Universidade premia estudantes que se destacam na iniciação científica

11/03/2011 14:04

Seis estudantes de graduação da UFSC serão homenageados na próxima terça-feira, 15 de março, como Destaques da Iniciação Científica 2010. A cerimônia será realizada a partir de 11 horas, na Sala dos Conselhos, prédio da Reitoria. Os jovens cientistas foram selecionados pela qualidade do trabalho apresentado no 20º Seminário de Iniciação Científica da UFSC, realizado nos dias 20, 21 e 22 de outubro de 2010. A iniciação cientifica é um instrumento que permite introduzir os estudantes de graduação na pesquisa. O seminário da UFSC é um momento de avaliação dos trabalhos e também uma oportunidade para que os jovens universitários apresentem seus trabalhos.

Os estudantes reconhecidos como Destaques da Iniciação Científica 2010 serão inscritos para apresentação dos trabalhos na Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC), durante a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A reunião, um dos mais importantes eventos científicos do país, será realizada entre 10 e 15 de julho, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO). Além da inscrição, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão vai custear hospedagem e transporte.

Mais informações pelo telefone (48) 3721-9332

Estudantes selecionados como Destaques da Iniciação Científica 2010


ALUNO ORIENTADOR DEPTO CENTRO DESTAQUE
HENRIQUE VON PARASKI ROLF BERTRAND SCHROETER Engenharia Mecânica CTC APRES. ORAL Ciências Exatas e da Terra
CARLOS CRISTIANO DE JESUS ALCANTARA IVO BARBI Engenharia Elétrica CTC PAINEL
Ciências Exatas e da Terra
ANA CAROLINA RIBEIRO LOBO DE CASSIANO JULIA SILVIA GUIVANT Sociologia Política CFH APRES. ORAL Ciências Humanas e Sociais
ALINE BOSCHI MOREIRA ORIDES MEZZAROBA Direito CCJ PAINEL
Ciências Humanas e Sociais
LEANDRA FORMENTÃO MARIO STEINDEL Microbiologia e Parasitologia CCB APRES. ORAL
Ciências da Vida
CAMILLA FURTADO MARISA MONTICELLI Enfermagem CCS PAINEL
Ciências da Vida
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UFSC lança Agambem e o poeta que lamentou a existência de deus

11/03/2011 10:33

O filósofo e o poeta que lamentou a inexistência de Deus

Editora da UFSC publica, pela primeira vez em língua portuguesa, célebre comentário de Giorgio Agamben sobre o poeta Caproni, autor de A coisa perdida, numa tradução de Aurora Bernardini, que estará na UFSC nesta sexta-feira (11).

As artes estão repletas de obras belas e definitivas em louvor a deus ou à transcendência divina. Mas nenhum artista, cineasta, escritor ou músico cantou com tanto fervor e desespero estético a inexistência de deus quanto o poeta italiano Giorgio Caproni. Esse paradoxo sagrado de quem ao chorar a ausência divina afirma-a faz de Caproni um dos poetas prediletos dos filósofos do pós-guerra. Em 1999, o pensador Giorgio Agamben escreveu um comentário em prefácio à sua última coletânea de versos que se tornou tão incontornável quanto à própria obra. É essa revelação da poesia pela filosofia que a editora da UFSC acaba de publicar em edição bilíngue sob o título: A coisa perdida: Agamben comenta Caproni, pela primeira vez em língua portuguesa, graças ao trabalho consagrado da tradutora Aurora Bernardini.

Nesse encontro de 375 páginas entre a reflexão e a arte, 40 são dedicadas ao prefácio da tradutora e ao breve, e denso, ensaio de Agamben (Roma, 1942). No restante do livro, imperam soberanos, em tradução bilíngüe, poemas selecionados de onze diferentes obras de Caproni (Livorno, 1912 – Roma, 1990), considerado um clássico da poesia moderna. São versos livres, ora longos, ora curtíssimos, que se fazem de uma delicadeza rude, entabulando misteriosos diálogos com uma entidade invisível ou uma ordem superior, como em “Reflexão”: “Foi dito também: Nós vivemos sobre um monstro”. Eis um mote que todos poderíamos tornar nosso. (A Besta que acuamos é o lugar onde nos encontramos). E também dramaticamente céticos, como em: e “Vou-me” disse,/ “O que lhes deixo é tudo/ o que levo em boa hora./ Tenham saúde. Cuidem/ de si mais do que/ de mim cuidei eu./Vou-me para onde, há tempo, Deus foi-se embora”.

O lamento pela ausência divina ou do que o poeta Rodrigo de Haro identifica como melancolia diante da perda do sagrado faz de cada verso um estranho clamor às avessas, como uma espécie de niilismo inconformado. “Nunca, como nesses poemas, a negação de Deus tem sido uma sua afirmação: como se Caproni tivesse travado com Deus um combate singular, um corpo a corpo definitivo (…)”, escreveu o poeta e crítico Giovanni Testori no Corrie della Serra de 1982, citado no prefácio de Aurora, que é professora da USP e já foi agraciada, na categoria de tradução, pelos prêmios Jabuti e Biblioteca Nacional. É como se o poeta reclamasse a promessa divina da infância traída na vida adulta: Um dos muitos, também eu. Uma árvore fulminada/pela fuga de Deus. (“Também eu”)

Esse sentimento que Agamben chama de traição da ordem do sagrado se expressa com plenitude em Meu Deus, mesmo se não existes, por que não nos assistes?, de “Invocação”, que integra a última coletânea do poeta, cujo título, Res amissa, traduz todo ânimo da obra, mesmo as que têm motivação política de quem combateu no front da Segunda Guerra Mundial e ingressou nas fileiras da Resistência pela libertação. Em seu comentário, Agamben compreende Res amissa como a coisa perdida, a melancolia pela falta daquilo que se teve tão plenamente e passa a ser tão nosso que se perde a consciência da sua presença e se torna impossível perder, mas também se torna impossível recapturar por conta do esquecimento. O próprio Caproni autorizaria essa interpretação em uma anotação a caneta resgatada por Agamben: Todos (sem lembrar de quem)/ recebemos um dom precioso/ e tão ciosos escondemos que não lembramos onde e até mesmo de que dom se trate – /Res amissa, o contrário do Conde. Centro, a perda. Agamben conclui seu comentário dizendo que “de todos os livros de poesia que se continua e se continuará certamente a publicar  é impossível dizer que ao menos um único deles poderá estar à altura do evento que aqui se cumpriu”.

Ensaísta e tradutora de mais de 70 obras, incluindo Jorge Luís Borges, Aurora se dedica no momento à poesia russa e italiana. Convidada a participar, na sexta-feira (11), às 14 horas, na Sala Machado de Assis, do Centro de Comunicação e Expressão, da banca de defesa de André Cechinel, doutorado em Literatura pela UFSC, sobre T.S. Elliot, a autora concedeu entrevista sobre seu trabalho na tradução desses dois grandes expoentes do pensamento e da poesia:

1. Os poemas da antologia nos trazem sempre o sentido dramático de uma ausência, de uma falta no plano superior. Podemos de algum modo relacionar a coisa perdida com a nostalgia ou o desespero pela perda do sagrado (no seu sentido mais pleno), embora o poeta ao tempo que reclame da ausência de Deus afirme sua inexistência?

Aurora Bernardini – A questão da ateologia (a análise da teologia para provar suas falhas intrínsecas) em Caproni é muito simples, embora retorcida, basta ler, na coletânea, o poema “Cantabile”: O menino que venceu/em seguida a vergonha escondida/de crer, e orando/por uma hora deixa agora/seu ramalhete de flores/a Santa Rita de Cássia, como fará, meu Deus,/como fará a perdoar-te/depois, sem ódio, o furto de tua inexistência?

A falha que o poeta imputa à teologia (no caso, ao conjunto de preceitos, princípios e dogmas do catolicismo) é de fazer crer ao menino algo (máxime, a existência de Deus) que depois (quando adulto), irá lhe subtrair. É desse furto que o poeta ressente, nos momentos mais lancinantes de sua existência (e de sua poesia). Trata-se, como o define Hölderlin, eufemisticamente, no prefácio de Agamben, de uma “traição de tipo sagrado”. Bergman, por exemplo, é mais direto. A personagem-chave de O sétimo selo,diz, durante a partida de xadrez com a Morte: “Os homens pegaram os seus medos e deram-lhe o nome de Deus”. Ele mesmo, numa entrevista a Cahiers du cinema, na década de 1960, declara: “depois que deixei de acreditar, sinto-me mais calmo, bem”. Na tradição poética italiana, esta “traição de tipo sagrado” jamais foi questionada tão abertamente.

2. No sentido em que a poesia de Caproni lamenta a perda e de Deus, pode ser vista como uma literatura que potencializa a consciência dessa perda? Ou seja, podemos ter em Caproni uma leitura que leve o homem da pós-modernidade ou o homem contemporâneo à busca do preenchimento? E quando lamenta a inexistência de Deus de alguma forma o poeta está se diferenciando do niilismo ou protestando contra a falácia religiosa?

Aurora Bernardini – Recorrendo novamente a Agamben: “Em Caproni, todas as figuras da ateologia chegam à sua despedida (…) No entanto, ao passo que a infidelidade hölderliniana  fazia questão precisamente que “ a memória dos celestes não findasse”, aqui domina uma sóbria ‘decisão de abrir mão’.(…) Caproni conseguiu exprimir, sem sombra de nostalgia ou de niilismo o ethos e quem sabe a Stimmung da solidão sem Deus.”  E mais, enquanto as diferentes escolas literárias têm discutido a relação vida/arte, na instância da dessujeitivização à qual   Caproni submete sua poesia, vida e arte confluem e se confundem.

3. O que seria perder algo que se possui tão completamente que não se tem consciência da sua posse e como você vê a relação dessa coisa perdida que Agamben faz com a poesia de Caproni, afirmando que ela se tornou a própria res amissa?

Aurora Bernardini – Trata-se de alguma coisa preciosa (um Bem, ou – para um crente – até mesmo a Graça – explica Caproni, citado no prefácio), que o poeta guardou tão bem que não mais a encontra. Aproveitando brilhantemente a deixa, Agamben adentra-se pelos meandros da Graça e lembra o perigo, para a religião cristã, de ela não poder ser perdida, conforme dizia Pelágio. Daí sua condenação por Agostinho, daí sua excomunhão. Por outro lado, o poema “Res amissa”, sem ritmo, sem rima, sem prosódia é comparado por Agamben ao lenho quebrado do violino que Caproni, depois de um concerto, esfacelou:

Dela não encontro traço./ Veio me ver a fim (disso tenho certeza) /de dar-me de presente./ Dela não mais encontro traço./ Revejo ao findar/do dia o rosto minguado/ branco flautado…/ A manga/ em renda…/A graça,/ tão doce e germânica/ no oferecer…/ Um vento/ de choque – um ar quase silíceo enregela/agora o quarto…/ (È lâmina/de faca?/Tormento/ além do vidro e da madeira/- serrada – do postigo?) /Dela não vejo mais sinal./Mais traço./Pergunto/ à Morgana…/ Revejo/ minguado o minguado rosto branco / flauto desaparecido…/  Descerra/- remota – a alvorescente boca, /Mas não fala./(Não pode/ – nada pode – dar resposta.) /Não mais espero encontrá-la./Com demasiado cuidado/ (irrecuperavelmente) a guardei. (“Res Amissa”).

O violino quebrado não tem reparo. Idem, a Coisa perdida não pode ser encontrada. E ela é imperdível por já estar irremediavelmente perdida. “E perdida por força de ser – tal como a vida, tal como, justamente, uma natureza – demasiado intimamente possuída, demasiado ‘ciosamente, (irrecuperavelmente) guardada’”, como comenta Agamben.

4. O que norteou Agamben na seleção desses poemas?

Aurora Bernardini – Agamben mencionou cronologicamente os poemas de Caproni que considerou significativos na obra deste, para o seu prefácio. Eu acompanhei a seleção, introduzindo também outros poemas que considerei representativos, das respectivas coletâneas, cronologicamente, para que o leitor brasileiro possa ter uma visão mais ampla da obra do poeta, a partir de suas fases idílicas (a crença), até a crueza da carnificina na guerra e da vida adulta, a denúncia político-social e o despojamento total.

5. Como é traduzir Caproni? E como vc lida com as “impossibilidades de tradução” na sua obra? Em seu comentário, Agamben diz que, pelo domínio da “ligação musaica”, “(…) nenhuma tradução, não apenas de Pascoli, mas também de Penna ou Caproni, conseguirá dar uma ideia vaga do original.  E da mesma forma, qual o desafio de traduzir Agamben com toda sua erudição medieval?

Aurora Bernardini – Tenho me dedicado ao estudo e ao processo da poesia há alguns anos, inclusive para traduzi-la, pois tradutor de poesia não se improvisa. E é necessário também que se tenha certa propensão… No caso de línguas afins, como a italiana, a tradução exige atenção e sensibilidade mais do que, propriamente, “recriação”. Já, para traduzir um crítico refinado como Agamben é preciso o máximo de rigor filológico e científico, diria: certos conceitos ligados aos termos que ele usa diferem de época em época e de língua para língua. Caproni teve alguns de seus poemas traduzidos por Maurício Santana Dias e Agamben já é um crítico bastante conhecido nas principais universidades do Brasil, cujas editoras o tem publicado em tradução brasileira. Cito da UFMG: Homo Sacer; da Humanitas/UFMG: Infância e História; da Boitempo: Estado de Exceção, Profanações; e agora, da UFSC: Desapropriada maneira.

6. Agamben conclui o comentário dizendo que “de todos os livros de poesia que se continua e se continuará certamente a publicar  é impossível dizer que ao menos um único deles poderá estar à altura do evento que aqui se cumpriu”. Como você vê essa afirmação?

Aurora Bernardini – Agamben chamou seu prefácio de “Desapropriada maneira”, exemplificando e explicando o que distingue estilo e maneira e descobrindo facetas capronianas das quais, provavelmente, o poeta não tinha clara consciência – e isso ocorre aos críticos particularmente argutos – ao comentar, no final do referido prefácio, o trabalho de desapropriação do nexo formal (ligação musaica) e da linha prosódica (métrica, rítmica e rímica) da última coletânea de Caproni (Res amissa). Em particular, o poema “Res amissa” – conclui Agamben – “atingiu para sempre uma região para além do próprio e do impróprio, da salvação e da ruína. Esta é a herança não recebível que a desapropriada maneira de Caproni deixa à poesia italiana”.

Entrevista à Raquel Wandelli – assessora de comunicação da SeCArte/UFSC

raquelwandelli@yahoo.com.br e raquelwandelli@reitoria.ufsc.br

Fones: (48) 37219459 e 99110524

www.secarte.ufsc.br e www.ufsc.br

Tags: AgambenAurora BernardiniEdUFSC

Aula inaugural da Pós-Graduação em Antropologia Social

11/03/2011 10:08

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC) realizará a aula inaugural deste primeiro semestre de 2011 sobre o tema “Cartografias Sociais: por uma antropologia engajada”, a ser ministrada pelo professor Alfredo Wagner Berno de Almeida, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

O evento acontece no dia 16 de março, quarta-feira, das 16h30 às 18h, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Outras informações pelo telefone (48) 3721-9714, ramal 4 ou pelo e-mail antropos@cfh.ufsc.br.



Tags: Alfredo Wagner Berno de AlmeidaAntropologia Socialaula inauguralUFAM

Departamento Artístico Cultural abre inscrições para cursos e oficinas de arte

11/03/2011 09:25

OPT no Teatro da UFSC

O Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC abre inscrições para cursos e oficinas de arte que serão oferecidas no primeiro semestre de 2011. As inscrições devem ser feitas na Secretaria do DAC/Igrejinha da UFSC, de 14 a 18 de março, de segunda a sexta-feira, ou enquanto houver vagas, das 10h às 18h. A maioria das atividades inicia uma semana depois das inscrições. Cada oficina do DAC lida com uma forma de arte, possibilitando aos alunos uma experiência estético-pessoal ligada ao entendimento artístico. Esse objetivo colabora para despertar nos alunos um senso crítico necessário para uma melhor compreensão da sociedade.

Não será cobrada mensalidade, apenas uma taxa de inscrição por curso/oficina no valor de R$ 50. O interessado de se Inscrever no DAC e efetuar depósito no Banco do Brasil. A confirmação da inscrição será mediante comprovante do depósito bancário.

Para as inscrições na Oficina Permanente de Teatro (OPT), os interessados deverão comparecer para entrevista, no Teatro da UFSC, no dia 29 de março, às 20 horas. A taxa de R$ 50 deverá ser paga após a entrevista e aceite do aluno na OPT.

Há vagas para as oficinas de Violão Popular e Erudito, Teatro Adulto – pela Oficina Permanente de Teatro e pela oficina de Construção dos seres ficcionais no contexto do Drama –, teatro para adolescentes, pintando nossa identidade e Oficina Aberta com investigação, experimentação e produção em Artes Visuais.

Ainda neste semestre serão oferecidas outras oficinas em mais linguagens artísticas devido ao edital que está sendo elaborado pela UFSC, que possibilitará a atuação de artistas/profissionais da comunidade como instrutores das Oficinas de Arte do DAC. Esses profissionais externos somados aos profissionais da instituição permitem que o DAC possa ampliar o atendimento das solicitações, oferecendo atividades com qualidade para toda a comunidade. A divulgação será feita através do site www.dac.ufsc.br.

Estão sendo oferecidas cinco oficinas, algumas delas com várias turmas, com disciplinas diferentes, com 140 novas vagas. Considerando as turmas em continuação do semestre anterior, são oferecidas oportunidades para cerca de 270 participantes. Número que poderá se ampliado a qualquer momento com novas oficinas e com os cursos de Recreação e Lazer e de Educação Contínua do programa Arte na Escola – Polo UFSC, destinado a professores de arte da rede pública de ensino.

Além dessas oficinas, o DAC oferece oportunidade de aprendizado com outros projetos de Extensão como o Coral da UFSC, criado há quase cinco décadas, e os recentes Madrigal e Orquestra de Câmara da UFSC. Interessados em ingressar nesses grupos musicais devem enviar e-mail para coraldaufsc@dac.ufsc.br.

A relação completa dos Cursos e Oficinas de Arte do DAC para este semestre, com informações sobre dias e horários e sobre os coordenadores e ministrantes estão no endereço www.dac.ufsc.br (link http://www.dac.ufsc.br/destaques_cursos_oficinas.php#topo).

O Departamento Artístico Cultural (DAC) faz parte da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

SERVIÇO:

O QUÊ: Abertas as inscrições para Cursos e Oficinas de Arte do Departamento Artístico Cultural (DAC) da UFSC para o primeiro semestre de 2011.

QUANDO: De 14 a 18 de março de 2011, das 10h às 18h, enquanto houver vaga, ou conforme especificado na oficina.

ONDE: Departamento Artístico Cultural (DAC), Igrejinha da UFSC, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC

QUANTO: Taxa de inscrição semestral de R$ 50. Há opções de atividades de formação que são gratuitas. Confira no site do DAC.

CONTATO: Departamento Artístico Cultural (DAC), (48) 3721-9348 ou 3721-9447 – dac@dac.ufsc.brwww.dac.ufsc.br.

Outras informações nos links dos projetos e atividades no site do DAC ou acompanhe as Notícias publicadas em www.dac.ufsc.br

Fonte: [CW] DAC: SECARTE: UFSC, com material institucional e dos coordenadores das oficinas.

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Cartilha sobre trote universitário será lançada na segunda-feira

10/03/2011 07:41

Com o lema “trote é para brincar, não para maltratar”, será lançada no primeiro dia de aulas na UFSC, 14 de março, a Cartilha de prevenção às violências sexistas, homofóbicas e racistas nos trotes universitários. A apresentação acontece às 18h30min, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

A publicação foi concebida pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS). Cerca de 20 alunos de graduação, mestrado e doutorado participaram da confecção, contando com a colaboração de estudantes do segundo ano do Ensino Médio das escolas Jurema Cavalazzi (do bairro José Mendes, da Capital, onde estuda Charles Fernandes, criador da capa) e Idelfonso Linhares (Aeroporto), que tomaram parte da atividade através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do CNPq voltado ao Ensino Médio, numa iniciativa pioneira em convênio com a UFSC.

O principal objetivo, de acordo com a professora Miriam Pillar Grossi, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), é alertar os alunos sobre a realização de trotes violentos, preconceituosos e discriminatórios. “Geralmente as palavras de ordem envolvem piadas contra o homossexualismo, tratando as diferenças de forma negativa. Entendemos que uma universidade – principalmente pública – deve incitar a cidadania, ressaltando o respeito à diversidade”, justifica a professora.

Ilustrações e textos didáticos incentivam o trote solidário e as confraternizações em detrimento das atividades consideradas sexistas, racistas ou homofóbicas, vexatórias, violentas e humilhantes. A participação obrigatória em qualquer dessas brincadeiras também é condenada pela cartilha.

Conceituando e cercando o preconceito

O documento traz ainda conceitos sobre sexismo, racismo e homofobia, e contatos úteis àqueles que se sentirem violentados ou constrangidos, seja dentro da própria UFSC, como os da Ouvidoria e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), seja de organizações não-governamentais que atuam na defesa de direitos humanos ou órgãos do governo para os quais tais situações podem ser denunciadas.

A reunião dessas informações teve como ponto de partida pesquisa de campo realizada pela professora Miriam e seus alunos durante vários anos. “Obtivemos excelentes relatórios de observação. Os veteranos de hoje foram calouros ontem, e o histórico de humilhações vai se reproduzindo, já que, como passaram por aquela situação vexatória, desejam que outras pessoas vivenciem experiências semelhantes”.

Os argumentos da publicação estão amparados pela Lei Estadual nº 15.431/2010, que entrou em vigor em dezembro último e proíbe a realização de trotes nos estabelecimentos de ensino públicos e privados. Para essa lei, são considerados trotes condutas e práticas que ofendam, constranjam e exponham de forma vexatória os alunos. Ficam proibidas ainda as doações de bens e as tradicionais arrecadações de dinheiro que seguidamente acontecem nas sinaleiras no entorno da UFSC.

Barulho contra a humilhação

Junto com a cartilha, veteranos e calouros receberão um apito. O objeto tem dupla função; a simbólica – lembrar a forma como os movimentos feministas acusavam as situações de violência e solicitavam ajuda -, e a prática – incentivar os alunos a denunciar as atividades humilhantes realizadas durante os trotes.

A confecção da cartilha contou com o apoio de diversas instâncias da UFSC: Instituto de Estudos de Gênero (IEG), Laboratório de Estudos das Violências (Levis), Núcleo de Pesquisa Modos de Vida, Família e Relações de Gênero (Margens), o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Relações de Gênero (Nusserge), o Coletivo LGBT da UFSC (Gozze), Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH), Revista Estudos Feministas, Grupo de Ação Feminista (GAFe) e Agência de Comunicação (Agecom). Trata-se também de atividade apoiada pelo CNPq, por meio de projetos de pesquisa e de atividades de bolsistas de doutorado, mestrado, de graduação e de alunos do Ensino Médio da Grande Florianópolis que participam do projeto pioneiro de bolsas PIBIC de Ensino Médio na UFSC.

Mais informações: professora Miriam Pillar Grossi | miriamgrossi@gmail.com | Fone: 3721-9714, ramal 5
Mestranda Fernanda Moraes (PPGAS/UFSC) | fermoraesazeredo@gmail.com | Fone: 9900-1322
Doutorando Felipe Fernandes (DICH/UFSC) | complex.lipe@gmail.com | Fone: 3304-7564

Claudia Reis / Jornalista da Agecom

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Vestibular 2011: UFSC divulga terceira chamada e remanejamento

09/03/2011 14:35

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da Universidade Federal de Santa Catarina divulgou   o Edital nº 10/GD/DAE/2011 com a lista dos convocados em terceira chamada referente ao Vestibular 2011.  Os estudantes devem fazer sua matrícula nos dias  10 e 11 de março, entre 8h e 12h e 14h e 18h, nas coordenadorias dos respectivos cursos, no campus correspondente à sua classificação.  Acesse :

Edital Nº 10

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Inscrições abertas para os cursos extracurriculares de Libras

04/03/2011 10:09

Estão abertas até o dia 21 de março as inscrições para os cursos extracurriculares de Língua Brasileira de Sinais (Libras) da UFSC. Os cursos pretendem disseminar a língua para alunos, professores, servidores e também para a comunidade externa, capacitando-os para a comunicação geral, a instrumental e a preparação para exames de proficiência.

Serão seis turmas – três para o nível I e três para o II – com no mínimo 12 e no máximo 20 alunos. Interessados em cursar o nível II devem agendar avaliação de nivelamento (pelo email letraslibras@cce.ufsc.br ) ou trazer comprovante/ certificado de curso realizado.

Valores

Para os estudantes, professores e técnico-administrativos da UFSC, os cursos têm o investimento de R$ 240. Para a comunidade em geral, o valor fica em R$ 360. Os alunos receberão certificado da Fapeu ao término do curso.

Horários:

Libras I

Turma A – 4ª feira/ 18h30 – 21h40
Turma B – 3ª e 5ª feira/ 16h30 – 18h
Turma C – 3ª e 5ª feira/ 18h30 – 20h40

Libras II

Turma A – 4ª feira/ 18h30 – 21h40
Turma B – 3ª e 5ª feira/ 16h30 – 18h
Turma C – 3ª e 5ª feira/ 18h30 – 20h40

As matrículas devem ser realizadas das 8h às 12h ou das 14h às 18h, na Secretaria do Curso Letras/Libras, sala 137, Centro de Comunicação e Expressão (CCE) – Prédio A.

Informações:  (48) 3721-6586 ou letraslibras@cce.ufsc.br.

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Feira de livros de editoras universitárias oferece até 70% de desconto na volta às aulas da UFSC

04/03/2011 09:18

A coisa perdida: Agamben comenta Caproni, organizado e traduzido por Aurora Bernardini, Ecos no porão II, livro do contista catarinense Silveira de Souza e Do jeito que você gosta, tradução de Shakespeare. Esses lançamentos que acabaram de sair do prelo compõem uma pequena mostra dos livros que a Editora da Universidade Federal de Santa Catarina, pela primeira vez em parceria com a Liga das Editoras Universitárias (LEU), coloca à venda na volta às aulas, com descontos variando entre 15 a 70%. De 14 de março a 8 de abril, na Praça da Cidadania da UFSC, a Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU vai oferecer com descontos muito vantajosos 8.200 mil volumes de suas antigas e novas coleções.

Ao todo aproximadamente 780 títulos e 7.200 livros da EdUFSC serão vendidos com 50 a 70% de desconto e 500 títulos de outras editoras universitárias filiadas à LEU terão 15 a 30%, incluindo-se as da Unicamp, USP, UFMG e UFBA, todas trazendo obras de interesse universal. É a oportunidade de adquirir pela metade do preço em condições normais, o livro Desgostos; novas tendências estéticas, do filósofo italiano Mário Perniola, que será vendido somente na Feira a R$ 16,00. Outros exemplos da nova coleção da EdUFSC são: George Bataille, filósofo, por R$ 12,00; Poetas da Catalunha, que custará R$ 11,00 e A Coisa perdida, que baixou de R$ 45,00 para 23,00. Com tradução inédita em língua portuguesa, o célebre comentário de Agamben com a seleção dos poemas de Caproni será lançado na Feira. A obra foi recomendada pela mídia nacional entre os dez melhores produtos culturais do país. Ecos no porão, segundo volume da coletânea de contos de Silveira de Souza também será lançado com preço especial de R$ 15,00.

Aberta ao público universitário e a toda comunidade, a Feira ocorre em tendas cobertas localizadas na Praça da Cidadania, em frente à Reitoria. Incluem-se entre as obras oferecidas a Série Didática, composta por livros solicitados em diversas graduações (Medicina, Farmácia, Enfermagem, Engenharias, Química, Física, Matemática, Português) e autores que costumam ser solicitados na lista do Vestibular das universidades catarinenses. Entre as novas edições da Série Didática, o editor Sérgio Medeiros destaca títulos como Anatomia sistêmica, Introdução à engenharia e Estatística aplicada às ciências sociais e Manual básico do desenho. O volume Farmacognosia, um dos clássicos da EdUFSC, recentemente reeditado, também estará à venda com desconto. Coordenada por Fernando Wolf, a feira funciona sempre das 9 às 19 horas, exceto aos sábados e domingos.

Lançamentos da EdUFSC à venda na Feira:

  • Ética das virtudes – JOÃO HOBUSS (ORGANIZADOR)
  • A coisa perdida – AURORA FORNONI BERNARDINI (ORGANIZAÇÃO E TRADUÇÃO)
  • A decadência de Santa Catarina – HENRIQUE LUIZ PEREIRA OLIVEIRA • MARLON SALOMON
  • Fundamentação filosófica – GIOVANI LUNARDI • MÁRCIO SECCO
  • Redes locais – MARCELO RICARDO STEMMER
  • Georges Bataille – FRANCO RELLA • SUSANNA MATI
  • Desgostos; novas tendências estéticas – MARIO PERNIOLA
  • 4 poetas da Catalúnia – LUIS SOLER (ORG.)
  • 28 desaforismos –  FRANZ KAFKA –  SILVEIRA DE SOUZA (TRADUÇÃO)
  • Ecos do porão vol 1 – SILVEIRA DE SOUZA
  • Educação do corpo em ambientes educacionais – FÁBIO MACHADO PINTO • ALEXANDRE FERNANDEZ VAZ • DEBORAH THOMÉ SAYÃO  (ORGANIZADORES)
  • Discussão de novos paradigmas –  JAIME COFRE • KAY SAALFELD (ORGANIZADORES)

Por Raquel Wandelli, jornalista na SeCarte

(048) 37219459 e 99110524

raquelwandelli@yahoo.com.br

raquelwandelli@ufsc.br

Tags: descontosFeira de Livrosvolta às aulas

UFSC divulga segunda chamada de calouros 2011 de Educação a Distância

03/03/2011 17:29

O Departamento de Administração Escolar da UFSC através do Edital Nº 8 / GD / DAE / 2011 convoca os candidatos habilitados no Concurso Vestibular UAB/UFSC – 2011 para realizarem matrícula no respectivo polo, nos dias 10 e 11 de março, munidos da documentação exigida.

Acesse o Edital Nº 8.

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Tags: calouros 2011Educação a DistânciaSegunda chamadaUAB/UFSC

Pesquisador da Unicamp ministra aula inaugural da pós em Estudos da Tradução

03/03/2011 09:34

O Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC realiza no dia 14 de março a aula inaugural ´Tradução, língua e o estado (pós)nacional: a tarefa infinita da tradução`. O encontro acontece às 10h, no Auditório Henrique da Silva Pontes, bloco B do Centro de Comunicação e Expressão. O convidado é o professor Márcio Seligmann-Silva, da Universidade de Campinas (Unicamp).

Márcio Seligmann-Silva é doutor pela Universidade Livre de Berlim, pós-doutor por Yale e professor livre-docente de Teoria Literária na Unicamp. É pesquisador do CNPq e autor dos livros Ler o Livro do Mundo. Walter Benjamin:  romantismo e crítica poética (Iluminuras/FAPESP, 1999, vencedor do Prêmio Mario de Andrade de Ensaio Literário da Biblioteca Nacional em 2000); Adorno (PubliFolha, 2003), O Local da Diferença. Ensaios sobre memória, arte,  literatura e tradução (Editora 34, 2005, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Melhor Livro de Teoria/Crítica Literária 2006), Para uma crítica da compaixão (Lumme Editor, 2009) e A atualidade de Walter Benjamin e de Theodor W. Adorno (Editora Civilização Brasileira, 2009).

Também organizou os volumes Leituras de Walter Benjamin: (Annablume/FAPESP, 1999; segunda edição 2007); História, Memória, Literatura: o Testemunho na Era das Catástrofes (Unicamp, 2003) e Palavra e Imagem, Memória e Escritura (Argos, 2006). O professor ainda coorganizou Catástrofe e Representação (Escuta, 2000).

Márcio Seligmann-Silva traduziu obras de Walter Benjamin (O conceito de crítica de arte no romantismo alemão,  Iluminuras, 1993), G.E. Lessing (Laocoonte. Ou sobre as Fronteiras da Poesia e da Pintura, Iluminuras, 1998, finalista do Prêmio Jabuti na categoria Tradução, 2000), Philippe Lacoue-Labarthe, Jean-Luc Nancy, J. Habermas, entre outros. É coordenador desde 2006 do Projeto Temático Fapesc ´Escritas da Violência`. Possui vários ensaios publicados em livros e revistas no Brasil e no exterior.

O Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução foi aprovado em 2003 pela Capes e teve a sua primeira turma de mestrado em 2004. É o primeiro do Brasil em sua área e conta com conceito 4 na Capes. Oferece mestrado e doutorado. Com área de concentração em Processos de Retextualização, a pós-graduação tem como linhas de  pesquisa Teoria, crítica e história da tradução e Lexicografia, tradução e ensino de línguas estrangeiras.

Mais informações: www.pget.ufsc.br / (48) 3721-6647

Tags: aula inauguralEstudos da traduação

UFSC publica editais de concurso para professores

03/03/2011 09:05

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está com inscrições abertas para concurso de professores. São dois editais: o 007/DDPP/2011 irá selecionar 29 candidatos a professores substitutos, por tempo determinado, em 23 campos de conhecimento, e o 008/DDPP/2011 oferece 59 vagas para professores assistentes ou adjuntos em 48 campos de conhecimento.

Professor substituto007/DDPP/2011

As inscrições para o concurso de professor substituto acontecem nos dias  01, 02, 03, 04 e 10 e 11/03, das 8h às 12h e das 14h às 18h nas secretarias de cada Departamento, e tem taxa de inscrição de R$20,00. Os candidatos farão prova didática (peso 2) e prova de títulos (peso 1), e devem obter no mínimo média 7 em cada uma delas para serem aprovados.

Professor assistente ou adjunto008/DDPP/2011

Candidatos devem realizar as inscrições até às 20h do dia 30/03 pelo site www.prdhs.ufsc.br, no link “Concursos”. A taxa de inscrição varia de R$70,00 a R$ 110,00. As provas de conhecimentos gerais e específicos de caráter eliminatório e classificatório terão como nota mínima para aprovação 7, e o candidato também se submeterá à avaliação de títulos.

Mais informações: www.prdhs.ufsc.br, secretariaprdhs@notes.ufsc.br , (48) 3721- 9030 ou 3721-9212.

Tags: concurso públicoprofessor

Candidaturas para bolsas pós-doc Reuni devem ser enviadas até 9 de março

03/03/2011 08:35

Pró-Reitoria de Pós-Graduação comunica que está aberta a Chamada de Candidaturas para Bolsas Pós-Doc REUNI-UFSC – 2011.

As bolsas Pós-Doc REUNI-UFSC serão concedidas por períodos de 6  (seis ) meses a 12 (doze) meses, e terão valor igual à da Bolsa de  Pós-Doutorado concedida no país pela CAPES.

Poderão candidatar-se :
I – Docentes da UFSC portadores do título de Doutor, para  realização de estágio pós-doutoral no Brasil ou no exterior.
II – Doutores não pertencentes ao quadro da UFSC, para realizarem  pós-doutoramento na instituição.

REQUISITOS PARA O DOCENTE DA UFSC
1 – Ter autorização do Departamento para afastamento para  pós-doutorado, com manifestação favorável do Programa de  Pós-Graduação onde atua ou pretende atuar.
2 – Estar incluído no Plano de Capacitação Docente de seu Departamento.
3 – Selecionar obrigatoriamente instituição distinta daquela onde  está lotado e distante no mínimo 150 km da instituição de vínculo.
4 – Indicar para a realização de seu Estágio Pós-Doutoral um  programa de pós-graduação, se no Brasil, que possua curso em nível  de doutorado com conceito CAPES igual ou superior ao de seu Programa  de origem.
5 – Caso se candidate a pos-doutoramento no exterior, ter solicitado bolsa às agências de fomento (CAPES ou CNPq) e  obtido mérito.
6 – Indicar um supervisor de pós-doutorado de reconhecida  competência e nível científico.

REQUISITOS PARA NÃO DOCENTES DA UFSC
1 – Ter sido aceito por um dos Programas de Pós-Graduação da UFSC,  nos termos da Resolução 010/CUn/2006.
2 – Ser indicado pelo Coordenador ou pelo Supervisor do Projeto  quando este for credenciado no Programa de Pós-Graduação.
3 – Prever em seu plano de trabalho atuação junto à graduação da  instituição em projeto de renovação pedagógica.

PRAZO:
Para permitir a implantação das bolsas a partir de março próximo,  as candidaturas (COM COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS) devem ser enviadas por e-mail para: prpg@reitoria.ufsc.br até o dia 9 de março de 2011.

Observações:
A seleção dos candidatos será feita pelo Comitê Gestor das Bolsas  REUNI ou por Comissão de Seleção por ele designada.

A bolsa Pós-Doc REUNI não pode ser acumulada com nenhuma outra bolsa  concedida por agência de fomento no Brasil ou no exterior.

Tags: Bolsas Pós-Doc REUNI

Especial Pesquisa: projetos avaliam potencial dos games na educação

03/03/2011 08:25

Características atrativas dos jogos eletrônicos, como a interatividade, a imersão e a conexão com outros jogadores são avaliadas atualmente como estratégias de ensino e aprendizagem. A UFSC participa da investigação desse potencial com diferentes estudos.

Um deles é o projeto ´Jogando e aprendendo nos mundos virtuais: narrativas e possibilidades educativas dos videogames no espaço escolar`. O trabalho é coordenado pela professora Dulce Márcia Cruz, do Departamento de Metodologia de Ensino, ligado ao Centro de Ciências da Educação. O objetivo é avaliar como acontece o aprendizado dos jogos eletrônicos por jovens, e as possibilidades de seu uso no ambiente escolar.

A pesquisa iniciou com uma revisão bibliográfica sobre experiências de uso dos jogos eletrônicos na educação. Depois, para conhecer os hábitos e opiniões sobre os jogos eletrônicos em geral, foi aplicado um questionário aos alunos de turmas de 6ª e 7ª série da escola Lauro Muller, em Florianópolis. O Colégio de Aplicação e uma escola particular de Florianópolis também colaboraram com esta etapa de levantamento de dados. O projeto ainda permitu momentos de observação para percepção dos modos de jogar e estratégias dos estudantes, além do desenvolvimento de oficinas de criação de games em uma das escolas parceiras.

As ações são propostas aos estudantes como atividades pedagógicas, integradas ao processo escolar, com participação de professores. “A perspectiva do estudo é a da mídia-educação, que entende as tecnologias de informação e comunicação como instrumentos de aprendizagem que podem contribuir com a formação de cidadãos criativos e críticos, competentes e participativos”, destaca Dulce.

O projeto também prevê como ação futura a oferta de cursos para formação continuada de professores da rede pública, capacitando-os a incorporar os jogos eletrônicos dentro das atividades de ensino e aprendizagem em sala de aula. Na visão da professora, o alto nível de informatização das escolas de Santa Catarina proporciona um contexto propício para o aproveitamento dos games em diferentes disciplinas.

Mais informações: dulce.marcia@gmail.com

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Tags: games na educaçãojogos educativos

Site da Epagri destaca trabalho em parceria com o Centro de Ciências Agrárias da UFSC

03/03/2011 07:57
Site da Epagri destaca trabalho que tem parceria do Centro de Ciências Agrárias da UFSC
A produção de leite na região Extremo Oeste, é uma das principais fontes para a geração de rendas às famílias rurais. A Epagri de Descanso e Santa Helena e a Secretaria Municipal de Agricultura destes municípios promoveram nos dias 8, 9 e 10 de fevereiro, um curso sobre Pastoreio Racional Voisin – PRV. altO curso objetivou capacitar agricultores e técnicos nos princípios que norteiam o PRV e possibilitar através da tecnologia  um menor custo na produção de leite, com mais qualidade, baixo impacto ambiental e melhor qualidade de vida da família rural.

O sistema PRV consiste no manejo racional dos pastos. Com ele, se permite a diminuição de custos na atividade leiteira, incremento na renda e, também, redução considerável de impacto ambiental. Participaram das atividades, extensionistas da Epagri, técnicos da prefeitura e agricultores (mais de 130 pessoas) do município e da região. De acordo com o extensionista rural da Epagri de Descanso, Zolmir Frizzo, o método PRV atende os princípios da sustentabilidade. “A idéia é difundir entre os agricultores e motivá-los para adotar o sistema, tornando as propriedades mais sustentáveis quanto à produção de leite”, afirma.
O professor da UFSC e pós-doutorado em PRV no Canadá, Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, destacou a importância de se adotar o sistema nas propriedades. “A universidade tem o compromisso social com os agricultores. O PRV é uma das alternativas para fazer com que eles permaneçam no campo com uma boa renda e vida digna”, acredita Pinheiro Machado. Ainda segundo ele, esta é a única maneira de reduzir custos e aumentar a produção de leite. “Os agricultores tem que ter personalidade, pois tem muita gente contra o sistema porque com o PRV, se compra menos insumos agrícolas, como fertilizantes e sementes”, revela.

A médica veterinária, Luciana Honoratto alertou sobre a saúde animal. Segundo ela, a prevenção garante bons resultados. “O produtor precisa refletir a produtividade. É preciso antecipar atitudes e estratégias para prevenir doenças”, disse Luciana. “O curso foi positivo, pela boa participação de público e pelo alto nível do debate que ocorreu durante a programação”, declarou Frizzo. Muitos agricultores saíram motivados e interessados em iniciar a conversão de seus sistemas de produção de leite convencional para o sistema PRV.

Mais informações: Zolmir Frizzo/Epagri/Descanso, no e-mail: emdescanso@epagri.sc.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Tags: CCAPastoreio Racional Voisin

Cursos extracurriculares de Libras têm inscrições abertas

01/03/2011 17:28

Estão abertas até o dia 21/03 as inscrições para os cursos extracurriculares de Língua Brasileira de Sinais (Libras) da UFSC. Os cursos pretendem disseminar a língua para alunos, professores, servidores e também para a comunidade externa, capacitando-os para a comunicação geral, a instrumental e a preparação para exames de proficiência.

Serão seis turmas – três para o nível I e três para o II – com no mínimo doze e no máximo 20 alunos. Interessados em cursar o nível II devem agendar avaliação de nivelamento (pelo email letraslibras@cce.ufsc.br ) ou trazer comprovante/ certificado de curso realizado.

Valores

Para os estudantes, professores e técnico-administrativos da Universidade, os cursos têm o investimento de R$240,00. Para a comunidade em geral, o valor fica em R$360,00. Os alunos receberão certificado da Fapeu ao fim do curso.

Horários:

Libras I

Turma A – 4ª feira/ 18h30 – 21h40
Turma B – 3ª e 5ª feira/ 16h30 – 18h
Turma C – 3ª e 5ª feira/ 18h30 – 20h40

Libras II

Turma A – 4ª feira/ 18h30 – 21h40
Turma B – 3ª e 5ª feira/ 16h30 – 18h
Turma C – 3ª e 5ª feira/ 18h30 – 20h40

As matrículas devem ser realizadas das 8h às 12h ou das 14h às 18h, na Secretaria do Curso Letras/Libras, sala 137, Centro de Comunicação e Expressão (CCE) – Prédio A.

Informações: Telefone: 48 – 3721-6586 ou letraslibras@cce.ufsc.br.

Tags: extracurricularLibras

Exposição fotográfica mostra o Carnaval na Ilha Terceira

01/03/2011 09:35

Fotos: Joi Cletison

Quem sabe o que é um “bailinho” para os foliões da Ilha Terceira? Quem sabe como os descendentes dos açorianos brincam o carnaval? Essa e outras peculiaridades da folia no arquipélago açoriano podem ser vistas na exposição de fotografias, “Festival de Teatro Popular: o carnaval na Ilha Terceira – Açores”, que permanece até 15 de março no Espaço Cultural Casarão Gallotti, em Tijucas. Com imagens de Joi Cletison Alves, diretor do Núcleo de Estudos Açorianos da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, a mostra é o resultado de uma maratona fotográfica chamada “Gestos e Gente no Carnaval Terceirense”, organizada pela Presidência do Governo Regional dos Açores.

A proposta era fotografar o carnaval da Ilha Terceira nos Açores, que é um evento popular atípico em relação às manifestações populares no resto do arquipélago e em Portugal. Foram convidados para participar do projeto fotógrafos do Brasil, Canadá e EUA, todos tendo em comum a forte emigração açoriana. Do Brasil, participaram fotógrafos do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, representada por Joi Cletison. Durante os quatro dias de carnaval, os selecionados fotografaram os “bailinhos”, que ocorrem somente na Ilha Terceira, onde se estabeleceram duas cidades: Angra do Heroísmo (patrimônio da UNESCO) e Praia da Victoria.

Os bailinhos são uma espécie de bloco de carnaval. Cada freguesia (bairro) organiza o seu próprio grupo que compõe uma música (letra e arranjos), monta uma coreografia, cria um figurino próprio e depois ensaia a apresentação do todo. Nas noites de folia, os grupos se apresentam em sua localidade e depois percorrem as diversas comunidades da Ilha.

O fotógrafo Joi Cletison viveu intensamente essa experiência nos quatro dias de carnaval de 2006, fotografando as tardes, noites e madrugadas de folia. Um acervo de mais de 900 imagens documenta a sua vivência nessa mostra promovida pela Fundação Cultural de Tijucas em parceria com a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e Governo Regional dos Açores e realização do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC.

Para Joi, o impressionante é que tudo funciona perfeitamente sem que ninguém seja responsável pela organização. “Sai um Grupo e entra outro e o público permanece fiel, mantendo os teatros lotados”. Além da criação artística, os grupos cuidam do transporte e recursos financeiros para a montagem. A comunidade oferece apenas o espaço e um lanche depois da apresentação. Cada grupo chega a fazer oito apresentações durante a noite em locais diferentes. “Acontecimentos do dia a dia na área da política, economia ou sociedade servem como tema”, explica o fotógrafo.

A apresentação da exposição é do escritor Álamo de Oliveira, que já compôs diversas marchas para o carnaval terceirense. O escritor também foi responsável por várias montagens teatrais e diversos bailinhos de carnaval. Abaixo o texto de apresentação da exposição.

“Uma das celebrações festivas do Carnaval mais originais ocorre, com certeza, na ilha Terceira dos Açores. Durante dois ou três meses, alguns milhares de pessoas (atores, poetas populares, autores, compositores e músicos, vocalistas, ensaiadores, figurinistas, costureiras) preparam, com talento e afeto, aquele que é o maior Festival de Teatro Popular, se não do mundo, pelo menos da Europa.

Durante os dias de carnaval, meias centenas de grupos percorrem as oito dezenas de palcos que envolvem a ilha, representando estórias que tocam o imaginário histórico e social ilhéu, nas mais diversas variantes temáticas, tratando-as, literária e teatralmente, de acordo com a sensibilidade de cada tema. Assim, a hagiografia, os feitos históricos e os dramas passionais entram na categoria das «danças» de dia, da noite e de espada, enquanto que os casos que se expõem ao ridículo público são satirizados através do uso de linguagem cômica e bem humorada, a que dão o nome de «bailinhos». «Danças» e «Bailinhos» utilizam o mesmo figurino estrutural (marcha, saudação, apresentação em quadros e desenvolvimento do enredo, despedida e repetição da marcha) e são escritas em poesia rimada bem à maneira do teatro vicentino.

A presente exposição dirá muito da vivência do artista da imagem, que é Joi Cletison, no Carnaval da Terceira, em 2006. Ele testemunha todo o talento, criatividade e – por que não? – a genialidade de milhares de artistas, anônimos no dia-a-dia, mas admiráveis nos quatro dias em que desenvolvem este Festival, que é realizado numa ilha com 55 mil habitantes e visto por mais de 40 mil espectadores”.

Álamo Oliveira – Escritor
Raminho – Açores, 5 de Janeiro de 2007

Joi Cletison é historiador e especialista em história de Santa Catarina. Exerce a função de diretor do Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC. Atuou na direção do Departamento Artístico Cultural da UFSC, quando implantou a Galeria de Arte da universidade. Também dirigiu várias Instituições culturais no Estado. Atua como fotógrafo há mais de 30 anos com dezenas de exposições realizadas no Brasil e em outros países.

Serviço

Festival de Teatro Popular : O carnaval na Ilha Terceira – Açores

Local: Casarão Galloti – Tijucas

Período: até 15/03/2011

Horário de visitação: 14 às 20 horas de segunda a sexta feira

Mais informações pelos fones: (48) 3731-8605, (48) 9982-8938 ou em Tijucas na Fundação Cultural, com Eliane (48) 9968.4646.

Fotografias: http://www.nea.ufsc.br/CarnavalAcores_JoiCletison300DPI.zip

Tags: carnavalJoi Cletison

“Trote é para brincar, não para maltratar” é tema de cartilha

01/03/2011 08:25

Com o lema “trote é para brincar, não para maltratar”, será lançada no primeiro dia de aulas na UFSC, 14 de março, a Cartilha de prevenção às violências sexistas, homofóbicas e racistas nos trotes universitários. A apresentação acontece às 18h30min, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

A publicação foi concebida pelo Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS). Cerca de 20 alunos de graduação, mestrado e doutorado participaram da confecção, contando com a colaboração de estudantes do segundo ano do Ensino Médio das escolas Jurema Cavalazzi (do bairro José Mendes, da Capital, onde estuda Charles Fernandes, criador da capa) e Idelfonso Linhares (Aeroporto), que tomaram parte da atividade através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do CNPq voltado ao Ensino Médio, numa iniciativa pioneira em convênio com a UFSC.

O principal objetivo, de acordo com a professora Miriam Pillar Grossi, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), é alertar os alunos sobre a realização de trotes violentos, preconceituosos e discriminatórios. “Geralmente as palavras de ordem envolvem piadas contra o homossexualismo, tratando as diferenças de forma negativa. Entendemos que uma universidade – principalmente pública – deve incitar a cidadania, ressaltando o respeito à diversidade”, justifica a professora.

Ilustrações e textos didáticos incentivam o trote solidário e as confraternizações em detrimento das atividades consideradas sexistas, racistas ou homofóbicas, vexatórias, violentas e humilhantes. A participação obrigatória em qualquer dessas brincadeiras também é condenada pela cartilha.

Conceituando e cercando o preconceito

O documento traz ainda conceitos sobre sexismo, racismo e homofobia, e contatos úteis àqueles que se sentirem violentados ou constrangidos, seja dentro da própria UFSC, como os da Ouvidoria e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), seja de organizações não-governamentais que atuam na defesa de direitos humanos ou órgãos do governo para os quais tais situações podem ser denunciadas.

A reunião dessas informações teve como ponto de partida pesquisa de campo realizada pela professora Miriam e seus alunos durante vários anos. “Obtivemos excelentes relatórios de observação. Os veteranos de hoje foram calouros ontem, e o histórico de humilhações vai se reproduzindo, já que, como passaram por aquela situação vexatória, desejam que outras pessoas vivenciem experiências semelhantes”.

Os argumentos da publicação estão amparados pela Lei Estadual nº 15.431/2010, que entrou em vigor em dezembro último e proíbe a realização de trotes nos estabelecimentos de ensino públicos e privados. Para essa lei, são considerados trotes condutas e práticas que ofendam, constranjam e exponham de forma vexatória os alunos. Ficam proibidas ainda as doações de bens e as tradicionais arrecadações de dinheiro que seguidamente acontecem nas sinaleiras no entorno da UFSC.

Barulho contra a humilhação

Junto com a cartilha, veteranos e calouros receberão um apito. O objeto tem dupla função; a simbólica – lembrar a forma como os movimentos feministas acusavam as situações de violência e solicitavam ajuda -, e a prática – incentivar os alunos a denunciar as atividades humilhantes realizadas durante os trotes.

A confecção da cartilha contou com o apoio de diversas instâncias da UFSC: Instituto de Estudos de Gênero (IEG), Laboratório de Estudos das Violências (Levis), Núcleo de Pesquisa Modos de Vida, Família e Relações de Gênero (Margens), o Núcleo de Estudos em Serviço Social e Relações de Gênero (Nusserge), o Coletivo LGBT da UFSC (Gozze), Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH), Revista Estudos Feministas, Grupo de Ação Feminista (GAFe) e Agência de Comunicação (Agecom). Trata-se também de atividade apoiada pelo CNPq, por meio de projetos de pesquisa e de atividades de bolsistas de doutorado, mestrado, de graduação e de alunos do Ensino Médio da Grande Florianópolis que participam do projeto pioneiro de bolsas PIBIC de Ensino Médio na UFSC.

Mais informações: professora Miriam Pillar Grossi | miriamgrossi@gmail.com | Fone: 3721-9714, ramal 5
Mestranda Fernanda Moraes (PPGAS/UFSC) | fermoraesazeredo@gmail.com | Fone: 9900-1322
Doutorando Felipe Fernandes (DICH/UFSC) | complex.lipe@gmail.com | Fone: 3304-7564

Claudia Reis / Jornalista da Agecom

Tags: Cartilha de prevenção às violências sexistastrote

Centro de Desportos disponibiliza informações sobre atividades físicas

01/03/2011 08:10

Já estão disponíveis as informações sobre atividades físicas oferecidas pelo Centro de Desportos da UFSC no primeiro semestre de 2011. As Entre as modalidades estão natação para jovens e adultos, karatê, capoeira, programa de condicionamento físico relacionado à saúde, ginástica para terceira idade, yoga, dança brasileira e ginástica olímpica infantil. As atividades serão realizadas no período de 21 de março a 3 de julho (16 semanas). As matrículas devem ser realizadas exclusivamente pela internet, no site www.cds.ufsc.br.

Matrículas:

1ª Etapa – Atividades Aquáticas: entre 9h do dia 01/03/2011 até 21h do dia 09/03/2011 – Demais Modalidades: entre 9h do dia 03/03/2011 até 21h do dia 09/03/2011. ATENÇÃO: Nesta etapa, só é permitido efetuar uma matrícula por pessoa (CPF), com exceção das crianças (que poderão usar o CPF do pai ou da mãe). O pagamento da inscrição não será reembolsado – Prazo para pagamento do boleto bancário: até 10/03/2011

2ª ETAPA – TODAS AS  MODALIDADES: entre 9h do dia 14/03/2011 até 21h do dia 15/03/2011.

Nesta etapa, será permitido mais de uma matrícula por pessoa, inclusive para aqueles que já se matricularam na 1ª etapa. O pagamento da(s) inscrição(ões) não será reembolsado – Prazo para pagamento do boleto bancário: 16/03/2011

Tags: atividade físicaCDS

Equipes identificam e monitoram águas-vivas no litoral e orientam sobre acidentes

01/03/2011 07:49
Jonathan Lawley/Biodiversidade Marinha SC/UFSC

Foto: Jonathan Lawley/Biodiversidade Marinha SC/UFSC

Observações do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, indicam que a espécie de água-viva que pode ter causado a maior parte dos acidentes nesse verão é Olindias sambaquiensis, espécie descrita pelo naturalista Fritz Müller em Santa Catarina e previamente conhecida por causar “queimaduras”. A equipe observou e fotografou a espécie em vários pontos do litoral de Florianópolis e na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo. Os biólogos e alunos da UFSC também observaram as células urticantes, conhecidas como cnidócitos, no Laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC.

Apesar de a equipe também ter avistado outras espécies de águas-vivas a partir de dezembro de 2010, relatos de banhistas e a observação de exemplares grandes (entre 10 e 15 cm de diâmetro) apontam Olindias sambaquiensis como uma das principais espécies responsáveis pelos acidentes nesse verão. Em verões passados, muitos acidentes foram também causados pela espécie Physalia physalis, conhecida como caravela-portuguesa.

Segundo Alberto Lindner, coordenador do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, o desafio agora é monitorar a presença de águas-vivas no Estado também no inverno e compreender melhor a biologia destes animais.Ele salienta que é importante lembrar que as águas-vivas e caravelas não atacam os banhistas, apenas capturam alimento passivamente na água com seus tentáculos urticantes e “queimam” quando são acidentalmente tocadas.

Números disponibilizados pelo Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT), que funciona junto ao Hospital Universitário da UFSC, mostram que no final de 2010 foram registradas 48 intoxicações por celenterados (águas-vivas, caravelas e suas larvas) no final de 2010. No início de 2011 já foram 32 casos registrados no CIT/SC.

O Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina mantém um serviço de plantão permanente durante 24 horas. O contato deve ser feito pelo telefone 0800-643-5252. Além de registrar as ocorrências, a equipe alerta para o que fazer no caso de queimaduras por águas-vivas e caravelas:

Orientações do Centro de Informações Toxicológicas:

– Antes de entrar no mar é fundamental observar na areia da praia se existem águas-vivas mortas. Caso isto ocorra deve-se tomar mais cuidado pois provavelmente existem outras vivas no mar. É importante ter bastante atenção para não encostar em alguma.

– Como neste período do ano, quando a água é mais quente existem muitas águas vivas as pessoas deveriam levar na bolsa de praia um frasco de vinagre para o caso de um acidente

– Quando houver queimadura com água viva, não se deve colocar água doce no local, visto que os nematocistos rompem por osmose e liberam mais “veneno”, aumentando a reação local.

– Se houver tentáculos aderidos a pele, estes podem ser retirados com uma pinça ou por “raspagem” com a borda não cortante de uma faca por exemplo.

– A melhor medida a ser tomada é colocar vinagre no local. O vinagre deve permanecer em contato com a pele de 15 a 30 minutos. O ideal é “esguichar” um pouco diretamente na pele e após isso embeber um pano, por exemplo uma fralda, com vinagre e mantê-la em contato com todo o local “queimado” por 15 a 30 minutos.

– Nos casos de dor leve a moderada, pode ser utilizado um analgésico comum do tipo paracetamol ou dipirona. Se a dor for intensa ou houver outros sintomas como vômitos, é importante encaminhar o acidentado a uma unidade de saúde para ser realizado uma analgesia mais potente.

– Felizmente as águas vivas do nosso litoral não são tão tóxicas como as “australianas”. Lá as águas vivas são os animais que mais matam. Existem espécies tão tóxicas que podem causar a morte em poucos minutos.

Saiba Mais:
48 Intoxicações por Celenterados registrados no CIT/SC, no período de 2010:
Água-Viva: 43
Caravela: 4
Larva de Cnidário: 1

32 Intoxicações por Celenterados registrados no CIT/SC, no período de Janeiro a 16 de Fevereiro de2011.
Água-Viva: 30
Caravela: 2

Mais informações sobre registros de acidentes com águas-vivas e caravelas junto ao Centro de Informações Toxicológicas: (48) 3721-9083 / 0800-643-5252 (Ligação Gratuita 24h) / www.cit.sc.gov.br

Mais informações sobre a identificação da espécie Olindias sambaquiensis no litoral de Florianópolis: Alberto Lindner / (48) 3721-9460 / alindner@ccb.ufsc.br

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Leia também:
Portal reúne informações sobre biodiversidade marinha de Santa Catarina


Tags: agua-vivaBiodiversidadeFritz Müller