“Assassinados pela ditadura: Santa Catarina” é tema de seminário na UFSC

19/03/2012 09:47

O Memorial de Direitos Humanos da UFSC e o Coletivo Catarinense Memória, Verdade e Justiça promovem nesta quarta-feira, 21 de março, o seminário “Assassinados pela ditadura: Santa Catarina”. O encontro acontece a partir de 19h, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH),  é gratuito e aberto à comunidade.

O objetivo é provocar o debate sobre o direito à memória histórica e também sobre a busca da verdade a respeito dos mortos e desaparecidos no período da ditadura militar. De acordo com os organizadores, o momento é oportuno para a realização do seminário em função de ter sido aprovada Lei Federal que criou a Comissão da Verdade. A equipe defende a necessidade de mobilizar iniciativas no Estado que acompanhem o movimento, além de  criar o Memorial de Santa Catarina, conforme Lei aprovada na Assembleia Legislativa em março de 2012.

Serão palestrantes os professores Fernando Ponte de Sousa (MDH/UFSC), Luis Fernando Assunção (UNASP, autor do livro “Assassinados pela ditadura: Santa Catarina”), Márcio Vettorazzi (presidente da Comissão da Verdade da OAB/SC), procurador Mauricio Pessutto (representante do Ministério Público Federal).

Outras informações pelo e-mail everhenn@ig.com.br.

Leia também: Mortos pela ditadura são homenageados por alunos da UFSC

Tags: direitos humanosditaduraUFSC

Pesquisadores de Direito Autoral ampliam obra sobre propriedade intelectual e internet

19/03/2012 09:05

O Grupo de Estudos de Direito Autoral e Informação (Gedai), ligado ao Centro de Ciências Jurídicas da UFSC, lançou o segundo volume da obra Propriedade Intelectual & Internet (Editora Juruá ).

“Esta obra coletiva teve seu primeiro volume publicado em 2002. Lá se vão quase 10 anos e os avanços tecnológicos produziram reflexos que àquela época sequer eram imaginados”, destaca o coordenador do Gedai, professor Marcos Wachowicz.

Segundo ele, a nova publicação não é uma atualização das temáticas abordadas e defendidas no primeiro volume, mas aglutina os novos debates que excedem o círculo da comunidade científica e jurídica para abraçar os interesses da sociedade, que ainda se depara com diferenças econômicas, culturais e sociais.

No livro, a partir de diversas matizes teóricas, juristas latino-americanos e europeus oferecem uma visão ampla e elucidativa dos desafios que o Direito da Propriedade Intelectual enfrentará no plano interno e internacional para a tutela dos bens intelectuais dentro do contexto da Internet.

A publicação reúne o pensamento jurídico de professores que representam algumas das mais tradicionais e respeitadas Faculdades de Direitos de Portugal: a Universidade Clássica de Lisboa e a Universidade de Coimbra. De acordo com Wachowicz , o leitor encontrará consistência teórica destas Escolas do Direito nos textos do professor José de Oliveira Ascensão, atual presidente da Associação Portuguesa de Direito Intelectual (APDI), e do professor Dário Moura Vicente, ambos representando o pensamento jurídico da Universidade Clássica de Lisboa. No texto do professor Alexandre Libório Dias Pereira está a expressão da doutrina emanada da Universidade de Coimbra.

A construção doutrinária espanhola está representada pelo professor Guillermo Palao Moreno, da Universidade de Valência (Espanha), coordenador do Grupo de Investigação do Direito da Propriedade Intelectual. Há ainda a contribuição do professor Pedro J. Canut Zazurca, presidente de ColorIURIS, A.I.E., de Zaragoza (Espanha).

“Outra participação importante é do professor Carlos M. Correa, que analisa as exceções e limitações do direito de autor no âmbito digital, com vistas a uma reforma da Convenção de Berna, e retrata o espírito audacioso e lúcido deste emérito docente da Universidade de Buenos Aires e Diretor do Centro de Estudos Interdisciplinares de Direito Industrial e Econômico (Ceidie) da Universidade de Buenos Aires, um dos mais destacados centros de estudos da Propriedade Intelectual da América Latina”, complementa Wachowicz.

Ele lembra que na Sociedade Informacional diversos são os enfoques e tratamento possíveis à propriedade intelectual e muitas são as ciências que estudam os bens intelectuais dentro do ciberespaço. “Neste sentido, uma análise interdisciplinar socioeconômica é imprescindível para compreensão do fenômeno social que vivenciamos atualmente e no qual estão inseridos os bens intelectuais, oferecendo elementos para uma reflexão crítica do uso da tecnologia, do acesso aos bens intelectuais e dos novos modelos de negócio existentes na Internet”, salienta o professor, lembrando que importantes grupos brasileiros também participam da obra.

“Os artigos publicados podem se constituir em fonte de pesquisa e auxiliar a formação do pensamento crítico e atuante, preocupado com a expressão do que de melhor o Direito da Propriedade Intelectual poderá contribuir para o desenvolvimento da Sociedade Informacional”, comemora o pesquisador.

Saiba Mais:

Temas abordados na obra Propriedade Intelectual & Internet – Editora Juruá:

• Direito de Autor e Liberdade de Criação
• O que o Direito tem a ver com Criação?
• Regime Propriedade Intelectual: Controle, Liberdade e Conflitos na Gestão de Bens Intangíveis no Contexto Digital
• Domínio Público e Direito de Autor
• Abandoware, Domínio Público e Patrimônio Cultural Digital de Jogos Eletrônicos
• A Obra Intelectual e a Internet
• O Plágio na Internet
• Direitos Autorais, Trabalho Imaterial e Novas Formas de Autoria: Processos Interativos, Meta-autoria e Criação colaborativa
• O Acesso à Cultura e o Monopólio de Obras Intelectuais: onde está o Bem Público? E para onde vai o Direito Autoral?
• Remuneração por Cópia Privada: um Novo Paradigma
• Propriedade Intelectual e Computação em Nuvens (cloud comptuting): aspectos do Contrato de Licença de uso do software como Serviço (software as a service – SaaS)
• Coexistência de Regimes Protetivos em Propriedade Intelectual e o Tratamento Tributário do Software
• Direito Autoral e Internet: uma Análise sob a Perspectiva do Direito Civil-Constitucional
• A Informação como Objeto de Direitos
• A Propriedade Intelectual, o Mercado e o Estado Brasileiro: tentativas de Cerceamento e Ampliação das Liberdades sob Instituições Particularistas
• Fotografia, Internet e Patrimônio Cultural
• Arte, Tecnologia e Sociedade
• Direito Ciberespacial: “soft law” ou “hard law”? Tecnologias, Mercados e Liberdades
• Internet e a Determinação do lugar da Infração da Propriedade Intelectual na União Europeia
• Excepciones y Limitaciones al Derecho de Autor en el Ámbito Digital: ¿Hacia una Reforma del Anexo de la Convención de Berna?
• As Teorias da Propriedade Intelectual propostas por William Fisher: em busca da Funcionalização Social-econômica na Era das Nanotecnologias
• Legislação aplicável na Responsabilidade Extracontratual por Violações praticadas Transnacionalmente à Propriedade Intelectual

Link para aquisição da obra: http://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=22407

Mais informações na UFSC: Marcos Wachowicz / (48) 3721-9287 / marcos.wachowicz@gmail.com / www.direitoautoral.ufsc.br

 

Tags: propriedade intelectualUFSC

Conselho Universitário tem sessão extraordinária nesta terça

19/03/2012 07:50

O Conselho Universitário (CUn) da UFSC se reúne em sessão extraordinária nesta terça-feira, 20 de março, a partir de 8h30min, na sala Professor Ayrton Roberto de Oliveira, andar térreo da Reitoria. A reunião pode ser  acompanhada ao vivo.

Outras informações pelos telefones (48) 3721-9522 e 3721-9661, pelo site www.conselhos.ufsc.br ou pelo e-mail conselhos@reitoria.ufsc.br.

1. Processo n.º 23080.002748/2012-41
Requerente: FEPESE
Assunto: Aprovação dos indicados para compor o Conselho Curador da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE).
Relator: Conselheiro Ricardo José Araújo de Oliveira

2. Processo n.º 23080.006102/2012-33
Requerente: Gabinete do Reitor
Assunto: Apreciação e aprovação do Relatório de Gestão UFSC/2011.
Apresentação: Secretário de Planejamento e Finanças – Professor Luiz Alberton
Relator: Conselheiro Flávio da Cruz

3. Processo 23080.049997/2011-10
Requerente: Gabinete do Reitor
Assunto: Cessão de área da UFSC para alargamento da Rua Deputado Antônio Edu Vieira.
Relator: Conselheiro Juarez Vieira do Nascimento
Relator de Vistas: Conselheiro Sérgio Luis Schlatter Junior

4. Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) – Abertura do Edital de Vagas/2013 para a comunidade em geral.
Apresentação: Diretora do NDI – Profª. Marilene Dandolini Raup

5. Informes Gerais.

 

Conselho Universitário tem sessão extraordinária na terça

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Espetáculo Mulheres Nuas permanece em cartaz no Teatro da UFSC

16/03/2012 18:48
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Mulheres Nuas está em cartaz no Teatro da UFSC neste fim de semana, às 20h

Continua em cartaz no Teatro da UFSC o espetáculo Mulheres Nuas, que é mais uma produção do Grupo Círculo, do autor Márlio Silveira da Silva, dirigido por Christiano Scheiner, com as atrizes Aline Maya, Emília Carmona e Graziela Meyer no elenco. A estreia da peça aconteceu em 03 de março.

O texto cômico, do autor catarinense Márlio Silveira da Silva, trata de uma viúva solitária, Adalgisa, envolta de seus dois alteregos, Libe e Sara, e discorre sobre a impossibilidade de se desligar do falecido. Nesta montagem, as atrizes trocam de personagens a cada instante desestruturando a intimidade exposta por Adalgisa e reorganizando o sentido cômico direcionado ao público.

O espetáculo segue as mesmas características estéticas dadas aos espetáculos anteriores do Grupo: o ator cenográfico, poucos elementos de cena e cenário, e por fim a montagem de texto de autores locais.

Este é o segundo espetáculo que o Grupo monta do autor Márlio Silveira da Silva, tendo êxito com a estreia, em 2011, do espetáculo Quatro, no Teatro da UFSC.

A característica principal da encenação está na imersão do jogo entre as atrizes. Os figurinos têm como referencial lingeries da década de 50, produzindo o efeito atemporal que a narrativa pede.

 

Sinopse

Mulheres Nuas explora, através do discurso hiperativo e fantasioso, quase surrealista de Adalgisa, a impermanência e a alteridade do universo feminino. Acompanhada por Sara, criada ambígua até no gênero, e por sua filha, Libe, Adalgisa passeia pela própria inconstância como quem passeia pelo shopping, trazendo questões corriqueiras que permeiam o imaginário de qualquer mulher numa linguagem frenética e cômica.

Entre o falecido, que virou pó, o amante que mora no armário se alimentando de naftalina e o analista ausente, Adalgisa convida: “vem de escafandro que eu sou profunda”.

 

Sobre o Grupo Círculo

O Grupo Círculo foi criado em 1999, com a estreia de “A Fome em Três Atos”, reunião de três monólogos do autor Christiano Scheiner, e dirigido por Gláucia Grígolo.

O Círculo foi retomado em 2009, para a montagem de Pequeno Monólogo de Julieta, com a atriz Gilca Rigotti e texto e direção de Christiano Scheiner, que estreou em 2010. Espetáculo que circulou por todo o Estado de Santa Catarina pelo projeto EmCena Catarina do SESC – SC, comprovando a maturidade do grupo.

Em 2011, o Grupo, com novo elenco, remontou o espetáculo Quatro, de Márlio Silveira da Silva. Com estreia de 09 apresentações na UFSC. Quatro teve sua primeira montagem pelo Grupo A, com direção de Fátima Lima.

Devido à boa repercussão dada ao Quatro, o Círculo produz a segunda montagem do autor Márlio Silveira, Mulheres Nuas, com estreia em março de 2012 no Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha.

 

Serviço:

O QUÊ: Espetáculo “Mulheres Nuas”
QUANDO: Às sextas, sábados e domingos, dias 16, 17, 18, 30, 31 de março e 1º de abril.
HORÁRIO: Sempre às 20horas.
ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC
QUANTO: Entrada Promocional de Estreia a R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 (meia-entrada)
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 18 anos // Duração: 50min.
CONTATO: grupocirculoproducoes@gmail.com // christiano.scheiner@gmail.com //  Fone: 48 9616.3024

 

O Teatro da UFSC faz parte do Departamento Artístico Cultural (DAC), da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

Fonte: [CW] DAC: SECARTE: UFSC, com texto e foto da produção.

Tags: Teatro da UFSC

Mortos pela ditadura são homenageados por alunos da UFSC

16/03/2012 18:07
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Seminário “Assassinados pela ditadura: Santa Catarina” acontece na quarta, 21/03, às 19h, no auditório do CFH

Professores, técnico-administrativos e estudantes da UFSC encontraram espalhados pelo campus da Trindade vários cartazes com nomes e fotos de pessoas mortas e desaparecidas no período da ditadura militar. Os textos dos cartazes trazem interrogações como “Onde está João Batista Rita?” e “Quem matou Rui Pfutzenreuter?”.

A iniciativa é do Memorial de Direitos Humanos da UFSC e do Coletivo Catarinense Memória, Verdade e Justiça. O trabalho é realizado por acadêmicos de graduação e pós-graduação dos cursos de Ciências Sociais e Sociologia Política e pesquisadores do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC.

No dia 21 de março, quarta-feira, no auditório do CFH, o grupo organiza, às 19h, o Seminário “Assassinados pela ditadura: Santa Catarina”. O evento é gratuito e aberto à comunidade acadêmica e ao público em geral, e terá como palestrantes os professores Fernando Ponte de Sousa (MDH/UFSC) e Luiz Fernando Assunção (UNASP, autor do livro “Assassinados pela ditadura: Santa Catarina”); Márcio Vettorazzi (presidente da Comissão da Verdade da OAB/SC); e o procurador Mauricio Pessutto (Ministério Público Federal).

Mais informações com Everson: (48) 9944-9544 .

Tags: arteCFHditadura

Estudantes levam cores à farmacologia

16/03/2012 17:17
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(Clique duas vezes para ampliar)

Os banheiros e um dos corredores do prédio da Farmacologia da UFSC receberam alunos, professores e técnico-administrativos de forma diferente no início deste semestre: fotos, poemas, frases soltas e o fragmento de um livro convidam a um outro olhar sobre o cotidiano.

A intervenção foi realizada pelos estudantes Gilliard Lach, de 31 anos, Rafael Bitencourt, 30, e Marília Bessa, 24 (eles doutorandos e ela mestranda do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia). Juntos, criaram o Coletivo WC – já que a ideia, no princípio, era utilizar apenas os banheiros para a exposição.

“Achávamos que as paredes e portas da Farmacologia estavam muito áridas, sem vida, e unimos duas formas de poesia (os textos e as fotos) em lugares que geram movimento; por isso utilizamos os banheiros e o corredor das salas de aula, explica Gilliard. “A ideia principal é abstrair, deixar os assuntos da Farmacologia um pouco de lado”, complementa Rafael.

Consuma sem moderação – A produção da intervenção – que tem como título “Duplo” – foi simples: Gilliard pesquisou fotos de diversos autores que armazenava em seu computador e em seguida saiu ao campus para captar imagens que de certa forma pudessem se relacionar com cada uma delas, formando assim doze pares. Depois de reunidas, enviou-as a Rafael, que criou os textos e doze palavras que pudessem dar título às duplas. É ele quem explica entre rimas: “Duplo nos mostra duas imagens de uma mesma visão/ Dois sentimentos de um único coração. A imagem elaborada a partir de um tema conhecido/ E a versão ao acaso de um tema que passou batido. Aventure-se você também neste Mundo de Duplos sentidos/ Deixe-se levar por caminhos desconhecidos/ Não procure nestas fotos qualquer explicação/ Simplesmente duplique-se sem nenhuma moderação”. Apesar de nomear cada dupla, os títulos não estão expostos ao lado das imagens, dando espaço para que o espectador busque suas próprias interpretações.

Feito o trabalho, surgiu a dúvida: pedir permissão para colar as fotos e os textos ou expô-los sem avisar ninguém, surpreendendo colegas, professores e funcionários? A decisão levou em conta também a intervenção que pudesse ser totalmente removida depois do período de instalação. “Não quisemos escrever nas paredes; preferimos colar as frases de forma a serem facilmente retiradas”. Pedida a permissão, quem se surpreendeu foram os integrantes do Coletivo WC. Os professores ficaram muito entusiasmados. Tadeu Lemos, chefe do Departamento, faz parte do grupo que só teceu elogios aos estudantes. “O ambiente tornou-se mais descontraído; docentes, discentes e técnico-administrativos param para ler e apreciar a intervenção, relatando que gostariam que esse tipo de manifestação ocorresse com mais frequência”. Gilliard relembra do primeiro dia. “Coincidiu com a realização das bancas de alguns alunos. A professora Thereza de Lima nos contou que, ao sair de uma das salas e avistar as fotos e os poemas, comemorou que a Farmacologia tinha acordado mais colorida”, relembra Gilliard.

 

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Sair da curva – Democratizar as manifestações artísticas ou apenas incitar a pluralidade de pontos de vista podem ser algumas das consequências da instalação do grupo. “Temos que ter um conhecimento mais amplo da vida, além da área para a qual dedicamos nossos estudos. Existe a arte, que pode dizer muito às pessoas, e não importa se ela está aqui, no museu ou no banheiro”, entende Gilliard. Ou, como o Coletivo WC (que aceita novos integrantes) defende, em seu manifesto: “Do contraditório ao meramente óbvio, a arte é o desafio de decifrar o novo, pensar fora da curva; da poética retratada em imagens através de uma visão reducionista e amplificada às entrelinhas de frases soltas de textos que muito nada dizem”. O professor Tadeu ainda complementa: “não existe paradoxo entre ciência e arte”.

Domitila Cayres, de 29 anos, doutoranda em Sociologia Política, foi convidada pelo namorado Gilliard a visitar o espaço. A estudante nunca tinha estado no prédio da Farmacologia, e passou por todos os banheiros (inclusive os masculinos) para conferir as frases antes de ir até a “Galeria”, como é carinhosamente chamado pelo grupo o corredor onde estão as fotos . “Gostei da ação. A Farmacologia me passa a impressão de ser um ambiente muito ‘marmorizado’, e eles acabaram fazendo a diferença. Ainda que tenham reproduzido a mesma lógica que criticam – já que os materiais saíram diretamente do computador em vez de serem feitos a mão -, percebemos que além do que permanece também há algo que grita”, analisa. Domitila relatou a conversa que teve assim que entrou em um dos banheiros: a moça que faz a faxina do prédio queria saber o que significava a frase em inglês colada no espelho. “Ela ainda me aconselhou a vir até o corredor para observar as fotos”, completa.

Andrea Vieira, de 41 anos, conta que gostou da intervenção. Enquanto limpa os banheiros, já observou diversas alunas interagindo com os textos – o maior deles, que reproduz fragmento da obra de Amir Klink, Cem dias entre céu e mar, descrevendo seu encontro com dezenas de baleias, está fixado no box mais distante da porta. “Marília disse que esse é o preferido pelas estudantes quando pretendem demorar mais no banheiro”, explica Rafael. “As meninas entram aqui, veem as frases e brincam; sentam para ler e comentam sobre o texto”, relata Andrea.

Dentre as diversas manifestações recebidas pelo Coletivo – todas positivas – houve sugestões de expor o trabalho no hall da Reitoria e também ampliar as fotos (de tamanho 10 X 15cm). Rafael e Gilliard, que pesquisam drogas de abuso, memórias aversivas e transtornos de stress pós-traumático, têm ainda em mente um projeto futuro em comum. “Pensamos em fazer um livro em que eu escreveria poemas e ele apadrinharia os textos com uma foto”, explica Rafael. A exposição permanece na Farmacologia até 13 de abril, dia da defesa da tese de Rafael.

Contatos com o grupo: coletivowc2012@gmail.com.

 

Texto e fotos: Cláudia Schaun Reis / Jornalista na Agecom

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UFSC lança game gratuito sobre a Mata Atlântica

16/03/2012 15:54

A equipe do Laboratório de Educação Cerebral, ligado ao Departamento de Psicologia da UFSC, lança na próxima terça-feira, 20 de março, o jogo eletrônico educativo Mata Atlântica – o bioma onde eu moro. A apresentação acontece a partir de 14h, no auditório do Centro de Ciências da Educação da UFSC.

Direcionado a estudantes do ensino fundamental, o jogo é gratuito, com download a partir do site www.mata-atlantica.educacaocerebral.org. Vem acompanhado de um guia para o professor e a escola pode solicitar capacitação para uso pelo e-mail bioma@educacaocerebral.org

De acordo com o coordenador do laboratório, o professor Emilio Takase, o desenvolvimento levou em conta a ideia de edutenimento (educação com entretenimento, diversão). Os jogadores não são adversários, mas integrantes de uma equipe e assim o game promove a relação colaborativa entre os alunos-jogadores.

Para motivar a relação colaborativa, há uma missão a ser realizada e um personagem (avatar, papagaio-de-peito-roxo) que acompanha os jogadores, dando feedbacks motivacionais (orientando o jogar e lembrando a importância do trabalho em equipe) e construtivos (acerca do conteúdo científico do game).

Takase explica que o jogo propicia aos estudantes conhecer 36 espécies de fauna associados aos ecossistemas do Bioma Mata Atlântica presentes em Santa Catarina. Traz também características marcantes das paisagens desses ecossistemas e sua localização no mapa do Estado.

A tecnologia educacional foi desenvolvida para oferecer qualidade ao Ensino de Ciências, já que o conteúdo Bioma Mata Atlântica é previsto para ser trabalhado no ensino fundamental, de acordo com os Parâmetros Curriculares do Ministério da Educação.

O desenvolvimento teve financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), depois que o projeto do Laboratório de Educação Cerebral foi selecionado em uma chamada pública voltada a estimular a inovação para valorizar a biodiversidade. Teve também apoio do estúdio Casthalia, ligado ao polo de desenvolvedores de jogos eletrônicos de Santa Catarina (SC-Game).

Mais informações: www.educacaocerebral.com e com o professor Emílio Takase, pelos telefones (48) 3721-8245

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom, com apoio da Assessoria de Comunicação da Fapesc

Tags: educação cerebralgame educativoUFSC

Ajustes na Plataforma Lattes estimulam divulgação científica

16/03/2012 13:22

Em breve dois novos critérios de avaliação do pesquisador serão inclusos na Plataforma Lattes, disponível na internet desde 1999. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) disponibilizará duas abas, uma na qual o pesquisador colocará informações sobre a inovação de seus projetos e pesquisa; e na outra, listará iniciativas de divulgação e educação científica.

Hoje, o Lattes fornece dados de alta qualidade com cerca de 1,8 milhões de currículos e quatro mil instituições cadastradas, sendo que 8% destes currículos são de doutores e cerca de 13% de mestres. A Plataforma representa a experiência do CNPq na integração de bases de dados de currículos e de instituições da área de ciência e tecnologia em um único Sistema de Informações, cuja importância atual se estende, não só às atividades operacionais de fomento do CNPq, como também às ações de fomento de outras agências federais e estaduais.

Segundo o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, as duas novas abas promoverão um maior contato da sociedade com a ciência e estimularão ainda mais a inovação. “Se antes os cientistas faziam suas pesquisas em laboratórios fechados e pouco divulgavam seus trabalhos por considerar ser papel do jornalista ou professor levar a informação científica à sociedade, hoje percebemos que isso não é o suficiente. O País precisa de uma ciência cada vez mais antenada com a sociedade, e para isso, o cientista deve reconhecer o seu papel de engajamento no cotidiano das pessoas. Foi nesse contexto que percebemos a necessidade de criar novos critérios de avaliação, que deverão aumentar o conhecimento da sociedade sobre as atividades científicas e estimular o processo de inovação”, afirma.

Oliva avalia ser fundamental a inserção das novas abas, já que no Brasil há um fosso profundo entre aqueles que fazem ciência e os que a consomem. “A sociedade não conhece com profundidade toda a riqueza da ciência brasileira e nem que ela tem contribuído para o desenvolvimento nacional e para o bem estar das pessoas. Isso ocorre porque ainda há pouco diálogo dos pesquisadores com a sociedade. Estes são pagos e financiados por ela, por isso têm a responsabilidade de prestar contas e informar sobre aquilo que fazem. As pessoas precisam usar a ciência no seu dia a dia, e não só terem consciência dela”, pontua.

Divulgação e educação científica – O novo item de avaliação do CNPq terá em conta o que os cientistas fazem para levar seu trabalho ao público e para promover a educação científica. O CNPq avaliará na aba divulgação, por exemplo, se os cientistas têm blogs pessoais sobre ciência, se divulgam na mídia os resultados dos seus trabalhos, se proferem palestras ou participam de feiras de ciência em escolas, por exemplo. Se antes se valorizava apenas a atividade acadêmica cientifica do profissional na hora de avaliar o seu desempenho, hoje o pesquisador precisa se conscientizar da importância de se fazer divulgação.

Esse item contará na avaliação de produtividade do pesquisador, sendo que todas as áreas serão analisadas pela divulgação científica. Além disso, o CNPq desde junho de 2011 exige, na submissão eletrônica das propostas de pesquisa e nos relatórios eletrônicos de concessão científica, que o pesquisador escreva em linguagem clara, para não especialistas, o porquê de o seu estudo ser relevante e os resultados alcançados. O CNPq espera com essa medida criar um banco de dados para alimentar os jornalistas, que poderão ter acesso a uma busca por tema, área geográfica, instituição, entre outras opções. Para que se tenha ideia da quantidade de relatórios, só o Edital Universal, leva hoje anualmente cerca de 15 mil propostas de pesquisa para o Conselho abrangendo todas as áreas do conhecimento.

Mundo inovador – Sabe-se que estimular a inovação também é uma importante missão do CNPq. Neste sentido, junto com a aba sobre divulgação, a agência criou também um outro espaço para que os cientistas descrevam a inovação de suas pesquisas. Segundo o presidente Oliva, a ciência moderna está intrinsecamente associada à inovação, por isso é preciso estimular cada vez mais as empresas a se apropriarem do conhecimento gerado na academia, para gerar riquezas e serviços úteis à sociedade.

“Precisamos aproximar mais as universidades das empresas para que estas se tornem mais competitivas no mercado externo. É imperativo disseminarmos a cultura da inovação nas cadeias produtivas, diminuirmos também a burocracia e os custos para o registro de patentes e estimularmos ainda mais os empreendedores tecnológicos. Só assim, com esta sinergia entre o governo, a academia e o mercado, o Brasil alçará voos mais altos”, ressalta.

(Ascom do CNPq)

Tags: divulgação da ciênciapopularização

Pesquisadores apresentam resultados de projetos apoiados pelo Pronex

16/03/2012 12:08

Onze projetos desenvolvidos na Universidade Federal de Santa Catarina foram apresentados nesta quinta-feira, dia 15, no seminário de avaliação final do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), realizado na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado (Fapesc), em Florianópolis.

Todas as iniciativas tiveram aporte financeiro do programa, que destinou R$ 6 milhões para pesquisadores realizarem estudos em áreas como refrigeração, sistemas nanoestruturados, logística integrada, sistemas elétricos, cultivo de peixes de água doce e difusão da literatura por meio digital. O 12º. projeto apoiado pelo Pronex foi de um professor da Univali, que pesquisou a obtenção de substâncias advindas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico.

O Programa de Apoio a Núcleos de Excelência prevê a destinação de verbas para pesquisadores de comprovada competência, organizados de forma a desenvolver projetos de pesquisa cientifica tecnológica e de inovação na fronteira do conhecimento. O volume de recursos vem subindo a cada ano e é disponibilizado através de chamadas públicas.

Representando o reitor Alvaro Toubes Prata, que é pesquisador e coordena o projeto de desenvolvimento de novas tecnologias de refrigeração à base de materiais avançados, o professor Paulo Wendhausen, do Departamento de Engenharia Mecânica, mostrou os progressos obtidos na busca dos melhores recursos e insumos para criar sistemas ecologicamente vantajosos para uso em refrigeração doméstica e industrial. O desafio é substituir o fluído utilizado dentro do compressor por material em formato sólido. Ele alertou, contudo, que mesmo com a pressão do mercado para acessar esta nova tecnologia, a tendência é de que ela ganhe viabilidade comercial somente daqui a uma década, pelo menos. “É uma tecnologia de longa maturação”, ressaltou Wendhausen.

Outro projeto que vem obtendo grande repercussão, e que contou com dinheiro do Pronex, foi desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Linguística (Nupill) do Centro de Comunicação e Expressão, sob a coordenação do professor Alckmar Luiz dos Santos. Trata-se de uma biblioteca digital que disponibiliza obras e acervos literários de autores portugueses e brasileiros. “Os recursos que obtivemos permitiram a sofisticação do sistema de consulta e armazenamento de dados”, explicou o professor Alckmar.

Há ainda o Portal Catarina, que tem mais de 4.400 documentos, 317 autores cadastrados e 2.579 arquivos digitalizados, incluindo textos de publicações como O Moleque (que foi dirigido por Cruz e Sousa no final do século XIX) e Sul (do grupo que introduziu o modernismo literário em Santa Catarina, em meados do século XX). O núcleo também mantém intercâmbios com instituições culturais e de pesquisa do exterior, com destaque para a firmada com a Universidade Complutense de Madri.

Os demais projetos apoiados pelo Pronex têm a coordenação dos professores Antonio G. N. Novaes, Evoy Zaniboni Filho, Faruk José Nome Aguilera, Ivo Barbi, João Batista Calixto, João Pedro Assumpção Bastos, Miguel Pedro Guerra, Philippe Jean Paul Gleize e Valdir Soldi.

Por Paulo Clóvis Schmitz/jornalista na Agecom

Tags: projetosPronex

Administração Central tomará medidas para coibir estacionamentos irregulares no campus

16/03/2012 10:44

Carros estacionam de forma irregular na Praça da Cidadania na UFSCO crescimento rápido do número de veículos no campus da UFSC em Florianópolis tem causado vários transtornos: a cada dia mais e mais automóveis estacionam irregularmente, não respeitando o patrimônio público e potencializando acidentes em vias de mão dupla. O que vem causando indignação da comunidade é o descaso excessivo dos motoristas. O campus também não pode se tornar um atalho para motoristas que “cortam” caminho por dentro dele e não transitam como deveriam num espaço com tantas pessoas circulando.

Para buscar soluções foi realizada uma reunião, no Gabinete do Reitor, com a presença do vice-reitor Carlos Alberto Justo da Silva, do chefe de Gabinete José Carlos Cunha Petrus e representantes da prefeitura e da segurança do campus. Os carros vêm estacionando até sobre a Praça da Cidadania  – ontem, dia 15, havia cerca de 30 veículos parados no local.

O que foi proposto inicialmente é sensibilizar e conscientizar a comunidade universitária, com a ajuda da central de segurança do campus, para que tais abusos deixem de acontecer.

Uma das medidas a serem tomadas é a colocação de adesivos nos veículos estacionados irregularmente. Como a segurança tem acesso ao registro das placas do DETRAN, os proprietários serão notificados. Caso haja reincidência, para os alunos será aberto um processo acadêmico e para os servidores um processo administrativo por danos ao patrimônio público.

Se os desrespeitos continuarem, outras medidas serão tomadas, como acionar a Guarda Municipal com aplicação de multas aos infratores.

Carros estacionam de forma irregular na Praça da Cidadania da UFSC

Por Alita Diana/jornalista na Agecom

Fotos: Laura Tuyama/jornalista na Agecom

 

 

Tags: CampusEstacionamentosUFSC

Pós em Farmacologia da UFSC promove Semana do Cérebro nesta sexta

15/03/2012 18:29

A Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) está promovendo a 1ª Semana Nacional do Cérebro. A Semana é uma campanha global de divulgação dos avanços e benefícios resultantes do estudo do cérebro. A cada ano, no mês de março, universidades, hospitais e outras organizações, inclusive agências do governo se unem durante uma semana num esforço coletivo de popularização dos conhecimentos neurocientíficos.

Em Florianópolis, pós-graduandos do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estão promovendo a Semana do Cérebro, tendo como alvo os alunos da rede pública de ensino de Florianópolis. Desta forma, o Colégio Policial Militar “Feliciano Nunes Pires” foi escolhido para que a semana do cérebro seja trabalhada. Será realizada a atividade “Somos o que lembramos – entendendo a memória”, composta por palestra e atividades em grupo através de jogos interativos.

Quando: 16 de março, às 14 horas.

Público-alvo: Alunos do 3º ano do Ensino Médio

Pós-Graduandos envolvidos:

– Evelyn Cristina da Silva Santos (Laboratório de Neurofarmacologia)

– Filipe Carvalho Matheus (Laboratório de Doenças Neurodegenerativas)

– Lívia Hecke Morais (Laboratório de Psicofarmacologia)

– Stefânia Forner (Laboratório de Peptídeos)

– Tatiane Teru Takahashi ( Laboratório de Psicofarmacologia)

– Vagner Linartevichi (Laboratório Neuropsicofarmacologia)

Informações: www.semanadocerebro.wordpress.com

Tags: farmacologiapóssemana do cérebroUFSC

“Assassinados pela ditadura: Santa Catarina” é tema de seminário na UFSC

15/03/2012 18:20

O Memorial de Direitos Humanos da UFSC e o Coletivo Catarinense Memória, Verdade e Justiça e o convidam para o seminário “Assassinados pela ditadura: Santa Catarina”, no dia 21 de março, quarta-feira, às 19h, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). O seminário é gratuito e aberto à comunidade.

O objetivo do evento é provocar o debate sobre o direito à memória histórica e também sobre a busca da verdade a respeito dos mortos e desaparecidos no período da ditadura militar. O momento é oportuno para a realização deste seminário, tendo em vista a aprovação da Lei Federal que criou a Comissão da Verdade e a necessidade de mobilizar iniciativas a nível estadual que acompanhem esse movimento, bem como criar o Memorial de Santa Catarina, conforme Lei aprovada na Assembleia Legislativa em março de 2012.

Palestrantes: professores Fernando Ponte de Sousa (MDH/UFSC), Luis Fernando Assunção (UNASP, autor do livro “Assassinados pela ditadura: Santa Catarina”), Márcio Vettorazzi (presidente da Comissão da Verdade da OAB/SC), procurador Mauricio Pessutto (representante do Ministério Público Federal).

Outras informações pelo e-mail everhenn@ig.com.br.

Tags: Assassinados pela ditadura: Santa CatarinaseminárioUFSC

Vestibular 2012: UFSC divulga quarta chamada de calouros

15/03/2012 18:06

O Departamento de Administração Escolar da Universidade Federal de Santa Catarina (DAE/UFSC) divulgou nesta quinta-feira, dia 15, o Edital Nº 12 / GD / DAE / 2012, com a lista dos convocados em quarta chamada referente ao Vestibular UFSC 2012. Eles vão ocupar as vagas não preenchidas pelos selecionados, muitos deles aprovados em outras instituições de ensino. A matrícula será realizada nos dias 19 e 20 de março de 2012, munidos da documentação exigida. O local da matrícula será no campus correspondente à classificação do aluno e na respectiva Coordenadoria do Curso, das 8h às 12h, e das 14h às 18h.

Conforme calendário acadêmico, no dia 22 de março termina o prazo para desistência formal de calouros matriculados com vistas ao preenchimento de vaga no curso por candidato de classificação subsequente do Vestibular 2012. Também no dia 22 está prevista a última chamada do Concurso Vestibular 2012, para matrícula neste primeiro semestre.

Mais informações pelos telefones do DAE: (48) 3721-9707, 3721-9331 e 3721-6553 ou pelo site www.dae.ufsc.br

Tags: calourosquarta chamadaUFSCVestibular 2012

Exposição retrata tradições da Ilha de Santa Catarina e Arquipélago de Açores

15/03/2012 16:35

Exposição em comemoração ao aniversário de Florianópolis estabelece paralelo cultural entre os costumes da Ilha de Santa Catarina e da Ilha Terceira, nos Açores.

O Espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) apresenta a exposição “Ilha Terceira/Ilha de Santa Catarina: Um paralelo iconográfico”, com 30 imagens do século passado, aliadas a textos descritivos. As fotos mostram costumes, tradições e o folclore, além de aspectos da arquitetura açoriana presentes tanto na Ilha Terceira, nos Açores, quanto na Ilha de Santa Catarina. A pesquisa e curadoria ficam por conta de Paulo Ricardo Caminha, atual vice-presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Florianópolis. A visitação é gratuita e pode ser feita até 27 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h as 12h e das 14h às 17h.

O Espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos organizou esta exposição no mês de março para comemorar o aniversário da cidade de Florianópolis, mostrando que mesmo com mais de 260 anos da chegada dos açorianos, ainda mantemos uma herança cultural muito forte que nos liga diretamente ao Arquipélago dos Açores. Nesta exposição os visitantes podem comparar imagens da Ilha Terceira com a Ilha de Santa Catarina em aspectos como: festa do divino, arquitetura civil, rural ou militar, cais e portos, artesãos, etc.

Desde 1988, Paulo Caminha realiza pesquisa e recolha de documentos e imagens da antiga cidade, e hoje possui um importante acervo iconográfico tanto da Ilha de Santa Catarina quanto da Ilha Terceira, nos Açores. Sua coleção é, hoje, o maior acervo fotográfico particular com temática açoriana fora do arquipélago português, e um dos mais importantes da cidade de Florianópolis.

Por Matheus Moreira Moraes/Estagiário de Comunicação da SeCArte

Informações: (48) 3721-8729 e 9911-0524 – passaportecultural2@gmail.comwww.secarte.ufsc.br

SERVIÇO:

O quê: Exposição ILHA TERCEIRA/ILHA DE SANTA CATARINA: Um paralelo iconográfico

Local: Espaço Cultural do NEA – UFSC

Período: até 27 de abril de 2012

Visitação: segunda à sexta-feira, das 9h as 12h e das 14h às 17h

Promoção: Universidade Federal de santa Catarina/Secretaria de Cultura e Arte

Realização: Núcleo de estudos Açorianos/UFSC

Apoio Cultural: Direcão Regional Comunidades/Presidência Governo Açores – Agecom/UFSC

Informações: Paulo Caminha (48)9919-3886 – Joi (48)3721.8605 ou joi@nea.ufsc.br

Tags: exposiçãofotografiasNEAUFSC

Destaques da Iniciação Científica representarão UFSC na 64ª Reunião Anual da SBPC

15/03/2012 16:11

A cerimônia de premiação foi prestigiada pela Administração Central, orientadores, colegas e familiares. Fotos: Wagner Behr/Agecom

A 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que será realizada em julho, em São Luiz, no Maranhão, terá a representação de seis jovens cientistas da UFSC que receberam nesta quarta-feira (14 de março) o prêmio Destaque da Iniciação Científica. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão vai custear, além da inscrição, a hospedagem, a inscrição e o transporte para o evento, um dos mais importantes momentos científicos do País, este ano com o tema “Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza”.

“Espero que aproveitem a cidade, se orgulhem e orgulhem a sua universidade, pois vocês estarão levando a imagem da UFSC”, disse na cerimônia de premiação o vice-reitor da UFSC, professor Carlos Alberto Justo da Silva, aos estudantes Guilherme Wagner (do Curso de Engenharia de Materiais), Paulo Leonel Teixeira (Engenharia Mecânica), Paulo Victor da Fonseca (Ciências Econômicas), Guilherme Ricken (Direito), Vandrize Meneghini (Educação Física) e Francis Pereira Dias (Ciências Biológicas).

O grupo foi escolhido durante o 21º Seminário de Iniciação Científica, um encontro de divulgação e avaliação dos trabalhos de estudantes que contam com bolsas de iniciação científica. Foram premiados três alunos que mostraram seus trabalhos em painéis e outros três em apresentações orais – dois em cada uma das áreas do conhecimento: Ciências Humanas, Ciências da Vida e Ciências Exatas.

“Na universidade do futuro esperamos que a iniciação científica não seja algo para alguns, mas para todos”, complementou o vice-reitor, que compartilhou a cerimônia com a pró-reitora de Pesquisa e Extensão da UFSC, professora Débora Peres Menezes, o diretor do Departamento de Projetos de Pesquisa, professor Jorge Mário Campagnolo, e Airton Costa, que há 20 anos atua junto aos programas de iniciação científica na Universidade.

“No futuro vocês poderão ser orientadores. O Airton conhece bem essa história”, lembrou o professor Jorge Mário Campagnolo, ressaltando a importância da iniciação científica na carreira dos pesquisadores. “O país alcançou a posição de 13º  em produção científica no mundo e certamente esse fato tem relação com a iniciação científica, fundamental em um país que quer crescer como o Brasil”, complementou o diretor do Departamento de Projetos de Pesquisa. A homenagem aos jovens pesquisadores foi prestigiada pelos orientadores dos trabalhos, colegas de curso, professores e familiares.

Engenharia espacial e botânica
Os títulos dos trabalhos dos estudantes premiados como Destaques da Iniciação Científica são um indicativo da complexidade e da relevância das pesquisas premiadas. Guilherme Wagner, por exemplo, foi reconhecido pela qualidade do projeto ´Análise Experimental de um Sistema de Bombeamento Capilar com Elemento Poroso Cerâmico em Ambiente de Microgravidade´. Ele explica em seu resumo que evaporadores capilares cerâmicos representam um avanço na tecnologia mundial para a dissipação de calor e controle de temperatura de operação de componentes eletrônicos, com potencial aplicação em ambiente de microgravidade (ambiente espacial, por exemplo).

Relacionada à área de Engenharia Térmica e desenvolvido junto ao Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC, sua investigação busca colaborar com o desenvolvimento de tecnologia nacional para projeto e fabricação de circuitos de transferência de calor, sistemas com aplicação nas áreas espacial e industrial.

A caracterização da anatomia das folhas de duas plantas, uma delas com ocorrência somente em Florianópolis, é tema de outro trabalho que foi premiado. O estudo de Francis Pereira Dias, ligado ao Laboratório de Anatomia Vegetal, do Departamento de Botânica, enfoca epífitas (plantas que crescem sobre o tronco de árvores) e rupícolas (organismos que vivem sobre paredes, muros, rochedos ou afloramentos rochosos) e representam grande parte da diversidade das Florestas Tropicais Úmidas. São espécies com estruturas anatômicas, adaptadas à restrição hídrica e à busca de irradiação solar.

Francis caracterizou o formato das folhas de duas espécies (a epífita Codonanthe gracilis e Sinningia bullata, uma rupícola endêmica de Florianópolis), relacionando suas características às condições ambientais. O trabalho integra a Rede em Epífitas de Mata Atlântica: Sistemática, Ecologia e Conservação, do Programa Nacional de Apoio e Desenvolvimento da Botânica, financiado pela Capes.

Os estudantes avaliados como Destaques da Iniciação Científica 2011 também abordaram os temas aptidão funcional e comportamento sedentário em idosos, sistemas para controle de ângulo em turbinas eólicas, análise econômica teórica do fenômeno de migração rural-urbana e a construção jurídica do Estado Interventor nos Estados Unidos.

Mais informações: Departamento de Projetos de Pesquisa (DPP/PRPE/UFSC) / (48) 3721-9332

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Destaques da Iniciação Científica 2011:

ALUNO ORIENTADOR

DEPTO

CENTRO

DESTAQUE

 GUILHERME WAGNER  EDSON BAZZO

 EMC

CTC

APRES. ORAL EXATAS

 PAULO LEONEL TEIXEIRA  VICTOR JULIANO DE NEGRI

 EMC

CTC

PAINEL
EXATAS

 PAULO VICTOR DA FONSECA  JAYLSON JAIR DA SILVEIRA

 CNM

CSE

APRES. ORAL HUMANAS

 GUILHERME RICKEN  AIRTON LISLE CERQUEIRA LEITE SEELAENDER

DIR

CCJ

PAINEL
HUMANAS

 VANDRIZE MENEGHINI  ALINE RODRIGUES BARBOSA

DEF

CDS

APRES. ORAL
VIDA

 FRANCIS PEREIRA DIAS  MARISA SANTOS

BOT

CCB

PAINEL
VIDA

 

 

Tags: Destaque da Iniciação CientíficaUFSC

O mundo das baleias é tema de palestra na Sala dos Conselhos

15/03/2012 10:44

O açoriano João Antonio Gomes Vieira profere nesta quinta-feira, dia 15, às 15h30min, na Sala dos Conselhos da UFSC, Prédio da Reitoria, a palestra “O Mundo das Baleias e dos Baleeiros”. Natural das Lajes das Flores – Ilha das Flores – Açores – Portugal, descendente de antiga família de gente do mar, teve sete gerações de baleeiros, de onde herdou o gosto pelo mar e seus “mistérios”. Acompanhou desde a mais tenra idade a caça à baleia na ilha das Flores e somente aos 21 anos teve autorização do pai para o embarque em uma baleeira, só então nesta oportunidade pode participar da caça.

Fundador e diretor do Museu das Flores, autor da série O Homem e o Mar, foram publicadas sete edições bilíngües intituladas: Embarcações dos Açores; Artistas do Marfim e Osso de Cetáceos; A Pesca Longínqua do Bacalhau; Os Açorianos e as Pescas – 500 Anos de Memória; A Família Dabney – A Memória de um Legado; A Participação Portuguesa na Baleação Americana; Portos e Marinas dos Açores; Transportes Marítimos no Arquipélago dos Açores – 500 Anos de Memória.

Vieira é consultor técnico do New Bedford Whaling Museum, curador da Galeria do Baleeiro Açoriano de New Bedford, Massachussets, Membro do IAC – Instituto Açoriano de Cultura, Real Sociedade de Geografia de Lisboa, Sócio do Instituto Histórico da Ilha Terceira e Membro da Academia da Marinha Portuguesa. A realização é do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC.

Mais informações pelo fone (48) 3721-8605.

Tags: baleeirosbaleiasMundo

Duda Machado, música na memória, poesia no punhal

15/03/2012 09:51

Como anotações repetidas num diário

Não há mais nada para ser adiado.

No ar coberto pelo pó, a memória

esbarra nos rastros do que pôde ser

vivido como revelação e início.

O espelho que aguarda,

o mar de antes,

a miséria tão certa como a esquina,

o que os corvos sabem (?).

 Dentro da falha que persiste,

a persistência em querer ver.

A surpresa ante o próprio

 entusiasmo repentino.

 E a escuridão – desejada feito música.

 (Adivinhação da Leveza, Editora Azouge, 2011)

Encontro de Duda Machado, Rodrigo de Haro e Sérgio Medeiros
Duda (primeiro à esquerda), Rodrigo e Sérgio:
conversa sobre música e poesia

Em visita à Editora da UFSC, Duda Machado, poeta, ensaísta, tradutor e professor universitário, conversa com editor Sérgio Medeiros e poeta Rodrigo de Haro sobre relações entre música e poesia

Ele foi, ao lado de Waly Salomão, o letrista predileto das fases mais vanguardistas de Gal Costa e JardsMacalé na década de 60. Mas nunca tocou um instrumento, a não ser “três anos infelizes de sanfona” para atender a um desejo do pai. Quem esquece Gal cantando “Doce amor”, com sua garra vocal e performática, “como um punhal que brilha”? E a voz de Elis Regina também assina uma comovente gravação de “Doente Morena”. Antes da experiência musical, ele já havia investido seu talento na arte cinematográfica. Cinéfilo colecionador e frequentadorcompulsivo de salas de projeções, com pouco mais de 20 anos estava decidido pela carreira de diretor. Chegou a realizar um curta-metragem e alguns esboços de roteiro que acabou deixando na gaveta, intimidado pelo trabalho prático exigido pelo aparato de produção. Embora as incursões na música e no cinema não o tivessem satisfeito inteiramente, encorajaram-no para umterceiro projeto: escrever poesia e dar vazão a uma intensa leitura do gênero. Dessas experiências artísticas produtivamente frustrantes o Brasil viu nascer um de seus mais expressivos poetas contemporâneos.

Foi, portanto, o trabalho poético que ganhou definitivamente o artista Carlos Eduardo Lima Machadoe colheu os frutos de sua passagem por essa variedade de linguagens artísticas sobre as quais a obra do poeta baiano se constrói. Em visita a Florianópolis antes do Carnaval, Duda Machado se reuniu com o multiartista Rodrigo de Haro em um encontro promovido pelo amigo e também poeta, Sérgio Medeiros, diretor da Editora UFSC. Com o objetivo de planejar, em parceria com o Curso de Cinema da UFSC, uma grande mostra de filmes que exploram a questão do inumano, a ser realizada em abril, a pequena confraria dedicou-se a uma longa tarde de revisitação à memória da história cultural brasileira. A empatia entre o poeta catarinense Rodrigo de Haro e o baiano Duda Machado, que ainda não se conheciam, mas compartilharam esses momentos históricos, foi imediata e faiscante como o encontro entre dois velhos amigos.

Além de poeta, ensaísta e tradutor, Duda Machado é professor de teoria literária na Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais. Sua primeira obra poética veio em 1977, aos 33 anos, já morando no Rio de Janeiro, sob o sugestivo nome Zil, gíria que significa miscelânea. A segunda, intitulada Crescente, foi publicada somente uma década depois. Em 1997 escreveu Margem de uma onda (1997) e, em parceria com Guto Lacaz, Histórias com poesia, alguns bichos &cia., divertido livro de poemas para crianças. Transitando entre a docência e a produção poética, Duda fala nesta entrevista sobre a relação entre música e poesia e sobre seu último livro, Adivinhação da leveza, pela Azougue Cultural. Aborda ainda, com eloquência, a importância da efervescente Salvador dos anos de 60 e 70na sua formação e na de outros expressivos artistas nacionais. Conta como esse movimento conseguiu driblar o golpe de 64 e a sociedade conservadora para instaurar na capital baiana um polo de vanguarda na produção cultural para o País.

Raquel Wandelli: Teremos algum desdobramento poético desta conversa, além do projeto da I Mostra Internacional do Bestiário no Cinema?

Duda: Não chegamos ainda à mesa de anatomia [risos]. Por enquanto estamos nos divertindo em nossas conversas, evocando diversas situações onde, embora não tenhamos vivido juntos, fomos contemporâneos. O humor prevalece.

Raquel Wandelli: Você é professor, poeta, tradutor. Como se dá a articulação nessas diferentes, esferas de atuação na sua produção?

Duda: Seria ilusório dizer que essas atividades se articulam de forma harmoniosa. Em primeiro lugar, porque fazer poesia é algo muito exigente e ainda que possa se tornarcompatível com as outras atividades às vezes torna a relação entre elas muito tensas, sobretudo pela necessidade de concentração.

Raquel Wandelli. A teoria ajuda a atividade poética e vice-versa?

Duda: Aparentemente poderia ajudar, mas assim como as minúcias da realidade concreta costumam dissolver as ideias que fazíamos em relação à própria realidade, as minúcias do ato de compor poemas (e tudo no poema é minúcia, capaz de arrastar consigo aestrutura de composição) dissolvem a possibilidade de uma ligação entre a parte teórica e a prática de escrever.  Em termos intelectuais, não vejo essas atividades como opostas ou capazes de criar antagonismos. A atividade crítica de muitos poetas mostra mais do que compatibilidade, pois expõe certa interação entre crítica e poesia. Mas nem sempre a atividade de escrever crítica se transpõe para a crítica que é inerente ao ato de escrever poemas. Ambas trazem consigo fortes exigências. Muitas vezes, as exigências de escrever crítica com densidade pode se chocar com as exigências mais fortes (quando se é poeta) de compor poesia.

Raquel Wandelli. E essa contradição tem consequências produtivas para o poeta?

Duda. São consequências muito variáveis. Desde momentos de exclusão de uma das atividades, até um convívio precário que tem de ser pacientemente elaborado e mantido. Há momentos em que você queria ter disponibilidade de tempo completa para o poema, mas isso não quer dizer, no entanto, que essa disponibilidade pudesse ser mesmo usada. Essa aspiração pode ser produtiva porque faz você se virar para arrumar tempo.

Raquel Wandelli: Como você vê as possibilidades de explorar as aproximações entre crítica literária, tradução e poesia propriamente dita?

Duda: No caso da tradução, pode-se dizer que traduzir e fazer poemas podem ser apenas variantes. É verdade que não traduzo de modo contínuo há muito tempo, desde que me tornei professor. Traduzir profissionalmente foi algo que fiz para sobreviver, numa época em que fiquei sem emprego. Veja que as traduções de livros que fiz foram sempre de prosa (crítica ou ficção).  As poucas traduções de poemas foram publicadas em revistas ou jornais.Consegui sugerir algumas traduções de livros que foram aceitas e acho que fiz um bom trabalho. Por exemplo, As Cartas Exemplares de Flaubert, o fabuloso Marcel Schowb de Vidas Imaginárias ouO Bom Soldado, de Ford Madox Ford. Mas também fiz muitas sem nenhum prazer.

Raquel Wandelli: Você foi letrista de música, cineasta, poeta, tradutor… Como essa passagem por diferentes linguagens e atividades se expressa no seu trabalho poético?

Duda. Devo muito à música e também à pintura e ao cinema. É bom lembrar que a adesão a cada uma dessas atividades se deu em épocas distintas. Por volta dos 26 anos, eu queria mesmo era ser diretor de cinema, mas percebi que minha praia não era essa.Quando escrevi letras de música não escrevi poemas. Minha proximidade com Torquato Neto, Caetano, Gilberto Gil e a admiração pelo que faziam me levou a fazer letras para JardsMacalé. Mas eram letras para serem cantadas, não para existirem como leitura no papel.Só depois dessapassagem pelo cinema e pela composição de letras de música julguei que poderia começar a escrever poemas, embora soubesse que havia uma grande diferença entre as duas coisas, letra e poesia.

Raquel Wandelli. Você toca algum instrumento?

Duda: Meu pai me obrigou a tocar sanfona, o que me fez muito infeliz durante três anos [risos]. Não toco nenhum instrumento, mas na minha família ouvia-se música o tempo todo.

Raquel Wandelli. A música interfere na sua poesia? De que forma?

Duda.  Não sei responder com clareza a esse respeito. Se você fala do impacto damúsica popular sobre o que escrevo, não consigo ver a relação. É até provável que haja interferência, se penso,por exemplo, na música popular brasileira mais tradicional que ouvi muito quando era adolescente em Salvador.No meu caso, foi diferente, mas quero deixar claro que a convivência entre letrista e poeta pode ser possível e fecunda.  Para falar de um caso especial, Jorge Luís Borges foi contista, poeta e letrista. Quando Borges escreveu suas milongas, se não me engano, já era um poeta consolidado.

Raquel Wandelli: Há uma onda da critica literária que reivindica o específico da poesia e com base nisso procura desfazer o estatuto poético do que se faz em letras de música. O que você pensa sobre essas objeções?

Duda:É preciso ser capaz de reconhecer que letras de músicas podem ser igualadas ao que se considera como o melhor da poesia. Não creio que seja o meu caso. Há evidentemente uma especificidade da poesia, o que não quer dizer que a letra da canção não possa alcançar essa mesma qualidade.

Sergio Medeiros: Há um grupo de poetas e críticos aos quais se alistam Régis Bonvicino, Nelson Acher, Paulo Franchetti para quem no Brasil os poetas foram subestimados em relação a Caetano, Gil, Chico Buarque, Arnaldo Antunes.

Duda. Se não me engano, João Cabral disse que havia toda uma dimensão da lírica que deveria ser deixada de lado, pois a canção popular e

ra suficiente para isso.É uma discussão que volta e meia vem à tona. A questão se complica porque no Brasil a música popular é bem sucedida, tem um grande público e a poesia não. Nem a atual, nem a de qualquer outra época. Parece que houve um momento de valorização das obras de Caetano, Gil, Chico Buarque que levou a uma equivocada comparação com vantagem sobre a poesia daquele momento. Mas nada de definitivo, claro e consistente pode se dizer sobre essas relações. Por isso nunca me detive nesse papo reativo, nessa competição numa pista inexistente. Há algo de ressentido no fato de poetas estarem dando notas a músicos-letristas brasileiros.

Raquel Wandelli: E há por outro lado também os que criticam alguns músicos por fazerem composições que privilegiam a palavra literária e não a música, usando como exemplo parte da obra de Chico Buarque…

Rodrigo de Haro: Mas a natureza do madrigal já se faz dessa literalização da música. Ou seja, ela também está na gênese da poesia. Os sonetos de Shakespeare, por exemplo, foram escritos para serem cantados.

Duda: Música e poesia podem se interpenetrar. O registro da letra é outro, afetado pela música da canção. O que não tem sentido é fazer uma sistema de hierarquizações. Afora isso, há as complicações da produção que dirige apenas para o consumo.

Sérgio Medeiros: Os poetas chineses faziam letras que o rei musicava, por exemplo…

Duda:Esse exemplo ajuda a demonstrar que se trata de processos de produção diferentes, que podem ser integrados em determinadas tradições e contextos culturais. Acho muito pobre essa mania brasileira de definir o que e o que não é melhor entre poesia e letra de canção.

Rodrigo de Haro: A poesia é irrefutável.

Sérgio Medeiros: Essa frase diz tudo. A poesia, não importa se aparece em música ou na escrita, é irrefutável.

Duda: É isso! Nossa época implodiu a concepção do poético, que pode estar em qualquer lugar.

Raquel Wandelli. Você gostaria que um poema seu fosse musicado?

Duda: Não gostaria de maneira nenhuma [risos].

Raquel Wandelli. O que você diria sobre o seu último lançamento, Adivinhação da leveza, pela Azougue Cultural em relação ao conjunto de sua obra?

Duda. Adivinhação da leveza é um verso que concluiu um poema em torno da persistência e das modificações do passado. Acho um livro com diferenças decisivas em relação ao anterior, Margem de uma onda. O primeiro marco diferencial é que a maior parte dos poemas está concentrada no tópico da memória, como se os fossem compondo uma espécie de poema único. Para chegar a eles, o tempo se impôs e, com ele, a memória.

Raquel Wandelli: De que modo o passado se torna matéria-prima da sua poesia?

Duda: Implicitamente. O poeta trabalha de todos os modos e sempre. Ao escrever, está sempre dentro de uma combinação de memória (pessoal, de poemas de outros) e de certa invenção que se exerce sobre estas memórias.

Raquel Wandelli. Você viveu uma polisdiversidade, por assim dizer: nasceu na Bahia, morou no Rio de Janeiro, agora leciona em Ouro Preto. Como a memória das cidades aparece em sua poesia e qual é o lugar de Salvador?

Duda. Sempre misturo as cidades na memória poética, mas Salvador é primeiríssima. Fica na lembrança por causa da infância e da formação na juventude. Na minha juventude, Salvador possuía umaextrema vivacidade cultural. Aquelasimultaneidadede música, pintura, dança, a

rte experimental formou toda uma geração [entre eles Glauber Rocha, Caetano Veloso, Waly Salomão, João Ubaldo Ribeiro, Rogério Duarte, Roberto Pinho, José Carlos Capinan, Gilberto Gil, Carlos Nelson Coutinho e o próprio Duda Machado]. Naquele lugar pequeninodo mundo tudo que havia de mais arrojado na arte estava à disposição do público, como ouvir John Cage na sala de concertos da Reitoria ou assistir às produções teatrais de qualidade que Martins Gonçalves e Luís Carlos Maciel dirigiram na Escola de Teatro.

Raquel Wandelli. Como começou essa avant-garde baiana?

Duda: Trata-se de uma história bem conhecida que se deveu à iniciativa de um reitor (o primeiro reitor e fundador da UFBA) chamado Edgar Santos que criou na Bahia um poderoso polo de produção artística. Ele trouxe o compositor erudito de vanguarda, maestro, flautista e crítico de arte Hans-Joachim Koellreutter para dirigir a Escola de Música e os Seminários Livres de Música em Salvador que ele concebeu. Trouxe o ensaísta português Agostinho da Silva, que criou o Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao); a polonesa YankaRudzka, diretora da Escola de Dança e o cenógrafo. Trouxe do Rio de Janeiro o diretor de teatro Martins Gonçalves para dirigir a maravilhosa Escola de Teatro. E ainda o arquiteto [como fazia questão de ser chamada] Lina Bo Bardi, uma italiana com concepção inovadora sobre o museu e as artes populares, que estava à frente do Museu de Arte Moderna da Bahia. Lina, se não me falha a memória, ajudou a fundar uma espécie de cinemateca muito ativa onde eram exibidos os grandes filmes europeus e americanos. Glauber, Caetano, Gil, Tom Zé, por exemplo, como eles próprios já disseram, descendem desse ambiente único.

Raquel Wandelli. Pode-se dizer que durante os 15 anos à frente da reitoria da Federal da Bahia ele abriu as portas e caminhos para um renascimento multicultural que se expandiu para São Paulo e Rio e gerou o Cinema Novo e a Tropicália…

Duda.Sim, foi aí que esses artistas se formaram para depois fundarem ou se incorporem aos movimentos de que você fala.

Raquel Wandelli. E como Edgar Santos se segurou com a perseguição aos artistas e aos intelectuais nas universidades pela Ditadura Militar?

Duda. Edgar Santos não foi cassado ou coisa semelhante. Perdeu o cargo de reitor em 1961, quando Jânio Quadros escolheu outro nome da lista tríplice que era enviada ao presidente da República. Edgar foi para o Rio e faleceu no ano seguinte.

Lembro-me de uma coisa curiosa. Eu era estudante de Ciências Sociais na Bahia em 1965 e tive como professor Perseu Abramo, que havia sido expulso da Universidade de Brasília. Suponho que deve ter havido alguma negociação com os militares para que ele fosse admitido na UFBA.

Raquel Wandelli: E a sociedade da época apoiava o seu trabalho?

Duda.Muita gente era contraEdgarna época. Isso dentro e fora da universidade. Queriam a sua cabeça e da sua equipe, “aqueles malucos” que “traziam veados pra Bahia”, como se dizia nos lares e nas ruas de Salvador.

Raquel Wandelli. Voltando a sua obra, você parece experimentar várias propostas estéticas sem se confundir com nenhuma delas… Você acha que conseguiu criar um caminho próprio?

Duda: Acho que posso falar de meu primeiro livro,Zil, como exemplar dessa minha orientação. Em Zil, fiz alguns poemas concretos e construções visuais. Mas não se trata de uma simples adesão à poesia concreta, pois o verso predomina. Sempre achei que a tendência da horaPoeta Duda Machado visita a Editora da UFSC

tinha que ser a minha [risos]. Zil é uma gíria queexprime uma variedade de coisas, várias coisas ao mesmo tempo. Minha poesia tem, desde o início, algo de hibrido. Por exemplo, na relação entre lírica e distância da lírica.

Raquel Wandelli: Qual de seus livros mais o agradam?

Duda: Como não poderia deixar de ser, o último. A elaboração do poema pode ser sempre aprimorada, mas tenho apreço especial por

Margem de uma onda. Dizem que a última etapa do poeta ou do artista é encontrar dentro de suas próprias marcas estilísticas um modo de dissolver tudo o que ele fez até então.

 

Raquel Wandelli é jornalista na Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, professora de Jornalismo na Unisul e doutoranda em teoria literária na UFSC com a tese “Devires do inumano na literatura e na arte”. Publicou pela Editora da UFSC e IOESP Leituras do hipertexto; viagem ao Dicionário Kazar. Assina diversos ensaios publicados em livros, revistas e jornais sobre literatura, cinemae cultura em geral.

 

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Inscrições para Programa Institucional de Bolsas de Estágio encerram nesta sexta

15/03/2012 08:23

Estão abertas até esta sexta-feira, 16 de março, as inscrições para o Programa Institucional de Bolsas de Estágio (PIBE). O edital publicado pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação disponibiliza 600 bolsas de estágio não obrigatório, que contemplem atividades de preparação ao mercado de trabalho, destinadas a alunos de graduação da UFSC. A divulgação das propostas contempladas está prevista para 10 de abril.

São 60 bolsas de inclusão (para alunos com deficiência) e 540 de campos de estágio. Diretores de centro ou de campi, chefes de departamento e os diretores do Núcleo de Desenvolvimento Infantil e do Colégio de Aplicação poderão requisitar as bolsas pelo sistema PIBE.

O valor mensal será definido pelo Conselho Universitário e é acrescido de auxílio transporte, sendo o pagamento proporcional aos dias de atividade. Durante os períodos de recesso o auxílio transporte não fará parte da remuneração do bolsista.

Cronograma:
Lançamento do Edital: 13 de fevereiro 2012
Início das inscrições: 16 de fevereiro 2012
Data limite para submissão das propostas: 16 de março
Divulgação das propostas contempladas: 10 de abril
Prazo para pedidos de reconsideração: 13 de abril
Resultados dos pedidos de reconsideração: 20 de abril

Mais informações: (48) 3721-9446.

Tags: bolsasestágioinscrições

Fascículos dão visibilidade a comunidades quilombolas

14/03/2012 23:41
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“Meu marido e eu plantávamos fumo. Criamos dez filhos. Assim, era vida de pobre, vendíamos. Não tinha estrada. Tudo era carregado na carroça. Ocorre que muitas vezes o fumo mofava. Nós não tínhamos muita escolha. Tínhamos engenho de farinha que era para o gasto. Pagavam a farinha muito baixo. Comprávamos peixe na praia quando não íamos pescar. Fazíamos a rosca de massa, curujá do polvilho. Isso era feito no forno”.  

 

O depoimento de Dona Margarida Jorge Leodoro, de 80 anos, conta um pouco da vida no Morro do Boi, comunidade quilombola situada a seis quilômetros de Balneário Camboriú (SC). Suas memórias e as de seus vizinhos – muitos deles seus parentes, como é comum em comunidades quilombolas – foram registradas no projeto Nova Cartografia Social dos Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil, desenvolvido pelo Núcleo de Estudos de Identidade e Relações Interétnicas (NUER) da UFSC.

 

Dois fascículos impressos, integrantes do projeto – um referente àquela comunidade e outro sobre pescadores da Costa da Lagoa (bairro da Capital) – foram lançados nesta quarta, 14/03, no II Seminário Saberes Locais e Territorialidades, que aconteceu no auditório Henrique da Silva Fontes (CCE) e reuniu membros de diversas comunidades quilombolas catarinenses, como Caldas de Cubatão, Morro Fortunato e Comunidade da Aldeia, além de representantes do Incra, Ministério Público Federal, Movimento Negro Unificado e estudantes e professores.

 

Sueli Marlete Leodoro é a presidente da Associação Quilombola Morro do Boi. Ela conta que tanto o trabalho do NUER quanto os desenvolvidos pela Udesc – com a participação do professor Pedro Martins – e da Univali – com a discente na época e hoje docente Ana Elisa Schlickmann,  ambos presentes no evento -,  propiciaram que a comunidade se autorreconhecesse quilombola. “Por sermos todos primos, queríamos resgatar nossas origens. Quando nossos pais contavam histórias, eram só lembranças tristes. Quem queria ouvir aquilo? A gente dava as costas e ia embora. Tenho uma filha mais clara que não gostava de ser chamada de negra. Depois que o professor Pedro lhe contou histórias sobre a África, ela não quer ser chamada de outra coisa”.

 

A partir do processo de valorização de suas origens, o Morro do Boi criou a associação de moradores, que tem como sede provisória a casa de Dona Margarida, mãe de Sueli. Sua sala é o espaço para as reuniões, as missas, e tantas outras atividades de convívio da família, que, como conta a filha, recebe a todos com café e sorrisos, seja a hora ou o dia que for.

 

Vanda Pinedo, representante do Movimento Negro Unificado, sintetiza a luta das comunidades. “Em todos os estados desta nação há conflitos de terra com os quilombolas. Se os meios de comunicação não retratam essa realidade, é preciso que os espaços acadêmicos exponham a situação para que a sociedade esteja compromissada com a questão”. Raquel Mombelli, professora e pesquisadora do NUER, ilustra a questão, destacando que a comunidade do Morro do Boi, com a duplicação da BR-101, deixou de plantar banana e café, e a construção de túnel tem ameaçado as residências, que começaram a apresentar rachaduras. “Queriam transformar nossas terras em Área de Preservação Permanente, alegando que não conheciam ninguém que morasse lá. Mas nós pagamos IPTU com o endereço de lá”, complementa Sueli.

 

O antropólogo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/SC), Marcelo Spaloense, relembra que apenas em 2006 o Incra constituiu corpo técnico específico para cuidar da regularização das terras. “Em todo o Brasil são cerca de 1.100 processos só para reconhecimento de comunidades quilombolas”. Ele elogiou o projeto Nova Cartografia, já que “dá voz e torna visível diversas comunidades que foram omitidas da historiografia oficial”.

 

Os fascículos foram feitos em produção coletiva, pelas próprias comunidades, que definiram seus conteúdos e delimitaram os mapas. O do Morro do Boi foi distribuído oficialmente por Sueli, que entregou parte das histórias, dos afetos e das lutas de sua família aos participantes do evento, muitos dos quais têm trajetórias semelhantes para compartilhar.

 

Mais informações com o Núcleo de Estudos de Identidade e Relações Interétnicas (NUER): 3721-9890 – Ramal 21ou  nuer@cfh.ufsc.br.
Por Cláudia Schaun Reis/ Jornalista na Agecom
Fotos: Wagner Behr/ Agecom

Leia mais:

– UFSC sedia Seminário sobre Comunidades Quilombolas e Unidades de Conservação

– Tesouros de terras e sementes

Tags: negrosNUERquilombolas

Vestibular UFSC 2012: quarta chamada de calouros remanejados

14/03/2012 18:15

O Departamento de Administração Escolar (DAE) da UFSC  divulgou o  Edital número 11  referente à quarta chamada de calouros matriculados e remanejados para o primeiro semestre letivo de 2012.

Os candidatos devem comparecer à Coordenadoria do respectivo curso, para a retirada do documento comprobatório de matrícula e iniciar as aulas no primeiro semestre letivo de 2012.

Mais informações pelos telefones do DAE: (48) 3721-9331 e 3721-6553 ou pelo site www.dae.ufsc.br.

Tags: #VestibularUFSC2012quarta chamada

Núcleos de excelência apresentam resultados de cinco anos de pesquisas

14/03/2012 17:51

Nesta quinta-feira, 15 de março, acontece o Seminário de Avaliação Final do Pronex (Programa de Apoio a Núcleos de Excelência), que destinou um total superior a R$ 6 milhões para pesquisadores de renome nacional conduzirem 12 estudos.  Os resultados serão resumidos pelos coordenadores dos projetos, entre eles o reitor da UFSC, Alvaro Toubes Prata.

O seminário ocorrerá das 9h às 19h no sexto andar do prédio onde funciona a Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina),  localizado no Parqtec Alfa, Km 1 da SC-401. O evento será aberto pelo presidente da Fapesc, Sergio Gargioni, e prossegue com apresentações de meia hora cada, sobre as conclusões obtidas com recursos do Pronex.

Há trabalhos sobre os mais variados assuntos, como a preservação e o cultivo dos peixes nativos no Rio Uruguai; a aplicação da nanotecnologia para o desenvolvimento sustentável de materiais de construção civil; autores, obras e acervos literários catarinenses em meio digital. Das 12 propostas contempladas, 11 partiram da UFSC e uma veio da Univali (Universidade do Vale do Itajaí). Veja a programação do evento:

O Pronex provê verbas para pesquisadores de comprovada competência, organizados para desenvolver projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação na fronteira do conhecimento. O volume de aplicações triplicou desde a criação do programa, em 2003. Naquele ano, uma chamada pública ofereceu R$ 4,8 milhões; em 2006, R$ 6.141.000,00; e em 2010 chegou a quase R$13 milhões (incluindo recursos do CNPq e da FAPESC).

Por Heloisa Dallanhol / Assessora de Imprensa Fapesc / <a href=”mailto:“>Esta imagem contém um endereço de e-mail. É uma imagem de modo que spam não pode colher. / (48) 3215-1208

Informações adicionais com Gerson Bortoluzzi e-mail gerson@fapesc.sc.gov.br, fone (48) 3215 120.

Tags: FapescPronexUFSC

Entrevista da TV UFSC tira dúvidas sobre concurso para técnico-administrativo

14/03/2012 17:20

Termina no dia 20, próxima terça-feira, às 20h, o prazo para as inscrições no Concurso Público da UFSC, com 154 vagas para servidores técnico-administrativos nos campi de Florianópolis, Araranguá e Joinville, em cargos dos níveis superior, médio e de apoio. O local das inscrições é o site www.prdhs.ufsc.br, no link “Concursos Públicos” e as taxas são R$ 100 para cargos de nível superior, R$ 70 para os de nível médio e R$ 50 para os de nível de apoio. No total, são 36 cargos.

Para orientar os candidatos quanto a detalhes mais específicos e resolver as dúvidas mais comuns a respeito do Concurso Público da Universidade, o UFSC Entrevista especial desta semana recebe as diretoras do Departamento de Desenvolvimento e Potencialização de Pessoas, Carla Burigo, e da Divisão de Concursos e Admissões, Elza Maria Meinert. Veja a entrevista:

 

Para acompanhar a TV UFSC, sintonize o canal 15 da NET Florianópolis e veja a programação completa no site www.tv.ufsc.br/grade.

Por Fábio Bianchini, jornalista na TV UFSC.

Tags: concurso STAETV UFSCUFSC

Florianópolis sedia o VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as

14/03/2012 17:07

Com o tema o tema “Os Desafios da Luta Antirracista no século XXI”, acontecerá em Florianópolis o VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as – COPENE 2012, no período de 16 a 20 de julho de 2012.  O objetivo geral é reunir pesquisadores/as negros/as e discutir, apresentar, avaliar e ampliar as ações e estratégias de combate ao racismo, as políticas públicas direcionadas à população negra brasileira e as produções científico-acadêmicas elaboradas nas últimas décadas. As atividades serão realizadas na sede principal na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e nos campi Trindade e Itacorubi (Centro de Ciências Agrárias – CCA) da UFSC.

Uma realização da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), criada em 2000, o evento responde a demandas atuais em relação à dinâmica sócio-histórica brasileira e mundial. Os homenageados serão os professores Abdias do Nascimento (in memoriam), Lélia Gonzalez (in memoriam) e Kabengele Munanga e o ativista catarinense do movimento social negro, Vicente Francisco do Espírito Santo (in memoriam)

Um evento bienal, o Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as chega à sua sétima edição, sendo a primeira na Região Sul do Brasil, articulado pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros/Udesc, a partir de sua longa trajetória de atuação nacional e internacional nos estudos, difusão e intervenção sócio-política na perspectiva antirracista. Ao longo das edições, tanto a Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as quanto o seu Congresso têm se tornado um espaço institucional virtuoso e profícuo de produção de novos conhecimentos e, igualmente, canal expressivo de seu debate e socialização. Como conseqüência, apresenta notória consolidação institucional e tem instigado expressiva capilarização acadêmica, como o aumento de número de pesquisadores e estudiosos participantes.

O Congresso está estruturado sob 24 temáticos, a partir dos quais serão realizados conferências, sessões de comunicações temáticas, mesas redondas, mini-cursos, oficinas, seção de pôsteres e apresentações artístico-culturais. Os eixos contemplam diferentes áreas de atuação de pesquisadoras e pesquisadores negros, grupos de pesquisas e estudos, e campos temáticos emergentes no âmbito das pesquisas acadêmicas no Brasil.

 

Serviço:

O quê:
VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as

Tema:
Os desafios da Luta Antirracista no século XXI

Quando:
De 16 a 20 de Julho de 2012

Onde:
Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC – Campus I
Universidade Federal de Santa Catarina – Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima (Trindade) e Campus do Centro de Ciências Agrárias (CCA)

Cidade: Florianópolis (SC)

Informações: http://www.abpn.org.br/copene

Fones:

NEAB/UDESC – (48) 3321-8525/8532

Núcleo ERER/ PET PEDAGOGIA/UFSC Profª. Vânia Beatriz M. da Silva / (48) 37219243 r 2202 – vmonteirodasilva@gmail.com

Núcleo de Pesquisas sobre Populações Indígenas/NEPI/CFH – Pós-doutorando José Nilton de Almeida / (48) 9627-2288 – joseniltondealmeida@gmail.com

 

 

 

 

 

 

Tags: Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/asUFSC

2º AnimaCatarina começa nesta quinta-feira no Auditório da Reitoria

14/03/2012 15:54

Acontece nos dias 15 e 16 de março no auditório da Reitoria da UFSC o 2º AnimaCatarina, evento que irá apresentar e debater a produção em animações feitas em diferentes linguagens e técnicas, como 2D, 3D e stop motion. Para abrir a programação, o convidado é o escritor Sérgio Nesteriuk, autor do livro Dramaturgia de Série de Animação. A palestra de encerramento será feita por Maurício Ricardo, responsável pelo site www.charges.com.br e pelas charges animadas veiculadas na Rede Globo. O evento é aberto e gratuito.

Além das palestras, a programação inclui mostras de animações, mesas redondas e apresentações de profissionais que estão atuando no mercado de animação e de professores que realizam pesquisas na área. Confira a programação:

 

Também faz parte desta segunda edição do evento uma mostra competitiva, que irá distribuir premiação em dinheiro para os três melhores na classificação geral, escolhidos por juri de especialistas e juri popular. O primeiro lugar receberá R$3.000,00, o segundo lugar, R$ 1.500,00 e o terceiro lugar levará R$ 500,00. O AnimaCatarina é uma realização dos laboratórios da UFSC HiperLab eDesignLab, em parceria com o curso de pós-graduação em DesignCiaNet Networking e o apoio do G2E-UFSC – Grupo de Educação e Entretenimento UFSC.


Serviço:

O quê: 2º AnimaCatarina

Quando: 15 e 16 de março, a partir das 9h

Onde: Auditório da Reitoria, Campus Trindade da UFSC

Organização: professora Alice Cybis

Contatos: (48) 3721-7048

Site do evento: http://animacatarina.ufsc.br/

 

Canal do AnimaCatarina no YouTubehttp://www.youtube.com/playlist?list=PL3DF25045ADB5DAD9

 


 

Tags: animaçãoAnimaCatarinadesignUFSC

Jornalista destaca as mudanças na mídia com as novas tecnologias

14/03/2012 15:54
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Como as novas tecnologias influenciaram e modificaram a comunicação pelo mundo? Este foi o tema principal da aula magna que o professor visitante da UFSC Bernardo Kucinski ministrou na terça, 13/03, ao Mestrado em Jornalismo (PosJor) da Universidade.

 

Com o título “A nova era da comunicação – reflexões sobre a atual revolução tecnológica e seus impactos no jornalismo”, Kucinski levantou pontos de reflexão a pós-graduandos, graduandos, professores e profissionais da área em mesa presidida pelo coordenador do PosJor Rogerio Christofoletti no auditório Henrique da Silva Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

 

“A era digital transformou as formas de interação do ser humano – trata-se da maior revolução dos meios de produção, maior até que a escrita, que se deu com o passar dos séculos”, defendeu. O professor destacou que a comunicação virtual tomou para si o locus formativo do ser humano, deixando em segundo e terceiro lugares a família e a escola. “Há a abolição quase completa da vida privada – e a perturbadora constatação é que [esse tipo de comunicação] parece ser mais natural que as anteriores”.

 

O professor traçou panorama desse período de transição: “A comunicação virtual não precisa de florestas, filmes fotográficos nem malotes por avião para envio de material – tudo é produzido, processado, desenvolvido e distribuído virtualmente. A atual revolução tecnológica é oposta à revolução industrial: já foram desmontadas, por exemplo, a indústria fonográfica e a fotográfica”. Em meio a essas transformações, Kucinski aponta o que, para o estudioso, é o ponto de maior destaque. “O importante é que os jornais nunca mais voltarão a ser detentores do monopólio das massas. O jornalismo já não detém sozinho a fala – mesmo os [veículos] digitais são coadjuvantes do processo, e não mais seus protagonistas. As matérias deixaram de ser a palavra final sobre o assunto – agora são o início do debate”.

 

Do sindicato para o twitter – Por esse caminho ganha força o chamado jornalismo-cidadão – feito por quem não sobrevive de atividades relacionadas à comunicação, mas que, por ter acesso a ferramentas como celulares com câmeras fotográficas e de vídeo, além das mídias sociais como blogs e microblogs, dissemina seus próprios conteúdos na rede. “Hoje qualquer pessoa minimamente capacitada pode falar por si sem precisar de jornalista. Condutores de lutas locais são todos e ninguém. Povo organizado não é mais o do sindicato, e sim o do twitter; as palavras de ordem não são mais digitadas e impressas em panfletos, mas enviadas em mensagens por celular”. Alteram-se os processos de produção, modificam-se os de consumo: “ao ser acessada, a informação não é consumida, pelo contrário: se dissemina como a multiplicação dos pães – o leitor passa para sua rede de contatos”, completa.

 

Kucinski permaneceu pessimista quanto ao futuro das mídias tradicionais, comparando-as aos animais em extinção, subsidiadas pelo Estado para que continuem sobrevivendo. “As redações estão se acabando; já se fala que muitos jornais vão circular apenas duas vezes por semana, ou então só no sábado e domingo”. Quanto ao jornalismo em si, no entanto, o professor vê luz no fim do túnel. “A especialização é a que mais resiste ao tsunami, como o jornalismo econômico e científico. Depois que a poeira baixar, a narrativa de interesse público, o confrontamento de fontes, a ética jornalística e as informações apuradas não vão deixar o jornalismo morrer”. Questionado sobre utilização da criatividade como ferramenta de trabalho, Kucinski foi enfático. “Eu não tenho interesse no jornalismo sem criatividade. Como professor, debruçado sobre as questões humanas, me chama a atenção o jornalismo grande, com J maiúsculo”.

 

Assessoria como caminho – Se a especialização e a criatividade podem manter o jornalismo vivo, um outro campo de atuação traz alento, de acordo com o professor, ao aluno do curso. “Hoje, mais da metade, talvez 2/3 dos jovens que se formam em jornalismo vão trabalhar em comunicação pública”. Esses números, para Kucinski, refletem a necessidade crescente que a sociedade tem demandado pelo trabalho dos assessores de imprensa. Tendo trabalhado de 2003 a 2006 junto à assessoria de comunicação do presidente Lula, Kucinski passou então a refletir sobre o papel da comunicação pública e acabou visitando alguns países para analisar como os governos se comunicavam com a população. Sobre sua vinda para a UFSC, o professor prevê que será um período fértil. “Pratiquei o jornalismo por 25 anos, e só depois entrei na academia. Achava que era a mãe de todas as profissões. Saí da universidade antes do tempo, por causa da aposentadoria compulsória. Como professor visitante, tenho a oportunidade de retomar durante um ano aquilo que ficou suspenso – e o contexto humano também faz muita falta. E nas tardes de sábado, posso continuar a escrever minhas ficções”.

 

Por Cláudia Schaun Reis / Jornalista na Agecom
Fotos: Wagner Behr/ Agecom

 

Lançamento: “K.” e “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras”

No mesmo dia, às 17h, na Livraria Livros & Livros do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, o PosJor promoveu o lançamento do mais novo livro de Kucinski, o romance “K.” (Editora Expressão Popular) e de “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras”, organizado pelos professores do Mestrado, Rogério Christofoletti e Francisco José Karam (Editora Insular), com capítulos também, entre outros, de professores do curso e da Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, como Gislene Silva, Mauro César Silveira e Samuel Lima. O livro traz capítulos de profissionais e pesquisadores brasileiros e argentinos sobre a temática e é resultado do Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo, promovido pelo Mestrado e pelo Grupo de Pesquisa Observatório da Ética Jornalística da UFSC.

O jornalista, o professor, o escritor

Um dos nomes mais respeitados da pesquisa em Jornalismo no país, Kucinski foi docente na Universidade de São Paulo por mais de 20 anos, aposentando-se como professor titular. Entre 2003 e 2006, foi assessor especial da Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Presidência da República. Físico de formação, com doutorado em Comunicação e pós-doutorado na University of London, Kucinski acumula vasta experiência jornalística no Brasil e na Inglaterra, onde viveu nos anos 1970. É autor de 25 livros que tratam de política, economia e jornalismo. Bernardo Kucinski é o primeiro professor visitante do PosJor, e é nesta condição que ele vai ministrar disciplinas e atuar em projetos de pesquisa.

 

Mais informações:  (48) 3721-6610 e posjor@cce.ufsc.br

Tags: jornalismomídias sociaisPOSJOR