Laboratório de Camarões Marinhos disponibiliza excedente de pesquisa para aquisição

02/07/2019 15:27

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica a disponibilidade do excedente de pesquisa do Laboratório de Camarões Marinhos – localizado na Servidão dos Coroas, 503, Barra da Lagoa, Florianópolis – para aquisição de camarões.

Serão disponibilizados dois lotes:

Lote 1: Entre os dias 10 e 12 de julho de 2019, haverá uma disponibilidade de aproximadamente 150kg de camarões na faixa de tamanho entre 9-10g.

Lote 2: a partir do dia 25 de julho de 2019, haverá uma disponibilidade de aproximadamente 800kg de camarões na faixa de tamanho entre 12g.

O preço ofertado deve ser definido pela gramatura do camarão, determinada pela biometria no momento da despesca. Para o cálculo final do quilograma, multiplicar GRAMATURA com a FRAÇÃO “ preço por grama”. O resultado será o valor a ser pago pelo quilograma em reais.
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UFSC comercializa camarões e sementes de ostras excedentes

26/04/2017 09:27

O Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) do Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica a disponibilidade de sementes de ostras do pacífico excedentes produzidas por sua unidade de pesquisa, extensão e ensino, situado na Estação de Maricultura Professor Elpídio Beltrame, na Barra da Lagoa, em Florianópolis. Em atendimento a Portaria Normativa No 68/2016/GR, de 23 de fevereiro, que regulamenta essa atividade no âmbito da UFSC. O LMM torna pública a oferta para comercialização do excedente que não foram aproveitados pelas unidades universitárias. Também estão sendo comercializados camarões do descarte de pesquisa da Fazenda Experimental Yakult e do LMM.

Sementes de ostras

Ainda há disponível para venda um lote de 1.100.000 sementes diploides de ostras do pacífico ao valor de R$ 20,00 o milheiro e um lote de 50.000 sementes diploides de ostras nativas ao valor de R$ 20,00 o milheiro. O valor do milheiro é baseado no histórico de custos do Laboratório de Moluscos Marinhos e no preço praticado por laboratório privado em Santa Catarina.

Os interessados devem entrar em contato com Claudio pelos telefones (48) 3721-2709 ou 9 9972 2791, ou pelos e-mails  ou .

Camarões

A proposta de compra para o lote atual deverá ser feita à UFSC até o dia 3 de maio pelo e-mail com cópia para , entregue na Fazenda Experimental Yakult, Estrada Geral do Itapocu, Município de Barra do Sul, em Santa Catarina e cotar o preço por quilo definido pela gramatura do camarão determinada pela biometria no momento da despesca. Ex. Camarão de 9,0 a 12 gramas (R$ 3,00 por grama), sempre que possível em papel timbrado da Empresa.

Responsabilidades da Fazenda Yakult:

– Informar e agendar com a empresa vencedora do pleito o dia e horário para despesca;

– Despescar, dar banho em água gelada, limpar, drenar o camarão, pesar em caixas da empresa compradora com o peso líquido por caixa determinado por ela;

– Determinar a gramatura na presença ou em conjunto com o comprador.

Responsabilidades do Comprador:

Fornecer caixas próprias e limpas para a embalagem do produto;

Prover gelo em escamas suficiente para gelar o camarão a ser despescado;

Acompanhar a pesagem do camarão e acompanhar a biometria para determinação da média de peso do camarão;

Estar com os materiais (gelo e caixas limpas) e o caminhão isotérmico no dia e horário combinados para a despesca;

Fornecer CNPJ e Razão Social da Empresa;

Executar o pagamento via Guia de Recolhimento a União (GRU) no prazo de 10 dias a contar do dia da retirada do produto.

 

Entre os dias 5 de abril e 20 de maio haverá uma disponibilidade de aproximadamente 1.500 quilos na Fazenda Yakult em Barra do Sul, com peso aproximado de 10g.

Mais informações pelos telefones (48)9 8422-1454 e 3721 5471, com professor Edemar,  e (48) 3721-4118 e (48) 9 9955-5460, com Felipe.

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Engenheiros de Aquicultura inovam ao juntar camarões e tilápias em fazendas marinhas

24/02/2011 07:48

Quando uma doença conhecida como mancha branca surgiu em Santa Catarina, anos atrás, os criadores de camarão em cativeiro foram proibidos de vender os crustáceos. Em vez de fechar as fazendas marinhas, houve quem tentasse diversificar a produção, incluindo tilápias no mesmo viveiro. “O equilíbrio ecológico gerado neste sistema de policultivo possibilitou a produção em fazendas antes contaminadas pelo vírus da mancha branca (white spot sindrome vírus)”, diz o engenheiro de Aquicultura Frederico Santos da Costa, formado na Universidade Federal de Santa Catarina e contemplado com um laptop pela originalidade de suas ideias, num programa da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina.

Costa foi um dos pioneiros no estado em trabalhar com este tipo de sistema e fez os primeiros experimentos numa fazenda que a UFSC mantém em Barra do Sul, em 2007. Durante seu mestrado, Costa testou a viabilidade técnica e financeira de criar tilápias junto com camarões e publicou os resultados em 2008. Pouco depois, abriu a empresa Eco Marine Aquicultura, com um colega do Departamento de Aquicultura da UFSC. Após serem premiados como um dos 10 melhores projetos no Programa Sinapse da Inovação, da FAPESC, resolveram dar início à produção comercial de peixes e camarões.

“Em 2 anos produzimos mais de 100 toneladas de tilápia e 5 toneladas de camarão”, comemora Bruno Ricardo Scopel, Diretor de Tecnologia e Inovação da Eco Marine. “A gente já fez parcerias com produtores de Tijucas e Araquari; agora estamos nos aproximando do mercado consumidor de Curitiba e São Paulo, mercados alvo da empresa.” Ele vai além: quer agregar valor ao peixe, não só oferecendo-o em filés congelados. “Se houver um processo de beneficiamento bem feito, dá para usar quase tudo da tilápia, inclusive a pele. Este tipo de couro serve para fazer bolsas, malas, botas etc”.

Inovar é uma questão de sobrevivência para os dois sócios, que não desanimam com os baixos preços da tilápia.  A variedade produzida em açudes utiliza mão de obra familiar, pouca tecnologia e menos recursos, resultando num peixe barato. Para provar que vale a pena pagar um pouco mais, Costa afirma: “Estudos científicos de análise sensorial demonstram que os filés da tilápia produzida em água salobra são tão aceitos quantos os filés de badejo e merluza. Esta tilápia possui textura mais firme e sabor marinado, sendo apreciada principalmente em restaurantes japoneses.”

Outros estudos demonstraram que a tilápia tem um efeito benéfico sobre a ecologia dos policultivos, pois comem microalgas, “limpando” a água de cultivo. Já os camarões se alimentam de porções do alimento não consumidas pelos peixes, as bactérias e detritos oriundos de sedimentação da matéria orgânica, as algas mortas e mesmo as fezes das tilápias. Isso elimina a necessidade de dar aos camarões uma ração que no sistema de monocultivo representa até 60% dos custos variáveis.

No policultivo, apenas os camarões moribundos ou mortos são ingeridos pelos peixes, eliminando a possibilidade de transmissão de doenças virais. “Achamos uma forma mais rápida e viável de reativar as fazendas que estavam paradas devido ao vírus da mancha branca”, ressalta Scopel.

Ele e Costa – Diretor Executivo da Eco Marine – ganharam o Prêmio Varejo Sustentável da Walmart em 2010, com o projeto Cultivo de camarões marinhos em sistema ambientamente amigável: alta produtividade e baixo impacto ambiental. No ano anterior, haviam sido premiados pelo Programa Prime, da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). Os sócios da empresa pretendem continuar investindo em tecnologias de produção, com emprego de um projeto inovador de cultivo de camarões, chamado “sistema bioflocos”, que praticamente elimina o descarte de efluentes e aumenta a produtividade em 50 vezes, se comparado aos cultivos tradicionais. Esses benefícios foram decisivos para o projeto ser considerado um dos 10 melhores pelo Programa Sinapse da Inovação, Operação 2009.

Atualmente em andamento, a edição seguinte do Sinapse recebeu 1.158 propostas. Destas, 200 passaram pela primeira seleção. Os autores das propostas classificadas deverão detalhar as ideias e transformá-las em projetos a serem submetidos a mais duas triagens. Ao final, 40 empresas receberão R$50 mil da FAPESC para desenvolver produtos ou processos inovadores. Detalhes no site www.sinapsedainovacao.com.br.

Para saber mais sobre o policultivo tilápia-camarão, acesse www.ecomarinesc.com.br, ligue para Bruno Scopel no
(48) 9131-5757 ou envie e-mail para

Por Heloisa Dallanhol / Jornalista da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc) /  (48) 3215-1208

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