Prefeitura Universitária lança projeto que incentiva a participação da comunidade

19/05/2014 18:50

O pró-reitor Antonio Cezar Bornia apresentou propostas do GTE pela segurança no campus em audiência pública realizada no dia 14 de maio. (Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC)

O prefeito Universitário, Nailor Novaes Boianovski apresentou, durante a audiência pública para tratar da segurança na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) dia 14 de maio, as melhorias já efetuadas na revitalização da iluminação do campus. Boianovski lançou, durante a audiência, o projeto Monitore a Iluminação, que solicita a participação da comunidade, por meio do e-mail , para comunicar problemas que demandam atenção da Prefeitura Universitária (PU), como lâmpadas queimadas, por exemplo.

“Nos últimos dois anos pudemos identificar as necessidades, após vistoria com o DESEG. A partir daí, iniciamos o trabalho da equipe noturna depois das 22h. Com isso, conseguimos aumentar a qualidade da iluminação pública dentro do campus”, ressaltou Boianovski. “Precisamos que as pessoas que vivem o ambiente universitário conversem conosco. O nosso trabalho é para a comunidade universitária e por isso essa parceria é muito importante”, salientou.

Além das melhorias com iluminação externa, que abrangeu mais de 33 pontos, a UFSC instalou 252 novas câmeras de monitoramento eletrônico – que hoje chegam a 1155 aparelhos –, adquiriu três novos veículos para ronda, modernizou equipamentos da base de monitoramento – inclusive com novas centrais de alarmes monitoradas 24h por dia, e contratou 54 vigilantes terceirizados. Há também uma licitação em andamento para a contratação de porteiros para que mais vigilantes possam ser liberados para a ronda e outra licitação para a compra de 450 novas câmeras com tecnologia IP.

“Muita coisa está sendo feita, mas sabemos que há muito ainda o que avançar. Fizemos um trabalho intenso em lugares que não tinham iluminação nenhuma, como o LAPAD, no Morro das Pedras, que é espaço da UFSC onde fazemos a manutenção”, exemplificou o prefeito. “Para continuar melhorando, a participação da comunidade é essencial”, salientou.

A audiência pública reuniu cerca de 60 pessoas, entre estudantes, técnicos-administrativos em Educação (TAEs), professores e moradores dos bairros do entorno da UFSC. Pelo menos 15 participantes apresentaram suas considerações ao Grupo de Trabalho Executivo (GTE) que trouxe propostas preliminares para a questão.

O GTE, formado por representantes das Pró-Reitorias de Planejamento e Orçamento (Proplan), Administração (Proad) e Assuntos Estudantis (Prae), finalizou a audiência com um encaminhamento acatado pelos presentes: a formação de uma Comissão Permanente de Segurança. A Comissão será nomeada pelo Gabinete da Reitoria e contará com dois representantes discentes, dois TAEs, dois docentes e dois membros da Administração Central, além de consultores e assessores especialistas em segurança pública e representantes da comunidade externa.

Diagnóstico

Mapa mostra como seria a distribuição dos Postos de Observação e Informação e as Rotas Seguras, propostas do Grupo de Trabalho Executivo que estuda alternativas de segurança para o campus. (Gráfico: CDPV/UFSC)

O coordenador dos trabalhos do GTE, Antonio Cezar Bornia, pró-reitor de Planejamento e Orçamento, apresentou dados apurados pelo grupo, que apontam que os índices de criminalidade na UFSC estão proporcionalmente abaixo daqueles de Florianópolis, embora a população do campus seja equivalente a cerca de 10% daquela da Capital. Em 2014, na UFSC, foram registrados 67 boletins de ocorrência – incluindo desde aquelas mais fortuitas, como perda de crachá e carteiras do Restaurante Universitário (RU) – até outras mais sérias como cinco assaltos, arrombamentos de instalação e roubos de veículos. Os gráficos com índices de 2007 a 2014 podem ser acessados aqui. Só na região da Trindade, no mesmo período, a Polícia Civil registrou mais de 14 mil boletins de ocorrência, 46 deles relativos a assaltos a residência, estabelecimentos comerciais e veículos.

Bornia apresentou os norteadores da proposta de segurança na UFSC, que são a priorização da segurança das pessoas e do patrimônio público; o trabalho com foco na prevenção; e a garantia de condições e ferramentas que contribuam para a resolução das ocorrências.

O pró-reitor trouxe, ainda, estudos do GTE como a criação de Postos de Observação e Informação (POI) em locais estratégicos do campus, que sirvam como pontos de presença da segurança universitária e que forneçam informações ao público em geral. Outra proposta busca direcionar o fluxo de pessoas durante os horários de menor movimento para áreas mais iluminadas e monitoradas. Seriam as Rotas Seguras, que funcionariam principalmente à noite.

“Nesse contexto, as propostas são no sentido de melhorar as condições de trabalho da equipe de segurança da UFSC – renovando equipamentos de proteção, regulamentando as atividades e possivelmente com um reposicionamento da sede do DESEG –; implantar a segurança humanizada – com a criação de postos de observação e informação, capacitação e treinamento e com o trabalho da Comissão Permanente –, e aperfeiçoar a infraestrutura de apoio à segurança – ampliando o monitoramento por câmeras, instaurando rotas seguras, modernizando a iluminação e o sistema elétrico”, argumentou.

 

 

Mayra Cajueiro Warren
Jornalista / Diretoria-Geral de Comunicação