UFSC na Mídia: carro elétrico compartilhado é criado por estudantes da UFSC

17/11/2015 10:09
Foto: Reprodução/RBS TV

Foto: Reprodução/RBS TV

Um carro elétrico para ser compartilhado na cidade é desenvolvido por estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O objetivo é que as pessoas usem o veículo pelo tempo que precisarem e larguem onde quiserem, para que seja utilizado por outros. O projeto prevê vários desses veículos pela cidade sendo compartilhados. A ideia é que o usuário possa alugar o carro por um aplicativo. “Ele é integrado ao transporte público, às bicicletas, aos táxis, e, dessa forma, você pode ter um trânsito mais harmonioso”, explicou Brener Martins, idealizador do projeto. “As maiores empresas de compartilhamento são americanas ou europeias e lá o público jovem está deixando para adquirir seu carro cada vez mais tarde. Isso é uma tendência”, diz Martins. O carro também pode ser usado em condomínios, parques, shoppings e aeroportos. Os engenheiros garantem que a emissão de poluentes é praticamente zero – e que a invenção deles também é mais prática.
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UFSC na Mídia: Grupo de estudantes faz trabalho voluntário com pacientes do Hospital Infantil

03/11/2015 12:26

Estudantes da oitava fase do curso de Administração da UFSC fazem trabalho voluntário no Hospital Infantil. A notícia foi veiculada no Jornal do Almoço da RBS

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/grupo-de-estudantes-da-ufsc-faz-trabalho-voluntario-com-pacientes-do-hospital-infantil/4526388/

 

Confira o vídeo

Tags: administraçãoUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na mídia: professora, em programa de TV, fala sobre XV Encontro Nacional de Editores Científicos

20/10/2015 09:46

A professora Rosangela Schwartz Rodrigues, do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação  (PPGCIN), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), esteve no programa ‘Educação e Cidadania’ para falar, como membro da Comissão Organizadora, sobre o XV Encontro Nacional de Editores Científicos,que será realizado de 22 a 25 de novembro em Florianópolis, organizado pelo Senac em parceria com a UFSC.

Assista ao vídeo:

 

Tags: PPGCINRosângela Schwarz RodriguesUFSCXV Encontro Nacional de Editores Científicos

UFSC na Mídia: projeto de alunos da UFSC de Joinville participa de prova nacional

01/10/2015 13:29

Estudantes do Centro de Engenharias da Mobilidade (CEM) da Universidade Federal de SC em Joinville desenvolveram o projeto de um carro a combustão e se preparam para representar a cidade na Fórmula SAE 2015, competição nacional que ocorre em Piracicaba (SP) de hoje até domingo. A equipe embarcou ontem bastante otimista.

Estudantes do Centro de Engenharias da Mobilidade. Foto: Claudia Baartsch/AN/Especial

Estudantes do Centro de Engenharias da Mobilidade. Foto: Claudia Baartsch/AN/Especial

Realizada desde 2005 pela Associação dos Engenheiros da Mobilidade do Brasil (SAE Brasil), a competição reúne futuros engenheiros em um caso real de desenvolvimento de projeto, desde a concepção, detalhamento, construção, testes de campo, produção e competição. Durante três dias, a equipe Fórmula CEM, de Joinville, enfrentará outros 37 inscritos na modalidade carro a combustão.

Os veículos passarão por provas estáticas – relatórios, apresentações, provas de design – e dinâmicas – freio, aceleração, enduro de resistência – nas quais terão a performance avaliada.
Todas as provas são pontuadas de maneiras diferentes, garantindo que o melhor conjunto de projeto e carro vença a competição.

Em atividade desde 2010, a equipe joinvilense participa do evento com o objetivo de buscar o intercâmbio de técnicas e conhecimentos por meio de aplicações práticas. Neste ano, os estudantes apostaram em novas tecnologias e materiais de vanguarda para o desenvolvimento do carro. Conseguiram reduzir em 40% o peso do chassi, mantendo a resistência e a segurança exigidas pela comissão organizadora da competição.

O veículo contempla ainda quesitos como desempenho mecânico e estrutural, conforto, meio ambiente e custos reduzidos. Para colocar o projeto em prática, a equipe da UFSC contou com o patrocínio e a consultoria de empresas como a Tuper, ArcelorMittal Vega, Termotécnica e FastParts, cada uma delas dando suas soluções e assistência.

O professor e coordenador do projeto, Modesto Ferrer, destaca a importância da parceria com a iniciativa privada, que, além do material, ofereceu suporte técnico.

– Historicamente, essas empresas investem em inovação tecnológica e, ao confiar no potencial dos nossos alunos, comprovam que é possível apostar na troca de experiências, conhecimentos e formação profissional.

Publicado no jornal A Notícia.

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Obras da EdUFSC ganham destaque na mídia nacional

22/09/2015 13:00

Duas obras da Editora da UFSC (EdUFSC) ganharam destaque em publicações de circulação nacional em setembro. Na revista Caros Amigos (edição 222, setembro/2015), o artigo Riverão vômito de Deus, de Gilberto Felisberto Vasconcellos, aborda o romance Riverão Sussuarana, de Glauber Rocha, publicado em 2012.

Na revista Cult (edição 205, setembro/2015), a reportagem de capa é dedicada à filósofa norte-americana Judith Butler e sua obra O Clamor de Antígona, lançada em 2014. O livro também é tema da entrevista Sem medo de fazer gênero: entrevista com a filósofa americana Judith Butlerpublicada na Folha de S. Paulo em 20 de setembro.

Este livro, originalmente publicado nos Estados Unidos há uma década e meia, é um marco na obra de Judith Butler. Nele, está desenvolvido um dos eixos centrais de sua reflexão teórica feminista: a tensão entre as regras - representadas pelas leis do Estado - e o desejo dos sujeitos, expresso e vivido através de práticas sociais inovadoras e transformadoras. Antígona, personagem que por muito tempo perdeu espaço para Édipo nas interpretações da obra de Sófocles, foi retomada por teóricas e militantes feministas contemporâneas como um exemplo da revolta das mulheres e da luta contra o Estado. Judith Butler aqui vai além das leituras tradicionais, a partir de um intenso diálogo com Hegel e Lacan.

Um marco na obra de Judith Butler, o livro desenvolve um dos eixos centrais de sua reflexão teórica feminista: a tensão entre as regras – representadas pelas leis do Estado – e o desejo dos sujeitos, expresso e vivido através de práticas sociais inovadoras e transformadoras. Antígona, personagem que por muito tempo perdeu espaço para Édipo nas interpretações da obra de Sófocles, foi retomada por teóricas e militantes feministas contemporâneas como um exemplo da revolta das mulheres e da luta contra o Estado. Judith Butler aqui vai além das leituras tradicionais, a partir de um intenso diálogo com Hegel e Lacan.

Com Glauber Rocha houve sempre um diálogo criativo, além do amor. Desenhei parte das ilustrações do livro "O Nascimento dos Deuses" (La nascita deglidei, ERI/Edizione RAI, 1981), realizei os figurinos de "A Idade da Terra", os cartazes dos filmes "Cabeças Cortadas" e "A Idade da Terra", além dos múltiplos desenhos, poemas, fotos e super-8 que fizemos em colaboração um com o outro, como é o caso desta capa. Aqui existem elementos criados também pelo próprio Glauber, como o desenho da figura central, esboço de linha contínua e fluida de um corpo feminino, anjo de asa quebrada. Riverão Sussuarana é o nosso Finnegans Wake, bem brasileiro, em que se reinventa uma escrita, um romance potente, belo, cheio de enigmas. Assim é um verdadeiro amor, cheio de possibilidades de vida, que transcende a história e fica perpetuado em imagem. (Paula Gaetan)

Com Glauber Rocha tive sempre um diálogo criativo, além do amor. Desenhei parte das ilustrações do livro “O Nascimento dos Deuses”, realizei os figurinos de “A Idade da Terra”, os cartazes dos filmes “Cabeças Cortadas” e “A Idade da Terra”, além dos desenhos, poemas, fotos e super-8 que fizemos em colaboração um com o outro, como é o caso desta capa. Riverão Sussuarana é o nosso Finnegans Wake, bem brasileiro, em que se reinventa uma escrita, um romance potente, belo, cheio de enigmas. Assim é um verdadeiro amor, cheio de possibilidades de vida, que transcende a história e perpetua em imagem. (Paula Gaetan)

Tags: Editora da UFSCEdUFSCGlauber RochaJudith ButlermídiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na Mídia: projeto de estudantes da UFSC oferece cafés e gentileza em Florianópolis

18/09/2015 15:52
Deyvid Souza e Gabriel Eduardo dos Santos criaram a ideia do Café Pendente em Florianópolis Foto: Erich Casagrande / Diário Catarinense

Deyvid Souza e Gabriel Eduardo dos Santos criaram a ideia do Café Pendente em Florianópolis
Foto: Erich Casagrande / Diário Catarinense

Que tal tomar um café que foi oferecido por um desconhecido? E melhor, retribuir o favor sem mesmo saber quem receberá? Incentivar a gentileza pela própria gentileza é a ideia do projeto Café Pendente, criado pelos estudantes do curso de Engenharia de Produção Elétrica da UFSC, Deyvid Souza e Gabriel Eduardo dos Santos, e presente em 15 cafés na cidade de Florianópolis.

— Nosso objetivo é incentivar uma corrente de gentilezas que se torne viva por conta própria. Agora a gente está dando um empurrão inicial. A gente se contagia e espera que esse favor seja replicado — acredita dos Santos.

A ideia de Souza e Santos é muito simples e surgiu há uns dois anos quando souberam que essa ação era praticada em alguns lugares da Europa e em Buenos Aires e lembraram dela para a disciplina.

— Na hora de sugerir o projeto que tivesse alguma ação social lembrei dessa ideia e decidimos fazer juntos. Muita gente achou que não daria certo. Agente ouvia ‘Por que pagar um café para alguém que não conheço’, ‘isso não vai dar certo’, mas pelo jeito deu certo — conta Souza.

Você vai a algum estabelecimento que tenha aderido ao projeto e pode receber um café ou lanche que já foi pago por alguém antes. E também pode deixar o mesmo favor pago para outra pessoa que virá em outro dia. Tudo fica anotado em tabelas que marcam quantos cafés estão disponíveis.

— Cada estabelecimento tem sua própria tabela e controle. Mas seria incrível ter algo automatizado que pudesse integrar mais como um banco compartilhado de gentilezas — imagina Souza.

O projeto e a execução são tema do trabalho final da disciplina de Ética e Exercício Profissional ministrada pela professora Myriam Eugênia Ramalho. No início a intenção era ajudar moradores de rua, mas os estudantes perceberam que a gentileza poderia ser um ato para qualquer pessoa.

— Para atender o objetivo da disciplina estávamos felizes se um ou outro café fosse consumido nesse sistema. Mas o projeto teve ótima adesão e foram mais de 100 cafés vendidos em dois meses, número que deve ter aumentado neste último mês — explica Santos.

Texto: Erich Casagrande

Publicado no Diário Catarinense.

Tags: cafeEngenharia de Produção ElétricaÉtica e Exercício ProfissionalUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na Mídia: Café ajuda a combater depressão, aponta estudo com pesquisadores da UFSC

21/07/2015 11:49

O cafezinho diário, além de ajudar a despertar, pode ter outros efeitos benéficos para a saúde. Uma pesquisa internacional divulgada neste mês no 9º Congresso Mundial de Neurociência da Organização Internacional de Pesquisa do Cérebro (Ibro, na sigla em inglês) mostra que a cafeína pode auxiliar a combater os sintomas da depressão.

O estudo teve participação de pesquisadoras da UFSC e defende que o consumo de até três xicaras de expresso por dia pode ajudar principalmente na memória e no humor.

O trabalho, que envolveu estudiosos do Brasil, Portugal, Estados Unidos e Alemanha, consistiu em expor camundongos a situação de estresse crônico, que é o principal fator de risco para desenvolvimento da depressão.

O estudo, que iniciou há seis anos, sob coordenação de Rodrigo Cunha, da Universidade de Coimbra, constatou que os animais que passaram pelo estresse, assim como os indivíduos com depressão, apresentaram problemas de memória, aprendizado, sinais de ansiedade e prejuízo no humor.

– Tanto os animais que tomaram cafeína antes do estresse com um efeito preventivo, como aqueles que tomaram durante o período apresentaram benefícios, principalmente em relação ao humor e à memória – explica a pesquisadora da UFSC Manuella Pinto Kaster, que iniciou o estudo.

A cafeína atua sobre os receptores A2A, que controlam a comunicação entre os neurônios. Agora os pesquisadores pretendem fazer testes em pacientes para verificar como será a resposta.

– Em seres humanos a cafeína pode ter efeitos diferentes, porque geneticamente as pessoas podem apresentar metabolização distinta da substância – diz Manuella.

A pesquisadora ressalta ainda que os efeitos só são sentidos com o consumo contínuo da cafeína e sem exageros, no máximo três xícaras de expresso por dia.

Outros efeitos benéficos do cafezinho já foram comprovados. Manuella cita que a cafeína impede o prejuízo na memória principalmente da doença de Alzheimer, alivia sintomas motores da doença de Parkinson e evita o declínio cognitivo do envelhecimento.

Texto: Karine Wenzel

Publicado no Diário Catarinense

Tags: Manuella Pinto KasterUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina

UFSC na Mídia: estudante compõe música feminista e faz sucesso na internet

09/07/2015 11:43

Com uma letra extremamente irônica, a música A Louca, composta pela estudante da UFSC, Manuela Tecchio, está fazendo sucesso na internet. A canção retrata o discurso de um personagem indignado com o comportamento das feministas, e dessa maneira traz à tona diversas situações vividas pelas mulheres no dia a dia: repressão por roupas curtas, obrigações de tarefas domésticas e negligência da liberdade sexual.

Tudo começou com um vídeo feito no celular e postado em grupo no Facebook, em que Manuela cantava com o seu violão a canção escrita de maneira bem improvisada. Agora a música ganhou arranjos, foi gravada em estúdio e já possui mais de duas mil e quinhentas visualizações em dois dias.

Manuela Tecchio, natural de São Lourenço do Oeste, canta desde os 10 anos de idade. Começou participando de eventos em Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) e depois passou a cantar em festivais de MPB e Pop Rock. A estudante de jornalismo já havia escrito outras músicas antes, mas nunca tinha sentido vontade de mostrar as sua produção, como foi o caso de A Louca. “Eu resolvi mostrar porque foi quando eu percebi que, de fato, tinha algo a dizer”.

Manuela, no CCE.  Foto: Cotidiano

Manuela, no CCE.
Foto: Cotidiano

A cantora contou pro Cotidiano como foi que surgiu a inspiração para a canção: “Cheguei em casa depois de um bar com um grupo de amigas, onde discutimos várias situações machistas pelas quais passamos. Mas não queria fazer um discurso chato. Não queria que a música fosse jingle de campanha. Então reproduzi, ironicamente, falas super machistas que a gente tá muito acostumada a ouvir”.

Apesar de sempre ter sido ensinada a lutar pelos seus direitos e liberdade, o feminismo entrou de maneira mais forte e consciente na vida de Manuela no ano passado, quando meninas do curso de Jornalismo formaram o Coletivo Jornalismo sem Machismo. O grupo não é vinculado a nenhum partido político e luta pelo respeito e igualdade dos sexos.

Através do potencial político da arte, Manuela acredita que a música pode ser usada como ferramenta de mobilização social e reflexão. “A música é uma linguagem muito universal, na qual você pode defender ideias de uma maneira mais profunda, sem ser burocrática”. E é exatamente isso que a canção A Louca provoca nas mulheres que a escutam: identificação, questionamentos, desejo de mudanças.

Manuela atribui o sucesso da música na internet ao tema tratado. Além de seus amigos e familiares, as meninas do Coletivo Jornalismo sem Machismo ajudaram bastante na divulgação da gravação, que já foi enviada para universidades e grupos feministas de outros estados. “É um tema que ainda está vivo, precisa ser discutido, ninguém aguenta mais… Então eu fico tranquila em afirmar: não, senhores, o feminismo não está superado”.

Confira também outras matérias feitas pelo Cotidiano sobre o Coletivo Jornalismo sem Machismo, o Sarau das Minas e as manifestações das estudantes.

Texto: Beatriz Santini

beatrizfsantini@gmail.com

Foto destaque: Julia Orige/Cotidiano

Fonte: Cotidiano de 26/6/2015

UFSC na mídia: Santa Catarina é destaque no prêmio Jovem Cientista

22/05/2015 09:50

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi anunciada, em cerimônia realizada na manhã de quinta-feira, 21 de maio, em Brasília, vencedora da categoria “Mérito Institucional” do Prêmio Jovem Cientista 2015, iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Confira a cobertura da RBS TV neste link.

Tags: CNPqPrêmio Jovem CientistaUFSC

UFSC na mídia: Departamento de Botânica promove saída na Ponta do Coral

13/05/2015 10:00

Cerca de 30 pessoas participaram de  um levantamento de espécies de algas, fungos e plantas na Ponta do Coral, em Florianópolis, na tarde de sexta-feira, 8 de maio. O encontro foi organizado pelo departamento de Botânica da UFSC em parceria com o Movimento Ponta do Coral 100% Pública.

O objetivo era catalogar e fotografar as espécies vegetais encontradas ali, já que a área tem grande interesse ecológico por ser um dos únicos costões rochosos da Baía Norte e se localizar perto do Manguezal do Itacorubi.

João Gabriel, estudante de Biologia da UFSC e participante do Movimento Ponta do Coral 100% Pública, ressalta que a atividade buscou juntar o máximo de conhecimento para embasar melhor a proposta do Parque das Três Pontas. “Aqui, a intenção é ter um parque público. Também queremos utilizar a experiência dos pescadores para alavancar o turismo neste espaço”.

Texto e fotos: Larissa Gaspar

larissa.gasparcp@gmail

Fonte: Cotidiano de 8/5/2015

Tags: Departamento de BotânicPonta do CoralUFSC

UFSC na mídia: aulas de musculação são oferecidas a portadores de Parkinson no CDS

07/05/2015 15:35

Desde 2006, a Associação Parkinson Santa Catarina (Apasc) oferece aos seus associados a atividade de musculação adaptada, que busca melhorar a coordenação motora dos pacientes. As aulas ocorrem nas segundas, quartas e sextas-feiras às 16h.

As atividades acontecem no Centro de Desportos (CDS), sob a supervisão de professores, pós-graduandos e acadêmicos. Para a presidente da Apasc, Leny Ban, é importante divulgar que esse tipo de trabalho existe. “Quem frequenta as atividades da associação nota uma melhora na qualidade de vida”.

Caracterizado por provocar disfunções motoras como rigidez muscular, tremor e lentidão dos movimentos, o Parkinson pode também levar a alterações comportamentais e cognitivas. Um estudo de 2012, da Academia Americana de Neurologia, apontou que a prática da musculação atenuaria as disfunções provocadas pela doença. Os responsáveis pela pesquisa acreditam que a prática de exercícios de musculação pode ser benéfica para pacientes com Parkinson no longo prazo, mas estudos posteriores ainda são necessários.
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UFSC na mídia: Reitora da UFSC, Roselane Neckel, fala sobre a universidade e futuro da educação

14/04/2015 20:49

Para a atual reitora da UFSC, Roselane Neckel, o futuro da educação no país depende de pelo menos duas ações prioritárias: a valorização salarial dos professores e a inclusão da ética e do caráter na formação dos alunos. Neste contexto, as universidades têm um papel importante: como medida capaz de reduzir a desigualdade e equilibrar as possibilidades. Para a reitora, enquanto o Brasil não consegue garantir os mesmos direitos para todos, precisa pelo menos aumentar o acesso a eles.

Que avanço a senhora aponta nos últimos anos a frente da UFSC?

O mais importante de tudo foi a reorganização administrativa da UFSC, que passa pela transparência dos processos que envolvem licitações, compras e projetos realizados com empresas e com o setor público. Com isso criamos a Secretaria de Aperfeiçoamento  Institucional, que tem como missão avaliar todos os processos administrativos dentro da UFSC, tanto de licitações quanto a descentralização de recursos, para checar se todos estão sendo cumpridos, conforme determina a lei. Isso é gestão, o aprimoramento dos objetos de controle e a organização administrativa. Porque a UFSC  é inegavelmente reconhecida pela produção acadêmica, temos 584 grupos de pesquisas, 450 convênios com mais de 50 países, 8.000 projetos de extensão e formamos 32.500 alunos. O que estava faltando era essa reorganização para chegar objetivamente ao resultado.
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UFSC na mídia: Alunos do campus de Joinville testam protótipo que participará de maratona automotiva nos EUA

26/03/2015 16:35

17302568À primeira vista, parece até uma espaçonave pronta para decolar. Mas o motor é de bicicleta elétrica e as rodas não saem do chão. Velocidade também não é o que mais chama a atenção neste veículo futurístico.

O que faz dele especial é a chamada eficiência energética. Trata-se do MilliWatt II, um protótipo desenvolvido para percorrer a maior distância possível consumindo o mínimo de bateria no percurso.

Os pais da invenção são os estudantes do Centro de Engenharia da Mobilidade da UFSC em Joinville. Eles integram a equipe de eficiência energética (Eficem), um projeto de extensão que reúne 25 alunos.
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UFSC na mídia: Direito da UFSC entre as 10 faculdades que mais aprovam no exame da OAB

23/01/2015 10:41

A lista das instituições de ensino que mais aprovam advogados no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) foi divulgada recentemente pela FGV Projetos, que organiza a prova.

Como em outras edições do estudo, as universidades públicas ocupam o topo do ranking. A primeira posição ficou com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), com taxa de aprovação média de 77%. A UFSC ficou na 8ª posição, com 184 inscritos e taxa de aprovação de 64%

O estudo foi feito com base nos resultados do XI ao XIII exame.

Claudia Gasparini para Exame

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-10-faculdades-que-mais-aprovam-no-exame-da-oab#9  publicado em 20/1/2015.

Saiba mais sobre o curso de Direito da UFSC, criado em 1932:

http://noticias.ufsc.br/2012/12/sessao-solene-do-cun-presta-homenagem-aos-80-anos-do-curso-de-direito-da-ufsc/

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UFSC na mídia: 12 filmes que todo estudante de economia precisa ver

17/12/2014 13:32

dest_12_filmesFilmes são uma fonte inesgotável de inspiração, cultura e entretenimento – inclusive para quem quer aprender mais sobre economia. Na opinião do professor Wagner Leal Ariente, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os alunos se surpreendem com a quantidade e a qualidade dos filmes sobre o assunto. Ariente ministra uma disciplina no Departamento de Economia e Relações Internacionais da universidade em que a sétima arte é justamente o centro das atenções. Segundo ele, é preciso desfazer a dicotomia entre entretenimento e sala de aula. “O lazer também pode ser cultural. Alguns filmes são muito úteis para ilustrar situações e conceitos que estudamos na universidade”, afirma.

Veja fotos e vídeos, com a seleção de títulos indicados pelo professor da UFSC a futuros economistas.
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UFSC na Mídia: Alunos do Senai e UFSC ganham prêmios de animação

04/11/2014 14:15

Na última sexta-feira (31), os estudantes Cristiane Le Brum de Vielmond, do Senai de Florianópolis, e Vanessa de Luca e Felipe Almeida, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foram premiados na Semana de Animação Senai (SAS). O reconhecimento às melhores produções em desenho conceitual e animação fez parte da programação da SAS, que prosseguiu até este sábado. Em Santa Catarina, o Senai integra a Federação das Indústrias.

Cristiane venceu a categoria Desenho, que recebeu a inscrição de 28 trabalhos, incluindo ilustrações para personagens, animações, games e outros produtos criativos. A segunda colocação na mesma categoria coube a Álvaro Telles. Tanto o curso de ilustração, realizado atualmente por Cristiane, quanto o de animação, já concluído por Álvaro, são oferecidos pelo Senai por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
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UFSC na mídia: catarinenses recebem prêmio que incentiva mulheres na ciência

23/10/2014 10:20

Duas pesquisadoras catarinenses receberam nesta quarta-feira, em evento no Rio de Janeiro, o prêmio “Para Mulheres na Ciência”, uma parceria da L’Oréal com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). Em sua nona edição, o programa reconheceu o projeto de sete pesquisadoras, concedendo uma bolsa-auxílio no valor de US$ 20 mil para cada.

As pesquisadoras Manuella Pinto Kaster e Patricia de Souza Brocardo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foram comtempladas e ressaltaram a importância da premiação. Para Patricia, o prêmio vem coroar o trabalho de pesquisa:
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UFSC na mídia: Museu da UFSC expõe acervo arqueológico de cinco décadas de pesquisas

16/10/2014 15:51

Quando o homem moderno se surpreende ao perceber a rapidez com que a tecnologia tem avançado nos últimos tempos não faz ideia do que eram capazes de fazer os povos que habitavam a terra há centenas ou milhares de anos, sem qualquer recurso ou conhecimento prévio. Exemplares impressionantes desses materiais, em forma de utensílios domésticos e de higiene, ferramentas, adornos e artefatos bélicos, resgatados de sítios catarinenses coloniais e pós-coloniais e de onde viviam os povos Guarani, Jê e do Sambaqui, além de representações rupestres e oficinas líticas não datadas, podem ser vistos até novembro, em Florianópolis, na exposição “Arqueologia em questão: percorrendo o litoral catarinense”, no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MArquE/UFSC).

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Utensílios domésticos, ornamentos e artefatos bélicos são alguns materiais expostos na mostra

Resultado de cinco décadas de pesquisas realizadas por professores e técnicos da área de arqueologia da universidade, a mostra, que tem curadoria de Luciane Zanenga Scherer, abre pela primeira vez ao público o acervo arqueológico do MArquE com recorte exclusivo no litoral catarinense. A exposição foi aberta em 29 de maio, mas teve que ser fechada em seguida devido a uma greve desencadeada por funcionários da UFSC. Há algumas semanas o museu voltou a funcionar e a partir de hoje passa a receber também visitas pré-agendadas de escolas da região.
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UFSC na mídia: UFSC quer metas mais ambiciosas para o Plano Estadual de Educação

02/10/2014 09:33

Professores e alunos da área educacional da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) analisaram o texto preliminar do Plano Estadual de Educação (PEE), apresentado pelo governo catarinense no começo de setembro, e pediram objetivos mais ambiciosos. Feito nos moldes do Plano Nacional de Educação (PNE), o documento elaborado pelo Estado prevê 19 metas para os próximos dez anos, que vão desde gastar o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor a melhorar o atendimento em creches. As sugestões discutidas na Pró-reitoria de Graduação da universidade, ontem de tarde, serão encaminhadas para o Fórum Estadual de Educação.
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UFSC na mídia: Curso de Cinedebate da UFSC reúne alunos com mais de 50 anos

29/09/2014 15:27

Um curto silêncio toma conta da sala, logo que o filme termina. Sempre acontece isso quando acaba a exibição. É como se de repente todos pensassem a mesma coisa: “Que ensinamentos posso tirar para a minha vida?”. E inevitavelmente há algo a aprender, a comentar, a refletir, a acrescentar, a socializar. As discussões se prolongam e são bem-vindas.

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Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Afinal, justamente com essa finalidade, foi criado há 14 anos o curso de Cinedebate em Gerontologia do Núcleo de Estudos da Terceira Idade (Neti) da UFSC, em Florianópolis. São duas turmas, uma nas terças e outra nas quartas-feiras. O único requisito para frequentá-las é ter 50 anos ou mais. É importante gostar de cinema também, claro.

Numa semana os alunos assistem a um filme – com temática ligada a envelhecimento, família, relacionamentos afetivos, finitude da vida, entre outros – e recebem material teórico sobre o assunto que está sendo proposto. Na semana seguinte, discutem em sala suas impressões e conclusões com o grupo todo, sob a coordenação das professoras Mônica Siedler e Eloá Vahl. Há ainda uma lição de casa: cada um deve escrever uma resenha e um texto opinativo sobre a obra exibida.
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Tags: curso de Cinedebate em GerontologiaNETIUFSC

UFSC na mídia: Aulas de dança incentivam a prática de exercícios e integração na terceira idade

12/09/2014 15:56

Páginas reportagem fotográfica- Divulgação (1)Páginas reportagem fotográfica- Divulgação (2)Durante muito tempo a terceira idade foi atrelada a um estilo de vida de descanso, inatividade e ostracismo. Porém, com o surgimento de inúmeras discussões sobre o papel do idoso na sociedade, o envelhecimento passou a ser visto de outra forma. Atualmente, sabemos que esse momento tão importante da vida também representa protagonismo, atividade, descobertas, aprendizagem e satisfação pessoal.

Criado em 1983, o Núcleo de Estudos da Terceira Idade da UFSC (Neti) tem o objetivo de de valorizar o idoso, inserindo-o no contexto acadêmico e comunitário, e com o compromisso de lutar pelo desenvolvimento de políticas de atenção a pessoas idosas e de formar profissionais na área de gerontologia. Desde então, o Núcleo tem sido referência para estudos de graduação e pós-graduação. Com foco na educação permanente, oferece cursos, grupos, oficinas e projetos voltados para alunos idosos, com o objetivo de promover a sua atualização e inserção social. Também presta assessoria e consultoria à comunidade, através de parcerias com entidades governamentais e não governamentais.
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Tags: dançaNETIUFSC

UFSC na mídia: “Não podemos controlar a chuva. Os desastres, sim”

05/09/2014 10:34
professora Eunice Nodari -foto O Globo

professora Eunice Nodari -foto O Globo

A professora do Eunice Nodari, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC, atesta que erros ambientais do passado continuam a acontecer, aponta caminhos para mudança e fala sobre a históriaambiental de diferentes países – Fabio Seixo / Agência O Globo

Nasci em Sarandi, Rio Grande do Sul. Meu pai era pequeno comerciante e queria que eu fosse ‘alguém na vida’. Bom, consegui ser a primeira a ter curso superior na família… Nos anos 1980, me mudei para Santa Catarina. Tenho 60 anos, 3 filhos e 2 netos e sou casada com um professor de genética vegetal”

Conte algo que não sei.

A história ambiental no Brasil é um campo novo. Começou a ganhar força na década de 1990, com forte influência dos Estados Unidos. Com isso, em 2001, enveredei minha carreira para pesquisas nessa área. Iniciamos com projetos sobre a história do desmatamento das florestas do Sul do Brasil, e avançamos para outros temas prementes relacionados ao meio ambiente. Logo conseguimos criar uma linha de pesquisa em Migrações e História Ambiental, no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi um trabalho pioneiro que vem dando ótimos resultados e, ainda, é um estímulo para outras universidades.

Além da UFSC, quais são as grandes referências em história ambiental no Brasil?

O destaque deve ser dado ao Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ, da UNB e a UFMG. Juntas, essas universidades têm 64 teses de doutorado. É importante ressaltar que os meus ex-orientandos, hoje doutores, já são professores de universidades em diferentes estados. Nelas, eles também estão criando os seus grupos desta disciplina, aumentando, assim, a rede.

A senhora foi palestrante do Simpósio Diálogo em História Ambiental: Brics. O que os países que integram o grupo têm em comum nas questões ambientais?

O Brics reuniu pesquisadores ambientais dos países que o compõem com o objetivo de discutir formas de serem realizadas pesquisas em conjunto. Foi um evento muito importante, inédito na área de história. Foram debatidas similaridades e diferenças. Sem dúvida, as enchentes são eventos recorrentes na maioria dos cinco países. No caso do Brasil, o Rio de Janeiro e Blumenau, por exemplo, sofrem com as cheias. Uma das deficiências observadas nas pesquisas realizadas por mim e por Lise Sedrez deixa claro que as políticas públicas investem muito pouco na prevenção dos problemas que surgem com os temporais anualmente. Uma coisa é certa: não podemos controlar a chuva, mas os desastres, sim.

E, neste caso, qual o papel do historiador ambiental?

É analisar como os desastres ambientais, que são os que têm a intervenção do homem, estão diretamente relacionados com as problemáticas sociais, econômicas, culturais e, mesmo, políticas, apontando os caminhos para evitar que esses processos se repitam.

Erros ambientais do passado ainda são frequentes?

Infelizmente, as lições herdadas do passado não estão sendo devidamente observadas, pois os mesmos erros continuam sendo praticados. Cometer infrações básicas, como não respeitar as áreas de matas ciliares, importantes para a contenção das cheias e a qualidade da água, significa falta de respeito não somente ao meio ambiente, mas também à vida humana e dos demais habitantes do planeta.

A violência ambiental é resultado da falta de legislação?

No meu entender, as violências socioambientais mais preocupantes são as silenciosas, aquelas que acontecem cotidianamente e que não são resolvidas. Por exemplo, a falta de saneamento básico para parte da população. Não podemos atribuir à falta de legislação o descontrole na degradação, pois a própria Constituição de 1988 inclui os direitos relacionados ao meio ambiente.

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UFSC na mídia: primeira turma da UFSC em Joinville se forma neste sábado

25/08/2014 14:40

Para 15 famílias de 12 cidades espalhadas pelo país, a noite de hoje em Joinville será muito especial: eles são os familiares dos formandos de quatro cursos de Engenharia do campus da UFSC em Joinville. Para a cidade, a noite será histórica: são os primeiros engenheiros made in UFSC de Joinville.

16817630A luta da cidade para ter sua universidade federal, iniciada há mais de dez anos, ganha uma nova fase. Se ainda há dificuldades para que exista um campus próprio, laboratórios modernos e prédios novinhos construídos especialmente para as aulas, também há a certeza de que a formação acadêmica é uma realidade.

Além dos 14 formandos dessa noite – são 15 alunos, mas um deles vai ter de concluir o curso no ano que vem –, há mais de 1,5 mil alunos nas quatro engenharias: de Transportes e Logística, Automotiva, Aeroespacial, e Naval.

A formatura será na Liga da Sociedade Joinvilense, a partir das 17 horas. A colação é aberta ao público e deve reunir professores, alunos e servidores da UFSC de Joinville e de Florianópolis.

Para o diretor acadêmico da UFSC em Joinville, Maurício de Campos Porath, a importância da data está no fato de a conquista ser não somente da UFSC.

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UFSC na Mídia: prêmio para ciência contempla pesquisas catarinenses

21/08/2014 12:30

As pesquisadoras Manuella Pinto Kaster e Patricia de Souza Brocardo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ficaram entre as sete vencedoras da etapa brasileira do concurso da 9ª edição do Prêmio For Women in Science (Para Mulheres na Ciência). O prêmio oferece bolas de US$ 20 mil a projetos desenvolvidos por mulheres e é promovido pela L’Oréal, Unesco e Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O projeto de Kaster examina como a avaliação de parâmetros bioquímicos pode facilitar o diagnóstico de transtornos psiquiátricos, que hoje são realizados com base apenas na observação de sintomas. Inicialmente, a pesquisa é feita em cerca de 200 pacientes com depressão atendidos no Ambulatório de Psiquiatria do Hospital Universitário da UFSC. O prazo previsto de conclusão é de dois anos. Kaster faz parte do Departamento de Bioquímica.

Brocardo é do Departamento de Ciências Morfológicas. Ela estuda a capacidade de reação e adaptação do cérebro diante de desafios. A pesquisa baseia-se na descoberta da neurogênese, processo de nascimento de novos neurônios em adultos. A atividade física é uma das intervenções utilizadas para estimular a neurogênese no hipocampo, região do cérebro relacionada a memória, emoções, comportamentos sociais e navegação espacial.

Duas pesquisadoras catarinenses ganharam destaque nacional na 9a edição do Prêmio For Women in Science (Para Mulheres na Ciência). Manuella Pinto Kaster e Patricia de Souza Brocardo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ficaram entre as sete vencedoras da etapa brasileira do concurso.

Promovido pela L’Oréal, Unesco e Academia Brasileira de Ciências (ABC), o prêmio dá bolsa de US$ 20 mil para projetos desenvolvidos por mulheres.

— O prêmio é importante tanto financeiramente, porque são projetos muito caros, e para dar visibilidade e reconhecimento para a pesquisa — diz Manuella, 31 anos, que nasceu em Florianópolis.

A pesquisadora é formada em Biologia pela UFSC e depois se dedicou a estudar neurociências. O curso de pós-doutorado na área foi concluído no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Atualmente, ela é professora do departamento de Bioquímica da UFSC e pretende iniciar a pesquisa para aprimorar o diagnóstico de depressão.

— Hoje a doença não é identificada com base biológica, genética ou neuroquímica. E isso faz com que a depressão seja muito mal diagnosticada, não por culpa dos profissionais, mas dos instrumentos — afirma a pesquisadora.

A professora do departamento de Ciências Morfológicas da UFSC Patricia de Souza Brocardo, 38 anos, é formada em fisioterapia e chegou a ter uma clínica na área. Mas acabou levando a carreira em outra direção:

— A academia acabou me conquistando quando fiz o mestrado em neurociências — diz Patricia, que nasceu em Curitibanos.

As pesquisas não pararam até um pós-doutorado no Canadá. Neste período, pesquisou os impactos do álcool durante a gestação nos neurônios em desenvolvimento, tema que deve ser aprofundado nesta nova pesquisa, que deve analisar os benefícios da atividade física diante dos impactos.

Desde 2006, o Prêmio For Women in Science distribuiu mais de US$ 1 milhão em bolsas-auxílio e sete representantes catarinenses foram premiadas. Simone Nogueira, diretora de comunicação corporativa da L’Oréal Brasil, reforça que o concurso é fundamental para promover o desenvolvimento de jovens cientistas que, em alguns casos, acabam desistindo por falta de incentivo.

Conheça o trabalho das catarineneses
Manuella Pinto Kaster
Pesquisa: A avaliação de parâmetros bioquímicos pode facilitar o diagnóstico de uma série de doenças. Nos transtornos psiquiátricos, como a depressão, o diagnóstico é feito apenas com base na observação dos sintomas relatados pelos pacientes e muito pouco se sabe sobre as causas biológicas da doença. A pesquisa irá verificar, por exemplo, níveis de alguns hormônios ligados ao estresse e outros alterações bioquímicas periféricas em pacientes com depressão, o que poderá auxiliar no diagnósticos e tratamento da doença. Pesquisa deve levar dois anos para ser concluída e deve ser realizada inicialmente em cerca de 200 pacientes com depressão atendidos no Ambulatório de Psiquiatria do Hospital Universitário da UFSC.

Patricia de Souza Brocardo
Pesquisa:  Tema central da pesquisa é a neuroplasticidade. Ou seja como o cérebro reage e se adapta perante desafios. O objetivo geral do projeto é estudar os efeitos benéficos da atividade física em neurônios expostos durante a gestação aos efeitos nocivos do etanol em roedores. O consumo de álcool durante a gestação causa danos no desenvolvimento da criança e pode ocasionar alterações anatômicas, anormalidades cognitivas e comportamentais. Desde a descoberta de que novos neurônios nascem (neurogênese) em cérebros de adultos cada vez mais cientistas buscam intervenções que possam estimular o nascimento destas novas células. A atividade física é uma das intervenções que tem sido usadas com sucesso para estimular a neurogênese hipocampal

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