Artigo sobre eficácia da vacina contra HPV é divulgado em revista científica

13/09/2017 14:30
O professor Edison Natal Fedrizzi, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da UFSC e chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV, é um dos autores de um artigo sobre os resultados dos estudos de eficácia da vacina nonavelente contra o HPV. O artigo foi publicado no dia 5 de setembro, na The Lancet, uma das mais conceituadas revistas científicas da área médica. O Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV foi um dos centros mundiais que avaliou a eficácia desta vacina em mulheres jovens. Confira o artigo.
Mais informações no site do Projeto HPV.
Tags: artigo científicoHPVProjeto HPVUFSC

Debate na UFSC sobre vacinação contra HPV

25/03/2014 08:17

A Liga de Medicina de Família e Comunidade (LiMFC) promove nesta quarta-feira, 26 de março, às 18h30min, no auditório do CCS, o Debate sobre Vacinação contra o HPV, aspectos relativos à segurança e eficácia. Aberto à comunidade.

Participam os médicos:

Jardel Corrêa de Oliveira (MFC) e Edison N. Fedrizzi (GO – Chefe do Centro de Pesquisa Clínica Projeto Hpv)
Ronaldo Zonta (MFC)
Sonia Maria de Faria (Infectologia Pediátrica)

Mais informações: https://www.facebook.com/events/1404649276468730/?ref_newsfeed_story_type=regular&source=1

Tags: debateEdison Natal FedrizziHPVvacinação

UFSC na mídia: vacina contra HPV é segura, diz pesquisador Edison Fedrizzi

11/03/2014 16:07

Segundo o coordenador do Centro de Pesquisas Clínicas da UFSC, vacina vem sendo testada há 12 anos como prevenção ao câncer. Edison Fedrizzi defende o uso preventivo da vacina para HPV em adolescentes.

A vacina contra o HPV que começou a ser aplicada em meninas de 11 a 13 anos noBrasil ainda gera dúvidas, mas o médico pesquisador Edison Fedrizzi, da UFSC, diz que a medicação tem tempo suficiente de acompanhamento como prevenção ao câncer e que protege contra quatro tipos de vírus do HPV.
Fedrizzi contribuiu junto a especialistas de outros 30 países no desenvolvimento da imunização e acredita que em um prazo de cinco anos o novo medicamento poderá ser produzido no Brasil.

Diário Catarinense — Para que serve a vacina contra HPV?
Edison Fedrizzi
 — Esta vacina é contra dois tipos de verrugas genitais e contra dois tipos de câncer de colo de útero — responsáveis por 70% dos casos de doença.

DC — Por que é importante se vacinar?
Fedrizzi 
— As verrugas genitais são consideradas a doença mais frequente no mundo inteiro e a vacina protege contra os vírus de HPV que mais causam colo de útero.

DC — Atualmente, quais os métodos de prevenção do câncer de colo de útero?
Fedrizzi 
— O que temos hoje é o exame Papanicolau, feito por ginecologistas. As desvantagens é que ele tem que ser feito periodicamente. No diagnóstico só aparece quando tem uma lesão pré-cancerígena. Já a vacina previne o que causa a lesão.

DC — Quem pode se vacinar?
Fedrizzi — Todas as mulheres deveriam ser vacinadas. Mesmo as que já contraíram os vírus, porque ao tomarem a vacina estimulam o sistema de defesa do organismo para eliminar o vírus após uma nova contaminação e protege contra uma nova infecção.

DC — Por que vacinar meninas de 11 a 13 anos?
Fedrizzi — O ideal é que a vacina seja aplicada antes do início da vida sexual. Como a aplicação será em rede nacional, temos dados que no Sul do país meninas começam a vida sexual depois dos 12 anos, mas no Norte e Nordeste entre os 10 anos, então foi estipulado esta idade a partir dos 11 anos.

DC — Alguns médicos e inclusive uma das instituições que se posicionaram contra a estratégia foi a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, que divulgou carta questionando a segurança e a eficácia do procedimento. No texto, afirma que a vacina “expõe adolescentes a risco de supermedicação desnecessária” o que o senhor tem a dizer a respeito?
Fedrizzi
 — Todas as vacinas alopáticas têm linhas a favor e contra. Alguns movimentos antivacinas têm considerações vagas e fazem um desserviço à saúde pública que acabam provocando surtos de doenças já controlados com vacinas. A vacina contra a HPV está na rede pública de 53 países e em 126 já é liberada. É extremamente segura, se não fosse não estaria no mercado.

DC — No Japão após a aplicação da vacina houve relatos de dor em algumas mulheres. A aplicação da vacina pode trazer efeitos colaterais ou contraindicações?
Fedrizzi 
— No Japão, o Governo suspendeu a campanha para investigar melhor o sistema de vacinação, mas a vacina contra o HPV continua sendo distribuída. Para que uma medicação possa ser autorizada é preciso demonstrar sua segurança comprovada por estudos e testes reais. Quando se faz a utilização em número maior de pessoas podem aparecer problemas que podem ou não ser relacionados. A vacina do HPV não tem efeitos colaterais associados ao uso. As contraindicações são as para todas as vacinas como dor, febre e quadros alérgicos a algum componente do medicamento.

DC — Como é realizado o procedimento e quais as recomendações após a vacinação?
Fedrizzi 
— A vacina pode ser aplicada tanto no braço quanto na coxa, com injeção. Os pais não precisam levar até o posto porque equipes da saúde estarão nas escolas públicas e particulares para a vacinação. Nos postos a vacina também estará disponível. A recomendação é que a menina fique em observação durante 10 a 15 minutos logo após a aplicação. Nesta idade é comum ocorrer um mal-estar ou até mesmo um desmaio, mas relacionado a aplicação em si, não à vacina. Em caso de reação alérgica, como falta de ar ou coceiras pelo corpo, não deve ser tomada a segunda dose da vacina. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo a segunda seis meses depois da primeira, e a terceira, cinco anos após a primeira dose.

DC — Quem tomar a vacina não precisará fazer o exame preventivo com o ginecologista?
Fedrizzi
 — A vacina protege contra quatro tipos de vírus, então é importante continuar fazendo os exames periódicos, mas com uma proteção muito maior contra as doenças.
DC — A vacina é segura?
Fedrizzi — É extremamente segura. Está há 12 anos sendo acompanhada. Na Austrália, com três anos de uso já foi comprovada uma redução de 45% das lesões cancerosas e, em cinco anos, reduziu em 93% as verrugas genitais, além de proteger também os homens em 80%, em relação às verrugas genitais masculinas. Em SC, fizemos parte do grupo de pesquisa em 30 países que testou a eficácia da vacina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/03/vacina-contra-o-hpv-e-segura-diz-pesquisador-4442708.html

Tags: Edison FedrizziHPVprevenção câncervacina

“UFSC Entrevista” apresenta o Projeto HPV

15/04/2013 14:23

O “UFSC Entrevista” que foi ao ar no dia 15, pela TV UFSC, recebeu o professor do curso de Medicina, Edson Natal Fedrizzi, para conversar sobre o Projeto HPV da Universidade Federal de Santa Catarina, que completou dez anos em 2012. Ele falou sobre a prevenção, o desenvolvimento da vacina contra o Papiloma Vírus Humano, o resultado das pesquisas feitas tanto com homens quanto com mulheres, e os projetos futuros.
(mais…)

Tags: HPVTVUFSC

I Encontro Catarinense de Experts em HPV marca o início de campanha de vacinação na UFSC

10/08/2012 20:05

 

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Edison Fedrizzi destacou a necessidade do Sistema Público de Saúde oferecer a vacina contra o vírus

A  comunidade universitária será beneficiada a partir desta sexta-feira, 10 de agosto, pela campanha de vacinação anti-HPV promovida pelo Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV em parceria com clínicas e empresas farmacêuticas. O valor da vacina contra a HPV será reduzido: R$ 249 por dose – ou R$ 239 à vista -, preço inferior ao de mercado, que em algumas regiões pode chegar a R$400 por dose. A vacinação é feita em três etapas e previne contra o vírus que contamina oito em cada dez mulheres ao menos uma vez na vida. Alunos – incluindo os do Colégio de Aplicação -, professores e técnico-administrativos dos campi da UFSC podem solicitar o desconto.

Os interessados, entre 9 e 26 anos, devem solicitar a redução de valor da vacina no Centro de Pesquisa Clínicas Projeto HPV (na área D do Hospital Universitário da UFSC) e levá-lo a clínicas parceiras da campanha. O pedido também pode ser feito no local do I Encontro Catarinense de Experts em HPV, na sala Aroeira, segundo andar do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. Caso o interessado esteja fora da faixa etária contemplada pela campanha, o desconto será cedido apenas com prescrição médica.

Experts em HPV
A campanha de vacinação na UFSC teve início durante as atividades do  I Encontro Catarinense de Experts em HPV, onde 120 interessados se inscreveram para acompanhar as discussões comandadas por professores e pesquisadores de todo o Brasil. O evento é multidisciplinar e ocorre em comemoração aos 10 anos de fundação do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do Hospital Universitário. O  professor de Ginecologia e Obstetrícia da UFSC e Chefe do Centro de Pesquisa, Edison Fedrizzi, deu início ao encontro destacando o benefício comunitário do evento, destacando a necessidade de o Sistema Público de Saúde oferecer a vacina contra o vírus. Fedrizzi ressalta que a maioria dos países desenvolvidos já disponibiliza a vacina gratuitamente. “O investimento nas vacinas preventivas torna-se menor que o custo para o tratamento da doença já desenvolvida e essa economia pode destinar mais recursos para o estudo sobre HPV”, disse o professor, que responsabiliza as questões políticas à dificuldade para negociar a distribuição da vacina.

Em seguida, a História do HPV foi resumida pelo pesquisador da Universidade Federal Fluminense, Mauro Romero Leal Passos. O professor lembrou que, apesar de se apresentar como uma doença nova, o HPV acompanha a humanidade. Como exempo, citou o grego Hipócrates, considerado por muitos o pai da medicina, que já reconhecia o vírus na antiguidade. O pesquisador também enfatizou que o Brasil é um dos grandes campos de trabalho e de publicações sobre o assunto, mas lamentou que a vacina ainda não seja disponibilizada em toda a rede pública.

A pesquisadora do DNAnálise Laboratório, Elizabeth Menezes, falou sobre genoma, classificação, estrutura e a relação entre o gene e sua função no vírus HPV. Na mesa “Biologia do HPV”, Elizabeth destacou que os conceitos sobre o vírus modificam com os avanços das pesquisas, principalmente em áreas novas como a biotecnologia.

Na mesa “História Natural e imunologia”, o professor do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Unicamp, Paulo César Giraldo, explicou como o vírus atua no organismo humano e citou motivos que tornam as pessoas mais vulneráveis à doença, como fatores genéticos e externos – estresse, por exemplo.

Edison Fedrizzi, retomou a fala na última mesa da manhã anterior ao fórum de discussão. A transmissão do HPV e sua relação com a gravidez e com o homem foram o tema da exposição. Para Fedrizzi, é fundamental fortalecer a prevenção ao vírus desde a infância. A transmissão ocorre em 95% dos casos por meio de relação sexual, mas 5% dos casos de contaminação se dá por contato de pele ou perinatal (durante a gravidez). O professor enfatiza que o método mais eficaz para previnir doenças relacionada ao vírus é a vacinação.

Vacinação em São Pedro de Alcântara
Assim como na UFSC, a cidade de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis também será beneficiada por uma campanha de vacinação ligada ao Centro de Pesquisas Clínicas Projeto HPV. Meninas de 12 a 14 anos receberão gratuitamente a vacina que previne contra o câncer de colo do útero. A cidade será a primeira do sul do Brasil a disponibilizar a vacina, que está no mercado desde 2006, sem custo para a população. A secretária de saúde da cidade, que subsidia a campanha, pretende iniciar a imunização depois do dia 27 de agosto.

Mais informações: (48)3721-9082 e projetohpv@hu.ufsc.br

Mateus Vargas / Estagiário da Agecom / UFSC
mateusbandeiravargas@gmail.com

Foto: Wagner Behr / Agecom / UFSC

 

Veja também:

– UFSC recebe 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV

– Encontro discute HPV na infância e na adolescência


Tags: CCSHPVHU

Encontro discute HPV na infância e na adolescência

10/08/2012 19:18

O 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV, que começou nessa sexta-feira, 11 de agosto, teve como uma das discussões a relação do HPV com a infância e a adolescência. O doutor Cassius Torres-Pereira, professor do Departamento de Estomatologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), falou sobre as manifestações bucais de doenças relacionadas ao vírus. “O aspecto clínico da boca não é tão diferente do encontrado em outras regiões do corpo”, destacou o professor, que acrescentou que a lesão na cavidade bucal mais comum associada ao HPV é o papiloma – erupção característica da doença frequentemente encontrada na pele.

HPV, sexo e infância
O doutor, que é graduado em Odontologia, também ressaltou que, apesar do que se vê veiculado na mídia, não há nenhuma comprovação de que existe relação entre o sexo oral e o câncer de boca, que é corretamente associado ao tabagismo, ao etilismo (envenenamento ou intoxicação com álcool etílico), à exposição ao sol e a fatores socioeconômicos.

Cassius falou sobre como dentistas são capazes de identificar se o paciente praticou sexo oral recentemente, inclusive se foi um ato forçado. “Isso é importante no caso das crianças, porque é um dos fatores que levam à conclusão de que o menor está sofrendo maus tratos e/ou abusos”, comentou.

A doutora Maria Ignez Saito, da Universidade de São Paulo (USP), deu continuidade ao tema expondo a relação da medicina pediátrica com o vírus HPV. A maioria dos casos infantis diagnosticados é relacionada ao abuso sexual. “O papel da pediatria é vacinar. E há uma falha nisso em relação ao HPV”, disse ela. Já a adolescência se trata da faixa de maior vulnerabilidade e risco. “A única forma de prevenção 100% contra o vírus é a total falta de contato com órgãos genitais. Ou a monogamia mútua durante a vida toda”, ironizou a doutora, referindo-se ao fato de que os jovens, atualmente, iniciam a vida sexual cada vez mais cedo e têm cada vez mais parceiros – o que aumenta as chances de contrair o vírus.

A Vacina Quadrivalente Recombinante, comercializada a partir de 2006, cumpre um papel importante por ser voltada ao câncer e outras patologias ligadas ao HPV. Ainda assim, a prevenção é imprescindível. Os familiares e a própria sociedade têm o dever de educar e conscientizar os adolescentes a respeito das doenças sexualmente transmissíveis. A atuação do pediatra também é decisiva –  na percepção de quando a criança ou o adolescente sofre maus tratos e no direito que todo paciente tem à informação. “O profissional não deve ter medo de denunciar. A pediatria tem grande responsabilidade. Só a prevenção vai mudar a história da incidência de casos dessas doenças”, ressaltou Maria Ignez.

O Encontro continua nesse sábado, dia 11,  no Centro de Cultura e Eventos, com discussões acerca do tratamento, da infecção em casos especiais, da prevenção e da implementação da vacina anti-HPV.

Mais informações: (48) 3233-6798 ou (48) 3721-9082 ou projetohpv@hu.ufsc.br.

Isadora Ruschel / Estagiária de Jornalismo na Agecom / UFSC
isadoracastanhel@gmail.com

Leia mais:

– UFSC recebe 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV

– I Encontro Catarinense de Experts em HPV marca o início de campanha de vacinação na UFSC

Tags: CCSHPVHUUFSC

Centro de Pesquisa em HPV inaugura nova sede nesta quinta

01/08/2012 08:49
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O Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV inaugura nesta quinta-feira, dia 2 de agosto, às 11h, sua nova sede, na área D do Hospital Universitário da UFSC. Neste mesmo dia apresenta, às 10h30min, no anfiteatro do HU,  a palestra “HPV ao longo da História”.

O HPV ou Papilomavírus humano (Human papillomavirus) é um vírus de transmissão preferencialmente sexual, considerado como a DST (doença sexualmente transmissível) mais frequente no mundo. São  vírus da família Papilomaviridae, capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, com um crescimento limitado e que habitualmente regridem espontaneamente por ação do sistema imunológico. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais cerca de 45 infectam a área ano-genital masculina e feminina.

O câncer de colo de útero, causado por esse vírus, é a segunda causa mais comum de morte por neoplasia, depois do câncer de mama. A cada ano ocorrem cerca de 500 mil casos de câncer de colo de útero no mundo.

O desenvolvimento de vacinas capazes de conter esse câncer e outras doenças causadas pelo HPV criou grandes perspectivas. Desde 2002 a UFSC colabora com o esforço de testar essas vacinas, no Centro de Pesquisa Clínica/Projeto HPV, no Hospital Universitário.

Leia mais: UFSC sediará  1º Encontro Catarinense de Experts em HPV

Informações: (48) 3233-6798 / 3721-9082 / projetohpv@hu.ufsc.br

Leia mais sobre pesquisas da UFSC:
– Relação entre sistema canabinóide endógeno e álcool será discutida na Reunião Anual da SBPC
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UFSC terá representação de cinco jovens cientistas na Reunião Anual da SBPC
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Pesquisa identifica consequências do uso de salto alto
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Consequências do milho transgênico na fauna de besouros é tema de pesquisa
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Estudo avalia que rotulagem de alimentos não segue padronização e pode confundir consumidor
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Pesquisa avalia doenças causadas por contaminação atmosférica ocupacional


– Laboratório de Protozoologia celebra 30 anos dedicados à pesquisa e à formação
– Sub-rede de Desastres Naturais será coordenada pela UFSC
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Pesquisas com goiabeira-serrana conquistam prêmio da Sociedade de Botânica Econômica dos Estados Unidos
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Estudos têm resultados promissores para tratamento do AVC e de queimaduras com células-tronco
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Pesquisa da UFSC sobre melhoria de ossos sintéticos é apresentada em congresso na China
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UFSC se destaca no Prêmio Capes de Tese
– Vida do educador Vilson Steffen é tema de documentário
– Laboratório realiza ensaios para certificação de implantes de silicone pelo Inmetro
– Pesquisa sobre engenharia metabólica e evolutiva de leveduras conquista Prêmio Top Etanol
– Professores da UFSC lançam publicação sobre mudanças climáticas
– Pesquisadores estudam mosquitos na Ilha de Santa Catarina

Tags: HPVHU

Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV inaugura nova sede

30/07/2012 08:44

O Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV inaugura nesta quinta-feira, dia 2 de agosto, às 11h, sua nova sede, na área D do Hospital Universitário da UFSC. Neste mesmo dia apresenta, às 10h30min, no anfiteatro do HU,  a palestra “HPV ao longo da História”.

O HPV ou Papilomavírus humano (Human papillomavirus) é um vírus de transmissão preferencialmente sexual, considerado como a DST (doença sexualmente transmissível) mais frequente no mundo. São  vírus da família Papilomaviridae, capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, com um crescimento limitado e que habitualmente regridem espontaneamente por ação do sistema imunológico. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais cerca de 45 infectam a área ano-genital masculina e feminina.

O câncer de colo de útero, causado por esse vírus, é a segunda causa mais comum de morte por neoplasia, depois do câncer de mama. A cada ano ocorrem cerca de 500 mil casos de câncer de colo de útero no mundo.

O desenvolvimento de vacinas capazes de conter esse câncer e outras doenças causadas pelo HPV criou grandes perspectivas. Desde 2002 a UFSC colabora com o esforço de testar essas vacinas, no Centro de Pesquisa Clínica/Projeto HPV, no Hospital Universitário.

Leia mais: UFSC sediará  1º Encontro Catarinense de Experts em HPV

Informações: (48) 3233-6798 / 3721-9082 / projetohpv@hu.ufsc.br

Leia mais sobre pesquisas da UFSC:
– Relação entre sistema canabinóide endógeno e álcool será discutida na Reunião Anual da SBPC
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– Vida do educador Vilson Steffen é tema de documentário
– Laboratório realiza ensaios para certificação de implantes de silicone pelo Inmetro
– Pesquisa sobre engenharia metabólica e evolutiva de leveduras conquista Prêmio Top Etanol
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Tags: HPVUFSC

UFSC sediará 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV

06/07/2012 16:38

Em comemoração ao 10º Aniversário do Centro de Pesquisa Clínica Projeto HPV do Hospital Universitário da UFSC, será realizado o 1º Encontro Catarinense de Experts em HPV. O evento acontece no Auditório da Reitoria, em Florianópolis, nos dias 10 e 11 de agosto, e as inscrições para estudantes e profissionais da saúde estão abertas.

O evento contará com a experiência de 14 renomados professores e pesquisadores de todo o Brasil que estudam o tema diariamente. O Encontro será multidisciplinar, contando com a participação de especialistas em HPV nas áreas de virologia, patologia, ginecologia, obstetrícia, urologia, proctologia, pediatria e estomatologia.

Inscrições e informações: (48) 3233-6798 / 3721-9082 e projetohpv@hu.ufsc.br.

 

Saiba mais:
O que é o HPV ?

HPV ou Papilomavírus humano (Human papillomavirus) é um vírus de transmissão preferencialmente sexual, considerado como a DST (doença sexualmente transmissível) mais frequente no mundo. São  vírus da família Papilomaviridae, capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, as quais mostram um crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente por ação do sistema imunológico. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais cerca de 45 infectam a área ano-genital masculina e feminina. 

Qual sua importância no trato genital  ?
A infecção genital ou anal pelos HPV pode causar lesões benignas (condilomas acuminados ou verrugas genitais ou cavalo de crista) tanto em homens quanto mulheres e lesões pré-cancerosas e câncer propriamente dito, principalmente do colo uterino. O grupo de vírus que causa a lesão benigna é diferente do grupo que causa a doença maligna. Estudos desde a década de 80 comprovaram que o HPV é o agente causador do câncer do colo uterino. Mas para a mulher ter este tipo de câncer, além da presença do vírus, necessita de outros fatores (imunológicos, hormonais, dietéticos e ambientais) que irão propiciar o crescimento e a evolução das lesões HPV induzidas.

 Qual o percentual de mulheres infectadas?
É variável, dependendo da região que se estuda. Em média consideramos que 20-50% das mulheres sexualmente ativas estejam infectadas de alguma forma pelo vírus (infecção latente ou produtiva). As infecções latentes (mais frequentes) são assintomáticas e passam a se manifestar no momento em que há uma diminuição no sistema de defesa (imunológico) do indivíduo. Já a infecção produtiva tem várias formas de manifestação, indo desde pequenas lesões praticamente imperceptíveis (lesões sub-clínicas) até lesões gigantes (Tumor de Buschke-Loewenstein) .

Estudos epidemiológicos estimam que a infecção HPV venha atingir mais de 85% da população nos próximos 10 anos  e se nada for feito para modificar esta tendência, todas as pessoas poderão se infectar em alguma fase de suas vidas.
Fonte: Projeto HPV


Confira a programação:

10-Agosto (Sexta-Feira)
08:45 – Abertura
Mesa redonda: BASES DA INFECÇÃO HPV – Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
09:00-09:20h
– HPV: Um pouco de História: Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
09:20-09:40h
– A biologia do HPV: Dra Elizabeth Menezes (SC)
09:40-10:00h
– História Natural e Imunologia: Dr Paulo Giraldo (SP)
10:00-10:20h
– Transmissão: Papel do Homem e da Gravidez: Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
10:20-10:40h – Discussão
10:40-11:00h – Coffee Break
Mesa redonda: DIAGNÓSTICO LABORATORIAL – Dra Elizabeth Menezes (SC)
11:00-11:20h – Colpocitologia Oncótica e Histopatologia: Dra Maria Beatriz Shiozawa (SC)
11:20-11:40h – Biologia Molecular no Diagnostico da Infecção HPV: Dra Elizabeth Menezes (SC)
11:40-12:00h – Discussão
12:00h– 13:30h – Lunch Meeting : HPV para Profissionais da Saúde

 

Mesa redonda: DOENÇA HPV INDUZIDA – Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
14:00-14:20h – Ginecologia: Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
14:20-14:40h – Urologia: Dr Julio Máximo de Carvalho (SP)
14:40-15:00h – Proctologia: Dr Sidney Roberto Nadal (SP)
15:00-15:20h – Cavidade Oral: Dr Cassius Torres-Pereira (PR)
15:20-15:40h – Pediatria: Dra Maria Inês Saito (SP)
15:40-16:00h – Discussão
16:00-16:20 – Coffe Break
Mesa redonda: INFECÇÃO HPV EM GINECOLOGIA (TRATAMENTO) – Dr Paulo Naud (RS)
16:20-16:40h – Verruga Genital: Dr Paulo Giraldo (SP)
16:40:17:00h – NIVA e NIV: Dr Gutemberg Almeida (RJ)
17:00-17:20h – NIC: Dr Newton Sérgio de Carvalho (PR)
17:20-17:40h – Diagnostico Diferencial da Infecção HPV: Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
17:40-18:00h – Discussão

11-Agosto (Sábado)
Mesa redonda: INFECÃO HPV EM OUTRAS ESPECIALIDADES (TRATAMENTO) – Dr Newton Sérgio de Carvalho (PR)
09:00-09:20h – Urologia: Dr Julio Máximo de Carvalho (SP)
09:20-09:40h – Proctologia: Dr Sidney Roberto Nadal (SP)
09:40-10:00h – Cavidade Oral : Dr Cassius Torres-Pereira (PR)
10:00-10:20h – Discussão
10:20-10:40h – Coffe Break

Mesa redonda: CONDUTA NA INFECÇÃO HPV EM SITUAÇÕES ESPECIAIS – Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
10:40-11:00h – Imunossupressão: Dr Newton Sérgio de Carvalho (PR)
11:00-11:20h – Gestação: Dr Gutemberg Almeida (RJ)
11:20-11:40h – Aspectos Psicossociais: Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
11:40-12:00h – Discussão
12:00h – Almoço

Mesa redonda: PREVENÇÃO DA INFECÇÃO HPV – Dr Paulo Giraldo (SP)
14:00-14:20h – Preservativo (Eficácia e Limitações): Dr Mauro Romero Leal Passos (RJ)
14:20-14:40h – Vacina Bivalente Anti-HPV: Dr Paulo Naud (RS)
14:40-15:00h – Vacina Quadrivalente Anti-HPV: Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
15:00-15:20h – Discussão
15:20-15:40h – Coffe Break

Mesa redonda: IMPLEMENTAÇÃO DA VACINA ANTI-HPV – Dr Gutemberg Almeida (RJ)
15:40-16:00h – Modelos de Sucesso (Austrália)- Dr Edison Natal Fedrizzi (SC)
16:00-16:20h – Implementação Setor Privado
16:20-16:40h – Implementação Setor Público
16:40-17:00h – Discussão e Encerramento

Tags: CCSHPVsaúde