1º Ciclo de Palestras Cidades do Futuro abordará o patrimônio cultural

02/05/2013 15:27

O 1º Ciclo de Palestras “Cidades do Futuro: Arquitetura de hoje, patrimônio de amanhã”, promovido pela Superintendência do IPHAN em Santa Catarina e que conta com o apoio do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, será realizado nos dias 6 e 7 de maio, no Auditório da Reitoria. O evento tem como objetivo apresentar o patrimônio cultural como pilar fundamental do planejamento urbano e da criação de novas arquiteturas, proporcionando o intercâmbio de conhecimento e o debate entre alunos, professores e profissionais que atuam nos diversos campos do patrimônio cultural. Aberto ao público e gratuito.
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Estudantes de Arquitetura desenvolvem projetos para moradia estudantil

19/04/2013 11:54

A exposição “Há Vagas – Repensando a Moradia Estudantil”, organizada pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, apresenta propostas desenvolvidas na disciplina Projeto Arquitetônico V para um novo anexo para a atual moradia estudantil do campus João David Ferreira Lima. A exposição termina nesta sexta-feira, 19 de abril, no hall da Reitoria.

A TV UFSC destaca a exposição na matéria de Sâmia Fiates e Caio Spechoto:

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Projeto Ekó House recebe premiação internacional

11/10/2012 18:13

Imagem da Ekó House, capturada do vídeo gravado pela Universidade de São Paulo

Uma equipe de alunos e professores da UFSC ficou na terceira colocação no quesito sustentabilidade no Solar Decathlon Europe (SDE), campeonato mundial universitário de casas autossuficientes em energia. O projeto Ekó House, que é desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), reúne pesquisadores nas diferentes áreas do design, comunicação e marketing, engenharias e arquitetura e urbanismo. A competição aconteceu em Madri, na Espanha, no mês de setembro.

O objetivo da Ekó House é ser referência como construção sustentável por meio da pesquisa de soluções e tecnologias eficientes e baratas. A casa utiliza energia solar, água da chuva e iluminação natural. Além do terceiro lugar em Sustentabilidade, ficou entre os quatro finalistas no quesito Comunicação e Conscientização Social. A casa foi projetada para duas pessoas, mas pode ser adaptada para até quatro moradores. A construção possui 47 m² de área interna separados em cozinha, banheiro, quarto, sala de estar e sala de jantar, além de uma varanda. O isolamento térmico ajuda a manter o conforto da residência. Fabricada em madeira e outros materiais, a casa se mantém em temperatura agradável.

A casa ainda é inviável para moradia popular. Construída apenas uma unidade, o preço pago pela Éko House chegou a 450 mil euros. Segundo a coordenadora de comunicação do projeto, Bruna Mayer de Souza, a produção em escala poderia reduzir os custos do investimento. Muitos dos materiais utilizados na construção foram importados. Além disso, a instalação de placas de captação de energia solar encarece a obra.

O projeto integrou graduandos, pós-graduandos e professores no planejamento da casa. Para avaliar o trabalho, são analisados dez aspectos: Arquitetura; Engenharia e Construção; Industrialização e Viabilidade de Mercado; Comunicação e Conscientização Social; Sustentabilidade; Inovação e Eficiência Energética; Condições de Conforto; House Functioning e Balanço Energético. As categorias são analisadas por especialistas e equipamentos de medição. A casa ficou em exposição ao público do Solar Decathlon por 17 dias. O Solar Decathlon acontece desde 2002. A primeira edição foi realizada nos Estados Unidos e a próxima será em Versailles, na França, em 2014.

O projeto é desenvolvido na UFSC com a coordenação dos professores José Pipper Kós e Thêmis da Cruz Fagundes, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, e Roberto Lamberts, do Departamento de Engenharia Civil. Os recursos da pesquisa foram obtidos com uma parceria com a Eletrobrás, que além de investir em dinheiro entregou materiais utilizados no projeto. Estão integrados na pesquisa o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LabEEE) e o Laboratório de Conforto Ambiental (Labcon).

Mais informações: http://ekobrasil.org/

Murici Balbinot / Estagiário de Jornalismo na Agecom/UFSC

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Maratona Parque Cultural das 3 Pontas seleciona projetos sustentáveis

21/08/2012 18:29
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Maratona irá selecionar projetos que revelem a beleza e reforcem a necessidade de se defender a Ponta do Coral como uma área de proteção 100% pública e livre de intervenções descaracterizantes

O Ateliê Modelo de Arquitetura (AMA), o Centro Acadêmico Livre de Arquitetura (Cala) da UFSC, o Movimento Ponta do Coral 100% Pública e Parque Cultural das Três Pontas estão promovendo a Maratona de Projeto do Parque Cultural das 3 Pontas.

A Maratona irá selecionar projetos que revelem a beleza e reforcem a necessidade de se defender a Ponta do Coral como uma área de proteção 100% pública e livre de intervenções descaracterizantes. A chamada se estende não só aos estudantes de arquitetura, mas também às áreas afins, no intuito de valorizar a pluralidade de olhares e criar um projeto paisagístico interdisciplinar da Ponta do Coral. Os projetos selecionados participarão de uma exposição itinerante. O Parque Cultural das 3 Pontas é composto pela Ponta do Coral, Ponta do Lessa e Ponta do Goulart.

As inscrições podem ser feitas até o dia 24/08 através do e-mail , enviando nome completo e número de matrícula ou entidade. As equipes serão montadas no dia do evento, seguindo o modelo de Maratona de Projeto.

Proposta da oficina:
A proposta da oficina é de promover um projeto interdisciplinar junto à comunidade, para que ideias e desejos sejam transformados em um desenho concreto para o Parque Cultural das 3 Pontas. O Parque Cultural das 3 Pontas é composto pela Ponta do Coral, Ponta do Lessa e Ponta do Goulart.

Regras:
As equipes deverão ter membros de pelo menos dois cursos (ou área de atuação) diferentes e no mínimo quatro pessoas. A área de intervenção é compreendida pelas 3 pontas: Ponta do Coral, Ponta do Lessa e Ponta do Goulart que devem seguir as diretrizes:

Diretrizes gerais do Parque Cultural das 3 Pontas:
:: Infraestrutura e equipamentos públicos como praças, quiosques, mirantes, observatório, decks, parques infantis, praça para feiras, aquário municipal, entreposto de frutos do mar, duchas e banheiros públicos, academias públicas, ao ar livre, teatro de arena, jardins, bicicletários, via gastronômica.
:: Geração de trabalho e renda para a população e a economia local, nos setores da pesca artesanal e aquicultura, gastronomia, artesanato, lazer, turismo ecológico, histórico e cultural. :: :: Criação de rota de ostras.
:: Capacitação da população local para gerenciamento do parque.
:: Oficinas de pesca e fabricação de tarrafas, mostra de carpintaria naval e outros artesanatos com a implantação de ateliês.
:: Divulgação e difusão dos valores da cultura ilhoa utilizando elementos como: rancho com embarcações típicas, produção e venda de produtos tradicionais, construção de canoas de garapuvu, passeios em embarcações típicas açorianas.
:: Atividades de educação ambiental para despertar a consciência sobre o meio ambiente.
:: Utilização de mecanismos educacionais, como paineis ilustrando indivíduos da fauna e flora do mangue, mar e costões.
:: Passeios de barco e trilhas ecológicas.
:: Monitoramento ambiental da área, pesquisas científicas sobre a geobiodiversidade local.
:: Reflorestamento e ajardinamento paisagístico com espécies nativas.
:: Promoção da integração do entorno urbano ao Parque Cultural das Três Pontas.
:: Criação de uma rede de mobilidade e acessibilidade entre as três pontas, e nos canais e rios do manguezal e a inserção destas na malha urbana de Florianópolis.
:: Tratamentos das pavimentações apropriadas de integração e revitalização da orla.
:: Construção de passarelas sobre vias, passeios, decks, ciclovias e caminhos, garantindo o acesso às áreas, bem como a desprivatização do acesso à orla da baia norte.

Diretrizes específicas de cada Ponta:
::Ponta do Coral:
O Projeto do Parque Cultural das 3 Pontas prevê usos públicos e espaços de convívio, garantidos com o retorno do zoneamento para Área Verde de Lazer (AVL). A posição da Ponta do Coral é estratégica para a atividade da pesca artesanal.

::Ponta do Lessa:
Atribuição de usos culturais e tradicionais, buscando o zoneamento como Área de Proteção Cultural (APC) e garantia da conservação dos sítios arqueológicos, integrando a comunidade
local ao Programa de Visitação e ressaltando a importância da pesca artesanal e dos usos tradicionais da região.

::Ponta do Goulart:
A Ponta do Goulart configura uma elevação entre dois manguezais, o Parque Municipal do Manguezal do Itacorubi e Estação Ecológica Carijós, sendo assim Zona de Amortecimento e grande refugio da rica avifauna local.

Sua riqueza ecológica e cultural justifica a necessidade de conservação da área que tem grande potencial para atividades de lazer monitoradas, apoiadas no conceito de Condução Ambiental e Cultural por trilhas que levam às suas oito praias, além de passeios ecológicos embarcados.

O projeto deve conter:
No mínimo quatro pranchas em formato A2 contendo um memorial descritivo com o desenvolvimento do conceito do projeto, assim como cada ponta terá que ter no mínimo uma prancha contendo seu projeto paisagístico.

Programação:
::25 de agosto
08h00 – Visita ao local de intervenção
10h00 – Apresentação da área de intervenção
13h30 – Início da Maratona

::26 de agosto
16h00 – Entrega do projeto
18h00 – Premiação e coquetel de encerramento

A oficina contará com a orientação dos Professores Américo Ishida e José Tabacow.

Mais informações: e 3721-9393, ramal 27.

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Arquitetura e Urbanismo esclarece posição sobre Edu Vieira e Ponta do Coral

02/04/2012 14:34

O Departamento de Arquitetura e Urbanismo encaminha direito de resposta a colunista do Diário Catarinense, e solicita publicação do documento no site da Universidade:

 

Os professores do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina, com base na solicitação de direito de resposta, em anexo, passa, a seguir, a exercer este direito, garantido no inciso V do artigo 5º da Constituição Federal, Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais, tendo como objeto e foco trechos da coluna do jornalista Moacir Pereira, intitulada “Os ‘contra’ da UFSC”, postada em seu blog em 25/03/2012, às 9:43 horas, e publicada no Diário Catarinense do dia 25/03/2012, na página 5, com o mesmo título e teor. O Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC esclarece o seguinte:

1-    A duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira e o uso da Ponta do Coral retomaram a força de um debate fundamental sobre o presente e o futuro de Florianópolis, no qual sempre se engajaram os professores e pesquisadores da UFSC, comprometidos em colocar seu saber a serviço do bem-estar da população florianopolitana e catarinense.

2-    Com relação à duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira, a Prefeitura de Florianópolis quer aprovar somente a cessão de terreno público pertencente à UFSC, sem ter um estudo completo e abrangente do entorno, o que seria um requisito fundamental para a efetividade da resolução da mobilidade urbana.

3-    O Departamento de Arquitetura e Urbanismo está profundamente preocupado com o destino das áreas que poderiam ser de uso público em Florianópolis. Neste sentido, aprovou, em seu Colegiado, reunido no 10/10/2011, Nota de defesa da Ponta do Coral, destacando sua utilização pública e cultural. Manifesta-se, portanto, a favor de um Parque na Ponta do Coral, mantendo os atuais atributos e conformação geográfica da área, no sentido de reforçar a característica da Avenida Beira-Mar Norte como área pública de lazer para toda a cidade. Desde o início da década de 1980, professores e estudantes do Curso de Arquitetura e Urbanismo vêm lutando em prol da utilização pública desta área, antes mesmo dela ser vendida para o então proprietário Realdo Guglielmi, a quem o articulista se refere.

Sempre que não há argumentos importantes em defesa de uma posição, fica mais fácil estigmatizar o adversário com designações pejorativas. Em vez de aprimorar o debate, o colunista propõe que o corpo profissional qualificado não seja ouvido, já que se trataria daqueles que são “do contra”. Ora, somos parte da cidade e, por isso, queremos nos manifestar. Somos a favor de que a população, como um todo, seja a grande beneficiária da cidade e que não se sacrifique toda a riqueza da paisagem florianopolitana para fins especulativos. Somos a favor de deixar um rico legado para as futuras gerações que poderão ainda reconhecer toda a peculiaridade histórica e geográfica desta Ilha maravilhosa.

O Departamento e o Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, preocupados com a qualidade da vida urbana, realizam há anos debates e trabalhos acadêmicos, dirigidos a pensar as várias localidades de Florianópolis, elaborando propostas que qualifiquem a cidade. Tratar a Ponta do Coral como Parque Público significa reconhecer a potencialidade de uma das áreas mais privilegiadas da cidade, pelo seu desenho e por sua centralidade. O Departamento e o Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC têm, mais do que “movido palhas”, trabalhado constantemente para construir Florianópolis como bem público, o que vai muito além de “humanizar, florir e embelezar o coração do campus ou os espaços externos do Hospital Universitário”. Tudo isso já foi pensado e várias propostas urbanísticas realizadas, todas abertas ao conhecimento público. Um jornalista deveria melhor se informar, antes de usar sua capacidade de se fazer ouvir de forma tão pouco rigorosa. E continuaremos sempre, mais e mais, a favor de tudo que uma paisagem divinamente oferecida pela natureza merece. Por uma Florianópolis cada vez mais bem resolvida urbanisticamente, que garanta uma excelente qualidade de vida para todos.

Atenciosamente,

Prof. Dr. Sonia Afonso
Chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo – Centro Tecnológico – UFSC
Pelo Colegiado e Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC

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