Pesquisa da UFSC desenvolve tecnologias para controle de espécie invasora de coral

09/01/2026 12:02

Pesquisadores desenvolveram equipamentos para remoção mecânica dos corais. Foto: Marcelo Schuler Crivellaro/ PACS Arvoredo.

Um grupo de pesquisadores liderado por dois professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um projeto de pesquisa para monitoramento e controle da proliferação de uma espécie exótica de coral na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio Arvoredo). O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Coral-Sol na Rebio Arvoredo e Entorno (PACS Arvoredo) proporcionou o desenvolvimento de técnicas e ferramentas de manejo do coral-sol (Tubastraea coccinea), espécie invasora que pode prejudicar a biodiversidade de ecossistemas marinhos no Brasil. Atualmente, o grupo está elaborando um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação (UC) federais que enfrentam o problema de espécies invasoras de coral.

A reserva biológica marinha do Arvoredo, localizada entre Florianópolis e Bombinhas (SC), abrange uma área de 17.600 de hectares de superfície e abriga as Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta e Calhau de São Pedro, áreas marinhas biodiversas, espécies ameaçadas, remanescentes de Mata Atlântica e sítios arqueológicos, além de ser fundamental para a reprodução de peixes e a manutenção dos estoques pesqueiros. Na Rebio Arvoredo, essa ameaça é mais preocupante. “A unidade de conservação abriga ecossistemas únicos, como os recifes submarinos, além de uma diversidade biológica que sustenta elevada produtividade pesqueira no entorno. Qualquer desequilíbrio nesse sistema pode gerar impactos ambientais e socioeconômicos significativos”, afirma a pesquisadora Bárbara Segal, do Departamento de Ecologia e Zoologia (CCB), coordenadora da pesquisa junto com o professor Andrea Piga, do Departamento de Engenharia da Mobilidade (CTC Joinville).

O coral-sol é uma espécie originária do Indo-Pacífico e chegou ao Brasil por volta da década de 1980, provavelmente transportado em cascos de navios e plataformas de petróleo. Desde então, vem se espalhando ao longo da costa brasileira. Na Rebio Arvoredo, as primeiras ocorrências foram constatadas em 2012. Ao dominar o ambiente recifal, ele reduz o espaço disponível para espécies nativas, alterando a estrutura dos ecossistemas e causando perda de biodiversidade marinha brasileira, explica a professora Bárbara. “Estamos trabalhando no monitoramento das áreas controladas e na detecção precoce da invasão em áreas em que o coral ainda não foi visto. Além disso, está sendo elaborado, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um protocolo de monitoramento para sistematização dessas atividades em Unidades de Conservação Federais (UCs) que enfrentam o mesmo problema”.
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Projeto Ecoando Sustentabilidade discute recategorização da Rebio do Arvoredo

06/05/2021 09:10

O projeto Ecoando Sustentabilidade irá discutir a recategorização da Reserva Biológica Marinha (Rebio) do Arvoredo, no dia 7 de maio, às 19h, pelo YouTube. Áreas marinhas protegidas são espaços fundamentais para a saúde dos ecossistemas e humana. A pesca, o turismo, a cultura, nosso cotidiano depende do estado de conservação de um ambiente preservado. Para contribuir para discussões mais amplas considerando a recategorização da Rebio do Arvoredo, a liver irá receber representantes do conselho da Unidade e o deputado federal Pedro Uczai, que poderá levar demandas ao parlamento. 

Mais informações no canal do YouTube.

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Pesquisa revela efetividade da Reserva do Arvoredo em preservar espécies

05/01/2015 13:45
Espécies de garoupas, chernes e badejos que representam as espécies da ictiofauna marinha beneficiadas pela REBIO Arvoredo. A) 'Mycteroperca bonaci': badejo quadrado; B) 'Hyporthodus niveatus': cherne; C) 'Epinephelus marginatus': garoupa verdadeira e D) 'Mycteroperca acutirostris': badejo mira.

Espécies de garoupas, chernes e badejos que representam as espécies da ictiofauna marinha beneficiadas pela REBIO Arvoredo. A) Mycteroperca bonaci: badejo quadrado; B) Hyporthodus niveatus: cherne; C) Epinephelus marginatus: garoupa verdadeira e D) Mycteroperca acutirostris: badejo mira. Fonte: LBMM/UFSC

A Reserva Biológica Marinha (Rebio) do Arvoredo é um local que efetivamente protege espécies ameaçadas, em especial os peixes que são alvo da pesca comercial e artesanal. É o que conclui a pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com outras quatro instituições. Os pesquisadores compararam a biomassa de espécies de garoupa, chernes e badejos em oito locais do litoral catarinense. Os maiores exemplares e os mais raros só foram encontrados nas áreas protegidas. A quantidade de biomassa chega a ser de quatro a oito vezes maior na Reserva do Arvoredo, em comparação com áreas não protegidas.

Este é o primeiro estudo que avalia as condições da Reserva na preservação das espécies. Os resultados foram divulgados em uma das principais revistas científicas sobre o tema, a Marine Ecology Progress Series (MEPS), da Alemanha. O estudo envolveu pesquisadores do Laboratório de Biogeografia e Macroecologia Marinha da UFSC, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Universidade de São Paulo (USP), Universidad de Murcia (UMU-Espanha) e Macquarie University (Austrália). A REBIO Arvoredo foi criada em 1990, e o acesso é permitido apenas para atividades científicas; no entanto, a região é alvo frequente de atividades de pesca ilegal.
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Conhecimento dos pescadores artesanais de Tijucas pode ajudar na gestão da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo

18/10/2011 15:00

Os pescadores artesanais da região de Tijucas estão ajudando pesquisadores da UFSC a entender como ocorrem os processos ecológicos na Baía de Tijucas e na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo. Ao mesmo tempo, a pesquisa quer incluir as comunidades locais de pescadores artesanais nos processos de tomada de decisão sobre a conservação da biodiversidade e manutenção dos recursos pesqueiros. O estudo será apresentado no estande do Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica durante a 10ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex), que acontece entre os dias 19 a 22 de outubro no campus da UFSC na Trindade, em Florianópolis.

Pesquisa enfoca os processos ecológicos na Baía de Tijucas e na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo

Pesquisa enfoca os processos ecológicos na Baía de Tijucas e na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo

O trabalho que faz parte do mestrado de Ivan Machado Martins é desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC e tem orientação da professora Natalia Hanazaki. Por meio de estudos com os pescadores artesanais da Baía de Tijucas, Ivan resgatou informações ecológicas como a época de pesca e de reprodução de diferentes espécies de peixes, noções de cadeia alimentar e onde os juvenis se desenvolvem.

Os pescadores alegam que as espécies mais importantes como recurso pesqueiro não utilizam a REBIO Arvoredo como berçário, mas sim a Baía de Tijucas. “Por viverem no local há muito tempo e, por dependerem da pesca, os pescadores possuem um vasto conhecimento ecológico sobre a região e isso pode contribuir para a gestão da área de abrangência da REBIO do Arvoredo”, afirma Ivan. A pesquisa tem apoio financeiro da Fapesc.

Sobre a REBIO Arvoredo – A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo foi criada pelo decreto Federal nº 99.142/90 com o intuito de conservar a fauna e flora emersa e submersa de um conjunto de ilhas costeiras localizadas no Norte da Ilha de Santa Catarina. Esta reserva compreende as ilhas Arvoredo, Deserta, Galé e o rochedo do Calhau de São Pedro, atingindo uma área de 17.800ha, a 11Km do continente. É uma Unidade de Conservação que tem como objetivo proteger a vida marinha, para que as espécies possam se desenvolver sem pressão humana e migrem
para as áreas do entorno, mantendo a atividade pesqueira da região.

Mais informações
Ivan Machado Martins – Mestrando do PPG Ecologia – UFSC.
Laboratório de Ecologia Humana e Etnobotânica.
E-mail: ivan2885@yahoo.com.br.
Telefone: (48) 3721-9460

Sobre a Sepex
Visitação:
Quarta a sexta-feira: 9h às 19h
Sábado: 9h às 13h
Programação no site da sepex: www.sepex.ufsc.br

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