Pesquisas da UFSC contribuem para Indicação Geográfica do alho roxo do Planalto Catarinense

Alho roxo produzido no Planalto Catarinense conquistou registro de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem junto ao INPI. Foto: Divulgação Marcio Cunha
O alho roxo produzido na região do Planalto de Santa Catarina conquistou em junho deste ano o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem (DO) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Com isso, fica reconhecido que o alho produzido nos municípios de Caçador, Lebon Régis, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis, Curitibanos e Frei Rogério possui características únicas, diretamente relacionadas às condições naturais do território e ao conhecimento tradicional dos produtores da região. O feito é resultado de um amplo trabalho técnico-científico que envolveu diferentes instituições, entre as quais a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), presente no Planalto Catarinense com o campus de Curitibanos.
Os professores Leocir José Welter e Cristian Soldi, que atuam no Departamento de Ciências Naturais e Sociais do Campus Curitibanos, participaram do processo de levantamento de informações que justificaram a certificação desde o início e estiveram à frente de estudos que comprovaram o “nexo causal” exigido pelo INPI: a prova científica de que o meio geográfico onde o alho é produzido resulta em características únicas. “Fizemos análises genético-moleculares que provaram que, embora a genética seja a mesma do alho cultivado em outros estados, o diferencial de qualidade do alho do Planalto Catarinense é resultado direto das condições edafoclimáticas locais e do manejo”, resume o professor Leocir. As condições edafoclimáticas dizem respeito ao conjunto de características do solo e do clima de uma região que influenciam o crescimento e o desenvolvimento dos seres vivos, especialmente das plantas.
Além dos dois pesquisadores do Campus Curitibanos, os professores Miguel Pedro Guerra e Valdir Stefenon, ambos do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC, de Florianópolis, também participaram do processo como representantes da Universidade.












