Pesquisa cria novo modelo matemático para encontrar buracos negros

22/03/2019 12:26

Um novo modelo matemático para encontrar buracos negros em uma maior gama de situações: este é o resultado de uma colaboração entre os pesquisadores Ivan Pontual Costa e Silva da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Jonatan Herrera, da Universidad de Córdoba (UCO, Espanha); e Jose Luis Flores, da Universidad de Málaga (Espanha). A pesquisa foi publicada no Journal of High Energy Physics no final de 2018.

Professor do Departamento de Matemática da UFSC, Pontual explica que a proposta é uma abordagem mais ampla do que a normalmente utilizada pela Física Teórica, e abre possibilidades para delinear a grande variedade de possíveis buracos negros, cobrindo uma variedade maior de modelos. “Trata-se de um resultado de aplicação na física, especificamente sobre uma previsão da Teoria da Relatividade Geral, que são os buracos negros. É um trabalho matemático caracterizado por uma maior generalidade; ao invés de analisar um modelo específico, estudamos uma classe grande de modelos”, diz Pontual.
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O universo em expansão de Hawking: influências do cientista são avaliadas por professores da UFSC

03/04/2018 13:03

Neste sábado, 30 de março, foi realizado o velório de um dos mais renomados cientistas contemporâneos, Stephen Hawking. Falecido em 14 de março, o físico terá suas cinzas sepultadas na Abadia de Westminster e ficará ao lado de Isaac Newton e Charles Darwin, dois dos mais proeminentes cientistas britânicos de todos os tempos.

A deferência a Hawking não é sem motivos. Sua influência extrapolou seu campo de atuação científica e para buscar sintetizá-la, a Agência de Comunicação da UFSC (Agecom) entrevistou dois professores do Departamento de Física (FSC/CFM/UFSC), Débora Peres Menezes e Roberto Kalbusch Saito, para que ambos analisassem o impacto do trabalho de Hawking.

A singularidade de Hawking

Notório e notável, Stephen Hawking, trouxe originais avanços teóricos à cosmologia e astrofísica. Débora é explícita em dizer: “para o campo da cosmologia, Hawking era o maior cientista vivo”. Além de sua grande contribuição à área, no entanto, o físico inglês ganhou relevo por sua incrível capacidade de divulgação de temas complexos como singularidade, universo primordial, buracos negros e horizonte de eventos, por exemplo. Em best-sellers mundiais, ele disseminou para iniciantes em ciências conceitos até então herméticos.

Débora afirma que “a ciência normalmente se desenvolve assim: cada um vai contribuindo com uma migalhinha. Revendo aqui e ali e, de repente, alguém aparece e dá um salto. É difícil avaliar o quanto de migalha e quanto de salto tem Hawking, mas que ele possui uma contribuição relevante é indiscutível”.

Segundo Roberto, “além de um trabalho científico de excelência, o físico teve verdadeiro brilhantismo em divulgação”. O professor ainda acrescenta que “Hawking conseguiu explicar ao público em geral o que mesmo os astrofísicos tinham dificuldade em entender”.
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Pós em Física promove seminário sobre buracos negros nesta sexta

11/05/2015 11:04
João Evangelista Steiner (IAG-USP)

João Evangelista Steiner (IAG-USP)

O Programa de Pós-Graduação em Física promove nesta sexta-feira, 15 de maio, às 10h15, na sala 212 do auditório do Departamento de Física, o seminário “Buracos Negros Ativos, Inativos e Múltiplos: um recenseamento”, com o professor João Evangelista Steiner, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP. O evento é presença obrigatória para os alunos matriculados na disciplina Seminários.

Resumo:

Buracos negros supermassivos parecem residir na maioria das galáxias de alta massa e em uma fração das galáxias de baixa massa. Ao capturar gás, esses objetos tornam-se luminosos e são chamados de núcleos ativos. Parte significativa dos núcleos de galáxias no Universo Local não mostra atividade nuclear, podendo ter buracos negros inativos (sem captura de gás), mais difíceis de serem detectados.

Está-se conduzindo um recenseamento dos núcleos de todas as galáxias brilhantes (B <12 mag) do hemisfério Sul, utilizando espectroscopia de campo integral nos telescópios Gemini, para estudar, com precisão inédita, suas propriedades nucleares e circum-nucleares. Os resultados preliminares indicam que: 1) em galáxias massivas, núcleos ativos são ao menos duas vezes mais frequentes do que indicavam pesquisas anteriores; 2) há uma fração significativa de objetos ativos de muito baixa luminosidade; 3) encontramos núcleos fora do centro ou com estrutura múltipla com frequência inesperada; 4) gás ionizado ou neutro está presente no centro de 97% das galáxias massivas.

 

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