INCoD participa da entrega de equipamentos de telemedicina para eletrocardiogramas

30/03/2012 09:04

Nesta sexta-feira, 30, 18 municípios do sul de Santa Catarina recebem equipamentos de telemedicina para eletrocardiograma e para teletriagem em dermatologia. O evento tem início às 11h em Criciúma, no auditório da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), com a presença de autoridades do Governo do Estado e da Secretaria de Saúde de Santa Catarina.

Segundo Harley Miguel Wagner, do Instituto nacional de Convergência Digital/UFSC, instituição parceira na implantação do projeto, os equipamentos de eletrocardiograma foram financiados pelo Governo do Estado e estão sendo desenvolvidos desde 2005, junto com o aperfeiçoamento da telemedicina. Já os para teletriagem em dermatologia são uma parceria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com a Telessaúdede Brasil. A Rede de Telemedicina tem a meta de fornecer um equipamento de telemedicina para cada município de Santa Catarina. Na próxima sexta-feira, a região Sul do estado estará toda contemplada, com exceção de Orleans.

O Instituto Nacional de Convergência Digital da UFSC (INCoD) foi responsável por desenvolver todo o sistema de telemedicina utilizado nos eletrocardiogramas e também na teletriagem em dermatologia. As pesquisas em telemedicina iniciaram em 2005 e desde então vem sendo desenvolvidas em busca de melhorias. O conceito de telemedicina trata de telecomunicações para o auxílio do profissional de saúde. A telemedicina aplicada à cardiologia é a realização de exames com eletrocardiogramas e a emissão de laudos a distância através de um sistema de internet.

A teletriagem em dermatologia é mais recente. Foi em 2008 que o Instituto começou o estudo nessa área e somente no ano passado a tecnologia foi para testes. São realizações de exames para detectar doenças de pele (hanseníase, psicoríase e neoplasia) com laudos emitidos a distância pelo sistema de web.

Num conceito mais amplo, o Sistema Catarinense de Telemedicina em Telessaúde (STT) para as áreas de cardiologia e dermatologia, são um conjunto de exames médicos realizados presencialmente, mas que são analisados à distância pelo médico que poderá avaliar o quadro do paciente através da internet, sem que haja a necessidade do mesmo  estar presente em hospitais ou clínicas, por exemplo.

Para mais informações:

Agendamento de entrevista: Rafaela Blacutt (Estagiária de Jornalismo do INCoD) – (47) 9999-3663 / (48) 3721-9529 / rafaelablacutt@gmail.com.

Para entrevistas e informações mais detalhadas: Professor Aldo von Wangenheim (Coordenador do INCoD) – (48) 3721-9516 / awangenh@inf.ufsc.br.

Informações sobre o evento: Harley Miguel Wagner – (48) 3212-1678.

Fonte: Rafaela Blacutt

Tags: convergênciatelemedicinaUFSC

Projeto Mapa Estratégico da Educação Superior realiza workshops

29/03/2012 17:44

Nos dias 30 e 31 de março acontecem dois workshops que integram as missões de estudo e docência do projeto Mapa Estratégico da Educação Superior (MEES), uma proposta metodológica para a operacionalização do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) em Instituições de Educação Superior (IES). É financiado pelo edital Pró-Administração da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES). O evento começa às 8:30 na sala 204 do prédio dos  programas de pós-graduação do Centro Sócio Econômico da UFSC.

Na Universidade, o Programa de Pós-graduação em Administração (CPGA) é a instituição líder do MEES e congrega, como parceiros,  o mestrado e doutorado em Administração da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PPAD/PUC-PR) e os programas de pós-graduação em Administração e em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Maria (PPGA/PPGEP/UFSM).

O evento é coordenado pela doutora em Engenharia de Produção e pesquisadora colaboradora do CPGA, Angela Cristina Corrêa. Na abertura dos workshops, ela fará um breve relato das atividades desenvolvidas no período 2009-2011 e linhas gerais do cronograma a ser seguido no período 2012-2014.

Está confirmada a participação de pesquisadores de instituições e programas de pós-graduação parceiros: Rolf Hermann Erdmann (CPGA/UFSC), Vitor Francisco Schuch Júnior, representando a coordenação do PPGA/UFSM, Júlio César Siluk – coordenador do PPGEP/UFSM, Andreas Dittmar Weise (PPGEP/UFSM), Afonso Férias (Universidade da Força Aérea – UNIFA), Silvana V. Bortolotti (Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR) e Fernando Moreira (Depto de Estatística da UFSM).

Ângela Cristina Corrêa ressalta como principais impactos previstos e inovações propostas pelo MEES promover a padronização e a uniformização na operacionalização do PDI em IES, respeitando suas particularidades e seus modelos de gestão estratégica e operacional; proporcionar avaliação e acompanhamento da estratégia de longo prazo; corroborar com a operacionalização de alguns princípios pontuas do Sistema Nacional da Educação Superior (SINAES), dentre os quais destacam-se o respeito à identidade e à diversidade institucionais em um sistema diversificado; globalidade; legitimidade; continuidade; desenvolvimento de um software/site auto-explicativo denominado Sistema Informacional do MEES (SIMEES), que visa a otimização dos instrumentos de planejamento e avaliação da educação superior e a sua operacionalização de forma articulada e integrada; promover um alinhamento das políticas institucionais e setoriais; lançar as sementes de um novo paradigma à administração da educação superior, integrando as competências da comunidade com a missão, visão, valores, objetivos e metas institucionais.

Mais informações : meesproadmcapes@gmail.com

 

Tags: mapa estratégico educação superiorMEESPDIpós-graduaçãoUFSC

Vestibular 2012: convocados na sexta chamada devem efetuar matrícula até esta sexta-feira

29/03/2012 16:53

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da UFSC divulgou nesta quarta, dia 28, a 6ª chamada de calouros 2012 e também a 6ª chamada de calouros remanejados

Calouros
Os aprovados deverão realizar matrícula até esta sexta-feira, dia 30 de março de 2012, munidos da documentação exigida, na Coordenadoria do Curso correspondente à classificação, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Remanejados
Alunos que foram aprovados no vestibular 2012 e agora remanejados devem comparecer na respectiva Coordenadoria do Curso para a retirada do documento comprobatório de matrícula e iniciar as aulas neste primeiro semestre letivo de 2012.

Mais informações com o DAE: (48) 3721-9707, 3721-9331 e 3721-6553 ou pelo site www.dae.ufsc.br.

Tags: sexta chamada de calourosUFSCVestibular 2012

4º Seminário de Pesquisa em Educação a Distância recebe inscrições de trabalhos

29/03/2012 16:40
 

Professores, estudantes e pesquisadores têm até o dia 22 de abril para submeter artigos e pôsteres ao IV Seminário de Pesquisa em Educação a Distância, que acontece nos dias 28 e 29 de junho em Florianópolis.

“Desafios para o futuro da EaD” é o tema desta quarta edição, que trará discussões em torno dos tópicos Recursos abertos: produção, disponibilização e compartilhamento de conteúdos; Gestão e políticas de EAD; Apoio ao aluno na EAD: docência e tutoria, inovações pedagógicas e didáticas e  Interfaces entre EAD e presencial: experiências, inovações e desafios.

O evento é organizado pela UFSC e IFSC, e tem como objetivo analisar e discutir a consolidação da educação a distância no país, suas conquistas e os desafios para o futuro, especialmente a partir da contribuição da Universidade Aberta do Brasil (UAB).

A submissão dos artigos deve ser feita através do link https://www.easychair.org/account/signin.cgi?conf=sepead2012. Mais informações sobre o evento: http://ead.ufsc.br/seminario2012 e (48) 3721 8325.

Tags: EaDEducação a DistânciaIFSCSeminário de pesquisaUFSC

Programa Ciência sem Fronteiras tem novas chamadas

29/03/2012 14:39

Foram lançadas, no dia 15 de março, nove chamadas públicas do Programa Ciência sem Fronteiras (CSF) de bolsas de graduação sanduíche no exterior. Até o dia 30 de abril, os alunos podem se candidatar a bolsas no Canadá, Bélgica, Austrália, Portugal, Coréia do Sul, Espanha e Holanda. 

As informações necessárias e inscrições online são encontradas no site do programa CSF (www.cienciasemfronteiras.gov.br). Veja o edital do CSF da UFSC no endereço http://sinter.ufsc.br/files/2012/03/Edital-CsF.pdf.

O contato com a Secretaria de Relações Institucionais e Internacionais (SINTER) da UFSC sobre o programa CSF deve ser realizado pelo e-mail csf@reitoria.ufsc.br.

Tags: Ciência sem FronteirasSinterUFSC

UFSC tem 12 vagas para professor substituto

29/03/2012 14:22

A Universidade Federal de Santa Catarina está com dois editais abertos para processo seletivo simplificado para contratar 12 professores por tempo determinado.

As inscrições para as nove vagas do edital Nº068/DDPP/2012 vão até 29 de março em Florianópolis e até 28 de março em Joinville. No Campus Trindade, as vagas são para os departamentos de Artes e Libras, Metodologia de Ensino, Matemática. Em Joinville, as vagas são para o Centro de Engenharia da Mobilidade.

O edital 070/DDPP/2012 tem três vagas e aceita inscrições até 30 de março. As vagas são para os departamentos de Engenharia Sanitária e Ambiental (ENS/CTC) e Odontologia (ODT).

Para se inscrever, os candidatos devem se dirigir diretamente à secretaria do departamento ou do Centro.

Confira mais informações nos editais:

:: Edital Nº068/DDPP/2012

:: Edital Nº070/DDPP/2012

 

 

 

Tags: concursoPRDHSprofessor temporárioUFSC

Abertas inscrições para novo logotipo do Núcleo de Estudos da Terceira Idade

29/03/2012 14:14

O vídeo “DNA da marca” traz conceitos que devem ser adotados no novo logotipo

O Núcleo de Estudos da Terceira Idade da UFSC está com inscrições abertas até o dia 9 de abril para concurso que vai selecionar seu novo logotipo. O concurso faz parte das comemorações dos 30 anos do NETI. Poderão participar estudantes dos cursos de Jornalismo, Design ou Arquitetura da UFSC. O vencedor será premiado com um IPad2 e outros dois trabalhos receberão menção honrosa.

A inscrição deve ser realiza na sede do NETI, no Campus Universitário da Trindade, ao lado da Igrejinha. O trabalho deve ser individual e não serão aceitas inscrições via correio.

O logotipo deverá ser entregue em CD ou DVD no formato PDF e em versão impressa (papel couché 120 g/m2 A4) em cores, com cinco cópias impressas da justificativa conceitual do projeto.

Os trabalhos inscritos deverão obedecer aos conceitos apresentados no “DNA da marca” (veja o vídeo http://youtu.be/eAHtw1gTtls) e o histórico do Núcleo de Estudos da Terceira Idade, explicitado no site www.neti.ufsc.br.

Criatividade (visão nova de logotipo); Originalidade (desvinculação de outras logotipo existentes, inclusive com o atual logotipo do NETI) ; Comunicação (transmissão da idéia e universalidade) e Aplicabilidade (seja em cores, em preto e branco, em variadas dimensões e sobre diferentes fundos) serão critérios que orientarão o julgamento.

O concurso tem orientação do professor do Curso de Design da UFSC, Salomão Ribas Gomes, do Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional (Logo) e parceria com a Agência de Comunicação (Agecom).

Mais informações no edital publicado no site do NETI: www.neti.ufsc.br

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também: Música, palestra e concurso de logo marcam aula inaugural do NETI

Tags: NETIUFSC

Na Mídia: O Cavalo de Troia da Prefeitura

29/03/2012 11:37

Não é preciso ser engenheiro rodoviário para saber que a duplicação dos 900 metros da Rua Deputado Antônio Edu Vieira não vai resolver o caos do trânsito fabricado pela Prefeitura da Capital.

A Prefeitura está enganando a população e parte da mídia embarcou nos delírios do secretário de “(i)Mobilidade”, cujo projeto tem apenas um “mérito”: represar, em fila dupla, o trânsito que vem da Beira-Mar até o trevo da Eletrosul. É como um rio que encontra logo adiante uma barragem!

A candidatura agasalhada pelo PSDB, na tentativa de despistar a sua histórica e visível incompetência, engendra o maior patrimônio público de Santa Catarina, a UFSC, em bode expiatório. A Universidade jamais afiançou que não iria doar o terreno. No seu direito, e cumprindo rigorosamente a sua responsabilidade social, a UFSC defendeu o aperfeiçoamento de uma proposta caducada e jubilada, que, além de inócua, não leva em conta as necessidades e a vida da comunidade diretamente afetada pela manobra. O bom senso aproxima o reitor que está saindo e a reitora que assume em 10 de maio.

A Prefeitura de Florianópolis é conhecida nacionalmente pelas suas “realizações” apressadas e mal-assombradas. Elitista e autoritária, costuma patrolar a opinião e a vontade das comunidades locais e indefesas. No caso da Rua Antônio Edu Vieira, oferece à população e à Universidade um Cavalo de Troia.  O projeto prende, em cárcere privado, os moradores e a comunidade universitária.

Seguro morreu de velho. Está certo o Conselho Universitário da UFSC ao negar um cheque em branco ao candidato a candidato a prefeito. O projeto não garante coisa alguma. A Prefeitura, pobre de espírito público e escassa de recursos, desconsidera os impactos sociais e ambientais no entorno da Universidade. Os canteiros, as calçadas, as ciclovias e as revitalizações não passam de engodo, processo de campanha. Já são hoje uma farsa na cidade inteira!

A ganância imobiliária é tanta na Ilha que um tucano inescrupuloso quer roubar da Universidade a terra que ocupa. Ignorando o trabalho e a importância de uma Universidade de excelência, reconhecida internacionalmente, gostaria certamente que a Universidade Federal de Santa Catarina fosse despejada para o Paraná ou para o Rio Grande do Sul.

Oportunistas, eleitoreiros e aventureiros transformam sofismas em verdade. O pior, nessa história sórdida, é constatar que contam com a colaboração, mansa e orquestrada, de setores acríticos da mídia e até de jornalistas desavisados.

Por uma eleição e pelo “poder”, maus políticos fazem qualquer negócio. Assim como estão afundando a Ilha e derrubando a Ponte Hercílio Luz, não pensam duas vezes para jogar na lixeira uma Instituição que há mais de 50 anos desenvolve o Estado e blinda o País com a sua cultura e os seus conhecimentos.

A UFSC, servidora incondicional da Nação e da sociedade, não pode se curvar nem se apequenar diante da política de balcão dos sucessores de Dário Berger!

Talvez fosse o caso de a União, através da Procuradoria Federal, acionar os detratores por danos inaceitáveis a uma instituição essencial à sociedade. Seria uma forma de fazer justiça contra tantas insanidades ora semeadas ao vento!

(*) Artigo publicado originalmente na página de Opinião do jornal Notícias do Dia na quinta-feira, 29 de março.

Moacir Loth

Jornalista

 

Tags: CavaloprefeituraTroiaUFSC

Livro sobre administração patrimonial nas instituições públicas será lançado nesta sexta

29/03/2012 10:36
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José Francisco: “As inovações nos setores de patrimônio públicos e privados acontecem lentamente e identifica-se pouca literatura a respeito da temática”

O professor José Francisco Bernardes lança às 15h de sexta-feira, dia 30, no Hall da Reitoria da UFSC, o livro “Administração Patrimonial”. Na obra, ele publica os resultados de sua tese de doutorado sobre o tema e das pesquisas que fez visando à unificação dos setores de patrimônios das instituições públicas federais, assunto que também abordou no livro anterior, “Gestão patrimonial: materiais permanentes e bens móveis”, de 2008. O presente volume foi editado pela Imprensa Universitária da UFSC.

 

Na abordagem do tema, Bernardes volta a enfocar, com mais profundidade, as estratégias de gestão patrimonial, tentando suprir as lacunas que a literatura especializada ainda apresenta. Ele diz que as organizações despendem elevados recursos financeiros na aquisição de bens móveis e imóveis, para fornecer serviços ou realizar projetos e pesquisas, mas a gestão de controle patrimonial continua sendo vista como um serviço meio.

 

“As inovações nos setores de patrimônio públicos e privados acontecem lentamente e identifica-se pouca literatura a respeito da temática”, afirma o autor na introdução do livro. Além de suprir essa demanda, ele quis, com a obra, apresentar detalhes técnicos que podem ajudar aos gestores no desenvolvimento de estratégias e políticas de controle patrimonial em suas organizações.

 

“Administração Patrimonial” contém conceitos e definições acerca do tema patrimônio e se detém em aspectos como gestão do conhecimento, procedimentos metodológicos de pesquisa, análise de dados e resultados em cases como a UFSC e o Tribunal de Justiça Federal de Santa Catarina. Também traz diretrizes e modelos que podem nortear a administração patrimonial nas instituições e uma série de apêndices que servem de suporte para os conteúdos apresentados ao longo da obra.

 

Na conclusão, ao falar do modelo de comunicação, em especial no âmbito do serviço público, Bernardes constata que “a área de administração patrimonial carece de dados e informações institucionais atualizados” e que “a divulgação das leis, normas e regulamentos não acontece por toda a instituição”. Assim, “na hora da execução das tarefas e rotinas patrimoniais não existe um entendimento claro de como as coisas deveriam acontecer”.

 

José Francisco Bernardes é graduado em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Santa Catarina, fez especialização em Gestão de Pessoas nas Organizações, mestrado em Administração e doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento, sempre na UFSC. Desde 1979 é servidor técnico-administrativo na Universidade, onde também atuou como professor colaborador/voluntário em disciplinas ligadas às áreas de administração e recursos humanos. Suas linhas de pesquisa são administração, gestão do conhecimento, gestão de pessoas, gestão universitária, sistemas de informação e empreendedorismo, entre outras.

 

Mais informações podem ser obtidas com o professor José Bernardes pelos fones 3721-8321 e 9962-0584 e pelo e-mail joseber@reitoria.ufsc.br.

Por Paulo Clóvis Schmitz/ Jornalista na Agecom
Foto: Wagner Behr/ Agecom

Tags: administração

Abertas inscrições para Oficina Permanente de Teatro do DAC

28/03/2012 17:19

Ensaio de Verbais: Ninho de Palavras, uma das montagens da OPT

A Oficina Permanente de Teatro (OPT), do Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC, realiza seleção de candidatos adultos nesta quinta-feira, 29/3, às 20h. Os interessados (alunos novos e antigos) em participar da oficina devem comparecer para entrevista nesse dia e horário no Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Após ser confirmado pela coordenação, o candidato deverá pagar taxa de inscrição semestral de R$ 50,00. Não haverá mensalidade.

(mais…)

Tags: Carmen FossariDACOPTUFSC

Silveira de Souza atrai vestibulandos na Feira do Livro nesta quarta

28/03/2012 12:50
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Ecos no Porão 2, de Silveira de Souza, faz parte da lista de livros do próximo vestibular da UFSC

 Autor de Ecos no Porão II vai conversar com estudantes de ensino médio durante a Feira de Livros da Editora da UFSC. Lincoln Frias, autor de obra sobre a ética no uso de células-tronco também participa nesta quarta (28) da Tarde de Encontro com Leitores.

Dois autores vão participar, nesta quarta-feira (28), da Tarde de Encontro com Autores da Feira de Livros da Editora da UFSC, na Praça da Cidadania. Um deles é o consagrado escritor catarinense Silveira de Souza, autor do livro de contos Ecos no Porão 2, publicado pela Editora da UFSC  no ano passado e selecionado para o Vestibular da UFSC 2013. O outro é Lincoln Frias, que virá de Minas Gerais para conversar sobre o livro A ética no uso e na seleção de embriões, vencedor do Grande Prêmio Melhor Tese da UFMG 2011, que discute questões polêmicas na área da Bioética. Os encontros começam às 17 horas, na Tenda dos Autores, junto à Feira, e encerram às 19 horas com uma apresentação musical do Duo arirambacom Adriana Cardoso (voz) e Trovão Rocha (contrabaixo).

 

Segundo volume de uma série de livros de contos, Ecos no Porão já está à disposição para leitura on-line de acesso gratuito no site da Editora UFSC (www.editora.ufsc.br), que também providenciou uma segunda impressão com três mil exemplares. Silveira de Souza vai autografar a obra e conversar com os leitores no seu relançamento na Praça da Cidadania, Com base no interesse demonstrado pelas escolas em participar do evento, a Editora da UFSC acredita que a presença do autor atrairá grande número de vestibulandos e estudantes de ensino médio. Dependendo do volume de público, poderá promover uma conversa do escritor em um auditório maior próximo à feira, a ser anunciado no local, conforme informa o coordenador do evento, Fernando Wolff.Até o final da Feira, no dia 4 de abril, o volume solicitado no Vestibular será vendido com 50% de desconto, a R$ 15,00.

Em Ecos no Porão 2, Florianópolis é o cenário para uma legião de homenzinhos bizarros fazendo cooper com calções esdrúxulos, velhinhos trovadores, desempregados, avozinhas, solteironas, aposentados, enfim, habitantes da vizinhança da Ilha onde pulsa um coração decrépito, murchando para a vida, que pode ser acordado de súbito por um pequeno incidente, a fuga de um canário ou uma rajada de vento. Mas Florianópolis não é mero pretexto para o quase octogenário escritor Silveira de Souza descrever o local onde nasceu e viveu. Mais do que isso, a Ilha é o “mundinho” onde se constituem essas “figurinhas ridículas” e apaixonantes do grotesco que vão ganhar dramaticidade e lirismo no segundo volume da antologia de contos de Silveira.

Esses habitantes ao mesmo tempo ordinários e excêntricos dos porões da ficção de Silveira, que podem estar no café, na Beira-Mar, na Praça XV, no Calçadão ou em quarto de hotel, carregam um traço em comum: todos experimentam o vazio da existência. Mas ao longo das 137 páginas são surpreendidos no automatismo banal do seu dia a dia urbano por sutis acontecimentos que anunciam possibilidades de conhecerem uma dimensão mais sublime da vida. E o que produz esse acesso ao “mundão”? Uma sinfonia de Bethoven, um sonho ou um pesadelo, uma emoção inesperada, uma cena da memória, um abalroamento de carro, enfim, interferências mais ou menos perceptíveis que alteram o estado de coisas e, como em um poema haikai, sugerem uma revelação.

Considerado o melhor da obra de Silveira, o livro reúne três seleções do próprio autor dos livros Canário de assobio (1985), Relatos escolhidos (1988), Contas de vidro (2002) e ainda cinco contos inéditos, entre eles a narrativa metalinguística “Ecos no porão”, que dá nome à obra e traduz uma metáfora de Silveira para as interferências da leitura dos escritores clássicos que inundam seu imaginário desde os dez anos de idade. Com linguagem habilidosa, uma dose do humor e outra da ironia que lhe são características e ainda um olhar lírico para o grotesco, Silveira parece rir-se baixinho ao final de cada um dos 28 contos, onde reside uma possibilidade de descoberta que nunca se entrega sem esforço do leitor.

 
SERVIÇO:

Ecos no Porão 2

Autor: Silveira de Souza

Editora UFSC

Preço do catálogo: R$ 29,00

e a R$ 15,00 na Feira de Livros da UFSC

 

Ética no uso e na seleção de embriões

Autor: Lincoln Frias

R$ 36,00

 

Lançamentos na Feira – Tardes de autógrafos e conversa com autores

Data: 28 de março, a partir das 17 horas

Local: Tenda dos autores junto à Feira

Silveira de Souza, autor da coletânea de contosEcos no porão 2

Lincoln Frias, doutor em filosofia, autor de A ética do uso e da seleção de embriões, de (vencedor do Grande Prêmio Tese do Ano da UFMG 2011)

 

Texto: Raquel Wandelli

raquelwandelli@yahoo.com.br

Jornalista – SeCArte – UFSC

Fones: 37218729, 37218910 e 99110524

Tags: EdUFSCFeira de Livros

UFSC lança edital para instrutores de oficinas de arte no Departamento Artístico Cultural

28/03/2012 09:55
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(clique para ampliar)

Edital é destinado a artistas e profissionais de arte da comunidade. Pregão será no dia 05/04

A Universidade Federal de Santa Catarina lançou nesta semana edital para contratação de empresa que possa disponibilizar instrutores para ministrarem oficinas de arte no Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC. A seleção de propostas será por meio de pregão eletrônico a ser realizado no dia 05 de abril. As orientações para os interessados estão no edital 40/2012 publicado no site www.licitacoes.ufsc.br da Comissão Permanente de Licitação da UFSC.

O edital prevê a contratação de doze instrutores para atenderem cerca de 800 vagas anuais em oficinas de arte. As novas oficinas acontecerão em dois semestres deste ano, nas seguintes modalidades: Artes Visuais (pintura e técnicas mistas); Cerâmica Artística; Fotografia; Documentário; Violão (nível iniciante e nível intermediário, Popular e Erudito); Técnica Vocal; Canto; Teatro Adulto (Os primeiros jogos, o ritmo / O corpo e o movimento mímico / Teatro: Técnicas Circenses / Técnica de Teatro Noh e Kabuki) e Teatro para Adolescentes (jogos teatrais, improvisações e montagens teatrais). Após o pregão, serão divulgadas as datas para inscrição nessas novas oficinas.

Arte para a comunidade

Repetindo a experiência bem sucedida de anos anteriores, o edital é uma oportunidade aos artistas e profissionais de arte da comunidade para participarem de projeto de extensão da UFSC. A Universidade, com recursos institucionais, realiza mais esta ação de apoio e valorização da Arte e da Cultura, e se empenha para atender a demanda por cursos e oficinas de arte na UFSC.

Há algumas décadas, o DAC vem realizando cursos e oficinas livres de arte com os profissionais existentes no Departamento e em outros setores da instituição, mas a demanda pelas atividades, tanto por parte da comunidade universitária quanto da externa, é sempre maior. Com o edital, a UFSC amplia o número de profissionais das artes, o número de linguagens artísticas a serem oferecidas e, consequentemente, o número de vagas à comunidade.

O DAC continua realizando projetos e oficinas tradicionalmente ministradas pelos profissionais da casa, cujas atividades iniciaram em março. Veja no site do DAC (www.dac.ufsc.br), em Cursos e Oficinas de Arte, as atividades que já estão sendo oferecidas neste primeiro semestre.

Os Cursos e Oficinas Livres de Arte fazem parte de projeto de extensão do Departamento Artístico Cultural (DAC), da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina.

SERVIÇO:

O QUÊ: Lançado edital para contratar instrutores para Oficinas de Arte do Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC

QUANDO: Encaminhamento de propostas até dia 05/04/2012, exclusivamente por meio do sistema eletrônico. Data e hora para abertura da sessão do pregão eletrônico: Dia 05/04/2012 às 08:15 horas.

ONDE: Informações no edital 40/2012 em: www.licitacoes.ufsc.br

CONTATO PARA IMPRENSA: DAC / UFSC (48) 3721-9348 ou 3721-9447 

Fonte: [CW] DAC: SECARTE: UFSC, com material institucional.

Tags: Cultura e arteDAC

Waldemar Anacleto traz fotos de ambiente de trabalho em SC

27/03/2012 18:30
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A exposição está organizada em três conjuntos de imagens: o trabalhador em si; o trabalhador junto a outras pessoas e o contexto em que o trabalho se dava

Mostra fotográfica abre no dia 28 de março, apresentando acervo de Waldemar Anacleto, com imagens do ambiente de trabalho em Santa Catarina nas décadas de 50 a 70

O que mudou na vida dos trabalhadores e no trabalho desde a década de 60? A exposição “Imagens da mudança: trabalhadores de Santa Catarina no acervo de Waldemar Anacleto” permite compreender a conversão de artesãos em operários, a implantação das linhas de produção e o surgimento de uma sociedade de massas em Santa Catarina. A mostra fotográfica, que abre no dia 27 de março, às 19h30 na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, é fruto da união de esforços entre o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (SESC-SC), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que cedeu recursos através do recém-criado Programa Bolsa Cultura.

A sequência de imagens em preto e branco foi selecionada de um acervo de mais de 4 mil fotos e filmes doados pela família de Waldemar Anacleto ao Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho (TMT), da UFSC. Falecido em 2003, Waldemar Anacleto foi assessor de imprensa do Governo do Estado de Santa Catarina durante 17 anos. Nesse período, dedicou-se a registrar momentos históricos da vida cotidiana catarinense, entre ações governamentais e pessoas em situações públicas e privadas. Como a imagem em que retrata um vendedor informal, um camelô, nas esquinas das ruas Trajano e Felipe Schmidt.

Aberta até o dia 20 de abril, das 8 às 19 horas, a exposição está organizada em três conjuntos de imagens. O primeiro mostra o trabalhador em si, isolado em sua atividade, em pleno exercício do seu trabalho. A seguir o trabalhador é mostrado no seu âmbito de trabalho, muitas vezes junto a outras pessoas. No último conjunto, um grupo de imagens representa o contexto em que o trabalho se dava. “O que é aparentemente uma simples coletânea de fotografias é transcendência. Melhor seria dizer que é inscrever trabalhadores numa determinada história”, resume Bernardete Wrublevski Aued,  professora aposentada do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC e Criadora do Núcleo de Estudos sobre as Transformações no Mundo do Trabalho.

“Imagens da mudança: trabalhadores de Santa Catarina no acervo de Waldemar Anacleto” é parte de um projeto de extensão que visa ampliar o acesso público a esse registro histórico, que também estará disponível pela internet, no endereço anacleto.ufsc.br, a partir da abertura da mostra. Coordenado pelo professor de Sociologia e jornalista Jacques Mick, o projeto envolveu dois alunos de graduação remunerados pelo Projeto Bolsa Cultura, implementado no início do ano passado pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC. “A mostra é um dos  primeiros resultados desse investimento em bolsas para projetos de cultura”, destaca a secretária Maria de Lourdes Borges.

Serviço: 
O que: exposição “Imagens da mudança: trabalhadores de Santa Catarina no acervo de Waldemar Anacleto”
Quando: abertura 27/03 19h30 | exposição de 28/03 a 20/04
Onde: Assembleia Legislativa de Santa Catarina
Quanto: Gratuito

 

Informações: anacleto.ufsc.br, (48) 3721-9250 e 9982-8495 (prof. Jacques Mick, coordenador da mostra) Jacques Mick Ielusc: jmick@floripa.com.br e o do Álvaro Diaz, curador da exposição: 48-9151-9899.

 

Tags: fotostrabalho

Quando a ciência abala o código moral

27/03/2012 14:46

Obra busca os pontos de convergência e discordância entre ciência e filosofia ao longo da história

O avanço das ciências incide de forma avassaladora sobre a conduta humana, afetando e modificando progressivamente valores, crenças e critérios tradicionais que regem as relações dos indivíduos e sociedades. A tal ponto que a Bioética tornou-se uma área estratégica e emergente nesses tempos de manipulação de células tronco que colocam em crise os parâmetros éticos, culturais e religiosos da humanidade. Termos jurídicos como o Pensamento Vital ou Diretrizes antecipadas, que garantem o direito do indivíduo de solicitarpreviamente medidas como a eutanásia,em caso de vida vegetativa, reivindicam mudanças no código penal que respeitem a vontade e autonomia do indivíduo sobre concepções preestabelecidas acerca da vida.

No próximo ano, um grande fórum terá lugar em Florianópolis com a realização do X Congresso Brasileiro de Bioética, que será presidido de 24 a 27 de setembro pelo médico e ex-reitor da UFSC Bruno Schlemper. Questões muito controversas, como o direito ao aborto até o três meses de gravidez vão entrar em debate. Adiantando-se a essa temática, a Editora da UFSC lança em sua Feira de Livros a obra Bioética: autopreservação, enigmas eresponsabilidade, do filósofo do direito José Heck, que facilita a discussão ética buscando os pontos de convergência e discordância entre ciência e filosofia ao longo da história, desde Platão e Aristóteles até os dias atuais.

Pesquisador de reconhecido fôlego, Heck se diferencia por tratar a Bioética de forma transdisciplinar, bem como inserir a discussão no contexto dos desafios ambientais. Professor do doutorado em Ciências Ambientais da Universidade Federal de Goiás, Heck integrou entre 1978 e 1979 o Departamento de Filosofia da UFSC, logo após defender tese de doutorado na Universidade de Munique sobre “saúde e doença” à luz da filosofia de Platão e da psicanálise freudiana.

Nesse estudo, o autor compreende a Bioética dentro de uma visão não-antropocêntrica do mundo, que abarca os humanos, os animais e a natureza enquanto um conjunto com valor interdependente, que sobrepõe sua existência à revelia da vontade ou mesmo da permanência do homem no planeta. “Nada indica, e muito menos assegura, que o notório ser senhor do animal racional sobre outras criaturas implique um primado da conservação dos humanos sobre o restante do Universo”, escreve o autor, que é também pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Católica de Goiás.

Ao explicitar contrapontos cruciais entre os dogmas cristãos e os princípios filosóficos, em uma rede de disputas que remetem à origem da Modernidade, a obra expõe o aspecto explosivo e complexo da Bioética, muito mais marcada por acirradas polêmicas do que por consensos. Dada a persistência cotidiana dos conflitos morais nas práticas biomédicas, a figura dos profissionais em saúde, ainda cercada de uma aura simbólica sacra, não pode atuar à revelia das diretrizes bioéticas. De modo semelhante, os supostos colapsos da natureza, anunciados pela ciência, estão colocando em xeque consolidadas doutrinas religiosas sobre a supremacia do homem na terra e sobre a origem da vida.

O filósofo José Heck

O livro mostra que o conhecimento da bioética se produz e desenvolve no contexto das descobertas científicas de diversos saberes e repercute as concepções acerca da saúde, da liberdade do indivíduo, da dignidade da pessoa humana. Heck, que defendeu tese de doutorado na Universidade de Munique sobre “saúde e doença” à luz da filosofia de Platão e da psicanálise freudiana, critica os modelos convencionais das disciplinassegmentadas e advoga a multidisciplinaridade dos saberes científicos com os não científicos.

Com profundidade científica de um filósofo e a eloquência de um jurista, Heck lança o foco bioético em uma rede de interações multidisciplinares. Nessa nova perspectiva examina, à luz das descobertas científicas e das novas habilidades técnicas, questões cruciais como a dignidade da pessoa, a fragilidade dos seres humanos e a necessária cumplicidade dos variados saberes com as condições de saúde e do direito dos indivíduos à fruição de um meio ambiente sadio.

Por Raquel Wandelli, jornalista, doutoranda em literatura e professora universitária.


Livro: Bioética, autopreservação, enigmas e responsabilidade
Autor:  José Heck
Editora da UFSC
Preço na Feira de Livros: de R$ 26,00 por R$ 13,00 (até o dia 4 de abril, na Praça da Cidadania).

Tags: BioéticaEdUFSCFeira de LivrosUFSC

Embriões humanos têm direito à vida?

27/03/2012 14:30

Se você é um brasileiro típico, você discorda de mim: você acredita que embriões humanos têm direito à vida, que essa é uma afirmação óbvia e provavelmente pensa que devo ser uma pessoa má, que não se preocupa com seres indefesos e que estou disposto a usar outras pessoas para satisfazer meus interesses.

Os embriões humanos que costumam ser o assunto desse tipo de discussão são aqueles que têm menos de 14 dias, pois depois desse prazo eles não são de grande utilidade nem para a derivação de células-tronco nem para a fertilização in vitro. Esse embrião é um conjunto de apenas algumas dezenas de células, as quais são todas iguais. Ele não só ainda não tem órgãos, como não é possível nem mesmo saber quais células formarão o feto e quais formarão a placenta. Ele ainda pode se dividir em dois ou mais embriões (é assim que se formam os gêmeos univitelinos) e também pode ser que ele se funda naturalmente com outro embrião que esteja sendo gestado com ele. E mais incrivelmente, usando técnicas laboratoriais sofisticadas, pode ser possível criar um novo embrião a partir de cada uma das suas células.

Mesmo assim há quem considere que esse tipo de organismo mereça ser considerado em pé de igualdade com seres humanos adultos, que ele tem direito à vida e que destruí-lo para derivar células-tronco ou para realizar fertilização in vitro é tão errado quanto assassinar uma pessoa, mesmo que isso seja feito paracurar outras pessoas ou garantir que os pais tenham um filho saudável.

Não é surpreendente que as pessoas pensem assim. Na falta de alternativas, é melhor que se defenda seres indefesos. O que surpreende é que os argumentos para justificar essa opinião sejam incrivelmente fracos e que o assunto seja tratado como uma questão de tudo ou nada. A questão é a seguinte: todos concordamos com que (a) espermatozóides e óvulos podem ser mortos (p. ex., na masturbação ou na menstruação) e com que (b) recém-nascidos não podem ser mortos. O problema é descobrir em que momento entre (a) e (b) o direito à vida é adquirido.

Você provavelmente acha que é quando acontece a fecundação. Uma primeira justificativa que você pode oferecer é de que ali já se estabelece a individualidade genética, se cria um genoma inédito. O problema é que há outros seres vivos que também têm essa individualidade genética (plantas, animais etc.) e não estamos dispostos a atribuir direito à vida a todos eles. E mais preocupante ainda, há seres humanos sem essa individualidade, os gêmeos. Teríamos então que considerar que eles não têm direito à vida.

Não sei como você vai lidar com os gêmeos, mas você pode desconsiderar os outros seres vivos dizendo que o que importa é pertencer à espécie humana. Só que o risco ao dizer isso é cair no especismo, cometendo o mesmo tipo de erro dos machistas, dos racistas e dos bairristas, a preferência por um certo grupo só porque ele é o seu grupo. Para evitar isso seria preciso indicar algo que os seres humanos possuem e que faz com que mereçam direito à vida.

Os candidatos mais promissores são a capacidade de autocontrole, a racionalidade e a autoconsciência, as características que definem uma pessoa. O problema é que o embrião está incrivelmente longe de possuí-las. Afinal de contas, ele não possui um único neurônio que seja.

Diante desse problema, o esperado é que você diga que o importante é que o embrião tenha o potencial para se tornar se tornar ser humano. Esse é o argumento mais resistente, não porque seja o mais sólido, mas porque é o que está mais entranhado em nossa maneira instintiva de pensar. Nunca consegui convencer minha avó, minhas tias e meus amigos do futebol de que esse argumento é ruim. Minha hipótese é que isso acontece porque quando dizemos que o embrião tem o potencial para ser uma pessoa, imaginamos instintivamente que essa pessoa em potencial já está lá no meio daquelas células, sentindo e sofrendo. Supomos que, assim como eu agora não gostaria que tivessem me matado quando eu era um embrião, o embrião também não vai gostar se o matarmos.

Essa suposição é falsa. Não há alguém em meio àquelas células, pois nada ali é capaz de sentir e sofrer. É consenso científico que o feto só será capaz de sentir dor depois da 24ª semana de gestação – 22 semanas depois do estágio que estamos discutindo – pois apenas então haverá as estruturas cerebrais mínimas para haver qualquer tipo de consciência. Mas durante a evolução de nossa espécie foi imprescindível para nossa sobrevivência viver em grupo e para fazer isso é preciso ser capaz de pensar sobre o que os outros estão pensando e se preocupar com a dor deles (a capacidade de empatia). Essas capacidades nossas são tão ativas que tratamos bichinhos de pelúcia como se eles tivessem sentimentos. A ficção (de quadrinhos a novelas) é toda baseada no fato de que dá para enganar essa nossa capacidade de tratar coisas (p. ex., rabiscos no papel) como agentes (organismos com sentimentos e intenções). Muita gente chorou com o destino dos personagens de Avatar como se eles realmente estivessem sofrendo.

Esse mecanismo de se preocupar com os sofrimentos de outros organismos, principalmente se eles parecem ter planos, objetivos e intenções é algo que fazemos automaticamente e minha hipótese é que esse tipo de processo é que incentiva nosso apego à ideia de que o potencial do embrião já coloca ele no mesmo patamar das pessoas desenvolvidas. Pense comigo, em nenhuma outra situação valorizamos o que apenas tem o potencial da mesma maneira com que valorizamos o que já está realizado: uma semente que pode dar origem a uma árvore de mil anos não é tão admirável quanto a própria árvore quanto ela tiver mil anos, o fato de que a Argentina tem o potencial para ganhar a Copa de 2014 não justifica já escrever seu nome na taça etc. Da mesma maneira, o fato de que o embrião pode se tornar uma pessoa e que uma pessoa tem direito à vida, não justifica dar a ele as proteções de uma pessoa. Ainda não há uma pessoa lá. A não ser que você acredite em almas. Aí o seu problema é o de provar que elas existem. Apenas no final do século XIX os católicos escolheram a fecundação como o momento em que a alma entra no corpo. Antes disso acreditavam que a alma encarnava apenas aos 40 dias – a posição de Aristóteles, Tomás de Aquino, dos judeus, dos muçulmanos e de alguns protestantes.

Um sério problema para o Argumento da Potencialidade é que a maioria dos embriões não tem potencial nem para chegar ao fim da gestação, muito menos para se tornar uma pessoa. Estima-seque impressionantes 63% dos embriões que são formados através da reprodução natural não têm esse potencial – aproximadamente metade por falta de ambiente adequado e metade porque são incapazes de se desenvolver mesmo no ambiente mais adequado, pois têm problemas fisiológicos. Além disso, nem todo ser humano tem potencial de se tornar uma pessoa, como é o caso dos fetos anencéfalos ou com outras deficiências mentais graves. Outro problema é o fato de ser possível que o embrião se divida em dois ou que ele se funda com outro embrião, de maneira queele não só tem o potencial para se tornar uma pessoa, como tem também o potencial para se tornar mais de uma pessoa ou menos de uma pessoa.

Por fim, pense no seguinte: se há um incêndio em uma clínica de fertilização e você precisa decidir entre salvar dois embriões ou uma criança de três anos, quem você escolheria? Nunca encontrei alguém que salvasse os embriões, mesmo que fossem cem ou mil. Se você também pensa assim, você não acredita realmente que eles tenham direito à vida. Mas como minha avó e meus amigos do futebol estão aí para me lembrar, esses argumentos não são suficientes para impedir o processo automático de pensar que o embrião já é alguém, principalmente porque não queremos ser o tipo de pessoa que aceita que seres indefesos sejam mortos (apesar de fazermos churrasco de tantos animais cognitivamente muito mais desenvolvidos que os embriões).

Nada disso quer dizer que os embriões não tenham valor e que possamos fazer qualquer coisa com eles. Quer dizer apenas que a pesquisa com células-tronco embrionárias e a fertilização in vitro não devem ser proibidas por provocarem a morte de embriões e que quem defende essa posição não é necessariamente uma pessoa má, que não se preocupa com seres indefesos e que está disposta a usar outras pessoas para satisfazerem meus interesses.


Por Lincoln Frias, doutor em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autor de A Ética no uso e na seleção de embriões (EdUFSC – Fapemig). O autor participa nesta quarta-feira, 28 de março, da Tarde de Encontro com Autores da Feira de Livros da Editora da UFSC, na Praça da Cidadania.

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Abrem nesta quinta inscrições para o Dia da Dança na UFSC

27/03/2012 12:36

Poderão se inscrever estudantes, artistas e grupos profissionais ou amadores residentes em Santa Catarina

Profissionais e amantes da dança podem começar a preparar sapatilhas e indumentária.  O Dia Internacional da Dança será comemorado pela UFSC com dois dias inteiros dedicados a essa arte do ritmo, da harmonia e do equilíbrio. Abrem nesta quinta-feira, 29 de março, e vão até o dia 13 de abril, as inscrições para apresentações artísticas e oficinas para o Dia da Dança na UFSC. De 29 e 30 de abril, a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, com apoio de professores dos cursos de Artes Cênicas e Centro de Desportos, promoverá mostras, performances e oficinas gratuitas e abertas ao público por todo campus universitário.

Os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível no site www.secarte.ufsc.br e enviar por email para: dia.da.danca.ufsc@gmail.com. Poderão se inscrever, em todas as categorias, estudantes, artistas e grupos profissionais ou amadores residentes em Santa Catarina. As oficinas abrem nestas três modalidades: Mostra (no palco do teatro Garapuvu), Performances em dança (em espaços alternativos no campus) e Videodança. A programação inclui ainda mesas-redondas, conferências com convidados estrangeiros sobre a importância e história da dança e lançamento de livro.

Promovido anualmente pelo Conselho Internacional da Dança (CID), o Dia Internacional da Dança  foi criado em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança da Unesco. A data é uma homenagem ao nascimento do bailarino e mestre francês Jean-Georges Noverre (1727 – 1810), responsável pela introdução de novos paradigmas de criação coreográfica.

A SeCArte começou a promover o Dia da Dança na UFSC em 2010, quando convocou uma comissão interdisciplinar para organizar um dia inteiro de atividades. “O projeto foi tão bem acolhido pelo público que tivemos de ampliar a programação para dois dias”, explica a professora do Curso de Artes Cênicas Janaína Martins, que coordena o evento ao lado de Débora Zamarioli, também do Curso de Artes Cênicas, de Vera Lúcia Torres, do Centro de Desportos e Janaína Santos, bailarina, coreógrafa, professora de dança e servidora da UFSC.

Informações: dia.da.danca.ufsc@gmail.com

Informações:

Janaína Santos janainasantos@reitoria.ufsc.br (Preg – 37218307 e 99597213)

Vera Lúcia Torres:  99117395, vlatorres@hotmail.com

Janaína Martins: 9975-2424 e 3721-6801

Coordenadoras do evento as três mais Débora Zamarioli professora do Curso de Artes Cênicas. d_zamarioli@yahoo.com.br

Email: dia.da.danca.ufsc@gmail.com

Por Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte / raquelwandelli@yahoo.com.br/ www.secarte.ufsc.br / 3721-8729 / 9911-0524

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Servidores docentes e técnico-administrativos são homenageados no aniversário de Florianópolis

27/03/2012 11:59

 

O vice-reitor da UFSC, Carlos Alberto Justo da Silva, foi um dos homenageados

Sete servidores docentes ou técnico-adminstrativos da Universidade Federal de Santa Catarina foram homenageados na sessão solene da Câmara de Vereadores de Florianópolis alusiva às comemorações do 286º. aniversário da cidade, sexta-feira passada, no auditório do Tribunal de Justiça.

O vice-reitor Carlos Alberto Justo da Silva recebeu a medalha de Cidadão Honorário, junto com outras 26 personalidades que, não sendo florianopolitanas, tenham prestado relevantes serviços ao município, Estado, União ou à humanidade.

Já a pró-reitora de Pesquisa e Extensão, Débora Peres Menezes, a ex-presidente do Sintufsc, Helena Olinda Dalri, a professora aposentada Tereza Cristina Barbosa (CCB), a professora Beatriz Augusto de Paiva (CSE) e o professor Jorge Abbi Saab Neto (CCS) receberam a Medalha e Diploma Francisco Dias Velho, que representa o reconhecimento do povo aos cidadãos florianopolitanos que contribuíram notavelmente com a comunidade, o Estado e o país nas artes, nas letras e nas ciências, ou ainda na política em prol do seu patrimônio jurídico, econômico e social.

Por fim, a Medalha de Mérito do Município, que tem por objetivo homenagear aqueles que, por serviços relevantes, tiveram concorrido de qualquer forma para o engrandecimento da cidade, condecorou o professor Luiz Fernando Scheibe, ex-diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da instituição.

Homenageados com a Medalha Cidadão Honorário
Vinícius Lummertz Silva
Nelson Rolim Moura
Alcidinei da Silva Pacheco
Nelson Schlichting
José Carlos Cauduro Minuzzo
Cel. Nazareno Marcineiro
Moacir Antônio Marafon
Ideli Salvatti
Eurides Luiz Mescolotto
Jeffrey Hoff
Wilfredo Brillinger
Rodrigo Fernandes Valete
Modesto Severino Azevedo
Arnaldo Holanda Leite
Gilberto Vieira Filho
Roger Bittencourt
Sérgio Bett
Erwino Steinhaus Filho
Valdir Antônio Haubert
Carlos Alberto Justo da Silva
Marcos Ricardo de Brusa
Marta Maria Villalba Falcão Fabre
Emetério Fernandez Fernandez
Genoir Simoni
Renato Hinnig
Tenente Cel. José Norberto de Souza Filho
Paulo Roberto Meller

Homenageados com a Medalha e Diploma Francisco Dias Velho
Joceli de Souza
Beatriz Augusto Paiva
Helena Olinda  Dalri
Pe. Valdemar Groh
Alvim Nelson Fernandes da Luz
Célio Philippi Salles
Débora Peres Menezes
Jorge Abi Saab Neto
Cláudio Agenor de Andrade
Geovani Cascaes Pacheco
Gilberto Cristóvão Bernardes
Rosângela Koerich de Souza
Wilmar Domingos de Andrade
Luiz Cláudio Fritzen
Tereza Cristina Barbosa
José Victor de Amorim
Hélio César Barros
Demóstenes José Machado
Waldemar Conceição Filho

Homenageados com a Medalha de Mérito do Município
Joci José Martins (in memoriam)
Claiton Selistre
Valmor Euclides Coelho
Waldemar Joaquim da Silva Neto
Hermann Meinicke
Carlos Alberto Riederer
Luiz Fernando Scheibe
Tanira Margarete Piacentini
Aparício José Mafra Neto
Roberto Alvarez Bentes de Sá
Celso Martins da Silveira Junior
Maurício Meurer Moreda
José Wolny de Souza
Antonio Hillesheim
Francisco de Assis Kuster
Dejair Lima
Eduardo Santos Lins
Itamar Farias Diniz
Osmar Francisco Goulart
Mário José Bastos Junior
Eli Lopes
Manoel Inácio Pereira
Pablo Rossi

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Processo de autoavaliação da UFSC deve ser realizado até 30 de abril

27/03/2012 11:11

A Universidade Federal de Santa Catarina participa até o dia 30 de abril da segunda etapa do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Na autoavaliação da UFSC serão ouvidos estudantes, servidores docentes e técnico-administrativos, além de gestores, a respeito de suas percepções relativas às políticas e práticas institucionais de ensino, pesquisa, extensão e gestão.

Para participar basta entrar no link http://2ciclopaai.paginas.ufsc.br/formulario-eletronico/

Na UFSC a Comissão Própria de Avaliação está ligada à Secretaria de Planejamento e Finanças (Seplan).

Mais informações: coleta_paai@reitoria.ufsc.br

Monólogo de Miguel ganha palcos de Manaus

27/03/2012 10:17

A peça tem expressiva atuação da atriz Ilze Körting, formanda do Curso de Artes Cênicas da UFSC

Depois de estrear na IV Semana Ousada de Artes da UFSC/Udesc, a peça Monólogo de Miguel, da companhia catarinense Apatotadoteatro foi selecionada para o 4º Festival de Breves Cenas de Teatro de Manaus (AM). Único representante catarinense no evento, o espetáculo foi apresentado neste final de semana, no Teatro Municipal do Amazonas, sob uma recepção calorosa do público. Com texto de Jorge Luiz Miguel e direção de Gustavo Vierbabach e Ricardo Goulard, o monólogo tem a expressiva atuação da atriz Ilze Körting, formanda do Curso de Artes Cênicas da UFSC, que também atuou na peça Setembro, outro projeto do curso.

Na peça, Ilse Körting se metamorfoseia na figura de um velho para encenar O monólogo de Miguel. Trata-se de um ensaio teatral aberto, cuja narrativa gira em torno de um escritor que ao tentar escrever sobre a ira descobre a dimensão de seus traumas de infância. A realidade e a ficção se entrelaçam para que ele descubra quem ele é e a profundidade da amargura que carrega. Os recursos para a participação da equipe com banner, camisetas, adesivos e módulos em madeira para o cenário foram patrocinados pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC.

No convite oficial para o grupo, a comissão organizadora do Festival, coordenada por Dyego Monnzaho, justificou a escolha do monólogo entre as 16 cenas integrantes da mostra oficial, declarando os critérios da curadoria nacional do evento: “diversidade da obra, valores estéticos e artísticos, bem como a representatividade do objeto de arte em questão, somada a sua originalidade, riqueza de linguagem, valorização da pesquisa e o seu potencial de diálogo estético travado com o público e artistas”.

Por Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte / raquelwandelli@yaho..com.br / www.secarte.ufsc.br / Informações: 3721-8729 e 9911-0524

 

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Feira de Livros tem público diário de duas mil pessoas

27/03/2012 09:00

Mostra de livros com 30 a 70% de desconto é palco de 21 lançamentos

A Feira de Livros da Editora da UFSC entra em sua quarta e penúltima semana com um público diário de duas mil pessoas e o lançamento de 21 livros inéditos com até 70% de desconto. Poesia, conto, romance, filosofia, bioética, história, sociologia e literatura, além de obras didáticas de engenharia, física e matemática estão entre as novidades preparadas pela Editora especialmente para esta mostra. Aberta ao público, a mostra de volta às aulas funciona em uma grande tenda coberta e climatizada na Praça da Cidadania, de segunda a sexta, das 8h30min às 19h.

Até o dia 4 de abril, a Editora vai expor com descontos que variam de 30 a 70% 1.800 títulos e cerca de 20 mil exemplares, entre lançamentos do seu catálogo, das instituições livreiras que integram a Liga de Editoras Universitárias e de outras editoras reconhecidas no mercado. Vários livros estão sendo lançados na presença dos autores, que também estão participando de tardes de autógrafos e conversa com os leitores em uma tenda preparada especialmente para esse encontro junto à feira, sempre às quartas-feiras, a partir das 17h e com prorrogação do horário de atendimento para até às 20h30min.

Na tarde desta quarta-feira, 28de março, o contista catarinense Silveira de Souza, autor de Ecos no Porão II, livro incluído pela Coperve na Lista do Vestibular 2013 da UFSC, conversará sobre essa obra. A EdUFSC lança na presença do escritor a segunda edição da coletânea, toda ambientada em Florianópolis. Várias escolas e estudantes de ensino médio estão se movimentando para esse bate-papo com autor.

Dependendo da procura, a Editora poderá organizar um debate com Silveira em um auditório próximo à feira, a ser divulgado no local. Pela EdUFSC Silveira lançou também 28 Aforismos, tradução inédita em língua portuguesa de seleção de pensamentos de Franz Kafka.

 

 

Lançamento: obra traz discussão filosófica sobre questões morais e sociais em torno dos avanços da genéticaA ética do uso e da seleção de embriões
No mesmo dia, Lincoln Frias virá de Belo Horizonte para o lançamento de A ética do uso e da seleção de embriões. Editado com apoio da Fapemig, o livro traz uma discussão filosófica emergente sobre as questões morais e sociais em torno dos avanços da ciência na área da genética. Vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011, de cuja banca fez parte o diretor da EdUFSC, Sérgio Medeiros, o livro enfoca do ponto de vista filosófico a polêmica sobre o pretenso direito a vida dos embriões que circunda os debates sobre o uso de células-tronco. Além deste livro, a Editora lança Bioética; autopreservação, enigmas e responsabilidade, do filósofo José Heck, outra obra integrante da coleção Ethica, coordenada pelo professor Darley Dall´Agnol.

A EdUFSC preparou outros lançamentos inéditos especialmente para a feira, como O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz, que desbrava a história da primeira modernidade da América através da literatura clássica. Estão na lista dos novos livros também Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho e Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto.

Além de promover os lançamentos, a editora vai oferecer com descontos obras que tiveram grande repercussão no ano passado, como Homo academicus, do sociólogo francês Pierre Bourdieu, traduzido pela professora do curso de Pedagogia da UFSC Ione Valle. Ligação direta, ensaio inédito do filósofo italiano Mario Perniola sobre as relações entre estética e política também se destaca na mostra.

Os livros Seis décadas de poesia alemã, organizado por Rosvitha Blume e Markus Weininger e O liberalismo de Ralf Dahrendorf, de Antônio Carlos Dias Júnior, também saíram direto da gráfica para a feira. Mais uma novidade: Riverão Sussuarana, o grande romance do cineasta Glauber Rocha, co-editado com o Itaú Cultural, deverá ficar pronto para a última semana da feira.

Lançamentos na Feira – Tardes de encontro com leitores:
Horário: a partir das 17h
Local: Tenda dos autores junto à Feira
Data: 28 de março, a partir das 17h

• Silveira de Souza, autor da coletânea de contos Ecos no porão 2,
• Lincoln Frias, doutor em filosofia, autor de A ética do uso e da seleção de embriões, de (vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011)

Outros lançamentos na Feira:
• O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, história da modernidade latino-americana através da literatura clássica, de Rafael Ruiz.
• Ecos no Porão II, coletânea de contos de Silveira de Souza que faz parte da lista do Vestibular 2013;
• Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto;
• Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho;
• Bioética, do filósofo José Heck;
• Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática, nova edição)
• Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos, de Walter Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática, nova edição)
• Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos, de Antônio Pedro

 Outros lançamentos para o primeiro trimestre:
• O liberalismo de Ralf Dahrendorf, de Antônio Carlos Dias Júnior;
• Seis décadas de poesia alemã, organizado por Rositha Blume e Markus Weininger;
• Códices, do historiador e pesquisador mexicano Miguel León-Portilla, maior especialista em escritas ameríndias (maia e inca) da atualidade;
• Riverão Sussuaruna, romance do cineasta Glauber Rocha, em co-edição EdUFSC e Fundação Itaú Cultural

Preços de livros na Feira:

Poemas, de Rodrigo de Haro, com os volumes “Folias do Ornitorrinco” e “Espelho dos Melodramas” (de R$ 58,00 por R$ 40,00)

Homo Academicus, de Pierre Bourdieu (de R$ 56,00 por R$ 40,00);

O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz (de R$ 31,00 por R$ 16,00);

Ecos no Porão II, coletânea de contos Silveira de Souza (relacionado na lista do Vestibular 2013 da UFSC) (R$ 15,00);

Filosofia da Tecnologia, de Alberto Cupani (de R$ 34,00 por R$ 17,00);

Gralha azul; nas asas da esperança, poemas de Leonilda Antunes Pereira (de R$ 12,00 por R$ 5,00)

Ao que minha vida veio, de Alckmar dos Santos, vencedor do Concurso Romance Salim Miguel (de R$ 29,00 por R$ 15,00);

Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho (de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Bioética, do filósofo José Heck (Série Ethica de R$ 26,00 por R$ 13,00);

A ética do uso e da seleção de embriões – Lincoln Frias (Série Ethica, de R$ 36,00)

Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto; (de R$ 29,00 por R$ 15,00)

Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos, de Walter Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos – Antônio Pedro (de R$ 22,00 por R$ 11,00)

Por Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte / raquelwandelli@yaho.com.br / www.secarte.ufsc.br / 3721-8729 / 9911-0524

 

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Guarapuvu e Vento Sul são campeãs da etapa de Florianópolis do Desafio Solar Brasil 2012

27/03/2012 08:18

Equipe Vento Sul é reconhecida na competição que é um estímulo ao desenvolvimento da pesquisa de fontes alternativas de energia para embarcações

A Equipe Vento Sul da UFSC garantiu a vitória em casa do maior rali de barcos movidos a energia solar do Brasil. Em segundo lugar ficou o barco VDC2, do Instituto Náutico Paraty, e a terceira colocada foi para a equipe da ETEHL Naútica, com a embarcação HL2. A competição foi realizada no sábado, 24 de março, no parque de Coqueiros, na cabeceira continental da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. A próxima etapa acontece em outubro, na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro.

Na categoria monocasco, Guarapuvu (UFSC) ficou em primeiro seguido pela embarcação Ubá Suy Aram, da Univali. Outro destaque da competição foi a equipe Solar Udesc, que teve graves problemas em uma das regatas,  mas conseguiu superar e participar no restante dos dias. Além do prêmio superação, grupo também levou para casa o troféu de melhor projeto.

O Desafio Solar Brasil é um estímulo ao desenvolvimento da pesquisa de fontes alternativas de energia para embarcações, além de servir como incentivo à troca de informações entre os participantes, em sua maioria estudantes.

Aetapa Florianópolis é uma realização do Governo do estado de santa Catarina através da secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte – SOL e da Fundesporte. O evento conta ainda com apoio da Radix, Certi, Fepese, UFSC, Pólo Náutico da UFRJ, UFSC Compete, Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, fundação Municipal de Esportes, Iate Clube Veleiros da Ilha, Clube Náutico Riachuelo, Capitania dos Portos e da Lord.

Classificação final

Catamarã
1º Vento Sul (16h01m22)
2º VDC 2 (16h31m40)
3º HL 2 (17h58m55)
4º Babitonga (18h27m39)
5º Búzios (18h38m59)
6º Solaris (19h05m19)
7º Arpoador (19h47m08)
8º Arariboia (21h14m18)
9º Solar UDESC (21h42m24)

 Monocasco
1º Guarapuvu (13h34m02)
2º Ubá Suy Aram (15h24m44)

Texto e fotos:  Gabriela Damaceno / Graduanda em Jornalismo – UFSC / Repórter – Rádio Ponto / Assessoria de Imprensa – Equipe Vento Sul / (48) 9662-9214 / gabrieladamacenoportfolio.wordpress.com

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Museu em curso: Conferencista aborda soluções para degradação de acervos

26/03/2012 15:55

Os desafios técnicos na preservação de acervos de museu são o tema da primeira conferência do projeto Museu em Curso deste ano. Saulo Guths, engenheiro mecânico, ministrará a palestra intitulada “Degradação de Acervos: Parâmetros Ambientais e Métodos de Controle”. Com acesso gratuito e aberto ao público, a conferência ocorre no dia 29 de março, quinta-feira, das 16h às 18h, no auditório do Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral, na UFSC.

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Tags: Museu em CursoSaulo GuthsUFSC

Conselho Universitário se reúne em sessão ordinária nesta terça

26/03/2012 14:44

O Conselho Universitário (CUn) da UFSC se reúne em sessão ordinária nesta terça-feira, 27 de março, a partir de 8h30min, na sala Professor Ayrton Roberto de Oliveira, andar térreo da Reitoria. A reunião pode ser  acompanhada ao vivo.

Outras informações pelos telefones (48) 3721-9522 e 3721-9661, pelo site www.conselhos.ufsc.br ou pelo e-mail conselhos@reitoria.ufsc.br

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Especialista no Contestado participa do Círculo de Leitura

26/03/2012 12:06

O professor Paulo Pinheiro Machado, do Departamento de História da UFSC, é o convidado da primeira edição de 2012 do Círculo de Leitura de Florianópolis, marcado às 18h de quinta-feira, dia 29, na Sala Harry Laus da Biblioteca Universitária. Ele é um dos principais pesquisadores do conflito do Contestado, que começou há 100 anos, em 1912, e se prolongou até 1916. Publicou os livros “A política de colonização do Império” (1999) e “Lideranças do Contestado” (2004) e organizou, com a professora Márcia Espig, da Universidade Federal de Pelotas, a coletânea “A guerra santa revisitada: novos estudos sobre o movimento do Contestado” (2007), com textos de 12 pesquisadores que agregam novos olhares sobre o tema.

Coordenador do curso de graduação em História da UFSC, Pinheiro Machado graduou-se na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fez doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense e na Universitat Autonoma de Barcelona. Tem experiência na área de História do Brasil, com ênfase no período do Império e primeiras décadas da República, atuando em pesquisas sobre a história do campesinato, colonização, fronteiras agrícolas e internacionais e Revolução Federalista.

Conversa sobre livros
Criado pelo poeta Alcides Buss, o Círculo de Leitura é um projeto que permite ao convidado e aos presentes discutirem informalmente sobre os livros que estejam lendo, as leituras do passado e as influências de outros autores sobre o seu trabalho. Escritores e jornalistas como Salim Miguel, Oldemar Olsen Jr., Fábio Brüggemann, Inês Mafra, Mário Pereira, Maicon Tenfen, Cleber Teixeira, Dennis Radünz, Rubens da Cunha, Renato Tapado, Raimundo Caruso, Nei Duclós, Marco Vasques, Zahidé Muzart, João Carlos Mosimann, Mário Prata, Rogério Pereira, Celso Martins, Rosana Bond, Silveira de Souza, Tabajara Ruas e Moacir Pereira foram alguns dos participantes das etapas anteriores do projeto.

Mais informações com o professor Paulo Pinheiro Machado podem ser obtidas pelo telefone (48) 9185-9095 e pelo e-mail pmachado@mbox1.ufsc.br

ENTREVISTA COM PINHEIRO MACHADO

Como foram seus primeiros contatos com os livros e as experiências mais marcantes em relação à leitura? Em sua casa, na infância e na adolescência, havia um ambiente de estímulo ao convívio com os livros e o conhecimento?
Paulo Pinheiro Machado – Meus pais estimularam muito a leitura dentro de casa. Nasci e me criei numa família de classe média em Porto Alegre. Tínhamos uma grande biblioteca. Ali escutávamos música e líamos, eu e meus cinco irmãos. Minha infância e adolescência aconteceram nas décadas de 1960 e 1970.

Que livros e autores mais o sensibilizaram nesta fase e como os gostos e preferências foram mudando no decorrer dos anos?
Pinheiro Machado – Desde muito cedo me interessei por livros de história e por atlas histórico-escolares. Com 10 a 12 anos, juntava meus poucos trocados para comprar fascículos semanais de coleções sobre história mundial, das guerras e de outros continentes. Gostava de saber coisas sobre o Congo Belga, sobre a expansão mongol na Ásia e tinha curiosidade sobre o Islã. Como em casa tinha alguns livros de meus avós, achava muito interessante ler longos verbetes da Enciclopédia Portuguesa dos Irmãos Lello – tenho ainda comigo esta coleção, com três grandes volumes, da década de 1930.

Na literatura comecei com a leitura de obras de Julio Verne (“Viagem ao centro da Terra”, “Volta ao mundo em 80 dias”), “Robinson Crusoé”, do Defoe, e, mais marcante, um livro pouco conhecido do Érico Veríssimo, “As aventuras de Tibicuera”, que conta a trajetória de um menino indígena por diferentes momentos da história do Brasil. Na adolescência li menos que na infância, joguei basquete por cinco anos, mas fiquei muito impressionado com a leitura de “Cem anos de solidão”, do García Marquez, de “O velho e o mar”, de Hemingway, e dos “Subterrâneos da liberdade”, de Jorge Amado, que combinava com o clima político vigente na Ditadura Militar.

Como meu avô materno e meu pai eram comunistas, tínhamos um razoável acervo de literatura e de obras políticas de esquerda em casa. Era grande o número de livros do Lenin, Marx e Mao, muitos em espanhol, já que as edições em português eram escassas.

Como historiador e pesquisador, por quem se considera influenciado? Que autores e títulos mais contribuíram para “construir” o seu arcabouço intelectual?
Pinheiro Machado – Fui muito influenciado pela literatura marxista que era predominante na história e nas ciências sociais, na virada da década de 70 para a de 80, quando fiz minha graduação na UFRGS, em Porto Alegre. Mas, neste âmbito, tinha preferência pelos autores ingleses, estudiosos de revoluções e de processos de mais longa duração, como Hobsbawm, Christoffer Hill e Edward Tompson.

Gostava também dos mexicanos, como Pablo Gonzales Casanova, Agostin Cueva (este, equatoriano) e Adolfo Sanchez Vasquez, que publicavam vários textos importantes de história latino- americana e manuais teóricos de qualidade. Entre os franceses, gostava muito das obras de Pierre Villar. Por outro lado, achava os estruturalistas franceses meio obscuros – apesar de na época estarem na “crista da onda” –, como o Maurice Godelier e o Louis Altusser.

Eles criaram uma geração de historiadores debatedores de “modos de produção”, o que empobreceu muito o debate historiográfico. Gostava muito de um tipo de história social como a escrita pelo norte-americano Barrington Moore (autor de “As origens sociais da ditadura e da democracia”). Não gostava do Darcy Ribeiro e suas sínteses exageradas e esquemáticas, mas tinha atração por obras de antropólogos que experienciaram diferentes culturas, como Margareth Mead, Borislaw Malinowski e Clifford Geertz.

Vivendo no ambiente acadêmico, como vê a convivência das novas gerações com os livros e a leitura? Como o computador e as redes sociais interferem nessa relação?
Pinheiro Machado – As turmas são muito heterogêneas. Sempre há, numa turma de 40 alunos, um grupo de cinco ou seis que são ávidos leitores, há um grande grupo que lê o mínimo exigido e há os que não lêem quase nada. Não sei se isto é um problema dos dias de hoje, penso que quando fiz minha graduação a situação não era muito diferente, embora naquela época o apelo militante e o desafio político da luta contra a Ditadura dessem um tipo de estímulo que não vejo na atual geração.

Hoje insisto muito com os alunos não só na quantidade necessária de leituras, mas na qualidade da leitura. Uma obra de história (e isto pode servir para qualquer área de conhecimento) precisa ser lida em diferentes aspectos: pode ser lida externamente, avaliando o contexto formativo e o debate intelectual do autor; deve-se reparar nos conceitos-chave que definem os passos da abordagem teórica, nos procedimentos metodológicos de pesquisa para se chegar a determinados resultados; importante reparar na construção narrativa e nos recursos e efeitos retóricos para persuasão do leitor. Então, uma leitura implica nestes e em vários outros aspectos. O computador é apenas uma máquina, algo muito positivo para se ler e escrever na atualidade, mas que jamais substituirá o livro físico. Não o vejo como um vilão.

Como convive com as novas mídias e suportes de leitura, como a internet? E de que forma seleciona suas leituras, diante de tantas possibilidades oferecidas na web e da avalanche de edições de livros no Brasil?
Pinheiro Machado – A internet é muito importante. Embora exista muito material de baixa qualidade, podemos acessar e baixar obras clássicas e de grande importância para a literatura, a história e todas as áreas de conhecimento. Trabalhos científicos, periódicos e anais de eventos podem ser acessados com facilidade, é uma grande ferramenta para quem deseja estudar qualquer assunto. Para os historiadores, até acervos documentais podem ser consultados pela internet. O acesso a obras raras, mapas antigos, gravuras e documentos de difícil acesso, que antigamente implicava em longas viagens com sucesso incerto, hoje estão cada vez mais disponíveis on-line. Há um grande número de novas publicações, que procuro comprar, mas tenho cada vez mais material em casa empilhado, a espera de tempo para leitura. Procuro incluir novas leituras em cursos que ofereço para a Pós-Graduação, é a grande oportunidade de continuar lendo e de continuar minimamente atualizado com a grande quantidade de publicações.

Que tipo de leitura prefere hoje e o que está lendo no momento?
Pinheiro Machado – Hoje gosto de ler obras sobre história rural, sobre o campesinato e fronteiras. Mas quando estou de férias gosto de ler sobre assuntos completamente diferentes, sobre a política atual, o Oriente Médio e obras de ficção. Atualmente estou lendo uma biografia do presidente João Goulart, de Jorge Ferreira. Obra cuidadosa e equilibrada, que revela grande pesquisa. Estou lendo também a tese de doutorado de Alexandre Karsburg, da UFRJ, que estuda a trajetória do primeiro monge João Maria (de Agostinho), que passou pelo Brasil, Argentina, países andinos e foi morrer nos Estados Unidos em 1869. Trata-se de uma pesquisa muito sólida, que chegou a resultados surpreendentes.

Fale um pouco de suas pesquisas e dos livros publicados.
Pinheiro Machado – Minhas pesquisas e meus livros são sobre o mundo rural do sul do Brasil do século XIX e do início do século XX. Meu primeiro livro, “A política de colonização do Império” (Porto Alegre: Ed. UFRGS, 1999), trata da montagem do sistema imperial de colônias de pequenos proprietários no sul do Brasil, particularmente no Rio Grande do Sul na década de 1870. Ali analiso impasses e problemas da política de colonização, bem como conflitos e ações dos imigrantes recém chegados para que o governo cumprisse as promessas. Meu segundo livro, resultado da tese de doutorado, foi o que teve maior repercussão, “Lideranças do Contestado” (Campinas: Ed. Unicamp, 2004). Neste trato de um conjunto de conflitos ocorridos no planalto catarinense décadas antes do conflito do Contestado, encontrando famílias e personagens que mais tarde participaram das “cidades santas” e de diferentes fases do conflito. Consegui estudar as trajetórias de alguns indivíduos de difícil localização, como caboclos e tropeiros, sempre pouco presentes na documentação dos arquivos.

O acesso a processos criminais e à documentação do Exército, além das entrevistas com um número razoável de sobreviventes, deu uma dinâmica própria ao livro, o que ajudou na recepção do tema. Meu terceiro livro é uma coletânea que organizei junto com a professora Márcia Espig, da UFPEL, intitulada “A guerra santa revisitada: novos estudos sobre o movimento do Contestado” (Florianópolis: Ed. UFSC, 2007), que reúne textos nossos e de outros autores da nova geração de pesquisadores sobre o Contestado.

Este ano marca o centenário do início do conflito do Contestado, um dos principais focos de suas pesquisas. Como o tema vem sendo tratado em Santa Catarina? E de que forma torná-lo mais conhecido das novas gerações?
Pinheiro Machado – O Contestado vem ganhando cada vez mais espaço como tema para o ensino de história, principalmente para os níveis fundamental e médio. A nacionalização do tema tem contribuído para isto. Hoje o Contestado não é mais visto apenas como um assunto de história regional, mas um tema para vestibular em diferentes unidades da Federação, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Pernambuco.

Então, cursinhos e universidades passam a prestar atenção no tema e abrir caminho para uma nova geração de pesquisadores. Estamos organizando um simpósio sobre o centenário do Movimento do Contestado, já contamos com inscrições de trabalhos de pesquisadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. O simpósio acontecerá em três sessões, Florianópolis, Chapecó e Pelotas (mais informações ver no blog http://simpsiocentenriocontestado1912-2012.blogspot.com.br/).

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista na Agecom

 

 

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