Pós em Nutrição promove palestra com professor dos EUA na terça

20/06/2016 08:03

O Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) irá promover uma palestra com o professor Charles Feldman, da Montclair State University (Nova Jérsei, EUA), no dia 21 de junho.

Feldman fará a apresentação “O curso de Nutrição na Montclair State UniverConvite_palestra_prof_visit_USAsity – EUA: da graduação à pós-graduação” na sala 907 do Centro de Ciências da Saúde (CCS), às 11h, com tradução consecutiva.

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Diretor de avaliação da Capes ministra aula inaugural da Pós em Nutrição

28/10/2015 07:02
Aula-PPGN-723x1024O Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN-UFSC) promove sua aula inaugural “Sistema Nacional de Pós-Graduação e uma Agenda Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação para o País”, com o professor Arlindo Philippi Junior, diretor de Avaliação da Capes. A palestra será na terça-feira, 3 de novembro, às 9h, no auditório do bloco H do Centro de Ciências da Saúde (CCS).
 
O evento será transmitido neste endereço.
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Fibrose cística leva a quadro inflamatório, diminuição da função pulmonar e nutricional

27/09/2012 17:13

Pesquisa realizada pela mestranda Letícia Cristina Radin Pereira, sob orientação da professora Emilia Addison Machado Moreira, junto ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reforça o fato dos indivíduos com fibrose cística apresentarem quadro inflamatório importante, diminuição da função pulmonar e perda nutricional, independentemente do tipo de infecção acometida.

O trabalho avaliou a relação entre resposta inflamatória, estado nutricional e função pulmonar em 55 crianças e adolescentes com fibrose cística, e comparou os resultados com 31 crianças saudáveis. A conclusão final indicou que os pacientes com fibrose cística apresentavam diminuição do índice de massa corporal e massa muscular, além de redução da função pulmonar.

Foi observado também que, independente de estarem infectados pelas bactérias Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Burkholderia cepacia, os pacientes apresentavam aumento nas concentrações de marcadores inflamatórios, como mieloperoxidase, interleucina-1beta e proteína C-reativa, caracterizando um processo inflamatório sistêmico. A infecção pelas bactérias citadas anteriormente apresentou um efeito aditivo no quadro inflamatório aumentando as concentrações de outro marcador inflamatório denominado óxido nítrico e, além disto, aumentou o número das células como leucócitos e neutrófilos.

Em sua dissertação, Letícia discute os mecanismos desta interação e justifica que a ocorrência da desnutrição está associada à função pulmonar reduzida e que ganhos no estado nutricional, contribuem para a melhoria da função pulmonar e redução do processo inflamatório.

A pesquisa confirma que a ativação de processos inflamatórios desencadeia perda nutricional e declínio da função pulmonar, representando as principais consequências da fibrose cística. Além disso, destaca a importância de futuros estudos de intervenção nutricional com nutrientes imunomoduladores para avaliar seu efeito no estado nutricional e resposta inflamatória e prognóstico dos pacientes.

Mais informações com Letícia Cristina Radin Pereira pelo e-mail  .

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Pesquisa revela que informações sobre gordura trans em alimentos industrializados podem confundir compradores

05/05/2011 11:26

Considerando os efeitos prejudiciais à saúde, em 2004 Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a eliminação total do consumo de gordura trans industrial.  No Brasil, desde 2006 a legislação obriga que o conteúdo de gordura trans seja apresentado no rótulo dos alimentos industrializados. No entanto, a presença só deve ser descrita se for acima de 0,2g de gordura trans por porção do produto, o que pode mascarar a notificação de presença ou ausência da substância nos alimentos.

Estas questões estimularam na UFSC uma pesquisa para investigar como a gordura trans é notificada nos rótulos de alimentos industrializados vendidos em um supermercado brasileiro. O trabalho foi desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e ao Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE), resultando na dissertação de mestrado da nutricionista Bruna Maria Silveira. Orientado pela professora Rossana Pacheco da Costa Proença, o estudo foi defendido no início desse ano.

Descrições equivocadas e dúvidas

A análise realizada em rótulos de 2.327 alimentos industrializados encontrou 14 denominações para designar a gordura trans na lista de ingredientes – desde a mais comum, como “gordura vegetal hidrogenada”, até descrições equivocadas na denominação química, como “óleo vegetal líquido e hidrogenado”.

Bruna explica que, quimicamente, somente pode ser chamada de gordura a substância que, na temperatura ambiente, for sólida ou semissólida. A substância líquida deve ser chamada de óleo.  O estudo permitiu também a observação de nove denominações que deixam dúvida sobre o conteúdo de gordura trans, como “gordura vegetal” ou “margarina”.

“É importante ressaltar que as únicas gorduras vegetais naturalmente sólidas ou semissólidas são aquelas oriundas de coco, palma e babaçu. Como essa matéria-prima é cara, é importante a indústria destacar sua presença na lista de ingredientes. Mas a denominação gordura vegetal ou margarina pode representar que o alimento contém gordura trans”, esclarece a nutricionista.

Segundo ela, aproximadamente metade (51%) dos produtos alimentícios analisados citava componente com gordura trans na lista de ingredientes. Poucos produtos (18%) citaram algum conteúdo de gordura trans no quadro da informação nutricional e 22% dos alimentos destacaram na parte da frente rótulo frases com o sentido de “não contêm gordura trans”.

“A concordância entre a presença de gordura trans na lista de ingredientes e a presença de gordura trans no quadro da informação nutricional foi muito baixa (16%) significando que observar a presença de gordura trans no quadro de informação nutricional é pouco seguro para determinar se o alimento contém esse tipo de gordura”, alerta a profissional.

Seu estudo mostra também que entre os alimentos que tinham destaque na frente do rótulo “não contém gordura trans”, a concordância com lista de ingredientes foi nula (0%). “Significa que essas frases de destaque não indicam que o produto é livre de gordura trans”, complementa a nutricionista. Ela ressalta ainda que a cada 10 produtos que diziam não ter gordura trans, somente em quatro deles este tipo de gordura não tinha sido realmente usado segundo a lista de ingredientes.

“Os resultados indicam que não se pode considerar apenas o quadro da informação nutricional e o destaque de ´não contêm gordura trans` para saber se o alimento industrializado tem ou não gordura trans”, alerta Bruna. Além disso, sua pesquisa indica que,  mesmo consultando a lista de ingredientes para detectar a presença da gordura trans, nem sempre esta informação está clara pelo uso de diversas denominações para a gordura vegetal hidrogenada.

Na avaliação das autoras do trabalho, os resultados podem ser analisados como em desacordo com o objetivo de existir a rotulagem nutricional e o direito do consumidor em ser informado. Além disso, os produtos podem afetar a saúde da população e, consequentemente, causar impacto nos serviços de saúde do país.

O estudo mostra a necessidade de reformulação na legislação brasileira sobre a rotulagem nutricional para os produtos alimentícios no que diz respeito à notificação da gordura trans por porção na informação nutricional e revela a ausência e padronização de denominações de gorduras na lista de ingredientes. Como resultado, sugere a padronização de nomes de gorduras na lista de ingredientes, para facilitar a compreensão do consumidor.

“Considerando que não existe limite mínimo seguro de ingestão de gordura trans industrial, sugerimos que qualquer quantidade desta gordura contida no alimento seja informada no quadro de informação nutricional. Além disso, que seja padronizada a frase de destaque de ausência de gordura trans industrial, que somente poderia ser utilizada quando o alimento realmente não apresentasse este tipo de gordura”, complementa a orientadora do trabalho, professora Rossana Proença, que salienta a  importância da rotulagem nutricional para possibilitar escolhas alimentares saudáveis no momento da compra.

Mais informações:

Bruna Maria Silveira / /(47) 9906-7944

Rossana Pacheco da Costa Proença / / (48) 3721-5138

Saiba Mais:

A gordura trans:

– Há dois tipos de gordura trans, com características e funções diferentes no organismo humano.

– A gordura trans natural, também denominada CLA, é aquela contida em alimentos oriundos de animais ruminantes, como leite e carne bovina. Este tipo de gordura é consumido há séculos pelo ser humano e pesquisas demonstram, inclusive, que podem ser benéficos à saúde.

A gordura trans industrial é um tipo de gordura criada em laboratório e muito utilizada pela indústria de alimentos para dar a textura, sabor e aumentar a validade dos alimentos, mas que o organismo humano não reconhece e acaba afetando o seu funcionamento normal. As doenças associadas ao consumo desse tipo de gordura são principalmente as doenças do coração, excesso de peso e diabetes, mas as pesquisas demonstram também influência em certos tipos de câncer, problemas fetais e infertilidade.

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