Jornada Internacional do NIGS terá palestra com Claudia Lee Fonseca nesta sexta

13/09/2013 10:00

O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividade (NIGS) promove nos dias 12 e 13 de setembro, a Jornada Internacional NIGS: Trabalho de Campo, Ética e Sexualidades, pré-evento do Seminário Internacional Fazendo Gênero 10.

O evento será realizado em dois locais, no Hotel Maria do Mar, localizado no bairro Saco Grande, em Florianópolis, e no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A recepção dos participantes e abertura da Jornada ocorrerá a partir das 15h30min.

Além de palestrantes da UFSC, a Jornada trará representantes de outras instituições brasileiras, e de mais sete países, Argentina, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, México, Moçambique e Uruguai. Serão realizadas rodas de conversa, palestras, e apresentação de trabalhos realizados na área.
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Tags: éticaFazendo Gênero 10Jornada InternacionalNIGSsexualidadeTrabalho de CampoUFSC

Mesa-redonda sobre Direitos LGBT no Brasil e na França

14/08/2013 11:47

O  Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar (PPGICH) e o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividade (NIGS) promovem na terça-feira, 20 de agosto, às 18h30min, no miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), a mesa-redonda sobre Direitos LGBT no Brasil e na França.

Coordenação: Miriam Pillar Grossi (NIGS-PPGAS-PPGICH-UFSC)

Participantes: Luiz Mello (UFG); Flavio Luiz Tarnovski (UFMT) e Laurence Hérault (Université Aix-en-Provence).

Tags: Brasildireitos LGBTFrançamesa-redondaNIGSPPGICHUFSC

Jornada Gênero, Feminismo e Ciências

26/06/2013 16:30

O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) e o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da UFSC promovem nos dias 4 e 5 de julho, as Jornadas de Estudo NIGS, com o tema Jornada Gênero, Feminismo e Ciências. O evento será realizado no Miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).
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Tags: CFHFeminismo e CiênciasIEGJornada GêneroJornadas de EstudoNIGSUFSC

Café Antropológico com Marie-Hélène Bourcier debate videoclipes da Madonna

17/04/2013 16:26

A professora francesa Marie-Hélène Bourcier será a convidada especial do Café Antropológico do dia 24 de abril, quarta-feira, que irá debater videoclipes da cantora Madonna. O Café começa às 20h na Casa das Máquinas, Lagoa da Conceição, Florianópolis. O evento é organizado pelo Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (NAVI), em parceria com o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) e a Casa das Máquinas, da Fundação Franklin Cascaes.

Figura polêmica do ativismo lésbico e queer francês, Bourcier aparece em numerosas publicações de livros e artigos sobre cultura, teoria queer e subculturas sexuais, feminismos e os pós-feminismos, minorias e políticas de identidade na França e no exterior.

Convidada pelo Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas e Instituto de Estudos de Gênero da UFSC, Bourcier fará também duas palestras na UFSC.

No dia 25 de abril, às 18h30min, a professora ministra a palestra aberta “Queer Zones I”. O evento será na Sala Carolina Bori, departamento de Psicologia (CFH) e é uma intervenção na disciplina de graduação “Sexualidades, Homo-Transexualidades e Teoria Queer”.

No dia 26 de abril, às 10h30min, será realizada a palestra aberta “Queer Zones II”, uma intervenção na disciplina de pós-graduação “Teorias Feministas e Estudos de Gênero”. O evento será na Sala 110 da Antropologia (CFH).

Sobre a palestrante – Professora da Université de Lille II, Marie-Hélène Bourcier é formada na Ecole Normale Supérieure de Fontenay-aux-Roses  em Letras Modernas, defendeu tese de doutorado (1998) na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS) sobre as narrativas na televisão durante o Guerra do Golfo, orientada por Dominique Wolton e Alain Touraine. Professora visitante na Universidade de Nova York (2001) e tradutora de Monique Wittig e de Teresa de Lauretis, escreveu  vários livros de referência para os estudos queer na França: “Queer zones” (em três volumes) e “Comprendre le féminisme?” (2011).

Serviço: 

Eventos com a professora Marie-Hélène Bourcier

Café Antropológico Madonna!
Quando:  24 de abril, quarta-feira, às 20h
Onde: Casa das Máquinas Espaço de Artes. Rua Henrique Veras do Nascimento, fundos, nº 50, Lagoa da Conceição (pracinha da Lagoa), Florianópolis.

Palestra Aberta – Queer Zones I
Intervenção na Disciplina “Sexualidades, Homo-Transexualidades e Teoria Queer” (Graduação)
Quando: 25 de abril, 18h30min
Onde: Sala Carolina Bori, Psicologia (CFH)

Palestra Aberta – Queer Zones – II
Intervenção na Disciplina “Teorias Feministas e Estudos de Gênero” (Pós-Graduação)
Quando: 26 de abril,  10h30min
Onde: será na Sala 110, Antropologia (CFH)

Mais informações:
– http://nigs.paginas.ufsc.br/
– complex.lipe@gmail.com
– (48) 9806-4880

Tags: café antropológicoMarie-Hélène BourcierNaviNIGSUFSC

Concurso sobre homofobia nas escolas abre inscrições

08/04/2013 15:37

Estão abertas as inscrições para o “V Concurso de Cartazes sobre Lesbofobia, Transfobia, Homofobia e Heterossexismo nas Escolas” – Violências e Discriminações se Combatem da Educação Infantil à Educação de Jovens e Adultos. O Concurso é uma boa oportunidade para os professores e professoras incentivarem os alunos e as alunas o debate sobre as violências no Dia Municipal contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, instituído pela Lei Municipal 7.476/07, de Florianópolis, e comemorado no dia 17 de maio.

O desafio é lançado às turmas das escolas públicas catarinenses pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) em parceria com o Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Poderão participar alunas e alunos de escolas da Educação Infantil, Fundamental, Ensino Médio e de Jovens e Adultos – coordenados por uma professora ou professor ou integrante do corpo técnico-pedagógico.
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Tags: CFHhomofobiaIEGNIGSUFSCV Concurso de Cartazes

UFSC e Casa das Máquinas promovem Café antropológico com exibição do filme Seo Chico, um retrato

15/03/2013 10:06

O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), o Núcleo de Antropologia Visual e Estudos da Imagem (NAVI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Casa das Máquinas/Fundação Franklin Cascaes convidam para o CAFÉ ANTROPOLÓGICO, que irá exibir o filme “Seo Chico, um retrato”, de José Rafael Mamigonian. O evento é gratuito e acontece na Casa das Máquinas, Lagoa da Conceição, no dia 18 de março, segunda-feira, às 20h. Após a exibição do filme, haverá um debate com a historiadora Gabriella Pieroni e o antropólogo Alex Vailati.

Seo Chico, Um Retrato mostra o lavrador Francisco Thomaz dos Santos  que era personagem vivo da história quase extinta dos engenhos de farinha, de cana-de-açúcar e alambiques na Ilha de Santa Catarina, atual Florianópolis, no litoral sul do Brasil. O filme é um testemunho dos encontros dele com a equipe de filmagem, buscando transparecer ao máximo a intensidade emocional dessa experiência, tragicamente interrompida.

Tags: café antropológicoNaviNIGSSeo Chico

Pesquisadora Ilana Lowy ministra palestras sobre biomedicina e gênero

04/12/2012 08:45

A historiadora de ciência e medicina e pesquisadora do Centre de Recherche, Médecine, Sciences, Santé et Societé (CERMES) de Paris, Ilana Lowy, uma das grandes especialistas francesas no campo de gênero e ciência, estará na UFSC na sexta-feira 7 de dezembro de 2012 e oferecerá duas palestras sobre ensaios médicos com seres humanos (às 9h30min, na sala 312 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas – CFH) e sobre gênero e biomedicina (às 18h, na sala 317 CFH) com foco na questão dos hormônios e o biopoder farmacológico contemporâneo.

Autora de vários livros e artigos científicos sobre a relação entre ciência biomédica e gênero, o seu trabalho mais recente é “A woman´s disease. The history of cervical cancer” (2011, Oxford University Press), que trata sobre a história médica e social do câncer cervical, com foco nas atitudes para com as mulheres desde a Antiguidade até o presente. Sobre esse tema também publicou um artigo titulado “Câncer, mulheres e saúde pública: a história do exame para câncer cervical” (2010), disponível em http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v17s1/04.pdf.

No Brasil publicou o livro “ Vírus, mosquitos e modernidade” (2006, Editora Fiocruz, disponível para download), que apresenta a história da febre amarela no Brasil, mostrando os sucessivos cenários sobre a transferência de conhecimentos e práticas científicas entre “centros” e “periferias”.

As atividades organizadas pelo Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas, Instituto de Estudos de Gênero, Núcleo de Estudos em Filosofia e Saúde (NEFIS) e Núcleo de Pesquisa em Bioética e Saúde Coletiva (NUPEBISC), Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) constituem uma oportunidade rara para conhecer o pensamento desta autora.

Para conhecer um espectro mais amplo das ideias desenvolvidas por Lowy, está disponível um artigo publicado pela revista Pagu cujo título é “Universalidade da ciência e conhecimentos ‘situados’” (2000) e que discute a contribuição dos estudos de gênero para uma análise crítica do conceito de ciência universal. Outras informações sobre sua obra estão disponíveis em http://cnrs.academia.edu/IlanaLowy.

Mais informações:
Professora Miriam Grossi – miriamgrossi@gmail.com

Tags: NEFISNIGSNUPEBISCUFSC

Dissertação aborda a criminalização do aborto

17/10/2012 12:41

A criminalização do aborto e seu processo judicial é tema da dissertação ´Um Grande Júri: análise do processamento penal do aborto’, apresentada em agosto de 2012 ao Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da UFSC (PPGAS) pela antropóloga Emília Ferreira, sob orientação da professora Miriam Pillar Grossi, integrado às pesquisas do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS).  O objetivo da dissertação é discutir como o sistema de justiça criminal brasileiro trata o assunto, o que acontece quando um caso de aborto chega ao judiciário e como ele é processado. Como exemplo, Emília usa o caso da clínica da ex-médica Neide Mota Machado, acusada de fazer abortos clandestinos no Mato Grosso do Sul.

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Tags: Miriam Pillar GrossiNIGS

Estudos de gênero na UFSC debatem ciência e feminismo

15/10/2012 12:39

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de ciências humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) podem participar do grupo de estudo Gênero, Feminismo e Ciência, que se reúne às sextas-feiras, das 18h às 20h, na sala 317 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Os encontros discutem as relações de gênero, família, sexualidade e o corpo assim como questões históricas do feminismo e teorias, desafios e conquistas do movimento na América Latina. A organização é realizada pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS). (http://nigs.paginas.ufsc.br/grupos-de-estudos/programacao-com-textos-do-grupo-de-estudo/).

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Tags: gêneroNIGSUFSC

Estudantes da UFSC realizam na França jornada sobre marcadores sociais da diferença

03/10/2012 16:26

O tema “Marcadores sociais da diferença: estudos brasileiros em Toulouse” será discutido por pesquisadores brasileiros que estudam em Toulouse, na França, nesta sexta-feira, dia 5 de outubro. A jornada de estudos é uma atividade do Programa de Investigação de Gênero, Parentesco e Sexualidade – um estudo comparativo entre França e Brasil, financiado pela Capes e Cofecub, órgãos brasileiro e francês.

“A iniciativa pretende estender a análise coletiva como parte da relação franco-brasileira e desenvolver uma rede de colaboração científica entre os dois países”, detalha um dos organizadores da Jornada, Felipe Bruno Martins Fernandes, pós-doutorado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e pesquisador do Núcleo de Identidades e Subjetividades (NIGS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Também fazem parte desta equipe de trabalho duas doutorandas do Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Daniela Noveli e Melina Ayres de la Barrera. Este programa de investigação, que oportuniza a pesquisa a muitos estudantes brasileiros do campo das ciências humanas e sociais, está focado em questões de gênero, raça, deficiência, religião, sexualidade e classe. Neste sentido, as pesquisas têm a ver com as constituições das identidades individuais e coletivas, distinções e discriminação.

Mais informações:
http://ebat.hypotheses.org/~~V

 

Programação: Jornada de estudo “Os marcadores sociais da diferença: estudos brasileiros em Toulouse”

Sexta-feira, 5 de outubro, 2012

13:30 – Apresentação da coordenação do programa CAPES-COFECUB

13:45 – Keynote Jerome Courduriès (LISST-CAS, Toulouse). “Ser jovem e gay (o): a experiência da rejeição familiar”

14:15 – Workshop 1 – “A história como um ponto de encontro interdisciplinares biografias e revistas”
Moderador: Marcilene Costa
Debatedor: Sylvie Sagnes (CNRS-LAHIC IIAC)
“Diálogos geracionais e estética em ‘Vogue'” (Paris-América-Brasil) – Daniela Novelli (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil e LISST / EHESS)
“Louis Léger Vauthier, engenheiro francês no Brasil na década de 1840. Entre história e memória” – Emanuelle Maupeou (História, UTM, Toulouse)

15:30 – Workshop 2 – “A política da raça: pós-escravidão, a Unesco e o território”
Moderador: Felipe FernandesDebatedor: Mylène Hernandez (EHESS, LISST-CAS, Toulouse)
“Instrumentos normativos da Unesco e a luta contra o racismo na educação” – Ana Cristina da Cruz Juvenal (Universidade Federal de São Carlos, Brasil e EHESS, Paris)
“Construção de cor: um marcador de diferença para as pessoas das comunidades de descendentes de escravos no Brasil” – Marcilene Silva da Costa (LISST-CAS, Toulouse)

17 horas – Workshop 3 – “Gênero e sexualidade: mídia e violência”
Moderador: Jerome Courduriès
Debatedor: Angelina Peralva (UTM, LISST-CERS, Toulouse)
“Gênero, deficiência e mídia: os marcadores sociais de ‘Viver a Vida'” – Melina Ayres de la Barrera (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil)
“Mortes de ‘travestis’ e ‘pais de santo’ no Brasil: homofobia, transfobia e intolerância religiosa – Felipe Fernandes” (EHESS, Toulouse)

18:15 – “Apresentação de ‘O Voo da Beleza’, de Alexandre Valle (Universidade Federal do Ceará, Brasil). O filme será seguido de debate.

Tags: NIGSUFSC

(Des)patologização das identidades trans será tema de seminário

28/09/2012 15:37

A patologização das identidades trans, com todos os dilemas e paradoxos que isso implica, será o foco dos debates que acontecerão no III Trans Day NIGS – Seminário Transfobia, Cidadania e Identidades, que será realizado nos dias 9 e 10 de outubro, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pesquisadores que estudam identidades ou expressões de gênero, ativistas dos movimentos de travestilidades e transexualidades e formuladores  de políticas públicas no campo dos direitos humanos e da saúde se reunirão durante dois dias para compartilhar vivências, reflexões e propostas em torno da população trans no Brasil, grupo com pouca visibilidade no campo das lutas LGBTTT. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 30 de setembro. Será entregue certificado para quem tiver 75% de presença.

Organizado pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC, o seminário faz parte do circuito internacional de atividades que marcam a luta pela despatologização das identidades transexuais e transgêneros ao redor do mundo. Nesta terceira edição haverá rodas de conversa sobre três assuntos fundamentais: saúde trans e políticas públicas, o “nome social” como estratégia de inclusão e as (in)visibilidades trans. Também, um bate-papo com João W. Nery, autor de “Viagem solitária”, uma mostra cinematográfica integrada por nove filmes e curtas recentemente estreados e um manifesto visual – exposição de fotografias – intitulado “Pelas ruas… sem etiquetas!”.

O III Trans Day NIGS tem como objetivo ampliar a reflexão científica sobre temas da atualidade no campo dos estudos de gênero nacional e internacional, tendo como enfoque fundamental a (des)patologização das identidades trans e suas implicações tanto no plano subjetivo quanto no nível social e político. Ao mesmo tempo, o propósito é profundar a troca de saberes entre a universidade, os movimentos sociais e o Estado, visando contribuir para o respeito à cidadania destes grupos sociais através da implementação de políticas públicas inovadoras no campo do gênero e das sexualidades.

A primeira edição se realizou em outubro de 2010, inserindo a UFSC no conjunto de ações promovidas pela campanha mundial Stop Trans Pathologization – 2012, que visa a retirada das identidades trans dos catálogos de doenças. Especificamente, a retirada do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM), da American Psychiatric Association, cuja versão revista surgirá em 2013, e da lista Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS), que será revisto em 2014.

Em 2011 foi realizado o II Trans Day NIGS, que teve como característica a incorporação do campo das artes plásticas na reflexão teórica proposta pelo NIGS, através de um manifesto visual que teve exposição itinerante na UFSC e uma mostra de filmes sobre a temática trans. Nesta terceira edição, pesquisas, testemunhos, filmes e fotografias vão confluir novamente para promover um debate tão profundo quanto necessário.

 Serviço:

O quê: III Trans Day NIGS – Seminário Transfobia, Cidadania e Identidades

Quando: 9 e 10 de outubro de 2012

Onde: Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis.

Programação e inscrições: http://transdaynigs2012.webnode.com/

Informações de contato: Simone Ávila

E-mail: simoneavila10@brturbo.com.br

Fone: (51) 3221-5962

Tags: CFHIII Trans Day NIGSNIGSUFSC

Núcleo de estudos da UFSC colabora no Plano Municipal de Políticas de LGBT

27/08/2012 16:05

O primeiro Plano Municipal de Políticas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) foi aprovado em Florianópolis. Com organização da Coordenadoria Municipal de Políticas para as Mulheres (CMPP-Mulher), a equipe contou com a participação do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da UFSC e de uma dezena de pesquisadores especialistas em temáticas LGBT. O documento define prioridades e propostas de políticas públicas para os próximos anos e foi elaborado a partir da I Conferência Municipal “Por um país livre da pobreza e da discriminação: promovendo a cidadania LGBT” e “Por uma Florianópolis sem homofobia”.

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Tags: LGBTMiriam Pillar GrossiNIGSPlano Municipalpolíticas e direitos humanos

Pesquisas de brasileiros em Toulouse

01/08/2012 16:23

Brasileiros debatem pesquisas realizadas em Toulouse

Um evento apresentará trabalhos sobre gênero, raça, religião, deficiência, sexualidade, classe social, entre outros, produzidos por 15 brasileiros pesquisadores e doutorandos que realizam seus estudos no sudoeste da França.  A jornada Os marcadores sociais da diferença: estudos brasileiros em Toulouse (Les marqueurs sociaux de la différence: Études Brésiliennes à Toulouse)  debaterá como se constituem estes marcadores, de que forma integram identidades individuais e coletivas, se funcionam sempre como estigmatizadores, quais suas consequências em termos de discriminação e outras questões relacionadas ao tema.

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Tags: marcadores da diferençaNIGSToulouse

Vencedores do IV Concurso de Cartazes sobre Homofobia serão conhecidos nesta quarta-feira

23/05/2012 12:47
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Alguns dos cartazes que serão premiados; este ano foram inscritos 88 trabalhos de 11 escolas

Os alunos e alunas da rede pública de ensino da Grande Florianópolis que participaram do IV Concurso de Cartazes sobre Homofobia, Lesbofobia e Transfobia nas Escolas serão homenageados na tarde de hoje, quarta-feira (23 de maio), às 14 horas, pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da UFSC.

Serão premiados os vencedores das categorias júri popular, júri científico (categorias níveis ensinos fundamental e médio) e júri NIGS, no hall do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC.

Este ano, 88 trabalhos foram inscritos representando 11 escolas. As criações expostas no hall do CFH foram submetidas à votação de estudantes, professores, servidores e visitantes da universidade. Já os pesquisadores do núcleo de pesquisa coordenado pela antropóloga Miriam Pillar Grossi votaram na categoria júri NIGS.

Os cartazes vencedores na categoria prêmio NIGS receberão um troféu e um conjunto de livros sobre gênero e sexualidade para a biblioteca da escola. Nos júris científico e popular, os vencedores receberão prêmios individuais.

O concurso é apoiado com recursos da Coordenadoria de Políticas para Mulheres da Prefeitura de Florianópolis e do Proextensão UFSC.

 

Por Izabela Liz/ NIGS

 

Serviço:

O quê: premiação do IV Concurso de Cartazes sobre Homofobia, Lesbofobia e Transfobia nas Escolas.
Quando:
hoje, quarta-feira (dia 23 de maio), 14 horas.
Onde:
auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

Confira os premiados e visite a exposição online

Júri popular
1º lugar
Título do cartaz 7: “Somos todos iguais”.
Escola E. E. B João Gonçalves Pinheiro.
Alunos e alunas: Isadora Rosa Pires, Yasmin Augusto Adame, Julia Bernardes Rachadel e Nathália Rosa Pires.
Coordenadora Rita de Cássia Peres.

 

2º lugar 
Título do cartaz 9: “Homofobia é crime”.
Escola E.E.B. João Gonçalves Pinheiro.
Alunos e alunas: Maria Eduarda Oliveira, Heitor Conceição Cameu, Natascha Cardoso Gonçalves, Kaluany Arruda.
Coordenadora Rita de Cássia Peres.

 

3º lugar    
Título do cartaz 118: “Uma pessoa heterossexual, uma pessoa homossexual”
E.E.B. Dr. Paulo Fontes.
Alunas: Salonyn Sharon Reis e Stephanie Marcondes.
Coordenadora Rita de Cássia Peres.

 

Júri Científico – categoria Ensino Fundamental

1º lugar
Título do cartaz 18: “Na luta contra a homofobia”.
Escola E. E. B João Gonçalves Pinheiro.
Alunos e alunas: Iago Rey, Mateus Nonato, Bruna Matarello, Carlos Eduardo dos Santos.
Coordenadora Rita de Cássia Peres.

 

2º lugar   
Título do cartaz 07: “Somos todos iguais”.
Escola E. E. B João Gonçalves Pinheiro.
Alunas: Isadora Rosa Pires, Yasmin Augusto Adame, Júlia Bernardes Rachadel e Nathália Rosa Pires.
Coordenadora Rita de Cássia Peres.

 

3º lugar (empate)   
Título do cartaz 52: “Somos todos humanos”.
E.E.B. Idelfonso Linhares.
Alunas: Luiza Martins e Marlise Keller.

3º lugar (empate)   
Título do cartaz 56: “Há uma história por  trás de cada pessoa. Há uma razão pelo qual, elas são do jeito que são. Então, não julgue”
E.B.M. Luis Cândido da Luz.
Alunas: Thays Farias e Tatiana de Oliveira.
Coordenadora Salete dos Santos.

 

Júri Científico – categoria Ensino Médio

1º lugar     
Título do cartaz 101: “Deixe a flor do respeito desabrochar em você! Diga não às fobias!”
E.E.B. Jurema Cavalazzi.
Aluno: Charles Fernando Constantino.
Coordenadora: Kizy Roberta Ribeiro.

 

2º lugar   
Título do cartaz 118: “Uma pessoa heterossexual, uma pessoa homossexual”.
E.E.B. Dr. Paulo Fontes.
Alunas: Salonyn Sharon S. Reis, Steplanie Marcondes.
Coordenadora Rita de Cássia Peres.

 

3º lugar   
Título do cartaz 107: “Vamos combater a homofobia”.
E.E.B. Dr. Paulo Fontes.
Alunos e alunas: Dara Marilen, Daffiny de Amorin, Lucas Setúbal, Mychael Ferreira.
Coordenadora Rita de Cássia Peres.

 

Júri NIGS

“Alusivo ao Dia Municipal de Combate a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia” (cartaz 1), de Bruna Eduarda de Souza Santos, Jadyane Martins e Francine lorenci, coordenadora Paula Dutra Muller, turma da 8ª série da Escola Laurita Dutra de Souza.

“Lesbofobia” (cartaz 2), de Isabela da Silva, Roberta José, Daiane Trindade, Laureane de Souza, coordenadora Hivanessa, turma da 8ª série da E.E.B. Getúlio Vargas.

“Homofobia não, eu respeito a diversidade” (cartaz 5), de Marcio da Rosa, coordenador Luiz Donizete, da E.E.B Bom Viver.

“Na luta contra a homofobia” (cartaz 18), de Iago Rei, Matheus Nonato, Bruna Martarello, Carlos Eduardo dos Santos, coordenadora Rita de Cassia, da 8ª série da Escola João Gonçalves Pinheiro.

“Não julgue aceite as diferenças” (cartaz 19), de Thais de Ferreira, coordenadora Marlise Keller, 8ª série da E.E.B. Idelfonso Linhares.

“Escolas e homofobia, nem pensar” (cartaz 28), de Nicole de Oliveira Costa, Jenifer Madeira e Daiane Cristina Brida, coordenador Marcelo, 7ª série da C.E.M. Maria Iracema Martins de Andrade.

“Há uma história por trás de cada pessoa. Há uma razão pelo qual elas são do jeito que são. Então, não julgue” (cartaz 56), de Tahys Farias e Tatiana de Oliveira, coordenadora Salete dos Santos, 7ª série da E.B.M. Luiz Cândido da Luz.

“Deixe a Flor do Respeito desabrochar em você. Diga não as fobias” (cartaz 101), de Charles Fernandes Constantino, coordenadora Kizy Roberta, 3º ano da E.E.B. Jurema Cavalazzi.

“Junte sua voz a nossa” (cartaz 117), de Anderson Valera dos Passos, Jessica Mazzini, Maria Carolina dos Santos e Helida Vanessa Jacomel, do 3° ano da E.E.B. Dr. Paulo Fontes.

“Chega! Vamos celebrar a paz” (cartaz 127), de Claudemir Arnaldo Raulino, coordenador Rogério, turma do magistério da E.E.B. Wanderley Junior.

“Somos uma única raça, a raça humana” (cartaz 59), Vitória de Almeida Braz, coordenadora Cassia Regina Garcia, da 5ª série do Instituto Estadual de Educação.

Tags: homofobiaIV Concurso de Cartazes sobre HomofobiaLesbofobia e Transfobia nas EscolasNIGS

Exposição de cartazes sobre homofobia abre nesta quinta na UFSC

15/05/2012 10:00

 O Dia de Combate à Homofobia, 17 de maio (quinta-feira), será marcado em Florianópolis pela abertura da exposição do IV Concurso de Cartazes sobre Homofobia, Lesbofobia e Transfobia nas Escolas, às 13h30mins, no hall do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Este ano, mais de 80 trabalhos foram inscritos por escolas públicas do Estado. A cerimônia de premiação será no dia 23 de maio, às 14h.

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Tags: CFHconcurso de cartazesexposiçãoLesbofobia e Homofobia nas EscolasNIGSUFSC

Palestra “Dilma presidenta” acontece nesta sexta-feira

18/04/2012 14:18

O Grupo de Estudos Gênero e Ciências convida para a palestra “Dilma  presidenta: embates de gênero, sexualidade e religião”, a ser  ministrada pela professora Miriam Pillar Grossi nesta sexta-feira, 20  de abril, das 18h30min às 20h30min.

A palestra acontece na sala 111 do Departamento de Antropologia da  UFSC e é aberta para toda a comunidade.

O Grupo de Estudos Gênero e  Ciências faz parte do Núcleo de Identidades de Gênero e  Subjetividades, do Departamento de Antropologia da UFSC.

Mais informações:

(48) 3721-4135
http://nigs.paginas.ufsc.br/

Tags: grupo de estudos gênero e ciênciasNIGSUFSC

NIGS promove curso gratuito sobre gênero, sexualidades, homo-lesbo-transfobia na escola

16/04/2012 15:46

O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) promove o curso de formação continuada para professores e professoras e gestores e gestoras escolares sobre gênero, sexualidades, homo-lesbo-transfobia no cotidiano escolar. O objetivo é contribuir com a problematização e discussão de temas relacionados à convivência com as diferenças, sejam elas racial, religiosa, de classe, gênero ou orientação sexual. Outra preocupação é proporcionar instrumentos para que os professores e professoras incorporem práticas pedagógicas sobre a temática. O primeiro módulo será no dia 23 de abril, no miniauditório do CFH.

A inscrição é gratuita por meio de: nigsnuc@cfh.ufsc.br.

Tags: curso gratutitogênerohomo-lesbo-transfobia no cotidiano escolarNIGSsexualidades

UFSC e Udesc convidam comunidade a vestir roxo no Dia da Mulher

07/03/2012 14:51

Foto: The Official Scope Magazine - University of North Carolina

O Instituto de Estudos de Gênero (IEG), o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), o Núcleo de Antropologia Audiovisual (Navi) e o Laboratório de Estudos de Família e Gênero (Labgef) convidam estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) a participarem de um manifesto visual coletivo em comemoração ao Dia Internacional da Mulher – 8 de março. A ideia é vestir roxo ou lilás para marcar este dia de luta pela igualdade de mulheres e homens.

Na UFSC, durante toda a quinta-feira, o hall do Centro Filosofia e Ciências Humanas (CFH) estará decorado com balões e faixas roxas. Também haverá apresentação musical com repertório temático relativo a questões de gênero durante o intervalo das aulas e exposição fotográfica na Galeria da Ponte. A mostra “100 Anos de Torcida: a presença feminina nas arquibancadas de futebol em Florianópolis, ontem e hoje” ficará exposta até 24 de março de 2012. Na Udesc, as atividades ocorrerão na Faed, com a organização do Labgef.

As comemorações, palestras, atividades e manifestações realizadas no dia 8 de março estão vinculadas às reivindicações feministas pelo direito a autonomia e prazer, por melhores condições de trabalho, por uma sociedade mais justa e igualitária para todas e todos. Nosso manifesto neste ano segue a proposta de transformar o mundo pela estética e visa fomentar a discussão e a conscientização de que as políticas públicas são necessárias para a redução da desigualdade, da discriminação, da violência, da violação dos direitos humanos das mulheres e no respeito a seus direitos sexuais e reprodutivos.

Além deste manifesto visual, IEG e NIGS UFSC festejam o 8 de março com uma atividade em parceria com o Bazar Coisas de Mãe no sábado, 10 de março, no Sesc Cacupé, convidando a todos para assistirem e debaterem peça teatral “Retrato de Augustine” no auditório do Sesc Prainha no domingo, 11 de março, com a presença da diretora Brigida de Miranda e elenco.

O NIGS também inicia o ano acadêmico com o lançamento do IV Concurso de Cartazes sobre Transfobia, Lesbofobia e Homofobia nas escolas, buscando problematizar as representações de gênero e sexualidade com jovens de Santa Catarina, atividade integrante do projeto de extensão Papo Sério, que há vários anos vem atuando em escolas públicas da Grande Florianópolis.

Mais informações com Izabela (47) 8814-9347 e http://nigs.paginas.ufsc.br/.

Tags: CFHDia da MulherNIGS

NIGS promove jornada sobre questões LGBT na Maison du Brésil dia 10 de fevereiro

06/02/2012 14:04

A  Jornada de Estudos “Questões LGBT: Pesquisas no Brasil e na França – Questões Teóricas e Políticas”  será realizada em Paris, na Maison du Brésil nesta sexta-feira 10 de fevereiro.  O encontro é organizado pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades, Universidade Federal de Santa Catarina (NIGS/UFSC), coordenado pela professora Miriam Pillar Grossi, em parceria com a APEB France (Associação dos Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na França).

Será possível acompanhar virtualmente o evento, transmitido no  link:  http://www.ustream.tv/channel/journée-d-etudes-apeb-nigs

Informações: http ://apebnigs.paginas.ufsc.br    e diretor.cientifico@apebfr.org

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Tags: Jornadas LGBTMaison du BrésilNIGS

NIGS publica nota de repúdio pela morte do antropólogo Cleides Amorim

09/01/2012 14:09

Cleides Amorim

A equipe do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) ( www.nigs.ufsc.br) vem a público manifestar sua indignação e tristeza pela morte covarde do antropólogo e professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT) Cleides Antônio Amorim. O professor de Antropologia foi assassinado na madrugada de quinta-feira (5/1) com uma facada no peito.

Amorim foi vítima de um homofóbico, pois, antes de agredir Amorim, o assassino Gilberto Afonso de Sousa teria deixado claro que não gostava de homossexuais. O professor morreu na hora e Sousa está foragido.

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Tags: Cleides AmorimNIGS

Primeiro transhomem brasileiro lança autobiografia no II Trans Day NIGS

07/10/2011 18:59
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Será lançado no dia 10 de outubro o livro “Viagem Solitária”, autobiografia de João W. Nery, que no final da década de 70 fez uma cirurgia de mudança de sexo, tornando-se o primeiro transhomem operado no Brasil.

O lançamento do livro faz parte do evento II Trans Day NIGS – Seminário Transfobia, Cidadania e Identidadades Trans, que acontece nos dias 10 e 11 de outubro no Auditório do CFH.

Ficha Técnica
Título: Viagem Solitária
Autor: João W. Nery
Formato: 14 x 21 cm
Nº de página: 344

Ano: 2011

Serviço

O quê: Lançamento do livro “Viagem Solitária”
Quando
: às 18 horas, dia 10 de outubro, segunda-feira.
Onde
: Auditório do CFH

Mais informações

Organização do evento: Simone Ávila (fone 51-9971-5450)

Fones: 3721-4135 e 8462-4283

Site: www.nigs.ufsc.br

Tags: NIGStransexualidade

Jornada de Gênero, Teatro e Cinema traz filme “Rio da Lua” e debate

04/10/2011 19:10
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O Grupo de Estudos Teatro e Gênero promove nesta sexta, 07/10, a Jornada de Gênero, Teatro e Cinema. O evento, que acontece na Fundação Cultural Badesc, às 19h e é gratuito, terá a exibição do filme Rio da Lua (2005), indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, e debate com Isadora Vier Machado e Anahi Guedes de Mello, ambas alunas de pós-graduação da UFSC.

O filme

Rio da Lua  retrata a Índia dos anos 30, através da história de uma menina de oito anos, que ao ficar viúva, se vê obrigada a cumprir regras que a cultura hinduísta lhe impõe: é mandada pelos pais para viver em reclusão com outras viúvas, as quais, segundo o Hinduísmo, têm sua vida amputada com morte do marido, não podendo casar-se novamente, devendo viver isoladas pelo resto dos seus dias. O filme propõe um questionamento a cerca da religião, a sociedade e os direitos e papéis das mulheres na sociedade indiana.

Sob a direção de Deepa Mehta, o filme completa a trilogia da diretora sobre os elementos da natureza. Em 1996, ela realizou Fire (Fogo), em 1998, fez Earth (Terra) e, em 2005, este, Water (Água). O filme é uma co-produção que envolveu dois países: Índia e Canadá.

Duração: 114 min.

Tipo: Longa-metragem/colorido

Convidadas para o debate:

Isadora Vier Machado é Graduada em direito pela Universidade Estadual de Maringá, Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (área de concentração: Direito, Estado e Sociedade). Doutoranda, pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, da Universidade Federal de Santa Catarina (área de concentração: Estudos de Gênero). Com experiência na temática de violência conjugal, Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha) e violências psicológicas.

Anahi Guedes de Mello é Graduada em Ciências Sociais pela UFSC, mestranda em Antropologia Social pela UFSC, pesquisadora do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) e do Núcleo de Estudos sobre Deficiência (NED). Desenvolve pesquisas articulando deficiência, gênero, sexualidades e violências.

Jornadas de Gênero, Teatro e Cinema:

são realizadas mensalmente e têm a finalidade de discutir questões de gênero por meio da análise de obras teatrais e cinematográficas. A cada sessão recebemos uma convidada para discutir a obra apresentada, por meio da perspectiva dos estudos de gênero. Apesar do caráter acadêmico do evento, ligado a linha de pesquisa Linguagens Cênicas, Corpo e Subjetividade do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Udesc, sua realização em um espaço cultural no centro da cidade de Florianópolis, com acesso gratuito, visa a promover a experiência estética com obras de vanguarda pouco difundidas nos meios de comunicação habituais, a divulgação da pesquisa universitária na comunidade, e receber desta mesma comunidade suas impressões sobre temas que alimentam a pesquisa acadêmica e, muitas das vezes, lhe dão maior sentido e relevância.

Promoção:

Grupo de Estudos Teatro e Gênero – Projeto Pesquisa Poéticas Feministas. Coordenação Profa. Dra. Maria Brígida de Miranda (Cênicas/Ceart/Udesc).

Apoio:

Fundação Cultural Badesc, R. Visconde de Ouro Preto/216 – Florianópolis, 3224-8846

Organização:

Maria Brígida de Miranda (Ceart/Udesc)

Fátima Costa de Lima (Ceart/Udesc/CIN-Unisul)
Janaina Träsel Martins (CCE-UFSC)

Mais informações: janainatmar@gmail.com.

Tags: Jornadas de GêneronedNIGSTeatro e CinemaUDESC

II Trans Day – Seminário Transfobia, Identidades e Cidadania Trans

03/10/2011 16:04

O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), pelo segundo ano consecutivo, insere a UFSC no circuito internacional de atividades que marcam a luta pela despatologização das identidades transexuais e trangêneros ao redor do mundo, unindo-se à Campanha Internacional Stop Trans Patologização 2012.

A Stop Trans Pathologization – 2012 é uma campanha internacional pela despatologização das identidades trans (transexuais e transgêneros) e pela sua retirada dos catálogos de doenças, o DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), da American Psychiatric Association, cuja versão revista surgirá em 2013, e o CID (Classificação Internacional de Doenças), da Organização Mundial da Saúde (OMS), que será revisto em 2014.

O evento contará com um manifesto visual contra a patologização das identidades trans, que será exposto no hall do CFH, uma mostra cinematográfica de filmes trans e duas rodas de conversas com a participação de pesquisador@s sobre a temática da transexualidade e ativistas.

Local: Auditório do CFH  10/10 – das 13h30min às 20h30min e 11/10 – das 8h15min às 12h30min

Entrada gratuita. Participação limitada à capacidade do espaço físico.

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Tags: II Trans DayNIGSUFSC

Mostra de filmes na Lagoa discute homofobia e desigualdade social

29/07/2011 15:01

As relações entre discriminação sexual e desigualdades sociais desafiam as políticas públicas no Brasil e estão no centro dos debates dos estudos de gênero e identidade. Nos dias 2 e 3 de agosto, na Casa das Máquinas, na Lagoa da Conceição, o Curso de Antropologia da UFSC promove, com apoio da Secretaria de Cultura e Arte, a “Mostra Audiovisual Homossexualidades, Racismo, Educação e Violências: a obra de Vagner de Almeida”. O evento parte da obra cinematográfica do teórico e ativista político Vagner de Almeida, que estará presente, para provocar discussões sobre cidadania e igualdade de gênero. A mostra é gratuita. Os interessados devem retirar os ingressos no local, uma hora antes das exibições.

O evento quer mostrar como as relações permeadas pelo racismo e homofobia produzem miséria social. “A desigualdade social precisa ser vista em sua complexidade como um problema que perpassa não só a classe, mas também a raça e o gênero”, lembra Miriam Grossi, coordenadora do Núcleo de Identidade de Gênero e Subjetividades (NIGS) da UFSC, que soma esforços a duas outras entidades de pesquisa na organização do evento: o Núcleo de Antropologia Audiovisual (Carmen Rial) e Estudos da Imagem e o Núcleo de Estudos sobre Identidades e Relações Interétnicas (Ilka Boaventura Leite).  “Os sujeitos têm marcas no corpo que produzem desigualdades”, anota Felipe Bruno Martins Fernandes, doutorando do Curso Interdisciplinar em Ciências Humanas, um dos organizadores da Mostra.

A atividade antecede o reinício das aulas nas universidades e a Primeira Conferência Municipal Lésbicas Gays Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTTT) em Florianópolis,  marcada para o dia 23 de agosto, a partir das 8h30min, no auditório da Câmara de Vereadores. Funcionará como uma espécie de preparação para os delegados desse fórum, que seguirão para a etapa estadual, ainda sem data, e para a nacional, já convocada pela presidente Dilma Rousself para dezembro, em torno de dois eixos: combate à miséria e à discriminação. O objetivo da etapa municipal é definir um consenso sobre o que se quer para Florianópolis em relação à promoção da cidadania e da diversidade de gênero. “Optamos por fazer um evento de férias que discuta questões como violência sexual, feminismo, identidade, que faça teoria e política e ao mesmo tempo divirta com o colorido e a alegria da pluralidade”, diz Fernandes. A participação na mostra é gratuita, a exibição dos filmes é seguida de debates e da promoção de lanches.

Vagner de Almeida, o cineasta e documentarista homenageado, coordenou o Projeto Juventude e Diversidade Sexual e atualmente coordena trabalho com população da Terceira Idade na Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), no Rio de Janeiro. Diretor de filmes e teatro, ativista, escritor, ator e crítico de teatro, seu trabalho está focado em gênero e sexualidade, HIV/AIDS, e a relação entre exclusão social, saúde e doença. Atualmente integra o Program on Gender, Sexuality and Sexual Health in Latino Communities and Cultures, no Center for the Study of Culture, Politics and Health dirigido pelo pesquisador Richard Parker da Columbia University (New York/EUA).

Informações:

Felipe: complex.lipe@gmail.com ou telefones: (48) 3304-7564 ou (48) 9619-9881.
Vagner de Almeida: (21) 2542-9024 ou   (21) 8107-0109 –vagner.de.almeida@gmail.com – www.vagnerdealmeida.com
Miriam Pillar Grossi:  (48) 9131-5590. – http://mostravagnerdealmeida.wordpress.com

Divulgação: Raquel Wandelli, assessora de comunicação social da SeCArte – Fones: 37219459 e 99110524. – raquelwandelli@yahoo.com.br

Filmes da Mostra

Dando a volta por cima: uma história coletivahttp://mostravagnerdealmeida.wordpress.com/filmes/dando_volta_cima – 9min | 2008

Esse documento apresenta de forma cronológica os materiais de prevenção para homossexuais HSH, travestis e lésbicas, produzidos pelo governo e pororganizações da sociedade civil organizada entre os anos 1980 e 2000. O material faz ainda uma homenagem a líderes comunitários já falecidos que se dedicaram à prevenção do HIV/AIDS na comunidade LGBT brasileira.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ) –

Janaína Dutra – Uma Dama de Ferro 50min | 2011

Em fevereiro de 2004 falecia em Fortaleza, aos 43 anos de idade, a advogada Janaína Dutra Sampaio. O movimento da diversidade sexual brasileiro perdia uma de suas ativistas mais importantes, instalando-se um grande vazio. Este filme conta a história de vida e luta política de Janaína Dutra. Amigos, amigas e familiares relembram fatos e momentos da vida de alguém, que com muita coragem e sabedoria, soube mobilizar resistência e a luta das travestis por seus direitos humanos.

Produção: GRAB – Grupo de Resistência Asa Branca (Fortaleza, CE)

Sexualidade e Crimes de Ódio – 27min | 2008

Este documentário busca ser uma forma de protesto diante da extrema brutalidade cometida contra os homossexuais no Brasil. Crimes de ódio, oriundos de diferentes segmentos da sociedade. Para o diretor do filme, a igreja católica e os grupos evangélicos radicais são co-responsáveis pelo crescimento da intolerância ao lutarem contra os direitos civis das minorias sexuais. Em uma sociedade onde predominam  os valores machistas, religiosos e moralistas contra a comunidade GLBT, a ausência de direitos já levou a morte a milhares de cidadãos(ãs) brasileiros.

Produção: Vagner de Almeida e Richard Parker

Basta um Dia – 55min | 2006

O filme documentário “Basta um dia” aborda a vida de brasileiros e brasileiras que, entre a coragem e o medo, tentam, muitas vezes sem sucesso, sobreviver à dura realidade de violências impostas ao seu cotidiano. São travestis, homossexuais, bichas boys, monas, gays, enfim, habitantes da Baixada Fluminense que enfrentam o preconceito, a agressão física e a morte física e social nas margens da rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre a duas maiores e mais ricas metrópoles do país, Rio de Janeiro e São
Paulo.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

Escola Sem Homofobia – 18min | 2006

Vídeo educativo centrado nas oficinas realizadas com professores da Rede Pública de Ensino de Nova Iguaçu e Duque de Caxias sobre a temática da homossexualidade nas escolas. Mostra como a vivência na escola pode ser um caminho para o exercício da cidadania plena e um ambiente de respeito à diversidade sexual. Essas oficinas fizeram parte do projeto Escola sem Homofobia: trabalhando a diversidade sexual com professores da Rede Pública de Ensino de Nova Iguaçu e Duque de Caxias que a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade – Ministério da Educação (Secad/MEC), a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro e as Secretarias Municipais de Educação de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, realizou com os professores de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

I Encontro Nacional de Jovens Gays e outros HSH – Prevenção, Solidariedade e Ativismo em HIV/Aids – 30min | 2010

Este documentário é direcionando para uma audiência ampla, tais quais jovens de diferentes classes sociais e etnia, educadores, familiares e outras pessoas que estão envolvidas diretamente com população jovem no Brasil e no mundo.

Produção: GRAB (Fortaleza, CE)

Ritos e Ditos de Jovens Gays – 43min | 2002

Ritos e Ditos de Jovens Gays nos oferece uma tela viva que desvenda a vivência do jovem homossexual em tempos de AIDS – o seu sofrimento e a sua alegria, as suas angústias e os seus sonhos. O vídeo fala com as palavras dos jovens, sobre as suas experiências e as suas vidas, e, acima de tudo, sobre a sua coragem em enfrentar com dignidade e honestidade uma sociedade tantas vezes injusta e opressiva.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

Cabaret Prevenção – 20min | 1995

Fruto da Oficina de Teatro Expressionista, desenvolvida pelo Projeto Homossexualidades, o vídeo registra o espetáculo que procurou levar para o palco, de maneira bem-humorada e ao mesmo tempo reflexiva, a realidade cotidiana homossexual e o impacto da epidemia da AIDS, através de textos escritos, encenados e produzidos pelos próprios participantes da Oficina.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

Borboletas da Vida – 38min | 2004

O filme “Borboletas da Vida” desvenda a realidade dos jovens homossexuais que vivem na periferia das grandes cidades, sofrendo os efeitos da pobreza e da miséria, sem perder sua dignidade, sua criatividade… Homossexuais, transformistas, borboletas da vida real brasileira… eles/elas “carregam, a mulher na bolsa”, experimentam com as possibilidades e os limites do gênero e da sexualidade, e enfrentam a discriminação com força, coragem, e determinação…

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

Sou Mulher, Sou Brasileira, Sou Lésbica – 45min | 2009

Documentário que trata da vida de mulheres brasileiras e seus enfrentamentos na sociedade lesbofóbica e racista. Mulheres essas, que ainda vivem a margem da sociedade e necessitam com muita força e coragem desvendar-se todos os dias.

Produção: Vagner de Almeida

Programação

Abertura – 02/08/2011 | 17h-18h

Mesa de Abertura – Neste momento será projetado o filme “Dando a volta por cima: uma história coletiva“.
Sessão de Abertura – 02/08/2011 | 18h – “Janaína Dutra: uma Dama de Ferro”, com presença do diretor Vagner de Almeida.
Debatedor@s
: Felipe Bruno Martins Fernandes (NIGS/ UFSC) e Kelly Vieira (ADEH).
19h – Coquetel

Sessão 01 – 02/08/2011 | 19h30-21h30

Homofobia e Intolerância Religiosa

Projeção dos filmes: “Sexualidade e Crimes de Ódio” e “Basta um dia“.
Coordenador: Fabrício Lima (ROMA)
Debatedor@s
: Profa. Miriam Pillar Grossi (NIGS/ UFSC); Profa. Maria Regina Lisbôa (PPGAS/UFSC)

Sessão 02 – 03/08/2011 | 15h-17h30

Juventudes e Educação

Projeção dos filmes: “Escola Sem Homofobia“, “I Encontro Nacional de Jovens Gays e Outros HSH” e “Ritos e Ditos de Jovens Gays“.
Coordenadora: Tânia Welter (PIBIC-Ensino Médio – CNPq/Papo Sério/NIGS/UFSC)
Debatedor@s
: Mareli Eliane Graupe (NIGS/UFSC) e representante do Comitê Escola Sem Homofobia.

Sessão 03 – 03/08/2011 | 18h-20h

Identidades

Projeção dos Filmes: “Cabaret Prevenção” e “Borboletas da Vida“
Coordenadora: Mônica Siqueira (NAVI/UFSC)
Debatedor@s
: Profa. Ilka Boaventura Leite (NUER/ UFSC); Profa. Antonella Tassinari (NEPI/UFSC).

Sessão 04 – 03/08/2011 | 20h30-22h

Lesbianidades

Projeção do Filme: “Sou Mulher, Sou Brasileira, Sou Lésbica“
Coordenadora: Maria Guilhermina Cunha Salasário (ADEH)
Debatedor@s
: Profa. Mara Coelho de Souza Lago (MARGENS/UFSC); Profa. Jimena Furlani (LABGEF/ FAED/UDESC).

Vagner: discussões sobre a cidadania

Vagner: discussões sobre a cidadania

Tags: FilmeshomofobiaNIGS

Caso inédito de processamento penal do aborto é estudado na UFSC

02/06/2011 08:44

O caso da clínica da ex-médica Neide Mota Machado, acusada de fazer abortos clandestinos no Mato Grosso do Sul, é tema de uma dissertação desenvolvida junto ao Programa de Pós Graduação em Antropologia Social da UFSC. O trabalho executado pela antropóloga Emília Juliana Ferreira  recebeu o título provisório de ´Um Grande Júri: análise do processamento penal do aborto`, é  orientado pela professora Miriam Pillar Grossi e integrado às pesquisas do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS).

Em 2007 Neide Mota foi denunciada pela rede de televisão local, TV Morena, afiliada local da Rede Globo, por realizar abortos desde o final dos anos 90 em Campo Grande. A reportagem teve transmissão em rede nacional e estadual. Levado à justiça, o caso se tornou inédito no Brasil, pois até então nunca após o fechamento de uma clínica de aborto houve o processamento judicial das pacientes baseado em prontuários médicos. A divulgação nacional acirrou o debate de grupos pró e contra o aborto.

Apesar da grande repercussão do caso junto à opinião pública, o objetivo da mestranda Emília Ferreira não é debater a legalidade do método. “Quero discutir como o sistema de justiça criminal brasileiro está tratando do assunto,  o que acontece quando um caso de aborto adentra neste sistema, como ele é processado”, explica Emília, que desenvolve seu trabalho na área da chamada antropologia jurídica.

A mestranda fundamenta sua dissertação em entrevistas realizadas com diversas pessoas ligadas ao sistema judiciário (juízes, delegados, promotores, defensores e advogados), além das pacientes indiciadas, feministas que trabalham no caso e da jornalista responsável pela matéria que gerou a denúncia. Emília Ferreira ainda assistiu ao principal júri do caso e as suas sessões recursais, além da sessão de suspensão do processo de uma das mulheres envolvidas.

“Quero, por meio de minha pesquisa, trazer contribuições analíticas para entender como funciona o sistema de justiça brasileiro acerca da questão do aborto. Escolhi estudar o caso desta clínica devido a sua importância para o tema”, completa a antropóloga.

Emília lembra que a prática do aborto é considerada crime contra a vida e vai a júri popular. Apesar da lei, a transgressão prescreve em oito anos. No caso da clínica sul matogrosense, diversas mulheres foram atendidas, mas os prontuários médicos anteriores ao ano 2000 não foram sequer analisados, pois mesmo havendo indícios de crime, estes já estariam prescritos. Após uma seleção de casos feitos pela polícia e pelo judiciário, aproximadamente mil e duzentas mulheres foram indiciadas.

As penas aplicadas variaram de acordo com seus antecedentes criminais e o número de abortos realizados pela paciente. As sentenças que teriam menor tempo de pena se levadas a julgamento puderam receber um benefício processual chamado suspensão condicional do processo e foram substituídas por penas alternativas.

Saiba Mais:

Consequências do caso
Em abril do ano passado as funcionárias da clínica foram condenadas a penas que variaram de sete anos em regime semi-aberto a um ano e três meses em regime aberto. A ex-anestesiologista Neide Motta foi encontrada morta em novembro de 2009, três meses antes de ser levada a júri popular, dentro de seu veículo na entrada de uma chácara na capital do Mato Grosso do Sul. Em seu carro havia uma seringa e dois frascos de lindocaína, substância anestésica que é letal em altas doses. O inquérito policial concluiu que a ex-médica se suicidou, apesar de não ter sido feito exame toxicológico em seu sangue para detectar a substância.

Cytotec
Foram encontradas na clínica de Neide Motta caixas do medicamento Cytotec, lançado no Brasil em 1984 para o tratamento de úlceras gástricas e duodenais. O Laboratório Pfizer é o responsável pela distribuição do medicamento. O Cytotec tem como princípio ativo o misoprostol, que induz contrações uterinas, por isso ele é o medicamento mais utilizado para procedimentos abortivos. Em 1998, a Portaria nº 344 do Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância Sanitária restringiu a venda a hospitais credenciados. A sua comercialização é considerado crime hediondo, ou crime de “gravidade acentuada”.

Ainda que a partir de 98 a venda do Cytotec seja proibida, a droga é facilmente encontrada na internet em sites de classificados, junto a informações de procedimento. Quatro comprimidos podem custar até duzentos reais. Em mulheres gestantes o abortivo pode causar hemorragias e ruptura do útero. Caso o aborto não tenha êxito, o medicamento pode causar má formação congênita do feto, como a Síndrome de Moebius, caracterizada pela paralisia facial.

Mais informações: emiliajferreira@gmail.com

Por Ana Luísa Funchal / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Tags: abortoNIGS
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