UFSC na Mídia: websérie do Ministério Público traz depoimentos de colegas e professores de Catarina Kasten
A série Ausências, uma produção do Ministério Público de Santa Catarina com diferentes dimensões de casos de feminicídio no Estado, traz professores e acadêmicas da Universidade Federal de Santa Catarina narrando a vida e a memória de Catarina Kasten. Catarina foi vítima de violência sexual e assassinada no caminho entre a casa dela e a praia onde fazia aulas de natação, em 2025, em Florianópolis. Ela cursava mestrado na UFSC e foi homenageada e celebrada por colegas.
O documentário evoca a memória da vítima para que sua vida não seja reduzida a uma estatística de violência. As falas de amigos e familiares expressam a dor do luto e da ausência e o impacto que sua perda causou na comunidade e nas pessoas que conviviam com ela, inclusive no ambiente da universidade. O professor Hamilton de Godoy Wielewicki, do Centro de Ciências da Educação, lembrou que ela foi morta por alguém que ela não conhecia, por estar num lugar que é dela. Catarina foi morta na Praia do Matadeiro, onde vivia com o namorado.
A amiga Thalyta Bianca Pinto Aguiar Argivaes, que fazia mestrado no mesmo programa de pós-graduação que Catarina, o Programa de Pós-Graduação em Inglês, também relatou suas lembranças sobre a memória da Catarina e o impacto da perda da amiga na sua vida. A orientadora, professora Priscila Faria, disse que uma das suas maiores preocupações tem sido encontrar formas de pensar na Catarina para além do que aconteceu com ela.
Ausências: as histórias por trás do Mapa do Feminicídio dá voz a vítimas que tiveram suas vidas interrompidas por terem dito “não” a um relacionamento ou, simplesmente, por serem mulheres.
São quatro episódios que evidenciam diferentes dimensões dessa violência que não atinge apenas quem parte, mas também quem fica. Mais do que apresentar dados, a websérie busca sensibilizar e provocar reflexões. A produção foi foi desenvolvida pela Coordenadoria de Comunicação Social do Ministério Público de Santa Catarina, em conjunto com o NEAVIT e o Escritório de Ciência de Dados Criminais.





















