Centro de Desportos reconhece trabalho do professor Edio Luiz Petroski

01/12/2011 11:51

Professor edita a Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano

Em 1975, Edio Luiz Petroski passou no primeiro vestibular da UFSC para o Curso de Educação Física. Em 2011, durante a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex), foi homenageado com o Prêmio Destaque Pesquisador , assim como outros nove professores indicados por seus centros de ensino.

“Esse é o segundo prêmio que recebo da UFSC. O primeiro foi o de honra ao mérito estudantil, no final do curso de graduação”, lembrou o professor ao receber a homenagem no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

Graduado em Educação Física, Edio Luiz Petroski construiu sua carreira de docente e pesquisador com apoio da Universidade Federal de Santa Catarina.  Em 1978 iniciou como professor colaborador, entre 1979 e 1980 fez uma especialização na área e em 1983 já estava buscando aprimoramento no Mestrado em Educação Física, na Universidade Federal de Santa Maria. O doutorado, na mesma instituição, foi realizado entre 1992 e 1995. Depois vieram ainda dois pós-doutorados: pela Universidade de Montreal (Canadá) e pela Faculdade de Motricidade Humana (Portugal).

Prata da casa
“Acho que a UFSC investiu bem. Também já ajudei a formar muitas pessoas”, comemora o professor, “prata da casa” na Universidade Federal de Santa Catarina, onde já orientou 35 mestres, quatro doutores e um pós-doutorado. Em 35 anos de Universidade, uma colaboração considerável na formação de recursos humanos, um dos critérios sugeridos pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da UFSC para indicação pelos centros de ensino de seus
Destaque Pesquisadores.

Biodinâmica do movimento humano; Interrelação entre morfologia e função; Crescimento,
aptidão física e saúde são suas linhas de pesquisa. Com bolsa de produtividade nível 2, 120 artigos publicados, 3 livros, 15 capítulos de livros e 83 trabalhos apresentados em eventos (em geral são dois por ano, as vezes mais) , o professor tem, nos últimos dez anos, uma das maiores produções científicas do Centro de Desportos da UFSC.

No CDS Edio Petroski coordena o Núcleo de Cineantropometria e Desempenho Humano, criado em 1996. É a partir dessa equipe que diversos estudos vêm sendo desenvolvidos, reconhecidos por periódicos científicos e também compartilhados com os públicos-alvo.

Estudos com crianças e jovens
Em um de seus mais recentes trabalhos, o professor coordena pesquisa para avaliação de crianças da cidade de São Bonifácio, a 70km de Florianópolis. O estudo contempla todas as crianças do pequeno município localizado no sul de Santa Catarina, com avaliações sobre altura, peso, crescimento, aptidão física, entre outros aspectos. De acordo com o professor, os pais foram envolvidos no projeto e os resultados, que revelam boa parte das crianças com sobrepeso, foram compartilhados com a comunidade com a expectativa de que colaborem com a elaboração de programas de promoção da saúde.

Jovens e universitários também são focos dos estudos que o professor coordena e orienta. Artigo publicado na Revista Brasileira de Educação Física, aborda o baixo nível de aptidão física relacionada à saúde em alunos do ensino superior. Participaram da amostra 234 estudantes (112 moças e 122 rapazes, entre 17 e 29 anos), matriculados em diversos cursos da Universidade Federal de Santa Catarina.

As análises foram realizadas a partir de uma bateria de testes proposta pela Sociedade Canadense de Fisiologia do Exercício e os dados obtidos revelam uma prevalência de aptidão física abaixo dos indicadores recomendados à saúde. A aptidão física está relacionada com a capacidade do indivíduo de realizar atividades do cotidiano com vigor e energia e demonstrar menor risco de desenvolver doenças ou condições crônico-degenerativas. Entre os participantes do levantamento, quase 70% não atingiram os critérios recomendados para potência de membros inferiores; 62% para extensão de braços; 38,4% para apreensão manual; 13,2% para flexão de tronco; 11,1% para força dorsal e 10,7% para força abdominal.

“O estudo mostra que boa parte dos universitários encontra-se com baixos níveis adequados, sugerindo a importância da implantação de programas para o desenvolvimento e manutenção da aptidão física destes estudantes, fornecendo subsídios para que estes adotem um estilo de vida mais ativo e saudável por toda a sua vida”, alertam os autores.

“Mesmo que esta proporção não seja alta, deve-se dar uma atenção especial a este fato serem indivíduos jovens. Nesta pesquisa não foram investigados os motivos da baixa aptidão física, porém, acredita-se que podem estar associados a essa variável os hábitos sedentários cada vez mais prevalentes entre adultos jovens “, alerta o professor.

Suas  pesquisas colaboram também com dados para populações de outros estados. No trabalho “Insatisfação com a imagem corporal  e relação com estado nutricional, adiposidade corporal e sintomas d e anorexia e bulimia em adolescentes” foram analisadas 258 adolescentes do sexo feminino (11 a 13 anos), de escolas públicas da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Os resultados são um alerta: a prevalência de insatisfação com a imagem corporal ((a imagem que se tem do próprio corpo) foi de 25,3% – e a de sintomas de anorexia e bulimia foi de 27,6%. Na opinião da equipe é mais um trabalho que ressalta a necessidade de intervenções nas escolas públicas com o objetivo de prevenir o desenvolvimento de distúrbios alimentares em adolescentes do sexo feminino.

Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano
Outra colaboração do professor à área é a edição da Revista Brasileira de Cineantropometria e Desenvolvimento Humano, que surgiu com o núcleo que coordena na UFSC. “A revista já é bimestral e está indexada em bases importantes, como SciELO e Scopus. A meta é fazer parte de outros , como o Web of Science”, compartilha o professor, editor de uma das únicas quatro revistas no campo de Educação Física indexadas no SciELO, a biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros.

Mais informações: / (48) 3721-9462

Por Arley Reis / Jornalista na Agecom
Fotos: Brenda Thomé / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Saiba Mais:
Produção Científica:

Artigos completos publicados em periódicos: 124
Livros publicados/organizados ou edições: 3
Capítulos de livros publicados: 16
Trabalhos completos publicados em anais de congressos: 13
Resumos publicados em anais de congressos: 329
Artigos aceitos para publicação: 14

Supervisões e orientações concluídas
Dissertação de mestrado: 35
Tese de doutorado:  5
Supervisão de pós-doutorado: 1
Monografia de conclusão de curso de aperfeiçoamento/especialização: 19
Trabalho de conclusão de curso de graduação: 9

Orientações em andamento:
Tese de doutorado: 2
Supervisão de pós-doutorado: 1

O Prêmio Destaque Pesquisador
A Universidade Federal de Santa Catarina entregou no dia 19 de outubro, durante sua Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex), o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011. Este ano foram homenageados 10 professores indicados por seus centros de ensino.

O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão com o Prêmio Destaque Pesquisador iniciou em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade. Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi novamente convidado a indicar um professor.

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão sugeriu aos centros de ensino que fizessem sua seleção partindo de critérios próprios, mas também levando em conta o impacto ou o potencial de impacto das pesquisas realizadas pelo pesquisador, publicações em veículos de reconhecida excelência, a formação de recursos humanos na pós-graduação e o reflexo dos estudos no reconhecimento da UFSC como centro de excelência na área.

Homenageados em 2011:
Alckmar Luiz dos Santos / Centro de Comunicação e Expressão
Aloísio Nelmo Klein / Centro Tecnológico
Edio Luiz Petrosk /  Centro de Desportos
Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

Homenageados em 2010:
Alacoque Lorenzini Erdmann / Centro de Ciências da Saúde
Antonio Carlos Wolkmer / do Centro de Ciências Jurídicas
Ivete Simionatto / Centro Sócio-Econômico
Ivo Barbi / Centro Tecnológico
Jaime Fernando / Centro de Ciências Agrárias
João Batista Calixto / Centro de Ciências Biológicas
Leda Scheibe / Centro de Educação
Luiz Fernando Scheibe / Centro de Filosofia e Ciências Humanas)
Markus Vinícius Nahas / Centro de Desportos
Raul Antelo /Centro de Comunicação e Expressão
Wagner Figueiredo / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

Tags: premio destaque pesquisador

Eloir Paulo Schenkel é Destaque Pesquisador do Centro de Ciências da Saúde

03/11/2011 11:12

Desde 2004, em uma nova linha de trabalho, o professor busca metabólicos secundários bioativos a partir de invertebrados marinhos do litoral catarinense. Fotos: Camila Peixer / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Na Universidade Federal de Santa Catarina desde 2001, o professor Eloir Paulo Schenkel desenvolve um trabalho destacado na área de Química de Produtos Naturais, o que lhe valeu a indicação dos pares do Centro de Ciências da Saúde para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011. Docente do Departamento de Ciências Farmacêuticas e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Farmácia da UFSC, ele ministra disciplinas relacionadas ao desenvolvimento, análise e utilização de medicamentos.

Seu currículo inclui pesquisas importantes com plantas como o timbó, a marcela, o taiuiá e a erva-mate. Pela relevância dos estudos realizados, concorreu ao IV Prêmio Jovem Cientista em 1984 (ano em que o tema previsto para premiação foi a Química de Produtos Naturais), tendo recebido o segundo lugar na categoria Graduados. Em 2004, deu início a uma nova linha de trabalho, buscando metabólicos secundários bioativos a partir de invertebrados marinhos do litoral catarinense, pesquisando algas, corais e esponjas com a participação de docentes e alunos das áreas da Farmácia e da Biologia.

O modelo de trabalho nessa linha de pesquisa é o da busca de compostos bioativos guiada por ensaios de atividade biológica (biomonitoramento). Isto significa que a metodologia e as técnicas a serem utilizadas para o isolamento e a elucidação estrutural dos compostos são as mesmas, independentemente do tipo do bioensaio. A obtenção de substâncias com atividades antiinfecciosas (antiherpéticas, antitumorais, antifúngicas e antibacterianas) poderá ser o resultado prático dessa prospecção, cujos efeitos devem vir no longo prazo, como tudo o que diz respeito à pesquisa de novos fármacos. “Desenvolver medicamentos é sempre um processo multidisciplinar complexo”, alerta Schenkel.

Durante o doutorado, concluído em 1980, o professor investigou a composição química de uma planta conhecida como timbó, utilizada por populações indígenas da região sul do Brasil como ictiotóxica – ou seja, capaz de causar o entorpecimento de peixes, facilitando o seu aprisionamento em grandes quantidades. Após o doutorado, ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e continuou a desenvolver pesquisas com plantas tóxicas, mas também com plantas medicinais muito conhecidas na região, como a marcela e o taiuiá, ambas marcadas por um amargor característico. Destaca-se, também, o conjunto de trabalhos realizados com a erva-mate, uma espécie vegetal de grande relevância econômica e social no sul Brasil, em vista do cultivo em pequenas propriedades.

Atenção aos fitoterápicos

O pesquisador também contribui para a formação de pesquisadores na área de assistência farmacêutica, com a orientação de trabalhos focados na questão da utilização de medicamentos em farmácias hospitalares

Nas décadas de 80 e 90, Eloir Schenkel orientou trabalhos de investigação, quase sempre vinculados com a formação de estudantes de mestrado em temas ligados à Química de Produtos Naturais, mas também em assuntos relacionados à utilização de medicamentos. Foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRGS, no período 1993-1995, e entre 1980 e 2000 orientou a formação de 20 estudantes de mestrado e seis estudantes de doutorado.

Em 2001, passou a atuar no Departamento de Ciências Farmacêuticas e no Programa de Pós-Graduação em Farmácia da UFSC, mantendo as linhas de pesquisa anteriores, em trabalhos com plantas de ampla utilização – como o maracujá, de uso alimentar – e também com matérias primas para o desenvolvimento de fitoterápicos, medicamentos que contêm em sua composição exclusivamente matérias-primas vegetais.

Em outra linha de pesquisa, são realizadas modificações estruturais em cucurbitacinas, substâncias que têm propriedades antiinflamatórias e antitumorais, originalmente obtidas de plantas de uso tradicional. “É preciso conhecer a estrutura dos componentes responsáveis pelas atividades atribuídas à planta para modificar a sua estrutura, buscando otimizar as suas propriedades, no sentido de melhorar a ação terapêutica”, afirma o professor.

Nesse período ele também contribuiu para a formação de pesquisadores na área de assistência farmacêutica, com a orientação de trabalhos focados na questão da utilização de medicamentos em farmácias hospitalares.

Fármacos em uso
Em relação às pesquisas marinhas, Eloir Schenkel diz que elas se justificam também pelo fato de o Brasil ter a segunda maior costa do mundo, atrás apenas da Austrália. Esse trabalho envolve, entre outros, os pesquisadores Alberto Lindner, Bárbara Segal, Mário Steindel, Paulo Horta, Flávio Henrique Reginatto e Miriam Falkenberg, membros do Departamento de Ciências Farmacêuticas do Centro de Ciências da Saúde.

Membro da equipe do professor Schenkel, Everson Miguel Bianco diz que Santa Catarina está no limite da distribuição das águas quentes que vêm do Caribe e das águas frias originárias do sul do continente americano. Muitos peixes, algas, esponjas e corais se reproduzem e vivem aqui por causa dessa confluência favorável. Os corais (octocorais), especificamente, aparecem em águas mais rasas e se multiplicam com facilidade no litoral catarinense.

“As esponjas são animais invertebrados que eventualmente possuem atividades farmacológicas”, explica a pesquisadora e pós-doutoranda Maria Tereza Rojo de Oliveira, que atua na equipe do professor Schenkel. Maria Tereza informa que já existem cinco fármacos produzidos com base em organismos marinhos e que os Estados Unidos, a Austrália, o Japão e a Espanha são os países onde as pesquisas estão mais avançadas, especialmente em relação ao tratamento do câncer. O laboratório espanhol Pharmamar, que trabalha com biotecnologia marinha, desenvolveu o Aplidin, que tem atividade antitumoral, a partir dessas matérias-primas.

Área com potencial
Estima-se que cerca de 80% dos fármacos em uso atualmente são produtos naturais ou que foram inspirados pela natureza. Se eles há muito contribuem para a indústria farmacêutica, os organismos marinhos passaram a ser investigados de maneira mais efetiva apenas recentemente. Os avanços das técnicas de mergulho, assim como a evolução dos equipamentos, ajudaram nessa empreitada. Ainda assim, na última década os organismos marinhos passaram a ser investigados com vistas ao desenvolvimento de fármacos. “A natureza fornece modelos”, diz Simone Quintana de Oliveira, também integrante da equipe de Eloir Schenkel. Historicamente, entre os primeiros fármacos feitos a partir de moléculas de origem marinha estão a Zidovudina, que ficou conhecida como AZT, para o combate à Aids, e o Aciclovir, que usado no tratamento do herpes.

Em Santa Catarina, as coletas dos organismos marinhos foram realizadas principalmente nas ilhas do Xavier e do Campeche, com o apoio de mergulhadores profissionais, que foram a até 20 metros de profundidade para recolher pequenas amostras de material. Os resultados iniciais mostraram-se interessantes e estão em fase de publicação. Como o conhecimento sobre a área ainda é incipiente e vai se acumulando, será preciso, no futuro, investir em recursos humanos e no intercâmbio com outras universidades. Em 2011, a UFSC e várias instituições de ensino superior obtiveram a aprovação do projeto Rede Nacional de Pesquisa em Biodiversidade Marinha (Sisbiota-Mar), sob coordenação do professor Sergio Floeter, do Centro de Ciências Biológicas, para aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade marinha brasileira.

Uso correto de medicamentos
Formado em Farmácia, em 1971, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde também fez o mestrado em Ciências Farmacêuticas, Eloir Schenkel é um dos primeiros profissionais com mestrado em Farmácia no Brasil. Na época eram poucos os doutorados nessa área no Brasil. Por isso, logo após a conclusão do mestrado, Eloir procurou fazer o doutorado no exterior, na Universidade de Muenster, na Alemanha, realizado no período 1975-1980.

A par da qualidade da formação científica, a questão social do acesso da população a medicamentos de qualidade, bem como a formação dos alunos com essa preocupação, são uma constante: “Estamos formando alunos que precisam ter consciência crítica”, adverte Schenkel. “Medicamentos são importantes e são utilizados em mais de 90% dos tratamentos, mas o seu uso às vezes ocorre em situações em que não são necessários. A universidade lida com o conhecimento existente e também com linhas de investigação buscando novos conhecimentos. Neste contexto, além da investigação de novos produtos e processos, é necessário formar profissionais para melhorar a assistência à saúde e estimular o uso correto dos remédios”.

Um dos legados do trabalho que realizou até agora foi a coordenação da organização do livro “Cuidados com os medicamentos”, que ainda é referência nesta área e serviu de base para a cartilha “O que devemos saber sobre medicamentos”, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), voltada para conscientização e orientação ao cidadão sobre o uso dos remédios.

O professor Schenkel também é organizador, junto com colegas da área farmacêutica (C. M. O. Simões, G. Gosmann, J. C. P. Mello, L. A. Mentz e P. R. Petrovick), do livro “Farmacognosia: da Planta ao Medicamento”, publicado pelas editoras da UFSC e da UFRGS e que teve em 2011 a sua sexta reimpressão.

Apoios importantes
A equipe de Eloir Schenkel na Farmácia é composta por oito pessoas, incluindo dois doutorandos que trabalham apenas com organismos marinhos, e mantém intercâmbios com grupos de pesquisa da Universidade de Buenos Aires (UBA) e da Universidade Nacional da Colômbia (UNALl), estabelecidos com o apoio de programas do CNPq (Prosul) e Capes. Para as suas pesquisas, diz que foram importantes esses apoios das agências citadas e também o da Fapesc, pela concessão de bolsas de doutorado e apoio a projetos específicos, como no caso do projeto “Avaliação das atividades antiviral, antibacteriana, antifúngica, antiprotozoária e citotóxica de metabólitos de invertebrados marinhos e algas do litoral sul-americano”, que recebeu recursos do edital Chamada Pública Biodiversidade nº. 9/2009.

Ao longo da carreira, o professor Schenkel ocupou, entre outras, as funções de coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFRGS (1993-1995), membro do conselho editorial da Editora da mesma universidade (1997-2001), membro titular da Comissão de Assessoramento Técnico-Científico de Medicamentos do Ministério da Saúde, Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária (2003-08.2004), membro (coordenador) da Comissão de Especialistas de Ensino de Farmácia (2000-2002), representante da área de Farmácia junto à Capes (2001-2004), membro do Comitê de Medicina e Farmácia/CNPq (2002-2005; 2008-2011), membro do Comitê de Farmácia/CNPq, editor associado do periódico Latin American Journal of Pharmacy (anteriormente Acta Farmacéutica Bonaerense) (2000-2010) e vice-presidente da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF) (2009-2011).

Mais informações com o professor Eloir Paulo Schenkel: / (48) 3721-5076

Por Paulo Clovis / Jornalista da Agecom

Saiba Mais:

O prêmio Destaque Pesquisador:

O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão com o Prêmio Destaque Pesquisador iniciou em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade.

Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi novamente convidado a indicar um professor. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão sugeriu aos centros de ensino que fizessem sua seleção partindo de critérios próprios, mas também levando em conta o impacto ou o potencial de impacto das pesquisas realizadas pelo pesquisador, publicações em veículos de reconhecida excelência, a formação de recursos humanos na pós-graduação e o reflexo dos estudos no reconhecimento da UFSC como centro de excelência na área.

O objetivo  é intensificar a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a UFSC figure entre as mais produtivas universidades brasileiras.

Professores homenageados com o Prêmio Pesquisador UFSC 2011:
Alckmar Luiz dos Santos / Centro de Comunicação e Expressão
Aloísio Nelmo Klein
/ Centro Tecnológico
Edio Luiz Petrosk /  Centro de Desportos
Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

Leia também:
– Aloísio Nelmo Klein é Destaque Pesquisador do Centro Tecnológico

– Newton Carneiro da Costa Junior é Destaque Pesquisador do Centro Sócio-Econômico

– Centro de Ciências Físicas e Matemáticas homenageia professor Ruy Exel Filho

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– Universidade  homenageia pesquisador dos “clones verdes”

– Prêmio Destaque Pesquisador homenageia um samurai da ciência brasileira

Mais informações sobre o Prêmio Destaqe Pesquisador UFSC/2011:

– Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / / 3721-9716
– Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / / 3721-9437

                                    
Tags: premio destaque pesquisador

Newton Carneiro da Costa Junior é Destaque Pesquisador do Centro Sócio-Econômico

22/09/2011 08:37

Em suas pesquisas atuais o professor investiga como o melhor entendimento sobre o comportamento humano pode melhorar a teoria econômica. Foto: Brenda Thomé / Bolsista de Jornalismo na Agecom

A economia e as finanças comportamentais levam em conta que além de processos racionais, controlados e cognitivos, o cérebro é movido por estímulos automáticos e afetivos. Emoções têm um papel fundamental na tomada de decisão e podem ajudar a explicar algumas das anomalias não decifradas pelos atuais paradigmas das finanças modernas. Esse entendimento está na base das pesquisas mais recentes do professor Newton Carneiro Affonso da Costa Junior, escolhido pelo Centro Sócio-Econômico para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011.

“As teorias econômicas tradicionais e as finanças modernas trabalham com dados históricos, como as cotações de ações em bolsas de valores, a evolução do PIB e de outras séries econômicas, buscando entender o mercado. Levam em conta parâmetros racionais. Mas as teorias vão sendo ampliadas”, explica o professor que em sua tese de doutorado, desenvolvida no início da década de 1990, já estudou anomalias no comportamento do mercado de capitais. O trabalho resultou na publicação de um artigo em uma revista científica internacional.

Novidade no Brasil
As pesquisas no campo de economia e finanças comportamentais estão conectados à neurociência, aos estudos sobre o cérebro e o sistema nervoso, às investigações sobre pensamentos e sentimentos. Um dos desafios é entender melhor as relações entre variáveis psicofisiológicas e o processo de tomada de decisão em investimentos.

Novidade no Brasil, essa área vem ganhando força em universidades e instituições de pesquisa em outros países. É uma área de vanguarda – tanto que assim como estimula estudos de ponta, gera controvérsias. “Alguns acham que é um exagero. Dizem que isso não vai a lugar nenhum”, conta o professor Newton, que desenvolve na UFSC experimentos semelhantes aos realizados nas principais universidades norte-americanas, como a Universidade da Califórnia, e no MIT – o reconhecido Massachusetts Institute of Technology, entre outras instituições.

Referência familiar
A falta de confiança no tema não intimida o pesquisador que tem na família exemplo para a dedicação e persistência nos caminhos da ciência. Newton Carneiro Affonso da Costa Junior é filho de Newton Carneiro Affonso da Costa, um renomado cientista da área de lógica, que em agosto desse ano, aos 81 anos, foi homenageado pela UFSC com o título de Professor Honoris Causa. Matemático e fílósofo, docente convidado da Pós-Graduação em Filosofia da UFSC, Newton da Costa pai é um dos criadores da lógica paraconsistente, que questiona princípios basilares da lógica clássica.

“A área dele é muito mais profunda”, diz o filho, professor do Departamento de Economia da UFSC com atuação nas pós-graduações em Economia e Administração, Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq Nível 1 (o mais alto junto à agência do Ministério da Ciência e Tecnologia).

Bolsas de Valores e Estratégias de Investimentos; Finanças Corporativas; Análise de investimentos; Gestão de Risco e Derivativos; Mercado de Capitais e Investimentos; Administração de Carteiras e Análise de Risco; Modelos de Preço e Eficiência dos Mercados e Anomalias estão entre as linhas de pesquisa do professor que há alguns anos se embrenha também nos novos campos da economia experimental.

Nascido em Curitiba e criado na cidade de São Paulo, Newton da Costa Junior iniciou sua formação em Engenharia, na Escola Politécnica da USP. No mestrado em Engenharia de Produção na UFSC direcionou sua capacitação ao campo da Economia e Finanças e suas facetas de variabilidade e aplicações na Administração de Empresas. O doutorado foi desenvolvido na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, com sandwich na Universidade de Lancaster, no Reino Unido. Entre 2005 e 2006 enriqueceu sua formação em pós-doc na Universitat Pompeu Fabra, na Espanha (e nesta instituição atuou também como professor visitante).

Biofeedback
Suas pesquisas seguem em projetos sobre fatores que influenciam o risco idiossincrático e no desenvolvimento de sistemas especialistas para investimentos em ações usando lógicas não clássicas, exemplos de temas de dissertações que atualmente orienta. Outros cinco doutorandos em Administração contam com sua colaboração e compartilham a produção de conhecimentos.

Com apoio do CNPq, o professor também dá continuidade às pesquisas sobre anomalias do mercado financeiro iniciadas no doutorado. Só que agora o método de trabalho foca a experimentação em laboratório e conta com a parceria de pesquisadores do Departamento de Psicologia da UFSC. Nos experimentos, variáveis como temperatura corporal, frequência de respiração e variabilidade cardíaca são coletadas por meio de um aparelho de biofeedback. Com os testes são analisadas posturas comuns em finanças, como o efeito disposição e o excesso de confiança.

A meta é produzir conhecimento e mostrar como descobertas sobre o comportamento humano podem melhorar a teoria econômica. “Educação e ciência são os principais, senão os únicos, caminhos para um país alcançar o verdadeiro desenvolvimento”, considera o professor, sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças.

Mais informações: (48) 3721-6656 /

Saiba Mais:

Produção Científica:
– Trabalhos completos publicados em anais de congressos: 78
– Artigos completos publicados em periódicos:  61
– Livros publicados/organizados ou edições: 5
– Capítulos de livros publicados: 16
– Resumos publicados em anais de congressos:  6

Supervisões e orientações concluídas
– Dissertação de mestrado:  36
– Tese de doutorado:  8
– Trabalho de conclusão de curso de graduação:  37
– Iniciação Científica: 6

Orientações em andamento
– Trabalho de conclusão de curso de graduação: 4
– Dissertação de mestrado: 3
– Tese de doutorado: 5
– Iniciação científica: 1

Participação em bancas examinadoras:
– Dissertações: 57
– Teses: 17
– Qualificações de doutorado: 12
– Trabalhos de Conclusão de Curso de graduação: 48

Prêmios

–              2008 – Listado em Who’s Who in the World, 25th Edition, Marquis Who’s Who.

–              2008 – Menção Honrosa no Concurso de Trabalhos Técnicos no 29° Congresso Brasileiro de Fundos de Pensão, Abrapp.

–              2006 – Prêmio Convibra – melhor trabalho no Congresso Virtual Brasileiro de Administração.

–              2004 – Concurso de Monografia no Congresso APIMEC-2004 (4°. Lugar), Associação de Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais.

–              2001 – Top Ten Download List, Social Sciences Research Network.

–              2000 – Bolsa Fulbright – Columbia Business School, EUA.

–              1998 – Thunderbird Award for Outstanding Paper, Business Association for Latin American Studies.

–              1998 – Prêmio de melhor trabalho técnico no 19° Congresso Brasileiro de Fundos de Pensão, Abrapp.

–              1997 – Prêmio de melhor artigo na área de Gestão Econômica e Gestão da Informação, 3rd International Congress of Industrial Engineering.

–              1991 – Prêmio Losango de Apoio a Teses em Economia, Losango S.A. e L’Union des Assurances de Paris.

Por Arley Reis / Jornalista na Agecom

Saiba Mais
O Prêmio Destaque Pesquisador

O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão com o Prêmio Destaque Pesquisador iniciou em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade. Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi novamente convidado a indicar um professor. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão sugeriu aos centros de ensino que fizessem sua seleção partindo de critérios próprios, mas também levando em conta o impacto ou o potencial de impacto das pesquisas realizadas pelo pesquisador, publicações em veículos de reconhecida excelência, a formação de recursos humanos na pós-graduação e o reflexo dos estudos no reconhecimento da UFSC como centro de excelência na área.

O objetivo  é intensificar a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras. Segundo o último ranking Webometrics, a UFSC está entre as cinco melhores universidades brasileiras, sendo a sexta na América Latina.

A homenagem aos professores escolhidos este ano será realizada no dia 19 de outubro, a partir de 18h30min, em conjunto com a abertura do 21° Seminário de Iniciação Científica, evento integrado à décima Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

Pesquisadores indicados:

Alckmar Luiz dos Santos / Centro de Comunicação e Expressão
Aloísio Nelmo Klein
/ Centro Tecnológico
Edio Luiz Petrosk /  Centro de Desportos
Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

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Centro de Ciências Físicas e Matemáticas homenageia professor Ruy Exel Filho

13/09/2011 09:45

O professor é o indicado pelo CFM para o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC-2011

O gosto pelo windsurfe e a vontade de trocar a violência e a pressa de São Paulo pela tranquilidade de Florianópolis fizeram com que o professor Ruy Exel Filho passasse a prestar seus serviços à Universidade Federal de Santa Catarina. Suas pesquisas ajudaram a qualificar o Departamento de Matemática, onde é professor titular desde 1998, estudando álgebra de operadores, variedades de Heisenberg quânticas, sistemas dinâmicos quânticos irreversíveis, formalismo termodinâmico e mecânica dos sólidos.

Por conta desse trabalho, da publicação frequente de artigos em revistas científicas e da orientação a mestrandos da UFSC e a doutorandos de outras instituições, ele foi indicado pelos colegas do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM) para o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC-2011. A homenagem acontecerá no dia 19 de outubro, a partir de 19h, em conjunto com a abertura do XXI Seminário de Iniciação Científica da UFSC – evento integrado à décima edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

Filho de um engenheiro civil na capital paulista, Exel conta que com a idade de 10 anos ficava com o pai até a madrugada para resolver um quebra-cabeça, e não raro passava dias e dias pensando na solução de um problema difícil. “Quando encontrava a resposta, era uma coisa muito prazerosa”, recorda. Essa influência do pai pode ter sido determinante na escolha da profissão, mesmo que a família tenha, a princípio, torcido para que ele também optasse pela engenharia.

Também contribuiu para a sua escolha um professor de cursinho que lhe mostrou o mundo acadêmico, com o qual não tivera contato até então. “Isso amadureceu a ideia de me tornar matemático”, conta. Os obstáculos iniciais, na Universidade de São Paulo (USP), deram lugar a revelações cada vez mais estimulantes. Em três anos, Exel estava formado, ganhando sempre a medalha de melhor aluno. Foi para o Rio de Janeiro fazer um curso de verão no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), o que lhe permitiu o contato com professores e pesquisadores de destaque na área da Matemática.

O mestrado foi o passo seguinte, e graças a uma bolsa do CNPq ele pôde fazer doutorado na Universidade de Berkeley, na Califórnia, entre 1981 e 1985. Por meio de um acordo entre o IME-USP e o CNPq, lecionou ao mesmo tempo em que buscava o título de doutor. Depois, fez o pós-doutorado na Inglaterra, durante seis meses.

Uma guinada no departamento

O trânsito alucinado, a criminalidade e as grandes desigualdades sociais de São Paulo levaram Ruy Exel Filho a buscar uma colocação em Santa Catarina. Ele já praticava windsurfe em Ilhabela, no litoral paulista, e passava férias em Ibiraquera, no sul catarinense. Também tinha bons amigos no Departamento de Matemática da UFSC. Ao ser convidado pelo professor Celso Doria, hoje seu vizinho de sala, para dar uma palestra, ficou sabendo que seria aberto concurso para professor titular em sua área.

Mesmo tendo sido aprovado também em um concurso para professor Titular na USP, Exel decidiu vir para Florianópolis. Na época, os professores davam principalmente aulas para as Engenharias e não havia investimentos em pesquisas. “Era preciso fazer uma reformulação no departamento”, lembra. Uma das dificuldades era a biblioteca setorial, que era – e ainda é – deficitária. Ali não chegam a 20 (de pelo menos 200 revistas editadas pelo mundo a fora) as assinaturas de periódicos que divulgam as pesquisas em Matemática.

O advento da internet ajudou, porque ele passou a acessar no portal da Capes as revistas disponibilizadas de forma eletrônica. Num meio em que os esforços ainda se concentram na graduação, Ruy encontrou liberdade para montar uma equipe de pesquisa forte e ativa. O grupo de Álgebra de Operadores é um exemplo disso. No artigo “Von Neumann e a Teoria de Álgebra de Operadores”, publicado em 1996, Exel dá uma ideia do objeto de seus estudos:

“No que veio a constituir aproximadamente um terço de sua extensa lista de publicações, von Neumann desenvolveu sua teoria de operadores no espaço de Hilbert, criando assim não apenas uma nova teoria matemática, que comporta aplicações à teoria de representações de grupos infinitos e teoria ergódica, mas uma nova forma de pensamento, que permite modelar a lógica fugaz da mecânica quântica e que, com os avanços subsequentes, proporcionou uma abrangente unificação de diversos campos da Matemática. As portas abertas pelo seu trabalho continuam a provocar desenvolvimentos cruciais na fronteira da matemática dos dias de hoje”.

Base ruim, pesquisa em alta

Uma das deficiências da Matemática da UFSC é não ter doutorado, mas esse problema será solucionado com a criação do doutorado que deve receber seus primeiros alunos a partir de 2013. “Eu era contra, por falta de massa crítica suficiente, mas os últimos contratados são mais envolvidos com a atividade de pesquisa”, explica Exel, membro da Academia Brasileira de Ciências. Até lá, ele continuará dando orientação a doutorandos de fora, matriculados na USP e na Unicamp, por exemplo.

Uma das razões para a Matemática ser vista com desconfiança pelos jovens é a má qualidade do ensino elementar no Brasil, atestada pelo Programme for International Student Assessment (PISA), que avalia o nível de conhecimento matemático de alunos até os 15 anos de idade. “Houve esforços recentes para melhorar esse quadro, como as Olimpíadas de Matemática, mas ainda não apareceram resultados visíveis”, avalia o professor. Por outro lado, o International Mathematical Union (IMU), que classifica os países em cinco grupos de acordo com sua evolução nas pesquisas em Matemática, coloca o Brasil logo abaixo do grupo top (quatro), ao lado da Holanda, Espanha e Suíça e acima da Dinamarca, Portugal e Argentina.

Um ponto nevrálgico são os baixos salários e o desestímulo à carreira de professor do ensino básico. “Há pouco apelo e demanda pelos profissionais, pela inclinação materialista da sociedade, e por isso poucos se dedicam às ciências básicas”, considera Exel. Uma prova disso é baixa procura pelo curso de Matemática na UFSC. “Só pessoas idealistas, que têm vocação, é que vêm, por esta não ser uma das profissões mais rentáveis. Nas universidades o salário é relativamente bom, desde que se tenha doutorado”.

Por outro lado, o número de empregos na iniciativa privada é baixo, por causa da dependência tecnológica do país. As nações mais desenvolvidas é que mandam nesse campo. De qualquer forma, a Matemática pode ser aplicada a uma quantidade gigantesca de áreas, como a informática, as telecomunicações e processos industriais diversos. A American Telephone and Telegraph (AT&T), gigante da área das telecomunicações, costuma contratar alunos recém-formados em Matemática nos grandes eventos que realiza.

Matemática e Filosofia

No âmbito da academia, a Matemática pura envolve muitos pesquisadores, que se comunicam e se informam por meio de revistas especializadas ou pela participação em congressos internacionais. “Há uma comunidade enorme tentando resolver problemas em aberto”, diz o professor. “Os desenvolvimentos feitos numa direção ajudam a quem caminha numa direção paralela”. Ele alerta que a resolução de problemas matemáticos complexos pode ter impacto direto, por exemplo, na compreensão da estrutura subatômica da matéria, bem como na cosmologia, mostrando como funciona a atração gravitacional entre corpos celestes, além de inúmeras outras questões não resolvidas até hoje.

“Na matemática, as afirmações e resultados são absolutamente exatos, inquestionáveis, e quem é dono da versão correta tem ferramentas para convencer seu interlocutor” ensina Exel. “Isso não significa que esta seja uma disciplina estanque, porque o conhecimento da humanidade está em constante evolução”. Em inúmeras áreas, essa evolução busca soluções de caráter puramente matemático e lógico, das quais depende a busca de outros avanços, em outros campos do conhecimento. Um exemplo ocorreu na Universidade de Berkeley: a solução de um problema matemático permitiu mudar a distribuição de correspondências numa cidade, diminuindo o tempo gasto no deslocamento dos carteiros.

Há também, por parte do professor, a certeza de que a Matemática permeia todas as outras disciplinas. “Os gregos foram tão filósofos quanto matemáticos, e dá para dizer que a Matemática é um dos frutos da Filosofia”, destaca. “Platão já se perguntava sobre o que é um número e um triângulo equilátero. E grande parte do platonismo foi no sentido da busca da formulação de um universo perfeito. Já a arte tem na geometria um apoio importante, pelo uso da perspectiva. O artista gráfico holandês Maurits Escher tem a obra impregnada pela Matemática”.

Saiba Mais:

Números no Brasil

  • Cerca de mil matemáticos ativos (estimativa)
  • Cerca de 350 bolsistas de produtividade do CNPq
  • 53 membros titulares da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de Matemática
  • 19 membros titulares brasileiros da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento (TWAS) na área de Matemática
  • Presença do Brasil no grupo 4 da International Mathematical Union (União Matemática Internacional

Mais informações:

Por Paulo Clóvis Schmitz /Jornalista da Agecom
Fotos: Camila Peixer / Bolsista de Jornalismo na UFSC

Saiba Mais
O Prêmio Destaque Pesquisador

O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão com o Prêmio Destaque Pesquisador iniciou em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade.

Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi novamente convidado a indicar um professor. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão sugeriu aos centros de ensino que fizessem sua seleção partindo de critérios próprios, mas também levando em conta o impacto ou o potencial de impacto das pesquisas realizadas pelo pesquisador, publicações em veículos de reconhecida excelência, a formação de recursos humanos na pós-graduação e o reflexo dos estudos no reconhecimento da UFSC como centro de excelência na área.

O objetivo da homenagem é intensificar a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras. Segundo o último ranking Webometrics, a UFSC está entre as cinco melhores universidades brasileiras, sendo a sexta na América Latina.

Pesquisadores já indicados:

Aloísio Nelmo Klein / Centro Tecnológico
Edio Luiz Petrosk /  Centro de Desportos
Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

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UFSC reconhece trajetória de professor do Direito Ambiental

05/09/2011 15:45

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, integrante da Comissão de Direito Ambiental da União Mundial de Conservação, José Rubens é também vice-presidente do Instituto O Direito por um Planeta Verde

Estudos sobre casos célebres do Direito Ambiental, como a Usina de Belo Monte (que deve provocar  o alagamento de cinco municípios ao redor do Rio Xingu, no Pará), Itaipu, Angra dos Reis e Balbina (hidrelétrica no Rio Uatumã, no meio da floresta amazônica) são passos importantes na carreira do professor da UFSC José Rubens Morato Leite. O Código Ambiental de Santa Catarina, organismos geneticamente modificados e a legislação brasileira e européia sobre agrotóxicos estão entre os interesses atuais do professor escolhido pelo Centro de Ciências Jurídicas da UFSC para receber o Prêmio Destaque Pesquisador 2011.

O laboratório de problemas ambientais que é a Ilha de Santa Catarina é outra preocupação do Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental, coordenado pelo docente na UFSC. É com essa equipe que José Rubens se dedica ao estudo, ao ensino e à extensão em ocorrências que demandam análises do Direito Ambiental.

“É uma área recente, que cresceu a partir de 1970 e tem evoluído com a necessidade do Estado de estabelecer leis de proteção”, explica, lembrando que normas são elaboradas a partir de 1981e há avanços com a constituição de 1988, com um capítulo sobre proteção ambiental.

“O Direito Ambiental dá densidade à discussão jurídica, ajuda na análise de fatos que devem ser vistos localmente e pensados globalmente, pois o problema ambiental ultrapassa o estado, é transfronteiras, transtemporal”, defende o professor formado em Direito, mestre em Direito Ambiental pelo University College London (Universidade de Londres, Inglaterra), doutor pela UFSC e pós-doutor pelo Centre of Environmetal Law da Macquarie University (Austrália).

Em seu trabalho José Rubens lida diariamente com conceitos como o dano ambiental e a chamada “Sociedade de Risco”. “Há uma irresponsabilidade organizada”, preocupa-se o professor que em suas pesquisas aborda a reparação de danos ambientais, trabalhando com a atual concepção de compensação ecológica.

Autor de artigos científicos publicados em eventos e periódicos nacionais e estrangeiros, dezenas de capítulos e livros na área jurídica, José Rubens teve seu trabalho reconhecido no mês de julho com a indicação ao Prêmio Jabuti da obra Biocombustíveis, Fonte de Energia Sustentável? Considerações Jurídicas e Éticas, da Editora Saraiva.

“É uma publicação que reúne muitas reflexões sobre essa temática”, comemora o professor dos cursos de graduação e de pós-graduação em Direito da UFSC, membro do Conselho Científico da Revista de Direito Ambiental da Editora Revista dos Tribunais.

Direito por um Planeta Verde
Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, integrante da Comissão de Direito Ambiental da União Mundial de Conservação (The World Conservation Union), sócio-fundador da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil, José Rubens é também vice-presidente do Instituto O Direito por um Planeta Verde.

A ONG integrada a um instituto ligado à Organização das Nações Unidas (ONU) é uma das mais atuantes na área de proteção ambiental. Com sede em São Paulo, publica desde 1986 uma revista de direito ambiental e organiza o principal congresso nesse campo.

Na trajetória de José Rubens o trabalho com ONGs é de longa data e muitos dos resultados são obtidos somente ao longo do tempo. “Depois de 10 anos de uma ação contra uma empresa que extraía areia em área de restinga na Ilha é que tivemos a decisão do juiz de que de fato se tratava de atividade ilegal”, lembra o professor sobre ação de 1994.

Com seu grupo e a ONG Aliança Nativa, também de Florianópolis, ele comemora outra ação que impede construções de mais de seis andares no Bairro Santa Mônica. Uma placa logo na entrada do bairro registra a conquista que leva em conta a manutenção de qualidade de vida dos moradores.

Amigo da Corte
Na discussão sobre o Código Ambiental de Santa Catarina, a pedido de uma ONG, o professor José Rubens Morato Leite atuou como “amigo da corte”. O Amicus curiae (termo de origem latina) caracteriza uma espécie de auxiliar do juízo, colaborando para primorar as decisões do Poder Judiciário.

Com esta responsabilidade e o auxílio de seu grupo de pesquisa, elaborou documento de mais de 60 páginas em uma defesa judicial fundamentando a inconstitucionalidade da lei catarinense.

“Consideramos que a lei não pode promover retrocesso”, destaca o pesquisador que entende o direito ao meio ambiente como fundamental ao ser humano. “Não é um direito periférico”, salienta.

“Gosto de trabalhar com o mundo real”, faz também questão de compartilhar o orientador de mais de 60 trabalhos de conclusão de curso, mais de 20 de iniciação científica, quase 20 dissertações e quatro teses de doutorado. Sua trajetória será homenageada no mês de outubro com o Prêmio Destaque Pesquisador 2011, durante a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC.

Trajetória:

– Com pai e tio-avô juristas, José Rubens Morato Leite começou a atuar na área ambiental na prefeitura de São Paulo, em 1982, como assessor jurídico. Na Secretaria de Serviços, Obras e Parques, foi convidado a representar a prefeitura em congresso e reforçou seu interesse pelo Direito Ambiental.

– Formou-se em Direito, fez mestrado na Universidade de Londres (Inglaterra), doutorado na UFSC (curso de excelência avaliado pela Capes com conceito 6) e pós-doutorado na Macquarie University, na Austrália.

– Entrou na UFSC em 1994, em concurso para o Departamento de Direito. Havia cinco vagas, apenas dois candidatos passaram. Na Universidade foi também coordenador do Escritório Modelo de Assistência Jurídica.

Produção Científica:

Artigos completos em periódicos: 38
Livros publicados/organizados ou edições: 23
Capítulos de livros publicados: 48
Trabalhos completos publicados em anais de congressos: 7

Supervisões e orientações concluídas :
– Dissertações de mestrado : 18
– Teses de doutorado: 4
– Trabalhos de conclusão de curso de graduação: 63
– Trabalhos de iniciação científica: 24

Orientações em andamento:
– Dissertações de mestrado: 2
– Teses de doutorado:  3

Pesquisas atuais:
– Estado de Direito Ambiental: Perspectivas e Novos Instrumentos para Gestão Sustentável
– Agrotóxicos e Riscos: Aspectos Técnicos, Jurídicos e Éticos
– Organismos Transgênicos e Riscos Ambientais: Considerações Técnicas, Jurídicas e Éticas sobre os Limites da Moderna Biotecnologia
– A Reparação do Dano Ambiental na Sociedade de Risco: Aspectos Jurídicos e Compensação Ecológica. Biotecnologia
– Teoria Constitucional e Meio Ambiente

Mais informações: (48) 3721-6745 /

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Fotos: Camila Peixer / Bolsista de Jornalismo na UFSC

Pesquisadores já indicados ao Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011:

Aloísio Nelmo Klein / Centro Tecnológico
Edio Luiz Petrosk /  Centro de Desportos
Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

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UFSC homenageia pesquisadora que colabora com a padronização de mapas táteis

29/08/2011 13:28

“Vamos ao mesmo tempo ensinando e aprendendo”, conta satisfeita a professora. Fotos: Cláudia Reis / Agecom

Saber interpretar um mapa é tão importante quanto ler e escrever. É uma forma de exercitar o domínio do espaço, de construir visões de mundo. Mapas tornam concreto o que é abstrato, levam conhecimento produzido por poucas pessoas para muitas.

“Os mapas fazem pensar o mundo, são modelos de realidade que podem tornar as pessoas mais seguras, têm relação com a cidadania”, defende a professor Ruth Emília Nogueira que há 20 anos faz da pesquisa, do ensino e da extensão em Cartografia o foco de seu trabalho. Docente do Departamento de Geociências, atual coordenadora da Pós-Graduação em Geografia, ela é a escolhida pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 2011.

Coordenadora do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar, Ruth Emília Nogueira trabalha atualmente com mapas para educação e para mobilidade. Em sua visão, a fragilidade da área de cartografia é estrutural, pode ser percebida desde as séries iniciais, em equívocos nos livros didáticos, na falta de preparo de professores de Geografia, por desconhecimento que afeta a compreensão da importância da ciência e arte de expressar o espaço graficamente por mapas.

Autora de livros, capítulos e artigos científicos na área de Cartografia, ela passou por momentos curiosos ao falar de seu campo de atuação. “Já me perguntaram se eu entregava ou transcrevia cartas”, lembra a professora que se preocupa com um “analfabetismo cartográfico”, calcanhar de Aquiles no ensino de Geografia.

Seu trabalho produz conhecimento que busca colaborar com a formação de recursos humanos, futuros professores e pesquisadores para qualificar essa área. O conhecimento gerado na universidade com apoio de órgãos financiadores como CNPq e Finep é compartilhado no site do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar e em publicações. Seu Currículo Lattes documenta mais de uma dezena de livros publicados ou organizados, e a autoria de outros 10 capítulos.

O livro Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais, lançado em 2006 e já na sua terceira edição pela Editora da UFSC, é o primeiro manual em língua portuguesa que mostra como fazer mapas e está em todos os lugares onde se ensina Cartografia, de norte a sul do País.

No caminho trilhado com colegas professores, estudantes de graduação e de pós-graduação, foi estruturado também o livro Motivações Hodiernas para Ensinar Geografia – Representações do Espaço para Visuais e Invisuais. A obra que reúne 17 autores é direcionada ao professor, estimulando que reconheça suas limitações ou desafios e tenha contato com novas possibilidades para o ensino da Geografia e da cartografia escolar.

Mapas táteis
A segunda parte do livro é estruturada em seis capítulos que trazem resultados de pesquisa e ensino do espaço geográfico para pessoas cegas e de baixa visão. Vários trabalhos foram desenvolvidos em parceria com a Fundação Catarinense de Educação Especial e a Associação para Integração do Cego de Santa Catarina.

“Um dia recebi um bilhete da Fundação solicitando uma adaptação dos mapas para cegos”, lembra a professora sobre o início do relacionamento com as entidades. Era mais um desafio em sua trajetória. Ela não tinha conhecimentos sobre braille e também nunca havia pensado como os mapas poderiam ser usados por pessoas de baixa visão ou cegas.

Ficou maravilhada com a possibilidade de estudar e produzir mapas e gráficos táteis, materiais usados como recursos educativos ou facilitadores de mobilidade em edifícios públicos e centros urbanos. Pesquisou modelos usados na Europa e no Brasil. Neles observou como texturas em relevo são usadas em mapas táteis e que a padronização é um desafio. Afinal, como padronizar para invisuais? Que texturas e símbolos preferem? Como constroem sua imagem mental? Algumas respostas foram conquistadas, outras surgem com novos projetos.

“Vamos ao mesmo tempo ensinando e aprendendo”, conta satisfeita a professora que em uma de suas mais recentes pesquisas avalia a elaboração de conceitos geográficos em estudantes com deficiência visual com o apoio da cartografia tátil. É mais um passo em sua trajetória de pesquisa que já resultou em algumas propostas e busca aprimorar a padronização de mapas táteis para o Brasil.

Saiba Mais:

Trajetória:
– Natural do Paraná, Ruth Emília Nogueira nasceu em uma família humilde, terceira entre sete irmãos. O pai era carpinteiro e a mão professora, ainda que tivesse estudado somente até a quarta série. Desde pequena dizia que queria ser professora, mas quando na adolescência percebeu as dificuldades, quase desistiu.

– Começou a trabalhar cedo em uma empresa de construção como desenhista arquitetônica. No início de sua carreira profissional trabalhou com medição de terras, um contato essencial com a natureza para quem “cresceu embaixo dos pinhais” e gerenciou a produção de mapas em uma empresa especializada.

– Sempre estudou em escola pública e em busca de uma profissão, onde pudesse estar próxima à natureza, pensou em fazer geologia na Universidade Federal do Paraná. Lá descobriu a Engenharia Cartográfica, área de sua graduação.

– Durante o mestrado em Geografia na UFSC trabalhou com desenvolvimento regional e urbano, investigando a influência da exploração carbonífera nas atividades agrícolas e no desenvolvimento global de Criciúma. Estudou a desertificação da área carbonífera, realizando a primeira medição de áreas afetadas pela atividade do carvão.

– No doutorado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná trabalhou com a estruturação de dados geográficos para a gestão de áreas degradadas pela mineração. A partir de dados de sensoriamento remoto e sistemas de informações geográficas estudou como áreas se recuperam ao longo do tempo.

Produção Científica:
Artigos completos publicados em periódicos: 20
Livros publicados/organizados ou edições: 12
Capítulos de livros publicados: 10
Trabalhos completos publicados em anais de congressos: 91
Resumos publicados em anais de congressos:

– Supervisões e orientações concluídas:
Orientações de dissertação de mestrado: 22
Orientações de teses: 4
Trabalho de conclusão de curso de graduação: 17
Iniciação Científica: 4

– Orientações em andamento:
Dissertações: 3
Teses: 2

Iniciação Científica: 1
Trabalho de conclusão de curso: 2

Mais informações: / (48) 3721-9362, Ramal: 8593

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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Tags: premio destaque pesquisadorsepex

Nove centros de ensino têm seu Destaque Pesquisador UFSC 2011

25/08/2011 10:25

Com a indicação do professor Edio Luiz Petrosk do Centro de Desportos para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC/2011, são nove as unidades de ensino que já divulgaram sua escolha. A homenagem acontecerá no dia 19 de outubro, a partir de 19h, em conjunto com a abertura do XXI Seminário de Iniciação Científica da UFSC – evento integrado à décima edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão com o Prêmio Destaque Pesquisador foi iniciada em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade.

Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi novamente convidado a indicar um professor. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão sugeriu aos centros de ensino que fizessem sua seleção partindo de critérios próprios, mas também levando em conta o impacto ou o potencial de impacto das pesquisas realizadas pelo pesquisador, publicações em veículos de reconhecida excelência, a formação de recursos humanos na pós-graduação e o reflexo dos estudos no reconhecimento da UFSC como centro de excelência na área.

O objetivo da homenagem é intensificar a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras. Segundo o último ranking Webometrics, a UFSC está entre as cinco melhores universidades brasileiras, sendo a sexta na América Latina.

Pesquisadores já indicados:

Aloísio Nelmo Klein / Centro Tecnológico
Edio Luiz Petrosk /  Centro de Desportos
Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

Mais informações:

Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / / 3721-9716

Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / / 3721-9437

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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Centro de Ciências Agrárias escolhe Jaime Fernando Ferreira como Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Antônio Carlos Wolkmer é homenageado com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Luiz Fernando Scheibe recebe carinho e reconhecimento com prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Alacoque Lorenzini recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Professora do Departamento de Serviço Social recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos na segunda-feira

Markus Nahas recebe Prêmio Destaque Pesquisador

Wagner Figueiredo recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos divulga importância da ciência básica

Raul Antelo recebe Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Tags: premio destaque pesquisador

Centro Tecnológico também já tem seu Destaque Pesquisador UFSC 2011

12/08/2011 15:50

Com a indicação do professor Aloísio Nelmo Klein, do Centro Tecnológico, para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC/2011, são oito os docentes já escolhidos para a homenagem. José Rubens Morato Leite (Centro de Ciências Jurídicas), Eloir Paulo Schenkel (Centro de Ciências da Saúde), Miguel Pedro Guerra (Centro de Ciências Agrárias), Newton Carneiro Affonso da Costa Junior (Centro Sócio-Econômico), Reinaldo Naoto Takahashi (Centro de Ciências Biológicas (CCB), Ruth Emília Nogueira (Centro de Filosofia e Ciências Humanas ) e Ruy Exel Filho (Centro de Ciências Físicas e Matemáticas) foram selecionados por seus centros de ensino para receber a premiação.

A homenagem acontecerá no dia 19 de outubro, a partir de 19h, em conjunto com a abertura do XXI Seminário de Iniciação Científica da UFSC – evento integrado à décima edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão com o Prêmio Destaque Pesquisador foi iniciada em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade.

Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi novamente convidado a indicar um professor. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão sugeriu aos centros de ensino que fizessem sua seleção partindo de critérios próprios, mas também levando em conta o impacto ou o potencial de impacto das pesquisas realizadas pelo pesquisador, publicações em veículos de reconhecida excelência, a formação de recursos humanos na pós-graduação e o reflexo dos estudos no reconhecimento da UFSC como centro de excelência na área.

O objetivo da homenagem é intensificar a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras. Segundo o último ranking Webometrics, a UFSC está entre as cinco melhores universidades brasileiras, sendo a sexta na América Latina.

Pesquisadores já indicados:

Aloísio Nelmo Klein / Centro Tecnológico
Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

Mais informações:

Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / / 3721-9716

Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / / 3721-9437

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também:

UFSC homenageia pesquisador dos “clones verdes”

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Tags: premio destaque pesquisador

UFSC homenageia pesquisador dos “clones verdes”

10/08/2011 07:44

 

No laboratório, multiplicação de mudas de qualidade

Miguel Pedro Guerra é um agrônomo que gosta também de pensar como biólogo. Esse perfil é fundamental na relação entre a pesquisa básica e aplicada que desenvolve junto ao Centro de Ciências Agrárias da UFSC. Seu trabalho busca conhecer, selecionar, reproduzir, multiplicar e manejar recursos genéticos vegetais  especialmente da Mata Atlântica, mas um de seus mais recentes projetos envolve vegetação da Amazônia.

Sua trajetória será valorizada com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC-2011. A homenagem reconhece sua contribuição a uma área do conhecimento que conquistou papel fundamental no desenvolvimento da agricultura. São pesquisas relacionadas a programas de melhoramento, à arte e ciência de gerar mudas de qualidade.

Patrimônio genético
Micropropagação, cultura de tecidos vegetais, fisiologia do desenvolvimento vegetal, biologia celular e molecular, embriogênese somática e biofábricas são palavras-chave em seu currículo que registra mais de uma centena de artigos publicados em revistas científicas. Parte do esforço é voltada a caracterizar e conservar germoplasma, material que representa o patrimônio genético de uma espécie.

“Eu também sou banqueiro”, brinca satisfeito o professor titular da UFSC sobre os bancos de germoplasma, vivos e congelados, que mantém no Centro de Ciências Agrárias. Uma das mais preciosas espécies resguardadas é a araucária, com um rico material genético conservado a 180 graus negativos.  Outro tesouro é a coleção viva de bromélias da Mata Atlântica.

Formado em Agronomia, mestre em Fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Miguel Pedro Guerra aprofundou seu conhecimento sobre a flora no doutorado em Ciências Biológicas na área de Botânica e Fisiologia Vegetal, na Universidade de São Paulo. Depois no pós-doutorado em Biologia Celular e Biotecnologia Vegetal, na Universidade da Califórnia.

Filho de agricultores da Serra Gaúcha, sente orgulho dizendo que continua sendo um agricultor. De fato, seu trabalho permanece voltado à produção agrícola. Só que há anos sua contribuição não resulta do cultivo da terra, mas da produção de conhecimento. Vive imerso na pesquisa agronômica, em estudos que buscam melhoria de plantas com potencial de alcançar maior qualidade e produtividade, de gerar renda e alternativas para uma produção agrícola menos destrutiva.

No bromeliário, banco de germoplasma com cerca de 80 espécies

“Talvez tenhamos que entender os princípios científicos que regem as práticas antigas, com certeza mais sustentáveis do que agora”, reflete o professor do Departamento de Fitotecnia e dos programas de pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais e de Biologia do Desenvolvimento da UFSC. Membro titular da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente, Guerra é um crítico dos transgênicos, da dependência de insumos, da “insegurança alimentar”, da “Revolução Verde”, do uso intensivo de fertilizantes e agrotóxicos e de grande parte dos processos atuais empregados na agricultura e no agronegócio.

Biofábrica
Sua pesquisa busca alternativas a esses sistemas e tem um foco importante na pesquisa básica, mas nos últimos anos está chegando também a aplicações com comunidades de agricultores. Exemplo recente é a implantação de uma biofábrica na Floresta Amazônica, junto às obras da Usina Hidrelétrica de Jirau. O projeto faz parte do pacote de compensações sócio-ambientais exigido em função da obra.

Na biofábrica de Jirau são produzidos clones de mudas de abacaxizeiro, bananeira e pupunha – todos de alta qualidade genética e sanitária. No caso do abacaxi, um programa de melhoramento desenvolvido em conjunto com a população local ajudou a aprimorar ainda mais a doce fruta amazônica.

“Pedimos aos agricultores, conhecedores de sua roça, que escolhessem as melhores plantas. A essa visão integramos nosso olhar para escolher as plantas matrizes”, conta o pesquisador. O objetivo é que trabalhando com mudas de alta qualidade genética, sem contaminação de pragas e doenças, as famílias garantam boa produtividade e sustento ─ e também colaborem com a conservação da floresta. “Uma agricultura mais integrada ao ambiente é intensiva em conhecimento e não em insumos”, considera Guerra.

Trabalho semelhante de melhoramento genético e multiplicação de mudas é desenvolvido em parceria com a Epagri e famílias de pequenos agricultores da Serra Catarinense, nesse caso com a goiabeira serrana. O processo participativo com os agricultores resultou no lançamento de duas cultivares da fruta. A cultivar é uma espécie melhorada, obtida depois de um longo trabalho de coleta, observação na natureza e uma série de cruzamentos, para seleção das plantas com características favoráveis ao cultivo e à qualidade da fruta.

“Foram 20 anos de estudos para se chegar à planta com as melhores características”, lembra Guerra. Ele também já trabalhou com o palmiteiro, a bracatinga, o butiá e diferentes bromélias. As espécies são escolhidas por sua importância socioeconômica, cultural, sua função no ecossistema de origem, valor de uso real ou potencial, grau de ameaça e potencial de uso na agricultura. Cada uma delas um tesouro para Miguel Pedro Guerra.

Saiba Mais:
Linhas de pesquisa:
– Fisiologia, genética, conservação e uso de espécies perenes
– Morfogênese in vitro
– Cultura de tecidos vegetais
– Conservação e uso de recursos genéticos vegetais
– Fisiologia do desenvolvimento vegetal

Produção Científica:
126 – Artigos completos publicados em periódicos
23 – Capítulos de livros publicados
23 – Trabalhos completos publicados em anais de congressos
96 – Resumos publicados em anais de congressos

Orientações em andamento:
4 – Dissertação de mestrado
3 – Tese de doutorado
2 – Supervisão de pós-doutorado
1 – Iniciação científica

Supervisões e orientações concluídas:
29 – Dissertações de mestrado
7 – Teses de doutorado
2 – Supervisões  de pós-doutorado
34 –  Trabalhos de conclusão de curso de graduação
22 – Iniciação Científica

Por Arley Reis / Jornalista na Agecom

Contato com Miguel Pedro Guerra: (48) 3721-5331 / E-mail:

Mais informações sobre o Prêmio Destaqe Pesquisador UFSC/2011:

– Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / / 3721-9716
– Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / / 3721-9437

Leia também: Prêmio Destaque Pesquisador homenageia um samurai da ciência brasileira

Sete centros de ensino já têm seu Destaque Pesquisador UFSC/2011

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Prêmio distingue professor da UFSC que tem índice de produtividade equivalente a cientistas com Prêmio Nobel

Prêmio Destaque Pesquisador ilumina competência de Ivo Barbi

Ivo Barbi é homenageado com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências da Educação homenageia Leda Scheibe com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências Agrárias escolhe Jaime Fernando Ferreira como Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Antônio Carlos Wolkmer é homenageado com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Luiz Fernando Scheibe recebe carinho e reconhecimento com prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Alacoque Lorenzini recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Professora do Departamento de Serviço Social recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos na segunda-feira

Markus Nahas recebe Prêmio Destaque Pesquisador

Wagner Figueiredo recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos divulga importância da ciência básica

Raul Antelo recebe Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Tags: premio destaque pesquisador

UFSC homenageia pesquisador dos “clones verdes”

09/08/2011 09:29

Miguel Pedro Guerra é um agrônomo que gosta também de pensar como biólogo. Esse perfil é fundamental na relação entre a pesquisa básica e aplicada que desenvolve junto ao Centro de Ciências Agrárias da UFSC. Seu trabalho busca conhecer, selecionar, reproduzir, multiplicar e manejar recursos genéticos vegetais  especialmente da Mata Atlântica, mas um de seus mais recentes projetos envolve vegetação da Amazônia.

Sua trajetória será valorizada com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC-2011. A homenagem reconhece sua contribuição a uma área do conhecimento que conquistou papel fundamental no desenvolvimento da agricultura. São pesquisas relacionadas a programas de melhoramento, à arte e ciência de gerar mudas de qualidade.

Patrimônio genético
Micropropagação, cultura de tecidos vegetais, fisiologia do desenvolvimento vegetal, biologia celular e molecular, embriogênese somática e biofábricas são palavras-chave em seu currículo que registra mais de uma centena de artigos publicados em revistas científicas. Parte do esforço é voltada a caracterizar e conservar germoplasma, material que representa o patrimônio genético de uma espécie.

“Eu também sou banqueiro”, brinca satisfeito o professor titular da UFSC sobre os bancos de germoplasma, vivos e congelados, que mantém no Centro de Ciências Agrárias. Uma das mais preciosas espécies resguardadas é a araucária, com um rico material genético conservado a 180 graus negativos.  Outro tesouro é a coleção viva de bromélias da Mata Atlântica.

Formado em Agronomia, mestre em Fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Miguel Pedro Guerra aprofundou seu conhecimento sobre a flora no doutorado em Ciências Biológicas na área de Botânica e Fisiologia Vegetal, na Universidade de São Paulo. Depois no pós-doutorado em Biologia Celular e Biotecnologia Vegetal, na Universidade da Califórnia.

Filho de agricultores da Serra Gaúcha, sente orgulho dizendo que continua sendo um agricultor. De fato, seu trabalho permanece voltado à produção agrícola. Só que há anos sua contribuição não resulta do cultivo da terra, mas da produção de conhecimento. Vive imerso na pesquisa agronômica, em estudos que buscam melhoria de plantas com potencial de alcançar maior qualidade e produtividade, de gerar renda e alternativas para uma produção agrícola menos destrutiva.

Biofábrica
“Talvez tenhamos que entender os princípios científicos que regem as práticas antigas, com certeza mais sustentáveis do que agora”, reflete o professor do Departamento de Fitotecnia e dos programas de pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais e de Biologia do Desenvolvimento da UFSC. Membro titular da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente, Guerra é um crítico dos transgênicos, da dependência de insumos, da “insegurança alimentar”, da “Revolução Verde”, do uso intensivo de fertilizantes e agrotóxicos e de grande parte dos processos atuais empregados na agricultura e no agronegócio.

Sua pesquisa busca alternativas a esses sistemas e tem um foco importante na pesquisa básica, mas nos últimos anos está chegando também a aplicações com comunidades de agricultores. Exemplo recente é a implantação de uma biofábrica na Floresta Amazônica, junto às obras da Usina Hidrelétrica de Jirau. O projeto faz parte do pacote de compensações sócio-ambientais exigido em função da obra.

Na biofábrica de Jirau são produzidos clones de mudas de abacaxizeiro, bananeira e pupunha – todos de alta qualidade genética e sanitária. No caso do abacaxi, um programa de melhoramento desenvolvido em conjunto com a população local ajudou a aprimorar ainda mais a doce fruta amazônica.

“Pedimos aos agricultores, conhecedores de sua roça, que escolhessem as melhores plantas. A essa visão integramos nosso olhar para escolher as plantas matrizes”, conta o pesquisador. O objetivo é que trabalhando com mudas de alta qualidade genética, sem contaminação de pragas e doenças, as famílias garantam boa produtividade e sustento ─ e também colaborem com a conservação da floresta. “Uma agricultura mais integrada ao ambiente é intensiva em conhecimento e não em insumos”, considera Guerra.

Trabalho semelhante de melhoramento genético e multiplicação de mudas é desenvolvido em parceria com a Epagri e famílias de pequenos agricultores da Serra Catarinense, nesse caso com a goiabeira serrana. O processo participativo com os agricultores resultou no lançamento de duas cultivares da fruta. A cultivar é uma espécie melhorada, obtida depois de um longo trabalho de coleta, observação na natureza e uma série de cruzamentos, para seleção das plantas com características favoráveis ao cultivo e à qualidade da fruta.

“Foram 20 anos de estudos para se chegar à planta com as melhores características”, lembra Guerra. Ele também já trabalhou com o palmiteiro, a bracatinga, o butiá e diferentes bromélias. As espécies são escolhidas por sua importância socioeconômica, cultural, sua função no ecossistema de origem, valor de uso real ou potencial, grau de ameaça e potencial de uso na agricultura. Cada uma delas um tesouro para Miguel Pedro Guerra.

Saiba Mais:
Linhas de pesquisa:
– Fisiologia, genética, conservação e uso de espécies perenes
– Morfogênese in vitro
– Cultura de tecidos vegetais
– Conservação e uso de recursos genéticos vegetais
– Fisiologia do desenvolvimento vegetal

Produção Científica:
126 – Artigos completos publicados em periódicos
23 – Capítulos de livros publicados
23 – Trabalhos completos publicados em anais de congressos
96 – Resumos publicados em anais de congressos

Orientações em andamento:
4 – Dissertação de mestrado
3 – Tese de doutorado
2 – Supervisão de pós-doutorado
1 – Iniciação científica

Supervisões e orientações concluídas:
29 – Dissertações de mestrado
7 – Teses de doutorado
2 – Supervisões  de pós-doutorado
34 –  Trabalhos de conclusão de curso de graduação
22 – Iniciação Científica

Por Arley Reis / Jornalista na Agecom

Contato com Miguel Pedro Guerra: (48) 3721-5331 / E-mail:

Mais informações sobre o Prêmio Destaqe Pesquisador UFSC/2011:

– Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / / 3721-9716
– Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / / 3721-9437

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Sete centros de ensino já têm seu Destaque Pesquisador UFSC/2011

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Markus Nahas recebe Prêmio Destaque Pesquisador

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Raul Antelo recebe Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Tags: premio destaque pesquisador

Sete centros de ensino já têm seu Destaque Pesquisador UFSC-2011

21/07/2011 08:12

Com a indicação do professor do Centro de Ciências Jurídicas José Rubens Morato Leite para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC/2011, são sete os docentes já escolhidos para a homenagem que será realizada no mês de outubro.  Eloir Paulo Schenkel (Centro de Ciências da Saúde), Miguel Pedro Guerra (Centro de Ciências Agrárias), Newton Carneiro Affonso da Costa Junior (Centro Sócio-Econômico), Reinaldo Naoto Takahashi (Centro de Ciências Biológicas (CCB), Ruth Emília Nogueira (Centro de Filosofia e Ciências Humanas ) e Ruy Exel Filho (Centro de Ciências Físicas e Matemáticas) foram selecionados por seus centros de ensino para receber a premiação.

A homenagem acontecerá no dia 19 de outubro, a partir de 19h, em conjunto com a abertura do XXI Seminário de Iniciação Científica da UFSC – evento integrado à décima edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão foi iniciada em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade. Este ano será reeditada, mantendo o objetivo de dar visibilidade às pessoas e ações desenvolvidas pela comunidade acadêmica de nossa Universidade.

Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi convidado a indicar um professor. Dessa forma, com apoio dos centros de ensino, Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão e Agência de Comunicação intensificam a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras.

Pesquisadores já indicados:

Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

Mais informações:

Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / / 3721-9716

Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / / 3721-9437

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também: Prêmio Destaque Pesquisador homenageia um samurai da ciência brasileira

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Prêmio distingue professor da UFSC que tem índice de produtividade equivalente a cientistas com Prêmio Nobel

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Ivo Barbi é homenageado com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências da Educação homenageia Leda Scheibe com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências Agrárias escolhe Jaime Fernando Ferreira como Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Antônio Carlos Wolkmer é homenageado com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Luiz Fernando Scheibe recebe carinho e reconhecimento com prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Alacoque Lorenzini recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Professora do Departamento de Serviço Social recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos na segunda-feira

Markus Nahas recebe Prêmio Destaque Pesquisador

Wagner Figueiredo recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos divulga importância da ciência básica

Raul Antelo recebe Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos


Tags: premio destaque pesquisador

Sete centros de ensino já têm seu Destaque Pesquisador UFSC-2011

15/07/2011 09:24

Com a indicação do professor do Centro de Ciências Jurídicas José Rubens Morato Leite para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC/2011, são sete os docentes já escolhidos para a homenagem que será realizada no mês de outubro.  Eloir Paulo Schenkel (Centro de Ciências da Saúde), Miguel Pedro Guerra (Centro de Ciências Agrárias), Newton Carneiro Affonso da Costa Junior (Centro Sócio-Econômico), Reinaldo Naoto Takahashi (Centro de Ciências Biológicas (CCB), Ruth Emília Nogueira (Centro de Filosofia e Ciências Humanas ) e Ruy Exel Filho (Centro de Ciências Físicas e Matemáticas) foram selecionados por seus centros de ensino para receber a premiação.

A homenagem acontecerá no dia 19 de outubro, a partir de 19h, em conjunto com a abertura do XXI Seminário de Iniciação Científica da UFSC – evento integrado à décima edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

O reconhecimento de docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão foi iniciada em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade. Este ano será reeditada, mantendo o objetivo de dar visibilidade às pessoas e ações desenvolvidas pela comunidade acadêmica de nossa Universidade.

Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi convidado a indicar um professor. Dessa forma, com apoio dos centros de ensino, Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão e Agência de Comunicação intensificam a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras.

Pesquisadores já indicados:

Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
José Rubens Morato Leite / Centro de Ciências Jurídicas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas

Mais informações:

Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / / 3721-9716

Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / / 3721-9437

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também:  Prêmio Destaque Pesquisador homenageia um samurai da ciência brasileira

Leia matérias sobre o Prêmio Destaque Pesquisador 2010:

Prêmio distingue professor da UFSC que tem índice de produtividade equivalente a cientistas com Prêmio Nobel

Prêmio Destaque Pesquisador ilumina competência de Ivo Barbi

Ivo Barbi é homenageado com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências da Educação homenageia Leda Scheibe com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências Agrárias escolhe Jaime Fernando Ferreira como Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Antônio Carlos Wolkmer é homenageado com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Luiz Fernando Scheibe recebe carinho e reconhecimento com prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Alacoque Lorenzini recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Professora do Departamento de Serviço Social recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos na segunda-feira

Markus Nahas recebe Prêmio Destaque Pesquisador

Wagner Figueiredo recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos divulga importância da ciência básica

Raul Antelo recebe Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos


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Seis centros de ensino já têm seu Destaque Pesquisador UFSC-2011

07/07/2011 08:04

Os professores Eloir Paulo Schenkel, Miguel Pedro Guerra, Newton Carneiro Affonso da Costa Junior, Reinaldo Naoto Takahashi, Ruy Exel Filho e Ruth Emília Nogueira foram indicados por seus centros de ensino para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC-2011. A premiação acontecerá no dia 19 de outubro, a partir de 19h, em conjunto com a abertura do XXI Seminário de Iniciação Científica da UFSC – evento integrado à décima edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

A homenagem a docentes com elevada contribuição às atividades de ensino, pesquisa e extensão foi iniciada em 2010, como uma das ações do cinquentenário da Universidade. Este ano será reeditada, mantendo o objetivo de dar visibilidade às pessoas e ações desenvolvidas pela comunidade acadêmica de nossa Universidade.

Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi convidado a indicar um professor. Dessa forma, com apoio dos centros de ensino, Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão e Agência de Comunicação intensificam a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras.

Pesquisadores já indicados:

Eloir Paulo Schenkel / Centro de Ciências da Saúde
Ruy Exel Filho / Centro de Ciências Físicas e Matemáticas
Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas

Mais informações:

Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / / 3721-9716

Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / / 3721-9437

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia matérias sobre o Prêmio Destaque Pesquisador 2010:

Prêmio distingue professor da UFSC que tem índice de produtividade equivalente a cientistas com Prêmio Nobel

Prêmio Destaque Pesquisador ilumina competência de Ivo Barbi

Ivo Barbi é homenageado com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências da Educação homenageia Leda Scheibe com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências Agrárias escolhe Jaime Fernando Ferreira como Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Antônio Carlos Wolkmer é homenageado com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Luiz Fernando Scheibe recebe carinho e reconhecimento com prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Alacoque Lorenzini recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Professora do Departamento de Serviço Social recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos na segunda-feira

Markus Nahas recebe Prêmio Destaque Pesquisador

Wagner Figueiredo recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos divulga importância da ciência básica

Raul Antelo recebe Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos


Tags: premio destaque pesquisador

UFSC intensifica divulgação científica com Prêmio Destaque Pesquisador 2011

16/06/2011 10:49

Diante da positiva repercussão obtida no ano passado, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da UFSC vai reeditar em 2011 o Prêmio Destaque Pesquisador. A premiação é um reconhecimento a professores por suas contribuições para o avanço do conhecimento e formação de recursos humanos. O objetivo é homenagear e divulgar o trabalho de pesquisadores que desenvolvem importantes estudos em suas áreas.

Em 2011, cada um dos centros de ensino da universidade foi convidado a indicar um professor. Dessa forma, com apoio dos centros de ensino, Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão e Agência de Comunicação intensificam a divulgação da produção científica e tecnológica da instituição, mostrando à sociedade quem são as pessoas que fazem com que a Universidade Federal de Santa Catarina figure entre as mais produtivas universidades brasileiras.

Os 11 pesquisadores indicados como destaque serão homenageados no dia 19 de outubro, durante a abertura do Seminário de Iniciação Científica da UFSC, evento integrado à décima edição da Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex).

Pesquisadores já indicados:

Miguel Pedro Guerra / Centro de Ciências Agrárias
Newton Carneiro Affonso da Costa Junior / Centro Sócio-Econômico
Reinaldo Naoto Takahashi / Centro de Ciências Biológicas (CCB)
Ruth Emília Nogueira / Centro de Filosofia e Ciências Humanas

Mais informações:

Débora Peres Menezes / Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão / / 3721-9716

Jorge Campagnolo / Diretor de Projetos de Pesquisa / / 3721-9437

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia matérias sobre o Prêmio Destaque Pesquisador 2010:

Prêmio distingue professor da UFSC que tem índice de produtividade equivalente a cientistas com Prêmio Nobel

Prêmio Destaque Pesquisador ilumina competência de Ivo Barbi

Ivo Barbi é homenageado com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências da Educação homenageia Leda Scheibe com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

Centro de Ciências Agrárias escolhe Jaime Fernando Ferreira como Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Antônio Carlos Wolkmer é homenageado com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Luiz Fernando Scheibe recebe carinho e reconhecimento com prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Alacoque Lorenzini recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Professora do Departamento de Serviço Social recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos na segunda-feira

Markus Nahas recebe Prêmio Destaque Pesquisador

Wagner Figueiredo recebe prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos divulga importância da ciência básica

Raul Antelo recebe Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos


Tags: premio destaque pesquisador

Prêmio Destaque Pesquisador ilumina competência de Ivo Barbi

16/12/2010 10:16

Colegas de trabalho e familiares prestigiaram a cerimônia de homenagem ao professor. Fotos:Paulo Noronha

“No ensino está seu maior brilhantismo”, frisou o professor Denizar Cruz Martins na entrega do Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos ao professor Ivo Barbi, realizada na manhã desta quarta-feira, 15 de dezembro, no auditório do Centro Tecnológico. “Conheço Ivo Barbi há 40 anos, desde as aulas de física na Escola Técnica Federal. Nessa época ele organizou três apostilas de máquinas e circuitos. Tinha 21 ou 22 anos”, complementou o professor Denizar, que mais tarde foi também orientado no mestrado em Engenharia Elétrica na UFSC por Ivo Barbi.

Denizar ressaltou o perfil extremamente organizado de Ivo Barbi, seu cotidiano focado no trabalho, a grande habilidade experimental, a liderança no desenvolvimento do planejamento estratégico e da proposta de gestão do Instituto de Eletrônica de Potência (INEP) da UFSC, um conjunto de laboratórios que é referência internacional em sua área.

“Hoje nos grandes laboratórios do país estão ex-alunos formador por Ivo Barbi. É uma pessoa de profundo sendo ético, justiça, honestidade, lealdade e me orgulha ter merecido sua atenção”, frisou emocionado o companheiro de trabalho que lembrou também a origem humilde de Ivo Barbi, filho de pais agricultores do Vale do Itajaí.

“Ele trabalhou como cobrador e como garçom. Não que estas funções não sejam importantes, mas menciono pois foram um caminho para concretizar seus sonhos”, compartilhou com a platéia o professor Denizar, destacando também o gosto de Ivo Barbi pela música sacra e renascentista. “Ele tem mais de 200 composições para violino. Construiu mais de 10 desses instrumentos”.

Ivo Barbi agradeceu aos colegas que o escolheram. E aproveitou sua própria homenagem para citar, agradecer e reconhecer o papel de diversas pessoas marcantes em sua trajetória profissional. Entre elas, o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFSC Hans Helmut Zürn, que em 43 anos de atuação na universidade formou gerações. Ivo Barbi recordou o período em que foi seu aluno na graduação e como o professor era fonte de inspiração “Lembro que o via no corredor e pensava o quanto queria ser parecido com ele”.

Em sua fala, recuperou momentos marcantes relacionados à UFSC. Em 1968, época de preparação para o vestibular, em contato com outros jovens já estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina, pensava: um dia vou entrar e não vou mais sair dessa universidade. Em 1969, aos 18 anos, viu seu nome na lista de aprovados no vestibular. Um outro momento marcante, recordou, foi o ano de 1974, quando recém-formado prestou concurso para professor na UFSC e foi aprovado.

Um terceiro é o ano de 1979, em que retornou do doutorado, realizado no Instituto Politécnico de Toulouse, na França. “E hoje é outro dia memorável”, disse emocionado e satisfeito por receber a premiação proposta pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da UFSC no ano em que a instituição chega a seu cinquentenário, um reconhecimento a docentes que contribuíram para a produção do conhecimento e a formação de recursos humanos.

O diretor do Departamento de Projetos de Pesquisa, professor Jorge Mário Campagnolo, lembrou que Ivo Barbi é autor uma série de livros didáticos usados em outras instituições. “Raríssimas não utilizam seus livros. São também raros os centros de pesquisa e empresas que trabalham com a eletrônica de potência e que não tenham um mestre ou doutor formado na UFSC”, salientou.

Além de formar centenas de engenheiros que hoje atuam em laboratórios no país e exterior, Ivo Barbi é reconhecido por sua produção científica, destacada na fala da pró-reitora de Pesquisa e Extensão, professor Débora Peres Menezes.  “Com certeza outros professores do Centro Tecnológico são merecedores dessa premiação, mas fiquei impressionada ao observar os dados sobre Ivo Barbi no ISI Web of Knowledge”, destacou , ressaltando o fator H 16 de Ivo Barbi, índice relacionado ao número de citações dos trabalhos do professor por outros cientistas (sua pesquisa já resultou em mais de 2700 citações).  “Nosso trabalho mais nobre é a formação de recursos humanos e Ivo Barbi tem contribuído muito. Tenho certeza que fecha esse ciclo de premiações com chave de ouro”, salientou a pró-reitora.

“Ao homenagearmos Ivo Barbi quem é homenageada é a instituição”, complementou o reitor da UFSC, professor Alvaro Toubes Prata, destacando que o maior patrimônio da institutição está nas pessoas. “Ivo Barbi é um gigante, fonte de estímulo”, compartilhou com a platéia na leitura de e-mail enviado à Administração da Universidade parabenizando a escolha de Ivo Barbi como Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos no Centro Tecnológico.

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom
Fotos: Paulo Noronha/Agecom

Professores Homenageados com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos em 2010:
– Raul Antelo (Centro de Comunicação e Expressão)
– Wagner Figueiredo (Centro de Ciências Físicas Matemáticas)
– Markus Vinícius Nahas (Centro de Desportos)
– Ivete Simionatto (Centro Sócio-Econômico)
– Luiz Fernando Scheibe (Centro de Filosofia e Ciências Humanas)
– Antônio Carlos Wolkmer (Centro Ciências Jurídicas)
– Jaime Fernando Ferreira (Centro de Ciências Agrárias)
– Alacoque Lorenzini Erdmann (Centro de Ciências da Saúde)
– Leda Scheibe (Centro de Ciências da Educação)
– João Batista Calixto (Centro de Ciências Biológicas)
– Ivo Barbi (Centro Tecnológico)

Leia também:

Ivo Barbi: o pesquisador da eletrônica de potência

“Há 31 anos, quando voltei do meu doutorado na França, o Brasil desconhecia a eletrônica de potência moderna”, lembra o professor Ivo Barbi, escolhido pelo Centro Tecnológico da UFSC para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos. Com graduação em Engenharia Elétrica e mestrado na mesma área pela UFSC, doutorado pelo L’institut National Polytechnique de Toulouse, ele contribui para que Santa Catarina e o Brasil sejam referências na área de eletrônica de potência.

Professor titular da UFSC, Ivo Barbi é o fundador do Laboratório de Máquinas Elétricas e Eletrônica de Potência (Lamep), que em 1994 se transformou no Instituto de Eletrônica de Potência (INEP). A mudança no nome marcou também a ampliação do espaço dedicado às pesquisas, conquista de Ivo Barbi e de outros professores do Departamento de Engenharia Elétrica. O laboratório original se desdobrou em oito que contribuem para o desenvolvimento tecnológico da energia elétrica a partir da eletrônica de potência, em atividades de ensino, pesquisa e extensão. “O INEP é o segundo maior em sua área, só perde para outro da Virgínia, nos Estados Unidos.”, orgulha-se o pesquisador.

A relevância não é apenas acadêmica. O Instituto de Eletrônica de Potência da UFSC tem forte interação com o setor elétrico brasileiro. Muitas das pesquisas desenvolvidas por sua equipe são parcerias com grandes empresas e instituições nacionais, caso da Marinha do Brasil, Embraco, Linear e WEG (empresa catarinense líder na produção de máquinas e motores elétricos).

Em relação aos motores elétricos, por exemplo, o desenvolvimento do conhecimento no campo da eletrônica de potência é essencial. Seu acionamento representa, em média, 65% do consumo da energia utilizada na indústria e mais de metade do consumo global. A partir de conversores estáticos, foco da eletrônica de potência, reduções de até 70% do consumo de energia podem ser obtidas.

No caso da iluminação (setor em que em que há ainda muita ineficiência e que ocupa o terceiro lugar em termos de consumo mundial de energia, logo após do aquecimento para processos químicos ou físicos) há um potencial de melhoria que também recebe impulso significativo do INEP. Os estudos envolvem, por exemplo, o desenvolvimento de lâmpadas eficientes, controladas por reatores eletrônicos, e mecanismos de iluminação de estado sólido (Light Emitter Diodes: LEDs). Tanto reatores eletrônicos como LEDs são alimentados por conversores estáticos, equipamento que está no coração das pesquisas do INEP – e do professor Ivo Barbi, que com sua equipe persegue, a partir do processamento eletrônico de energia elétrica, maior eficiência (menor perda nos processos de conversão de energia) e qualidade (energia mais limpa em termos de impacto ambiental).

Conhecimento compartilhado

Atualmente cerca de 100 pessoas utilizam a estrutura do INEP, entre professores, doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica. A passagem de todos os integrantes fica registrada também nas paredes do instituto. No primeiro andar, placas indicam nome e ano de conclusão da pós-graduação. O de Ivo Barbi está na turma de 1976.

O catarinense de Barracão (cidade localizada no Vale do Itajaí) fundou também a Associação Brasileira de Eletrônica de Potência (Sobraep), em 1990. A entidade é responsável pela edição bimestral da Revista Eletrônica de Potência e pela realização do Congresso Brasileiro de Eletrônica de Potência, primeiro na área fora do eixo Estados Unidos/Japão/Europa.

Seu extenso Currículo Lattes inclui a publicação de nove livros, 56 artigos completos em periódicos e 246 trabalhos em anais de congressos. Sua pesquisa já resultou em mais de 2700 citações. O professor é responsável pela formação de centenas de engenheiros que atualmente atuam em grandes empresas do Brasil e de outros países. Já orientou 97 dissertações, 47 teses e 18 pós-doutorados. Atualmente orienta dois mestrandos e 10 doutorandos. “Trabalho muito”, diz com satisfação.

Mais informações com professor Ivo Barbi: (48) 3721-9204  /

Por Claudia Mebs (Bolsista de Jornalismo na Agecom) e Arley Reis (Jornalista da Agecom), com informações do Livro UFSC 50 Anos: Trajetória e Desafios

Tags: Ivo Barbipremio destaque pesquisador

Ivo Barbi é homenageado com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos

10/12/2010 10:25

O professor Ivo Barbi é o escolhido pelo Centro Tecnológico (CTC) para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 anos. A homenagem será realizada na próxima quarta-feira, 15 de dezembro, às 11 horas, no auditório do CTC. O prêmio é um reconhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina a docentes da instituição por suas contribuições para o avanço do conhecimento e formação de recursos humanos. A atividade faz parte da agenda de comemoração dos 50 anos da UFSC, tem promoção da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão e apoio da Agecom. Na quinta-feira, 16 de dezembro, o homenageado será o professor João Batista Calixto, do Centro de Ciências Biológicas.

Com graduação em Engenharia Elétrica e mestrado na mesma área pela UFSC, doutorado pelo L’institut National Polytechnique de Toulouse, Ivo Barbi contribui para que Santa Catarina e o Brasil sejam referências na área de eletrônica de potência. “Há 31 anos, quando voltei do meu doutorado na França, o Brasil desconhecia a eletrônica de potência moderna”, lembra o pesquisador.

Professor titular da UFSC, Ivo Barbi é o fundador do Laboratório de Máquinas Elétricas e Eletrônica de Potência (Lamep), que em 1994 se transformou no Instituto de Eletrônica de Potência (INEP). A mudança no nome marcou também a ampliação do espaço dedicado às pesquisas, conquista de Ivo Barbi e de outros professores do Departamento de Engenharia Elétrica. O laboratório original se desdobrou em oito que contribuem para o desenvolvimento tecnológico da energia elétrica a partir da eletrônica de potência, em atividades de ensino, pesquisa e extensão. “O INEP é o segundo maior em sua área, só perde para outro da Virgínia, nos Estados Unidos.”, orgulha-se o pesquisador.

Pesquisa estratégica para o país
A relevância não é apenas acadêmica. O Instituto de Eletrônica de Potência da UFSC tem forte interação com o setor elétrico brasileiro. Muitas das pesquisas desenvolvidas por sua equipe são parcerias com grandes empresas e instituições nacionais, caso da Marinha do Brasil, Embraco, Linear e WEG (empresa catarinense líder na produção de máquinas e motores elétricos).

No caso de motores, por exemplo, o desenvolvimento do conhecimento no campo da eletrônica de potência é essencial. O acionamento de motores representa, em média, 65% do consumo da energia utilizada na indústria e mais de metade do consumo global. A partir de conversores estáticos, foco da eletrônica de potência, reduções de até 70% do consumo de energia podem ser obtidas.

No caso da iluminação (setor em que em que há ainda muita ineficiência e que ocupa o terceiro lugar em termos de consumo mundial de energia, logo após do aquecimento para processos químicos ou físicos) há um potencial de melhoria que também recebe impulso significativo do INEP. Os estudos envolvem, por exemplo, o desenvolvimento de lâmpadas eficientes, controladas por reatores eletrônicos, e mecanismos de iluminação de estado sólido (Light Emitter Diodes: LEDs). Tanto reatores eletrônicos como LEDs são alimentados por conversores estáticos, equipamento que está no coração das pesquisas do INEP – e do professor Ivo Barbi, que com sua equipe persegue, a partir do processamento eletrônico de energia elétrica, maior eficiência (menor perda nos processos de conversão de energia) e qualidade (energia mais limpa em termos de impacto ambiental).

Conhecimento compartilhado
Atualmente cerca de 100 pessoas utilizam a estrutura do INEP, entre professores, doutorandos, mestrandos e alunos de iniciação científica. A passagem de todos os integrantes fica registrada também nas paredes do instituto. No primeiro andar, placas indicam nome e ano de conclusão da pó-graduação. O de Ivo Barbi está na turma de 1976.
O catarinense de Barracão (cidade localizada no Vale do Itajaí) fundou também a Associação Brasileira de Eletrônica de Potência (Sobraep), em 1990. A entidade é responsável pela edição bimestral da Revista Eletrônica de Potência e pela realização do Congresso Brasileiro de Eletrônica de Potência, primeiro na área fora do eixo Estados Unidos/Japão/Europa.

Seu extenso Currículo Lattes inclui a publicação de nove livros, 56 artigos completos em periódicos e 246 trabalhos em anais de congressos. Sua pesquisa já resultou em mais de 2700 citações. O professor é responsável pela formação de centenas de engenheiros que atualmente atuam em grandes empresas do Brasil e de outros países. Já orientou 97 dissertações, 47 teses e 18 pós-doutorados. Atualmente orienta dois mestrandos e 10 doutorandos. “Trabalho muito”, diz com satisfação.

Mais informações com professor Ivo Barbi: (48) 3721-9204  /

Por Claudia Mebs (Bolsista de Jornalismo na Agecom) e Arley Reis (Jornalista da Agecom), com informações do livro UFSC 50 Anos – Trajetórias e Desafios

Professores Homenageados com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos em 2010
– Raul Antelo (Centro de Comunicação e Expressão)
– Wagner Figueiredo (Centro de Ciências Físicas Matemáticas)
– Markus Vinícius Nahas (Centro de Desportos)
– Ivete Simionatto (Centro Sócio-Econômico)
– Luiz Fernando Scheibe (Centro de Filosofia e Ciências Humanas)
– Antônio Carlos Wolkmer (Centro Ciências Jurídicas)
– Jaime Fernando Ferreira (Centro de Ciências Agrárias)
– Alacoque Lorenzini Erdmann (Centro de Ciências da Saúde)
– Leda Scheibe (Centro de Ciências da Educação)
– João Batista Calixto (Centro de Ciências Biológicas)
– Ivo Barbi (Centro Tecnológico)

Mais informações sobre o prêmio: Professor Jorge Mário Campagnolo – Diretor de Projetos de Pesquisa
Fone: (48) 3721-9437
E-mail: 

Professor Ricardo Rüther – Diretor do Núcleo de Apoio e Acompanhamento
Fone: (48) 3721-9846
E-mail: 

Tags: Ivo Baripremio destaque pesquisador

Centro de Ciências Biológicas homenageia João Batista Calixto com Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos

26/11/2010 08:01

O professor do Departamento de Farmacologia será homenageado no dia 16 de dezembro

No final da década de 1960, quando a Faculdade de Medicina do Estado de Santa Catarina foi integrada à Universidade Federal de Santa Catarina, a Farmacologia se tornou uma disciplina vinculada ao Departamento de Patologia. Na década de 1970, os esforços para fazer crescer a UFSC, instalada há poucos anos, levaram à implantação da Coordenadoria  de Farmacologia. Com o objetivo de qualificar o ensino e com a visão sobre a importância de incentivar a pesquisa nesse campo, o então reitor, professor Carpar Erich Stemmer, buscou em outros estados professores que o ajudassem.

O biólogo João Batista Calixto estava em São Paulo, concluindo seu mestrado em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina, atualmente Unifesp) e foi convidado para fazer parte dessa história. Ele nem conhecia Florianópolis. “Na época poucos aviões vinham para a cidade ainda bem pequena. Foi ai que descobri que Florianópolis era uma ilha e achei muito interessante”, lembra.

Era um desafio para o recém-mestre que via outras oportunidades. Mas a opção foi por Santa Catarina, onde foi acolhido e contratado como professor visitante da UFSC. Um ano depois fez concurso e passou a integrar uma equipe que hoje é responsável por um dos melhores cursos de Pós-Graduação em Farmacologia do país, conceito máximo 7 na avaliação Trienal 2010 da Capes (nota seis, também de excelência, desde 2000). Sua perseverança e dedicação foram fundamentais nesta trajetória que serão homenageadas no dia 16 de dezembro com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos, às 11 horas, na Sala 13 do Departamento de Farmacologia, Bloco D da Ala Nova do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

Destaque na bibliografia internacional
Nascido em Coromandel, município do estado de Minas Gerais, João Batista Calixto graduou-se em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (UnB), em 1973. Em 1976 tornou-se mestre em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e em 1984 defendeu o doutorado em Farmacologia na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ligada à Universidade de São Paulo (USP). Tem registrados em seu longo currículo Lattes mais de 300 artigos publicados em revistas especializadas de nível internacional.

O professor é um dos pesquisadores brasileiros mais citados na bibliografia internacional (mais de seis mil citações), um dos mais respeitados currículos da área médico-científica no país. É uma autoridade no estudo de princípios ativos de plantas, na pesquisa básica sobre dor e inflamação e sistema cardiovascular. É responsável pela formação de recursos humanos de alto nível: já orientou 35 dissertações, 24 teses e 18 pós-doutorandos, além de dezenas de alunos de iniciação científica.

O professor foi por duas vezes presidente da Sociedade Brasileira de Farmacologia Terapêutica Experimental, coordenador da área de Ciências Biológicas II da Capes e, também por duas vezes, membro do comitê assessor do CNPq. É atualmente editor de duas revistas internacionais, faz parte do corpo editorial de várias revistas científicas internacionais e participa como consultor de dezenas de revistas científicas.

Pesquisa com a indústria
Referência na pesquisa colaborativa com a indústria farmacêutica, coordenou a produção do primeiro medicamento totalmente produzido no país. O antiinflamatório Acheflan foi desenvolvido em parceria com os Laboratórios Aché, a partir dos princípios ativos da planta erva-baleeira, também conhecida como maria-milagrosa.

“Todo medicamento de hoje já foi pesquisa básica no passado”, faz questão de lembrar o professor. Pesquisador nível IA do CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciências, tem documentados em seu currículo registros de 18 patentes e o desenvolvimento de outros dois produtos que estão no mercado, além do antiinflamatório Acheflan: o Cronos Flavonoide de Passiflora (creme antirrugas desenvolvido em parceria com a Natura) e o Sintocalmy (fitomedicamento indicado para controle da ansiedade, tensão e distúrbios do sono). Outros produtos investigados por seu grupo de pesquisa estão em fase de testes clínicos e deverão chegar ao mercado nos próximos anos.

Pesquisador reconhecido na academia e no setor produtivo, João Batista Calixto coordena a implantação no Sapiens Parque, em Florianópolis, do Centro de Referência em Farmacologia Pré-Clínica. Construído com recursos do Ministério da Saúde e do Ministério da Ciência e Tecnologia e do governo do Estado de Santa Catarina, o Centro vai abrigar também a pesquisa básica, mas deve ser principalmente dedicado à na busca de inovações, estimulando a integração entre a indústria e a academia.

“O desenvolvimento de uma política nacional que possibilite o crescimento e a estruturação da cadeia produtiva no setor de fármacos e medicamentos é de fundamental importância para o Brasil, não somente em termos financeiros, mas por se tratar de uma área de extrema relevância para a soberania nacional”, defende o pesquisador que com seu trabalho incansável colaborou para que a Universidade Federal de Santa Catarina “atravessasse” a ponte da Ilha de Santa Catarina e se tornasse nacional e internacionalmente reconhecida na área de Farmacologia.

O Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos será entregue ao professor a partir de 11h do dia 16 de dezembro. O local ainda não foi definido.

Mais informações com professor Calixto: / (48) 3721-9491, ramal 229

Mais informações sobre o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos:

Professor Jorge Mário Campagnolo – Diretor de Projetos de Pesquisa
Fone: (48) 3721-9437
E-mail:

Professor Ricardo Rüther – Diretor do Núcleo de Apoio e Acompanhamento
Fone: (48) 3721-9846
E-mail:

Saiba Mais:

Veja o professor na série Eu Faço Parte dessa História

Homenagens já recebidas pelo professor João Batista Calixto:

2010 – Prêmio Gaspar Stemmer de Inovação, categoria protagonista da Inovação (primeiro lugar), conferido pelo governo do Estado de Santa Catarina, FAPESC.

2008 – Prêmio de Inovação Tecnológica Natura Campus, Natura.

2007 – Prêmio SCOPUS, SCOPUS/CAPES.

2007 – Young Investigators Award, International Association of Inflammation Societies (IAIS).

2006 – Membro da Comissão técnica de Medicamentos – CATEME – Resolução RDC no.24 de 10/02/06, ANVISA.

2006 – Premio FINEP de Inovação Tecnológica da Região Sul, 2006, FINEP.

2006 – Reconhecimento e homenagem de Centro de Ciências Biológicas – 30 anos, UFSC.

2005 – Membro do Comitê Gestor do Fundo de Biotecnologia, Ministério da Ciência e Tecnologia.

2003 – Prêmio “Jovem Investigador” Prof. Dr. José Ribeiro do Valle – 1o. colocado, XXXV Congresso Brasileiro de Farmacologia – SBFTE.

2002 – Prêmio José Ribeiro do Valle – segundo colocado, XXXIV Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutico Experimental – SBFTE.

2002 – Prêmio Mérito Universitário conferido pela Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal de Santa Catarina.

2002 – Classe de Comendador da Ordem, Ordem Nacional do Mérito Científico. Conferido pelo Presidente da República Fernando H. Cardoso.

2001 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 2o. colocado, FESBE.

2000 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 3o. colocado, XVI Latinamerican Congress of Pharmacology – ALF.

2000 – Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, Academia Brasileira de Ciências.

1999 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 2o. colocado, XIV Reunião Anual da FESBE.

1998 – Prêmio José Ribeiro do Valle XIII – 1o colocado., XIII Reunião Anual da FESBE.

1998 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 3o. colocado, XIII Reunião Anual da FESBE.

1998 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 4o. colocado, XIII Reunião Anual da FESBE.

1979 – Prêmio Nacional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Laboratório Parke-Davis -1º colocado., Brazilian Society of Anesthesiology.

1978 – Prêmio Nacional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Laboratório Parke-Davis – 2º colocado., Brazilian Society of Anesthesiology.

Prêmio Destaque Pesquisador

É um reconhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina a docentes da instituição por suas contribuições para o avanço do conhecimento e formação de recursos humanos. A atividade faz parte da agenda de comemoração dos 50 anos da UFSC, tem promoção da Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão e apoio da Agecom.

De março a dezembro, 11 professores, coordenadores de importantes estudos em suas áreas, representantes dos 11 centros da instituição, receberão a distinção. Professores homenageados até novembro:

– Raul Antelo (Centro de Comunicação e Expressão)
– Wagner Figueiredo (Centro de Ciências Físicas Matemáticas)
– Markus Vinícius Nahas (Centro de Desportos)
– Ivete Simionatto (Centro Sócio-Econômico)
– Luiz Fernando Scheibe (Centro de Filosofia e Ciências Humanas)
– Antônio Carlos Wolkmer (Centro Ciências Jurídicas)
– Jaime Fernando Ferreira (Centro de Ciências Agrárias)
– Alacoque Lorenzini Erdmann (Centro de Ciências da Saúde)
– Leda Scheibe (Centro de Ciênciasda Educação)

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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Prêmio homenageia professor da UFSC que coloca Santa Catarina no cenário da farmacologia internacional

19/11/2010 10:30

Com mais de 300 trabalhos científicos publicados em revistas especializadas de nível internacional e mais de 6 mil citações por outros cientistas, o professor João Batista Calixto é o escolhido pelo Centro de Ciências Biológicas para receber o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos. Autoridade no estudo de princípios ativos de plantas, na pesquisa básica sobre dor e inflamação, o homenageado é um dos criadores do Departamento de Farmacologia e da Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC, atualmente com conceito 7 na Capes. A data de entrega da homenagem ainda não está definida.

Membro da Academia Brasileira de Ciências, o professor possui 18 patentes e participou do desenvolvimento de três produtos que estão no mercado: o antiinflamatório Acheflan (primeiro medicamento totalmente desenvolvido no Brasil, a partir dos princípios ativos da planta erva-baleeira ou maria-milagrosa); o Cronos Flavonoide de Passiflora (creme antirrugas desenvolvido em parceria com a Natura) e o Sintocalmy (fitomedicamento indicado para controle da ansiedade, tensão e distúrbios do sono). Outros produtos investigados por seu grupo de pesquisa estão em fase de testes clínicos e deverão chegar ao mercado nos próximos anos.

Assim como no caso do antiinflamatório Acheflan, as pesquisas que resultaram no Sintocalmy foram realizadas numa colaboração entre UFSC e Laboratório Aché, empresa brasileira de laboratórios farmacêuticos. Os estudos permitiram a elevação dos princípios ativos da passiflora, planta conhecida por seu fruto – o maracujá – e já usada em extratos. O trabalho é exemplo da parceria bem-sucedida do professor João Batista Calixto com a indústria farmacêutica.

Pesquisador reconhecido na cademia e no setor produtivo, João Batista Calixto coordena no momento a implantação no Sapiens Parque, em Florianópolis, do Centro de Referência em Farmacologia Pré-Clínica, iniciativa do Ministério da Saúde e do Ministério da Ciência e Tecnologia, que vai abrigar tanto a pesquisa básica como a busca de inovações, estimulando a integração entre a indústria e a academia.

O Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos é um reconhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina a docentes da instituição por suas contribuições para o avanço do conhecimento e formação de recursos humanos. A atividade faz parte da agenda de comemoração dos 50 anos da UFSC. Até o final deste ano, 11 professores, coordenadores de importantes estudos em suas áreas, representantes dos 11 centros da instituição, receberão a homenagem.

Mais informações com professor Calixto: / (48) 3721-9491, ramal 229

Mais informações sobre o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC 50 Anos:

Professor Jorge Mário Campagnolo – Diretor de Projetos de Pesquisa
Fone: (48) 3721-9437
E-mail:

Professor Ricardo Rüther – Diretor do Núcleo de Apoio e Acompanhamento
Fone: (48) 3721-9846
E-mail:

Saiba Mais:

Homenagens já recebidos pelo professor João Batista Calixto:
2010 – Prêmio Gaspar Stemmer de Inovação, categoria protagonista da Inovação (primeiro lugar), conferido pelo governo do Estado de Santa Catarina, FAPESC.
2008 – Prêmio de Inovacao Tecnologica Natura Campus, Natura.
2007 – Prêmio SCOPUS, SCOPUS/CAPES.
2007 – Young Investigators Award, International Association of Inflammation Societies (IAIS).
2006 – Membro da Comissão técnica de Medicamentos – CATEME – Resolução RDC no.24 de 10/02/06, ANVISA.
2006 – Premio FINEP de Inovacao Tecnológica da Região Sul, 2006, FINEP.
2006 – Reconhecimento e homenagem de Centro de Ciências Biológicas – 30 anos, UFSC.
2005 – Membro do Comitê Gestor do Fundo de Biotecnologia, Ministério da Ciência e Tecnologia.
2003 – Prêmio “Jovem Investigador” Prof. Dr. José Ribeiro do Valle – 1o. colocado, XXXV Congresso Brasileiro de Farmacologia – SBFTE.
2002 – Prêmio José Ribeiro do Valle – segundo colocado, XXXIV Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutico Experimental – SBFTE.
2002 – Prêmio Mérito Universitário conferido pela Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal de Santa Catarina.
2002 – Classe de Comendador da Ordem, Ordem Nacional do Mérito Científico. Conferido pelo Presidente da República Fernando H. Cardoso.
2001 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 2o. colocado, FESBE.
2000 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 3o. colocado, XVI Latinamerican Congress of Pharmacology – ALF.
2000 – Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, Academia Brasileira de Ciências.
1999 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 2o. colocado, XIV Reunião Anual da FESBE.
1998 – Prêmio José Ribeiro do Valle XIII – 1o colocado., XIII Reunião Anual da FESBE.
1998 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 3o. colocado, XIII Reunião Anual da FESBE.
1998 – Prêmio José Ribeiro do Valle – 4o. colocado, XIII Reunião Anual da FESBE.
1979 – Prêmio Nacional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Laboratório Parke-Davis -1º colocado., Brazilian Society of Anesthesiology.
1978 – Prêmio Nacional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Laboratório Parke-Davis – 2º colocado., Brazilian Society of Anesthesiology.

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

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