UFSC é sede da II Semana de Cultura e Arte Tibetana

24/05/2011 14:46

O Centro de Cultura Tibetana (CCT) em conjunto com o Núcleo de Estudo Orientais da UFSC, promovem de 27 de maio a 4 de junho, no auditório  da Reitoria da UFSC,  a  “II Semana de Cultura e Arte Tibetana”.  A semana oferece uma programação extensa e tem por finalidade trocar experiências sobre aspectos interessantes da Cultura Tibetana, por meio de palestras, debates, exibição de filmes e exposições artísticas. O evento é gratuito e aberto à comunidade.   ( www.semanatibetana.com.br)

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Silveira de Souza é o convidado do Círculo de Leitura de Florianópolis

24/05/2011 10:35

Considerado um dos principais contistas de Santa Catarina e, para muitos críticos, do Brasil, João Paulo Silveira de Souza é o convidado da primeira edição de 2011 do Círculo de Leitura de Florianópolis, que será realizada às 18h de quinta-feira, dia 26, na sala Harry Laus da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina. Também cronista e tradutor, Silveira é membro da Academia Catarinense de Letras e acabou de lançar, pela Editora da UFSC, o segundo volume de “Ecos no porão”, que reúne uma seleção de contos publicados de 1980 para cá.

Criado pelo poeta Alcides Buss, o Círculo de Leitura é um projeto que permite ao convidado e aos presentes discutirem informalmente sobre os livros que estejam lendo, as leituras do passado e as influências de outros autores sobre o seu trabalho. Escritores e jornalistas como Salim Miguel, Oldemar Olsen Jr., Fábio Brüggemann, Inês Mafra, Mário Pereira, Maicon Tenfen, Cleber Teixeira, Dennis Radünz, Rubens da Cunha, Renato Tapado, Raimundo Caruso, Nei Duclós, Marco Vasques, Zahidé Muzart, João Carlos Mosimann, Mário Prata, Rogério Pereira, Celso Martins, Rosana Bond e Tabajara Ruas foram alguns dos participantes das etapas anteriores do projeto.

O convidado – Silveira de Souza nasceu em Florianópolis em 1933. Aos 13 anos, junto com Carlos da Costa Pereira Filho, publicou o mensário Farrapos. Dois anos depois, editou com Hugo Mund Júnior o jornal cultural Oásis. Na década de 50, passou a integrar o Círculo de Arte Moderna, conhecido como Grupo Sul, movimento que trouxe o modernismo para Santa Catarina.

Por essa época, escreveu “Beco”, peça em um ato, e dirigiu, com Francisco José Pereira, a página Literatura e Artes do suplemento dominical do jornal O Estado. De 1960 em diante foi professor de matemática no Instituto Estadual de Educação e na Escola Técnica Federal, em Florianópolis.

Nos anos 70, trabalhou no Departamento de Extensão Cultural da UFSC e na Fundação Catarinense de Cultura, onde coordenou a edição de publicações como Boi de Mamão (1979-1981), Cadernos da Cultura Catarinense (1984-1985) e a série de fascículos Escritores Catarinenses (1990-1991).

Os livros que publicou são “O vigia e a cidade” (contos, 1960), “Uma voz na praça” (contos, 1962), “Quatro alamedas” (contos, 1976), “Os pequenos desencontros” (crônicas, 1977), “O cavalo em chamas” (relatos, 1981), “Canário de assobio” (crônicas, 1985), “Um ônibus e quatro destinos” (romance escrito em parceria com Francisco José Pereira e Holdemar Menezes, 1994), “Rumor de folhas” (poemas, 1996), “Relatos escolhidos” (1998) e “Trololó para flauta e cavaquinho” (em parceria com Flávio José Cardozo, 1999).

Também publicou, entre outros trabalhos, “Sonetos da noite” (1958), seleção de poemas de Cruz e Sousa, e “Artepoema” (1983), experiência de integração poesia-pintura, em parceria com o pintor Hassis. Participou das antologias “Este mar catarina” (1983), “Este humor catarina” (1985), “Este amor catarina” (1996), “Contistas novos de Santa Catarina” (1952), “Panorama do conto catarinense” (1974), “Assim escrevem os catarinenses” (1976), “21 dedos de prosa” (1980), “Cambada de mentiroso” (1987) e “Os dez mandamentos”.

Breve entrevista – Por ocasião do lançamento de “Ecos no porão”, Silveira de Souza deu uma entrevista à jornalista Raquel Wandelli. Abaixo, alguns trechos da conversa, nos quais ele fala de sua criação e dos autores que leu, da infância à idade adulta.

Percebe-se em todos os contos uma consciente localização do cenário de Florianópolis que vai muito além do mero retrato ou panorama da cidade visto pelo escritor. Em que tipo de intenção estética se inscreve essa presença geográfica de Florianópolis na sua ficção?

Silveira – De fato, Florianópolis é o cenário de todos os relatos. Por não se tratar de um guia turístico, mas de um livro de ficção literária, o leitor não vai encontrar descrições pormenorizadas ou exaltações entusiásticas a respeito de suas paisagens e recantos pitorescos. O que existe são apenas brevíssimas indicações dessa geografia, integradas à ação e à mente dos personagens. Foi minha intenção que esses personagens se comportassem como habitantes de uma ilha, que a ilha fosse, indireta ou inconscientemente, um componente importante de sua psicologia. Creio que isso diferencia um tanto os meus relatos dos relatos de autores de outros estados.

Você  faz uma literatura ao mesmo tempo densa e econômica, como poucos contistas. Como chegou a essa síntese e que autores o influenciaram nessa escolha estética?

Silveira – Harold Bloom escreveu que toda a escritura é uma espécie de releitura. Se ele estiver certo, devo dizer que leio desde os dez anos de idade (estou hoje beirando os 78). Em todo esse tempo, passei por períodos de leitura em que determinado autor, às vezes determinados autores, monopolizavam a minha preferência. Posso citar alguns deles: Monteiro Lobato e Hans Christian Andersen, lá entre os 10 e 12 anos. Depois, com o tempo, foram surgindo Machado de Assis, Anton Checov, Dostoievski, Clarice Lispector, Kafka, Dyonélio Machado, Joseph Conrad, James Joyce, Thomas Mann, William Faulkner, Guimarães Rosa, Cortazar, Jorge Luis Borges, H.P. Lovecraft e alguns outros. Nem vamos falar de poetas, de compositores, de alguns desenhistas e pintores, e de alguns diretores de cinema. É provável que todos eles, de algum modo, tenham deixado alguma marca, numa frase, na estruturação de uma determinada estória, na caracterização de um dado personagem. Mas essa é uma praia para os críticos literários.

Alguns autores, como Salim Miguel, o consideram o maior escritor catarinense da atualidade e um dos melhores contistas do Brasil. O que pensa disso?

Silveira – Não tenho como responder a isso. Mas devo dizer que, desde 1960, quando publiquei “O vigia e a cidade”, até agora, o propósito real ao escrever os meus relatos foi conseguir realizar algo que me satisfizesse interiormente, do ponto de vista de uma criação estético-literária. Nunca me interessou ser, como autor, maior ou menor, principalmente num momento em que Santa Catarina tem, residindo aqui e fora daqui, um conjunto de poetas e escritores de primeira linha, como o próprio Salim.

Mais informações com Alcides Buss, coordenador do Círculo de Leitura, pelo fone (48) 9972-3045. O telefone de Silveira de Sousa é 3249-3517

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Conselho do Centro de Ciências Biológicas divulga carta aberta sobre o “Novo” Código Florestal

24/05/2011 10:16

O Conselho do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, em reunião no dia 13 de maio, deliberou, por unanimidade, o apoio à Carta Aberta sobre a votação do Novo Código Florestal para divulgação junto à Agecom e demais órgãos de divulgação, Sociedades Científicas e demais interessados.O Conselho do CCB entende que esta manifestação é essencial para que, juntamente com outras de igual teor, faça o Parlamento nacional perceber o quão grave é votar legislação para a confecção da qual a comunidade científica nacional não foi consultada.

Conselho do Centro de Ciências Biológicas/UFSC

Carta Aberta sobre o “Novo” Código Florestal

Considerando a existência de um movimento político para a alteração do Código Florestal Brasileiro e que este movimento não está assentado em uma base científica sólida, nem respaldado por uma ampla discussão participativa dos diferentes setores da sociedade, o Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina, reunido no dia 13 de maio de 2011, apresenta por meio desta algumas posições importantes relacionadas à discussão de um eventual “novo” código florestal:

– Reiteramos e manifestamos total concordância aos termos apresentados pelos cientistas ligados ao Programa Biota-FAPESP[1] em vários meios de divulgação durante o mês de julho de 2010, destacando os seguintes pontos e/ou citações:

– “A alteração proposta reduzirá a restauração obrigatória de vegetação nativa ilegalmente desmatada desde 1965, fazendo com que as emissões de dióxido de carbono possam aumentar substancialmente e, a partir de simples análises da relação espécies-área, é possível prever a extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que invalidará qualquer comprometimento com a conservação da biodiversidade”.

– “A comunidade científica foi amplamente ignorada durante a elaboração do relatório de revisão do Código Florestal”.

– “A reformulação do código baseia-se na premissa errônea de que não há mais área disponível para expansão da agricultura brasileira e não foi feita sob o escudo de uma sólida base científica. Pelo contrário, a maioria da comunidade científica sequer foi consultada e a reformulação ajustou-se muito mais aos interesses unilaterais de certos setores econômicos”.

– “Entre as conseqüências da aprovação da proposta de reformulação, a carta menciona um ‘aumento considerável na substituição de áreas naturais por áreas agrícolas em locais extremamente sensíveis’, a ‘aceleração da ocupação de áreas de risco em inúmeras cidades brasileiras’, o estímulo à ‘impunidade devido à ampla anistia proposta àqueles que cometeram crimes ambientais até passado recente’, um ‘decréscimo acentuado da biodiversidade, o aumento das emissões de carbono para a atmosfera’ e o ‘aumento das perdas de solo por erosão com conseqüente assoreamento de corpos hídricos” e comprometimento da produção primária costeira.

– “Se houvesse um movimento para aprimorar o atual Código Florestal, teria que envolver o sentido mais amplo de um Código de Biodiversidades, levando em conta o complexo mosaico vegetacional, bem como os demais organismos associados, do território brasileiro. As novas exigências do Código Florestal proposto têm um caráter de liberação excessiva e abusiva. Enquanto o mundo inteiro repugna para a diminuição radical de emissão de CO2, o projeto de reforma proposto na Câmara Federal de revisão do Código Florestal defende um processo que significará uma onda de desmatamento e emissões incontroláveis de gás carbônico”.

– “Se a nova proposta for aprovada, a faixa mínima de proteção nas beiras de rios será extremamente reduzida. Topos de morro e áreas acima de 1.800 metros deixam de ser protegidas. As demais áreas, mesmo formalmente protegidas, poderão ser ocupadas por plantações, pastagens ou construções, caso tenham sido desmatadas até 2008 e forem consideradas ‘áreas consolidadas’. As principais candidatas a se tornarem áreas consolidadas são justamente as áreas irregularmente ocupadas, que sofrem com enchentes, deslizamentos, assoreamento e seca de rios. Como não haverá recuperação e as ocupações permanecerão, essas áreas serão condenadas a conviver eternamente com esses problemas, perpetuando tragédias como as de Angra dos Reis, do Vale do Itajaí, Alagoas e Rio de Janeiro (região de Nova Friburgo).

“Como mais de 90% dos imóveis rurais têm até quatro módulos fiscais, boa parte deles concentrados no Sul e Sudeste, haverá grandes áreas do país em que simplesmente não haverá mais vegetação nativa, pois são essas áreas também que abrigam o maior número de APPs com ocupação ‘consolidada’. Há ainda um grande risco de que propriedades maiores sejam artificialmente divididas nos cartórios para serem isentas da obrigação de recuperação – algo que já está ocorrendo, uma vez que não é eficiente a fiscalização”. Adendo nosso: Essa ineficiência de fiscalização é reconhecida nos próprios termos e argumentos da proposta de alteração, ao apontar a inaplicabilidade do Código Florestal e a não inibição de muitos crimes ambientais ao longo de décadas. Numa nação séria e eticamente estruturada, não se pode admitir sua revogação ou modificação, justificada pelo fato de uma lei não ser cumprida por falta de disposição em fiscalizar seu cumprimento, sob o risco de consolidarmos crimes e termos leis descartáveis.

“O principal erro deste ‘código novo’ é que ele não considera as áreas que foram disponibilizadas para a agricultura historicamente, mas que são de baixa aptidão agrícola e por isso são subutilizadas hoje, sem papel ambiental e com baixo rendimento econômico, como os pastos em alta declividade”.

Em relação à anistia proposta para as APPs irregulares: “Quem degradou as APPs não vai precisar recuperar e, pior, poderá continuar usando a área desmatada. Quem preservou vai ser punido”. Adendo nosso: Além de todo o dano ecológico, e consequentemente, econômico e social, que pode advir se essa alteração vigorar há um legado negativo, triste e vergonhoso: esse movimento terá conseguido destruir mais de 20 anos de conscientização no campo, desde que a redemocratização do país fez a consciência ecológica e os conceitos de sustentabilidade saírem do claustro da repressão. Um trabalho onde professores, cientistas, pastorais, extensionistas agronômicos e muitos outros cidadãos de bem dedicaram suas vidas será desprezado por interesses tão equivocados quanto nocivos.

“Um inventário produzido pelo Programa Biota-FAPESP em 2010 mostra que mais de 70% dos remanescentes florestais no Brasil estão fora das Unidades de Conservação e se localizam em propriedades privadas. Se não tivermos mecanismos legais para a conservação dessas áreas – como a RL e APP do código atual – elas vão ser degradadas depois da moratória de cinco anos determinada na proposta de alteração do Código”.

“A preservação de mosaicos de vegetação, florestas ripárias – ou matas ciliares – e de áreas alagadas, bem como aos demais organismos associados, é fundamental para a manutenção da qualidade da água de rios, lagos e represas. Essa vegetação garante a capacidade dos sistemas para regular o transporte de nutrientes e o escoamento de metais e poluentes. Esses processos atingem tanto as águas superficiais como as subterrâneas. O processo de recarga dos aqüíferos também depende muito da cobertura vegetal. A vegetação retém a água que, posteriormente, é absorvida pelos corpos d’água subterrâneos. Com o desmatamento, essa água escoa e os aqüíferos secam. A delimitação de faixas marginais de mata é sempre artificial, seja qual for a metragem. Não é possível estabelecer de forma geral uma área de preservação de 15 metros dos dois lados do leito dos rios. Seria preciso delimitar caso a caso, porque a necessidade de preservação varia de acordo com a ecologia do entorno e os padrões de inundação do sistema. A delimitação deve ter caráter ecológico e não se basear em metragens. A modificação na legislação vai na contramão das necessidades de preservação ambiental. Seria preciso preservar o máximo possível as bacias hidrográficas. Mas o projeto prevê até mesmo o cultivo em várzeas, o que é um desastre completo. Enquanto existem movimentos mundiais para a preservação de várzeas, nós corremos o risco de ir na contramão. Com o impacto que provocará nos corpos d’água, a aprovação da modificação no Código Florestal prejudicará gravemente o próprio agronegócio. Se não mantivermos as áreas de proteção, a qualidade da água será afetada e não haverá disponibilidade de recursos hídricos para o agronegócio. Fazer um projeto de expansão do agronegócio às custas da biodiversidade é uma atitude suicida”.

“O Código Florestal, criado em 1965, de fato tem pontos que necessitam de revisão, em especial no que diz respeito aos pequenos agricultores, cujas propriedades eventualmente são pequenas demais para comportar a presença das APPs e a RL. Entretanto, qualquer que seja a reformulação, ela deve ter uma base científica sólida. Essa foi a grande falha da modificação proposta, que teve o objetivo político específico de destruir ‘empecilhos’ ambientais à expansão da fronteira agrícola a qualquer custo. O argumento central da proposta de reformulação foi construído a partir de um ‘relatório cientificamente incorreto encomendado diretamente pelo Ministério da Agricultura a um pesquisador ligado a uma instituição brasileira de pesquisa’. ‘O relatório concluía que não haveria área suficiente para a expansão agrícola no país, caso a legislação ambiental vigente fosse cumprida ao pé da letra. O documento, no entanto, foi produzido de forma tão errônea que alguns pesquisadores envolvidos em sua elaboração se negaram a assiná-lo’. Um estudo coordenado por Gerd Sparovek, pesquisador da ESALQ-USP, que usou sensoriamento remoto para concluir que a área cultivada no Brasil poderá ser praticamente dobrada se as áreas hoje ocupadas com pecuária de baixa produtividade forem realocadas para o cultivo agrícola. ‘Melhorando a eficiência da pecuária em outras áreas por meio de técnicas já conhecidas, não há qualquer necessidade de avançar sobre a vegetação natural protegida pelo Código Florestal atual’.  As pastagens ocupam hoje cerca de 200 milhões de hectares, com aproximadamente 190 milhões de cabeças de gado. ‘Caso dobremos a lotação de uma para duas cabeças de gado, liberamos cerca de 100 milhões de hectares. A área ocupada pelas três maiores culturas – soja, milho e cana – cobrem uma área aproximada de 45 milhões de hectares. Portanto, com medidas simples de manejo poderemos devolver para a agricultura uma área equivalente ao dobro ocupado pelas três maiores culturas brasileiras’. ‘O mais paradoxal é que as mudanças beneficiam muito mais os proprietários de grandes extensões de terra do que pequenos produtores’. Se houvesse preocupação real com a produção de alimentos, o governo deveria ampliar e facilitar o crédito aos pequenos produtores, investir em infraestrutura – como estradas e armazenamento – para auxiliar o escoamento desses produtos e, principalmente, investir maciçamente em pesquisas que beneficiassem essas culturas visando aumentar sua produtividade”.

Além de reiterar e grifar os pontos acima, ressaltamos ainda o seguinte:

Debate científico não significa contratar cientistas para dar pareceres convenientes e alinhados com certos interesses. É algo muito maior, mais ético e mais socialmente engajado. Trata-se de respeitar os valores nacionais, nos quais o país investe, ainda que pouco, para que produzam conhecimento. Desprezar esse conhecimento é uma agressão à ética, à ciência e à soberania nacional.

Não é com a revogação ou abrandamento de leis cientificamente embasadas que o Brasil seguirá um rumo sustentável. Pelo contrário, antes de revogar leis o próprio Estado deveria investir-se de forma mais contundente na consolidação dessas leis. Há anos, nesse país, a sociedade e a imprensa ressaltam que o desrespeito à legislação e a impunidade associada a esse desrespeito são os temas que mais problemas e prejuízos trazem ao verdadeiro desenvolvimento da nação brasileira.

Segundo dados oficiais, em pelo menos 85% das áreas catastroficamente afetadas pela enchente de 2008 no Vale do Itajaí – SC, com desabamentos e soterramentos e mais de 100 mortes, havia alterações ambientais associadas ao desrespeito à legislação ambiental, em especial ao Código Florestal. Ao mesmo tempo, Santa Catarina foi o estado que mais devastou suas florestas no país. Ainda assim, por mais contraditório que seja, logo após as catástrofes de 2008 em Santa Catarina, o Governo desse Estado apresentou um código ambiental estadual, que inconstitucionalmente, invalidava o Código Florestal Brasileiro e inaugurava o movimento de desmantelamento da legislação ambiental brasileira, contestado inclusive pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional. Como na atual proposta de alterações ao Código Florestal, naquela oportunidade, a comunidade científica de Santa Catarina foi amplamente desprezada. A resposta governamental oficial diante da catástrofe ambiental foi incentivar ainda mais a devastação ambiental, formalizando para o país e o mundo um dos piores exemplos de ações governamentais no que se refere ao desenvolvimento sustentável.

Existem excelentes modelos e exemplos de sucesso no mundo, como o que foi feito na região de Nova Iorque. Estudos científicos sérios concluíram que as bacias hidrográficas do entorno da metrópole deveriam ser preservadas e recuperadas para que se garantisse o abastecimento de água em longo prazo para a mesma. O mesmo estudo concluiu que em outros setores das bacias poderiam ser flexibilizadas condicionalmente as áreas de preservação. Através de planejamento e criação de políticas de Estado (e não simplesmente de governos), os pequenos agricultores que tivessem prejuízos comprovados com a destinação de áreas de suas propriedades à preservação permanente, seriam compensados economicamente, sendo que a verba para essa compensação viria do pagamento pelo uso da água na cidade. A própria Política Nacional de Recursos Hídricos, prevê e estimula mecanismos desse tipo no Brasil, mas sua aplicação, por razões políticas e interesses econômicos de grupos restritos não é estimulada.

A comunidade científica de Santa Catarina, em especial aquelas relacionadas ao meio-ambiente, não pode ser desconsiderada quanto a sua competência e dignidade uma vez mais, como tem ocorrido quanto aos atos ou empreendimentos – irresponsáveis sobre o meio-ambiente – impostos como fatos consumados. O país investiu na formação desses cientistas que têm um papel social fundamental: mostrar à sociedade, com imparcialidade e argumentação racional, que certos atos são negativos ao verdadeiro e integral desenvolvimento do país.

A mudança do Código Florestal Brasileiro, especialmente da maneira como está sendo feita, é um ato ético lesivo tanto à democracia, à estabilidade ambiental, à manutenção dos recursos hídricos e da biodiversidade, bem como à manutenção dos serviços ambientais – essenciais à estabilidade econômica e social e dignidade e à soberania nacional. Por essas razões, tal movimento tão pernicioso deve ser contido. Afinal qual será a herança real e de longo prazo que nossa geração deixará as demais?

Florianópolis, 13 de maio de 2011


[1] Jean Paul Metzger (Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo – USP); Thomas Lewinsohn (Depto. de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP); Luciano Verdade e Luiz Antonio Martinelli (Centro de Energia Nuclear na Agricultura – CENA – USP); Ricardo Ribeiro Rodrigues (Depto. de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ-USP); Carlos Alfredo Joly (Instituto de Biologia – UNICAMP); Jacob Palis (Academia Brasileira de Ciências – ABC); Marco Antonio Raupp (Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência – SBPC); Aziz Nacib Ab’Saber (professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – USP e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados – IEA-USP); Ricardo Ribeiro Rodrigues (ESALQ – USP); José Galizia Tundisi (Instituto Internacional de Ecologia – São Carlos – SP)

Tags: Carta AbertaCódigo Florestal

Banda Jesus e seus Apóstulus se apresenta no Projeto 12:30

24/05/2011 10:00

O Projeto 12:30 recebe a banda Jesus e Seus Apóstulus nesta quarta-feira, 25/05, às 12h30min, na Concha Acústica. O espetáculo é gratuito e aberto à comunidade. O intuito do grupo é passar um sentimento de energia para quem assiste seu show. O grupo musical foi formado no ambiente universitário de Florianópolis em 2007, por multi-instrumentistas que tinham o mesmo anseio: navegar pelos diversos ritmos brasileiros.

Com muita diversão e um swing marcante, aliada ao profissionalismo e qualidade dos músicos, a banda vem espalhando sua alegria contagiante pelo Sul e Sudeste do Brasil. O nome  é algo que desperta a curiosidade de muitas pessoas. Não, não se trata de uma banda gospel! A escolha foi aclamada pelo público devido às primeiras apresentações em que o grupo ainda não tinha nome e o seu baterista, Jesus, se divertia por muitos minutos com os seus solos de bateria. Jesus e Seus Apóstulus é samba-rock, samba, bossa, jazz, salsa, maracatu e samba-groove.

O grupo está em processo de gravação de 10 músicas próprias, no estúdio do músico e produtor Alegre Corrêa e em breve estará com o seu primeiro trabalho finalizado e disponível na internet.

Integrantes

Luizinho: Violão, cavaquinho, guitarra e backing vocal
Moreno: Sax soprano, flauta transversal, percussão e voz
Buiú: Voz, violão, cavaquinho, flauta transversal e percussão
Dedinho Maia: Contrabaixo e backing vocal
Jesus: Bateria

Projeto 12:30

O projeto 12:30 é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e apresenta semanalmente atrações de cunho cultural de música, dança e teatro. As apresentações acontecem todas as quartas-feiras, ao ar livre, na Concha Acústica, e, quinzenalmente, às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC.

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto dentro do campus da UFSC devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

Serviço:

O QUÊ: Apresentação da banda Jesus e Seus Apóstulus

ONDE: Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC, Praça da Cidadania, Campus Universitário, Florianópolis-SC.

QUANDO: Dia 25 de maio, quarta-feira, às 12h30min

QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade.

CONTATO: Banda: revolusomcultural@gmail.com (48) 99262699 – Visite www.dac.ufsc.br

Fonte: Kadu Reis – Acadêmico de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30, DAC: SeCArte: UFSC, com informações e foto do grupo.

Tags: Projeto 12:30

Pesquisadores lançam livro sobre empreendedoras notáveis em Santa Catarina

24/05/2011 08:55

Será lançado nesta quinta-feira, 26 de maio, às 19h, no Mercato Mediterrâneo, o livro ´Mulheres em ação: notáveis empreendedoras em Santa Catarina` (Editora Pandion). O evento faz parte do “Trocando Ideias Empreendedoras”, promovido pela Câmara da Mulher da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF). O livro é organizado e escrito pesquisadores que desenvolvem trabalhos na área do empreendedorismo junto ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPEGC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A obra trata de experiências de vida de mulheres de destaque em Santa Catarina e no contexto nacional. Foram selecionadas seis empreendedoras de sucesso que por meio de entrevistas revelaram suas trajetórias de vida e suas principais características. São elas: Maria Carolina Jorge de Linhares, presidente da ADVB/SC; Jeane Moura, proprietária da rede de franquias DNA Natural; Consuelo Aparecida Sielski Santos, reitora do IFSC; Marlene Aristo da Silva Lima, proprietária da Chamelle; Maria Cecília Amorim Medeiros Godran, coordenadora da Câmara da Mulher empresária da ACIF e Marise Westphal Hartke, presidente da ACAERT.

Serviço:

Lançamento do livro Mulheres em ação: notáveis empreendedoras em Santa Catarina
Data: 26 de maio
Horário: 19h
Local: Mercato Mediterrâneo – Av. Osmar Cunha, 310 – Centro –
Florianópolis – SC

Mais informações: Mariana Lapolli (48) 9914-2555 /

Fonte: Assessoria de Imprensa – E

Tags: lançamento de livromulheresPPEGC

Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social distribui Avaliação de Desempenho 2011

24/05/2011 08:29

O Departamento de Desenvolvimento de Potencialização de Pessoas (DDPP) da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRDHS), por meio de sua Divisão de Análise Funcional e Desenvolvimento na Carreira (DAFDC), distribui a partir desta terça-feira, 24 de maio,  material para avaliação de desempenho dos servidores técnico-administrativos em Educação (STAE). A análise é referente à etapa abril/2011.

Os servidores técnico-administrativos devem devolver as fichas de avaliação de desempenho, com todos os campos preenchidos e as assinaturas identificadas o mais breve possível, com prazo final esgotando-se em 10 de junho.

Os servidores que puderem devolver as referidas fichas à DAFDC antes dessa data contribuirão com a agilidade no processo. Informamos que os servidores lotados nas Unidades Administrativas e Acadêmicas da UFSC deverão retornar as fichas para a DAFDC/DDP. Já os servidores do Hospital Universitário (H) devem encaminhar os documentos para a Divisão Auxiliar de Pessoal (DAP/HU).

As avaliações são feitas pela chefia imediata e pelo próprio servidor (autoavaliação) na mesma ficha. A Avaliação de Desempenho é um processo contínuo e permanente, que busca o desenvolvimento e o crescimento pessoal, profissional e institucional. Tal como foi concebido no âmbito da UFSC, este processo conduz ao esforço de ultrapassar a visão de que a avaliação de desempenho objetiva exclusivamente a progressão funcional por mérito, constituindo-se num instrumento de planejamento e desenvolvimento de recursos humanos, na medida em que viabiliza a interpretação e análise da realidade organizacional.

O processo está vinculada à Progressão por Mérito Profissional (PMP), que se trata de mudança para o padrão de vencimento imediatamente subsequente, a cada 18 meses de efetivo exercício, desde que o servidor apresente resultado da Avaliação de Desempenho igual ou superior a 7 (sete), observado o respectivo nível de capacitação. O resultado desta avaliação pode dar direito à concessão de PMP para quem tem previsão de progressão para o período de 01-04-2011 a 31-03-2012.

A PRDHS ressalta que todos os servidores devem ser avaliados, inclusive aqueles que estão em final de carreira ou que não possuem previsão de Progressão para este período.

Mais informações podem ser obtidas através do link Avaliação de Desempenho no site da PRDHS: http://www.prdhs.ufsc.br ou no ramal 9435.

Tags: Avaliação de DesempenhoPRDHS

Direitos Autorais e Culturais: A Cultura do Plágio?

24/05/2011 08:17

O Grupo de Estudos em Direitos Autorais da UFSC cnvida promove no dia 3 de junho a palestra Direitos Autorais e Culturais: A Cultura do Plágio?

Expositores:

Professor Allan Rocha
Professor Marcos Wachowicz
Mestrando em Direito/UFSC Guilherme Coutinho
Mestrando em Direito/UFSC Christiano Lacorte

Data: 3 de junho
Horário: 10h às 12h
Local: Auditório do Departamento de Química

Informações: (048) 3721-9733 /  www.direitoautoral.ufsc.br

Tags: direito autoral

Universidade implanta Comitê de Inovação Tecnológica

24/05/2011 07:47

Com o objetivo de auxiliar suas decisões sobre a gestão da Propriedade Intelectual, a UFSC implanta nesta quarta-feira, 25 de maio, um Comitê de Inovação Tecnológica. Formado por 10 integrantes, o novo órgão vai assessorar o Departamento de Inovação Tecnológica, ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da Universidade.

A formalização do órgão acontece às 11h, na Sala dos Conselhos, prédio da Reitoria. Auxiliar na discussão e criação das políticas institucionais de inovação e transferência de tecnologia, nos processos envolvendo questões relacionadas à cultivares e ao direito autoral, na avaliação da manutenção de um pedido de patente e de uma patente concedida e na divulgação dos resultados das pesquisas realizadas na Instituição estão entre as atribuições do novo comitê. As reuniões serão mensais.

Composição do Comitê de Inovação Tecnológica:

– Diretora do Departamento de Inovação Tecnológica (DIT): professora Rozangela Curi Pedrosa

– Um servidor do DIT: professor Irineu Afonso Frey

– Sete servidores docentes representando as áreas tecnológicas, sociais e jurídicas da Universidade: professor Mário Steindel (CCB); professor Victor Juliano de Negri (CTC); professor Arnaldo José Perin (CTC); professor José Eduardo De Lucca (CTC); professor Silvio Antonio Ferraz Cario (CSE); professor Antônio Augusto Ulson de Souza (CTC); professor Marcos Wachowski (CCJ)

– Um representante discente da pós-graduação.


Atribuições:

– Auxiliar na discussão e criação das políticas institucionais de inovação e transferência de tecnologia da UFSC

– Promover políticas institucionais de inovação e transferência de tecnologia da UFSC;

– Auxiliar na avaliação dos processos de licenciamento de tecnologias da Instituição;

– Auxiliar nos processos envolvendo questões relacionadas à cultivares e ao direito autoral;

– Auxiliar na indicação de consultores ad-hoc para avaliação e redação de patentes;

– Auxiliar na avaliação da patenteabilidade ou não do resultado de uma pesquisa;

– Auxiliar na avaliação da manutenção de um pedido de patente e de uma patente concedida;

– Auxiliar na avaliação das perspectivas de impacto econômico das tecnologias;

– Auxiliar na divulgação dos resultados das pesquisas realizados na Instituição.

Mais informações:  www.dit.ufsc.br / dit@reitoria.ufsc.br / (48) 3721-9628

Por Arley Reis / Agecom

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Maternidade do HU promove 25ºCurso de manejo e promoção do aleitamento materno

23/05/2011 17:03

A Maternidade do Hospital Universitário da UFSC realizará de 15 a 17 de junho, no auditório do HU, o 25º Curso de Manejo e Promoção do Aleitamento Materno, direcionado exclusivamente para os profissionais que trabalham em hospitais e unidades de saúde em Santa Catarina, atuando no atendimento da mulher e do recém-nascido.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 10 de junho, pelo do telefone (48) 3721-8019 ou pessoalmente na Central de Incentivo ao Aleitamento Materno (CIAM), que fica no 2º andar do Hospital Universitário. Este ano estão sendo oferecidas 100 vagas.   curso será ministrado das 7h30min às 12h e das 13h às 18h, durante os três dias.

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Tags: aleitamento maternocursoHUUFSC

Seminário “Mídia, Educação e Subjetividade” na UFSC

23/05/2011 11:47

Durante os dias 26 e 27 de maio o auditório da Reitoria vai sediar o I Seminário “Mídia, educação e subjetividade”. O evento é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, PPGEGC, da UFSC. As inscrições para participação nas palestras são gratuitas, mas limitadas, e podem ser feitas pelo site http://www.egc.ufsc.br/seminario .
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Tags: mídiasemináriosubjetividade

Rede de Telemedicina comemora marca de um milhão de exames em SC

23/05/2011 11:33

Será realizado no dia 24 de maio, terça-feira, às 14h, no auditório do Centro Administrativo do governo do Estado, o evento que comemora a marca de um milhão de exames realizados pelo Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessaúde. A cerimônia contará com as presenças do vice-governador Eduardo Pinho Moreira, do secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Alvaro Toubes Prata, do vice-reitor Carlos Alberto Justo da Silva e de outras autoridades.
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Tags: examestelemedicinatelessaúde

BU renova página na internet

23/05/2011 11:26

A Biblioteca Universitária apresentou na última quinta-feira um novo desenho do seu endereço na rede e uma nova opção de endereço, o www.portalbu.ufsc.br,  que segue o padrão dos sites da UFSC e que gera mais praticidade para os usuários familiarizados com este layout. A mudança destaca as atividades e notícias da biblioteca sem deixar de contemplar as 17 páginas de bases de dados, agora localizadas do lado direito da tela.  A analista de sistemas da BU Madja Silva foi responsável pela mudança. “Usamos o padrão da UFSC para renovar a imagem do site que era a mesma há algum tempo. Tomamos o cuidado para não mudar muito e prejudicar o usuário” disse Madja. Para dar sugestões sobre o novo site a biblioteca disponibilizou um link para sugestões no portal: www.bu.ufsc.br

Por Lucas Inácio/bolsista na BU

Tags: BUlayoutpágina

Jornada discute papel do Grupo Sul na cultura de Santa Catarina

23/05/2011 11:03

Mesas redondas, sessão de autógrafos e mostra de filmes marcam o evento “Uma jornada com o Grupo Sul: vanguarda e identidade cultural em Santa Catarina”, que acontece nesta terça (dia 24) e quarta-feira (25) no andar térreo do Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina. A programação, que faz parte da V Semana Acadêmica de Letras, vai das 13h30 às 17h30 no auditório Henrique Fontes e das 17h30 às 19h na sala Drummond, na terça-feira; das 16h as 17h30 na sala Hassis e das 17h30 as 18h30 no auditório Henrique Fontes, na quarta-feira.
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Tags: Grupo Sulidentidadevanguarda

NETI da UFSC participa do Dia do Desafio

23/05/2011 10:19

Florianópolis é uma das cidades engajadas no Dia do Desafio, que será comemorado no próximo dia 25 com atividades individuais ou em grupo como caminhada, ciclismo, corrida, gincanas, jogos, brincadeiras, bailes, aulas de dança, atividades especiais para pessoas com deficiências, judô, tai chi chuan, ioga, alongamento, natação, hidroginástica, atletismo, sessões em academias, futebol, basquete, vôlei e tênis.

O Dia do Desafio, que começa à zero hora do dia 25 e termina às 21 horas do dia 25, terá a participação do Grupo de Idosos do Núcleo da Terceira Idade da UFSC – NETI  e prevê na agenda uma Caminhada pela Paz, com concentração no SESC Prainha e início às 8h30min com destino à praça XV para o Abraço Simbólico pela Paz. Mais informações sobre o evento pelo fone (48)3251-4848, (48)3229-2200 ou (48)3244-1370.

Tags: Dia do desafioNETI

RNP realiza cerimônia de entrega da nova capacidade da Rede Ipê em SC

23/05/2011 10:14

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) realiza hoje (23), às 16 horas, na Sala dos Conselhos da UFSC, cerimônia de entrega da nova capacidade da rede acadêmica nacional, a rede Ipê, no estado. Primeira rede óptica nacional acadêmica da América Latina, a rede Ipê é operada pela RNP desde 1991. Em maio de 2011, a rede teve sua capacidade agregada ampliada em 280%, feito que beneficiará diretamente as atividades de pesquisa, ciência, tecnologia, educação superior e cultura do país.
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Tags: pesquisaRede IpêRNP

A Antropóloga fica mais uma semana em cartaz

20/05/2011 19:59

Após receber grande público nas salas de cinemas de Florianópolis, o filme A Antropóloga, do cineasta Zeca Pires, diretor do Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC, fica mais uma semana em cartaz, além de ganhar um novo horário de exibição.

O longa está em cartaz no Cine System do Shopping Iguatemi. Além dos dois horários diários de exibição – 18h30 e 20h20 -, A Antropóloga ganhará uma sessão extra: às 16h30.

Leia mais:

A Antropóloga tem exibições em três cinemas da Capital até a quinta

UFSC divulga edital de transferências e retornos

20/05/2011 19:05

O Departamento de Administração Escolar (DAE) divulgou o edital n° 26 referente à admissão por transferências e retornos. São 1.340 vagas distribuídas em 49 cursos e divididas, ainda, entre transferência interna, transferência externa, retorno graduado (graduados na UFSC e em outras Instituições de Ensino Superior) e candidatos para o curso, na estrita ordem de classificação no processo seletivo do Vestibular 2011.

Interessados têm até o dia 03/06 para requerer as vagas junto às coordenadorias dos cursos, dentro de seus respectivos horários de funcionamento.

Mais informações: dae_diretor@mbox1.ufsc.br  ou 48-3721-6556.

Acesse o edital aqui.

Seleção de supervisores para Pibid Diversidade – Licenciatura Indígena

20/05/2011 18:43

A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação(PREG)divulgou edital para seleção de supervisores para o programa Pibid Diversidade – Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica 2011/2013.

São nove vagas (três em cada etnia) para orientar as atividades de bolsistas de iniciação à docência do curso. Para participar os interessados devem enviar para o email licenciaturaindigena@cfh.ufsc.br ficha de inscrição, carta de motivação, declaração de exercício da docência em rede pública de no mínimo dois anos e de disponibilidade de 32 horas mensais para participação do programa e também anexar o currículo vitae.

As incrições devem ser feitas até o dia 27/05. O resultado da seleção será afixado na porta da Coordenação do Curso, sala 303, CFH/UFSC e disponibilizado na página www.licenciaturaindigena.ufsc.br, até o dia 04/06, após a homologação pelo colegiado do curso.

Mais informações : 3721-9905 ou beatrizhanff@terra.com.br

Acesse o edital aqui.

UFSC Entrevista recebe o ouvidor da Universidade

20/05/2011 18:28

Nessa segunda-feira dia 23, às 21h30, a TV UFSC exibe entrevista com o ouvidor da universidade, Arnaldo Podestá Júnior, que vai contar como funciona a Ouvidoria e também falar sobre as sugestões e reclamações mais comuns que recebe, a responsabilidade do trabalho de ouvidor e a importância para o melhor funcionamento da Universidade. O UFSC Entrevista será reprisado terça-feira às 19h30 e quarta-feira às 21h30.


O Primeiro Plano, que toda semana traz uma grande reportagem ou documentário inédito na programação da TV UFSC, desta vez vai apresentar um programa sobre os aterros de Florianópolis. A reportagem realizada em 1994 por estudantes de Jornalismo mostra projetos e discute as consequências da construção de aterros, como o de acesso ao Sul da Ilha – hoje a Via Expressa Sul – e uma proposta da época, de ampliar a avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, que não saiu do papel. A reportagem estreia quinta-feira, dia 26, às 21h, e reprisa sábado às 19h30 e terça às 20h30.

O Sessão Cinema, que vai ao ar no domingo, 22, às 19h30, vai apresentar o filme O Agente Secreto. O drama de 1936 foi dirigido por Alfred Hitchcock, estrelado por John Gielgud, Madeleine Carrol e Robert Young. Na história, o capitão americano Edgar Brodie, escritor por profissão, é designado para ir à Suíça assassinar um misterioso espião alemão durante a Primeira Guerra Mundial. As reprises vão ao ar segunda-feira às 19h30 e sexta-feira às 20h.

Na quinta-feira, dia 26, às 19h30, vai ser exibido o Justiça do Trabalho na TV, que entrevista o membro do Conselho Nacional de Justiça(CNJ), Marcelo Neves. Ele vai falar sobre sua tese de transconstitucionalismo, quando problemas constitucionais são relevantes em diferentes ordens jurídicas e ultrapassam fronteiras de cortes estatais, internacionais ou transnacionais.
O Justiça do Trabalho também vai ao ar sexta-feira às 19h30 e terça-feira às 20h.

A programação da TV UFSC pode ser sintonizada no canal 15 da NET. Mais informações: www.tv.ufsc.br ou twitter.com/tv_ufsc.

Tags: TV UFSC

I Seminário Patrimônio Cultural e Museologia da UFSC

20/05/2011 16:48

O I Seminário de Patrimônio Cultural e Museologia da UFSC acontece entre os dias 01 e 03/06 e pretende discutir diversos tópicos do campo patrimonial: arqueologia, museus, patrimônio e cidade e patrimônio imaterial. O evento destina-se a uma audiência de diferentes profissionais desse campo: museólogos, antropólogos, sociólogos, historiadores, arquitetos entre outros.

As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas com antecedência até o dia 27/05.

Mais informações e inscrições: www.naui.ufsc.br.

Programação

01/06/2011 (quarta-feira)
08h30 Abertura Auditório CED
10h00 Mesa: Patrimônio Arqueológico Auditório CED
14h30 Mesa: Patrimônio Latino-Americano Auditório CFH
20h00 Mostra de vídeos Auditório CFH
02/06/2011 (quinta-feira)
09h00 Mesa: Patrimônio e Museus Mini-auditório CFH
14h00 Mesa: Patrimônio e Cidade Mini-auditório CFH
20h00 Mostra de vídeos Auditório CFH
03/06/2011 (sexta-feira)
08h00 GT: Formas de fazer no meio urbano Mini-auditório CFH
08h00 GT: Centros históricos na cidade contemporânea Auditório CFH
14h00 Mesa: Patrimônio imaterial – Comida boa é comida para pensar Mini-auditório CFH
16h30 Mesa: Patrimônio Imaterial – Comunidades negras de Santa Catarina Mini-auditório CFH


“Diálogos Apufsc” começa nesta sexta

20/05/2011 16:35

Começa, nesta sexta (20/05), a nova edição da série Diálogos Apufsc. O primeiro convidado é o professor Dilvo Ristoff, do CCE, que irá falar sobre a “implantação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e os desafios do ensino público universitário atual”. O evento acontecerá às 18h30, na sede da Apufsc do edifício Max & Flora.

Após breve introdução do professor Ristoff, a palavra estará aberta aos presentes. Em seguida será servido um coquetel ao som de música ambiente executada por um tecladista.

Os eventos da série Diálogos Apufsc do atual semestre serão dedicados a conversas com potenciais candidatos à Reitoria nas eleições que se aproximam. No dia 03/06 o encontro é com o professor Irineu Manoel de Souza e, no dia 17/06, com o professor Carlos Alberto Justo da Silva.

Futuramente, após a oficialização das candidaturas, a Apufsc promoverá debates acerca das propostas dos candidatos, utilizando para isso seu auditório na sede do campus.

Informações: imprensa@apufsc.ufsc.br

Show de Valdir Agostinho comemora aniversário do Centro de Eventos

20/05/2011 14:58

Para comemorar os sete anos do Centro de Cultura e Eventos, completados no dia 10 de maio, a Universidade Federal de Santa Catarina realiza o show “Mundo Toldo”, de Valdir Agostinho, às 20h do dia 25, quarta-feira. Trata-se de uma performance que mescla elementos da cultura popular da Ilha de Santa Catarina com a cultura urbana globalizada, utilizando manifestações tradicionais como o terno de reis, o boi-de-mamão e o improviso das cantorias populares junto com o trabalho de músicos de bandas catarinenses da atualidade, em ritmos como rock, blues, funk, samba, salsa, guajira, reggae, ska e música eletrônica. O espetáculo será no auditório Garapuvu do próprio Centro de Eventos.

Legítimo representante da cultura local, Agostinho fará sua “viagem criativa”, como ele mesmo define, junto com músicos das bandas Dazaranha, Iriê, Manéxpress e Stonkas & Congas. Os ingressos podem ser retirados gratuitamente na secretaria do Centro de Cultura e Eventos, das 8h às 12h e das 14h às 18.


Mais informações com Cléia Silveira Ramos, no telefone 3721-8602.

Tags: cultura

Rede de Telemedicina comemora marca de um milhão de exames em SC

20/05/2011 11:07

Será realizado no dia 24 de maio, terça-feira, às 14h, no auditório do Centro Administrativo do governo do Estado, o evento que comemora a marca de um milhão de exames realizados pelo Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessaúde. A cerimônia contará com as presenças do vice-governador Eduardo Pinho Moreira, do secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Alvaro Toubes Prata, do vice-reitor Carlos Alberto Justo da Silva e de outras autoridades.

Criado com tecnologia desenvolvida em Santa Catarina, o sistema permitiu a formação da maior e mais avançada rede pública de Telemedicina do Hemisfério Sul e já está disponível em quase 100% dos municípios do Estado. São 287 as cidades – de um total de 293 – beneficiadas pelo sistema. Estes serviços vão de laudos à distância de eletrocardiogramas até o acesso a exames de análises clínicas e de alta complexidade, como tomografia e ressonância magnética.

O Sistema de Telemedicina é uma rede estadual baseada numa infraestrutura tecnológica especialmente criada para oferecer de maneira ágil serviços de atenção à saúde no contexto do SUS. Os exames, realizados em qualquer cidade catarinense cadastrada no sistema, são imediatamente disponibilizados para serem analisados por especialistas, sem limitação geográfica. Logo após o laudo, o resultado pode ser visualizado pelo médico e pelo próprio paciente na cidade onde se encontra.

Dessa forma, além de diminuir o tempo de acesso aos laudos, a Telemedicina possibilita a redução do custo desses exames e evita viagens desnecessárias. Tomando apenas os eletrocardiogramas digitais realizados até janeiro de 2011, estima-se que os pacientes atendidos tenham deixado de viajar mais de 13 milhões de quilômetros.

O Sistema Catarinense de Telemedicina começou em 2005, através de uma parceria entre a Secretaria do Estado da Saúde e a Universidade Federal de Santa Catarina. O primeiro eletrocardiograma digital foi instalado na cidade de Quilombo, na região Oeste, gerando o primeiro diagnóstico à distância através da rede. A infraestrutura tecnológica foi desenvolvida na íntegra no Estado pelo Instituto Nacional para a Convergência Digital (INCoD), parte do Departamento de Informática e Estatística do Centro Tecnológico da UFSC. Essa tecnologia é toda baseada em software livre, sem dependência de nenhum tipo de produto comercial, totalmente integrada aos processos do SUS e passível de ser adaptada e estendida de acordo com as necessidades do gestor de saúde.

A partir daí, hospitais públicos foram gradualmente incorporados à rede. O encaminhamento de soluções para diferentes problemas médicos, através do suporte a distância para resultados de exames de alta complexidade nos hospitais, trouxe grandes avanços para a saúde pública. “Eu uso a Telemedicina diariamente, de manhã, de tarde, de noite e de madrugada. Não só para os exames de rotina no Hospital Regional de São José, como para pacientes internados e de emergência. E nos sobreavisos e plantões a gente usa em casa, tendo acesso direto aos exames que são feitos no hospital, e de imediato já posso dar o laudo”, conta o médico neurorradiologista Daniel Chaves. Hoje já são 13 hospitais ligados à rede.

Outra conquista importante foi a integração à Telemedicina do Laboratório Central de Análises Clínicas, o Lacen, o que aconteceu em março de 2008. Antes, os laudos eram feitos em Florianópolis e enviados pelo correio para as outras cidades do Estado. Agora, as vigilâncias epidemiológicas de cada município têm acesso aos laudos via sistema. Dessa forma, os resultados chegam mais rapidamente à mão do paciente. Se antes os profissionais de saúde esperavam, em média, mais de um mês para ter acesso a um exame enviado, hoje aguardam no máximo duas semanas.

Mais informações com Marina Veshagem, pelo fone (48) 3721-8000 ou pelo e-mail  marina@telemedicina.ufsc.br

Por Paulo Clóvis Schmitz – Jornalista na Agecom / UFSC

Tags: telemedicinaUFSC