‘É possível estudar o que não converge com as ideias dominantes?’ é tema de roda de conversa

16/11/2017 10:32

O Centro Acadêmico Livre de Psicologia (CALPSI) promove a roda de conversa ‘Judith Butler e a censura – É possível estudar o que não converge com as ideias dominantes?’,  dia 22 de novembro, das 9h10 às 10h10, na sala 301 no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). 

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Tags: CensuraCFHJudith ButlerUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

Obras da EdUFSC ganham destaque na mídia nacional

22/09/2015 13:00

Duas obras da Editora da UFSC (EdUFSC) ganharam destaque em publicações de circulação nacional em setembro. Na revista Caros Amigos (edição 222, setembro/2015), o artigo Riverão vômito de Deus, de Gilberto Felisberto Vasconcellos, aborda o romance Riverão Sussuarana, de Glauber Rocha, publicado em 2012.

Na revista Cult (edição 205, setembro/2015), a reportagem de capa é dedicada à filósofa norte-americana Judith Butler e sua obra O Clamor de Antígona, lançada em 2014. O livro também é tema da entrevista Sem medo de fazer gênero: entrevista com a filósofa americana Judith Butlerpublicada na Folha de S. Paulo em 20 de setembro.

Este livro, originalmente publicado nos Estados Unidos há uma década e meia, é um marco na obra de Judith Butler. Nele, está desenvolvido um dos eixos centrais de sua reflexão teórica feminista: a tensão entre as regras - representadas pelas leis do Estado - e o desejo dos sujeitos, expresso e vivido através de práticas sociais inovadoras e transformadoras. Antígona, personagem que por muito tempo perdeu espaço para Édipo nas interpretações da obra de Sófocles, foi retomada por teóricas e militantes feministas contemporâneas como um exemplo da revolta das mulheres e da luta contra o Estado. Judith Butler aqui vai além das leituras tradicionais, a partir de um intenso diálogo com Hegel e Lacan.

Um marco na obra de Judith Butler, o livro desenvolve um dos eixos centrais de sua reflexão teórica feminista: a tensão entre as regras – representadas pelas leis do Estado – e o desejo dos sujeitos, expresso e vivido através de práticas sociais inovadoras e transformadoras. Antígona, personagem que por muito tempo perdeu espaço para Édipo nas interpretações da obra de Sófocles, foi retomada por teóricas e militantes feministas contemporâneas como um exemplo da revolta das mulheres e da luta contra o Estado. Judith Butler aqui vai além das leituras tradicionais, a partir de um intenso diálogo com Hegel e Lacan.

Com Glauber Rocha houve sempre um diálogo criativo, além do amor. Desenhei parte das ilustrações do livro "O Nascimento dos Deuses" (La nascita deglidei, ERI/Edizione RAI, 1981), realizei os figurinos de "A Idade da Terra", os cartazes dos filmes "Cabeças Cortadas" e "A Idade da Terra", além dos múltiplos desenhos, poemas, fotos e super-8 que fizemos em colaboração um com o outro, como é o caso desta capa. Aqui existem elementos criados também pelo próprio Glauber, como o desenho da figura central, esboço de linha contínua e fluida de um corpo feminino, anjo de asa quebrada. Riverão Sussuarana é o nosso Finnegans Wake, bem brasileiro, em que se reinventa uma escrita, um romance potente, belo, cheio de enigmas. Assim é um verdadeiro amor, cheio de possibilidades de vida, que transcende a história e fica perpetuado em imagem. (Paula Gaetan)

Com Glauber Rocha tive sempre um diálogo criativo, além do amor. Desenhei parte das ilustrações do livro “O Nascimento dos Deuses”, realizei os figurinos de “A Idade da Terra”, os cartazes dos filmes “Cabeças Cortadas” e “A Idade da Terra”, além dos desenhos, poemas, fotos e super-8 que fizemos em colaboração um com o outro, como é o caso desta capa. Riverão Sussuarana é o nosso Finnegans Wake, bem brasileiro, em que se reinventa uma escrita, um romance potente, belo, cheio de enigmas. Assim é um verdadeiro amor, cheio de possibilidades de vida, que transcende a história e perpetua em imagem. (Paula Gaetan)

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EdUFSC traduz clássico das lutas políticas minoritárias contra o Estado

09/12/2014 19:11

O clamor de AntígonaCom elogiada tradução do pesquisador André Cechinel, a Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) brinda os leitores brasileiros com um texto clássico da pesquisadora Judith Butler. O clamor de Antígona: parentesco entre a vida e a morte, cuja primeira edição saiu nos Estados Unidos em 2000, é a principal novidade da Coleção Gênero e Sexualidade.

A edição brasileira é apresentada pela antropóloga Miriam Pillar Grossi, que, para facilitar a leitura, lembra que Antígona foi personagem secundária na obra de Sófocles, consequência direta da “centralidade que Édipo teve para a psicanálise freudiana”. Fantástica figura, Antígona é a filha direta de Édipo, assinala. “Antígona, na tragédia grega com seu nome, é a personagem que enterra secretamente o irmão Polinices, morto na guerra por seu próprio irmão Etéocles. O ato de Antígona, que expressa as obrigações do parentesco e o significado da morte e do respeito aos mortos na Grécia Antiga, é interpretado como uma afronta à lei do Estado, representada pelo rei Creonte, seu tio”, sintetiza. E Édipo? “Édipo,  sem saber, é claro, dorme com a sua mãe e assassina seu pai, sendo então conduzido ao deserto, acompanhado de Antígona. Embora Sófocles tenha escrito Antígona muito antes de Édipo em Colono, a ação que ocorre aí segue a mesma ação”.
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