(In) Segurança, violência e repressão são temáticas na 20ª Semana Acadêmica de Ciências Sociais

07/06/2019 14:54

A violência armada já matou 6,5 milhões de pessoas em todo o mundo desde 1990”.

Com essa frase projetada na parede, participantes acompanharam a primeira mesa de debate do segundo dia da 20ª Semana Acadêmica de Ciências Sociais, planejada e construída por cerca de 30 estudantes do curso da UFSC. De 4 a 6 de junho, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), estudantes, professores e palestrantes debateram sobre ‘O cientista social e a conjuntura’. A mesa de abertura dos debates na quarta-feira, 5 de junho, mediada pelo estudante João Pedro Klinker, abordou “Políticas Públicas – segurança, armamento e violência” e contou com a participação do professor aposentado da UFSC, Erni Seibel, e do advogado e policial militar, Robson Luiz Ceron. As temáticas dos três dias tratou, ainda: Reformas – a precarização do trabalho; Cientista  Social – extensão, licenciatura e bacharelado; Repressão estatal e encarceramento em massa; Legitimidade e Estado democrático; e Estado, classe e resistência.

Ana Sofia Xavier, estudante da terceira fase do curso de Ciências Sociais e uma das organizadoras do evento, esclarece que as temáticas foram selecionadas cuidadosamente pelos alunos. “Um formulário online permitiu que todos sugerissem temas, depois agrupamos os mais relacionados e submetemos em assembleia estudantil. Trouxemos temas que não são abordados em sala de aula, para além da teoria”, diz ela.

Criada e organizada pelos estudantes, a Semana Acadêmica contou, ainda, com o envolvimento de acadêmicos de outros cursos de graduação da UFSC e da Udesc, como também da participação da aluna de pós-graduação em Ciências Humanas, Marinês da Rosa. “A exposição ‘Marias no Cárcere’ foi desenvolvido entre 2017 e 2018 em um presídio feminino. É composta por cartas e fotos construídas por meio da observação participante da pesquisadora, que permitiu a essas mulheres escreverem cartas que as colocassem em contato com o mundo exterior”, salienta Sofia, que complementa relatando que o abandono das mulheres encarceradas é alto.
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Seminário nacional discute segurança pública das instituições de educação

02/08/2018 18:01

A equipe da Secretaria de Segurança Institucional da UFSC participa de 5 a 8 de agosto, na Universidade de Brasília, do XVII Seminário Nacional de Segurança das Instituições de Educação: IPES e BTTS.

O seminário tem ainda como objetivo discutir a conjuntura nacional e internacional, autonomia universitária no contexto das reformas do governo Temer, lei de terceirização, reforma trabalhista, auditoria cidadã da dívida pública, aumento de violência nas universidades, direitos humanos, entre outros.

Participam pela Universidade Federal de Santa Catarina o secretário de Segurança Institucional Leandro Luiz de Oliveira, um dos coordenadores nacionais do evento, o diretor operacional Teles Espindola, coordenador Regional Sul e o supervisor noturno Geraldino Barbosa, também diretor junto ao SINTUFSC- Sindicato dos Trabalhadores.

O seminário tem como público alvo os vigilantes de diversas universidades e instituições de ensino de todo o país.

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Pesquisa científica e tecnológica aliada no combate ao crime organizado é tema de seminário na UFSC

28/06/2018 11:15

Delegado Romano José Carneiro da Cunha Costa.

O planejamento estratégico aliado à pesquisa acadêmica e às ferramentas tecnológicas pode ser o principal recurso para reduzir o crime organizado no Brasil. O tema foi abordado durante a palestra magna ‘Inteligência policial e o combate ao crime organizado’, ministrada pelo delegado Romano José Carneiro da Cunha Costa durante a quinta edição do Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública (Sicti), realizada de 27 a 29 de junho no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Para um auditório repleto de agentes de segurança e pesquisadores da área, Costa falou sobre o subsistema de inteligência de Segurança Pública, organizações criminosas, diagnóstico, assessoria à investigação policial e ações, projetos e necessidades do setor. “A segurança pública é um dos maiores problemas atuais do Brasil e a sua melhoria passa pela integração de informação, modernização de sistemas e procedimentos e o uso da inteligência estratégica”.

Atualmente existem no país 1.900 agências de segurança pública envolvendo 10 mil policiais em diversas esferas, porém uma das principais dificuldades está na gestão do fluxo de informação. “A conversa entre essas agências é fundamental para que tenhamos ações eficientes para combater as organizações criminosas”.
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Evento Internacional sobre Segurança Pública na UFSC: submissão de trabalhos aberta

24/05/2018 12:01

O Departamento de  Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza de 27 a 29 de junho, no Centro de Eventos e Cultura da universidade, a quinta edição do Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública (SICTI). A ação conta com a parceria da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (Diretoria de Formação e Capacitação/SSP/SC). A submissão de trabalhos nos formatos relatos de experiência, resumos expandidos e artigos devem ser feitas até a próxima quarta-feira, 30 de maio, por meio do site do Seminário.

Nessa edição o tema será ‘Inteligência Policial e Combate ao Crime Organizado’ e visa promover discussões interinstitucionais envolvendo policiais, profissionais e representantes de organizações públicas e privadas, bem como, pesquisadores nacionais e internacionais. Estão previstos 350 participantes e cerca de 26 palestrantes e painelistas.

Submissão de trabalhos: até o dia 30 de maio.
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Seminário Internacional debate Inteligência Policial e Combate ao Crime Organizado

21/05/2018 19:01

O V Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública debate em 2018 o tema “Inteligência Policial e Combate ao Crime Organizado”. Artigos podem ser submetidos até 30 de maio, conforme o edital do evento.

O seminário é uma reunião global e fórum de discussão para pesquisadores, profissionais e representantes de empresas e setor público, organizado pela Universidade Federal de Santa Catarina, por meio do Departamento da Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC), da Diretoria de Formação e Capacitação da Secretaria de Segurança Pública (DIFC/SSP), juntamente com o Centro de Ensino da Polícia Militar (CEPM), a Academia de Polícia Civil (Acadepol), o Centro de Ensino dos Bombeiros Militares (CEBM), a Academia de Perícia (Acafe), a Academia de Nacional de Polícia Rodoviária Federal (ANPRF), a Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UnoChapecó) e a Universidade do Contestado (UNC).
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Marcelo Freixo e Luiz Eduardo Soares abordam a violência nas prisões em aula magna

20/04/2017 17:37
Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Marcelo Freixo e Luiz Eduardo Soares discutem “O que acontece nas prisões?” na UFSC. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A aula magna realizada na noite desta segunda-feira, 17 de abril, trouxe à UFSC o deputado Marcelo Freixo e o antropólogo Luiz Eduardo Soares. Com o tema “O que acontece nas prisões?”, a aula inaugurou o segundo módulo do curso “Como lidar com os efeitos psicossociais da violência?”. O evento, organizado pelo Centro de Estudos em Reparação Psíquica de Santa Catarina (CERP-SC), lotou o auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos, que tem capacidade para 1.375 pessoas.

Luiz Eduardo Soares deu início à sua apresentação com os números oficiais sobre a violência no Brasil. O antropólogo apontou que dos quase 60 mil homicídios dolosos cometidos no território nacional, somente 8% é investigado. Isso não faz do país, no entanto, o “paraíso da impunidade”, conforme afirmou. Segundo Soares, o Brasil além de possuir a quarta maior população carcerária do mundo, é ainda a nação com maior crescimento relativo e absoluto dessa população, com mais de 700 mil presos. Desses, 28% são associados à Lei de Drogas – em sua maioria presos em flagrante, sem vínculo com organizações criminosas ou porte de armas.

Ao ingressar no sistema penitenciário, esses sujeitos acabam sendo aliciados pelas facções que controlam os presídios brasileiros, em um vínculo que, segundo suas palavras, “perdura pela vida”. O trágico desta situação, todavia, deve-se ao fato da legislação brasileira que trata das execuções penais não permitir a manutenção desses indivíduos sem uma audiência de custódia. São, portanto, presos em condições provisórias que são alocados forçadamente em um local que os obriga à filiação a organizações criminosas por toda a sua vida.

O perfil da população carcerária – majoritariamente negra, jovem e pobre – é, segundo Soares, a expressão do racismo estrutural e é resultado da imbricação entre a violência policial e a política de drogas no Brasil. Manifestando-se contra a militarização da polícia e a favor da legalização das drogas, o antropólogo destacou que a polícia militar é proibida de investigar e incitada a produzir, o que aumenta o número de prisões decorrentes de crimes passíveis de flagrante, que são aqueles que não envolvem organização e planejamento, como a venda de drogas.
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Reitora reúne-se com Polícias Civil e Militar para discutir estratégias para reforçar a segurança da UFSC e do entorno

20/03/2015 07:31
Reitora Roselane Neckel e chefe de Gabinete Carlos Vieira durante reunião realizada na segunda-feira com o diretor de Polícia da Grande Florianópolis, delegado Juarez de Souza Medeiros, e o delegado Verdi Furlanetto. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

Reitora Roselane Neckel e chefe de Gabinete Carlos Vieira durante reunião realizada na segunda-feira com o diretor de Polícia da Grande Florianópolis, delegado Juarez de Souza Medeiros, e o delegado Verdi Furlanetto. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/DGC/UFSC)

A reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Roselane Neckel, agendou reuniões com a Polícia Civil e com a Polícia Militar, nesta quarta e quinta-feira, dias 18 e 19, para tratar da segurança pública na Universidade e dos bairros do entorno. O objetivo, segundo Roselane, foi conversar sobre a situação atual da segurança pública na UFSC e nos bairros da região, além de debater ações conjuntas.

“Conversamos para saber como eles estavam, na sua estrutura, para atender às nossas solicitações, mas também falamos da segurança de todos os bairros que estão ao redor da UFSC. Apresentamos a eles o que a UFSC já vem encaminhando, por meio da Comissão Permanente de Segurança. Estão sendo feitos diagnósticos para medidas de segurança que serão apresentadas à comunidade da UFSC, além de outros procedimentos e algumas ações pontuais com melhorias na iluminação e no videomonitoramento que já foram implementadas visando a uma ampliação da segurança”, explica a reitora.
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Reitora reúne-se com Secretário de Estado da Segurança Pública

15/08/2014 14:45
Reitora Roselane Neckel é recebida no gabinete do secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), César Augusto Grubba. (Foto: Assessoria de Imprensa/SSP)

Reitora Roselane Neckel é recebida no gabinete do secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), César Augusto Grubba. (Foto: Assessoria de Imprensa/SSP)

A reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Roselane Neckel, esteve reunida nesta quinta-feira, dia 14, com o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), César Augusto Grubba. A reunião abordou as ações de segurança pública para os bairros no entorno da Universidade, bem como estratégias de educação e prevenção ao uso de drogas.

A reitora repassou ao secretário Grubba as solicitações entregues ao coronel Valdemir Cabral, comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, e ao delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D´Ávila. Trata-se de necessidades levantadas pela comunidade universitária em um fórum consultivo realizado em 2013 e uma audiência pública, em maio de 2014.

“Junto ao secretário Grubba esperamos realizar a análise dos encaminhamentos conjuntos para fortalecer a segurança pública na região onde a UFSC está inserida, bem como em toda a cidade, por meio de ações educativas”, destacou a reitora. O secretário César Grubba ressaltou a importância da estratégia da Polícia Militar de Santa Catarina com o policiamento móvel no incremento da sensação de segurança e na prevenção de crimes.

Foram discutidas, ainda, estratégias conjuntas para a prevenção ao uso de drogas e abuso de substâncias. A SSP, por meio da Polícia Militar, já desenvolve o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) com estudantes do ensino básico e fundamental, e a UFSC, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (SENAD/MJ), promove capacitação para conselheiros e lideranças comunitárias sobre problemas relacionados ao uso de drogas.

“A ideia é unir esforços, em uma parceria em prol da comunidade, que possa ampliar a abrangência da educação também para alunos do ensino médio”, salientou Roselane.

Participaram da reunião, além da reitora e do secretário, a vice-reitora, Lúcia Helena Martins Pacheco, o chefe de Gabinete da Reitoria, Carlos Antonio Oliveira Vieira, o chefe de Gabinete da SSP, Marcio Fortkamp, e o assessor do secretário, tenente-coronel Luciano Pinho.

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista / Diretoria-Geral de Comunicação

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8ª Semana de Integração do CFH ocorre até 5 de setembro

03/09/2013 08:54

A comunidade acadêmica do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC promove nos dias 2 a 5 de setembro de 2013 a 8ª Semana de Integração, que tem como tema a questão “Você tem medo de quê?”.  Além de mesas-redondas, a programação da Semana contará com oficinas, apresentação de trabalhos acadêmicos e eventos culturais.

Neste ano, o tema escolhido foi a segurança pública, desdobrado em questões como Segurança Pública e Universidade, Segurança e Estatuto do Patrimônio, Violência e Cidade, Segurança na praia, Sistema prisional brasileiro e redução da maioridade penal, criminalização dos movimentos sociais e, por fim, a crise da segurança pública no país. Foram convidados para as atividades pesquisadores/as especialistas no tema, lideranças de movimentos sociais, parlamentares e artistas.

Confira aqui a programação.

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UFSC organiza 2º Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública

08/08/2013 13:40

Reitora Roselane Neckel na abertura do seminário. Foto: Wagner Behr/Agecom/UFSC

O 2º Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública começou na manhã desta quarta-feira (7) e segue até a próxima sexta-feira (9), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis. A proposta é reunir o setor produtivo, o governo e a academia para debater os desafios que envolvem a segurança pública. O evento é realizado pelo setor de pesquisa da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (PGEGC) e pelo Programa de Pós-Graduação em Direito (PGED), com o apoio do Comando-Geral da PMSC e da Reitoria da UFSC.
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Palestrante narra experiência colombiana no uso de tecnologia para combate ao crime

28/06/2012 15:01

A autossustentabilidade e a consequente eliminação da dependência de tecnologia externa é um dos caminhos de curto prazo para solucionar as necessidades do setor de defesa em qualquer país. Esta afirmação foi feita pela advogada Leonor Hidalgo, funcionária do Ministério de Defesa Nacional da Colômbia, durante a programação desta manhã do  I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública, que vem sendo realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, em promoção da UFSC, Polícia Militar/SC, CNPq e Finep. No caso colombiano, o desenvolvimento de pesquisas nesta área é fundamental pela necessidade permanente de combater o terrorismo e o narcotráfico.

“Nosso treinamento é a própria realidade do país”, disse a advogada, destacando que a indústria incipiente da defesa obrigou diferentes governos a importar armamentos e tecnologia para combater a criminalidade, gerando prejuízos para um país que ainda enfrenta muita pobreza e desigualdades sociais. Com o apoio de universidades e centros de pesquisa, foi possível definir diretrizes e estratégias setoriais que permitiram a substituição de importações nesta área. “Com o tempo, surgiram empresas privadas que se especializaram na produção de equipamentos com uso também no setor civil”, conta Leonor Hidalgo.

Na Colômbia, um desafio foi superar as dificuldades de operação em ambientes distintos como a selva, as montanhas, as planícies, os rios e o litoral – locais onde era preciso combater o terror e o tráfico. O desenvolvimento de ferramentas próprias permitiu, por exemplo, que um capacete especial para pilotos de helicópteros que era importado de Israel ao custo de US$ 45 mil por unidade passasse a ser fabricado no país por apenas US$ 5 mil. Os técnicos também conseguiram aperfeiçoar os sistemas de detecção de minas terrestres e, por conta de seus estudos, aprimoraram ferramentas na área das telecomunicações. “Esse trabalho acabou gerando empresas e empregos que não existiam antes no país”, diz a advogada.

Imperativo político – A segunda palestra da manhã foi proferida pelo professor peruano Raul Salazar, que abordou o papel da segurança pública na construção de resiliência nas cidades em função de desastres naturais. Funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU), ele apresentou números preocupantes em relação aos riscos a que se submetem as populações urbanas do planeta. Apenas na América Latina – a segunda região do planeta mais afetada por desastres – há 110 milhões de pessoas morando em áreas sem segurança, ou seja, em condições precárias, e portanto sujeitas a inundações e desmoronamentos. “O impacto econômico anual decorrente desses problemas chega a US$ 2 trilhões em todo o mundo”, informou.

O tema vem gerando crescente interesse porque prevê-se que em 2030 cerca de 80% da população mundial estará morando em cidades – no Brasil, esse índice poderá chegar a 95%. Problemas relacionadas à qualidade dos edifícios, áreas de assentamentos e infraestrutura básica serão cada vez mais citados nos estudos sobre mitigação das vulnerabilidades urbanas. “Pouca gente sabe, por exemplo, que as mulheres são 14 vezes mais afetadas que os homens por fenômenos naturais extremos”, destacou o palestrante. No sudeste da Ásia, as maiores vítimas das monções são as crianças, que não sabem nadar, e por isso uma das medidas adotadas pelas autoridades foi incluir aulas de natação no currículo escolar.

“A redução de riscos é um imperativo político, ético e de justiça social”, afirmou Raul Salazar. “É por isso que 180 países estabeleceram em rede as metas para atacar esse problema até 2015. A primeira providência para povos e governos é conhecer os riscos, para então tomar as providências. O combate aos riscos deve ser uma prioridade nacional de cada nação. É preciso melhorar também a capacidade de reação imediata aos desastres, investir mais e melhor na prevenção e levar em conta que para cada dólar gasto com o cuidado se ganha quatro dólares, o que revela o bom custo-benefício de políticas eficientes neste campo”.

Por Paulo Clóvis Schmitz/Jornalista na Agecom

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Seminário internacional de segurança pública começa nesta quarta

26/06/2012 18:37

A professora Lúcia Helena Martins Pacheco, reitora em exercício, participa amanhã, 27, da abertura do I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública. O evento é promovido pela UFSC, Polícia Militar de Santa Catarina, Finep e pelo CNPq e acontece no auditório da FIESC entre os dias 27 e 29 de junho.

Realizado a partir de uma parceria entre o Setor de Pesquisa e Extensão da PM-SC e o Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC) da UFSC, o seminário tem entre os seus objetivos “integrar o meio acadêmico científico às necessidades institucionais, buscando a interface de áreas afins em nível nacional e internacional”. A abertura oficial será às 10 horas, na sede da FIESC, no Itacorubi.

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I Seminário Internacional de Seguraça Pública

06/06/2012 12:04

O papel da segurança pública; tecnologia e inovação em desastres, e a luta contra o crime organizado por meio de novas técnicas de investigação são alguns dos temas que compõem a programação do I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública, que reunirá palestrantes brasileiros e também de Portugal, Itália, Panamá, Estados Unidos e Colômbia.

O evento acontece entre os dias 27 e 29 de junho, no auditório da Fiesc, em Florianópolis. As inscrições podem ser realizadas no site do Seminário, e têm custo de R$50,00.

O I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública é uma promoção da UFSC, da Polícia Militar de Santa Catarina, do CNPq e da Finep.

Mais informações: (48) 3331-1972, 3331-1978, www.seminariosegurancapublica.com.br ou

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Encontro divulga dados de pesquisa sobre segurança pública

21/11/2011 13:57

O grupo de pesquisadores do Observatório de Segurança Pública / Núcleo Interdisciplinar de Políticas Públicas da UFSC apresenta segunda e terça (21 e 22 de outubro) estudos sobre profissionais brasileiros da área de segurança pública. O encontro será realizado no Plenarinho Deputado Stuart Wright, da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

O objetivo é debater com acadêmicos, gestores públicos e autoridades do Estado os resultados da pesquisa “O que pensam os profissionais de segurança pública no Brasil e em Santa Catarina”, organizada e promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, ligada ao Ministério da Justiça.

O trabalho vem sendo desenvolvido desde o começo do ano e, de acordo com o coordenador do Observatório, o professor da UFSC Erni José Seibel, os dados podem gerar estudos mais aprofundados e desdobramentos. “Essa pesquisa é muito boa para análises ao longo dos anos, pois ela é de percepção, os entrevistados podem mudar de ideia. Então, conseguimos o acesso a esses microdados para poder fazer vários recortes de caráter geracional, regional, por escolaridade ou descobrir problemas entre corporações”, explica o professor.

Segundo ele, o estudo atingiu 64.130 profissionais (10% da área no Brasil), entre policiais militares, policiais civis, bombeiros, guardas municipais e agentes profissionais, de todos os estados brasileiros.

As inscrições podem ser feitas no site da Escola do Legislativo da ALESC 

Mais informações:  Erni José Seibel, (48) 3721-9253, Ramal: 32, e-mail:

Por Dayane Ros / Bolsista de Jornalismo na Agecom

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