UFSC divulga 7ª chamada do Vestibular e 5ª chamada do SiSU 2017

27/03/2017 08:17

O Departamento de Administração Escolar (DAE) divulgou os editais referentes à 7ª chamada do Vestibular 2017 e vagas suplementares para negros, indígenas e quilombolas. A matrícula on-line será de 23 a 26 de março, e a presencial, nos dias 28 a 29 de março. Foi divulgada também a 5ª chamada do Sisu 2017, cujos candidatos selecionados devem realizar matrícula on-line 24 a 26 de março e a presencial de 28 a 29 de março.

Os calouros devem comparecer, para a matrícula presencial, à coordenadoria de curso localizada no campus que irão frequentar, no horário das 8h às 12h e das 14h às 18h, munidos da documentação exigida e publicada nas portarias 0103 e 04/Prograd/2017 (Vestibular) e 02/Prograd/2017 (Sisu).

A confirmação da etapa on-line da matrícula deve ser realizada pelo site. A comprovação de renda dos candidatos cotistas deve ser realizada durante o período de matrícula presencial.

Em caso de dúvidas, o DAE recomenda que todos os calouros leiam atentamente as orientações no site de perguntas frequentes, onde constam, além das informações sobre documentação exigida e cronogramas, os telefones e e-mails de contato com o setor.

Confira a nova lista do Vestibular UFSC 2017.

Confira a nova lista do Sisu UFSC 2017.

Tags: 7ª chamada do Vestibular 2017DAEDepartamento de Administração EscolarUFSCUniversidade Federal de Santa CatarinaVestibular UFSC 2017

UFSC divulga 6ª chamada do Vestibular e 4ª chamada do SiSU 2017

08/03/2017 12:30

O Departamento de Administração Escolar (DAE) divulgou os editais referentes à 6ª chamada do Vestibular 2017 e vagas suplementares para negros, indígenas e quilombolas e à 4ª chamada do Sisu 2017. A matrícula on-line será, para os dois casos, de a 9 de março, e a presencial, nos dias 14 a 17 de março para os candidatos do Vestibular e 14 e 15 de março para os candidatos do SiSU.

Os calouros devem comparecer, para a matrícula presencial, à coordenadoria de curso localizada no campus que irão frequentar, no horário das 8h às 12h e das 14h às 18h, munidos da documentação exigida e publicada nas portarias 0103 e 04/Prograd/2017 (Vestibular) e 02/Prograd/2017 (Sisu).

A confirmação da etapa on-line da matrícula deve ser realizada pelo site. A comprovação de renda dos candidatos cotistas deve ser realizada durante o período de matrícula presencial.

Em caso de dúvidas, o DAE recomenda que todos os calouros leiam atentamente as orientações no site de perguntas frequentes, onde constam, além das informações sobre documentação exigida e cronogramas, os telefones e e-mails de contato com o setor.

Confira a nova lista do Vestibular UFSC 2017.

Confira a nova lista do Sisu UFSC 2017.

 

Tags: indígenas e quilombolasSisuSisu UFSC 2017UFSCUniversidade Federal de Santa Catarinavagas suplementares para negrosVestibularVestibular UFSC 2017

Vestibular UFSC 2017: Aqui tem Diversidades

11/10/2016 10:48

O último dia para inscrever-se no Vestibular UFSC 2017 é a próxima quinta-feira, dia 13 de outubro. Durante todo o período de inscrições, compartilhamos, por meio das redes sociais, depoimentos de estudantes de graduação da Universidade Federal de Santa Catarina sobre suas experiências.

Todas as informações sobre o Vestibular estão disponíveis no link. Confira, abaixo, cada depoimento dos estudantes da UFSC, clique no nome de cada aluno para ler seu relato completo.

DANILLO_Vestibular_2017 JESSYKA_Vestibular_2017
“Como instituição, a UFSC é um lugar acolhedor – e muito diverso também. Me sinto representado aqui. É uma oportunidade muito importante estar na UFSC, ser uma representação para a comunidade negra, ajudar a gerar mudança social.” Danillo Florêncio – Estudante de Design
 “A UFSC me proporciona vivências muito maiores do que eu teria num espaço privado. Esses contatos com várias pessoas, perceber o que o outro sente, o que o outro passa, que pode ser completamente diferente da minha realidade, gera um conhecimento muito maior que o acadêmico.” Jessyka Zanella Costa – Estudante de Direito
NELSON_Vestibular_2017
YARA_Vestibular_2017
“Eu vejo que os anos passaram, mas eu estou vivendo uma segunda juventude. Estou com 61 anos, mas junto com essa gurizada da Universidade eu sinto que não envelheci espiritualmente, só fisicamente.” Nelson Costa – Estudante de Educação Física “Toda a dedicação vale a pena quando você vê seu nome na lista de aprovados. É muito boa a sensação de passar numa universidade como a UFSC, com seu próprio esforço. E também porque depois de entrar na universidade você muda muito e cresce. Começa a ver as coisas de um outro jeito e é sempre um aprendizado, uma mudança boa que a gente faz. Estudar e se esforçar nunca vai ser demais porque depois todo esse esforço vai ser recompensado.” Yara Reynaldo – Estudante de Medicina Veterinária – UFSC Curitibanos
TXULUNH_Vestibular_2017 LUIZ_Vestibular_2017
“Eu via a nutrição como uma coisa superficial, não via muitos caminhos. Mas chegando ao curso eu me surpreendi. Tem ótimos professores e uma metodologia voltada para questões comunitárias, uma saúde mais humanizada, fiquei bem feliz por ter encontrado isso.” Txulunh Gakran – Estudante de Nutrição

“A gente não percebe o nosso próprio potencial, mas dentro da Universidade podemos desenvolver isso e ver que podemos causar diferenças no planeta. Hoje vejo que eu não estou sozinho. Fazendo parte do movimento de empresas júnior, que congrega muitas dessas filosofias, existe uma missão de transformar o Brasil em um país melhor.” Luiz Henrique Terhorst – Estudante de Ciências Biológicas 

MEIRE_Vestibular_2017

OTAVIO_Vestibular_2017

“Como eu já fiz uma graduação tenho outra maturidade para o curso, não é que eu aprenda muito mais, mas eu já tenho um conhecimento anterior. Estou aqui para aprender, porque eu sei da necessidade disso aqui no trabalho.” Meirielle de Souza – Estudante de Letras Português

“Acho que o nome social é fundamental para as pessoas trans, que têm uma identidade de gênero que não corresponde com o que está em seu documento. A UFSC dá uma base com o nome social para você não sofrer em várias instâncias ou passar por algum problema vexatório. Justamente porque existe essa política de acolhimento, de integração, a partir do nome social. Isso é fundamental.” Otávio Rodrigues – Estudante de Filosofia

MATEUS_Vestibular_2017 INGRID_Vestibular_2017
“Eu sou o primeiro de quatro irmãos a ter acesso à universidade pública. É muito gratificante, eu tenho certeza que vou sair daqui carregado de muito mais conhecimento, desenvolvimento, experiências. Eu estou fazendo isso não para reproduzir um sistema de consumo, de ganhar dinheiro, mas para poder levar uma ideia diferente para as escolas.” Matheus Cunha – 
Estudante de Licenciatura em Educação do Campo
“A pessoa com deficiência não só pode fazer o vestibular como deve fazer. Aqui não é um lugar para poucos, é para muitos e principalmente para quem precisa. Eu que necessito de um atendimento especializado, tenho que procurar uma melhoria para mim. E se aqui tem esses recursos, eu tenho que estar aqui, tenho que usufruir desses recursos.” Ingrid Medina – Estudante de Serviço Social
ANGELA_Vestibular_2017 JOINVILLE_Vestibular_2017
“Eu tenho um perfil diferente de outros alunos, que entram na universidade sem se perceber como negro, eu já sabia que era negra. Então eu cheguei me impondo, algumas pessoas ficam com medo disso. Às vezes eu sinto o racismo nos olhares, ou nas atitudes, como ignorar as coisas que eu falo. É uma coisa sutil, um racismo à brasileira. Mas ao mesmo tempo eu me sinto muito fortalecida porque existem os grupos de estudantes negros, LGBT, que eu participo. Isso fortalece, porque você divide as suas experiências e um vai ajudando o outro. O que me manteve na universidade foi a relação com esses grupos.” Angela Medeiros –  Estudante de Psicologia  “O vestibular da UFSC foi o único que eu fiz, que eu realmente tive vontade. Viajei de São Paulo a Joinville de ônibus para fazer a prova. Foi um grande desafio vir pra UFSC, mas eu queria novos desafios. Queria sair, conhecer novas pessoas, novos lugares. Entrei no Bacharelado Interdisciplinar (BI) aqui em Joinville, na época todos os cursos eram integrados. Hoje estou na Engenharia Mecatrônica.” Matheus Santana – Estudante de Engenharia Mecatrônica – UFSC Joinville

 

Equipe responsável:
Coordenação: Audrey Schmitz Schveitzer
Programação Visual: Leonardo Reynaldo
Edição de textos: Mayra Cajueiro Warren
Entrevistas: Mayra Cajueiro Warren e Giovanna Olivo
Fotografia: Henrique Almeida, Jair Quint e Ítalo Padilha

Tags: UFSCVestibular UFSC 2017

Vestibular UFSC 2017: Yara Reynaldo

10/10/2016 08:01

YARA_Vestibular_2017

Yara Reynaldo – Estudante de Medicina Veterinária – UFSC Curitibanos

“Eu escolhi estudar na UFSC porque é uma universidade muito bem conceituada, que tem os melhores professores, além de ser federal. Assim eu não ia precisar me preocupar com os gastos de poder estudar numa boa universidade. Eu nem esperava mais passar, não que eu tivesse desistido, mas é que eu não esperava mesmo. Já tinha começado a fazer cursinho para tentar passar de novo. Acabei passando na oitava chamada, última chamada do primeiro semestre.

Estou gostando muito do curso, os professores são realmente bons, de todas as disciplinas. Tive medo de vir para cá pela falta de um hospital veterinário, pesquisei bastante para ver se isso poderia afetar minha formação. Mas descobri que existe a clínica de animais de pequeno porte, que ajuda a suprir a falta do hospital. Mesmo não tendo muito contato, por estar no segundo semestre, vejo muitos casos e a participação do alunos.

As pessoas daqui são muito legais, gostei muito do campus e não tive nenhum problema com moradia. Foi tudo muito de boa mesmo. Tive um problema com transporte, porque aqui em Curitibanos o campus tem dois prédios que são separados um do outro. A UFSC é bem longe do Centro de Educação Profissionalizante (Cedup). No Cedup fica o pessoal da Veterinária e na UFSC o pessoal da Agronomia, Engenharia Florestal, mas ainda tem algumas disciplinas da Veterinária lá. Então eu tenho aula em dois lugares diferentes e faço as refeições no Restaurante Universitário (RU), que é em outro lugar. A UFSC disponibiliza um ônibus gratuito nos horários de almoço e jantar, mas durante um período o serviço foi cancelado e eu parei de ir de ônibus. Agora não uso mais esse transporte porque para mim não estava dando certo. Esse foi o único problema que eu tive. O resto da estrutura é muito boa, salas de laboratório completas, os microscópios, além de ótimos professores.

Cresci muito depois que entrei na faculdade, amadureci, comecei a ver as coisas com outros olhos. Acho que fiquei mais independente, não só por estar morando longe, mas por começar a entender que as coisas que eu faço são pra mim.

Morar sozinha no começo foi meio difícil, porque eu nunca tinha ficado sem meu pais num lugar tão longe. Mas eu consegui me virar bem, até porque em casa eu já fazia algumas coisas, ajudava minha mãe. O que eu não sabia eu fui aprendendo com o tempo, mas não foi muito difícil de me virar. E eu moro com outras meninas que ajudaram bastante a conhecer as coisas, a cidade.

Pra quem vai entrar agora eu posso dizer que toda a dedicação vale a pena quando você vê seu nome na lista de aprovados. É muito boa a sensação de passar numa universidade como a UFSC, com seu próprio esforço. E também porque depois de entrar na universidade você muda muito e cresce. Começa a ver as coisas de um outro jeito e é sempre um aprendizado, uma mudança boa que a gente faz. Estudar e se esforçar nunca vai ser demais porque depois todo esse esforço vai ser recompensado.”

 

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Vestibular UFSC 2017: Matheus Cunha

07/10/2016 08:01

MATEUS_Vestibular_2017

Matheus Cunha – Estudante de Licenciatura em Educação do Campo

“Eu ingressei na Universidade a partir de uma política de ação afirmativa, meu curso de Licenciatura em Educação do Campo já é fruto de uma política afirmativa da diversidade, inclusive. Com o curso, se abriu espaço na Universidade para pessoas que de certa maneira não teriam acesso.

Eu me denomino um militante, não um ativista. É uma construção. Sou militante por todas as causas contra a inferiorização, seja por raça, ou sexualidade. Eu sou homossexual, assumido, sem problema nenhum. O que me faz querer participar dos movimentos é a questão do acolhimento. Quando eu sofro um preconceito, sofro muito mais por ser tatuado do que por ser homoafetivo. É isso que me faz querer lutar e querer entrar nos movimentos. Eu me vejo como um exemplo da diversidade, eu posso ser muita coisa: posso ser militante pelos povos do campo, pelos grupos LGBT, pelos negros, pela educação.

A maioria dos meus colegas estão hoje na Universidade para fazer a diversidade acontecer de verdade. Eu não sou do campo, mas faço um curso voltado para essas pessoas. Convivemos juntos oito horas por dia. Muitos deles são mais acanhados, então eu acabo sendo o porta-voz, a pessoa que vai gritar na Reitoria, declamar um poema. Isso me movimenta, me faz sentir vivo.

O curso de Licenciatura em Educação do Campo é de 2009, já tem quatro turmas formadas, e mais quatro em formação. O curso veio para firmar uma transformação, uma mudança, desde a questão da produção dos alimentos até paradar visibilidade para o campo, para a evasão que está acontecendo. Não existem mais escolas do campo, o ensino fundamental principalmente vem sofrendo muito. O curso vem como contrapartida ao meio de produção capitalista, à industrialização e ao sufocamento desses pequenos povos. O curso abrange camponeses, ribeirinhos, comunidades quilombolas, pessoas que têm uma ligação com a natureza e um projeto de uma sociedade diferente. O que está muito presente no curso é a compreensão do contexto da diversidade. Trabalhamos a contextualização das coisas antes de emitir opiniões. É uma formação por um projeto de escola comunitária.

Se não fosse o curso de Licenciatura em Educação do Campo nem eu, nem meus colegas teríamos acesso à Universidade. Dificilmente alguém do meu perfil ou do perfil dos meus colegas teriam entrado em outro curso. Eu estudei sempre em escolas públicas, antes de entrar na Universidade, por ter tido a condição de vida que eu tive, eu queria abdicar de viver uma vida no sistema capitalista. Eu sou todo tatuado porque eu decidi que queria viver de vender meu artesanato, porque para mim não faria sentido entrar para estudar em um curso que não agregaria para o que eu escolhi para a minha vida. Minha concepção de Universidade era de um espaço extremamente careta, formal, onde eu não conseguiria me enquadrar e que nunca teria espaço para mim. Aí eu conheci a Licenciatura em Educação do Campo e vi que isso era possível. Vi que existem várias outras pessoas assim como eu. É algo muito satisfatório pessoalmente e coletivamente.

Eu sou o primeiro de quatro irmãos a ter acesso à universidade pública. É muito gratificante, eu tenho certeza que vou sair daqui carregado de muito mais conhecimento, desenvolvimento, experiências. Eu estou fazendo isso não para reproduzir um sistema de consumo, de ganhar dinheiro, mas para poder levar uma ideia diferente para as escolas.

Os jovens que estão pensando no vestibular, independente de quem seja, rico ou pobre, negro ou branco, eles têm que procurar esse acesso à Universidade, porque é um direito deles. A Universidade proporciona subsídio para me manter aqui, mesmo com todos os entraves e dificuldades. É um direito de todos, devem pelo menos tentar. Se temos à disposição isso, temos que batalhar para conseguir ter acesso.

Tem uma fala do Che Guevara que eu gosto muito que diz ‘que a universidade se pinte de negro, e mulato, de operário, de camponês’. É isso que eu desejo, que a universidade seja um foco de diversidade mesmo, em todos os sentidos.”

Tags: Curso de Licenciatura em Educação do CampoUFSCVestibular UFSC 2017

Vestibular UFSC 2017: Angela Medeiros

05/10/2016 08:02

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Angela Medeiros, estudante de Psicologia

“Eu escolhi a UFSC por causa das ações afirmativas, e porque já tinha como foco entrar numa universidade federal. Sou de São Bernardo, São Paulo. Eu vim estudar em Florianópolis. Trouxe um dos meus filhos, enquanto o outro ficou em São Paulo, e durante a faculdade tive a minha filha Ísis.

Eu sempre gostei muito do campo da Psicologia, achava muito interessante o trabalho da psicologia social. A importância de entender como o funcionamento da sociedade influencia as pessoas. Eu gosto muito do currículo do meu curso, porque é um currículo generalista e é possível escolher a abordagem que você vai querer na psicologia. Mas ao mesmo tempo é muito pesado, porque são mais de 4500 horas de curso. São oito disciplinas obrigatórias por semestre, e, às vezes, é preciso fazer mais duas optativas para fechar essas milhares de horas. É muito puxado pra mim, que sou mãe, por isso não consegui terminar o curso em 10 semestres. Eu não vinha só estudar, tinha que estudar e trabalhar.

Ser mãe na Universidade sempre foi muito tranquilo. As pessoas da minha turma geralmente entendem a situação, e eu me sinto muito bem. Alguns professores tiveram um pouco mais de dificuldade de entender, e ainda têm. Eu tive que trazer o Pedro algumas vezes para as aulas, porque quando eu comecei a graduação, ele tinha nove meses.É difícil para os professores entender a realidade das pessoas que estão entrando agora. O perfil do aluno é totalmente diferente do perfil de antes: agora são várias mães, vários pais. Mas também há aqueles que ajudam, entendem o perfil do estudante e aproveitam da experiência enquanto mãe para as aulas. Ajuda bastante quando você já tem um conhecimento de desenvolvimento infantil, e eu estou passando por isso em várias etapas.

Sempre trabalhei aqui na UFSC, fazendo estágio. Eu saía da aula e ia para o estágio. O estágio ajuda bastante, muitos professores te levam para o lado profissional mesmo. Eu sou bolsista do Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais (NMPS), trabalho na área de ações afirmativas, pesquiso sobre as ações afirmativas na UFSC, como elas se implementaram, como os estudantes estão permanecendo.

Eu tenho um perfil diferente de outros alunos, que entram na universidade sem se perceber como negro, eu já sabia que era negra. Então eu cheguei me impondo, algumas pessoas ficam com medo disso. Às vezes eu sinto o racismo nos olhares, ou nas atitudes, como ignorar as coisas que eu falo. É uma coisa sutil, um racismo à brasileira. Mas ao mesmo tempo eu me sinto muito fortalecida porque existem os grupos de estudantes negros, LGBT, que eu participo. Isso fortalece, porque você divide as suas experiências e um vai ajudando o outro. O que me manteve na universidade foi a relação com esses grupos. Ajudei a construir o Coletivo 4P, e tem várias atividades das quais a gente participa, como a recepção de calouros, pra eles poderem se ambientar com o local. Nós batalhamos muito por essas coisas.

Quando eu cheguei aqui me falaram que eu ia sofrer muito, que seria muito difícil. ‘Tem várias pessoas que não querem vocês aqui’, foi o que eu ouvi, era de assustar. Então para quem está querendo entrar é importante entender que esse é um espaço seu, um direito. Nunca deve se preocupar com nada que possa vir a dizer que esse espaço não é seu. Aproveite o máximo e traga o seu conhecimento para dentro da universidade, não é só a universidade que dá conhecimento, a gente também tem conhecimento pra passar.

Eu amadureci muito depois que entrei na UFSC. Aprendi muito do funcionamento da ciência, o que a ciência trabalha e como trabalhar com essas questões. Aprendi a lidar também como esse ritmo frenético que são oito disciplinas obrigatórias e o trabalho. Essa coisa da vida de adulto, de ser responsável por várias coisas. Agora que eu estou saindo percebo o quanto aprendi.”

Tags: ações afirmativasUFSCVestibular UFSC 2017

Vestibular UFSC 2017: Luiz Henrique Terhorst

03/10/2016 08:02

LUIZ_Vestibular_2017

Luiz Henrique Terhorst – Estudante de Ciências Biológicas

“Eu sou de Itapiranga, extremo oeste de Santa Catarina, na fronteira com a Argentina. Eu quis vir aqui para a UFSC porque o meu curso só tem bacharelado aqui, outras opções no estado são licenciatura. Também quis vir aqui pelo nome da Universidade. Encontrei vários amigos que queriam fazer o vestibular, a gente passou todo mundo junto e viemos para cá.

A comunidade da UFSC é maior que a minha cidade, que tem 17 mil habitantes. Vir aqui para Florianópolis foi genial, a cidade é muito boa. Você vê realmente essa coisa da diversidade aqui. Tem muita gente diferente, você anda por aí e vê pessoas falando inglês, coisa que na minha cidade seria absurdo ver. Também vejo a diferença no pessoal aqui ser mais ‘cabeça aberta’. Quando eu volto para a minha cidade eu percebo as pessoas com a mente muito fechada, não sabem conviver com as diferenças. Aqui na UFSC a gente vê que tem muita diversidade e se convive bem um com o outro. Isso realmente me espantou quando eu vim pra cá.

Sempre dá saudade de casa, da mãe, do pai, mas volta e meia eu vou lá visitar. Tento ir a cada dois meses, quando tem feriado. Mas não vou voltar a morar lá. Aqui em Floripa tem todo um polo de inovação, o empreendedorismo é muito forte aqui, tem muita oportunidade. Aqui dentro da UFSC você encontra muita coisa fora da sala de aula para aprender, e é o que mais acrescenta na formação. Estar aqui em Florianópolis é uma coisa que me acrescentou muito e eu não quero sair daqui.

A minha área de Ciências Biológicas é muito voltada à pesquisa ou à docência. É difícil quebrar os paradigmas, desenvolver a mente para buscar outras oportunidades, ampliar a abrangência de atuação de um biólogo, encontrar brechas. Eu penso em empreender na área de problemas ambientais, não só abrir uma empresa mas gerar uma diferença no mundo. No movimento de empresas júnior a gente diz que empreendedor é quem quer fazer, sabe fazer e faz. Eu quero realmente provocar uma mudança na sociedade, principalmente na área de mudanças climáticas.

A Simbiosis é uma empresa júnior que atua na área de consultoria ambiental, ecoturismo e educação ambiental. São áreas com as quais eu me identifico bastante. É levar da Academia para o mundo as ideias, o conhecimento que a gente produz aqui. O legal da empresa júnior é que a gente consegue repercutir na sociedade enquanto ainda está na graduação.

Uma coisa de que eu sinto bastante falta em certos momentos é sair daqui e causar impacto lá fora, empreender algum serviço social, não ficar só dentro da bolha que é a Universidade. Eu agora estou fazendo um projeto super legal de reduzir os impactos ambientais de uma empresa aqui da Trindade. A gente está fazendo toda a conscientização com os colaboradores da empresa e percebemos que tem muito desperdício, muito dano no meio ambiente que não precisaria existir. Gera melhor competitividade para a empresa e um ganho super relevante para o meio ambiente. Se todas as empresas tivessem essa consciência, teríamos uma cidade muito mais verde.

Quando eu escolhi a UFSC, foi porque era próximo de casa, tinha o curso que eu queria, e tudo mais. Se fosse hoje essa escolha, sabendo o que eu sei, teria novamente escolhido a UFSC, porque aqui tem muita oportunidade fora da graduação. Os professores têm muito conhecimento, mas sempre falta alguma coisa de aprendizado prático, que você vai ter que ir atrás. Aqui eu encontrei muito disso, muitas oportunidades: já fiz monitoria, laboratório, extensão, agora estou entrando no estágio, fazendo empresa júnior. Tem várias coisas que agregam muito, mesmo. Eu diria que o aprendizado em sala de aula é talvez a metade, ou até menos do que a gente vai usar depois. Foi uma escolha muito acertada ter vindo para cá.

Estar aqui abriu minha cabeça para pensar diferente sobre várias questões. A gente não percebe o nosso próprio potencial, mas dentro da Universidade podemos desenvolver isso e ver que podemos causar diferenças no planeta. Hoje vejo que eu não estou sozinho. Fazendo parte do movimento de empresas júnior, que congrega muitas dessas filosofias, existe uma missão de transformar o Brasil em um país melhor.”

 

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Vestibular UFSC 2017: Otávio Rodrigues

30/09/2016 12:58

OTAVIO_Vestibular_2017

Otávio Rodrigues – estudante de Filosofia

“Eu escolhi a UFSC porque é uma universidade federal, e existe todo um conceito sobre as universidades federais, a colocação, o espaço. Essas questões foram decisivas. Analisei os currículos dos cursos que me interessei, e como já residia aqui, achei mais viável.

O primeiro curso em que eu passei foi Letras – Português, fiquei três semestres. Mas me deparando com algumas questões no curso de Letras, eu reparei que a maioria dos teóricos que eu estudava na área de teoria literária, a que eu mais me interessava, eram filósofos. Então eu pensei que precisava estudar Filosofia antes, para poder contemplar qualquer área das humanidades. Eu sentia falta de uma base filosófica mesmo, por isso resolvi mudar de curso.

O que eu mais gosto na Filosofia é a parte de voltar aos conceitos básicos de como o conhecimento humano foi fundado. O curso dá uma perspetiva de como o conhecimento e como o ser humano ocidental se organiza e se estrutura em relação ao pensamento, e como ele constrói as coisas a partir do conhecimento.O meu maior interesse é nessa linha histórica e que a gente consegue trilhar pelo conhecimento humano.

Eu sou trans, nunca sofri preconceito por isso, e acho que a UFSC teve um papel fundamental nessa realidade. Nunca passei por nenhum problema em relação ao meu nome social, minha vivência física ou biológica. Nem agora e nem antes da transição. Acho que o nome social é fundamental para as pessoas trans, que têm uma identidade de gênero que não corresponde com o que está em seu documento. A UFSC dá uma base com o nome social para você não sofrer em várias instâncias ou passar por algum problema vexatório. Justamente porque existe essa política de acolhimento, de integração, a partir do nome social. Isso é fundamental. Claro que se eu não tivesse nome social seria outra perspectiva.

Me reconheço como parte de uma dicotomia de gênero – você não se encaixa, mas a sociedade coloca você em dois gêneros: o feminino e o masculino. Dentro do masculino e feminino existe uma gama de estereótipos, do que fazer ou não fazer. Isso é como eu entendo o gênero a partir da minha subjetividade. Quando você não se encaixa naquilo que foi pré-determinado e começa a se identificar com outra realidade de gênero, no meu caso a identidade masculina, você acaba não se sentindo confortável com as coisas que está fazendo, com o teu corpo. Então tem que buscar uma forma de viver bem. Infelizmente o gênero te dá isso: tu tem que fazer uma escolha social para se adequar e se sentir melhor socialmente e contigo mesmo.

Eu acho que a Filosofia me ajudou na transição, mas depende muito, porque não é uma coisa homogênea. Não é porque eu entrei no curso que essas mudanças vão acontecer. A Filosofia me ajudou a me conhecer melhor e a conhecer o mundo em que eu vivo. Essa foi minha maior relação e minha maior mudança. É conhecer o mundo e me conhecer ao mesmo tempo e saber como eu queria existir no mundo. É uma relação meio subjetiva, porque eu tive essa relação com o meu curso, com a minha área de conhecimento, mas não necessariamente outra pessoa vai ter a mesma perspectiva.

A minha maior mudança foi na área do conhecimento, a Universidade dá uma abertura pra conhecer muitas coisas e fazer uma relação das áreas. Não é porque você faz Filosofia que não pode fazer outras cadeiras, matérias em outras áreas compor o próprio currículo. Uma liberdade maior de experienciar outras áreas do conhecimento, essa oportunidade de interação que a UFSC oferece.”

Tags: filosofiaUFSCVestibular UFSC 2017

Vestibular UFSC 2017: Meirielle de Souza

28/09/2016 07:21

 

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Meirielle de Souza – Estudante de Letras Português

“Eu escolhi a UFSC porque é a universidade federal referência no nosso estado, uma das melhores do Brasil e também porque tenho parentes aqui em Florianópolis. Já sou graduada em Letras-Alemão pela UFSC e na época da minha primeira graduação eu queria cursar Direito. Quando cheguei no terceirão, pensei “não vou passar”. Realmente não tinha condições de passar em Direito. Como eu estudava numa escola que tinha língua alemã, em Jaraguá do sul, resolvi fazer Letras-Alemão para voltar a trabalhar na escola em que eu estudava. Só que depois de conhecer a UFSC, o movimento estudantil e todas as possibilidades, eu continuei aqui. Morei um ano na Alemanha depois da graduação, quando voltei pedi retorno de graduada para Letras Português.

Quero dar aula aqui na UFSC. A minha relação com dar aula é muito boa, gosto dessa troca de saber. Como a gente aprende aqui na universidade: o professor não é o detentor do conhecimento. Ele aprende tanto com os alunos quanto os alunos com ele, ou ela, no caso. Isso é gostoso, especialmente na escola, os alunos de primeiro ano vem pra escola com esse desejo de saber, que é muito gratificante.

Como eu já fiz uma graduação tenho outra maturidade para o curso, não é que eu aprenda muito mais, mas eu já tenho um conhecimento anterior. Estou aqui para aprender, porque eu sei da necessidade disso aqui no trabalho. Acho que todo mundo tinha que passar por uma sala de aula antes de fazer o curso. Claro que é uma utopia, mas a experiência em sala de aula tinha que ser no início da graduação. Para a gente entender que o que se aprende na sala de aula vai ser aplicado, de uma maneira ou de outra.

Entender o que é padrão, que cada um é diferente, com certeza passou pela sala de aula. Essa quebra dos paradigmas de beleza. Pra gente primeiro entender que existe o padrão, para depois entender que não está dentro dele e que isso não é ruim. Com certeza precisei da universidade para entender que não é ruim estar fora do padrão, pelo contrário, é maravilhoso.

Dentro da UFSC, em espaços institucionalizados, como sala de aula, nunca sofri gordofobia. O que acontece nas festas, por exemplo, é a brincadeira dos meninos de ficar com uma menina gorda para fazer disso uma piada interna: “Quem beija a gorda? quem pega a gorda?”. Ou quando o cara se sente atraído pela menina gorda, mas não fica com ela porque tem vergonha de ser achincalhado pelos colegas.

Eu acho muito legal ver as meninas entrando na universidade bem mais seguras de si do que eu há 10 anos. Eu via as meninas gordas com muita vergonha de usar maquiagem, ou algumas roupas. Hoje as meninas estão entrando na universidade e dando a cara a tapa, é isso aí. Fico muito feliz em ver essa evolução, é muito bom.

Mudei muito a minha maneira de ver o mundo, de me relacionar com as pessoas, foram só mudanças positivas. Se eu já tinha uma habilidade de organizar coisas, na universidade eu descobri um talento pra isso. Organizar eventos acadêmicos, por exemplo, organizo no mínimo dois por ano. É muita coisa pra minha cabeça, mas eu adoro, é onde eu mais me realizo dentro da academia. Eu adoro essa troca de conhecimentos que a gente pode proporcionar para pessoas do Brasil inteiro e de fora do país. O que eu mais mudei na verdade foi me descobrir, potencializar as coisa boas que eu posso fazer.”

 

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Vestibular UFSC 2017: Teste de Habilidade Específica para Artes Cênicas

27/09/2016 13:30

Cartaz_Vestibular_Diversidade_impressãoAs inscrições para o Vestibular UFSC/2017 começaram no dia 14 de setembro e seguem até 13 de outubro. A exigência do Teste para verificação de Habilidade Específica (THE) aos candidatos ao curso de Artes Cênicas é uma das novidades do processo seletivo, descrita no Edital nº 07/Coperve/2016.

De acordo com professor adjunto do Curso de Artes Cênicas do Departamento de Artes e Libras da UFSC, Paulo Ricardo Berton, os cursos de Teatro das principais universidades federais brasileiras aplicam a prova-padrão. “O THE possibilita que outras habilidades, além das aferidas pelo vestibular, como as lógicas ou linguísticas, sejam avaliadas, permitindo que candidatos com maior potencialidade cinestésica ou relacional concorram em pé de igualdade. Para o curso, esta prova é um marco no aprimoramento da seleção dos alunos e na qualificação dos mesmos”, afirma.

(mais…)

Tags: artes cênicasCCECUncursoGTprovaTHEUFSCVestibular UFSC 2017

Vestibular UFSC 2017: Matheus Santana

26/09/2016 08:05

JOINVILLE_Vestibular_2017

Matheus Santana – Estudante de Engenharia Mecatrônica – UFSC Joinville

“Desde o ensino médio eu já sabia qual curso queria, Engenharia Mecatrônica ou Engenharia de Controle e Automação, dependendo da ênfase de cada universidade. Comecei a pesquisar quais faculdades no Brasil ofereciam esse curso ou algo parecido. Por já ter iniciado um curso técnico, me interessava muito por essa área. Encontrei algumas faculdades, só que, por algum motivo, eu me interessava em estudar na UFSC. Estava disposto a mudar para Santa Catarina, sair de São Paulo.

Eu queria criar independência, crescer, aprender tudo sozinho. Porque, querendo ou não, estudar na sua cidade tem uma comodidade. Estudar numa cidade que é em outro estado é totalmente diferente. O vestibular da UFSC foi o único que eu fiz, pelo qual eu realmente tive vontade. Entrei no Bacharelado Interdisciplinar (BI), aqui em Joinville; na época, todos os cursos eram integrados. Hoje estou na Engenharia Mecatrônica.

Viajei de São Paulo a Joinville de ônibus para fazer a prova. Enfrentei sete horas a mais de viagem – era pra eu chegar às 15h e acabei chegando às 22h. No dia seguinte, já era a prova do vestibular, e foi totalmente diferente pra mim, porque os vestibulares com que eu estava acostumado não eram do mesmo modelo. Foi um grande desafio vir pra UFSC, mas eu queria novos desafios. Queria sair, conhecer novas pessoas, novos lugares.

Eu nunca tive empecilho por parte da família, sempre tive o apoio para escolher onde eu queria estudar. Não importa se fosse em São Paulo, Santa Catarina, na UFSC ou em qualquer outra universidade. Durante meu ensino médio fui bolsista numa escola privada, e um dos meus objetivos também era o de não pagar os estudos, estudar em faculdade pública.

Acho que nossos pais e nós sempre temos aquele medo no momento de entrar na faculdade. Como vai ser, com que tipo de pessoas a gente vai estar lidando. Porque são várias pessoas, de diferentes lugares: muitas personalidades, muitas culturas diferentes, então é complicado viver isso. Aqui na UFSC não tive tanto problema, fui muito bem-acolhido quando cheguei, até porque cheguei um pouco atrasado, fiquei perdido. Me ajudaram muito no que eu precisava, tanto os alunos como os técnicos da secretaria, já desde o período da matrícula. Com as pessoas nunca tive nenhum problema.

Quanto ao curso é complicado dizer, porque até agora eu tive a parte lógica da engenharia. Então é uma parte que a gente estuda bastante, que precisa de muito esforço, dedicação, porque não vai ter ninguém cobrando. Quando eu digo ‘ninguém cobrando’, quer dizer que não é a mesma coisa do ensino médio, quando os professores cobram muito da gente. Na faculdade existe uma liberdade, porque o que a gente faz aqui é o que vamos ser no futuro. Nós temos que tomar a iniciativa.

Por enquanto estou adorando meu curso, não sou nenhum prodígio, até porque a gente não tem a estrutura que gostaria de ter. Claro que todo lugar sofre com as dificuldades, falta de salas e de materiais, mas eu vejo os professores e técnicos que se dedicam muito pelo curso, pela faculdade.

O que mais mudou em mim provavelmente foi o amadurecimento, tanto na parte pessoal como na social. Na faculdade a gente começa a ter contato com pessoas da nossa área. Então é outro mundo, começamos a falar de artigo, de pesquisa. Acho que o amadurecimento pessoal e profissional é o que mais muda dentro da UFSC.

Para aqueles que vão prestar o vestibular agora eu diria pra ter foco, que é o de que mais se precisa. Ter certeza da sua escolha, por mais que a gente faça a escolha tão cedo, é muito importante para o seguimento do curso que a pessoa tenha certeza daquilo que quer. É muito importante ouvir outras pessoas, perguntar, tentar vivenciar o curso, o mercado de trabalho. Porque a faculdade é um mundo incrível, o universo se abre.”

 

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Vestibular UFSC 2017: Ingrid Medina

23/09/2016 08:55

INGRID_Vestibular_2017

Ingrid Medina – Estudante de Serviço Social

“Eu escolhi o curso de Serviço Social há dois anos, mais ou menos. Sempre quis fazer Direito e, do nada, comecei a ler histórias sobre o trabalho do assistente social, comecei a me interessar e resolvi fazer o curso, me identifiquei bastante com os relatos.

Também era a melhor opção para mim ingressar na universidade pública, tanto pela questão da acessibilidade, que eu poderia ter uma exigência maior que em uma universidade particular, quanto pelo espaço, pelo reconhecimento da instituição. Escolhi a UFSC como foco, fiz o vestibular e deu certo. Estudei bastante para conseguir entrar, no dia da prova foi conturbado, tive alguns obstáculos. Quando passei na primeira chamada, fiz a matrícula on-line, depois de uns dias vim trazer a documentação e fui chamada pela Coordenadoria de Acessibilidade (CAE), que veio falar sobre a acessibilidade da Universidade, apresentar as opções que eu teria de integração com a turma, com os professores e entre a CAE e os professores, para que não existisse falta de conhecimento em relação a minha deficiência. A intenção é que eu seja como uma pessoa normal como outra qualquer, com acesso aos recursos que todo aluno tem. Depois, na Biblioteca, me apresentaram o ambiente que faz a adaptação de materiais, que faz a digitalização, os materiais que podemos fazer empréstimo, como o iPad, computador, enfim, os recursos que a Universidade oferece pra gente. Esse foi o meu início na UFSC.

Eu agora estou no segundo semestre. No início, a gente sempre fica apreensivo, como vai ser, como a turma vai reagir? No ensino médio eu não tinha um cão-guia e o primeiro dia de aulas foi uma reação dos colegas e com o cão-guia, é outra. Todo mundo ficou meio espantado, com certeza, e ao mesmo tempo devem ter ficado surpresos, tanto por ter uma pessoa com deficiência, como também por ter um cachorro na sala de aula. Os professores também, a maioria nunca tinha tido contato com um aluno com deficiência. Acaba sendo um desafio para mim de, diariamente, ter que mostrar que eu sou igual a todo mundo, que eu sou capaz, e um desafio também para eles não diferenciarem, não me colocarem como heroína nem coitadinha, mas como alguém igual a eles, incluída nos trabalhos, nas atividades, em tudo.

O primeiro semestre foi tranquilo, não tive nenhum problema. Alguns professores, que por sinal nunca tinham dado aula para alunos com deficiência, chegaram a escrever uns slides adaptados, o que é bem importante para nós; para os outros pode parecer algo sem muita relevância. Eles sempre tentaram descrever as imagens nos slides e colocar os alunos também para descrever. Isso para mim é muito importante.

Além de estudar, eu trabalho como telefonista, em meio-período. Saio do trabalho e venho direto para a Universidade, e à noite vou para a aula. O King [cão-guia]  fica comigo 24 horas. Estamos juntos há um ano, a convivência é a melhor possível. Além de ser meus olhos, o King é meu melhor amigo, meu companheiro, é tudo para mim. Depois dele minha vida mudou completamente. Eu uso a bengala só em uma necessidade muito extrema, porque até na chuva o King está comigo. Hoje eu já me tornei muito dependente dele. Eu sempre tive uma rejeição à bengala, e isso é muito comum entre os cegos que perderam a visão, como eu, que não nasceram cegos. Se antes do King já foi um desafio muito grande ter que aceitar a bengala, usar hoje é retroceder muito, nem imagino.

Cerca de 50% das pessoas respeita as orientações sobre como agir com um cão-guia. Não se deve interagir com o cão enquanto ele trabalha, fazer carinho sem minha autorização, dar comida. Não pode passar a mão, assoviar, estalar o dedo, dizer ‘que lindo’. Só de falar com uma voz alegre ele já perde a concentração e as pessoas não se dão conta. Só de alguém falar ‘que lindo!’ ele já se vira, ‘Opa, olhei’. Então ele se desconcentra e as pessoas não entendem isso. Muita gente mexe com ele, é muito constante, em todos os lugares.

A pessoa com deficiência não só pode fazer o vestibular como deve fazer. Aqui não é um lugar para poucos, é para muitos e principalmente para quem precisa. Eu que necessito de um atendimento especializado, tenho que procurar uma melhoria para mim. E se aqui tem esses recursos, eu tenho que estar aqui, tenho que usufruir desses recursos.

Estar na universidade tem sido uma experiência muito inovadora. Lá fora a gente tem uma cabeça, que é a do senso comum. E aqui a gente aprende a ser mais crítico, a amadurecer ideias, a discutir, respeitar opiniões contrárias. Aqui tem muita diversidade, não só de pessoas, mas de pensamento, religiões, gênero, tudo. A gente aprende a respeitar, conviver, por mais que não concorde com a pessoa. A gente aprende a ser mais maduro, a crescer como pessoa, e usar isso lá na frente, como profissional. Pelo menos é isso que eu estou aprendendo.”

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Vestibular UFSC 2017: Txulunh Gakran

21/09/2016 12:46

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Txulunh Gakran – Estudante de Nutrição

“Eu tenho 19 anos, nasci na Terra Indígena Tilaklanõ, próximo a Ibirama. Nasci e me criei lá, mas já morei em várias cidades: Itajaí, Curitiba, Campinas, por conta dos estudos do meu pai. Ele é formado em Ciências Sociais, tem mestrado e doutorado em Linguística e dá aula aqui na UFSC, é professor da língua xokleng no curso de Licenciatura Indígena.

Eu falo português, xokleng, espanhol e estou estudando francês. Ingressei na UFSC em 2014, nas vagas reservadas para indígenas pela política de ações afirmativas, no curso de Nutrição. O curso é muito diferente do que eu esperava. Quando eu estava no terceiro ano do ensino médio, eu quis estudar psicologia era porque eu achava que realmente era o curso que possibilitaria o trabalho com o meu povo. Eu via a nutrição como uma coisa superficial, não via muitos caminhos. Mas chegando ao curso eu me surpreendi. Tem ótimos professores e uma metodologia voltada para questões comunitárias, uma saúde mais humanizada, fiquei bem feliz por ter encontrado isso.

Eu não pretendo trabalhar como nutricionista, prescrevendo dietas. Eu acho que isso ninguém deveria fazer, mas pretendo terminar nutrição, fazer mestrado em direitos humanos e quem sabe doutorado na área. Eu quero me especializar no direito humano à alimentação adequada e à soberania alimentar e tentar assegurar direitos ao meu povo. O direito a ter a escolha de comer o alimento que no passado a gente utilizava mas que hoje não temos mais acesso.

Não vejo outro futuro para mim se não voltar à minha comunidade. Não vejo como trabalhar com o povo branco se meu povo está morrendo. Meu maior desejo quando era criança, que fui influenciada muito pelo meu pai, era de ajudar meu povo. Ele sempre fala que nos tempos que ele fazia pesquisa os velhos falavam que meu pai precisava colocar as histórias no papel, que um dia os velhos não estariam ali para contar. Isso é bem vivo para mim e é isso que eu quero fazer.

Eu faço parte de um Grupo de Trabalho que está reformulando o vestibular. A verdade é que não é só o vestibular que a gente quer atingir. O vestibular para nós é extremamente excludente, é muito difícil preencher as vagas, e é por conta da prova mesmo. Os nossos colégios têm a grade curricular diferenciada, a gente não aprende as mesmas coisas que um colégio branco ensina, além de que temos que optar por uma terceira língua, sendo que o português já é nossa segunda língua. Outra coisa é a questão de deslocamento, locais de prova são muito distantes da aldeia.

A luta é bem maior que uma prova que atenda nossa língua e nossas questões, é por uma estrutura de vestibular que esteja perto da gente, que atenda nossas demandas e que depois do ingresso também tenha acolhimento. Tem que vir de uma aldeia distante, passar por uma banca de validação, com dificuldade de conseguir documentos. E a própria permanência na Universidade, poder entrar numa sala de aula e ter pessoas preparadas para trabalharem com a gente, para a gente não se sentir tão excluído. É ter um apoio pedagógico e uma universidade que respeite. Diversas universidades já têm um vestibular específico, aqui no sul acho que só falta a UFSC ter. É uma luta básica, estamos muito atrasados.

Eu me envolvo em coisas muito além do meu curso, é uma questão de sobrevivência, não tem muita escolha. Ou a gente luta ou a gente morre. Existe muita mobilização dos estudantes indígenas aqui na UFSC e na aldeia também. Em setembro do ano passado [2015], eu fui uma das organizadoras do 3º Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas. Foi a melhor coisa que já aconteceu para a UFSC! Esse evento trouxe tanto para a Universidade, tantas cores, tantos sons diferentes … foi meu momento de mais orgulho nesta UFSC.

A Universidade agrega bastante, mas não quero que ela mude muito quem eu sou. Vejo mais a necessidade de eu trazer uma mudança para a Universidade, o nosso povo tem muito a ensinar. A gente vem aqui em busca de um diploma, não em busca de um emprego renomado. A gente no mundo indígena, para ser ouvido por um branco, precisa de um diploma para falar no mesmo patamar. Eu tento não me influenciar. Eu estudo, tenho que passar pelo meu curso, mas eu também trago muita informação para o curso.

Estar na Universidade também tem um outro efeito – de produzir conhecimento, de registrar nossa história, nosso conhecimento ancestral, pegar esse conhecimento branco e adaptar para o nosso povo.

Atualmente a universidade não está preparada para receber gente de diversos perfis. Não vejo tanta diferença desde que eu entrei. O número de indígenas até cresceu, mas não somos bem aceitos. Não é incomum os casos de racismo, pelo contrário, parece que quanto mais eles nos vêem, mais eles se incomodam.

Nós passamos por diversas situações. Teve um caso durante uma visita de campo do nosso curso, que um cara começou a falar de índios, olhou para mim e perguntou se eu era “descendente de índia” e eu disse que não, que eu sou indígena, sou xokleng. Ele insistiu que não, que eu era descendente, porque estava usando roupas. Teve outro caso também, em um grupo no Facebook, onde postaram uma foto sobre o curso de Licenciatura Indígena e começaram a questionar o curso, com comentários racistas e piadinhas. Começaram a atacar, a gente foi responder e atacaram mais ainda. Já fizemos denúncia e até hoje ninguém foi responsabilizado.

A Universidade está mudando, mas a cabeça das pessoas é muito dura, tem muita gente e muitos não querem ouvir, não querem ler, e perpetuam esses preconceitos. Precisamos aumentar o número de vagas para indígenas, e informar melhor as pessoas preconceituosas, tanto os alunos quanto os professores.

Às vezes a gente pensa em desistir, mas há coisas bem maiores, como a saúde do nosso povo, por isso eu sempre incentivo pessoas mais jovens que eu para virem para cá. Venha, faça um curso que você goste, mude a realidade do seu povo.”

 

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Vestibular UFSC 2017: Jessyka Zanella Costa

19/09/2016 08:56

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Jessyka Zanella Costa – Estudante de Direito

“Eu sou daqui de Santa Catarina, minha mãe é do Rio Grande do Sul, e ela sempre fomentou a ideia em mim de cursar Direito. Eu já fui crescendo querendo estudar isso. Comecei em uma universidade particular, não tive condições financeiras. Então eu decidi passar na UFSC.

Eu não tinha ideia do que era o feminismo, eu nunca tinha ouvido falar, mas sempre tive concepções diferentes dos estereótipos que a gente tem. Eu não entendia porque me faltava a base teórica. Quando entrei na faculdade, eu fui fazer novas amizades, e fui conhecendo esse mundo novo. Com o tempo, com mais afinidade, fui lendo mais e me aprofundando no tema. Eu leio bastante, me interesso, e assim me assumi feminista.

O feminismo tem várias linhas de abordagens. A com que eu mais me identifico é a do feminismo radical, aquele de raiz, de mulher para mulher. A minha linha de militância talvez não seja tão expressiva de movimentos sociais, mas é aquela do dia a dia, de quebrar estereótipos, o machismo, comentários machistas. É ter sempre uma postura de combate, de não aceitar as coisas que a gente vive enquanto mulher.

A UFSC é um universo muito grande, aqui há muitas pessoas de várias opiniões. Eu nunca passei por nenhuma situação específica em que eu tenha sofrido aqui, mas a gente sofre comentários, assédios, cantadas, o tempo todo, todos os dias. A Universidade não fica fora disso porque é um espaço de convivência entre pessoas. No decorrer do curso, o que mais me incomoda é o machismo por parte dos professores dentro de sala de aula, nos centros acadêmicos, no colegiado. Espaços em que a gente teoricamente se sente segura, mas na verdade não está. Porque antes de serem professores, eles são homens. Precisamos estar atentas quanto a isso.

Tenho que acreditar que pode haver uma mudança na realidade da mulher. Precisamos de um norte, um rumo para o qual caminhar. Claro que a mudança que o feminismo propõe talvez seja muito difícil de conseguir, mas a gente tem que lutar. Meu conselho para uma mulher que esteja pensando em um curso superior é o de, primeiro, se conscientizar da sua importância como mulher na sociedade, ocupar seu espaço, fazer suas falas. Sempre buscar estudar, trabalhar, ter sua independência financeira e não depender de ninguém. Busque uma qualidade de ensino. Estar aqui é dar um passo para estar no mercado de trabalho, ser uma pessoa melhor. Entre na Universidade e viva isso intensamente.

A UFSC me proporciona vivências muito maiores do que eu teria num espaço privado. Esses contatos com várias pessoas, perceber o que o outro sente, o que o outro passa, que pode ser completamente diferente da minha realidade, gera um conhecimento muito maior que o acadêmico. A Universidade me proporciona conviver com outras pessoas, enxergar essas vivências, compartilhar esses momentos. Isso é muito importante, me permite crescer como pessoa.”

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Vestibular UFSC 2017: Nelson Costa

16/09/2016 08:55

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Nelson Costa – Estudante de Educação Física

“Eu costumo dizer que comecei as coisas de trás pra frente. Hoje eu sou aposentado pelo Corpo de Bombeiros, e fui nadador estadual e em nível nacional também. Mas nunca tive oportunidade de fazer uma faculdade, porque tive que escolher entre trabalhar ou estudar. Então minha opção foi trabalhar, mas sempre praticando esportes. Com a chegada da minha aposentadoria e o apoio de uma pessoa muito especial na minha vida, eu fiz o vestibular da UFSC. Mas fiz sem compromisso, já tinha até me esquecido dessa questão de fazer uma faculdade. E passei no vestibular, passei até muito bem, e agora estou realizando um sonho antigo que é a Educação Física.

Eu vejo que os anos passaram, mas eu estou vivendo uma segunda juventude. Estou com 61 anos, mas junto com essa gurizada da Universidade eu sinto que não envelheci espiritualmente, só fisicamente. Fisicamente não tem jeito, a gente vai se desgastando.

A Educação Física sempre foi pontual na minha vida, não consigo ficar fechado entre quatro paredes. Então uma coisa puxou a outra: comecei a nadar como lazer e depois passou a ser um esporte. Meu auge na natação foi em Blumenau, quando eu nadava para sobreviver, tinha que manter minha estadia e alimentação. Com o amadurecimento na natação e a chegada da idade, eu tive que me especializar, porque a carreira de atleta é relativamente curta. A opção que eu tive foi ingressar no Corpo de Bombeiros, na área de busca e salvamento. Aos 22 anos eu entrei na corporação e permaneci por mais 30. Hoje é que eu realmente estou aprendendo sobre as funções orgânicas, as reações que o corpo sofre durante a prática do esporte. Por isso eu digo que fiz a coisa invertida, primeiro pratiquei para depois estudar.

O que eu observei aqui na Universidade é que existe um discurso muito forte de inclusão, de integração. É uma didática da Universidade incluir o preto, o branco, o pobre, o rico. Só que aqui dentro também existem as tribos, e nessas tribos você pode ser excluído por não ser semelhante aos outros. No primeiro momento eu senti uma certa resistência na convivência com uma pessoa de 61 anos. A questão do ritmo, das ideias e, de certa maneira, eu me sentia desatualizado em relação a algumas coisas que eles faziam e que eu queria reprimir. Então as arestas estão sendo aparadas. Hoje, na sexta fase, a maioria aceita, e estou conseguindo penetrar nas diversas tribos. Eu posso dizer que estou integrado. Ainda não é o ideal, ou talvez seja o ideal possível, mas não o imaginável. É um processo de evolução pelo qual a gente passa.

O esporte te dá condição de ser uma pessoa melhor, desenvolve um cidadão, desenvolve disciplina, e, acima de tudo, você cria um laço de amizade muito grande através do esporte.

O esporte é vida.”

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Vestibular UFSC 2017: Danillo Florêncio

13/09/2016 09:12

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Danillo Florêncio – Estudante de Design

“Vim para a UFSC por acaso. Sou de Palhoça, Santa Catarina, e queria cursar Publicidade e Propaganda, que é um curso que não havia disponível. Então resolvi fazer Design e acabei me apaixonando. Nas primeiras fases, tendo contato com o plano de ensino, descobri que gostava muito de Design.

O curso de Design Gráfico da UFSC é considerado o melhor da região, apesar de haver outros cursos que são considerados muito bons em produto. Eu gosto de estar inserido no ambiente universitário, estar nesse processo, da liberdade com que os professores do curso nos deixam desenvolver os trabalhos.

Eu me sinto muito bem dentro do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Em outros centros já me deparei com algumas situações em que havia pessoas com preconceito racial, machismo, homofobia. Uma vez estava com um amigo em um ônibus fretado para uma festa, quando uns caras começaram a cantar umas músicas racistas, machistas e homofóbicas. A gente acabou discutindo com eles dentro do ônibus. São grupos que têm uma mente mais conservadora que a do pessoal das Artes, Ciências Humanas. É chato isso; mas acho que esse tipo de situação não é um problema da Universidade, e sim de pessoas que vêm para cá trazendo essas mentalidades.

Eu entrei na Universidade por meio da política de cotas. Dentro do curso de Design, já quando eu entrei, o próprio curso se propôs a combater os preconceitos com alunos cotistas. Houve casos de pessoas que foram preconceituosas e, por isso, repreendidas dentro do Centro. Comigo diretamente nunca aconteceu. Eu acho que a política de cotas integrou mais a Universidade aos estudantes negros. Hoje em dia se vê muito mais negros na Universidade, graças a isso.

Meu pai é membro do Movimento Negro Unificado (MNU), que é um dos grupos que pressionaram para a criação das cotas nas universidades. Eu não participo como ativista, mas me interesso, me sinto ativo no movimento e participo nas redes sociais.

Como instituição, a UFSC é um lugar acolhedor – e muito diverso também. Me sinto representado aqui. É uma oportunidade muito importante estar na UFSC, ser uma representação para a comunidade negra, ajudar a gerar mudança social. A vida depois da Universidade é alterada de diversas formas, não só pelo conteúdo, pelo conhecimento que se adquire, mas também no quesito social, por conviver com diversas pessoas aqui dentro.

Além da parte acadêmica, a UFSC é um lugar integrador, e aqui eu aprendi a conviver com as pessoas e respeitar as diferenças.”

 

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Datas do Vestibular UFSC 2017

01/04/2016 13:21

Parabéns!

Se você chegou até aqui, é porque não se contenta em saber apenas o que está nos títulos de notícias e posts das redes sociais. Manter-se bem informado é fundamental. A UFSC não faz Vestibular de inverno, mas o Vestibular 2017 já tem data prevista: 10, 11 e 12 de dezembro.

Aproveite e confira também a Lista de livros para o Vestibular 2017.

Post atualizado com as novas datas do Vestibular UFSC 2017.

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