacional da Ostra e Cultura Açoriana – Fenaostra, que será realizada de 16 a 20 de setembro, no Centro de Convenções de Florianópolis.

Através da parceria com o Instituto Geral de Oportunidades de Florianópolis (IGEOF) e a prefeitura de Florianópolis, o “AQI na rua” faz sua primeira participação em um evento de grande porte em Florianópolis.

A participação é o resultado do trabalho de divulgação do curso de Engenharia de Aquicultura desde 2011, quando foi dado início ao projeto pelos alunos do curso de graduação em Engenharia de Aquicultura, sob orientação de docentes do Departamento de Aquicultura da UFSC. A partir de 2014 o projeto conta com o financiamento do MEC/SISU/PROEXT sob forma de bolsas de extensão, e aguarda liberação de recursos para custeio e equipamentos.

A professora Katt Regina Lapa abordará o papel do Engenheiro de Aquicultura no mercado de trabalho durante o Seminário Técnico da Fenaostra, contando ainda com a participação de engenheiras formadas pelo curso, Eliziane Silva e Gabriela Soltes, que representarão a Associação Brasileira de Engenheiros de Aquicultura (Abeaqui).

Mais informações pelo e-mail katt.lapa@ufsc.br ou pelos telefones (48) 3721-5470/5471.

 

Tags: AQI na RuaAquiculturaengenharia de aquiculturaFenaostraUniversidade Federal de Santa Catarina

Nute será Órgão Suplementar da Universidade

15/09/2015 18:20

O Núcleo Multiprojetos de Tecnologia Educacional (Nute), órgão de apoio à comunidade da UFSC no uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação em atividades de pesquisa, ensino e extensão, criado em maio de 2013 como sucessor da Secretaria de Educação a Distância (SEaD), passa a ser Órgão Suplementar da Universidade. O novo status posiciona o Núcleo como unidade subordinada diretamente à Reitoria ou autoridade por ela designada.

A mudança foi aprovada por unanimidade em sessão especial do Conselho Universitário no dia 8 de setembro. O coordenador do Nute, professor Celso Tumolo, explica que a estrutura e o status do Nute estavam pequenos em relação a suas atividades. “Desde dezembro do ano passado buscamos essa alteração, para ganhar mais infraestrutura, especialmente humana, e atender os objetivos do Núcleo. O Nute tem grande contribuição para a UFSC, não somente na pesquisa de tecnologia e métodos para educação a distância, mas também na elaboração e oferecimento de cursos e colaboração técnica com outros programas”, diz.

Depois de trabalhar com projetos externos, o Nute volta sua experiência e conhecimentos no uso de tecnologia educacional para atender técnico-administrativos, professores e estudantes e trabalhar com cooperação técnica dentro da Universidade. Entre os programas institucionais da UFSC assistidos pelo Nute estão os de Formação dos Docentes, Capacitação dos Técnico-Administrativos em Educação, Apoio Pedagógico da Coordenadoria de Avaliação e Apoio Pedagógico e Idiomas sem Fronteiras UFSC. O Núcleo também abriga projetos de extensão, atua na disseminação das tecnologias e os materiais educacionais digitais que produz e promove encontros, debates, seminários, fóruns e grupos de estudo, para discutir questões relativas à tecnologia educacional, entre outras atividades.

 

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UFSC recebeu nessa terça o Prêmio Jovem Cientista na categoria ‘Mérito Institucional’

15/09/2015 15:06

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi anunciada, em cerimônia realizada em 21 de maio, em Brasília, vencedora da categoria “Mérito Institucional” do Prêmio Jovem Cientista 2015, iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O prêmio foi entregue pela presidente da República nesta terça-feira, 15 de setembro, com a presença dos ganhadores, seus orientadores, e autoridades governamentais da área da Ciência, Tecnologia e Inovação e da comunidade científica e tecnológica.Estavam presentes à cerimônia a reitora Roselane Neckel e o pró-reitor de Pesquisa, Jamil Assreuy.

 

Presidente da Dilma e  os premiados. Foto Roberto Stuckert Filho/ PR

Presidente  Dilma e os premiados. Foto Roberto Stuckert Filho/ PR

Na categoria Mérito Institucional, são premiadas uma instituição de ensino superior e outra de ensino médio, às quais estiverem vinculados o maior número de trabalhos qualificados, apresentados respectivamente nas categorias “Mestre e Doutor”, “Estudante do Ensino Superior” e “Estudante do Ensino Médio”.

Para Roselane  “Este reconhecimento é motivo de muito orgulho e, mais uma vez, demonstra a importância do trabalho desenvolvido por nossos pesquisadores e pesquisadoras. por isso, gostaríamos de parabenizar  a comunidade universitária,  especialmente os estudantes e seus orientadores que inscreveram seus trabalhos no Prêmio” .

Estudantes e instituições de ensino do Ceará, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo estão entre os vencedores desta edição, cujo tema foi “Segurança Alimentar e Nutricional”. Entre os trabalhos contemplados estão um produto que permite ao consumidor identificar fraudes no leite; um modelo inovador de agricultura urbana, que oferece um sistema sustentável de produção e aproxima os consumidores dos produtores; um estudo sobre a castanha-do-pará como fonte de suplementação de selênio para idosos, que se revela importante aliado na prevenção do mal de Alzheimer.

Pela primeira vez, o prêmio disponibilizou webaulas sobre Segurança Alimentar e Nutricional para ajudar os estudantes do ensino médio a dar os primeiros passos na elaboração de suas pesquisas. O material didático – gratuito e on-line – (www.jovemcientista.cnqp.br) fica disponível até o fim do ano e pode ser utilizado por todos os que queiram trabalhar o assunto na escola, família ou comunidade.

Ao longo dos anos, o CNPq tem acompanhado a trajetória acadêmica e profissional dos premiados. Em 2011, editou a publicação 30 anos revelando talentos e impulsionando a pesquisa. Em 2015, o Prêmio Jovem Cientista completou 34 anos. Nesse período, tornou-se um dos mais importantes reconhecimentos aos cientistas brasileiros.

Confira a lista completa dos vencedores.

Aldo Rebelo, ministro da Ciência Tecnologia e Inovação e Roselane Neckel na cerimônia do prêmio Jovem CIentista

Aldo Rebelo, ministro da Ciência Tecnologia e Inovação e Roselane Neckel na cerimônia do prêmio Jovem Cientista. Foto DGC/UFSC

Tags: categoria mérito institucionalCNPqJamil AssreuyPrêmio Jovem Cientista 2015Roselane NeckelUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Um pesquisador impulsionado por um ‘descontentamento persistente’

15/09/2015 14:19

Marcelo Farina, pesquisador do Departamento de Bioquímica do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e novo membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC), é motivado por “um certo descontentamento persistente”. “O que seria isso?” – ­­ele explica­ – “É estar sempre querendo algo a mais, estar sempre buscando melhorar e realizar mais. Minha busca nunca foi no sentido de almejar este ou aquele posto. Eu prefiro estar focado em aprimorar o meu dia a dia, a minha pesquisa, a formação dos meus alunos.” A diplomação na ABC é uma conquista decorrente de sua atuação como pesquisador; por isso, a notícia foi recebida com alegria. “Quando chegou o e-mail do presidente da Academia Brasileira de Ciências dizendo ‘parabéns’, fiquei muito feliz, não tem como descrever de outra forma. Um reconhecimento é sempre uma motivação.”

© Pipo Quint / Agecom / UFSC

Marcelo Farina em seu laboratório. Foto: Jair Quint/Agecom/DGC/UFSC.

Diferentemente da categoria de membro titular, a de membro afiliado é destinada a pesquisadores jovens, de até 40 anos, que usufruem o direito de participar nas atividades da Academia por um período de cinco anos. Antes de Marcelo, apenas um professor da UFSC havia sido diplomado como membro afiliado: André Luiz Barbosa Báfica, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia. O pesquisador Juliano Ferreira, do Departamento de Farmacologia, é membro afiliado desde 2012, quando ainda era professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Para o período 2015-2019, foram escolhidos cinco pesquisadores da Regional Sul, dos quais quatro são da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Marcelo, da UFSC.

A escolha de novos afiliados ocorre em duas etapas: na primeira, um membro titular indica o pesquisador; na segunda, todos os titulares votam para eleger dentre os indicados. A escolha é feita em função da trajetória acadêmica: anos dedicados à pesquisa, principais conquistas do ponto de vista científico. Marcelo foi indicado por João Batista Teixeira da Rocha, da UFSM, seu orientador de mestrado e doutorado. “Esse pesquisador já orientou dezenas de doutores. Ele se tornou membro titular em 2014. O fato de sua primeira indicação ser alguém que não é da sua universidade me causa bastante alegria.”

Marcelo tem 39 anos e considera importante a participação das novas gerações de pesquisadores na ABC. “Um membro titular geralmente se baseia no que vivenciou há algumas décadas. Os jovens trazem o diferencial de terem uma experiência mais recente de aspectos importantes relacionados à ciência no Brasil. Por isso podemos trocar experiências e ideias de como podemos avançar em termos de política, ciência e tecnologia. Eu pretendo contribuir justamente dessa forma, a partir da minha experiência pessoal como pesquisador jovem.” A atuação política da entidade é algo que lhe motiva como novo membro. “É uma grande oportunidade poder participar das reuniões da Academia. A ABC é muito atuante politicamente, é uma instituição que luta em prol da ciência brasileira.”

 

A ciência

Em sua pesquisa, Marcelo busca averiguar de que forma compostos tóxicos presentes na natureza afetam a saúde humana. “Hoje em dia estamos mais suscetíveis à exposição de agentes tóxicos: medicamentos; pesticidas; produtos derivados da atividade industrial, como metais pesados, solventes etc. Tudo isso é lançado na natureza a partir da atividade humana. Eu investigo de que forma alguns desses componentes, que antes eram inexistentes ou existentes em menor quantidade, atuam no organismo.” Em seus experimentos, o pesquisador tenta compreender até que níveis o ser humano pode estar exposto a essas substâncias sem correr risco de sofrer seus efeitos nocivos. “Muitas doenças – como Alzheimer, Parkinson, diabetes, câncer – têm causas que ainda não são totalmente compreendidas. Por isso é importante definir os limites aceitáveis de exposição a esses compostos e, a partir disso, desenvolver uma base científica para implementar políticas ambientais. Por que se diz que o nível aceitável de chumbo no sangue é ‘tanto’? Porque se sabe que, até esse nível, em princípio, ele não prejudica a saúde.”

Caso se comprove que determinado componente possa desenvolver uma doença, a tendência seria, primeiramente, banir ou minimizar ao máximo sua presença na natureza. Marcelo explica que sua pesquisa busca, em uma segunda etapa, desenvolver estratégias que funcionem como antídoto. “Ou seja: se você se expõe agudamente a um agente tóxico, existe alguma forma de bloquear essa toxicidade? Após o indivíduo ter sido exposto e já estar apresentando sintomas crônicos que não são revertidos a curto prazo, é possível atuar farmacologicamente para minimizar esse estado?”

Entre os muitos compostos tóxicos que poderiam ser analisados, Marcelo decidiu estudar a atuação de metais e pesticidas. “O Brasil é um grande e talvez o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Alguns agentes que já foram banidos em alguns países ainda são utilizados aqui.” A pertinência desse tipo de investigação se deve ao fato de não haver, hoje, uma legislação que regulamente o uso de muitas dessas substâncias. O pesquisador se sente motivado, fundamentalmente, pela possibilidade de “fazer a diferença” e de melhorar a vida do ser humano. “Seria uma realização enorme se algumas das moléculas que estou investigando como potencial agente terapêutico para essas condições viessem a se tornar um medicamento, trazendo benefícios para a população. Eu sei que para isso existem várias etapas, e eu estou numa fase muito inicial. Mas estou tentando dar um passo significativo em termos científicos na minha área, adquirindo resultados que possam ser realmente benéficos à sociedade – imaginar isso até me emociona.”

 

Trajetória acadêmica

O caminho que o levou à Bioquímica começou quando partiu de sua cidade natal, Erechim (RS), para cursar, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a graduação em Farmácia. Essa não foi, entretanto, uma escolha premeditada. “Há pessoas que dizem ‘desde pequeno eu queria ser farmacêutico’. Não é o meu caso. Quando chegou o momento de fazer vestibular, fiz um teste vocacional, que apontou para as ciências da vida. Decidi fazer Farmácia, pois gostava de Química. Na época foi o primeiro curso que me passou pela cabeça. Eu não tinha um sentimento genuíno de ‘ah, eu quero ser isso!’. Se o teste vocacional dissesse ‘você deve ser músico’, talvez eu me tornasse músico. Eu inclusive gosto de tocar bateria.”

Mas o teste vocacional provavelmente estava certo. Já durante a graduação, Marcelo se identificou com a Farmacologia e a Bioquímica – área em que fez Iniciação Científica. Posteriormente, no mestrado, o pesquisador diz ter sido influenciado por seu orientador. “O professor João Batista trabalha, principalmente, a toxicologia de compostos metálicos; então, eu comecei a me interessar por isso. No mestrado, eu me voltei para o efeito das substâncias no organismo como um todo; no doutorado, optei focar o sistema nervoso central e as doenças neurodegenerativas.” Marcelo considera que ainda existe muito a ser descoberto nessa área, mas as lacunas de conhecimento são, para ele, uma característica de todo campo do saber. “O ser humano sabe muito pouco de si próprio e do Universo, por isso acho muito importante a continuidade da ciência, a busca do conhecimento científico, daquilo que não se compreende.”

O ingresso no mestrado foi, para ele, o momento decisivo de sua trajetória profissional. Após concluir a graduação, voltou a Erechim para trabalhar em um hospital. “Depois de seis meses em um laboratório de Análises Químicas, percebi que aquilo não me motivava tanto, era muito monótono.” Nessa época, soube que a Capes havia recém-aprovado o mestrado em Bioquímica da UFSM, e que, em alguns meses, haveria a seleção para a primeira turma. “Fui da primeira turma do mestrado em Bioquímica da UFSM.” Aos 22 anos, Marcelo retornou àquela universidade e integrou a equipe de pesquisadores do laboratório de Bioquímica. “Quando saí daquele ambiente hospitalar e voltei ao acadêmico, tudo parecia mais lindo, mais espontâneo, mais alegre, mais criativo. Eu me senti feliz cursando mestrado e atuando em um laboratório de pesquisa. Isso me motivou muito; eu me vi fazendo aquilo pelo resto da vida.”

Marcelo cursou o doutorado na mesma área, mas na UFRGS, em Porto Alegre. Assim que o concluiu, em 2003, foi aprovado em concurso para professor efetivo do Departamento de Análises Clínicas e Toxológicas da UFSM. Dessa vez sua passagem por Santa Maria durou apenas seis meses: nesse período, ele também foi selecionado em concurso para professor da UFSC e optou mudar-se para Florianópolis pela característica que lhe é intrínseca: o “descontentamento persistente”. “Busquei um pouco de independência científica.”

Na UFSC, Marcelo teve o desafio de “começar do zero”: conquistar desde um espaço físico para seus experimentos, passando pela compra da primeira geladeira para seu laboratório, até a criação do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica da Universidade. “O fato de me sentir mais independente me motivava muito. Embora eu atue numa linha muito próxima da em que eu atuava na UFSM, aqui tive a oportunidade de construir algo. Eu entrei na UFSC em 2004, e, em 2008, conseguimos criar o Programa de Pós-Graduação em Bioquímica, com mestrado e doutorado. Posso dizer que houve uma contribuição significativa de minha parte: fui o presidente da comissão de implantação do curso. Mas é claro que isso foi possível por já haver aqui uma equipe competente.” O professor se sente feliz por fazer parte da Universidade. “Eu considero a UFSC uma universidade respeitável, muito ativa e importantíssima para Santa Catarina. Para mim é um orgulho ser professor da UFSC.”

Atualmente, Marcelo orienta dois alunos de Iniciação Científica, três mestrandos, quatro doutorandos e dois pós-doutorandos. O ensino é, para ele, parte muito importante de sua atuação como acadêmico. “Gostaria de contribuir para a formação de novos cientistas, que talvez venham a gerar conhecimentos importantes para a sociedade.” O pesquisador reafirma que se sente feliz como membro da ABC, mas que o mais importante é ser cada vez melhor no que faz. “Mais do que fazer mais, quero fazê-lo benfeito. O lançamento de um novo medicamento não ocorre se nós, como pesquisadores, não fizermos um excelente trabalho.”

Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/DGC/UFSC
daniela.canicali@ufsc.br

Revisão: Claudio Borrelli/Revisor de Textos da Agecom/DGC/UFSC

 

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