UFSC sedia evento sobre desastres, mudanças climáticas e mobilidade humana

19/09/2018 16:26

O Grupo de Estudos de Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco (GPDA/UFSC) promove o evento “Desastres, Mudanças Climáticas e Mobilidade Humana: contribuições do Marco de Ação de Sendai 2015-2030 para a Redução do Risco de Desastres”. As atividades ocorrem no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), no dia 27 de setembro, quinta-feira. O simpósio se insere no Projeto Disaster Resilience Education Capacity Building in Latin America e é liderado pela Universidade de Newcastle (Austrália), que visa desenvolver capacidades regionais, compartilhar conhecimentos e criar sinergias em matéria de educação e pesquisa em resiliência a desastres e redução de riscos. Confira a programação:

(mais…)

Tags: desastresDisaster Resilience Education Capacity Building in Latin AmericaGrupo de Estudos de Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de RiscoMarco de Ação de Sendaimobilidade humanamudanças climáticasRede Sul-Americana para as Migrações AmbientaisRedução do Risco de DesastresRESAMAUFSC

Seminário sobre segurança pública e desastres será transmitido pela internet nesta segunda

30/05/2016 09:08

O “IV Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública” começa nesta segunda-feira, 30 de maio, às 10 horas, em Florianópolis. O evento que integra o projeto Mais Ciência da Fundação José Boiteux/UFSC, será transmitido ao vivo pela internet e contará com interpretação simultânea na linguagem de sinais (Libras). Com inscrições esgotadas, será possível assistir ao vivo nos seguintes links: https://www.youtube.com/watch?v=KryQj5JsFL0, às 10h, e https://www.youtube.com/watch?v=iwOsEVvhfN8, às 14h.
(mais…)

Tags: desastresIV Seminário Internacional de CiênciaTecnologia e Inovação em Segurança PúblicaUFSC

I Seminário Internacional de Seguraça Pública

06/06/2012 12:04

O papel da segurança pública; tecnologia e inovação em desastres, e a luta contra o crime organizado por meio de novas técnicas de investigação são alguns dos temas que compõem a programação do I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública, que reunirá palestrantes brasileiros e também de Portugal, Itália, Panamá, Estados Unidos e Colômbia.

O evento acontece entre os dias 27 e 29 de junho, no auditório da Fiesc, em Florianópolis. As inscrições podem ser realizadas no site do Seminário, e têm custo de R$50,00.

O I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública é uma promoção da UFSC, da Polícia Militar de Santa Catarina, do CNPq e da Finep.

Mais informações: (48) 3331-1972, 3331-1978, www.seminariosegurancapublica.com.br ou

Tags: desastressegurança pública

Ceped/UFSC recebe Medalha de Defesa Civil

14/05/2012 12:30

O Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da UFSC – Ceped – receberá Medalha de Mérito de Defesa Civil Colombo Salles. A solenidade de entrega acontecerá no próximo dia 21, às 9h, no auditório Deputada Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, durante o I Seminário de Gestão de Riscos Geológicos do Estado de Santa Catarina, que integra a programação da Semana Estadual de Ações de Defesa Civil, de de 18 a 24 de maio. A medalha é concedida pela Secretaria de Estado da Defesa Civil “pelos nobres serviços prestados aos catarinenses tanto na elaboração de projetos de prevenção, bem como serviços técnicos realizados durante a ocorrência de desastres”.
(mais…)

Tags: desastresestudosmedalhaUFSC

UFSC é parceira do Ministério da Justiça em projeto nacional

11/04/2012 11:24

 

.

Objetivo da parceria é determinar condições para a construção de celas de qualidade - Foto: Wagner Behr

O Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped) da UFSC irá realizar estudo para a construção de 50 mil novas vagas em estabelecimentos penais no país. A pesquisa é uma parceria entre o Ceped e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, e tem como objetivo determinar as condições para se construir celas de qualidade. O trabalho ainda envolve avaliação do material e acompanhamento das obras. As análises iniciais devem ficar prontas até outubro e a conclusão do projeto está previsto para 2014.

 

O estudo que será realizado pelo Ceped – que também desenvolve pesquisas relacionadas à engenharia civil construtiva – consiste em definir padrões mínimos para as empresas construtoras de celas presidiárias e determinar todos os elementos necessários para viabilizar o produto. Após o levantamento, uma tabela de referência será criada e disponibilizada no Sinapi, sistema elaborado pela Caixa Econômica Federal que tem como função informar os custos e os índices da construção civil no Brasil.

 

A médio prazo, o objetivo é desenvolver um modelo padrão que apresente características de qualidade e avaliar o valor máximo para a produção das celas.

 

No dia 4 deste mês foi realizada uma reunião entre os representantes do Ceped e do Ministério da Justiça para a aprovação do termo de cooperação e para determinar o cronograma de atividades. A assinatura da parceria deve ser feita ainda esta semana.

 

Saiba mais: o Ceped

A atuação do Ceped está pautada na Teoria do Risco e se fundamenta na importância de dar respostas à atual sociedade que sofre as conseqüências do modo de produção extrativista predominante na história humana, destacadamente nos últimos séculos. Crescimento demográfico, ocupações de solo inadequadas e desenvolvimento tecnológico desassociado de sistemas de segurança, têm provocado desastres naturais e antropogênicos de danos e prejuízos superiores aos provocados por guerras.

Como maneira de diminuir esses efeitos, o Ceped acredita na necessidade de aumentar a percepção de risco, e de um desenvolvimento econômico e tecnológico mais atento aos padrões de segurança das populações.

Percorrendo as três esferas de atuação acadêmica (ensino, pesquisa e extensão) os temas mais frequentes trabalhados pelo Ceped são:

  • Conceitos e discussão sobre a Política Nacional de Defesa Civil;
  • Desastres com Produtos Perigos;
  • Educação contra Acidentes;
  • Engenharia Civil Construtiva;
  • Estudo de Vulnerabilidade;
  • Legislação, Fiscalização e Execução das Políticas de Defesa Civil;
  • Medicina para Acidentados em Desastres;
  • Mapeamento de Riscos;
  • Psicologia Social;
  • Comunicação e Percepção de Risco;

 

Mais informações pelo telefone 3721 5172 ou pelo e-mail .

Por Nayara Batschke/ Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: Celascepeddesastresjustiçapenitenciário

CEPED/UFSC participa da 10ª SEPEX

19/10/2011 09:05

De 19 a 22 de outubro, a equipe do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da UFSC vai mostrar na 10ª SEPEX o trabalho da instituição na tenda da ciência com um estande interativo para atender o público infantil, adulto e especializado e ministrar três minicursos na área de gestão de risco e desastre. É a primeira vez que o CEPED participa desse que é considerado o maior evento de divulgação científica de Santa Catarina.
(mais…)

Tags: cepeddesastres

CEPED/UFSC participa de maratona hacker pela humanidade

08/06/2011 10:33

Uma equipe do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina-CEPED, participou do Random Hacks of Kindness, RHoK, em São Paulo capital, nos dias 4 e 5 de junho. O RHoK é um hackathon, uma competição de programação, e mobilizou voluntários em 18 cidades do mundo em busca de soluções em gestão de riscos e desastres, hackeando pela humanidade.

Em São Paulo o evento é promovido pelo Banco Mundial, uma das instituições fundadoras que, em 2009, junto com o Google, a NASA, o Yahoo e a Microsoft iniciaram o primeiro Random Hacks of Kindness, RHoK, no Vale do Silício, EUA.

A maratona começa quando especialistas em gestão de riscos e desastres e adaptação às mudanças climáticas propõe problemas para serem desenvolvidos por programadores que devem apresentar soluções práticas de software em código aberto.

Entre os especialistas, além do CEPED UFSC, participaram o IPT USP, Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo, a UERJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e o INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, entre outros.

Os desenvolvedores tiveram das 9h de sábado, 4, até as 14h de domingo, 5, no total, 29 horas para preparar e apresentar soluções para nove problemas apresentados na edição de São Paulo: o desenvolvimento de um Anuário de Desastres no Brasil, de um mapa de prevenção, monitoramento de áreas de deslizamento para ações emergenciais no Brasil, um game para a redução de riscos de desastres nas cidades, Mapeamento de Riscos, Rede de Voluntários, envio de dados de pluviômetros comunitários para técnicos da Defesa Civil, sistema de alerta de desastres para celulares, Portal Sou Cidadão.

Os trabalhos começaram a ser apresentados às 14h de domingo, 5, e em seguida foram anunciados os campeões:

Em primeiro lugar o projeto DATA RAIN, criado para facilitar o uso e o envio de dados de pluviômetros comunitários para a Defesa Civil. Para o sistema funcionar a pessoa que acompanha o pluviômetro instalado tira a foto e envia para a Defesa Civil através do aplicativo. Os dados então já chegariam à Defesa Civil com as informações lidas e interpretadas. A solução apresentada se destacou pela facilidade de uso que pode ser feito até por crianças.

O segundo lugar ficou com o projeto WEATHER WARMING, desenvolvido para o monitoramento de áreas de deslizamento para ações emergenciais. Nele, um equipamento capta dados de pluviometria, pressão, temperatura e velocidade do vento e envia por mensagem de celular para os órgãos de gestão de riscos e desastres, o que possibilita mapear dados reais de áreas de risco com equipamentos de ponta a baixo custo.

O Mapeamento de Riscos ficou em terceiro lugar. O aplicativo desenvolvido melhora a abordagem dos técnicos da Defesa Civil, que poderiam recolher dados sociais juntamente com os dados técnicos durante as vistorias que realizam.

O quarto lugar foi para o RHOK BUSH, uma rede de voluntários online feita para cadastrar pessoas em todo o mundo e mapear suas capacidades. Elas podem informar problemas e articular voluntários através de mensagem de celular.

Em quinto lugar o projeto SHARE & HELP usa o Facebook e divulga campanhas de solidariedade para encontrar pessoas desaparecidas em desastres.

Hackeando pelo bem

O RhoK já criou e aperfeiçoou soluções que se mostraram muito úteis em situações de desastres. Durante o primeiro hackhaton RHoK, no Vale do Silício, EUA, em 2009, o aplicativo “I’m OK foi desenvolvido para que, após um desastre, as pessoas pudessem avisar suas famílias que estavam bem apenas pressionando um botão. O aplicativo foi testado e aplicado com sucesso nos terremotos do Chile e do Haiti.

Veja aqui a apresentação do aplicativo “I’m OK” https://docs.google.com/a/ceped-ufsc.com/present/view?id=dgfr2xvq_128f4cvn7f6

Outro aplicativo, o People Finder, foi bastante usado após o terremoto do Japão pra localizar e passar informações sobre pessoas desaparecidas.

Desde 2009, foram quatro edições do evento, que cada vez envolve mais cidades e participantes. A proposta central é estimular a interação entre os programadores destas cidades para a busca dinâmica de soluções para problemas que afetam a todos.

Saiba mais informações sobre o RHoK no site http://www.rhok.org/

Fonte: CEPED

Tags: cepeddesastreshacker

Ceped participa da III Sessão da Plataforma Global para Redução de Risco de Desastres

10/05/2011 18:38
Terremoto no leste do Japão/ © Recorded Pictures

Terremoto no leste do Japão/ © Recorded Pictures

Desde a abertura no domingo, 08/05, estão reunidos em Genebra, na Suíça, 2.300 delegados de 175 nações para a III Sessão da Plataforma Global para Redução de Risco de Desastres. O evento é organizado pelo Secretariado das Nações Unidas para a Estratégia Internacional de Redução do Risco de Desastres (Unisdr).

A delegação do Brasil é composta por políticos, membros da Defesa Civil e pesquisadores. De Santa Catarina participam o secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Defesa Civil, major Márcio Luiz Alves, o presidente da Comissão Estadual de Defesa Civil da Assembléia Legislativa SC, deputado estadual Kennedy Nunes, e os diretores do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina, Ceped UFSC, professores Antônio Edésio Jungles e Marcos Dalmau.

Realizada de dois em dois anos, a Plataforma Global é o principal encontro mundial para discutir medidas de redução do risco de desastres e a ampliação da resiliência das comunidades e nações. Esta é a terceira reunião da Plataforma, convocada junto com a Conferência Mundial sobre Reconstrução.

Sob o tema: Investir hoje para um amanhã mais seguro: Mais investimentos em medidas locais, a Plataforma quer incentivar discussões sobre a participação efetiva das comunidades e autoridades locais na planificação integrada para a redução do risco de desastres. Neste sentido é importante ressaltar a observação da ONU de que os acordos institucionais nacionais não bastam para promover a resposta efetiva quando os recursos não chegam às comunidades locais.

O objetivo da terceira sessão é avaliar o avanço do Quadro de Ação de Hyogo e estabelecer prioridades e processos para cumprir as recomendações feitas pelo documento firmado em 2005, que tem validade até 2015. As duas sessões anteriores foram realizadas em 2007 e 2009.
Saiba mais:
– Tópicos discutidos no evento

– Notícias da III Sessão http://www.preventionweb.net/globalplatform/2011/

Outras  informações: 3226-1704 | 

Fonte: Ceped UFSC

Foto: © Recorded Pictures, disponível no relatório Third Session of the Global Platform for Disaster Risk Reduction

Tags: cepeddesastres

Pesquisadores debatem catástrofes climáticas com deputados federais

28/04/2011 12:15

Sem preparação para desastres, a reconstrução é lenta

Florianópolis recebeu nos dias 25 e 26 de abril a visita da Comissão Especial de Medidas Preventivas Diante de Catástrofes.  O objetivo da visita foi conhecer as ações de prevenção e gestão de riscos e desastres realizadas pelos órgãos locais de Defesa Civil e pelo Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped-UFSC).

Na segunda, 25, a equipe foi recebida na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, para uma audiência pública sobre prevenção de catástrofes climáticas. Em sua explanação, a presidenta da comissão, deputada federal Perpétua Almeida, expressou sua preocupação: “O Brasil precisa criar uma cultura de prevenção e para isso a Comissão está levantando informações, articulando instituições para preparar a população”.

O deputado federal e vice-presidente da comissão, Onofre Agostini, destacou o motivo de terem começado as visitas por Santa Catarina: “A UFSC tem um dos melhores estudos do Brasil sobre esses fenômenos que têm causado catástrofes. Viemos aqui para aprender como remediar e reduzir a situação dos nossos irmãos que sofrem com desastres”.

Sem preparação para desastres, a reconstrução é lenta

Na terça, 26, pela manhã, o grupo visitou o Morro do Baú, no município de Ilhota, acompanhado de dois pesquisadores do Ceped-UFSC. O prefeito de Ilhota, Ademar Felisky, mostrou as dificuldades de reconstrução que persistem dois anos após o desastre.

Na região do Baixo Baú, uma das que mais sofreu com o desastre de novembro de 2008, os deputados conversaram com a comunidade e ficaram chocados ao ver que os cinco mil habitantes ainda estão sem comunicação alguma. Não há telefone, nem rádio, pois a antena caiu em 2008 e até hoje não foi reconstruída. Não há nem mesmo um radioamador, que pode dar sinal de emergência em uma situação de desastre. No caso de nova ocorrência, a comunidade não tem como pedir ajuda. “A cada chuva mais forte, a comunidade fica bem assustada”, destacou Rita de Cássia Dutra, pesquisadora do Ceped- UFSC, que acompanhou o grupo na visita. “Pedimos aos deputados que pelo menos consigam restabelecer a antena para que a comunidade do conjunto do Baú volte a ter comunicação”, reivindicou o prefeito. Quando perguntado por um dos deputados se o município teria como responder a um novo desastre, ele foi categórico: “Não”.

“Precisamos de ajuda”

Durante a tarde os representantes da comissão se reuniram com a equipe do Ceped-UFSC no auditório da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina  (Feesc) e foram apresentados aos projetos do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres em seus 10 anos de atuação em redução de riscos e desastres e seus trabalhos atuais, com uma explanação das leis que regem a proteção civil no país.

O deputado federal Glauber Braga, relator da comissão, contou sua experiência pessoal como sobrevivente da enxurrada que atingiu a região serrana em janeiro deste ano, quando ele próprio foi um dos atingidos e teve de deixar sua casa no município de Nova Friburgo, às pressas, segundos antes do local ser atingido por um deslizamento. “Temos que fazer a diferença na minimização de riscos e danos, mas principalmente, temos que salvar vidas”, disse o deputado.

A Comissão Especial de Medidas Preventivas Diante de Catástrofes foi formada após o desastre da região serrana e na primeira fase do cronograma o grupo visita instituições de referência em todo o país para conhecer o que existe em gestão de riscos e desastres e o que ainda precisa ser feito.  “Precisamos da ajuda de vocês para fazer esse relatório. Essas leis que foram mostradas aqui hoje, eu nem sei o que são”, disse o deputado federal Jorginho de Melo.

Na reunião também estiveram presentes pesquisadores e parceiros do Ceped-UFSC, como o Tenente Coronel da Polícia Militar Carlos Alberto de Araújo Gomes Junior, que ressaltou a importância de se pensar em construções que resistam a desastres, para que as comunidades como a do conjunto do Baú não percam sua estrutura básica. “A realidade depois do desastre é que a reconstrução é lenta e a população fica desamparada, por isso a prevenção e a preparação são tão importantes”, alertou.

Ao final da reunião, o diretor do Ceped-UFSC, professor Antônio Edésio Jungles, reafirmou a disposição do Centro para contribuir no que for necessário para a redução de riscos e desastres no Brasil.

Fonte: Ceped-UFSC
Coordenação de Comunicação e Informação
Assessoria de Imprensa
(48) 3226-1704 |

Tags: Ceped-UFSCdesastresgestão de riscosriscos

Na mídia: UFSC faz estudos para identificar áreas mais afetadas por fenômenos climáticos

18/02/2011 07:40

Diário Catarinense

Pedro Santos, Diogo Madruga e Roberta Kremer

São imagens que demoram a sair da memória e que, de tempos em tempos, voltam à tona: quedas de barreiras, água invadindo casas, desabrigados e a dor daqueles que choram os parentes mortos. Se evitar os fenômenos naturais é impossível, o que fazer para minimizar seus efeitos e evitar tragédias?

Santa Catarina já tem seu mapa

Seguindo exemplos de países que foram afetados por desastres naturais e aprenderam como reduzir os danos, o Brasil desenvolve um projeto para mapear áreas de risco, oferecer ferramentas de ação e, mais que tudo, salvar vidas.

O projeto foi solicitado pelo Ministério da Integração Nacional para o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi assim que, em outubro de 2010, surgiu o Planejamento Nacional para Gerenciamento de Riscos (PNGR), que foi dividido em três etapas a serem concluídas em 2012.

Equipes multidisciplinares visitaram 17 estados e agora realizam trabalhos nos estados restantes: Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A primeira etapa é criar um atlas para definir as áreas que, historicamente, apresentam maior incidência de tragédias. Esse levantamento está sendo feito em parceria com prefeituras e instituições acadêmicas dos próprios estados.

Para a finalização dessa etapa, faltam análises no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. O Amazonas foi o único que não autorizou a pesquisa em seu território.

Confira o mapa dos locais onde houve desastre em SC

Brasi terá banco de dados atualizado

A partir das informações da primeira fase do mapeamento, será construído um banco de dados informatizado com os desastres naturais ocorridos no país. Enquanto 15 pesquisadores estão em trabalho de campo nas capitais brasileiras, uma equipe de dez especialistas faz o tratamento de dados no escritório do Ceped. Essa etapa deve ser concluída em junho.

A segunda fase, que começou paralelamente à primeira, inclui cadastro de novos desastres no banco de dados, formando um arquivo atualizado com dados pluviométricos, históricos e sócioeconômicos.

— Essas ações não garantem que não ocorrerão mais desastres, mas reduzem significativamente os danos, como os que aconteceram em novembro de 2008 em Santa Catarina. A redução de risco está relacionada à diminuição das vulnerabilidades as quais as pessoas estão sujeitas e esse estudo vai atuar para minimizar danos — explica Rafael Schadeck, coordenador de projetos do Ceped.

A terceira e última etapa é a que vai contar diretamente com a ação e colaboração das prefeituras, dos órgãos de Defesa Civil municipais e de organizações não-governamentais. Será a vez de treinar e capacitar profissionais para aplicar o material desenvolvido na atuação direta à prevenção, no ensino para jovens em escolas públicas e privadas e nas ações municipais para controlar a ocupação em áreas de perigo.

— Trata-se de minimizar efeitos, diminuir danos materiais e humanos. O problema é a falta de política habitacional e a conscientização dos municípios, que devem agir na realocação de famílias atingidas e, principalmente, no controle de novas ocupações. Mas os municípios estão sobrecarregados e a divisão de responsabilidades entre prefeitura, governo estadual e federal é inversamente proporcional ao orçamento distribuído. É um problema — argumenta o Major Márcio Luiz Alves, diretor da Defesa Civil Estadual.

Barco ajudará na coleta de dados

Por ser um dos Estados com maior número de ocorrências de desastres naturais, Santa Catarina tem várias iniciativas na área de prevenção. Uma delas é a da embarcação Roaz 1. O protótipo, que entrou na água pela primeira vez ontem, em Florianópolis, foi desenvolvido para coletar dados.

Estudos comprovaram que os fenômenos ocorridos nos últimos anos em Santa Catarina têm relações estreitas com o ambiente marinho, como o aumento da temperatura do oceano. Apesar de saber as razões, não há um banco de dados para ser analisado. Com o Roaz — nome inspirado no Golfinho Roaz-Corvineiro, mesma espécie da série de TV Flipper — será possível armazenar informações e conflitá-las, para monitorar as alterações.

A embarcação, feita de fibra e não tripulada, ainda não apresenta a autonomia ideal. É guiada por controle remoto e só captura imagens e sons. Para criar o modelo, foram gastos R$ 30 mil. Com a instalação de todas as funções, o custo pode chegar a R$ 1 milhão. Além do apoio financeiro, é necessário um suporte tecnológico. Hardwares e softwares são importantes para realizar a captura de dados com precisão e criar autonomia.

Na manhã desta quinta-feira, ocorreu o primeiro teste oficial. A embarcação criada pelo engenheiro civil Roberto Böell Vaz foi colocada nas águas da Avenida Beira-Mar Norte, na Capital.

— A navegação foi um sucesso.

Este ano, uma bateria de provas para testar as outras funções já foi planejada. A próxima será em março. Nesta quinta-feira, ainda na água, a equipe composta por seis pessoas se deu ao direito de brindar o sucesso do teste com champanha e até fazer o batismo da embarcação.

O barco também poderá executar outras atividades como monitoramento ambiental, relatório de balneabilidade de praias e rios, vigilância de áreas de preservação e apoio às ações de busca e salvamento.

Mão-de-obra especializada em Santa Catarina

Colocar em prática projetos para prevenção a desastres vai depender também da existência de mão-de-obra especializada. Ou seja, profissionais que tenham conhecimento e capacidade de aplicação. Em Santa Catarina, pelo menos três universidades públicas oferecem cursos na área.

Uma delas é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que criou este mês o curso de pós-graduação de Gestão de Riscos de Desastres. A grade curricular aborda gestão ambiental, cartografia na prevenção de desastre e trabalho comunitário. Além da parte teórica, é feito o trabalho de campo no Bairro Saco Grande, no Norte da Ilha, normalmente atingido por deslizamentos.

O grupo de 32 alunos é formado por profissionais da Defesa Civil, Polícia Militar, bombeiros e pesquisadores. O curso é de 18 meses, com aulas nas sextas-feiras e sábados. Existe a expectativa de abertura de novas turmas. De acordo com a coordenadora do curso, Maria Paula Marimon, o conhecimento científico sobre os desastres é fundamental para criar uma cultura de prevenção e diminuir os prejuízos. Foi com essa ideia que o biólogo da Fundação de Meio Ambiente (Fatma) Daniel de Araújo Costa optou por participar.

— Minha expectativa é adquirir conhecimento para pôr em prática nas unidades de conservação, pois entendo que é importante preservar essas áreas para evitar desastres.

A Universidade de São José (USJ) tem pós-graduação Gestão em Defesa Civil. E o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped) da UFSC oferece cursos à distância como Gestão de Riscos e Desastres para psicólogos.

Tags: Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastrescepeddesastres

Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres completa 10 anos

15/12/2010 09:58

O Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres (Ceped) da Universidade Federal de Santa Catarina completou 10 anos de existência no dia 13 de novembro. O primeiro evento marcado para as comemorações foi realizado na segunda-feira (13/12), com apresentação de sua nova marca e da identidade visual da instituição para os membros da equipe e convidados.

A instituição é pioneira no Brasil, sendo o primeiro Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres a ser constituído através do acordo tripartite entre a União – por intermédio do Ministério da Integração Nacional -, o Estado de Santa Catarina – através do Departamento Estadual de Defesa Civil, DEDC – e a Universidade Federal de Santa Catarina – com o Núcleo Multidisciplinar de Estudos sobre Acidentes de Tráfego, NAT ECV.

O Ceped UFSC hoje possui uma equipe multidisciplinar fixa de 38 pessoas, trabalhando em duas unidades, uma no bairro Santa Mônica e outra no Centro, no mesmo prédio onde funciona a SEaD e a TV UFSC (Rua Dom Joaquim, 757). Sob a direção do professor Antonio Edésio Jungles, desde 2005 a instituição trabalha articulada com a Secretaria Nacional de Defesa Civil e o Ministério da Integração Nacional, entre outras instituições nacionais, internacionais, estaduais e regionais.

O site (ceped.ufsc.br) dá acesso a publicações virtuais da biblioteca do Ceped UFSC, atualização diária de notícias relacionadas aos desastres e às atividades da instituição e informações sobre os projetos desenvolvidos.

Nesses 10 anos foram vários projetos, eventos e cursos presenciais e a distância realizados por profissionais de variados ramos. Entre 2000 a 2006, a maior parte dos projetos estava vinculada à área de treinamento e especialização. Depois de 2007, o Ceped UFSC passou a atuar em projetos de abrangência nacional e eventos nacionais e internacionais, alinhado com sua missão – contribuir para a construção de comunidades mais seguras, através do ensino, pesquisa e extensão, visando à redução dos riscos de desastres – e visão – ser referência em gestão de desastres, nacional e internacionalmente, pela atuação de seus profissionais e sua contribuição para comunidades mais seguras.

Mais informações: 3226-1704 ou .

Confira os projetos que estão em andamento:

Campanha Nacional Cidades Mais Seguras (2010/2011)

A campanha possui várias ações com o objetivo de fortalecer a cultura de riscos de desastres, alinhada às diretrizes da Estratégia Internacional para Redução de Desastres (EIRD) da Organização das Nações Unidas. A ação mais recente foi o treinamento do Grupo de Apoio a Desastres, GADE, para atuar nas diversas fases do desastre em território nacional ou em outros países.

EaDs Gestão de Riscos e de Desastres: Contribuições da Psicologia e Comunicação de Riscos e de Desastres (novembro a dezembro de 2010)

Os cursos a distância têm o objetivo de capacitar profissionais de áreas específicas para atuar em situações relacionadas à gestão de riscos.

Promoção da cultura de riscos de desastres (2009/2011)

Conjunto de ações articuladas para a promoção da cultura de riscos de desastres no Brasil. Realizado entre abril de 2010 e setembro de 2011, o projeto percorre as 27 capitais brasileiras e tem um caderno especial na revista Com Ciência Ambiental. Promovido em parceria com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, por meio de sua Diretoria de Minimização de Desastres e Editora Lua Nova.

Suporte Técnico para Atendimento a Áreas Atingidas

Em parceria com o Departamento Estadual de Defesa Civil do Estado de Santa Catarina, este projeto atende a demanda do órgão para o levantamento e avaliação dos danos ocasionados por eventos adversos que atingiram municípios catarinenses. Através de relatórios técnicos elaborados a partir deste levantamento, é gerado um parecer da integridade do local atingido para avaliação das obras necessárias para a resposta ao desastre.

Planejamento Nacional para a Gestão de Riscos

Parceria com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, que, em sua etapa inicial, pretende construir um Sistema de Informações que estruture os dados relacionados à ocorrência de Desastres Naturais de grande intensidade no Território Nacional, tendo como ponto de partida o ano de 1990.

Fonte: Coordenação de Comunicação e Informação do Ceped UFSC

Tags: desastresenchentes

Seminário discute políticas de prevenção e respostas pós-enchente de 2008

22/11/2010 11:33

Acontece nesta segunda-feira, 22 de novembro, ”, no bloco J da (Furb). o seminário estadual “Sociedade e Meio Ambiente: ações e políticas de prevenção e respostas pós-desastre 2008A data marca dois anos da enchente ocorrida na região de Blumenau. O evento é promovido pela UFSC e Furb, as inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no local no seminário.

A abertura oficial começa às 14h e apresenta exposições relacionadas à sociedade e ao meio ambiente. A professora Maria Lucia Hermann, do departamento de Geociências da UFSC, vai traçar um panorama dos desastres em Santa Catarina. Ainda sobre a mesma temática, os professores Rosana Freitas e Antônio Mattedi, da UFSC e Furb, respectivamente, vão expor sobre prevenção e respostas às situações de desastre e dimensão social do impacto de 2008.

Um debate encerra o primeiro tema e às 18h iniciam-se as apresentações sobre a “Trajetória da América Latina, Brasil e Santa Catarina frente às ações de prevenção e respostas às situações de desastres”. Discussão internacional e nacional sobre ações preventivas e de respostas, gestão de risco, demandas e desafios ao trabalho interdisciplinar são as exposições programadas para a segunda parte do evento.

Mais informações pelo e-mail , da professora Rosana de Carvalho Martinelli Freitas, ou pelo telefone do departamento de Serviço Social da UFSC, (48) 3721-9540.

Por Claudia Mebs Nunes / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: desabamentosdesastresdesastres naturaisenchentessemináioseminário