O Iraque também é aqui. Responsável pela reabertura, em 2006, da Embaixada do Brasil em Bagdá, o diplomata Bernardo de Azevedo Brito mora agora em Florianópolis. Onze anos depois da invasão norte-americana, consumada em março de 2003, ele lança, pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC), um livro que já nasce clássico: Iraque – Dos primórdios à procura de um destino. A sessão de autógrafos acontece nesta quinta-feira, dia 10, a partir das 19 horas, na Fundação Badesc, no centro de Florianópolis.
O autor, que atuou em Bagdá até 2011, acredita que, apesar do quadro político conturbado e complexo, há indícios de franca recuperação da economia destruída pelos EUA e seus aliados. “Em suma, com os recursos abundantes que o petróleo volta a proporcionar, o desenvolvimento do País está avançando em várias frentes”, constata o analista.
Pela primeira vez na história controlado pelos xiitas, conduzidos ao poder pela eleição, a grande questão levantada pelo livro não está relacionada à prosperidade do Iraque. Dominado por regimes ditatoriais, que tiveram entre seus expoentes Saddam Hussein, a pergunta que não quer calar é sobre “a maneira pela qual as liberdades e os direitos fundamentais serão assegurados”. O Iraque, mostrado no livro com mapas e fotos da embaixada brasileira, possui hoje mais de 30 milhões de habitantes, representados por três comunidades étnico-religiosas dominantes: “árabes xiitas, árabes sunitas e curdos, que em sua maioria são sunitas”.
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