UFSC apresenta podcast para divulgação da produção científica

30/04/2019 13:20

Luciane a Simon foram os primeiros entrevistados do podcast UFSC Ciência. Foto: Caetano Machado/Agecom/UFSC

Figurando no ranking de produção científica no Brasil como a décima instituição que mais produz ciência, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolve diversas atividades de ensino, pesquisa e extensão em seus mais de 108 cursos de graduação presenciais e 14 cursos de educação a distância. A partir desta terça-feira, dia 30 de abril, toda essa produção científica ganha um novo espaço: o podcast UFSC Ciência.

Podcasts são arquivos de áudio disponíveis para o usuário escutar a hora que quiser. Os episódios serão quinzenais, a partir desta terça-feira, 30 de abril, e estarão em diversas plataformas, como Spotify, iTunes e Soundcloud.
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UFSC na mídia: Museu Nacional abrigava acervo de sambaquis do Sul de Santa Catarina

06/09/2018 10:13

O Museu Nacional, que queimou por cerca de seis horas, entre a noite de domingo (03) e a madrugada desta segunda-feira (04), no Rio de Janeiro, abrigava mais de 20 milhões de itens históricos do Brasil e de culturas estrangeiras como a coleção egípcia adquirida por Dom Pedro I. Além de ser a casa do fóssil humano mais antigo já encontrado no país, o Museu também hospedava história catarinense.

Museu Nacional, no Rio de Janeiro, foi tomado por um incêndio na noite deste domingo - Tânia Rego/Agência Brasil/Divulgação/ND

Museu Nacional, no Rio de Janeiro foi tomado por um incêndio na noite deste domingo. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Divulgação/ND

De acordo com a arqueóloga Luciane Zanenga Scherer, do Museu de Arqueologia e Etnologia Oswaldo Rodrigues Cabral da Universidade Federal de Santa Catarina (MArquE/UFSC), a instituição abrigava o acervo Sambaqui de Cabeçuda oriundo de pesquisa do arqueólogo Luiz de Castro Faria. A descoberta dos esqueletos, fósseis e outros materiais ocorreu na década de 1960, em Laguna, no Sul do Estado.

Como na época não havia museu consolidado na região, o pesquisador decidiu levar os achados para o Rio de Janeiro, a fim de preservar a história contida no material encontrado.

“Não foi só esse (acervo) perdido, mas muito mais se foi. Não se sabe ainda se vai ser possível recuperar alguma coisa. Será preciso fazer uma escavação nos escombros. Mas o que estava na exposição queimou tudo”, lamentou Luciane.

A arqueóloga fez a pós-graduação e estava cursando o doutorado nas dependências do Museu Nacional, que é vinculado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

“Era uma tragédia anunciada, os órgãos públicos não estavam nem aí. Imagine os professores que tinham seus laboratórios lá, não é só pelo prédio, mas por tudo o que estava lá dentro. É muito triste que tantas outras instituições de patrimônio estejam nessa mesma situação, sendo negligenciadas pelo poder público”, criticou a professora.

Bombeiros controlaram incêndio no Museu Nacional por volta das 2h da madrugada desta segunda-feira - Dhavid Normando/Futura Press/Folhapress

Bombeiros controlaram incêndio no Museu Nacional por volta das 2h da madrugada desta segunda-feira. Foto: Dhavid Normando/Futura Press/Folhapress

Ao longo desta segunda-feira, as equipes dos bombeiros permaneceram no local fazendo trabalho de rescaldo. O Ministério da Cultura ventilou duas possibilidades para a causa do incêndio que ainda está sob investigação: queda de um balão no teto do edifício e curto-circuito em um laboratório. Profissionais que atuavam no espaço criticaram a falta de manutenção. Além disso, o trabalho dos bombeiros teria sido dificultado em função dos hidrantes do prédio estariam descarregados.

Fonte: Notícias do Dia, de 3/9/2018

 

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Museu da UFSC tem peças expostas em São Paulo

05/10/2015 11:01

Esculturas do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram cedidas para a exposição do 34º Panorama da Arte Brasileira  “Da Pedra/Da Terra/Daqui”. A mostra, realizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), fica em cartaz de 3 de outubro à 18 de dezembro e reúne esculturas de dois mil a sete mil anos, além de trabalhos de seis artistas contemporâneos.unnamed

Ao todo serão expostas 60 obras encontradas no território que atualmente corresponde do sudeste brasileiro à costa do Uruguai. Dentre as 11 esculturas emprestadas ao MAM, estão uma ferramenta lítica de afiação; um antropomorfo – que imita as formas humanas; quatro zoólitos – em forma de animais; e cinco peças em formas geométricas, incluindo um prato em diabásio e outras quatro que formam um conjunto. Todas são provenientes de sambaquis do Litoral Catarinense.

O conjunto de artefatos com formatos geométricos foi encontrado no município de Imaruí, litoral sul de Santa Catarina, e foi adquirido pelo professor Oswaldo Rodrigues Cabral em 1960. Três itens desse conjunto estão entre os destaques do evento. Os grupos que produziram e utilizaram as peças são chamados de “sambaquieiros” e foram os primeiros povos a habitar o litoral de Santa Catarina.

A maioria dos artigos não foi encontrada em pesquisas arqueológicas e sim durante desmontes de sambaquis que eram utilizados na fabricação de adubos, ração animal e na pavimentação de estradas. Por isso a dificuldade de estabelecer a idade específica dos objetos e também em conhecer o contexto em que foram produzidos. Luciane Zanenga Scherer, arqueóloga do MArquE diz que “como os sambaquis são sítios arqueológicos muito antigos podemos dizer que há seis mil anos atrás estas esculturas já poderiam estar sendo confeccionadas por estes grupos”.

Informações: (11) 5085-1300

Giovanna Olivo/Estagiária de Jornalismo/Agecom/DCG/UFSC

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