UFSC sedia 1º Simpósio de Crítica Genética, Tradução Intersemiótica e Audiovisual

03/05/2011 15:38

O 1º Simpósio  Internacional de Crítica Genética, Tradução Intersemiótica e Audiovisual ( ( http://www.nuproc.cce.ufsc.br/simposio.html), será realizado de 5 a 7 de maio, no auditório do CCE. O evento é idealizado pelo Núcleo de Estudo dos Processos Criativos (NUPROC), do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET/CCE), e propõe apresentar pesquisas que estudem o processo de criação da tradução.

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Tags: 1º Simpósio de Crítica GenéticaPGET

Acidente em obra terceirizada mata operário na UFSC

03/05/2011 12:39

A queda de uma viga num prédio que a empresa Cassol está construindo no campus da Universidade Federal de Santa Catarina, no bairro Trindade, em Florianópolis, matou o operário Joelson de Moura, 32 anos, na manhã desta terça-feira, 3 de maio. Os outros 10 funcionários que trabalhavam na obra foram dispensados imediatamente, e o gerente da empresa, Tiago Zin, 30, que estava chegando para visitar o canteiro, foi surpreendido com a notícia quando estava a poucas quadras de distância, pelo telefone celular. O acidente ocorreu por volta das 10h35min.

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Tags: operário morre em obra terceirizada

Ciência para Todos: Biografia de um Copo Plástico

03/05/2011 10:02

Novo ensaio no blog  Ciência para Todos.

Biografia de um Copo Plástico, por Fredric M. Menger, Emory University, USA

C. Cell queria saber mais sobre como são feitos os objetos de plástico e o que acontece com eles depois que não são necessários. Depois de investigar o tema, ele contou sua história para o Dr. Menger.

Esta é a história da vida de um copo de plástico. Um copo de plástico? Quanto interessante pode ser isto? Muito interessante. Leia mais e descubra como algumas gotas de petróleo do Iraque finalizaram, com o copo como um intermediário, no estômago de uma ave marinha do Havaí.

A existência deste copo começou em um campo de petróleo perto de Kirkuk, no Iraque. Nesse momento havia uma guerra, e este campo de petróleo teve seu gasoduto explodido apenas um dia depois do copo, ou mais precisamente o material do qual era para ser feito, surgiu do solo. O material do copo tinha conseguido escapar, por pouco, da incineração abrupta em fumaça gordurosa preta enchendo o ar do deserto. Obviamente, as poucas gramas de petróleo bruto relevantes para esta história vinham acompanhadas por enormes quantidades adicionais de petróleo, mas essa história é apenas sobre o que aconteceu com o óleo que eventualmente foi transformado em um copo de plástico. Muito do óleo restante tem sua própria história especial. Foi convertido em gasolina, asfalto, parafina, tecidos, detergentes e outros produtos da civilização.

Depois de ser armazenado em um tanque, enquanto o oleoduto danificado era reparado, o óleo foi bombeado 600 milhas a oeste até o porto de Ceyhan, na Turquia, no Mar Mediterrâneo. Esta foi uma carona precária para nosso “futuro copo”. Viajando a 16 quilômetros por hora acima do solo, em um tubo de aço de 2 metros de diâmetro, o petróleo bruto podia, em qualquer tempo ou lugar, começar a vazar devido à corrosão, terremotos, ou danos feitos pelo homem. Na Nigéria, por exemplo, um oleoduto com vazamento de petróleo explodiu, matando 1.200 moradores.

Mas, felizmente, a amostra de óleo, cuja história está sendo rastreada aqui, só tinha de suportar uma série de bombeamentos necessários para empurrar o petróleo para frente. Quando chegou à beira-mar, o óleo foi carregado em um navio-tanque para uma viagem longa, mas tranquila para Port Arthur, no Texas, EUA. Embora o nosso “copo” possa parecer muito viajado nesse momento (tendo viajado por quase metade do caminho de uma volta ao mundo), estas andanças foram apenas o começo, como veremos em breve.

O petróleo bruto é uma mistura horrível. Em uma refinaria de Port Arthur, o petróleo foi passado através de torres de destilação que separou-o em seus vários componentes. Um desses componentes é chamado de “hexano”, um hidrocarboneto com seis carbonos em cadeia. O hexano foi então “reformado” (a 500o, com um catalisador de platina) em benzeno (um anel de seis carbonos). Após prender mais dois carbonos no anel de benzeno, os engenheiros químicos converteram o benzeno em um líquido amarelado chamado de “estireno”. E finalmente (para acabar com essa parte química da história do copo), milhares de moléculas de estireno foram todas ligadas entre si para formar um material sólido, chamado de “poliestireno”. Poliestireno, pertence à classe de materiais chamados “polímeros”, é o principal material usado para fazer aqueles familiares copos de café de plástico branco.

O poliestireno é fabricado na forma de pequenos grânulos de em torno de um milímetro de diâmetro. Estes grânulos, inclusive os destinados a se tornarem nosso copo, foram enviados de trem para Califórnia, na costa oeste dos EUA, e de lá de barco até um grande país da Ásia. Do Iraque para Turquia para Texas para Califórnia para Ásia….uma aventura global! Desta forma os grânulos acabaram em uma fábrica perto de uma grande cidade. É aqui que as gotas foram fundidas e depois expandidas até dez vezes o volume original (por gás injetado na mistura) para formar um plástico leve e delicado. O poliestireno expandido, em seguida, foi moldado em copos brancos, e os copos foram vendidos em toda Ásia. Finalmente, depois da complicada viagem e tecnologia, nosso copo fez a sua aparição modesta como um objeto reconhecível. Em homenagem ao evento, o nosso copo será designado como “o Copo”.

O Copo, junto com muitos companheiros, foi levado num pequeno caminhão e entregue no depósito de um hotel caro na região central de uma metrópole asiática. Uma semana depois, um rico empresário recebeu o Copo, quando ele pediu um lanche na tarde em seu quarto de hotel. Aconteceu que, o empresário, que queria seu chá em uma xícara apropriada de cerâmica, desgostoso jogou o Copo, não utilizado, em um cesto de lixo. O Copo posteriormente foi levado do cesto de lixo do hotel para a maior coletora de lixo da cidade por um homem que amarrou um enorme saco de lixo descartado em sua bicicleta, um emprego como transportador que o ajudava a sustentar uma família de seis pessoas.

Aconteceu que o depósito de lixo não estava longe da cidade porque, como em muitas partes do mundo, os depósitos de lixo estão “convenientemente” localizados nas proximidades. Centenas de moradores de favelas ganham a vida coletando itens específicos nas toneladas de plástico, papel, metal e outros descartes da vida da cidade que chegavam diariamente à pilha de lixo. Filas de pessoas, cada uma com um saco de itens coletados da pilha de lixo, reuniam-se para vender o produto do trabalho do seu dia de trabalho a um atacadista de lixo. O atacadista de lixo separava todos os itens de plástico e os vendia a um homem que, por sua vez, empregava gente para examinar as bolsas, brinquedos, embalagens, garrafas e copos e enquanto coletavam iam organizando-os de acordo com a qualidade e cor. E é aqui onde o nosso Copo, que já está com uma desagradável cor marrom, mas por outro lado, ainda intacto, fez sua última aparição. O Copo, juntamente com uma montanha de plásticos, foram vendidos a uma pequena empresa que moia os plásticos, transformando-os em flocos que foram lavados, derretidos e transformados em bolinhas.

As bolinhas, compostas agora por vários plásticos incluindo aquele do Copo, foram vendidas para um fabricante local que fazia baldes para exportar para Estados Unidos. Baldes desta empresa eram orgulhosamente anunciados como “biodegradáveis” porque eram construídos incorporando as bolinhas em um plástico biodegradável à base de celulose (as bolinhas em si não são biodegradáveis). Outra característica atraente dos baldes era o fato de que eles podiam ser vendidos mais baratos que baldes feitos nos Estados Unidos. O corante, usado para colorir os baldes de vermelho, era a principal despesa; os custos de mão de obra contribuíam com apenas um mínimo para o custo total.

Assim, o Copo, na forma de balde, voltou a Califórnia. Um pescador por esporte, comprou o balde numa loja de ferragens, levou-o a bordo de seu barco de pesca para manter vivas as iscas. Depois de servir a este propósito, durante cerca de um ano, o balde rachou-se no fundo, durante uma viagem de pesca. Estando agora inútil, o balde foi esmagado pelo tacão da bota do pescador, e as peças foram atiradas, sem pensar, no Oceano Pacífico.

As peças do balde foram levadas pelo mar para uma área conhecida como a “Grande Mancha de Lixo do Pacífico”. Correntes que circulam confinam o lixo em uma área enorme do oceano do tamanho do Texas (o tamanho exato deste assim chamado “giro” está em debate). Firmemente presos na terrível região contaminada, o plástico de celulose começou a degradar e a liberar as bolinhas. Uma ave marinha infeliz comeu algumas das bolinhas de plástico (em inglês denominadas “nurdles”) após confundi-las com ovos de peixe. Mas, claro, ao invés de ovos de peixes, eram esferas de poliestireno do Copo. Quem teria imaginado que algumas gotas de petróleo do Iraque iriam acabar na garganta de uma das aves marinhas no Havaí? Neste caso, a ave marinha teve muita sorte porque não comeu o suficiente para o plástico bloquear fatalmente seu intestino. Em vez disso, as bolinhas de plástico foram depositados no alto de um penhasco havaiano onde permanecem até hoje. As bolinhas de plástico (“Nurdles”) são para sempre.


O Blog Ciência Pra Todos
A ação de popularização da ciência tem apoio de pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Catálise e Sistemas Moleculares e Nanoestruturados, com sede na UFSC.

Brevemente teremos também ensaios adicionais discutindo Alcaloides: Presentes da Natureza e Fluorescência em plantas.
Abraço e boa leitura,

Faruk Nome / Departamento de Química da UFSC

INCT Catálise e Sistemas Moleculares Nanoestruturados

Tags: Ciência para todos

UFSC abre inscrições para três vagas de professor substituto

03/05/2011 09:10

Estão abertas na UFSC as inscrições para seleção de professores substitutos para três vagas nas áreas de Arquitetura e Urbanismo (Campo de conhecimento Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo – Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo); Educação (Campo de conhecimento Ensino de Letras Português) e Ciências Exatas e da Terra; Geociências, Oceanografia (vaga para o campus de Ararangua).

As inscrições devem ser feitas até sexta-feira, 6 de maio, nos seguintes locais: secretaria do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (ARQ/CTC, arq@arq.ufsc.br , fone (48) 3721-9550 / Campus Universitário Trindade / Florianópolis); secretaria do Departamento de Metodologia de Ensino (MEN/CED men@ced.ufsc.br, fone (48) 3721 – 9243 / Campus Universitário Trindade / Florianópolis) e secretaria do Campus de Araranguá (coordararangua@ararangua.ufsc.br, fone: (48) 3522-3069 / Rua Pedro João Pereira, 150 – Mato Alto – Araranguá).

Veja o Edital: http://www.prdhs.ufsc.br/arquivos/Edital_60DDPP2011.pdf

Tags: professor substituto

Projeto 12:30 recebe show da banda Pedra do Urubu

03/05/2011 08:20

Grupo venceu concurso “Rally de bandas de garagem” em 2008

O Projeto 12:30 recebe a banda Pedra do Urubu nesta quarta-feira, 04/05, às 12h30min na Concha Acústica. O espetáculo é gratuito e aberto à comunidade. A banda usa como tema de suas canções a região do Campeche, com seus habitantes, a natureza e os costumes. O nome do grupo, Pedra do Urubu, é um cartão postal da região, de onde se avista a bela paisagem da Ilha do Campeche.

A partir de múltiplas influências, como rock, blues, jazz, baião, bossa nova e candomble, o grupo compõe músicas que podem ser ouvidas na rádio comunitária do Campeche (89.4 FM), seu principal meio de divulgação.

O grupo venceu o concurso “Rally de bandas de garagem” em 2008, promovido pela Fundação Franklin Cascaes, prêmio que abriu um espaço no Planeta Atlântida 2009, e uma faixa no álbum gravado pelas bandas que participaram do concurso “A nova música de Floripa” (2010). A banda que toca e ensaia com dedicação desde 2004 já passou por muitas mudanças em sua formação, o que proporcionou contato com muitos músicos da região.

Com suas canções originais o grupo convida o público a experimentar sons em diversos ritmos e estilos, com canções e batuques que refletem a simplicidade cotidiana do litoral sul do Brasil.

Integrantes

Esteban Restutcha: guitarra e vocal

Solano Forghieri: bateria e vocal

João Medeiros: baixo e vocal

Andrei Farias: teclado

Cleiton Rocha: trompete e vocal

Gabriel Costa: percussão e escaleta

Fabiano: percussão e vocal

Projeto 12:30

O projeto 12:30 é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e apresenta semanalmente atrações de cunho cultural de música, dança e teatro. As apresentações acontecem todas as quartas-feiras, ao ar livre, na Concha Acústica, e, quinzenalmente, às quintas-feiras, no Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC.

Artistas e grupos interessados em se apresentar no projeto dentro do campus da UFSC devem entrar em contato com o DAC através dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br.

Serviço:

O QUÊ: Apresentação da banda Pedra do Urubu

ONDE: Projeto 12:30 na Concha Acústica da UFSC, Praça da Cidadania, Campus Universitário, Florianópolis-SC.

QUANDO: Dia 04 de maio de 2011, quarta-feira, às 12h30.

QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade.

CONTATO: Banda: solanoforghieri@hotmail.com (48) 3364-1618 – Visite www.dac.ufsc.br

Fonte: Kadu Reis – Acadêmico de Jornalismo, Assessoria de Imprensa do Projeto 12:30, DAC: SeCArte: UFSC, com informações e foto do grupo

Tags: Projeto 12:30

Universidade sedia capacitação sobre desinfecção de contaminantes em moluscos

03/05/2011 07:55

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia o curso de curta duração “Estudo da desinfecção de contaminantes virais em moluscos bivalves e água do mar em depuradora de moluscos acoplada com radiação ultravioleta”, promovido pelo Centro Brasileiro-Argentino de Biotecnologia (CBAB). As inscrições  estão abertas e podem ser feitas até o dia 5 de julho através do e-mail cbarardi@ccb.ufsc.br, da professora Célia Barardi.

A capacitação será ministrada no Laboratório de Virologia Aplicada do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, no Centro de Ciências Biológicas (CCB), no período de 8 a 19 de agosto.

São 15 vagas para estudantes que serão distribuídas da seguinte maneira: oito para brasileiros, cinco para argentinos e duas para uruguaios, colombianos ou paraguaios. Caso as vagas para estrangeiros não sejam preenchidas poderão ser apoiados mais estudantes brasileiros. Quanto ao subsídio, os brasileiros não-residentes em Florianópolis serão apoiados pelo CNPq/MCT através de pagamento de passagens aéreas e diárias (tabela CNPq) pelo tempo de duração do curso; estudantes estrangeiros terão passagens pagas pelo Governo Argentino e diárias pagas pelo CNPq (tabela CNPq).

Ministrantes:

– Profª Veronica Rajal – pesquisadora e docente do Instituto de Investigaciones para la Industria Quimica-INIQUI – Universidade Nacional de Salta – Argentina.

– Profª Célia Regina Monte Barardi – professora Associada 3 do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, CCB – UFSC.

Patrocínio:

Ministério da Ciência e Tecnologia e CNPq

Apoio:

Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências – CCB – UFSC.

Telefone: (48) 3721-9049 – FAX: (48) 3721-9258

Programa resumido:

Aulas teóricas:

– Principais vírus contaminantes do meio ambiente aquático;

– Principais técnicas utilizadas na desinfecção (depuração) de moluscos bivalves e de águas de cultivo;

– Técnicas de extração de ácidos nucléicos de tecidos de moluscos e de água do mar;

– Técnicas de PCR em tempo real para quantificação de vírus no ambiente aquático; preparo de Standards para PCR quantitativo pela técnica do Taqman e tratamento enzimático (DNAse/RNAse) para verificar viabilidade de vírus em amostras ambientais por métodos exclusivamente moleculares.

Aulas práticas:

Visita técnica a uma fazenda de cultivo de ostras e mexilhões, onde serão coletados os animais;

– Contaminação artificial dos moluscos bivalves que serão utilizados com os adenovírus humano sorotipo 2 (HAdV-2) como modelo de vírus de genoma DNA e com norovírus murino (MNV) como modelo de vírus de genoma RNA;

– Alocação dos moluscos bivalves em tanques de depuração acoplados com luz ultravioleta;

– Análise da água da depuradora e dos moluscos em tempos zero, 48h, 72h, e 144h pós-depuração: aprendizado prático de técnicas de processamento de moluscos, concentração de água do mar e extração de ácidos nucléicos para ensaios de QPCR; uso de tratamento enzimático para acessar viabilidade de vírus por técnicas de QPCR.

Outras informações: Célia R. M. Barardi: cbarardi@ccb.ufsc.br

Tags: cursodesinfecçãomoluscos marinhos

UFSC implanta Comitê de Inovação Tecnológica

03/05/2011 07:47

Com o objetivo de auxiliar suas decisões sobre a gestão da Propriedade Intelectual, a UFSC vai criar um Comitê de Inovação Tecnológica. Formado por 10 integrantes, o novo órgão vai assessorar o Departamento de Inovação Tecnológica, ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da Universidade. A formalização do órgão será no dia 25 de maio, às 11h, na Sala dos Conselhos, prédio da Reitoria. Auxiliar na discussão e criação das políticas institucionais de inovação e transferência de tecnologia, nos processos envolvendo questões relacionadas à cultivares e ao direito autoral, na avaliação da manutenção de um pedido de patente e de uma patente concedida e na divulgação dos resultados das pesquisas realizadas na Instituição estão entre as atribuições do novo comitê. As reuniões serão mensais.

Composição do Comitê de Inovação Tecnológica:

– Diretora do Departamento de Inovação Tecnológica (DIT): professora Rozangela Curi Pedrosa

– Um servidor do DIT: professor Irineu Afonso Frey

– Sete servidores docentes representando as áreas tecnológicas, sociais e jurídicas da Universidade: professor Mário Steindel (CCB); professor Victor Juliano de Negri (CTC); professor Arnaldo José Perin (CTC); professor José Eduardo De Lucca (CTC); professor Silvio Antonio Ferraz Cario (CSE); professor Antônio Augusto Ulson de Souza (CTC); professor Marcos Wachowski (CCJ)

– Um representante discente da pós-graduação.


Atribuições:

– Auxiliar na discussão e criação das políticas institucionais de inovação e transferência de tecnologia da UFSC

– Promover políticas institucionais de inovação e transferência de tecnologia da UFSC;

– Auxiliar na avaliação dos processos de licenciamento de tecnologias da Instituição;

– Auxiliar nos processos envolvendo questões relacionadas à cultivares e ao direito autoral;

– Auxiliar na indicação de consultores ad-hoc para avaliação e redação de patentes;

– Auxiliar na avaliação da patenteabilidade ou não do resultado de uma pesquisa;

– Auxiliar na avaliação da manutenção de um pedido de patente e de uma patente concedida;

– Auxiliar na avaliação das perspectivas de impacto econômico das tecnologias;

– Auxiliar na divulgação dos resultados das pesquisas realizados na Instituição.

Mais informações:  www.dit.ufsc.br / dit@reitoria.ufsc.br / (48) 3721-9628

Por Arley Reis / Agecom

Tags: inovação tecnológicapropriedade intelectual

Florianópolis sedia VI Congresso das Associações de Parkinson do Brasil

02/05/2011 17:29

A Associação de Parkinson de Santa Catarina (APASC), em conjunto com o Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI) da UFSC, promove de 4 a 6 de maio, no auditório do SESC, em Cacupé, o VI Congresso das Associações de Parkinson do Brasil. O evento é aberto à comunidade.  A ideia é debater as formas de diagnóstico e enfrentamento da doença com apoio da família e  associações.  O mal de Parkinson é a segunda doença mais comum entre os idosos.

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Tags: mal de parkinsonVI Congresso das Associações de Parkinson do Brasil

Vice-reitor é contra criação de empresa para administrar os Hospitais Universitários

02/05/2011 13:55

Ex-diretor do Hospital Universitário da UFSC, o atual vice-reitor da Universidade, Carlos Alberto Justo da Silva, considera “equivocada” a Medida Provisória 520, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, responsável pela administração de 46 HUs em todo o país. Assinado no apagar das luzes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 31 de dezembro de 2010, o documento está provocando grande polêmica no meio universitário e junto aos profissionais da área da saúde, porque a empresa a ser criada tem todas as características, direitos e obrigações das corporações privadas.

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Tags: HUsvice-reitor

A Antropóloga tem exibições em três cinemas da Capital até a quinta

29/04/2011 19:05

A protagonista Malu (Larissa Bracher), antropóloga açoriana, revive em clima de suspense os mistérios da cultura popular da Ilha

Obra que coloca em cena a magia e a cultura popular da gente açoriana, A Antropóloga estreou na sexta-feira, 29/04, e permanece até a quinta, 05/05,  sendo exibido em três cinemas da Capital,  com a torcida da UFSC, que deu suporte humano e logístico para trazer ao público a obra maior do cineasta catarinense e diretor do Departamento Artístico-Cultural da UFSC, Zeca Nunes Pires Bruxos.

Aplaudidíssimo pelo público e pela mídia na pré-estreia, Zeca Pires conta com uma boa repercussão do filme no Estado para projetá-lo para fora. A Antropóloga inscreve o universo mágico ilhéu na onda mística sem ceder às fórmulas fáceis do mercado. Com o cuidado científico de um antropólogo e a delicadeza poética de um cineasta, realiza um filme de mistério. Vencedora do Edital da Fundação Catarinense de Cultura de 2003, a obra preserva, pela ambiguidade e sutileza, o silêncio respeitoso pelo mundo inapreensível do sagrado.

Com apoio institucional da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, da RTP dos Açores, a consultoria a diversos departamentos de ensino da universidade e a participação de professores e alunos do Curso de Cinema no processo de filmagem, Zeca Pires levou nove anos para viabilizar financeiramente o segundo longa de sua carreira e chegar a essa síntese de tratamento artístico e antropológico da cultura popular. O respeito ao mistério tira A Antropóloga do lugar-comum das ficções que tratam o universo simbólico como espelho da realidade, onde as entidades sobrenaturais servem de mera caricaturas para a reencenação maniqueísta da luta entre o bem e o mal.

No enredo do longa, ´Através do olhar de Malu a Costa da Lagoa se transforma em cenário de experiências iniciáticas emocionantes, que revelam um mundo oculto do sagrado e da magia. O enredo de A Antropóloga é também uma homenagem às tradições populares de Florianópolis. A obra do artista plástico, historiador e pesquisador Franklin Cascaes, abrigada no Museu Universitário Osvaldo Rodrigues Cabral, inspira o eixo central da trama que envolve Malu em surpreendentes descobertas. Giba Assis Brasil, da Casa de Cinema de Porto Alegre assina a montagem, Silvia Beraldo responde pela criação da música original e Maria Emília de Azevedo a Produção Executiva. O roteiro foi criado por Tânia Lamarca e Sandra Nebelung, a partir de um argumento de Tabajara Ruas.

O enredo transita sutilmente entre a explicação científica para o desenlace dos fatos e a abertura para o campo do inexplicável, que abala o ceticismo cientificista inicial da pesquisadora portuguesa. Em seu trabalho de campo na Costa da Lagoa, Malu se depara com uma miríade de indícios e relatos de magia que acaba associando aos registros de Cascaes e ao drama da menina. Como o pai Adriano (Luige Cútulo), que apesar de médico recorre à magia para salvar a filha, o abismo da morte desinstala a cientista das convenções acadêmicas.

Mas o que faz do filme uma obra emblemática deste tempo e deste lugar onde continua a se proliferar o imaginário místico de herança celta-açoriana é a forma como atualiza enigmas milenares. A religiosidade ilhoa, que já é um amálgama de crenças pagãs com teologias de diferentes origens, é mergulhada no sincretismo contemporâneo que entrecruza catolicismo, espiritismo, umbanda, mesa branca, magia, xamanismo, protestantismo. Enquanto a mística Ritinha tenta curar Carolina do embruxamento, um grupo de adolescentes com tendências góticas aporta na Ilha atrás das convenções bruxólicas.

Na atualização da lenda, seria fácil escorregar para uma caricatura da cidade vendendo a imagem sedutora da paradisíaca Ilha das Bruxas. Mas Zeca preferiu o filtro diáfano das nuvens em um dia de pouca luz para dar visibilidade ao mistério da sua terra. Além da curiosidade cultural e do espírito de pesquisador que circundam a obra, dois outros recursos concorrem para produzir esse cuidado. Em primeiro lugar, a direção fotográfica, de Charles Cesconetto, foge ao clichê das imagens publicitárias e anestesiantes das belezas turísticas.

A câmera adentra o interior das matas litorâneas, revelando o sertão do mar, menos colorido, mas não menos fascinante. “Optamos por uma dessaturização da cor para produzir um efeito quase monocromático das imagens e fazer o público se concentrar na narrativa”, conta Zeca. Com um orçamento de R$ 1 milhão e 600 mil, baixo para os padrões brasileiros, Zeca economizou a viagem para Açores produzindo a terra da pesquisadora na própria Ilha de Santa Catarina. O filme contou com o patrocínio da Petrobrás, Ancine, Fábio Perini, Tractebel Energia, Banco Bonsucesso, Eletrosul, Celesc, Fundação Badesc, Furnas, Angeloni e RBS. A distribuição é da Imagem Filmes, que preferiu adiar a estreia prevista para 8 de abril para não coincidir com outro lançamento nacional.

O segundo recurso inovador é a intercalação da linguagem de documentário com a linguagem de ficção. Durante nove meses antes de iniciar as filmagens propriamente ditas, Zeca, que tem formação de documentarista e diversos títulos do gênero em sua filmografia, morou na Costa da Lagoa para preparar o cenário do filme e acabou aproveitando na trama as cenas documentais. Em seu trabalho de campo, a pesquisadora entrevista estudiosos da cultura local, como Gelci Coelho, o Peninha, herdeiro do patrimônio intelectual de Cascaes, e Alésio dos Passos Santos, que foi seu guia nas expedições pelo interior da Ilha. E entrevista principalmente pescadores, moradores das comunidades, curandeiras, benzedeiras muito idosas (uma delas já faleceu), enfim, esses habitantes que se escondem atrás das faixas de areia e encantam o filme com sua ingênua malinagem.

Como as inserções dos entrevistados são integradas ao contexto da narrativa e a entrevistadora é também a protagonista da história, a solução acaba por derrubar as fronteiras entre documentário e ficção, assim como o discurso da ciência e da cultura popular ficam no mesmo plano da poética da linguagem.

Por Raquel Wandelli / assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC

Programação A Antropóloga:

Cine Iguatemi – 3239-8700 e 3201-1595.

Sexta (29/4), Sábado (30/4), Domingo (1/5), Segunda (2/5), Terça (3/5), Quarta (4/5) e Quinta-feira (6/5), às 18h / 20h / 22h.

Cine Floripa Shopping – 3234-3678.

Sexta (29/4), Sábado (30/4), Domingo (1/5), Segunda (2/5), Terça (3/5), Quarta (4/5) e Quinta-feira (6/5) , às 17h40 / 19h40 / 21h50.

Paradigma Cine Arte – 3239-7777.

Sexta (29/4), Sábado (30/4) e Domingo (1/5), às 17h10 / 21h30.
Segunda (2/5), Terça (3/5), Quarta (4/5) e Quinta-feira (5/5), às 21h.

Fonte: Guia Floripa

TV UFSC apresenta documentário sobre a ponte Hercílio Luz

29/04/2011 16:48

A TV UFSC apresenta nesse sábado, 30/04, o documentário “Ponte Hercílio Luz: Patrimônio da Humanidade”, do cineasta Zeca Pires, mesmo diretor do mais novo longa metragem catarinense, A Antropóloga.

O documentário sobre a ponte, produzido em 1996, traz depoimentos de historiadores, arquitetos, jornalistas, engenheiros, escritores, artistas, moradores da cidade e pessoas que participaram da construção. A ponte Hercílio Luz foi inaugurada em 13 de maio de 1926, a primeira a fazer a ligação entre a ilha de Florianópolis e o continente.  O documentário vai ao ar às 21h.

Mas antes, nessa sexta-feira, 29/04, às 20h, a  Sessão Cinema traz Venturoso Vagabundo, musical lançado em 1933 que tem em seu elenco artistas como Al Jonson e Frank Morgan. Dirigido por Lewis Milestone, o clássico conta a história de um vagabundo, Jonson, que vaga pelo Central Park e acaba impedindo Madge Evans de se suicidar. Evans, por sua vez, tem uma crise de amnésia e se apaixona por Jolson. Quando a crise passa e ela recupera a memória, volta para seu namorado, o prefeito de Nova York, Frank Morgan. Assim, o vagabundo se sente triste e começa a pensar sobre sua condição de desocupado, levando os espectadores a uma série de reflexões.

No domingo, 01/05, às 21h, a emissora exibe o boletim Universidade Já especial, sobre a Rede Catarinense de Telemedicina, que em maio completa a marca de 1 milhão de exames realizados. O projeto, parceria entre a UFSC e a Secretaria de Estado de Saúde, capacita técnicos e instala aparelhos para realização de exames em cidades do interior do Estado. Através de sistema desenvolvido especialmente para a rede, médicos que estão em grandes centros acessam dados, imagens e dão laudos, evitando o deslocamento tanto de pacientes quanto de profissionais de saúde.

Na segunda-feira, 02/05, às 21h30, vai ao ar o UFSC Entrevista. A entrevistada dessa semana é a cineasta Louise Krieger, formada pela UFSC, que fala sobre a produção de seu trabalho de conclusão de curso: o curta-metragem , que busca a compreensão do conceito de realidade segundo a teoria desconstrutivista de Lacan.

O programa Primeiro Plano exibe, na quinta-feira, 05/05, às 20h30, o documentário Ninho do Cuco, de Luís Knihs e Carlos Henrique dos Santos. O vídeo foi apresentado como Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo e conta a história de duas mulheres que passam por assistência psiquiátrica no Instituto Philippe Pinel, no Rio de Janeiro.

Mais informações: www.tv.ufsc.br ou twitter.com/tv_ufsc. A TV UFSC pode ser sintonizada no canal 15 da NET.

Tags: cinemazeca pires

Semana de Enfrentamento ao Sexismo, Lesbofobia, Homofobia e Transfobia

29/04/2011 16:00

Seminário, audiência pública e oficinas para a Guarda Municipal estão incluídos na programação da Semana de Enfrentamento ao Sexismo, Lesbofobia, Homofobia e Transfobia, que acontece de 16 a 19/05, em Florianópolis.

O evento tem como objetivo valorizar a diversidade, a equidade de gênero e contribuir com o fim de estigmatizações contra sujeitos sociais, garantindo assim a efetivação de seus direitos e o pleno exercício da cidadania.

A promoção é da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, e tem o apoio do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (Comdim), Núcleos de Pesquisas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), movimentos sociais e as organizações não governamentais ligados à temática.

As inscrições para o seminário poderão ser realizadas até 12 de maio no site da Prefeitura de Florianópolis.

Programação:

Seminário de Enfrentamento ao Sexismo, Lesbofobia, Homofobia e Transfobia
Data:
16 de maio
Horário:
das 7h30 às 18h30 (com intervalos)
Local:
Auditório da OAB (Rua Paschoal Apóstolo Pitsika, 4860)

Audiência Pública
Data: 17 de maio
Horário: 18h30
Local: Auditório da Fecomércio (Rua Felipe Schmidt, 785)

Oficinas para a Guarda Municipal

Data: 18 e 19 de maio
Horário: das 8h às 12h

Informações: (48) 3251-6270 e 3251-6243.

Tags: gêneroNIGS

Servidor narra em livro momentos marcantes de sua carreira na UFSC

29/04/2011 11:11

Funcionário da Universidade Federal de Santa Catarina desde 1970, Luiz Henrique da Silva decidiu reunir em livro um pouco das histórias que viveu e ouviu nesse período dentro dos muros da instituição. Será lançado dia 2, segunda-feira, às 19h, no hall da Reitoria, o volume “Escritos & rabiscos”, no qual o autor, lotado na Imprensa Universitária, fala de sua vida pessoal, da família, de colegas de trabalho, de lutas dentro da instituição e de passagens marcantes, sobretudo como representante dos servidores, quando enfrentou a incompreensão da administração para com as reivindicações e anseios da categoria.
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Tags: escritosLãoLuiz Henriquerabiscos

1º Simpósio Internacional de Crítica Genética, Tradução Intersemiótica e Audiovisual

29/04/2011 10:48

O Núcleo de Estudo de Processos Criativos (Nuproc), a Pós-Graduação em Estudos da Tradução e o Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras (DLLE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizam o 1º Simpósio Internacional de Crítica Genética, Tradução Intersemiótica e Audiovisual, nos dias 5, 6 e 7 de maio, no auditório Henrique Fontes, do Centro de Comunicação e Expressão (CCE-B).

Confira a programação: http://nuproc.cce.ufsc.br/simposio/NUPROCPrograma.pdf.  

Outras informações no endereço http://nuproc.cce.ufsc.br/simposio.html.

Tags: crítica genéticasimpósio internacionalTradução Intersemiótica e Audiovisual

Desligamento de energia elétrica neste sábado

29/04/2011 09:48

A Prefeitura Universitária comunica desligamento de energia elétrica neste sábado, 30 de abril, entre 8h e 12h, nos seguintes locais: Engenharia Civil, Engenharia Química / prédio novo , MIP, BEG, ECZ, Farmacologia e Biotério. Caso os serviços sejam concluídos antes do horário previsto, a energia será reativada.

Informações: (48)  3721-9333

Tags: Desligamento de energia

A Antropóloga estreia nesta sexta, depois de uma pré-estreia de sucesso

29/04/2011 09:13

Estreia em todos os cinemas de Florianópolis A Antropóloga, longa-metragem do cineasta Zeca Nunes Pires, que nasceu com suporte da universidade

A protagonista Malu (Larissa Bracher), antropóloga açoriana, revive em clima de suspense os mistérios da cultura popular da Ilha

Obra que coloca em cena a magia e a cultura popular da gente açoriana, A Antropóloga estreia nesta sexta-feira (29), em todos os cinemas da Capital, com a torcida da UFSC, que deu suporte humano e logístico para trazer ao público a obra maior do cineasta catarinense e diretor do Departamento Artístico-Cultural da UFSC, Zeca Nunes Pires Bruxos. Aplaudidíssimo pelo público e pela mídia na pré-estreia, Zeca Pires conta com uma boa repercussão do filme no Estado para projetá-lo para fora. A Antropóloga inscreve o universo mágico ilhéu na onda mística sem ceder às fórmulas fáceis do mercado. Com o cuidado científico de um antropólogo e a delicadeza poética de um cineasta, realiza um filme de mistério. Vencedora do Edital da Fundação Catarinense de Cultura de 2003, a obra preserva, pela ambiguidade e sutileza, o silêncio respeitoso pelo mundo inapreensível do sagrado.

Com apoio institucional da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, da RTP dos Açores, a consultoria a diversos departamentos de ensino da universidade e a participação de professores e alunos do Curso de Cinema no processo de filmagem, Zeca Pires levou nove anos para viabilizar financeiramente o segundo longa de sua carreira e chegar a essa síntese de tratamento artístico e antropológico da cultura popular. O respeito ao mistério tira A Antropóloga do lugar-comum das ficções que tratam o universo simbólico como espelho da realidade, onde as entidades sobrenaturais servem de mera caricaturas para a reencenação maniqueísta da luta entre o bem e o mal.

No enredo do longa, ´. Através do olhar de Malu a Costa da Lagoa se transforma em cenário de experiências iniciáticas emocionantes, que revelam um mundo oculto do sagrado e da magia. O enredo de A Antropóloga é também uma homenagem às tradições populares de Florianópolis. A obra do artista plástico, historiador e pesquisador Franklin Cascaes, abrigada no Museu Universitário Osvaldo Rodrigues Cabral, inspira o eixo central da trama que envolve Malu em surpreendentes descobertas. Giba Assis Brasil, da Casa de Cinema de Porto Alegre assina a montagem, Silvia Beraldo responde pela criação da música original e Maria Emília de Azevedo a Produção Executiva. O roteiro foi criado por Tânia Lamarca e Sandra Nebelung, a partir de um argumento de Tabajara Ruas.

O enredo transita sutilmente entre a explicação científica para o desenlace dos fatos e a abertura para o campo do inexplicável, que abala o ceticismo cientificista inicial da pesquisadora portuguesa. Em seu trabalho de campo na Costa da Lagoa, Malu se depara com uma miríade de indícios e relatos de magia que acaba associando aos registros de Cascaes e ao drama da menina. Como o pai Adriano (Luige Cútulo), que apesar de médico recorre à magia para salvar a filha, o abismo da morte desinstala a cientista das convenções acadêmicas.

Mas o que faz do filme uma obra emblemática deste tempo e deste lugar onde continua a se proliferar o imaginário místico de herança celta-açoriana é a forma como atualiza enigmas milenares. A religiosidade ilhoa, que já é um amálgama de crenças pagãs com teologias de diferentes origens, é mergulhada no sincretismo contemporâneo que entrecruza catolicismo, espiritismo, umbanda, mesa branca, magia, xamanismo, protestantismo. Enquanto a mística Ritinha tenta curar Carolina do embruxamento, um grupo de adolescentes com tendências góticas aporta na Ilha atrás das convenções bruxólicas.

Na atualização da lenda, seria fácil escorregar para uma caricatura da cidade vendendo a imagem sedutora da paradisíaca Ilha das Bruxas. Mas Zeca preferiu o filtro diáfano das nuvens em um dia de pouca luz para dar visibilidade ao mistério da sua terra. Além da curiosidade cultural e do espírito de pesquisador que circundam a obra, dois outros recursos concorrem para produzir esse cuidado. Em primeiro lugar, a direção fotográfica, de Charles Cesconetto, foge ao clichê das imagens publicitárias e anestesiantes das belezas turísticas.

A câmera adentra o interior das matas litorâneas, revelando o sertão do mar, menos colorido, mas não menos fascinante. “Optamos por uma dessaturização da cor para produzir um efeito quase monocromático das imagens e fazer o público se concentrar na narrativa”, conta Zeca. Com um orçamento de R$ 1 milhão e 600 mil, baixo para os padrões brasileiros, Zeca economizou a viagem para Açores produzindo a terra da pesquisadora na própria Ilha de Santa Catarina. O filme contou com o patrocínio da Petrobrás, Ancine, Fábio Perini, Tractebel Energia, Banco Bonsucesso, Eletrosul, Celesc, Fundação Badesc, Furnas, Angeloni e RBS. A distribuição é da Imagem Filmes, que preferiu adiar a estreia prevista para 8 de abril para não coincidir com outro lançamento nacional.

O segundo recurso inovador é a intercalação da linguagem de documentário com a linguagem de ficção. Durante nove meses antes de iniciar as filmagens propriamente ditas, Zeca, que tem formação de documentarista e diversos títulos do gênero em sua filmografia, morou na Costa da Lagoa para preparar o cenário do filme e acabou aproveitando na trama as cenas documentais. Em seu trabalho de campo, a pesquisadora entrevista estudiosos da cultura local, como Gelci Coelho, o Peninha, herdeiro do patrimônio intelectual de Cascaes, e Alésio dos Passos Santos, que foi seu guia nas expedições pelo interior da Ilha. E entrevista principalmente pescadores, moradores das comunidades, curandeiras, benzedeiras muito idosas (uma delas já faleceu), enfim, esses habitantes que se escondem atrás das faixas de areia e encantam o filme com sua ingênua malinagem.

Como as inserções dos entrevistados são integradas ao contexto da narrativa e a entrevistadora é também a protagonista da história, a solução acaba por derrubar as fronteiras entre documentário e ficção, assim como o discurso da ciência e da cultura popular ficam no mesmo plano da poética da linguagem.

Por Raquel Wandelli / assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC

raquelwandelli@yahoo.com.br

raquelwandelli@reitoria.ufsc.br

www. secarte.ufsc.br

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Dia Da Dança é celebrado nesta sexta na UFSC

28/04/2011 15:39

Em alusão ao Dia Internacional da Dança, 29 de abril, a UFSC terá uma programação inteiramente dedicada a essa arte que, como poetou Cecília Meirelles, atira o corpo em música. Palestra, mesa-redonda, mostras e oficinas sobre diferentes ritmos e modalidades de dança integram o evento promovido pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC (SeCArte) em parceria com o Curso de Artes Cênicas da UFSC.  Jazz, Dança Indiana, Clássica, Moderna, Dança Contemporânea e Danças Circulares são algumas das oficinas abertas e gratuitas à comunidade. “A ideia é que toda comunidade entre na dança”, convida a secretária de Cultura e Arte, Maria de Lourdes Borges.

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Tags: Dia da Dança

Congresso na Ilha mostra as tendências da comunicação no setor público

28/04/2011 12:25

A segunda edição do Congrecom – Congresso Sul-Brasileiro de Comunicação e Marketing no Serviço Público, que acontece de 10 a 12 de maio, em Florianópolis, no Majestic Palace Hotel, traz novamente palestrantes renomados na área da comunicação governamental. O evento, sucesso de público no ano passado, deverá contar com mais de 300 participantes.

Na pauta, processos da comunicação e relacionamento entre governo e sociedade, a construção da imagem de uma organização pública, além de cases de instituições nacionais, aliando os temas às novas tendências e conceitos de comunicação aplicados ao setor público.

O Congrecom é uma iniciativa da Associação Criar em parceria com a Criacom Comunicação Full Service e conta com o apoio da Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina – Agecom e Sinapro.

Inscrições

Para a inscrição foram disponibilizadas diversas formas de pagamento: à vista, por boleto ou depósito bancário, em duas vezes no boleto, ou parcelado em até seis vezes no cartão de crédito (sistema PagSeguro). Além disso, são oferecidas possibilidades de desconto para grupos e de acordo com a data. Confira na tabela os valores:

PREÇOS PARA PROFISSIONAIS

Até  01 de maio: R$ 550,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 522,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 495,00

De 02 de maio a 10 de maio: R$ 600,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 570,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 540,00

PREÇOS PARA ASSOCIADOS DA SINAPRO

Até  01 de maio: R$ 510,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 485,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 459,00

De 02 de maio a 10 de maio: R$ 550,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 522,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 495,00

PREÇOS PARA ESTUDANTES

Até  01 de maio: R$ 275,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 262,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 248,00

De 02 de maio a 10 de maio: R$ 300,00

Grupo de 5 a 10 pessoas: R$ 285,00 | Grupos de 11 ou mais: R$ 270,00

As inscrições são realizadas on-line, no site do Congrecom www.congrecom.com.br

Informações: (47) 3028 5850 | inscricoes@congrecom.com.br | www.congrecom.com.br

Confira alguns dos palestrantes do evento:

Quem disse que não dá para medir? A mensuração de resultados de comunicação no serviço público requer modelos diferentes daqueles utilizados na área corporativa

Palestrante: Cristina Panella – Presidente da CDN Estudos&Pesquisa

Cristina Panella é Doutora em Sociologia com ênfase em Comunicação pela Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales – E.H.E.S.S., Mestre em Formação à Pesquisa (E.H.E.S.S.) e Mestre em Antropologia Social (Université René Descartes – Paris V – Sorbonne). Com carreira e experiência nacional e internacional nas áreas de consultoria de comunicação, pesquisa de imagem, mercado e de opinião e marketing, preside a CDN Estudos & Pesquisa, empresa de inteligência em pesquisa. É palestrante em diferentes cursos e seminários na área da pesquisa e mensuração de resultados com foco em imagem e reputação e professora universitária (USP – convidada do Gestcorp e INPG).

Entre pedras, telhado e vidro: a difícil missão do intermediário entre representante e cidadão

Palestrante: Ana Lúcia Henrique Teixeira, Assessoria Técnica da Liderança do PDT  –   Câmara dos Deputados

Assessoria da Liderança do PDT, na Câmara dos Deputados, Ana Lúcia Henrique é jornalista (UFRJ) e relações públicas (IESB) com MBA em Administração Mercadológica (CEAG – FGV) e mestre em Ciências Políticas pelo convênio Iuperj/Cefor.

Matrizes de Influência – A importância de conhecer as lideranças regionais e como interagir com elas para melhorar a Comunicação de governo

Palestrante: Eduardo Pugnali, Coordenador de Imprensa da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo

Pós-graduado pela PUC-SP em Jornalismo Institucional, com formação em administração pela FAAP e jornalismo pela FIAM, atuou como repórter e editor das revistas Automóvel & Requinte e Automóvel 4×4, além de ter prestado serviços para as revistas Carro e Quatro Rodas. Em comunicação corporativa, atuou como assessor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, da Grupo Bandeirantes de Rádio e TV e Sun Software. Foi sócio-diretor da Holofote Comunicação cuidando de clientes como Deca, Hotel Unique, Banco Rendimento, Manpower, Gyotoku, e mais 30 clientes. Atualmente, é coordenador de imprensa da Secretaria da Casa Civil – Subsecretaria de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo, cuidando de projetos de relacionamento com a mídia regional e internet.

A Cadeia Produtiva da Comunicação: Como Integrar as Áreas de Atendimento ao Cidadão, Assessoria de Imprensa e Gestão de Riscos

Palestrante: Lea Maria Cavallero BarbacoviSuperintendente de Marketing e Comunicação Social da Infraero

Jornalista, Pós-Graduada em Gestão Executiva de Aviação Civil (UNB/ DF) e Administração em Marketing (ESPM/ RJ), Lea Maria tem mais de 23 anos de experiência no setor aéreo e, atualmente, ocupa o cargo de Superintendente de Marketing e Comunicação Social da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), ligada à Presidência da Empresa. A atuação da Superintendência abrange as áreas de Publicidade, Patrocínio, Imprensa, Eventos, Comunicação Interna, dentre outras. Atuou anteriormente como Gerente de Imprensa da INFRAERO, assessorando o presidente da estatal, bem como coordenado os elos de imprensa que atuam nos principais aeroportos do país. No Ministério da Defesa, entre os anos de 2005 e 2007, atuou como Assessora de Comunicação Social. Também trabalhou como chefe da Assessoria de Comunicação Social no antigo DAC (atual ANAC).  Também possui experiência em mídias como rádio, revista e TV e ministra aulas e palestras, em universidades, sobre o papel da comunicação social no meio corporativo e assessoria de imprensa.

Comunicação institucional no poder legislativo

Palestrantes: Mario Sergio Brum, diretor da Criacom Comunicação Full Service e Sabrina Aguiar, coordenadora da TV Câmara de Joinville

Mario Sergio Brum – Diretor da Criacom Comunicação Full Service, é publicitário, jornalista e historiador, pós- graduado em Marketing, Comunicação e Propaganda. Professor de Comunicação e Marketing no Serviço Público do MBA da Universidade Anhanguera, atua há mais de 35 anos em empresas públicas e privadas. Trabalhou em jornais, revistas, rádios, TVs, jornalismo empresarial, publicidade e há 22 anos é empresário de agências de comunicação. Co-autor do Manual de Assessoria de Imprensa, é consultor em Midia Training, Endomarketing e Planejamento e Gestão da Comunicação no Serviço Público. Experiência de 35 anos em projetos e ações de comunicação institucional e mercadológica no relacionamento com funcionários, clientes, fornecedores, consumidores, comunidade, formadores de opinião e imprensa para empresas como Embraco, Brasmotor, Consul, Electrolux, Sundown, Boticário, Incepa, Docol, Tigre, Tupy, Krona, Agemed, Univille, Elias Moreira, Coopercred, Athletic, Agemed, Weg, Vega do Sul, Marisol, Karsten, Hering, Haco, Shopping Mueller, Unimed, Camara de Vereadores e Prefeitura Municipal de Joinville. Participação e gerenciamento de projetos de Assessoria de Imprensa, Jornalismo Empresarial, Marketing Comunitário e Responsabilidade Social, premiados nacionalmente com o Prêmio Empresa Cidadã da ADVB para o projeto Aluno Guia, Prêmio Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial para projetos de O Boticário, Wangler e Electrolux, e Prêmio Opinião Pública – Associação Brasileira de Relações Públicas para projeto de comunicação de relacionamento comunitário da Transtusa e Gidion.

Sabrina de Aguiar – trabalha em telejornalismo há 11 anos. Iniciou no canal a cabo TV Cidade, como repórter. Depois, foi selecionada pelo programa Caras Novas do grupo RBS onde atuou 4 anos na empresa em Joinville e Florianópolis. Na RBS e TV COM foi repórter, editora de texto, editora de Esportes e editora-chefe (Joinville). A convite da Câmara de Vereadores de Joinville participou da implantação da TV Câmara em 2003. Permanece até hoje no cargo como coordenadora da produção jornalística para TV. A produção é diária, com 30 minutos de duração e mais um programa de entrevista semanal de 45 minutos de produção.

O petróleo na vitrine – Como a Petrobras planeja e realiza o trabalho de relações com a imprensa brasileira e internacional

Palestrante: Lucio Mena Pimentel, Gerente de Imprensa da Comunicação Institucional da Petrobras

Com 49 anos, é formado em Comunicação Social / Jornal ismo pela Faculdade de Comunicação Hélio Alonso, possui Pós-Graduação em Comunicação Empresarial pela Faculdade da Cidade, MBA em Marketing Estratégico pela Fundação Getúlio Vargas – FGV e MBA em Gestão de Comunicação Organizacional pela FIA/USP. Como jornalista desde 1985, exerceu a função de chefe-adjunto (substituto eventual) da Assessoria de Imprensa da Petrobras S.A. de 1989 a setembro de 1999 e foi Assessor de Imprensa da diretoria da Fundação Petrobras de Seguridade Social – Petros de 1999 a 2003. Desde janeiro de 2006 exerce o cargo de Gerente de Imprensa da Petrobras e implementou no conglomerado empresarial o projeto Agência Petrobras de Notícias, processo global de assessoria de imprensa, envolvendo mais de cem colaboradores em todas as empresas ligadas à holding Petrobras no Brasil e no mundo.

Gestão de Crise e Comunicação

Palestrante: João José Forni – Gestor de Crise

João José Forni, natural do RS, é formado em Letras e Jornalismo. É Mestre em Comunicação, pela Universidade de Brasília. E tem o curso MBA em Gestão Estratégica, pela Universidade de São Paulo-USP.  Começou no jornalismo, no interior do RS, exercendo também o magistério no nível médio e superior, além de redação e edição. Desde 1977 trabalha com assessoria de imprensa, com passagens pelas áreas de publicidade e promoções. Foi Gerente de Comunicação do Banco do Brasil durante vários anos, sendo responsável pelas áreas de imprensa, relações institucionais, comunicação interna e internet. De 2005 a 2007, após seis anos fora, voltou ao Banco do Brasil como Assessor Especial do Presidente. Foi Superintendente de Comunicação e Diretor Comercial e da Infraero, professor dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda e Assistente da direção do Curso de Comunicação Social do Centro Universitário de Brasília-UniCEUB. Atualmente, além de continuar a participar de seminários de comunicação, é instrutor de Media Training para executivos e professor dos Cursos de pós-graduação em Gestão em Comunicação nas Organizações, do UniCEUB e Assessoria em Comunicação Pública do IESB-Instituto de Educação Superior de Brasília. É criador e mantenedor de dois sites especializados em gestão de crise: http://www.jforni.jor.br e http://www.comunicacaoecrise.com.

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Pesquisadores debatem catástrofes climáticas com deputados federais

28/04/2011 12:15

Sem preparação para desastres, a reconstrução é lenta

Florianópolis recebeu nos dias 25 e 26 de abril a visita da Comissão Especial de Medidas Preventivas Diante de Catástrofes.  O objetivo da visita foi conhecer as ações de prevenção e gestão de riscos e desastres realizadas pelos órgãos locais de Defesa Civil e pelo Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped-UFSC).

Na segunda, 25, a equipe foi recebida na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, para uma audiência pública sobre prevenção de catástrofes climáticas. Em sua explanação, a presidenta da comissão, deputada federal Perpétua Almeida, expressou sua preocupação: “O Brasil precisa criar uma cultura de prevenção e para isso a Comissão está levantando informações, articulando instituições para preparar a população”.

O deputado federal e vice-presidente da comissão, Onofre Agostini, destacou o motivo de terem começado as visitas por Santa Catarina: “A UFSC tem um dos melhores estudos do Brasil sobre esses fenômenos que têm causado catástrofes. Viemos aqui para aprender como remediar e reduzir a situação dos nossos irmãos que sofrem com desastres”.

Sem preparação para desastres, a reconstrução é lenta

Na terça, 26, pela manhã, o grupo visitou o Morro do Baú, no município de Ilhota, acompanhado de dois pesquisadores do Ceped-UFSC. O prefeito de Ilhota, Ademar Felisky, mostrou as dificuldades de reconstrução que persistem dois anos após o desastre.

Na região do Baixo Baú, uma das que mais sofreu com o desastre de novembro de 2008, os deputados conversaram com a comunidade e ficaram chocados ao ver que os cinco mil habitantes ainda estão sem comunicação alguma. Não há telefone, nem rádio, pois a antena caiu em 2008 e até hoje não foi reconstruída. Não há nem mesmo um radioamador, que pode dar sinal de emergência em uma situação de desastre. No caso de nova ocorrência, a comunidade não tem como pedir ajuda. “A cada chuva mais forte, a comunidade fica bem assustada”, destacou Rita de Cássia Dutra, pesquisadora do Ceped- UFSC, que acompanhou o grupo na visita. “Pedimos aos deputados que pelo menos consigam restabelecer a antena para que a comunidade do conjunto do Baú volte a ter comunicação”, reivindicou o prefeito. Quando perguntado por um dos deputados se o município teria como responder a um novo desastre, ele foi categórico: “Não”.

“Precisamos de ajuda”

Durante a tarde os representantes da comissão se reuniram com a equipe do Ceped-UFSC no auditório da Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina  (Feesc) e foram apresentados aos projetos do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres em seus 10 anos de atuação em redução de riscos e desastres e seus trabalhos atuais, com uma explanação das leis que regem a proteção civil no país.

O deputado federal Glauber Braga, relator da comissão, contou sua experiência pessoal como sobrevivente da enxurrada que atingiu a região serrana em janeiro deste ano, quando ele próprio foi um dos atingidos e teve de deixar sua casa no município de Nova Friburgo, às pressas, segundos antes do local ser atingido por um deslizamento. “Temos que fazer a diferença na minimização de riscos e danos, mas principalmente, temos que salvar vidas”, disse o deputado.

A Comissão Especial de Medidas Preventivas Diante de Catástrofes foi formada após o desastre da região serrana e na primeira fase do cronograma o grupo visita instituições de referência em todo o país para conhecer o que existe em gestão de riscos e desastres e o que ainda precisa ser feito.  “Precisamos da ajuda de vocês para fazer esse relatório. Essas leis que foram mostradas aqui hoje, eu nem sei o que são”, disse o deputado federal Jorginho de Melo.

Na reunião também estiveram presentes pesquisadores e parceiros do Ceped-UFSC, como o Tenente Coronel da Polícia Militar Carlos Alberto de Araújo Gomes Junior, que ressaltou a importância de se pensar em construções que resistam a desastres, para que as comunidades como a do conjunto do Baú não percam sua estrutura básica. “A realidade depois do desastre é que a reconstrução é lenta e a população fica desamparada, por isso a prevenção e a preparação são tão importantes”, alertou.

Ao final da reunião, o diretor do Ceped-UFSC, professor Antônio Edésio Jungles, reafirmou a disposição do Centro para contribuir no que for necessário para a redução de riscos e desastres no Brasil.

Fonte: Ceped-UFSC
Coordenação de Comunicação e Informação
Assessoria de Imprensa
(48) 3226-1704 | imprensa@ceped.ufsc.br

Tags: Ceped-UFSCdesastresgestão de riscosriscos

Abertas inscrições para cursos e oficinas em filosofia e sociologia para professores da rede estadual

28/04/2011 10:51

Estão abertas as inscrições para os cursos e oficinas do Laboratório Interdisciplinar de Ensino de Filosofia e Sociologia (LEFIS), ligado ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC. O projeto acontece desde 2004 em uma parceria entre a UFSC e a Secretaria de Estado da Educação. O objetivo é colaborar com a  atualização de professores da rede estadual de educação.

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Tags: Cursos e oficinas LEFIS