Fim de ano na TV UFSC reapresenta os melhores momentos de 2011

19/12/2011 17:12

Escritor Salim Miguel em entrevista à TV UFSC

Ao longo de 2011 a programação da TV UFSC apresentou boletins, trabalho de conclusão de curso, entrevistas, análises e depoimentos que vão de retratos do momento a documentos históricos valiosos. Vários destes voltam à grade de exibição no final do ano.

O UFSC Entrevista recebeu personalidades como o jornalista José Hamilton Ribeiro, o escritor Salim Miguel, Eglê Malheiros e Sylvio Back falando sobre Cruz e Sousa e as novas reitoras e vice da Universidade, Roselane e Lucia, poucos dias após a eleição. Pesquisadores, alunos e professores também falaram de seus trabalhos e ajudaram a mostrar o universo que envolve uma instituição pública de ensino, pesquisa e extensão.

Programa Primeiro Plano apresenta Alma Negra

O Som na Ilha mostrou apresentações musicais de alto nível realizadas em Florianópolis. O show de Toninho Horta com Robertinho Silva e Arismar do Espírito Santo, gravado na edição 2011 do Floripa Instrumental, no Ribeirão da Ilha, junta-se a registros como os de Yamandu Costa e Wagner Segura.

A palestra de João Moreira Salles na Semana do Jornalismo, os documentários sobre a cultura, os esportes e as questões sociais em Santa Catarina, criações do design de animações, esclarecimentos sobre questões legais e o trabalho da Justiça, clássicos do cinema mundial, além de muitos outros do que passou de melhor na TV ao longo do ano também estão de volta à programação.

Para acompanhar a TV UFSC, sintonize o canal 15 da NET Florianópolis e veja a programação completa no site www.tv.ufsc.br/grade.

Assista aos boletins de notícias também no www.youtube.com/tvufsc.

Por Fábio Bianchini, jornalista na TV UFSC.

Tags: som na ilhaTV UFSCUFSCUFSC entrevista

Formando da UFSC é homenageado pelo Conselho Regional de Contabilidade

16/12/2011 18:31
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Jorge Luiz Cruz (dir) com o secretário da Seplan, Luiz Alberton - Foto: CRCSC

O Conselho Regional de Contabilidade (CRCSC) promoveu na quinta-feira, 15/12, solenidade em comemoração aos 65 anos de existência da entidade e, para marcar a data, prestou homenagem aos primeiros colocados nas duas edições do Exame de Suficiência 2011. Um deles foi o formando da UFSC, Jorge Luiz dos Santos Cruz, primeiro colocado na categoria contador na prova realizada no mês de setembro. A placa em homenagem ao seu desempenho foi entregue pelo conselheiro, professor e secretário de Planejamento e Finanças (Seplan) da UFSC, Luiz Alberton.  Desde o ano passado, a aprovação no Exame é requisito obrigatório para a obtenção do registro no CRCSC, que garante o exercício da atividade contábil.

 

Na cerimônia também foi entregue o Prêmio Destaques da Contabilidade para os contadores Valdir Bazzi, de Coronel Freitas, e José Augusto de Lima, de Blumenau, escolhidos a partir de indicação dos próprios contabilistas catarinenses, pela internet, pelos relevantes serviços prestados à classe contábil e à sociedade.

Participaram da cerimônia, os presidentes do CRCSC, Sérgio Faraco, do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Juarez Domingues Carneiro, da Federação dos Contabilistas de SC (Fecontesc), Rodolfo Groskopf; o prefeito da Capital Dario Berger; o deputado estadual Reno Caramori e lideranças empresarias e contábeis de todo o Estado.

 

Destaques da Contabilidade
O Prêmio Destaques da Contabilidade foi criado em 2004 e é hoje a maior honraria concedida no Estado a integrantes da classe contábil. A distinção também foi entregue aos pioneiros da contabilidade, representados pelo contador e economista Jairo Lisboa, de Florianópolis, detentor do registro profissional de número 516, concedido em junho de 1948, e pela empresa Ocil Organização Contábil Ltda, com sede em Itajaí, fundada em maio de 1964.

O escritório M&M Assessoria Contábil, de Florianópolis, e o contador Adriano Mattos receberam placas de reconhecimento pelos serviços prestados na área da responsabilidade social.

Aos 65 anos, o CRCSC reúne mais de 20 mil profissionais da contabilidade em exercício no Estado e está presente em todas as regiões catarinenses, com sede em Florianópolis e oito macrodelegacias e 31 delegacias.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação CRCSC

Tags: contabilidade

Inscrições abertas para seleção de professores temporários

16/12/2011 18:03

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo simplificado para contratação de professor por tempo determinado das áreas de Engenharia Rural, Língua e Literatura Vernáculas, Enfermagem, Física, Ciências Contábeis e Engenharia Civil.

São 8 vagas. As inscrições vão de 09 a 22 de dezembro nas secretarias dos departamentos.

Mais informações:  Edital 126/DDPP/2011.

 

Crianças do Núcleo de Desenvolvimento Infantil presenteiam reitor com autorretrato

16/12/2011 17:56

Três crianças do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) surpreenderam o reitor Alvaro Prata nesta sexta, 16/12,  com um presente artesanal: junto com sua turma, pintaram seus autorretratos em tela.

Pedro e os irmãos Fernanda e Rafael entregaram o quadro acompanhados da diretora Marilene Dandolini Raupp e da vice-diretora Dalânea Flor, explicando que para confeccioná-lo foi necessário transpor os desenhos feitos individualmente para a tela, para só então a produção coletiva de pintura ter início. Marilene ainda agradeceu a atenção dispensada ao NDI durante a gestão atual.

O reitor elogiou o presente e retribuiu a gentileza oferecendo broches e canetas da UFSC e assinando cartões para cada criança. Participaram também da entrega a mãe de Rafael e Fernanda e Flora Bazzo Schmidt, uma das professoras substitutas do NDI.

Texto e fotos: Cláudia Reis/ Jornalista na Agecom

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Fernanda, Rafael (de vermelho) e Pedro representaram a turma na entrega do quadro

 

Tags: NDI

Andifes fica de fora do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares

16/12/2011 16:56

A presidente da República, Dilma Rousseff sancionou, com vetos, nesta quinta-feira, 15 de dezembro de 2011, a Lei 12.550 que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A Empresa será administrada por um Conselho de Administração, com funções deliberativas, e por uma Diretoria Executiva. O veto da presidente exclui a participação da Andifes no Conselho de Administração. A Empresa conta ainda com um Conselho Fiscal e um Conselho Consultivo.

A EBSERH é vinculada ao Ministério da Educação e será responsável pela gestão dos hospitais universitários das Instituições Federais. A Empresa pública tem personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio. Seu Regime de pessoal permanente será o da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho.

Veja a Lei 12.550/11.

Fonte: Andifes

Pesquisadora da UFSC estuda “economias da cultura” de povo indígena da Amazônia

16/12/2011 16:49

Um jovem Matis fotografa os turistas, com outros índios, um guia peruano e Barbara Arisi. Fotos cedidas pela pesquisadora.

Com base em um convívio de 12 meses com os índios Matis, a antropóloga Barbara Maisonnave Arisi defendeu a tese de doutorado “A dádiva, a sovinice e a beleza – Economia da Cultura Matis, Vale do Javari, Amazônia”. Desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) da Universidade Federal de Santa Catarina, a pesquisa, financiada pela UFSC, Capes e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural, teve como foco a “economia da cultura”, mostrando como os índios estabelecem relações econômicas com estrangeiros.

Segundo Barbara, os Matis têm relações de troca, apropriação e roubo de poderes e saberes com animais da floresta, com seres desencorporados (potências a quem eles chamam de tsussin) e com diversos estrangeiros (jornalistas, turistas e também pesquisadores).

A antropóloga conheceu os Matis em 2003 e começou a estudá-los em 2006, para sua dissertação de mestrado, quando viveu com eles durante três meses e meio. Em 2009, para o doutorado, passou mais nove meses na região, a fim de estudar suas economias.

“Os mesmos homens e mulheres que me contaram de quando viviam na floresta, sem os brancos, como cortavam as contas de seus colares de murumuru com os dentes, pois não tinham facas ou limas, explicam como hoje ganham dinheiro com turistas alemães e cineastas sulcoreanos”, conta, fazendo uma comparação entre seu tema de pesquisa do mestrado e o atual do doutorado.

Economias matis

Ao longo dos anos, os Matis conviveram com antropólogos, jornalistas e documentaristas da mídia nacional e internacional

A antropóloga não considera os Matis como índios de “recente contato”. Para provar isso, um dos tópicos de sua tese diz respeito às economias que os Matis têm com os estrangeiros turistas e documentaristas, e índios de comunidades vizinhas no Peru e na Colômbia, além do Brasil.

Ao longo dos anos, os Matis conviveram com antropólogos, jornalistas e documentaristas da mídia nacional internacional – como a Globo, a TV Cultura, a BBC e a National Geographic. Em outubro de 2009 os Matis ajudaram a encontrar um avião das Forças Armadas Brasileiras (FAB), com uma equipe de vacinação, que havia caído na região. Graças a eles, foram resgatados nove dos 11 passageiros.

Para o doutorado, Bárbara tentou acompanhar as transações na “economia da cultura”. Em sua tese, escreveu então sobre a relação que os Matis têm com os animais (especialmente nas festas de bichos ou “nëix tanek”, em língua matis).  Como ocorreu com outros povos amazônicos, muitas “tecnologias” foram aprendidas com os bichos, como a agricultura e as tatuagens faciais. Os Matis são exímios caçadores de queixada (porco do mato), macacos, caititu, mutum e diversos pássaros. As trocas diversas com os seres ou forças desencorporadas (os tsussin, seres que os Matis compreendem como forças vitais que habitam diferentes patamares do cosmos) também foram estudadas pela pesquisadora.

Modos de dar sentido ao mundo
Bárbara participou de rituais, registrou narrativas, mitos, canções e conversas para poder descrever e entender detalhes da cosmologia – modo de dar sentido ao mundo, de ser e viver no mundo dos Matis. Suas tatuagens de listras sobre bochechas, têmporas e testa, seus brincos de concha e bastões faciais de açaizeiro, seus pendentes nasais feito de concha de caramujo, suas zarabatanas de até cinco metros de comprimento, sua destreza no tiro de dardos são exibidos para documentaristas, turistas e admirados mesmo por outros índios, segundo Barbara.

“Os Matis correspondem à imagem que os ocidentais têm de povo exótico”, conta.  “Eles têm sabido usar disso para aumentar sua vitalidade social, construir suas malocas novas, fazer suas festas, seguir tatuando seus jovens.”

A antropóloga defende que eles – como os demais povos indígenas que vivem no Brasil – recebam atenção diferenciada e “não apenas em discursos, slogans e documentos do governo”. Para ela, o governo deveria fiscalizar o desmatamento e a caça predatória no entorno, prestar atenção de saúde de qualidade. “A floresta em pé é muito mais lucrativa do que desmatada ou virada em pasto ou plantação de soja”, afirma a pesquisadora. “É importante compreender que o Vale do Javari é um lugar único no mundo, graças aos povos indígenas que vivem lá”, diz.

As principais conclusões do estudo dizem respeito à “vontade matis de crescer e de tornar-se um povo grande”. Os Matis querem conquistar isso por meio do acesso às novas tecnologias, pela maior convivência com os tsussin, com os animais e também pela maior troca econômica com os estrangeiros. Barbara classifica-os como ”índios 20 ponto 11”, índios contemporâneos e sempre a frente de seu tempo. Muitos deles usam largamente aparelhos eletrônicos como celulares e notebooks. Crescimento e transformação, para os Matis, é possível quando se somam novas tecnologias.

“Os Matis querem conhecer mais, saber mais sobre o mundo não-indígena, controlar mais nossas tecnologias. As tecnologias que apreenderam dos animais e os poderes e saberes que aprendem dos tsussin os ajudam a se fortalecer, embora elas apresentem também riscos. Assim, os Matis também consideram que a economia com os gringos pode trazer-lhes mais tecnologias, saberes e conhecimentos que os farão crescer e serem mais fortes e mais numerosos. Claro que isso tudo está relacionado a transformações e mudanças”, explica Barbara. “Ainda bem, pois para os povos amazônicos, apenas no mundo dos mortos é possível permanecer igual. Tudo que é vivo está em permanente movimento”, conclui.

Mais informações com Barbara Arisi: barbara.arisi@gmail.com

Saiba Mais:

A Terra Indígena Vale do Javari
Está localizada na fronteira entre o Brasil e o Peru, no estado do Amazonas. A região abriga aproximadamente 4.000 índios em contato com o governo brasileiro e um número talvez igual, mas ainda desconhecido, de povos que não têm relações com os demais brasileiros. Esses povos são considerados pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) “índios isolados”. Ao todo, a TI Vale do Javari possui 8,5 milhões de hectares.

Povo de “recente contato”
Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), os Matis são considerados um povo de “recente contato”. Essa designação leva em conta que alguns povos indígenas, desde a colonização europeia, mantiveram-se tentando evitar os invasores de suas terras. Para a Fundação os Matis se encaixam nessa classificação pois viveram até meados de 1978 em grande parte isolados do convívio com a sociedade, tendo apenas eventuais contatos com os demais povos que viviam por perto.

Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato
O conhecimento e a dimensão das regiões habitadas por índios isolados são fundamentais para que se possa evitar o confronto e a destruição desses grupos. Essa é a política que vem sendo implementada pela Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato, ligada à Funai. Mas, na visão de Bárbara, há idiossincrasias nessa política.

Realidade de isolamento discutível
A partir do estudo realizado para o mestrado no Vale do Javari, com a população de 330 matis, Barbara pôde concluir que a realidade de isolamento da tribo é discutível. Ela sugere que órgãos como a Funai devem oferecer estrutura para o contato dos povos entre si e com os não-índios. “O governo deve estar pronto para receber os índios e preocupar-se com questões como a fragilidade epidemiológica e os choques culturais decorrentes do contato.”, defende.

Contato trágico
A pesquisadora salienta que o contato é sempre perigoso e os índios são a parte ameaçada. Durante os primeiros contatos realizados pela Funai com os Matis, entre 1976 e 1978, cerca de dois terços da população morreu pela falta de resistência epidemiológica e pela total falta de infraestrutura e preparo do governo brasileiro. Segundo dados da Funai, em 1987, apenas 83 índios Matis haviam sobrevivido.

Tags: Pós-Graduação em Antropologia

Doutores da UFSC ganham o Prêmio Capes de Tese 2010

16/12/2011 16:19

Dois doutores ligados à UFSC ganharam o Prêmio Capes de Tese Edição 2010: Cristiano Binder, pesquisador em Engenharia de Materiais, e David Alejandro González Chica, professor do Departamento de Nutrição. A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu em Brasília, no dia 15 de dezembro, e é uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a Fundação Conrado Wessel (FCW) e o Instituto Paulo Gontijo (IPG). A edição 2010 premia as teses defendidas em 2009.

O pesquisador Cristiano Binder é autor da tese “Desenvolvimento de novos tipos de aços sinterizados autolubrificantes a seco com elevada resistência mecânica aliada a baixo coeficiente de atrito via moldagem de pós por injeção”. Cristiano foi orientado pelo professor Aloísio Nelmo Klein, do Programa de Pós-Graduação Ciência e Engenharia de Materiais da UFSC.

O médico e professor do curso de Nutrição da UFSC, David Alejandro González Chica, defendeu a tese “Efeito de condições sócio-demográficas e do crescimento precoce sobre a obesidade abdominal em adultos jovens: Resultados da Coorte de 1982”, na área de Saúde Coletiva na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), sob orientação do professor Cesar Gomes Victora. Sua tese avalia o efeito de condições sociodemográficas e do crescimento precoce sobre obesidade abdominal entre participantes de um estudo iniciado em 1982, na cidade de Pelotas (RS). Este estudo continua em andamento, com o acompanhamento da população.

Para os autores, a premiação consiste de certificado, medalha e bolsa de pós-doutorado no país por um ano. Os orientadores recebem certificado e auxílio relativo à participação em congresso no país. A escolha das melhores teses é feita com base nos critérios de originalidade, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação e valor agregado ao sistema educacional.

Esta é a quinta edição do Prêmio Capes, que reconhece as melhores teses defendidas no ano de 2009 em 45 áreas do conhecimento. Concorreram 383 teses. Além dos dois prêmios, três doutores pela UFSC receberam menção honrosa: Cristhiane Cunha Flôr, da Educação Científica e Tecnológica, Marco Antonio Martins, da Linguística, e Suely Aparecida Martins, da Sociologia Política.

Saiba mais:

A lista completa do Prêmio Capes de Tese 2010.

A página do Prêmio Capes de Tese
http://www.capes.gov.br/premios-capes-de-teses

Os doutores da UFSC que ganharam o Prêmio em 2008:
http://noticias.ufsc.br/2009/06/10/especial-pesquisa-estudos-da-ufsc-recebem-premio-capes-de-tese/

 

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom.

Tags: pós-graduaçãoPrêmio CapesUFSC

Procuradoria analisou mais de 1.700 processos no ano de 2011

16/12/2011 14:46

 

A quantidade de despachos internos cresceu nos últimos meses do ano, chegando a 200 em outubro e a 229 em novembro. A Procuradoria trabalhou fornecendo informações em mandados de segurança, recebeu e expediu centenas de memorandos físicos e também forneceu informações eletrônicas, além de realizar 934 despachos nos primeiros 11 meses do ano.

 

NÚMEROS DO ANO

Assuntos Administrativos

Entrada de processos: 1.739 (786 processos novos e 953 processos que retornaram)
Saída de processos
: 1.677 (966 com pareceres, 97 com notas técnicas, 323 com pedido de cumprimento de diligências e 291 com despachos)
Despachos internos
: 1.609
Memorandos expedidos
: 116
Ofícios expedidos
: 65

 

Assuntos Judiciais

Informações em mandados de segurança: 54
Memorandos físicos recebidos
: 348
Memorandos físicos expedidos
: 250
Memorandos eletrônicos recebidos
: 733
Informações eletrônicas prestadas
: 537
Despachos
: 934

Horário de Verão na UFSC

16/12/2011 08:30

De acordo com portaria emitida pelo Gabinete do Reitor, no período de 19/12/2011 a 24/2/2012 a jornada de trabalho dos servidores docentes e técnico-administrativos da UFSC será de segunda a quinta-feira, das 13h às 19h, e sextas-feiras, das 7h às 13h, salvo os serviços considerados essenciais.

Leia a portaria na íntegra:

PORTARIA N.º 1240/2011/GR, DE 31 DE OUTUBRO DE 2011

O Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, no uso das atribuições que lhe confere o Artigo 30 do Estatuto da UFSC,
– considerando a necessidade de racionalizar o consumo de energia elétrica, água, serviços de telefonia e outros;
– considerando o interesse de compatibilizar a jornada de trabalho da UFSC com a dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, que adotam, igualmente, horário especial de verão,

RESOLVE:

Art.1.º Estabelecer a jornada de trabalho dos servidores docentes e técnico-administrativos desta Universidade, de segunda a quinta-feira, das 13 às 19 horas, e sextas-feiras, das 7 às 13 horas, durante o período de 19/12/2011 a 24/2/2012, em período único, salvo os serviços considerados essenciais.

 Art. 2.º A compensação do referido horário será efetuada no exercício de 2012, atendendo às necessidades de serviço, sob o acompanhamento da chefia imediata.

Prof. Alvaro Toubes Prata
Reitor da UFSC

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Tags: horário de verão

Palestras sobre gênero e ditadura

16/12/2011 08:16

Ana Rita Fonteles Duarte

O Programa de Pós-Graduação em História promove  duas palestras com a pesquisadora e professora  Ana Rita Fonteles Duarte, da Universidade Federal do Ceará, doutora em história pela UFSC: Estudos de Gênero e Ditadura, no Laboratório de Estudos de Gênero e História, na segunda-feira dia 19/12, às 10h, e Homens e mulheres contra o inimigo: a mobilização do gênero pela ditadura militar brasileira (1964-1985), na sala 10 do Departamento de História, na quarta-feira, dia 21/12, a partir das 14h.
Haverá certificado para quem assistir às duas palestras.

A pesquisadora também participa da banca da defesa de tese de Deusa Maria de Sousa – “Lágrimas e lutas:  a reconstrução do mundo de familiares de desaparecidos políticos do Araguaia”, na terça-feira, 20/12, às 9h30min, na sala 10 do Departamento de História

O Programa de Pós-graduação convida também para a defesa de tese de Rosemeri Moreira: “Sobre mulheres e polícias: a construção do policiamento feminino de São Paulo (1955-1964)”, na segunda-feira, dia 19/12, na sala 10 do Departamento de História, a partir das 14h.

Informações e inscrições : cristiwolff@gmail.com

Por Alita Diana/jornalista da Agecom

 

Tags: Ana Rita Fonteles DuarteLaboratório de Estudos de Gênero e HistóriaPalestras sobre ditadura

Comissão Especial divulga inscritos para compor listas tríplices para Reitor e Vice-Reitor da UFSC

15/12/2011 19:13

Serviço Público Federal
Universidade Federal de Santa Catarina
Comissão Especial Designada pela Portaria 1.418/2011/GR de 13/12/2011
Campus Universitário – Trindade CEP: 88040-900 – Florianópolis – SC
Telefone (048) 3721-9661 – FAX (048) 3234-4069
E-mail: conselho@reitoria.ufsc.br

Edital 002_2011_COMISSÃO ESPECIAL(1)

A COMISSÃO ESPECIAL criada pelo Conselho Universitário em Sessão Extraordinária realizada no dia 13 de dezembro de 2011, e designada através da Portaria 1.418/2011/GR , no uso de sua atribuições e de acordo com o disposto na Resolução nº 16/CUn/2011 de 13 de dezembro de 2011, TORNA PÚBLICO que, estão inscritos para compor as listas tríplices para os cargos de Reitor e Vice-Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, os seguintes candidatos, por ordem alfabética:

REITOR (A)
Prof. Edison da Rosa
Prof Jamil Assereuy Filho
Prof Juarez Vieira do Nascimento
Profª Roselane Neckel

VICE-REITOR (A)
Profª Edite Krawulski
Profª Lúcia Helena Martins Pacheco
Prof Nazareno José de Campos

Florianópolis, 15 de dezembro de 2011

Professora Sônia Gonçalvez Carobrez (Titular)
STAE Júlio Eduardo Ornelas Silva (Titular)
Estudante Leonardo de Lara Cardoso (Titular)

Tags: lista tríplice

Conselho Universitário aprova calendário acadêmico 2012

15/12/2011 16:38

O Conselho Universitário da UFSC aprovou o Calendário Acadêmico referente às atividades do primeiro e segundo semestres de 2012. O documento também define os períodos letivos dos cursos trimestrais de graduação e pós-graduação.

O semestre letivo começa no dia 5 de março para os cursos semestrais de graduação, pós-graduação e para os cursos trimestrais de pós, com exceção do curso de Engenharia de Materiais, que inicia no dia 6 de fevereiro de 2012.

O Calendário Acadêmico está disponível aqui.

Tags: Calendário Acadêmicograduaçãopós-graduaçãoUFSC

Matrículas dos cursos extracurriculares de línguas para 2012

15/12/2011 15:23

O Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras (DLLE) informa que o calendário das matrículas dos Cursos Extracurriculares já está disponível no site www.cursosextra.com.

A matrícula para os alunos antigos (que frequentaram o curso em 2011.1 e/ou 2011.2) será realizada neste mês. No dia 16/12, sexta-feira, às 8h, serão realizadas as do curso de Inglês, e no dia 19/12, segunda-feira, às 8 horas, dos cursos de outros idiomas. As matrículas são feitas, exclusivamente, online e por ordem de acesso.

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Tags: matrícula cursos extracurricularesUFSC

Editora da UFSC lança obras inéditas de Rodrigo de Haro

15/12/2011 12:30

Esqueça-se a Teia.
Observe-se a aranha,
suas pernas concêntricas
de estrela. A vetustez
enorme da surda
aranha na parede.

Esqueça-se a vã
literatura que a
persegue com patas
ligeiras. Traz muita
fortuna a filha
de Saturno.

(Rodrigo de Haro, “Inseto”, de Folias do Ornitorrinco)

 

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Aos 72 anos, Rodrigo Antônio de Haro trabalha com paixão e afinco entre a palavra e a imagem. Empoleirado desde cedo em um andaime de alumínio no atelier de sua casa na Lagoa da Conceição, o multiartista executa uma grande tela de quatro metros quadrados para o altar-mor de uma Igreja em Curitiba depois de ter entrado a madrugada revisando os originais de seus dois novos livros de poesia. E assim o artista sai do cavalete e volta para a escrivaninha, criando, criando… “Dizem que nunca o artista é inteiramente humano”, bem fala o próprio Rodrigo no poema Invenção do olfato”. O verso integra os dois volumes inéditos de poemas que o artista lança pela Editora UFSC no dia 20 de dezembro, às 19h30min, na Fundação Cultural Badesc, na rua Visconde de Ouro Preto, em uma noite de festa para a arte e a literatura.

Espelho dos Melodramas e Folias do Ornitorrinco integram uma única e primorosa edição, embalados como um presente para o público desta fase de jorro criativo de Rodrigo -, que tem mais cinco livros na gaveta. São obras manuscritas em folhas de papel amarelo onde o autor desenha e lapida poemas, contos, novelas, ensaios, que vão compor cadernos ilustrados com desenhos, envoltos na beleza e raridade de um pergaminho. Além da compreensão cada vez mais plural e aberta da vida e da arte, o peso dos anos só deu mais urgência a esse monge da arte, consagrado além das fronteiras do estado e do país pela palavra, pela pintura e pela erudição. Com o “álbum duplo” de poesia, a Editora UFSC encerra um ano de grandes lançamentos e comemora o aniversário de 51 anos da universidade.

O menino artista de São Joaquim deixou a escola aos 16 anos para formar-se por conta própria aproveitando os estímulos dos pais, sempre mergulhados no mundo da sensibilidade e do conhecimento. Difícil encontrar uma expressão artística que ele não tenha experimentado: roteiro para cinema, novela, conto, poesia, aquarela, mosaico, pintura — até adaptações de literatura para rádio-novela ele fez. Integrante transgressor do grupo Litoral que atuou em Santa Catarina no final dos anos 50 e do grupo de poetas (Roberto Piva, Cláudio Viller, Antônio Fernandes Franceschi) que consolidou o surrealismo no Brasil a partir dos anos 60 e se confrontou com a Ditadura Militar. Como uma das maiores expressões contemporâneas da arte brasileira, na avaliação do Editor Sérgio Medeiros, seus poemas guardam uma musicalidade poética serena e trágica ao mesmo tempo: “Primeiro amar os dados,/tutores das moradas. Sempre/com malícia atirá-los/sobre a mesa sem ocupar-se/de outras faces – Onde vais?/ Agito o copo,/atiro as pedras./Tantos tactos sono- /rosos trato – dados por/vertigem lado a lado./Furtar sem felonia,/abrir última porta.” (Folias do Ornitorrinco)

Retornando eternamente ao lar e ao mistério sagrado da vida, o filho do pintor Martinho de Haro e de Maria Palma, produz sua arte de uma concepção sempre transversal sobre os seres e as coisas. O maldito e o sublime, o sagrado e o profano compõem uma única dimensão do presente, que busca sua força ontológica na tradição. Nesse tempo anacrônico do poeta, a ousadia estética se alicerça no legado clássico. “Sim, abre as janelas, as janelas cegas./Deixa cair a chuva misturada ao vinho/sabático da Beladona. Espia. Ouve/os fatigados rios do mundo e saúda/Dona Urraca, a intrépida, girando/a chave do abismo”. (Espelhos do Melodrama).

Conforme rezam as escrituras sobre a cena bíblica, onde o apóstolo S. Pedro recebe de Cristo as chaves da Igreja, a mesma cena que inspirou artistas célebres como Velásquez: “…com estas chaves aquilo que ligares na Terra, será ligado nos céus; aquilo que desligares na Terra será desligado nos céus…”. Enquanto dá ao ramo de oliveira a última pincelada, Rodrigo fala sobre sua obra poética:

1. Que motivações éticas e estéticas têm movido a sua poesia?
Rodrigo de Haro: Todo poeta almeja cativar a matéria, dominar, fazer cantar a energia adormecida nas coisas. Precipitar a metamorfose das coisas é missão do poeta, conferir asas ao inanimado. A poesia, disse Balthazar Gracian, consiste em preservar o espanto: – o caderno alado que voa…

2. Como um multiartista, você desafia a manifestação mais recorrente entre os criadores, que é dominar bem apenas uma ou no máximo duas modalidades literárias e mesmo artísticas. E você transita pela poesia, conto, ensaio, novela e também por várias expressões das artes plásticas. Como é esse trânsito da literatura para as artes plásticas?
Rodrigo de Haro: Não acho que desafie. Acontece simplesmente que o mundo é um laboratório mágico, uma gruta de ressonâncias e apelos, onde se entremostram tentações e miragens. Nada é impossível para esta arte combinatória – a poesia – capaz de acordar (sim…) os mortos. Literatura, conto, ensaio e novela? É tudo poesia, se for de – fato coisa real.

Sim, sou também pintor – logo desenhista. Apenas pintor e desenhista.  Às vezes me aventuro no conto, é verdade. Tenho mesmo participado de algumas antologias até fora do País. O som, a palavra, começa na alma. Pois só a poesia é familiar do sagrado.

3. Que autores têm mais inspirado sua obra poética?
Rodrigo de Haro:  Acima das divergências (só aparentes) está a unidade da inspiração e da busca. Na verdade ouso me aproximar de uma ilustre família, aquela de Michelangelo, Blake que se manifestaram no desenho e na pintura e na escrita e na pintura e tantos outros. A criação desconhece fidelidade partidária. O preconceito difuso (que de fato existe) contra a multiplicidade é uma inovação recente, desconhecida na China e no Japão, por exemplo. Utamaro sentia-se tanto poeta quanto aquarelista. E gostaria de reconhecer minha dívida com Rilke e o poeta expressionista alemão Georg Trackl e o grande G. Sarcer de la Cruz.

4. O sagrado sempre esteve presente na sua pintura e na sua obra literária, mas você também é normalmente discutido em relação aos poetas malditos. Como você vê essa relação entre o sagrado e o profano – ou maldito – no seu trabalho poético?
Rodrigo de Haro:  Malditos? Quem são? Maldito é título de nobreza, é ser politicamente incorreto? É possível. No mundo midiático, mecânico, em que vivemos é uma grande honra: Dante, Villon, os místicos, foram malditos também em seus dias, não é verdade?

5. O mito, o sagrado, o inumano, a tradição, a memória… De uma certa forma esses elementos são sempre recorrentes na sua poesia… Você acredita que eles ainda ajudam a compreender o mundo hoje?
Rodrigo de Haro:  A verdadeira poesia aproxima-se demais do ominoso para não provocar arrepios em alguns momentos. “Aqueles que levantam o véu….”. O sagrado, que nos ultrapassa está na essência da ordenação poética. Meu trabalho é aquilo que é. Sou apenas o servidor de uma força maior que, de um modo ou de outro, com esforço e trabalho tento dominar, ordenar, logo que sou tomado por esta visitação dos espaços exteriores ao pragmatismo. A pulsação do sangue, a respiração e a dança são parte integrante das forças ativas da memória e da nostalgia operante. A poesia solicita liturgia, algo que o surrealismo intuiu (e também explorou) com bastante inteligência. Breton-Hudini, por exemplo, foi um agente muito perspicaz…

6. E sua obra poética e pictórica é também sempre classificada ao lado do grupo de poetas surrealistas, com quem de fato você escreveu uma trajetória. Você se identifica com esse rótulo?
Rodrigo de Haro: Sou irredutível a grupos, exceto socialmente. As escolas são sempre provisórias e o surrealismo me parece como estética ter perdido a inocência: Frida Kahlo, por exemplo, riu-se do movimento quando em Paris. Sua realidade, o seu entorno, o México coberto de caveiras de Jaguar em obsidiana, colocou o surrealismo. Dentro de medidas bastante discretas. O fantástico de Buñuel é sempre maior quando ele se afasta do surrealismo. Viridiana, Nazarin, Los olvidados. Mas… naturalmente agrada-me o discurso surrealista.

7. O mito, o sagrado, o inumano, a tradição, a memória… Esses elementos estão sempre gerando sua poesia e sendo gerados por ela… Você acredita que essas dimensões clássicas ainda ajudam a compreender a vida no mundo em que vivemos?
Rodrigo de Haro: Sim, uma certa tradição hermética me fecunda. Acredito que os valores do sagrado e só eles poderão salvar o mundo. Este mundo em que vivemos.  É preciso reencantar o mundo através do apelo ao silêncio e também a outros ritmos compatíveis com a expansão do ser. O ético e o social devem expandir-se sem coerção, sem decretos, mas segundo o desabrochar da consciência de cada homem: pois todos sabemos de nossos deveres, todos podemos comunicar da mesma alegria. Basta abrir a porta.

 8. Vejo que sua obra é povoada por esposas vegetais, animais contemporâneos ou míticos, seres heterogêneos. Nos originais do livro Folias do Ornitorrinco que estão no prelo da Editora da UFSC, vi alguns versos que evocam o caráter trans-humano da arte, como em “Invenção do olfato: “Dizem que nunca o artista é inteiramente humano/ seu rosto modelado por visível piedade/ Fala também com os répteis do lobo e sonha”. O filósofo francês François Lyotard cita em O inumano uma frase de Apollinaire segundo a qual “a Arte mantém-se fiel aos homens unicamente por sua inumanidade para com eles”. O que você pensa dessa relação entre a arte e o não humano?
Rodrigo de Haro: Devemos acreditar na comunhão dos seres, das coisas. O olhar da criança é um olhar cúmplice dos anjos, logo fala com as coisas e os bichos. “O olho da flor da arnica amarela à minha porta, piscou-me esta manhã. Toda poesia de verdade será trans-humana por definição, pois cabe a ela restabelecer uma corrente rompida na queda, o antigo elo solidário entre as coisas e as criaturas.

9. Espelho dos Melodramas e Folias do ornitorrinco: como se pode falar dessas obras que você lançar pela Editora da UFSC?
Rodrigo de Haro:
E esses dois volumes de poesia acompanham Voz, Idílios vagabundos e Lanterna mágica, outros inéditos que produzi nos últimos tempos, neste voluntário recolhimento do Morro do Assopro. O primeiro deles representa minha adesão ao campo lírico, ao drama – pois trata (por vezes) do excesso, dos movimentos violentos ou dolorosos do espírito, mas com humor. Já Folias do Ornitorrinco obedece a um caráter sintético. São dois livros diferentes, mas compostos pelo mesmo homem. Estão próximos.

10.Quais são os grandes autores da literatura brasileira e qual a melhor contribuição que deram, no seu ponto de vista, à renovação literária?
Rodrigo de Haro: Guimarães Rosa, Lúcio Cardoso.

 11.   Na convivência com o multiartista Rodrigo de Haro, percebe-se que estamos diante de um homem de 72 anos com uma rotina de trabalho diria até rigorosa, obstinada. Como é essa rotina e o que o move dessa forma ao trabalho artístico? Você se sente tomado por um sentimento de urgência de criação?
Rodrigo de Haro: Trabalho artístico ou simplesmente trabalho… Com o tempo, estabelecida a rotina, torna-se impossível fugir a ela. O trabalho de um atelier-escritório é riquíssimo. É tudo a fazer o tempo todo. Os quadros te arrastam para o cavalete, os cadernos sussurram nos ouvidos. Impossível aproximar-se do material sem ser de novo absorvido pelo visgo da invenção, do retoque, de alguma nova sugestão.

12. Que outros projetos ainda estão saindo do atelier multiartístico de Rodrigo de Haro? A propósito, qual a importância do ambiente de trabalho no seu processo de criação?
Rodrigo de Haro: Sempre são muitos os projetos, pois o hábito contínuo da reflexão se resolve em sonhos de realização urgentíssimos. Nada é mais importante do que sonhar para materializar.

Texto e entrevista a Raquel Wandelli

Lançamento: Livro-embalagem “Poemas”

(Folias do Ornitorrinco e Espelho dos Melodramas)

Autor: Rodrigo de Haro
Editora UFSC
Quando: 20 de dezembro, às 19h30min
Onde: Fundação Cultural Badesc
Entrada aberta ao público

Texto: Raquel Wandelli, Jornalista na SeCArte/UFSC – Fones: 37218729 e 99110524 – raquelwandelli@yahoo.com.br – www.secarte.ufsc.br – www.agecom.ufsc.br

 

Tags: EdUFSCRodrigo de Haro

Museu Universitário recebe recursos para modernização

15/12/2011 09:24

O projeto “Modernização dos Espaços Museais”, elaborado pelo Museu Universitário, foi aprovado no Edital de Modernização do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) deste final de ano. A partir do primeiro semestre de 2012, aproximadamente R$ 183.000,00 serão investidos na modernização e ampliação das reservas técnicas do acervo do museu. Uma equipe formada por três profissionais, sendo uma museóloga, uma restauradora, uma arquivista e cinco bolsistas ficará responsável pela organização dos objetos.

Chamados de “reservas técnicas”, os três espaços de guarda de acervo do Museu Universitário têm acesso restrito e controlado. Neles, os objetos do acervo são, depois de submetidos a uma série de procedimentos, finalmente armazenados em locais específicos. Com os recursos do projeto, uma sala será anexada para ampliar os espaços das reservas técnicas I e II.

“Os objetos de maneira geral têm uma sobrevida limitada, o que fazemos em um museu é garantir a longevidade dos objetos, com medidas que tratam de subtrair os fatores de deterioração”, explica Cristina Castellano, diretora da Divisão de Museologia. As medidas vão desde temperatura e umidade constante, dedetização e desinfecção dos objetos com manipulação adequada, higienização dos espaços e dos objetos e documentação adequada até a colocação de portas corta-fogo nas reservas técnicas, fechamento de janelas e melhorias nos sistemas de segurança.

Mais informações:  (48) 3721-9325

Por Raquel Wandelli / Jornalista na SeCArte/UFSC / Fones: 3721-8729 e 9911-0524 /www.secarte.ufsc.br / raquelwandelli@yahoo.com.br

 

Tags: Museu Universitário

Pesquisadores apresentam diagnósticos sobre a Área de Preservação Ambiental da Ponta do Araçá

15/12/2011 08:20

Após um ano de trabalho, pesquisadores do projeto Parques e Fauna apresentam à comunidade de Porto Belo, na próxima segunda-feira, 19/12, os principais resultados dos diagnósticos e estudos temáticos do Plano de Manejo APA Ponta do Araçá. Decorrente da Oficina de Apresentação de Resultados, na quarta-feira 21/12, a coordenação do projeto realiza uma Oficina Participativa com os membros do Conselho Gestor e convidados para, com base nos diagnósticos, identificar elementos estratégicos da APA e entorno, propor diretrizes de planejamento, possibilidades de cooperação para implementação do Plano de Manejo e uma agenda para reuniões técnicas de planejamento. Veja a programação completa em www.parquesefauna.ufsc.br.

A Área de Proteção Ambiental da Ponta do Araçá (APA da Ponta do Araçá) está localizada no extremo leste do município de Porto Belo. Criada pelo Decreto 395 de 30, de abril de 2008, com aproximadamente 140,7 hectares, a APA é uma Unidade de Conservação (UC) de uso sustentável que ainda não possui Plano de Manejo.

Em 2010, o coordenador do Projeto Parques e Fauna, Maurício Graipel, foi convidado pela Prefeitura de Porto Belo para desenvolver um projeto de pesquisa que subsidiasse o planejamento e gestão da Área de Proteção Ambiental da Ponta do Araçá. O projeto previa o inventário dos meios biótico, faunístico (peixes de água doce, anfíbios, répteis, aves e mamíferos) e florístico (plantas superiores), meio antrópico (abrangendo caracterização fundiária, demográfica, arqueológica, histórica, de infraestrutura, econômica, de desenvolvimento e caracterização política e institucional).

As análises abordaram também o meio físico (abrangendo clima, geologia, geomorfologia e recursos hídricos), tendo como objetivo a elaboração de uma proposta de Plano de Manejo. Transcorrido um ano de execução do projeto, os pesquisadores apresentam os resultados dos estudos realizados até o momento. O projeto tem, entre outros, os objetivos de propor atividades voltadas ao Ecoturismo do município de Porto Belo e buscar o envolvimento da comunidade na gestão da Unidade de Conservação.

Mais informações com Maurício Graipel (8402-5483) ou Ana Montero (7811-6471).

Por Ana C. G. Montero / Assessoria de Comunicação Educativa da Secretaria de Planejamento e Finanças – ACE/Seplan/ UFSC

Tags: Ponta do Araçá

UFSC abre inscrições para curso de atualização gratuito em matemática

15/12/2011 08:07

Estão abertas até 15 de janeiro as inscrições para o Curso de Atualização para Professores de Matemática do Ensino Médio no Estado do Santa Catarina. Gratuita, a capacitação é direcionada a professores da rede pública e privada. A promoção é do Departamento de Matemática da UFSC, em parceira com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Inscrições em http://mtm.ufsc.br/ensinomedio/ .

As aulas serão realizadas de 23 a 27 de janeiro. O curso será ministrado em sistema de vídeoconferência, com apoio da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), que oferece seus serviços de Pontos de Presença (PoP) em todas as capitais do País.

Mais informações: (48) 3721-9221 / ensinomedio@mtm.ufsc.br

Tags: matemática

Biblioteca Central: empréstimo especial de férias

15/12/2011 07:42

A Biblioteca Central da UFSC (BU) iniciou o sistema de empréstimo especial de férias, que vai até 17 de fevereiro de 2012. Os livros emprestados durante esse período podem ser devolvidos no dia 12 de março de 2012.

Para quem emprestou alguma obra antes de 12 de dezembro, basta fazer a renovação pela internet para devolver também dia 12 de março.

A BU funcionará durante todo o período de férias de acordo com o horário de verão definido para a UFSC: de segunda à quinta-feira, das 13h às 19h, e sextas-feiras, das 7h às 13h.

Tags: Biblioteca Central

UFSC ocupa o 28º lugar entre as instituições de ensino superior no Brasil

13/12/2011 16:32

Os dados do Índice Geral de Cursos (IGC) de 2010 colocam a UFSC no 28º lugar entre as instituições de ensino superior no Brasil, que envolvem universidades, faculdades, escolas superiores, institutos, entre outros. Se consideradas apenas as universidades, a instituição sobe para o 11º lugar, a mesma classificação de 2009, mas com uma pontuação melhor: 3,94, contra 3,86 da avaliação anterior, resultado que corresponde à faixa 4 do IGC, que vai de 1 a 5. Os números foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no final de novembro, junto com os resultados do Enade 2010 (clique aqui para conhecer o desempenho da UFSC nessa edição do Enade).

O IGC é o indicador da qualidade divulgado anualmente pelo MEC e leva em conta os cursos de graduação e pós-graduação stricto-sensu (mestrado e doutorado). Para compor o índice, utilizam-se as notas do Conceito Preliminar de Curso (CPC) da graduação, que são calculadas com base nos resultados do Enade. As notas da pós-graduação vêm das avaliações trienais da Capes. O IGC leva em conta as notas do Enade dos últimos três anos: 2010, 2009 e 2008. Foram avaliados 43 cursos da UFSC, o que coloca a instituição no segundo lugar em Santa Catarina. Em primeiro lugar no Estado está o Centro Universitário Municipal de São José, que teve dois cursos avaliados, ocupando o 23º lugar geral.

Conforme avalia o reitor Alvaro Prata, é muito positivo que o Brasil esteja avaliando suas mais de 2,3 mil instituições de ensino superior, mas o resultado obtido pela UFSC não reflete a alta qualidade da instituição. “Não fico satisfeito com esse resultado, pois a Universidade Federal de Santa Catarina não se mostrou da melhor forma: houve um boicote em alguns dos nossos cursos, uma visão equivocada de alguns alunos de que quanto pior melhor”. O reitor exemplifica que as instituições públicas devem prestar conta à sociedade de forma precisa, sem mostrar que é melhor do que a realidade, muito menos que é pior. “É um tiro no pé que os nossos alunos dão em si próprios, pois os resultados podem prejudicá-los na hora de concorrer a estágios em outros estados brasileiros”.

 

Confira os primeiros colocados no Índice Geral de Cursos (clique para ampliar):

 

Saiba mais:

UFSC e Enade 2010: avanços e recuos em relação à última prova

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom.

Tags: avaliaçãoEnadeIGCinepsinaesUFSC

UFSC e Enade 2010: avanços e recuos em relação à última prova

13/12/2011 16:13

Os resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) apontam que, dos oito cursos da UFSC avaliados, a maioria ficou com nota 4, de uma escala que vai de 1 a 5. Agronomia foi a única graduação a obter a nota máxima, resultado que a coloca em 8º lugar no ranking nacional. Quatro cursos ficaram com a nota 4: Educação Física, Farmácia, Nutrição e Odontologia. Enfermagem ficou com a nota 3. Os alunos de Medicina e Serviço Social boicotaram o exame, fazendo com que os cursos obtivessem a nota 1. Também passaram pela avaliação Fonoaudiologia e Zootecnia, que por serem cursos novos e sem estudantes formados, não receberam nota do MEC.

As provas foram realizadas em 2010 e os resultados foram divulgados no final de novembro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Enade faz parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e visa avaliar o desempenho dos estudantes com relação aos conteúdos dos cursos, as competências e habilidades da formação geral e profissional, e o nível de atualização em relação à realidade brasileira e mundial. Entre os instrumentos estão a prova geral e específica,  e o questionário do estudante, que visa colher informações sobre o perfil socioecômico do aluno, identificar a infraestrutura do curso, o projeto pedagógico, formação de professores, entre outras questões. Cada curso é avaliado de três em três anos.

Em 2010, compareceram 562 alunos concluintes e 743 ingressantes da UFSC. Esta foi a última edição com estudantes das primeiras fases. A prova mais recente aconteceu no dia 6 de novembro de 2011, mas os resultados devem ser divulgados somente no segundo semestre de 2012. O Exame é obrigatório: sem participar, os estudantes não podem se formar no curso.

Classificação dos cursos da UFSC no Enade 2010:

Enade 2010

 

Avanços e recuos

A última avaliação desse grupo ocorreu em 2007 e os números mostram que houve avanços: Agronomia, Educação Física e Farmácia conseguiram aumentar a nota. De acordo com o diretor de Gestão e Desenvolvimento Acadêmico da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, Carlos José de Carvalho Pinto, neste período os cursos passaram por mudanças, como por exemplo o de Agronomia. “Quando assumimos em 2008 e vimos a nota 2, fizemos reuniões com os professores, técnico-administrativos e estudantes do curso e chegamos a uma espécie de termo de ajuste de conduta, com várias medidas para reverter a situação”. Educação Física passou de 1 para 4 e Farmácia, de 3 para 4. O professor explica que, na época em que o Enade surgiu, a própria universidade não se dava conta de que precisava apoiar, convencer os coordenadores a cadastrar todos os alunos para realizar a prova.

Mas os resultados mostram também que houve recuos, como por exemplo em Enfermagem, Odontologia e Medicina. “Os cursos da área de saúde tiveram uma queda nas notas, o que acendeu uma luz para nós”, afirma Carlos Pinto. Para ele, a queda pode ser atribuída à mudança no projeto pedagógico pela qual os cursos passaram nos últimos anos. Enfermagem passou de 4 para 3, Odontologia, de 5 para 4.


Boicote e renovação do reconhecimento

O maior impacto em relação a 2007 foi no curso de Medicina, que caiu de 4 para 1, resultado do boicote dos alunos. Serviço Social continua com a nota 1, devido ao boicote também em 2007. Os estudantes protestam contra o Enade, a política educacional do Governo Federal, reclamam das condições de funcionamento do curso e do uso do ranking como propaganda para o mercado. O professor Carlos Pinto explica que já foram realizadas reuniões com os respectivos diretores dos centros de ensino e os coordenadores de Medicina e Serviço Social, para discutir e definir ações, que serão comunicadas à próxima reitora da UFSC, recém-eleita para a gestão 2012-2016. “O boicote é um absurdo. Nenhuma avaliação é perfeita, mas o espaço para manifestação não é pelo boicote, e sim por meio da instância responsável, que é a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), como também pelo registro de reclamações no próprio Questionário do Estudante”, diz.

Pela regra do MEC, as notas abaixo de 3 obrigarão a UFSC a abrir um processo para renovar o reconhecimento desses cursos. Conforme explica o procurador institucional da universidade junto ao MEC, Sérgio Pinto da Luz, todos os dados do curso precisarão ser cadastrados novamente no banco de dados do MEC, tais como o corpo docente, as disciplinas e infraestrutura. Depois o Ministério agenda uma avaliação externa, que será feita por dois profissionais de diferentes instituições de ensino superior, que irão atribuir uma nota ao curso. Se esta avaliação mantiver uma nota abaixo de 3, a instituição precisa firmar um protocolo de compromisso com as ações de melhoria no período de 6 a 12 meses. Ao final do prazo a instituição é submetida à visita de outra comissão de avaliação.

Saiba mais:

Resultados do Enade de 2009.

 

Por Laura Tuyama, jornalista na Agecom.

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A urgência poética de Rodrigo de Haro: multiartista lança livros de poesias

13/12/2011 16:04

Esqueça-se a Teia.
Observe-se a aranha,
suas pernas concêntricas
de estrela. A vetustez
enorme da surda
aranha na parede.

Esqueça-se a vã
literatura que a
persegue com patas
ligeiras. Traz muita
fortuna a filha
de Saturno.

(Rodrigo de Haro, “Inseto”, de Folias do Ornitorrinco)

 

.

Os dois volumes serão lançados no dia 20/12, às 19h30, na Fundação Cultural Badesc

Aos 72 anos, Rodrigo Antônio de Haro trabalha com paixão e afinco entre a palavra e a imagem. Empoleirado desde cedo em um andaime de alumínio no atelier de sua casa na Lagoa da Conceição, o multiartista executa uma grande tela de quatro metros quadrados para o altar-mor de uma Igreja em Curitiba depois de ter entrado a madrugada revisando os originais de seus dois novos livros de poesia. E assim o artista sai do cavalete e volta para a escrivaninha, criando, criando… “Dizem que nunca o artista é inteiramente humano”, bem fala o próprio Rodrigo no poema Invenção do olfato”. O verso integra os dois volumes inéditos de poemas que o artista lança pela Editora UFSC no dia 20 de dezembro, às 19h30min, na Fundação Cultural Badesc, na rua Visconde de Ouro Preto, em uma noite de festa para a arte e a literatura.

Espelho dos Melodramas e Folias do Ornitorrinco integram uma única e primorosa edição, embalados como um presente para o público desta fase de jorro criativo de Rodrigo -, que tem mais cinco livros na gaveta. São obras manuscritas em folhas de papel amarelo onde o autor desenha e lapida poemas, contos, novelas, ensaios, que vão compor cadernos ilustrados com desenhos, envoltos na beleza e raridade de um pergaminho. Além da compreensão cada vez mais plural e aberta da vida e da arte, o peso dos anos só deu mais urgência a esse monge da arte, consagrado além das fronteiras do estado e do país pela palavra, pela pintura e pela erudição. Com o “álbum duplo” de poesia, a Editora UFSC encerra um ano de grandes lançamentos e comemora o aniversário de 51 anos da universidade.

O menino artista de São Joaquim deixou a escola aos 16 anos para formar-se por conta própria aproveitando os estímulos dos pais, sempre mergulhados no mundo da sensibilidade e do conhecimento. Difícil encontrar uma expressão artística que ele não tenha experimentado: roteiro para cinema, novela, conto, poesia, aquarela, mosaico, pintura — até adaptações de literatura para rádio-novela ele fez. Integrante transgressor do grupo Litoral que atuou em Santa Catarina no final dos anos 50 e do grupo de poetas (Roberto Piva, Cláudio Viller, Antônio Fernandes Franceschi) que consolidou o surrealismo no Brasil a partir dos anos 60 e se confrontou com a Ditadura Militar. Como uma das maiores expressões contemporâneas da arte brasileira, na avaliação do Editor Sérgio Medeiros, seus poemas guardam uma musicalidade poética serena e trágica ao mesmo tempo: “Primeiro amar os dados,/tutores das moradas. Sempre/com malícia atirá-los/sobre a mesa sem ocupar-se/de outras faces – Onde vais?/ Agito o copo,/atiro as pedras./Tantos tactos sono- /rosos trato – dados por/vertigem lado a lado./Furtar sem felonia,/abrir última porta.” (Folias do Ornitorrinco)

Retornando eternamente ao lar e ao mistério sagrado da vida, o filho do pintor Martinho de Haro e de Maria Palma, produz sua arte de uma concepção sempre transversal sobre os seres e as coisas. O maldito e o sublime, o sagrado e o profano compõem uma única dimensão do presente, que busca sua força ontológica na tradição. Nesse tempo anacrônico do poeta, a ousadia estética se alicerça no legado clássico. “Sim, abre as janelas, as janelas cegas./Deixa cair a chuva misturada ao vinho/sabático da Beladona. Espia. Ouve/os fatigados rios do mundo e saúda/Dona Urraca, a intrépida, girando/a chave do abismo”. (Espelhos do Melodrama).

Conforme rezam as escrituras sobre a cena bíblica, onde o apóstolo S. Pedro recebe de Cristo as chaves da Igreja, a mesma cena que inspirou artistas célebres como Velásquez: “…com estas chaves aquilo que ligares na Terra, será ligado nos céus; aquilo que desligares na Terra será desligado nos céus…”. Enquanto dá ao ramo de oliveira a última pincelada, Rodrigo fala sobre sua obra poética:

1. Que motivações éticas e estéticas têm movido a sua poesia?
Rodrigo de Haro: Todo poeta almeja cativar a matéria, dominar, fazer cantar a energia adormecida nas coisas. Precipitar a metamorfose das coisas é missão do poeta, conferir asas ao inanimado. A poesia, disse Balthazar Gracian, consiste em preservar o espanto: – o caderno alado que voa…

2. Como um multiartista, você desafia a manifestação mais recorrente entre os criadores, que é dominar bem apenas uma ou no máximo duas modalidades literárias e mesmo artísticas. E você transita pela poesia, conto, ensaio, novela e também por várias expressões das artes plásticas. Como é esse trânsito da literatura para as artes plásticas?
Rodrigo de Haro: Não acho que desafie. Acontece simplesmente que o mundo é um laboratório mágico, uma gruta de ressonâncias e apelos, onde se entremostram tentações e miragens. Nada é impossível para esta arte combinatória – a poesia – capaz de acordar (sim…) os mortos. Literatura, conto, ensaio e novela? É tudo poesia, se for de – fato coisa real. Sim, sou também pintor – logo desenhista. Apenas pintor e desenhista.  Às vezes me aventuro no conto, é verdade. Tenho mesmo participado de algumas antologias até fora do País. O som, a palavra, começa na alma. Pois só a poesia é familiar do sagrado.

3. Que autores têm mais inspirado sua obra poética?
Rodrigo de Haro:  Acima das divergências (só aparentes) está a unidade da inspiração e da busca. Na verdade ouso me aproximar de uma ilustre família, aquela de Michelangelo, Blake que se manifestaram no desenho e na pintura e na escrita e na pintura e tantos outros. A criação desconhece fidelidade partidária. O preconceito difuso (que de fato existe) contra a multiplicidade é uma inovação recente, desconhecida na China e no Japão, por exemplo. Utamaro sentia-se tanto poeta quanto aquarelista. E gostaria de reconhecer minha dívida com Rilke e o poeta expressionista alemão Georg Trackl e o grande G. Sarcer de la Cruz.

4. O sagrado sempre esteve presente na sua pintura e na sua obra literária, mas você também é normalmente discutido em relação aos poetas malditos. Como você vê essa relação entre o sagrado e o profano – ou maldito – no seu trabalho poético?
Rodrigo de Haro:  Malditos? Quem são? Maldito é título de nobreza, é ser politicamente incorreto? É possível. No mundo midiático, mecânico, em que vivemos é uma grande honra: Dante, Villon, os místicos, foram malditos também em seus dias, não é verdade?

5. O mito, o sagrado, o inumano, a tradição, a memória… De uma certa forma esses elementos são sempre recorrentes na sua poesia… Você acredita que eles ainda ajudam a compreender o mundo hoje?
Rodrigo de Haro:  A verdadeira poesia aproxima-se demais do ominoso para não provocar arrepios em alguns momentos. “Aqueles que levantam o véu….”. O sagrado, que nos ultrapassa está na essência da ordenação poética. Meu trabalho é aquilo que é. Sou apenas o servidor de uma força maior que, de um modo ou de outro, com esforço e trabalho tento dominar, ordenar, logo que sou tomado por esta visitação dos espaços exteriores ao pragmatismo. A pulsação do sangue, a respiração e a dança são parte integrante das forças ativas da memória e da nostalgia operante. A poesia solicita liturgia, algo que o surrealismo intuiu (e também explorou) com bastante inteligência. Breton-Hudini, por exemplo, foi um agente muito perspicaz…

6. E sua obra poética e pictórica é também sempre classificada ao lado do grupo de poetas surrealistas, com quem de fato você escreveu uma trajetória. Você se identifica com esse rótulo?
Rodrigo de Haro: Sou irredutível a grupos, exceto socialmente. As escolas são sempre provisórias e o surrealismo me parece como estética ter perdido a inocência: Frida Kahlo, por exemplo, riu-se do movimento quando em Paris. Sua realidade, o seu entorno, o México coberto de caveiras de Jaguar em obsidiana, colocou o surrealismo. Dentro de medidas bastante discretas. O fantástico de Buñuel é sempre maior quando ele se afasta do surrealismo. Viridiana, Nazarin, Los olvidados. Mas… naturalmente agrada-me o discurso surrealista.

7. O mito, o sagrado, o inumano, a tradição, a memória… Esses elementos estão sempre gerando sua poesia e sendo gerados por ela… Você acredita que essas dimensões clássicas ainda ajudam a compreender a vida no mundo em que vivemos?
Rodrigo de Haro: Sim, uma certa tradição hermética me fecunda. Acredito que os valores do sagrado e só eles poderão salvar o mundo. Este mundo em que vivemos.  É preciso reencantar o mundo através do apelo ao silêncio e também a outros ritmos compatíveis com a expansão do ser. O ético e o social devem expandir-se sem coerção, sem decretos, mas segundo o desabrochar da consciência de cada homem: pois todos sabemos de nossos deveres, todos podemos comunicar da mesma alegria. Basta abrir a porta.

 8. Vejo que sua obra é povoada por esposas vegetais, animais contemporâneos ou míticos, seres heterogêneos. Nos originais do livro Folias do Ornitorrinco que estão no prelo da Editora da UFSC, vi alguns versos que evocam o caráter trans-humano da arte, como em “Invenção do olfato: “Dizem que nunca o artista é inteiramente humano/ seu rosto modelado por visível piedade/ Fala também com os répteis do lobo e sonha”. O filósofo francês François Lyotard cita em O inumano uma frase de Apollinaire segundo a qual “a Arte mantém-se fiel aos homens unicamente por sua inumanidade para com eles”. O que você pensa dessa relação entre a arte e o não humano?
Rodrigo de Haro: Devemos acreditar na comunhão dos seres, das coisas. O olhar da criança é um olhar cúmplice dos anjos, logo fala com as coisas e os bichos. “O olho da flor da arnica amarela à minha porta, piscou-me esta manhã. Toda poesia de verdade será trans-humana por definição, pois cabe a ela restabelecer uma corrente rompida na queda, o antigo elo solidário entre as coisas e as criaturas.

9. Espelho dos Melodramas e Folias do ornitorrinco: como se pode falar dessas obras que você lançar pela Editora da UFSC?
Rodrigo de Haro:
E esses dois volumes de poesia acompanham Voz, Idílios vagabundos e Lanterna mágica, outros inéditos que produzi nos últimos tempos, neste voluntário recolhimento do Morro do Assopro. O primeiro deles representa minha adesão ao campo lírico, ao drama – pois trata (por vezes) do excesso, dos movimentos violentos ou dolorosos do espírito, mas com humor. Já Folias do Ornitorrinco obedece a um caráter sintético. São dois livros diferentes, mas compostos pelo mesmo homem. Estão próximos.

10.Quais são os grandes autores da literatura brasileira e qual a melhor contribuição que deram, no seu ponto de vista, à renovação literária?
Rodrigo de Haro: Guimarães Rosa, Lúcio Cardoso.

 11.   Na convivência com o multiartista Rodrigo de Haro, percebe-se que estamos diante de um homem de 72 anos com uma rotina de trabalho diria até rigorosa, obstinada. Como é essa rotina e o que o move dessa forma ao trabalho artístico? Você se sente tomado por um sentimento de urgência de criação?
Rodrigo de Haro: Trabalho artístico ou simplesmente trabalho… Com o tempo, estabelecida a rotina, torna-se impossível fugir a ela. O trabalho de um atelier-escritório é riquíssimo. É tudo a fazer o tempo todo. Os quadros te arrastam para o cavalete, os cadernos sussurram nos ouvidos. Impossível aproximar-se do material sem ser de novo absorvido pelo visgo da invenção, do retoque, de alguma nova sugestão.

12. Que outros projetos ainda estão saindo do atelier multiartístico de Rodrigo de Haro? A propósito, qual a importância do ambiente de trabalho no seu processo de criação?
Rodrigo de Haro: Sempre são muitos os projetos, pois o hábito contínuo da reflexão se resolve em sonhos de realização urgentíssimos. Nada é mais importante do que sonhar para materializar.

Texto e entrevista a Raquel Wandelli

Lançamento: Livro-embalagem “Poemas”

(Folias do Ornitorrinco e Espelho dos Melodramas)

Autor: Rodrigo de Haro
Editora UFSC
Quando: 20 de dezembro, às 19h30min
Onde: Fundação Cultural Badesc
Entrada aberta ao público

Texto: Raquel Wandelli, Jornalista na SeCArte/UFSC – Fones: 37218729 e 99110524 – raquelwandelli@yahoo.com.br – www.secarte.ufsc.br – www.agecom.ufsc.br

 

Tags: EdUFSC

Conselho Universitário define data para escolha da lista tríplice para reitor

13/12/2011 14:28

Dando sequência ao processo eleitoral para escolha de reitor e vice-reitor da UFSC, o Conselho Universitário (CUn) aprovou na sessão desta terça-feira, dia 13, a data para votação da lista tríplice que será encaminhada ao Ministério da Educação para nomeação dos  cargos. Será realizada uma sessão especial no dia 20 de dezembro, a partir das 14h, na Sala dos Conselhos, para indicação dos nomes vinculados à chapa vencedora na consulta realizada à comunidade universitária em 30 de novembro. Foi aprovado por unanimidade o parecer do relator, professor Edison da  Rosa. Será formada uma comissão com um representante de cada categoria (professor, técnico-administrativo e aluno) para conduzir o processo.

Na mesma sessão, o CUn aprovou a criação de uma comissão de especialistas para trabalhar junto ao Conselho de Curadores, que faz o acompanhamento dos projetos e convênios assinados pelas fundações de apoio à Universidade (Fapeu, Feesc, Fepese, Funjab). Um documento será encaminhado à Administração Central da UFSC comunicando a decisão do Conselho, que também definirá o número de membros da comissão.

Também foi aprovada a resolução normativa que regulamenta a pós-graduação lato sensu na Universidade. Por fim, foi apresentado um histórico do processo de cessão de área da UFSC para o alargamento da rua Deputado Antônio Edu Vieira, que liga o campus aos bairros Pantanal, Saco dos Limões e às demais comunidades do sul da Ilha. Este processo, baixado em diligência, vem sendo discutido na instituição desde 2010, e será retomado na primeira reunião do Conselho no próximo ano.

Mais informações no Conselho Universitário, pelo fone (48) 37219522.

Ponto de carona facilita mobilidade dos estudantes do CCA

13/12/2011 12:17

Desde meados de 2009 funciona no Centro de Ciências Agrárias (CCA) um setor especialmente utilizado para as pessoas solicitarem carona. O ponto de carona surgiu da idéia de um aluno do Centro Acadêmico de Agronomia, e logo foi incorporada pelos outros CA’s. O objetivo é facilitar a mobilidade dos alunos que moram perto do centro e ajudar também a diminuir a quantidade de carros que circulam por lá. A partir do momento que foi institucionalizado, o ponto de carona funciona na saída do centro, indicado por uma placa semelhante à sinalização de um ponto de ônibus.

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Tags: ponto de caronas CCA

Professor tem trabalho na área de soldagem reconhecido pela Finep

13/12/2011 11:45

O professor Jair Carlos Dutra, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conquistou o título de “Inventor Inovador” na etapa regional do Prêmio Finep de Inovação 2011. Este ano cerca de 350 pessoas ou instituições se inscreveram em cinco categorias: Micro e Pequena Empresa, Média Empresa, Instituição Científica e Tecnológica, Tecnologia Social e Inventor Inovador. O vencedor nacional na categoria Inventor Inovador é Vladimir Jesus Trava Airoldi, doutor em Física pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e pós-doutor no Jet Propulsion Laboratory da Nasa (veja os outros finalistas da etapa nacional).

Jair Carlos Dutra é doutor em Engenharia Mecânica pela UFSC e desenvolveu diversos processos e equipamentos inovadores na área de soldagem (iniciativas já reconhecidas com inúmeros outros prêmios). Um destes equipamentos de soldagem (o processo de união permanente de peças usadas na indústria) utiliza moderna concepção eletrônica, tanto de controle como de potência. Entre suas vantagens está a possibilidade de passar por atualizações no software de controle. O aparato é um dos trabalhos que contribuíram para que o professor conquistasse, em etapa regional, a primeira colocação na categoria que premia ações inovadoras no prêmio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Dutra é graduado pela UFSC, instituição em que também prestou mestrado e doutorado direcionados ao campo de processos de soldagem. No doutorado, desenvolvido em cooperação com a Universidade Técnica de Aachen (Alemanha), o enfoque foi dado ao Arco Voltaico – modalidade técnica da soldagem. Segundo o professor, a tese focou principalmente a aquisição de dados, instrumentação e controle de processos.

As linhas de pesquisas em que atua são automatização, sistemas orbitais e sensoreamento em soldagem com desenvolvimento de procedimentos; deposição de revestimentos duros; desenvolvimento de novas versões de processos de soldagem a arco e de procedimentos especiais para metais e ligas não convencionais; sistemas de controle, simulação e desenvolvimento de dispositivos de automação; soldagem de revestimentos; tecnologia da informação, aplicada na automação, processos de soldagem e educação.

O Labsolda
Professor titular da UFSC, Jair Carlos Dutra é supervisor do Laboratório de Soldagem e Mecatrônica (Labsolda), setor que é referência em sua área. O laboratório foi criado em 1973, após um convênio de cooperação entre o hoje designado “Forschungszentrum” de Jüllich, da Alemanha, e o CNPq.

O trabalho “Soldagem: automação e desenvolvimento industrial”, desenvolvido junto ao laboratório e coordenado pelo professor Jair Carlos Dutra foi homenageado no Prêmio Talentos Fapeu de Divulgação Científica. Ezequiel Gonçalves, participante do projeto do laboratório, recebeu menção honrosa durante a premiação, na tarde do dia 4 de dezembro

Mais informações: (48) 3721-9471 / jdutra@labsolda.ufsc.br

Por Gabriele Duarte / Bolsista de Jornalismo na Agecom

 

Tags: Jair Carlos DutraPesquisador InovadorPrêmio Finep de Inovação

Conselho Universitário se reúne nesta terça-feira

13/12/2011 08:14

O Conselho Universitário se reúne nesta terça-feira, 13 de dezembro, a partir de 8h30min, na Sala Professor Ayrton Roberto de Oliveira. A sessão pode ser acompanhada ao vivo.

Pela impossibilidade de realizar a reunião ordinária no dia 29 de novembro, por motivos já informados, fica mantida a mesma ordem do dia:

1. Apreciação e aprovação da ata da sessão extraordinária realizada em 6 de dezembro de 2011.

2. Processo n.º 23080.050119/2011-47

Requerente: Gabinete do Reitor

Assunto: Minuta de Resolução que dispõe sobre as normas que regulamentam o processo de escolha dos candidatos para composição das listas tríplices para nomeação do Reitor e Vice-Reitor da UFSC.

Relator: Conselheiro Edison da Rosa

3.  Processo n.o 23080.040280/2010-21

Requerente: Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG)

Assunto: Aprovação da Resolução Normativa que dispõe sobre a Pós-Graduação lato sensu na UFSC

Relator: Conselheiro Juarez Vieira do Nascimento

Relator de Vistas: Conselheiro Luis Carlos Cancellier de Olivo

4. Processo  n.º 23080.047335/2011-13

Requerente: Sérgio Luis Schlatter Junior

Assunto: Proposta de criação de uma Comissão para acompanhamento da implementação da Resolução Normativa n.º 13/CUn/2011, de 27 de setembro de 2011, que dispõe sobre a relação da UFSC com suas Fundações de apoio.

Relator: Conselheiro Luiz Otávio Pimentel

5. Processo 23080.049997/2011-10

Requerente: Gabinete do Reitor

Assunto: Cessão de área da UFSC para alargamento da Rua Deputado Antônio Edu Vieira

Relator: Conselheiro Juarez Vieira do Nascimento

6. Implantação do Campus da UFSC em Blumenau

Apresentação: Prof. Yara Rauh Muller – Pró-Reitora de Ensino de Graduação

7. Processo 23080.048647/2011-36

Assunto: Resolução Normativa N.o1/CUn/2009, que estabelece as normas para o ingresso na carreira do magistério superior na UFSC.

Apresentação: Prof. Yara Rauh Muller – Pró-Reitora de Ensino de Graduação

8. Criação do Regimento dos Campi e alterações no Estatuto da UFSC

Apresentação: Profs. Alvaro Rojas Lezana e José Carlos Cunha Petrus

9. Informes Gerais.

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