Reitor fala sobre significado da desobstrução dos acessos à Reitoria
O reitor Alvaro Toubes Prata, em pronunciamento à comunidade universitária, ressalta a negociação que resultou na abertura dos acessos ao prédio da Reitoria da UFSC.
O reitor Alvaro Toubes Prata, em pronunciamento à comunidade universitária, ressalta a negociação que resultou na abertura dos acessos ao prédio da Reitoria da UFSC.
Estão abertas até 31 de agosto as inscrições para a 5ª edição do Programa Bolsas Luso-brasileiras do Santander Universidades, direcionado ao financiamento de seis meses de estudos em Portugal. A oportunidade contempla um valor individual referente a 3.300 mil euros para custear necessidades como matrícula, material do curso, alimentação, hospedagem, entre outras. Para a UFSC deverão ser selecionados oito alunos. As inscrições devem ser feitas no site www.santanderuniversidades.com.br/bolsas/default.aspx, clicando na bandeira de Portugal. Ao todo, 18 universidades públicas participam do programa, que contemplará 165 alunos. Mais informações: universidades@santander.com.br

“Vamos ao mesmo tempo ensinando e aprendendo”, conta satisfeita a professora. Fotos: Cláudia Reis / Agecom
Saber interpretar um mapa é tão importante quanto ler e escrever. É uma forma de exercitar o domínio do espaço, de construir visões de mundo. Mapas tornam concreto o que é abstrato, levam conhecimento produzido por poucas pessoas para muitas.
“Os mapas fazem pensar o mundo, são modelos de realidade que podem tornar as pessoas mais seguras, têm relação com a cidadania”, defende a professor Ruth Emília Nogueira que há 20 anos faz da pesquisa, do ensino e da extensão em Cartografia o foco de seu trabalho. Docente do Departamento de Geociências, atual coordenadora da Pós-Graduação em Geografia, ela é a escolhida pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011.
Coordenadora do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar, Ruth Emília Nogueira trabalha atualmente com mapas para educação e para mobilidade. Em sua visão, a fragilidade da área de cartografia é estrutural, pode ser percebida desde as séries iniciais, em equívocos nos livros didáticos, na falta de preparo de professores de Geografia, por desconhecimento que afeta a compreensão da importância da ciência e arte de expressar o espaço graficamente por mapas.
Autora de livros, capítulos e artigos científicos na área de Cartografia, ela passou por momentos curiosos ao falar de seu campo de atuação. “Já me perguntaram se eu entregava ou transcrevia cartas”, lembra a professora que se preocupa com um “analfabetismo cartográfico”, calcanhar de Aquiles no ensino de Geografia.
Seu trabalho produz conhecimento que busca colaborar com a formação de recursos humanos, futuros professores e pesquisadores para qualificar essa área. O conhecimento gerado na universidade com apoio de órgãos financiadores como CNPq e Finep é compartilhado no site do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar e em publicações. Seu Currículo Lattes documenta mais de uma dezena de livros publicados ou organizados, e a autoria de outros 10 capítulos.
O livro Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais, lançado em 2006 e já na sua terceira edição pela Editora da UFSC, é o primeiro manual em língua portuguesa que mostra como fazer mapas e está em todos os lugares onde se ensina Cartografia, de norte a sul do País.
No caminho trilhado com colegas professores, estudantes de graduação e de pós-graduação, foi estruturado também o livro Motivações Hodiernas para Ensinar Geografia – Representações do Espaço para Visuais e Invisuais. A obra que reúne 17 autores é direcionada ao professor, estimulando que reconheça suas limitações ou desafios e tenha contato com novas possibilidades para o ensino da Geografia e da cartografia escolar.
Mapas táteis
A segunda parte do livro é estruturada em seis capítulos que trazem resultados de pesquisa e ensino do espaço geográfico para pessoas cegas e de baixa visão. Vários trabalhos foram desenvolvidos em parceria com a Fundação Catarinense de Educação Especial e a Associação para Integração do Cego de Santa Catarina.
“Um dia recebi um bilhete da Fundação solicitando uma adaptação dos mapas para cegos”, lembra a professora sobre o início do relacionamento com as entidades. Era mais um desafio em sua trajetória. Ela não tinha conhecimentos sobre braille e também nunca havia pensado como os mapas poderiam ser usados por pessoas de baixa visão ou cegas.
Ficou maravilhada com a possibilidade de estudar e produzir mapas e gráficos táteis, materiais usados como recursos educativos ou facilitadores de mobilidade em edifícios públicos e centros urbanos. Pesquisou modelos usados na Europa e no Brasil. Neles observou como texturas em relevo são usadas em mapas táteis e que a padronização é um desafio. Afinal, como padronizar para invisuais? Que texturas e símbolos preferem? Como constroem sua imagem mental? Algumas respostas foram conquistadas, outras surgem com novos projetos.
“Vamos ao mesmo tempo ensinando e aprendendo”, conta satisfeita a professora que em uma de suas mais recentes pesquisas avalia a elaboração de conceitos geográficos em estudantes com deficiência visual com o apoio da cartografia tátil. É mais um passo em sua trajetória de pesquisa que já resultou em algumas propostas e busca aprimorar a padronização de mapas táteis para o Brasil.
Saiba Mais:
Trajetória:
– Natural do Paraná, Ruth Emília Nogueira nasceu em uma família humilde, terceira entre sete irmãos. O pai era carpinteiro e a mão professora, ainda que tivesse estudado somente até a quarta série. Desde pequena dizia que queria ser professora, mas quando na adolescência percebeu as dificuldades, quase desistiu.
– Começou a trabalhar cedo em uma empresa de construção como desenhista arquitetônica. No início de sua carreira profissional trabalhou com medição de terras, um contato essencial com a natureza para quem “cresceu embaixo dos pinhais” e gerenciou a produção de mapas em uma empresa especializada.
– Sempre estudou em escola pública e em busca de uma profissão, onde pudesse estar próxima à natureza, pensou em fazer geologia na Universidade Federal do Paraná. Lá descobriu a Engenharia Cartográfica, área de sua graduação.
– Durante o mestrado em Geografia na UFSC trabalhou com desenvolvimento regional e urbano, investigando a influência da exploração carbonífera nas atividades agrícolas e no desenvolvimento global de Criciúma. Estudou a desertificação da área carbonífera, realizando a primeira medição de áreas afetadas pela atividade do carvão.
– No doutorado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná trabalhou com a estruturação de dados geográficos para a gestão de áreas degradadas pela mineração. A partir de dados de sensoriamento remoto e sistemas de informações geográficas estudou como áreas se recuperam ao longo do tempo.
Produção Científica:
Artigos completos publicados em periódicos: 20
Livros publicados/organizados ou edições: 12
Capítulos de livros publicados: 10
Trabalhos completos publicados em anais de congressos: 91
Resumos publicados em anais de congressos:
– Supervisões e orientações concluídas:
Orientações de dissertação de mestrado: 22
Orientações de teses: 4
Trabalho de conclusão de curso de graduação: 17
Iniciação Científica: 4
– Orientações em andamento:
Dissertações: 3
Teses: 2
Iniciação Científica: 1
Trabalho de conclusão de curso: 2
Mais informações: ruthenogueira@gmail.com / (48) 3721-9362, Ramal: 8593
Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Leia também:
UFSC busca padrão de mapas para pessoas cegas
Universidade homenageia pesquisador dos “clones verdes”
Prêmio Destaque Pesquisador homenageia um samurai da ciência brasileira
Leia matérias sobre o Prêmio Destaque Pesquisador 2010:
Prêmio Destaque Pesquisador ilumina competência de Ivo Barbi
Ivo Barbi é homenageado com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos
Centro de Ciências Agrárias escolhe Jaime Fernando Ferreira como Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Antônio Carlos Wolkmer é homenageado com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Luiz Fernando Scheibe recebe carinho e reconhecimento com prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Alacoque Lorenzini recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Markus Nahas recebe Prêmio Destaque Pesquisador
Wagner Figueiredo recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos divulga importância da ciência básica
A pedido dos alunos da instituição, a Feira de Livros da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina/Liga de Editoras Universitárias alongou o prazo e vai até o dia 9 de setembro. No semestre passado, o evento durou três semanas e agora vai ficar um mês em atividade, disponibilizando 1.670 títulos e mais de quinze mil exemplares com descontos de 50 a 70%. O horário de atendimento é das 9 às 19 horas, mas na última semana a feira vai funcionar todos os dias até às 20h30, na Praça da Cidadania da UFSC.
(mais…)
O Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC promove nesta quarta-feira, dia 31, 16 horas, na Sala dos Conselhos da UFSC, aula inaugural com Jose Medina Moya, da Universidade de Barcelona. Moya vai falar sobre “A construção do saber na enfermagem e saúde: uma visão onto-epistemológica”. Para assistir: http://server.stream.ufsc.br/conselho. Informações: 3721-9399/ 3721-9480/ 3721-9787 – ramal 51, www.pen.ufsc.br.
A oitava edição do Projeto Museu em Curso deste ano trará o historiador Fernando Boppré para conversar com o público sobre pesquisa nos museus e sua difusão na comunidade por meio de projetos culturais. No dia 31 de agosto, das 16 às 18 horas, no auditório do Museu Universitário, o cineasta, diretor de museu, produtor cultural e crítico de artes profere a palestra “Museu, Pesquisa e Produção Cultural”, com participação gratuita e aberta à comunidade.
(mais…)
A Administração Central da UFSC emitiu nota oficial fazendo um histórico de suas ações e das medidas tomadas desde o início da greve dos trabalhadores técnico-administrativos, em junho. O texto reforça as posições da instituição e destaca as negociações que tentou estabelecer em Brasília em prol do diálogo do governo com os servidores. Também ressalta que sua postura sempre foi de tolerância e de busca do entendimento, inclusive com os estudantes que ocuparam o prédio da reitoria no dia 17 deste mês.
(mais…)
Todo samba universitário é uma forma de oração, teria dito o poetinha se estivesse vivo. Segunda noite do Festival de Música da UFSC foi ainda melhor que a primeira em qualidade técnica e artística. Show histórico do Grupo Engenho foi ouvido de olhos fechados
O II Festival de Música da UFSC encerrou na noite domingo mostrando que a música é a bandeira da juventude no Terceiro Milênio, por onde ela pode ecoar seus lamentos, desejos e gritos de liberdade. Dois dias de festival na Praça da Cidadania da UFSC deixaram como saldo 20 novas composições e a insurgência de igual número de bandas que revelaram, sobretudo, criatividade na mistura de ritmos antigos com modernos e de elementos da cultura regional com a cultura global. O emocionante show de encerramento do Grupo Engenho, criado e fomentado dentro dos palcos da UFSC, fez um tributo à volta dos festivais universitários e ao mesmo tempo lavrou o retorno da banda após 28 anos de inatividade.
Todas as composições – selecionadas entre 136 – vão compor um CD/DVD ao vivo que a Secretaria de Cultura e Arte e o Departamento Artístico Cultural da UFSC já começaram a produzir. A Praça da Cidadania já não estava tão lotada como na noite anterior, quando se reuniram cerca de oito mil pessoas. Mas o público que perdeu o clássico Avaí/Figueirense para curtir as bandas selecionadas para o segundo dia foi premiado com um espetáculo ainda melhor em qualidade técnica e artística. Violinos, violões, guitarras, instrumentos de sopro, percussão, teclado, cravo, pandeiro. As equipes subiram ao palco com estrada e preparo técnico. Foram dez apresentações de alto nível do ponto de vista da melodia, harmonia e letra e, embora a mostra não fosse mais competitiva, três conjuntos apontaram como francamente favoritos do público: as bandas Cravo da Terra (MPB), Top Groove (rock instrumental) e Cultivo (reggae), que consagraram os três ritmos dominantes no festival.
A noite começou embalada por duas canções típicas de MPB homenageando mulheres: “Tereza”, com Darlan Freitas, e “Cecília”, composição de Roberto Tonera dedicada à filha Cecília, de quator anos, que estava na plateia para recebê-la. Ambos mereceram torcida e aplausos, mas quem levantou o público de verdade foi “Voz do Coração”, canção dançante da Banda Habitantes de Zion, que se apresentou com toda a gestualidade e textualidade do reggae, dupla de dançarinas back vocal ao estilo Wailers e cantor com cabelo rastafári. “Vaga-lumes”, de Luciano Arnold, apresentou uma bonita canção romântica ao estilo anos 80 e “Inquietude”, com Caren Martins, apostou em um samba refinado. Lucas Quirino, ao violão, entrou em palco com orquestra de violino, violão, guitarra e percussão para cantar “Menino”, ao estilo MPB, com forte influência dos vencedores dos grandes festivais da década de 70.
Protesto amoroso
Ive Luna, cantora premiada da Banda Cravo da Terra, entrou com a poética “O Alguidar de Aguiar” e uma orquestra diversificada de instrumentos de sopro, corda e percussão. Já aclamada em outros concursos e nos palcos do Projeto 12:30, da UFSC, a Cravo da Terra fundamenta seu trabalho na pesquisa de ritmos tradicionais do sul sudeste e nordeste brasileiros com uma batida contemporânea. De calça branca, camisa vermelha e boné, ao estilo sambista carioca, Marcos Baltar também cantou sua musa D. Flor, no samba-canção “Jazmin”. A banda Top Groove, de Lages, apresentou a eletrizante “Groove Zone”, com Tiago Barte na guitarra provando que o rock ainda pode ser reinventado. O público dançou e ovacionou e a banda mostrou que há espaço sim para a música experimental.
“Impermanência”, da Banda Cultivo, que se originou no estado paulista em 2004 e há três anos ganhou os palcos da Ilha, foi incentivada por um público cativo que implorou pra ganhar o CD do grupo sorteado pela Secretaria de Cultura e Arte. Ângela Beatriz ficou e repetiu a canção, que pede um mundo mais norteado pela vida e menos pelo dinheiro. A letra, um protesto amoroso contra a arrogância do homem e a destruição da natureza, trouxe a nostalgia dos festivais em que a juventude não escondia seu desejo de mudança. Com uma dose de ousadia e talento, a inocência de quem busca valores mais verdadeiros e recusa a massificação da indústria cultural continuam tendo seu charme.
A Volta do Grupo Engenho
Mesmo aos 40, 50 anos, como é o caso da velha guarda do Grupo Engenho, essa chama de insatisfação e idealismo pode ser revivida. Foi com o espírito mergulhado em nostalgia e afeto histórico, que uma plateia de duas mil pessoas viu entrar no palco os integrantes da banda original: Marcelo Muniz (baixo, piano, bandolim, violão e voz); Chico Thives (bateria, percussão, violão, baixo e voz); Cláudio Frazê (percussão e voz), Latininho (sanfona e voz); Álisson Mota (violão, violão de 12 cordas, cavabandorango e voz), e em acréscimo, Rogério Guilherme e Manoela, no back vocal.
Antes de o grupo tocar pela primeira vez pra valer desde que a banda se separou, em 1984, Álisson, 57 anos, analista de sistemas, falou do propósito da banda de retornar com a mesma proposta que partiu: “Queremos cantar a cultura, a gente e a terra açorianas, contrapondo instrumentos modernos e arcaicos”. Para o grupo, que se formou nas festas e congressos estudantis, recebeu uma bolsa-cultura do DAC no final dos anos 70 para realizar seu trabalho de pesquisa musical, e se projetou a partir dos festivais universitários, voltar a tocar depois de duas décadas em um palco da UFSC assumiu um significado duplamente especial.
Com seu rock-baião ao mesmo tempo folclórico e universal, o velho Grupo Engenho fez a famosíssima canção “Barra da Lagoa” transformar a Praça da Cidadania em um grande forró. “Lua mansa” foi ouvida de olhos fechados pelos roqueiros coroas, para que o grupo está associado as suas lembranças mais afetivas dos tempos de universidade. A oportunidade de ver a banda original unida novamente e de ouvir Marcelo Muniz de cabelos brancos, fechando os olhos para segurar as lágrimas, ao cantar “Vejo teus olhos brilhando em cada estrela/ Flor da noite, espelho d’água, traços de iemanjá”, pareceu um milagre. Como teria dito o poetinha, se estivesse vivo, todo “samba” universitário é uma forma de oração.
Fotos: http://facebook.com/festivaldemusicaufsc
Por: Wandelli (jornalista, SeCarte)
Contatos: (48) 99110524 – 37219459
raquelwandelli@reitoria.ufsc.br
II FESTIVAL DE MÚSICA DA UFSC – Programação
Apresentações do dia 27/08/2011 – Sábado
| Ordem | Músico / Banda |
| 1 | Entrando no País das Maravilhas – Banda Karibu |
| 2 | Não Esbarra – Banda Aislados |
| 3 | Kama – Taoana Padilha |
| 4 | Dominó – André Pacheco Henrique |
| 5 | Le Feu d’Amour – Banda Somato |
| 6 | Skalpelado – Banda Bergos |
| 7 | Discos do Roberto – Banda Supergrandes |
| 8 | Menino do Gueto – Banda Menino do Gueto |
| 9 | Ousada – Banda Zazueira |
| 10 | Esse Novo Disfraz – Nathalia Britos Gasparini |
Apresentações do dia 28/08/2011 – Domingo
| Ordem | Músico / Banda |
| 1 | Tereza – Darlan Freitas |
| 2 | Cecília – Roberto Tonera |
| 3 | Voz do Coração – Banda Habitantes de Zion |
| 4 | Vaga-Lumes – Luciano Arnold |
| 5 | Inquietude – Caren Martins |
| 6 | Menino – Lucas Quirino |
| 7 | O Alguidar de Aguiar – Banda Cravo da Terra |
| 8 | Jazmim – Marcos Baltar |
| 9 | Groove Zone – Banda Top Groove |
| 10 | Impermanência – Banda Cultivo |
“Transgênicos para quem? Agricultura, Ciência, Sociedade” é título de um livro que será lançado na UFSC no dia 1° setembro. A obra foi organizada pelo Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O professor do Departamento de Fitotecnia da UFSC, Rubens Onofre Nodari, pesquisador de transgênicos há mais de 20 anos, é autor de um dos artigos da publicação organizada pela brasileira Magda Zanoni e pelo francês Gilles Ferment.
A apresentação em Santa Catarina será realizada a partir de 18h30min, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas da UFSC, seguida de debate. Participarão Gilles Ferment (autor/ organizador do livro); Guilherme Abrahão (coordenador do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário); Rubens Nodari (representante da Universidade Federal de Santa Catarina) e Leonardo Melgarejo (autor e membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio), além de um representante do Terceiro Setor.
Em 33 artigos a publicação reúne trabalhos de referência no debate europeu e brasileiro, oferecendo diversidade de análises e de pontos de vista de atores sociais: agricultores familiares, cientistas internacional e nacionalmente reconhecidos, estudantes, associações, cooperados e ativistas.
Em um enfoque multidisciplinar o livro contempla as dimensões agronômica, ecológica, cultural, social e política, fundamentais para uma leitura ampla sobre os transgênicos. Lançada em março na França, na Assembléia Nacional de Paris, está também sendo apresentada em diferentes capitais brasileiras.
Por uma ciência democrática
“O objetivo do livro é trazer uma reflexão sobre a anunciada capacidade dos transgênicos de resolver as dificuldades atuais e futuras com as quais nossas sociedades e, particularmente, os agricultores familiares e camponeses do mundo estão confrontados”, escrevem na introdução Magda Zanoni e Gilles Ferment.
Os organizadores destacam que o livro integra pontos de vista de pesquisadores que por meio da participação e vivência em comissões nacionais de engenharia genética (na França) e em comissões técnicas nacionais de biossegurança (no Brasil) não tiveram o poder de expressar sua oposição e tampouco interromper (em razão do voto sempre minoritário) as liberações comerciais de sementes transgênicas solicitadas pelas empresas multinacionais. Tudo isso embora a avaliação do risco e o respeito ao Princípio da Precaução fossem determinados no Brasil pelas leis nacionais (Lei de Biossegurança) e internacionais (Protocolo de Cartagena).
Transgênicos para quem? está disponível em formato e-book para download gratuito no Portal NEAD, seção Publicações > NEAD Debate
Mais informações sobre o lançamento na UFSC com o professor Rubens Onofre Nodari, nodari@cca.ufsc.br, (48) 3721-5332
Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, dia 26, com o reitor Alvaro Toubes Prata e o vice-reitor Carlos Alberto Justo da Silva, os diretores de centro da Universidade Federal de Santa Catarina defenderam a desocupação urgente da reitoria pelos estudantes, como forma de preservar o patrimônio público e evitar mais prejuízos para a instituição. “O momento é de união e da busca de decisões consensuais”, afirmou o reitor ao explicar as razões da convocação do grupo, assim como ocorreu com os pró-reitores e secretários, em outro encontro, no início da manhã.
(mais…)
O Pré-Vestibular da UFSC irá realizar, nos dias 29 e 30 de agosto, um simulado presencial (SIMUFSC) para os alunos matriculados no curso em todo o Estado, nos moldes do Vestibular da UFSC. As provas buscam testar os conhecimentos dos alunos para o Vestibular da UFSC, que acontece no final do ano.
O SIMUFSC será realizado nos horários de aula. Para as unidades de Curitibanos (Vespertino) IEE (Vespertino) e Joaçaba, as provas serão aplicadas nos dias 31 de agosto e 1º setembro.
O SIMUFSC envolve aproximadamente 3 mil alunos, cerca de 100 professores, 31 assessores pedagógicos e 15 pessoas na coordenação-geral. Nestas provas serão utilizadas mais de 100 mil cópias de material educativo. As provas são totalmente gratuitas e serão compostas, como no vestibular da UFSC, de 80 questões de múltipla escolha, além da redação e de duas questões discursivas.
No primeiro dia, serão 12 questões de Português, 8 de língua estrangeira, Espanhol ou Inglês, 10 questões de Matemática, 10 de Biologia e uma Redação, além de uma questão discursiva. No segundo dia, será a vez de 10 questões de Geografia, 10 de Física, 10 de Química e 10 de História, além de uma questão discursiva. As provas abrangem somente o conteúdo já visto em sala de aula no Pré-Vestibular.
O SIMUFSC é uma realização do Curso Pré-Vestibular da UFSC, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Secretaria de Estado da Educação (SED).
Mais informações pelo site www.prevestibular.ufsc.br ou pelo telefone (48) 3721-8319.
Histórico de aprovação do Pré-Vestibular da UFSC
2003 – dos 120 matriculados, 17 foram aprovados – 14%;
2004 – dos 200 matriculados, 40 foram aprovados – 20%;
2005 – dos 350 matriculados, 77 foram aprovados – 22%
2006 – dos 400 matriculados, 100 foram aprovados – 25%;
2007 – dos 450 matriculados, 113 foram aprovados – 25%;
2008 – dos 700 matriculados, 245 foram aprovados – 35%;
2009 – dos 1.000 matriculados, 440 foram aprovados – 44%;
2010 – dos 1.250 matriculados, 725 foram aprovados – 58%;
2011 – dos 1.500 matriculados, 948 foram aprovados – 64%.
Por Cesar Laus Simas – Assessoria de Imprensa
Reunião hoje (26) dos pró-reitores da UFSC com o reitor Alvaro Prata e o vice-reitor Carlos Alberto Justo da Silva, concluiu que a ocupação da reitoria da instituição pelos estudantes traz enormes prejuízos para a comunidade universitária, principalmente para os alunos, já que a universidade não poderá pagar as bolsas, que dependem do funcionamento da reitoria (acesso a documentos, computadores e demais equipamentos).
(mais…)
A TV UFSC exibe neste sábado, dia 27, dentro do programa Cinema Catarinense, o curta-metragem “Bruxa Viva”, dirigido por Lena Bastos em 1998. A obra de ficção fala sobre as bruxas que são ligadas à natureza de Florianópolis e a especulação imobiliária que ocupa as áreas verdes da Ilha de Santa Catarina. O filme foi inspirado na poesia Marginália II, escrita por Torquato Neto e interpretada por Gilberto Gil. “Bruxa Viva” vai ao ar às 22h e será reapresentado no domingo, dia 28, em dois horários, às 14h e à meia-noite.
A convidada do UFSC Entrevista é Jordelina Schier, responsável pelo Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI) da UFSC. A coordenadora conta sobre como funciona o núcleo e fala da função do NETI como integrador do idoso na sociedade. O programa estreia na segunda-feira, dia 29, às 22h, e tem reprise no dia 30, à meia-noite, na quinta-feira, dia 1 de setembro, às 12h, e na sexta-feira, dia 2, às 23h30.
No Primeiro Plano a atração é “Clepsidra”, curta-metragem que mescla ficção com animação, apresentado como Trabalho de Conclusão do Curso de Cinema da aluna Denise Szabo. O personagem principal é um garoto que tem talento para desenhar e é pressionado pelas pessoas ao seu redor para desenvolver sua habilidade. “Clepsidra” estreia na quarta-feira, dia 31, às 22h, e tem horário alternativo na quinta, dia 1 de setembro, à meia-noite, na sexta-feira, dia 2, às 22h, e na segunda-feira, dia 5, às 10h.
O “Tango na Broadway” é o filme do Sessão Cinema, musical produzido por Carlos Gardel. O filme conta a vida cheia de prazeres de um playboy argentino em Nova York que começa a ficar ameaçada quando chega de Buenos Aires um severo tio, que logo se entrega às delícias da vida noturna da grande metrópole. O filme será exibido na terça-feira, dia 30 de setembro, às 21h, e tem horário alternativo na quarta, à meia-noite, e na sexta-feira, dia 2 de setembro, às 14h.
No Justiça do Trabalho na TV o convidado é o juiz José Lúcio Munhoz, o novo representante da justiça do trabalho no Conselho Nacional de Justiça. Ele vai falar sobre a uniformização do horário de expediente na Justiça, mudanças de rumo no CNJ e a importância da inserção dos temas trabalhistas na pauta do Conselho. O Justiça do Trabalho na TV estreia na quinta-feira, dia 1 de setembro, às 22h, e tem reprise na sexta, à meia-noite, e na segunda-feira, dia 5, às 6h.
Para acompanhar a TV UFSC, sintonize o canal 15 da NET Florianópolis e veja a programação completa no site www.tv.ufsc.br/grade. Assista aos boletins de notícias também no www.youtube.com/tvufsc.
Por Victor Hugo Bittencourt/bolsista da TV UFSC
Os profissionais de saúde que atuam em análises clínicas e áreas afins podem se inscrever no Curso de Especialização em Hematologia da UFSC até a próxima sexta-feira, 2 de setembro, no endereço http://www.esphemato.ufsc.br/formulario-de-inscricao/. Os interessados devem preencher o formulário disponível na página e aguardar a seleção, que será feita mediante análise do currículo e comprovação dos documentos enviados.
O curso será ministrado quinzenalmente, às sextas-feiras, das 18h às 20h, e aos sábados e domingos, das 7h30 às 12h, no Departamento de Análises Clínicas, Centro de Ciências da Saúde (CCS). As aulas têm início em 9 de setembro.
Os temas abordados envolvem as condições patológicas do sistema hematopoiético, a compreensão dos exames laboratoriais, e a fisiopatologia humana. A especialização tem como objetivo estimular o profissional a desenvolver uma avaliação crítica frente aos exames realizados e suas metodologias, inovando ou buscando soluções. A carga horária é de 375 horas, considerando-se as aulas teóricas e práticas.
SELEÇÃO DOS CANDIDATOS: 20 a 26 de agosto de 2011.
DIVULGAÇÃO DOS CANDIDATOS SELECIONADOS: até 01/09/2011.
TAXA DE INSCRIÇÃO: R$ 30.
MATRÍCULA: 1 x R$ 600.
VALORES MENSAIS: 17 parcelas de R$ 600.
Outras informações pelo site http://www.esphemato.ufsc.br/ ou pelo telefone (48) 3721-9712.
Gabriele Duarte/bolsista de Jornalismo na Agecom
Publicação ilustrada e multimídia de grande importância para reconstituição histórica da vida nas cidades fortificadas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul será distribuída para escolas, meios de comunicação, instituições de memória
Santa Catarina já teve 26 Fortificações de Defesa no século XVIII e o Rio Grande do Sul chegou a erguer 42, das quais sobram oito na Grande Florianópolis e uma em São Francisco do Sul e as ruínas de apenas duas no estado vizinho. Em alguns momentos mais tensos na história das invasões e das disputas territoriais entre Portugal e Espanha, praticamente toda a população da antiga Desterro e do Rio Grande de São Pedro viveu protegido pelas Fortalezas. Examinando-se mapas demarcados dessa época, observa-se que se enfileiravam uma ao lado da outra, formando extensos cordões nas ilhotas e ao longo do litoral. O início dessas construções de defesa coincide com a própria data de fundação dos dois estados, tamanha foi sua importância no desenvolvimento dos povoados. As possibilidades de se conhecer a vida dentro dessas cidades fortificadas e o seu funcionamento esteve por três séculos encerrada dentro de um manuscrito original de 1786 que só agora vem à luz da história com a publicação de uma grande obra que une os esforços da iniciativa individual, pública e privada.
A publicação tardia desse documento inédito pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina e Prefeitura de Florianópolis, com apoio cultural da Unimed, devolve aos pesquisadores e curiosos em geral a chance de conhecer melhor esse capítulo decisivo e ainda obscuro da história do Brasil. O mérito maior cabe à determinação de dois pesquisadores que inscreveram o projeto de publicação explicada, complementada e ilustrada do chamado Códice de Santa Catarina na Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Franklin Cascaes: Roberto Tonera, arquiteto da UFSC, responsável pelas obras de restauração e conservação das fortalezas da Ilha de Santa Catarina mantidas pela universidade, e Mário Mendonça de Oliveira, professor de arquitetura da Universidade Federal da Bahia, condecorado pelo Exército por sua obra de reconstituição da memória militar do Brasil e restauro das fortificações.
Ambos são responsáveis pela organização do livro “As defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786”, que será lançado em uma data histórica em um lugar também histórico, na véspera do aniversário da Independência do Brasil, em 6 de setembro, às 19 horas, no Palácio Cruz e Sousa. Com uma tiragem de mil exemplares, a obra será distribuída gratuitamente às escolas públicas, meios de comunicação e instituições ligadas à memória e patrimônio. A edição inclui textos introdutórios e explicativos sobre o contexto histórico, mapas, iconografias, plantas das fortalezas da época complementadas com fotografias das fortificações ainda existentes, e um glossário ilustrado que busca auxiliar na compreensão dos termos técnicos do manuscrito, reproduzido em forma de fac-símile, ao lado da transcrição em ortografia atualizada. A obra acompanha ainda um CD–ROM com o conteúdo do material impresso em linguagem multimídia, com recursos de animação tridimensional e links hipertextuais. O lançamento terá a presença do diretor do Arquivo Histórico Militar de Lisboa, Aniceto Afonso, que cedeu os direitos de publicação e assina a apresentação do livro, exaltando-o como “um acontecimento cultural de grande relevo”.
Mas há um primeiro autor que deu início a tudo, quando a forma de registro recorrente da história no Brasil ainda era a dos calígrafos medievais: o engenheiro militar José Correia Rangel. De nacionalidade indefinida, Rangel escreveu de próprio punho o Códice de Santa Catarina do qual seus seguidores partem para compor as 223 páginas do dossiê moderno. Em letra cursiva esmeradamente talhada a pena e no português do século XVIII, Rangel compôs o documento duas partes: a primeira contém o levantamento das fortificações, que na época chegaram a ter uma população de quase mil habitantes, e dos uniformes das tropas da Ilha de Santa Catarina (atual Florianópolis) e do Rio Grande de São Pedro (primeira cidade do estado vizinho). Apresenta ainda relações com quantidades precisas das guarnições militares existentes e dos armamentos e demais petrechos de artilharia, todos quantificados e discriminados com minúcia e precisão. A parte final do documento redescoberto traz um detalhado inventário de todos os mantimentos existentes nos armazéns das vilas gaúchas de Rio Grande, Porto Alegre e Rio Pardo. Extensas listagens de armas, munições, ferramentas, utensílios, móveis, tecidos, vestimentas, medicamentos; objetos de uso pessoal, religioso e militar; acessórios de montaria e veículos de transporte, instrumentos musicais (mostrando que a vida nas fortalezas não era tão dura) entre outros artefatos e equipamentos diversos oferecem matéria prima para historiadores da vida privada e pública.
Em 76 páginas de manuscrito, o autor entremeia 29 estampas coloridas, com desenhos aquarelados dos uniformes, das plantas das fortificações e dos mapas gerais de levantamento dos lugares fortificados das duas povoações. O bom gosto e talento na elaboração do incunábulo revelam a provável formação do autor em escolas jesuítas do Rio de janeiro, biografado no início do livro, conforme mostra sua biografia no início da obra. Pinçados na tropa entre os mais capazes intelectualmente e habilidosos nas artes dos desenhos, os engenheiros se destacavam dos oficiais comuns e da massa inculta dos exércitos coloniais, relegada ao analfabetismo. “Eles foram nossos primeiros urbanistas e projetistas de fortificações, igrejas, palácios, edifícios administrativos e outras obras civis e militares, muitas ainda presentes nos centros históricos das nossas cidades”, explicam os organizadores no prefácio.
Como viviam, como sobreviviam, como se organizavam, como se vestiam, o que comiam, o que consumiam, como casavam e constituíam família, como se divertiam, o que faziam os moradores das cidades fortificadas? Sem saber, o futuro capitão deixou um dos documentos mais antigos e importantes da história das fortificações dos dois estados, uma fonte para historiadores pesquisarem o cotidiano da vida militar, o estudo das fortificações portuguesas no Brasil e para a compreensão das origens históricas dos dois estados. Antes de ser incorporado ao acervo do Arquivo Histórico Militar de Lisboa, o relatório técnico pertenceu no século XIX ao general de Divisão do Exército Português, Jaime Agnelo dos Santos Couvrer, grande colecionador de manuscritos e foi adquirido em 1919 pela Livraria dos Paulistas, de Lisboa.
Ao tomar conhecimento da existência do documento, em 2006, Tonera, que é também coordenador do Projeto Fortalezas Multimídia da UFSC, enviou projeto ao diretor da instituição portuguesa, Aniceto Afonso, solicitando permissão para que a universidade o publicasse na íntegra com as devidas complementações, transcrições e contextualizações sem os quais seria incompreensível para o grande público. O produto que chegará às mãos do leitor que comparecer ao lançamento é resultado, portanto, de um sonho acalentado durante cinco anos por essa rede de investigadores que começou a escrever, já no século XVIII, o grande Códice das Fortalezas.
SERVIÇO
Lançamento: “As Defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786 – de José Correia Rangel”.
Organizadores: Roberto Tonera e Mário Mendonça de Oliveira.
Data: 6 de setembro de 2011 – terça-feira
Horário: 19 horas
Local: Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa
Praça XV de Novembro – Florianópolis/SC
Publicação: Editora da UFSC
Patrocínio: Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Florianópolis/Fundação Cultural Franklin Cascaes
Apoio cultural: Unimed Grande Florianópolis
Apoio para o lançamento: Universidade Federal de Santa Catarina; Projeto Fortalezas da Ilha/ Secarte-UFSC, Projeto Fortalezas Multimídia – UFSC; Museu Histórico de Santa Catarina.
Por Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)
Contatos: (48) 99110524 – 37219459
A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), após informar em assembleia geral dos estudantes, realizada em 25/08/2011, a disposição em atender as reivindicações do movimento discente, foi surpreendida pela decisão dos estudantes de ocupar por tempo indeterminado o prédio da Reitoria.
O ato intempestivo e inconsequente fere o direito de ir e vir, e macula, ao mesmo tempo, o caminho do diálogo aberto e franco que vinha sendo trilhado até o momento.
O fechamento dos acessos à Reitoria traduz-se em atitude extrema e irresponsável, e, com certeza, merecerá a reprovação da sociedade, que, afinal das contas, suporta e mantém essa Instituição. A história mostra que a violência e a radicalização em regimes democráticos perdem legitimidade junto à população.
Feitas estas considerações, a Administração da UFSC alerta que, além da Universidade e da Sociedade, os maiores prejudicados pela ocupação serão, em última análise, os próprios estudantes.
Advertimos, ainda, que o espaço da Reitoria é público e, portanto, não deve ser cerceado nem privado à comunidade pela radicalização do movimento discente.
A Administração Central da UFSC cobra uma posição clara e responsável do movimento estudantil, lembrando, em nome do direito e da democracia, que a saída para os conflitos passa, necessariamente, pela negociação.
Administração Central
Universidade Federal de Santa Catarina
Entre os dias 28 e 31de agosto, será realizado o 5º Congresso Internacional de Design da Informação (CIDI) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com a participação de 12 países. O evento ocorre em conjunto com o 4º Congresso Brasileiro de Design da Informação (INFODESIGN Brasil) e o 5º Congresso Nacional de Iniciação Científica em Design da Informação (CONGIC). Ao todo, serão apresentados 99 artigos e 112 pôsteres.
Como palestrantes estão os professores Alice Theresinha Cybis Pereira (UFSC), Luciano Guimarães (USP), Karel Van der Waarde (Avans University – Holanda), Antonio Martiniano Fontoura (UTFPR), Catherine Dixon (UAL/CSM – Inglaterra) e Américo da Conceição Mateus (Portugal).
Com periodicidade bienal, os três eventos são promovidos pela Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) desde 2003. Esta edição é organizada pela UFSC por meio do Programa de Pós-Graduação em Design, do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) e do Departamento de Expressão Gráfica.
Os eventos visam proporcionar uma oportunidade de intercâmbio entre pesquisadores, profissionais e estudantes do Brasil e do exterior, discutindo o estado da arte do Design da Informação, divulgando a produção científica brasileira e internacional e contribuindo para a sua consolidação no Brasil.
O Congresso Internacional e INFODESIGN Brasil são fóruns científicos de discussão e reflexão de questões relevantes aos caminhos e usos do design da informação na comunicação em nível nacional e internacional, a partir da perspectiva de pesquisa. O CONGIC possibilita a troca de conhecimentos entre estudantes e recém-formados que tenham desenvolvido trabalhos de pesquisa na área.
Confira a programação no endereço http://www.sbdi.org.br/congresso2011/novo/pt/data.php.
Outras informações pelo site www.sbdi.org.br/congresso2011/novo/pt/index.php.
Inaugurando as atividades do segundo semestre, a sessão do Cinema, Chá & Cultura ocorre no dia 26 de agosto (sexta-feira), às 19h, e exibe o filme “A Casa de Chá do Luar de Agosto” (The Teahouse of the August Moon), de 1956, uma comédia dirigida por Daniel Mann. O encontro é gratuito e aberto ao público.
A Casa de Chá do Luar de Agosto
Logo após a Segunda Guerra Mundial, capitão Fisby (Glenn Ford) é enviado ao interior do Japão para ensinar democracia à população. O primeiro passo seria construir uma escola, mas os alunos tentam persuadir o militar Fisby a fim de construir algo muito mais importante: uma casa de chá. Marlon Brando atua no filme no papel de Sakini, um intérprete japonês.
A mediadora neste encontro é Maria Cecília de Miranda N. Coelho, que é mestre em Filosofia (USP), doutora em Letras Clássicas (USP, com estágio de doutoramento na Brown University), pós-doutora pelo Núcleo de Estudos Antigos e Medievais (FALE-UFMG). Pesquisadora nas áreas de retórica e filosofia gregas, e também recepção da literatura grega no cinema, é uma das organizadoras do livro Cinema – lanterna mágica da história e da mitologia (EdUFSC, 2009). Atualmente é professora adjunta do Departamento de Filosofia da UFMG e Presidente da Sociedade Brasileira de Retórica.
Promovido pela Fundação Cultural BADESC e pela Cultura Inglesa de Florianópolis, Cinema, Chá & Cultura é um projeto dedicado à exibição de filmes relativos a obras literárias e cinematográficas da tradição anglófona, com a participação dos organizadores e de convidados, alternadamente. Para os organizadores Anelise R. Corseuil (UFSC), Brígida de Miranda (UDESC), Daniel Serravalle (UFSC), Leon de Paula (UDESC) e Maria Cecília de M. N. Coelho (UFMG), os encontros são uma oportunidade de exibir filmes variados e promover a discussão sobre literatura (principalmente a dramática) e cinema. A atividade, gratuita, começa com uma apresentação, durante a qual os participantes poderão se servir de chá, feito ao modo inglês, e oferecido pela Cultura Inglesa de Florianópolis. Em seguida será exibido o filme, legendado, em formato DVD.
Serviço
A Casa de Chá do Luar de Agosto (The Teahouse of the August Moon
Cinema, Chá & Cultura
Data: 26/08
Horário: 19h
Local: Fundação Cultural BADESC – R. Visconde de Ouro Preto, 216 – Florianópolis
Evento gratuito e aberto ao público
Mais informações:
Fundação Cultural BADESC – 3224-8846, fundacaocultural@badesc.gov.br
Cultura Inglesa de Florianópolis
R. Rafael Bandeira, 335 – Florianópolis – 3224-2696,
Estão abertas na UFSC as inscrições para o VI Simpósio Dano Ambiental na Sociedade de Risco, evento que será realizado na de 28 a 30 de setembro. A promoção é do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco, ligado ao Departamento de Direito.
Estratégias para superar os biorriscos da agricultura moderna; riscos tecnológicos e ambientais da radiação nuclear; riscos na governança da água e na energia eólica estão entre os temas que serão debatidos.
Informações: www.gpda.ufsc.br
Programação Preliminar:
– Dia 28/09/2011
10h: Conferência de Abertura – Fontes energéticas: sustentabilidade, mudanças climáticas e riscos ambientais
– Painel I- Gestão do Risco no Estado de Direito Ambiental
10h30min: Aspectos Jurídicos da Gestão do Risco no Estado de Direito Ambiental
11h: Riscos Tecnológicos e o Devido Processo Ambiental
11h30min: Direito Administrativo: Licitação Sustentável
– Painel II- Risco e energia nuclear
18h: Fusão, Fissão e Fukushima: Mitos e Perspectivas
– Dia 29/09/2011
– Painel III – Risco e Eficiência Energética
9h30min: Energia Eólica: Eficiência e Riscos Ambientais
10h: Energia Solar Fotovoltaica
10h30min: Bicombustíveis Aspectos Técnicos e Jurídicos
11h: Sustentabilidade e Eficiência Energética
Tarde
– Painel IV- Risco no Contexto Internacional
14h30min: Risco Energético e o Mercado Internacional
15h: Direito Internacional Ambiental e Proteção do Risco
15h30min: O Caso Belo Monte: aspectos técnicos e jurídicos
16h: Debates
– Painel V- Risco X Sustentabilidade
16h30min: Poluição Invisível e Risco Concreto
Dia 30.09.2011
Manhã
– Painel VI- Risco Tecnológico
10h: Toxidade e Nanotecnologia
10h30min: Aquífero Guarani e Risco de Contaminação
11h: Estratégias para superar os Biorriscos da Agricultura Moderna
Tarde
– Painel VII – Risco e Gestão dos Recursos Naturais
14h30min: Gestão Patrimonial de Recursos Marinho-costeiros
15h: Riscos de Eventos Meteorológicos Extremos
15h30min Biodiversidade e Riscos Ambientais
16h: Eficiência Energética nas Edificações
16h30min: Gestão da Defesa Civil face ao Risco da Mudança Climática
A Universidade Federal de Santa Catarina convida escolas do Estado para programarem com suas turmas visitas à décima Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão. O evento será realizado de 19 a 22 de outubro. A Sepex é uma mostra de centenas de projetos nas áreas de educação, saúde, cultura, tecnologia, comunicação, meio ambiente, trabalho e direitos humanos.
Assista reportagem da TV UFSC sobre a Sepex. O “circo da ciência” da UFSC é montado com uma estrutura de quase cinco mil metros quadrados em frente à Reitoria. É um dos principais eventos de popularização de ciência e tecnologia em Santa Catarina, oferecendo também dezenas de minicursos gratuitos, palestras e atividades artísticas. O encontro é integrado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Programe-se para visitar a mostra de projetos e participar também das palestras e atividades paralelas.
Palestras:
20 de outubro / 18h30min / Auditório da Reitoria
– Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos / Convidado: Carlos Nobre, Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia.
21 de outubro / 9h / Auditório da Reitoria
– Ano Internacional da Química / Faruk José Nome Aguilera, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Catálise em Sistemas Moleculares e Nanoestruturados, com sede no Departamento de Química da UFSC.
21 de outubro / 14h30min / Auditório Garapuvu, Centro de Cultura e Eventos
– Desafios da Longevidade / Wilson Jacob Filho, coordenador do Serviço de Geriatria da Faculdade de Medicina da USP.
Eventos paralelos:
– 21° Seminário de Iniciação Científica (19, 20 e 21 de outubro, manhã e tarde, Centro de Cultura e Eventos)
– Café Científico (19 de outubro, 14h, Centro de Cultura e Eventos)
– Entrega do Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011 (19 de outubro, 19h, Auditório Garapuvu, Centro de Cultura e Eventos)
– Workshop Mudanças Climáticas, Desastres Naturais e Previsão de Risco (20 de outubro, 9 às 18h, Auditório da Reitoria)
Mais informações: www.sepex.ufsc.br / sepex@reitoria.ufsc.br
Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
A produção musical da Grande Florianópolis vai reinar neste final de semana no palco do campus universitário com a realização do II Festival de Música da UFSC. Aberto ao público e gratuito, o festival vai fazer ecoar na Praça da Cidadania a diversidade de ritmos e batidas de 20 composições próprias classificadas. Realizado pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, o Festival abre às 18 horas do sábado (27/8), com a apresentação de dez bandas selecionadas e ao final show da John Bala Jones. O evento prossegue no domingo, dia 28, novamente a partir das 18 horas, com mais dez músicos selecionados e apresentação histórica do Grupo Engenho.
São quatro horas diárias de MPB, reggae, rock e samba. Desta vez os músicos investiram mais em ritmos atuais e populares entre a juventude e bem menos em experimentações com música instrumental, clássica ou medieval, que predominaram no festival passado.
“Teremos uma mostra animadora da qualidade e diversidade da produção local”, anuncia a secretária de Cultura e Arte da UFSC Maria de Lourdes Borges. Várias bandas que participaram do evento anterior foram novamente classificadas pela qualidade e originalidade das composições.
O coordenador do festival, o músico Marco Valente, que coordena também o Projeto 12:30, do Departamento Artístico Cultural da UFSC, destaca os trabalhos das banda Karibu, Somato, Cravo da Terra e Cultivo pela riqueza poética, construção harmônica, melódica e rítmica, criatividade e originalidade. Mas também espera ser surpreendido por outras bandas novas, cujo trabalho ainda não conhece. “A performance no palco faz muita diferença”, lembra o coordenador.
A segunda edição do Festival de Música da UFSC chega ampliada e melhorada. O número de inscritos que participou da seleção praticamente quadriplicou, qualificando ainda mais a seleção das músicas por uma comissão de cinco especialistas entre um total de 135 inscritas.
Tecnicamente, a estrutura física e sonora também foi melhorada. Houve uma grande evolução técnica na qualidade dos equipamentos de sonorização, informa Valente. “Teremos o que existe de melhor em termos de estrutura e equipamentos, com telão de LED de alta definição e sistema flying PA (Public Áudio)”.
O palco para as bandas terá uma estrutura bem maior do que a de 2010, com uma área coberta de oito metros de largura. E o público, além da ampla área livre do campus, também poderá assistir ais show em uma área coberta de 12 metros de profundidade e 20 de largura em caso de chuva.
Foram alocados equipamentos de última geração tanto para transmissão quanto para captação de som e imagem visando à gravação de um CD e um DVD de qualidade profissional, como o lançado no dia 13 de julho com as composições classificadas no I Festival.
Além da gravação, os músicos receberão troféus ao final do evento, que terá a apresentação e animação do locutor Guina. Na segunda, 22, o coordenador do evento e a equipe da SeCArte reuniram-se para acertar os detalhes técnicos com as duas bandas âncoras, que deverão tocar estritamente até as 22 horas, em respeito à legislação regulamentar de shows em áreas residenciais.
A John Bala Jones, criada no final dos anos 90, que toca som pop, e o Grupo Engenho, que ficou famoso nos anos 70 e 80 com a produção de rock regional, foram escolhidas para valorizar o trabalho de música autoral na Grande Florianópolis, explica Valente. Vale dizer que pela primeira vez o grupo leva ao palco todos os integrantes desde a separação da banda.
Em um novo contexto e de modo não competitivo, o evento recria o ambiente dos grandes festivais universitários que se projetaram como um espaço fundamental para o incentivo à produção musical e meio de contato entre o público e os artistas. “Queremos promover a formação de um público apreciador da música local e impulsionar o trabalho de novos músicos”, explica a secretária Maria de Lourdes Borges.
Acompanhe as informações sobre o festival no site www.secarte.ufsc.br ou pelo festivaldemúsica@facebook.com
Programação
Apresentações do dia 27/08/2011 – Sábado
| Ordem | Músico / Banda |
| 1 | Entrando no País das Maravilhas – Banda Karibu |
| 2 | Não Esbarra – Banda Aislados |
| 3 | Kama – Taoana Padilha |
| 4 | Dominó – André Pacheco Henrique |
| 5 | Le Feu d’Amour – Banda Somato |
| 6 | Skalpelado – Banda Bergos |
| 7 | Discos do Roberto – Banda Supergrandes |
| 8 | Menino do Gueto – Banda Menino do Gueto |
| 9 | Ousada – Banda Zazueira |
| 10 | Esse Novo Disfraz – Nathalia Britos Gasparini |
Apresentações do dia 28/08/2011 – Domingo
| Ordem | Músico / Banda |
| 1 | Tereza – Darlan Freitas |
| 2 | Cecília – Roberto Tonera |
| 3 | Voz do Coração – Banda Habitantes de Zion |
| 4 | Vaga-Lumes – Luciano Arnold |
| 5 | Inquietude – Caren Martins |
| 6 | Menino – Lucas Quirino |
| 7 | O Alguidar de Aguiar – Banda Cravo da Terra |
| 8 | Jazmim – Marcos Baltar |
| 9 | Groove Zone – Banda Top Groove |
| 10 | Impermanência – Banda Cultivo |
Mais informações: http://facebook.com/festivaldemusicaufsc
Por Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte) / Contatos: (48) 99110524 – 37219459 / raquelwandelli@yahoo.com.br / raquelwandelli@reitoria.ufsc.br / www.secarte.ufsc.br
Com a indicação do professor Edio Luiz Petrosk do Centro de Desportos para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC/2011, são nove as unidades de ensino que já divulgaram sua escolha. A homenagem acontecerá no dia 19 de outubro, a partir de 19h, em conjunto com a abertura do XXI Seminário de Iniciação Científica da UFSC – evento integrado à décima edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).
O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão com o Prêmio Destaque Pesquisador foi iniciada em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade.
Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi novamente convidado a indicar um professor. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão sugeriu aos centros de ensino que fizessem sua seleção partindo de critérios próprios, mas também levando em conta o impacto ou o potencial de impacto das pesquisas realizadas pelo pesquisador, publicações em veículos de reconhecida excelência, a formação de recursos humanos na pós-graduação e o reflexo dos estudos no reconhecimento da UFSC como centro de excelência na área.
O objetivo da homenagem é intensificar a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras. Segundo o último ranking Webometrics, a UFSC está entre as cinco melhores universidades brasileiras, sendo a sexta na América Latina.
Pesquisadores já indicados:
Aloísio Nelmo Klein / Centro Tecnológico
Edio Luiz Petrosk / Centro de Desportos
Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas
Mais informações:
Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / debora@reitoria.ufsc.br / 3721-9716
Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / campagnolo@reitoria.ufsc.br / 3721-9437
Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Leia também:
UFSC homenageia pesquisadora que colabora com apadronização de mapas táteis
UFSC busca padrão de mapas para pessoas cegas
UFSC homenageia pesquisador dos “clones verdes”
Prêmio Destaque Pesquisador homenageia um samurai da ciência brasileira
UFSC busca padrão de mapas para pessoas cegas
Leia matérias sobre o Prêmio Destaque Pesquisador 2010:
Prêmio Destaque Pesquisador ilumina competência de Ivo Barbi
Ivo Barbi é homenageado com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos
Centro de Ciências Agrárias escolhe Jaime Fernando Ferreira como Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Antônio Carlos Wolkmer é homenageado com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Luiz Fernando Scheibe recebe carinho e reconhecimento com prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Alacoque Lorenzini recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Markus Nahas recebe Prêmio Destaque Pesquisador
Wagner Figueiredo recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos
Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos divulga importância da ciência básica
A UFSC realiza de 28 a 30 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos, o IX Encontro Catarinense de Saúde Mental. Este ano o evento tem como tema “10 anos da Lei da Reforma Psiquiátrica: desafios e perspectivas da atenção psicossocial”.
Estão confirmados três convidados internacionais, entre eles o chefe de psiquiatria do Ministério da Saúde Pública de Cuba. O encontro vai promover o debate sobre o impacto social e os desdobramentos da Lei de Reforma Psiquiátrica, iniciativa que tem a participação entusiástica de alguns e a resistência férrea de outros profissionais.
A meta é promover e aprofundar debates sobre as práticas, concepções teóricas e estratégias da Política Nacional de Saúde Mental entre acadêmicos, gestores, profissionais da atenção psicossocial, usuários e sociedade civil em geral. A promoção é do Grupo de Pesquisas em Políticas de Saúde, ligado à Universidade Federal de Santa Catarina, e da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme).
O coordenador do evento, professor do Departamento de Saúde Pública da UFSC Walter Oliveira, é editor científico da revista Cadernos Brasileiros de Saúde Mental e coordenador do Grupo de Trabalho em Desinstitucionalização do Conselho Estadual de Saúde do Estado de Santa Catarina, além de membro do Grupo de Trabalho sobre Hospitais de Custódia da Procuradoria Federal de Direitos do Cidadão. É também coordenador dos projetos de extensão Humanizarte e Terapeutas da Alegria.
Informações: http://www.ccs.ufsc.br/saudemental/ (48) 3721-9492 / encontro.sc.saudemental@gmail.com
Contato com o coordenador do evento, professor Walter Oliveira: walter@ccs.ufsc.br
Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
O poeta e jornalista Carlos Damião Werner Martins é o convidado da edição de agosto do Círculo de Leitura de Florianópolis. Ele falará sobre livros e leituras às 18h desta quinta-feira, dia 25, na Sala Harry Laus da Biblioteca Universitária da UFSC, no bairro Trindade, em Florianópolis. Natural de São José, 55 anos, trabalhou em vários veículos de comunicação da Capital, incluindo os jornais alternativos Desterro e Contestado, e também militou na política estudantil nos anos da ditadura militar.
Damião já foi editor-chefe do Jornal de Santa Catarina, do jornal O Estado e do AN Capital. Trabalhou no antigo SBT e hoje atua como colunista do jornal Notícias do Dia, do grupo RIC Record. Também é apresentador e comentarista da rádio Guarujá.
Publicou os livros “Força de expressão” (Prêmio Luiz Delfino de Poesia, FCC Edições, 1983), “A palavra imediata” (EdUFSC, 1987), “Dons” (Letras Contemporâneas, 1994), “Alquimia da paixão” (Terceiro Milênio, 1995), todos de poesia, e a biografia “Meyer Filho – Vida & Arte” (FCC, 1996). Tem mais um livro de poemas, “Museu de afetos”, pronto para ser editado.
O Círculo
Criado pelo poeta Alcides Buss, o Círculo de Leitura é um projeto que permite ao convidado e aos presentes discutirem informalmente sobre os livros que estejam lendo, as leituras do passado e as influências de outros autores sobre o seu trabalho. Escritores e jornalistas como Salim Miguel, Oldemar Olsen Jr., Fábio Brüggemann, Inês Mafra, Mário Pereira, Maicon Tenfen, Cleber Teixeira, Dennis Radünz, Rubens da Cunha, Renato Tapado, Raimundo Caruso, Nei Duclós, Marco Vasques, Zahidé Muzart, João Carlos Mosimann, Mário Prata, Rogério Pereira, Moacir Pereira, Celso Martins, Rosana Bond, Silveira de Souza e Tabajara Ruas foram alguns dos participantes das etapas anteriores do projeto.
BREVE ENTREVISTA
Como foram suas primeiras experiências em relação à leitura? Em sua casa, na infância e na adolescência, havia um ambiente de estímulo ao contato com os livros e o conhecimento?
Carlos Damião – Minha mãe foi normalista, ensinou-nos a ler e escrever em casa. Daí para os livros foi um passo.
Que livros e autores mais o atraíram nessa fase? E depois, na idade adulta, que leituras foram mais marcantes?
Damião – Comecei pelos básicos, Machado de Assis e José de Alencar. Aos 14 anos, conhecendo Iaponan Soares (que trabalhava com meu tio Antônio Carlos Werner), tive contato com a literatura brasileira moderna, tanto poesia quanto ficção. Leituras essenciais: Carlos Drummond de Andrade, J. J. Veiga, Rubem Fonseca, Emanuel Medeiros Vieira, Holdemar Menezes, Silveira de Souza, Vinicius de Moraes, Rodrigo de Haro, Lindolf Bell, Alcides Buss, Ricardo Hoffmann, fundamentais para minha formação.
Você acompanhou os momentos de transformação política do país, a ditadura, a abertura política etc. Nesse tempo, a imprensa enfrentou pressões e ajudou na resistência, especialmente através dos jornais alternativos. Fale um pouco sobre isso.
Damião – Trabalhei em dois jornais alternativos, o Desterro (com Cesar Valente, Emanuel Medeiros Vieira, Pedro Port e Raimundo Caruso) e o Contestado (com Nelson Wedekin). Foi uma época de muita efervescência cultural. Tivéssemos hoje 50% daquela efervescência, haveria muito mais qualidade na política e nos costumes.
Num tempo tantos apelos (na mídia, na internet), como vê a relação dos jovens com os livros e a leitura?
Damião – Acho que, ao contrário do que dizem, os jovens leem bastante. Tomo pela minha filha Carolina, de 11 anos, para quem compro dois livros por mês. E ela não lê por obrigação. Acho que tudo é complementar – internet, redes sociais, cultura –, tudo caminha para a interatividade total. Eu, por exemplo, divulgo poemas no twitter há alguns meses. Tenho também uma página (blog) de poesia que está parada por falta de tempo. E curioso, para mim, é que a internet virou um veículo para divulgação cultural.
Na mesma linha, de que forma seleciona suas leituras, diante de tantas possibilidades e da avalanche de edições de livros no Brasil?
Damião – Sou muito seletivo. Acabo de comprar uma reedição da obra completa de Carlos Drummond de Andrade. Também comprei obra completa de Vinicius de Moraes. Tem uma fase na vida em que a gente lê de tudo. Eu sigo o que aprendi com Salim Miguel: a partir de uma determinada idade, passei a ler só o que me interessa. E quando não tem o que me interessa, releio bons livros que tenho em casa, inclusive clássicos de filosofia e literatura.
Que tipo de leitura prefere hoje e o que está lendo no momento?
Damião – Estou relendo a obra completa de Carlos Drummond de Andrade. Releio também Georges Simenon, criador do inspetor Maigret (a literatura policial é minha segunda paixão, depois da poesia). E já estou me preparando para reler toda a obra de Fernando Pessoa, minha referência absoluta (Álvaro de Campos e o próprio Fernando) em poesia universal.
Mais informações com Carlos Damião pelo telefone (48) 9959-1327.
Os estudos da UFSC na área de cartografia tátil resultaram em propostas de padronização que procuram qualificar mapas para pessoas cegas e com baixa visão. Desenvolvido junto ao Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar, setor ligado ao Departamento de Geociências, o trabalho é realizado em parceira com a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) e a Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC).
“No começo muitas pessoas cegas tinham receio dos mapas táteis”, lembra a professora Ruth Emilia Nogueira, pesquisadora da área de cartografia que acolheu o pedido de ajuda da Federação Catarinense de Educação Especial para adaptação de mapas para deficientes visuais.
Usar o título sempre na parte superior; a simbologia para o norte no campo superior esquerdo (o que facilita o posicionamento do mapa) e uma escala que tem como referência a medida do dedo para simbolizar distâncias aproximadas são algumas das propostas de padronização testadas com pessoas cegas.
“O uso da ponta do dedo indicador como referência para medidas nos mapas foi um pulo do gato. O corpo é usado como referência para escala nas representações gráficas para a pessoa que não possuem a visão”, explica a professora, orientadora de diversos projetos de conclusão de curso e de pós-graduação na área de cartografia.
Segundo ela, os produtos da cartografia tátil podem funcionar como recursos educativos e também como facilitadores para a movimentação em edifícios públicos de grande circulação. Entre eles, terminais rodoviários, de metrô, aeroportos, shopping centers, campi universitários e centros urbanos.
Atlas Geográfico Tátil
Os estudos no Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar resultaram em diversos materiais, entre eles um Atlas Geográfico Tátil e um Globo Terrestre Tátil. Os produtos do grupo contemplam diversas peças voltadas para o ensino. Entre elas, mapa tátil das regiões do Brasil, de hidrografia, população e política. Há também mapas voltados para mobilidade, como o do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, do Centro de Florianópolis, do Terminal Centro de Florianópolis e da Rodoviária Rita Maria. Todos para leitura com as mãos e disponíveis para download e reprodução a partir do site www.labtate.ufsc.br.
Com a colaboração do professor Adriano Henrique Nuernberg, do Departamento de Psicologia, em um dos projetos de pesquisa mais recentes o grupo avalia a elaboração de conceitos geográficos em estudantes com deficiência visual congênita. A meta é gerar subsídios teóricos para a produção de materiais cartográficos e princípios pedagógicos que permitam ampliar as condições de acesso ao conhecimento espacial por esse grupo.
Outra pesquisa tem como objetivo continuar os estudos para concepção e produção de padrões cartográficos brasileiros para mapas táteis do espaço urbano central e de ambientes internos de edifícios públicos de grande circulação.
“Conseguir ler um mapa é fundamental para domínio do espaço social e físico”, defende a professora Ruth, escolhida este ano pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC como Destaque Pesquisadora 2011. Sua dedicação à cartografia será homenageada no mês de outubro, durante a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC (Sepex).
Catálogo de símbolos e materiais para mapas táteis
Além de diversos mapas táteis, no site do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolas é possível acessar o Catálogo de Materiais Utilizados na Elaboração de Mapas Táteis.O projeto teve o apoio da Finep e do CNPq, como proposta de padronização de mapas táteis para o Brasil e como forma de dar subsídios para a comissão encarregada dessa tarefa na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O catálogo de símbolos e materiais mostra os métodos de produção dos mapas táteis em papel microcapsulado e em acetato (uma espécie de fibra).
Traz também detalhes sobre os métodos usados na matriz artesanal dos mapas táteis, construída com componentes simples como cordão, cortiça, miçangas, papel e cola. Nessa fase, miçangas de dois milímetros são usadas para representação dos símbolos que definem os Trópicos e o Equador, por exemplo. Miçangas enfileiradas, que o grupo denomina “do tipo rosário”, são usadas para representar as linhas dos trópicos e Câncer e Capricórnio. Uma cortiça representa o símbolo do norte geográfico.
O grupo alerta que para confeccionar mapas táteis é fundamental a utilização de materiais que sejam agradáveis ao toque e que não machuquem os dedos dos leitores. Materiais como lixa, areia e texturas ásperas ou pontiagudas não devem ser empregadas. Deve-se evitar também materiais muito moles ou que se desfaçam facilmente, pois podem deformar e passar informações inverídicas ou inexatas.
Mais informações: ruthenogueira@gmail.com / (48) 3721-9362, ou Ramal: 8593
Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Saiba Mais:
– O Artigo 59 da LDB afirma que os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização peculiar para atender às suas necessidades.
– Entretanto, ainda não existem normas na Associação Brasileira de Normas Técnicas sobre a elaboração de Mapas Táteis.
– De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população mundial possui alguma deficiência
– No Brasil, dados do censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000 indicam que aproximadamente 14,5% da população possuíam pelo menos uma deficiência. O percentual representa mais de 24,5 milhões de brasileiros.
– De acordo com esse censo, 16,6 milhões de brasileiros possuem alguma ou grande dificuldade de enxergar.
– Entre os que se declaram ser incapazes de enxergar, 620 mil têm menos de 40 anos.