Trote Solidário propõe doação de sangue

16/03/2011 10:32

HU: ação de solidariedade/Foto: Paulo Roberto Noronha/Agecom

Como ocorre todos os semestres, mais uma vez os calouros da UFSC são chamados a participar do Trote Solidário, fazendo doação voluntária de sangue ao Hospital Universitário. Com isso, além de evitar brincadeiras que podem ser violentas ou constrangedoras, os estudantes ajudam a resolver o problema da baixa frequência do estoque de sangue no HU, hospital que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e recebe pacientes de todo o Estado.

O material vem sendo coletado no Banco de Sangue do HU, que fica no Edifício Voluntária Dona Cora (atrás do Banco do Brasil), de segunda a sexta-feira. Para atender aos alunos, até o dia 18 de março, a coleta será das 8h às 16h. Após esta data, o horário será das 8h às 12h. A intenção é não limitar a campanha à semana da chegada dos calouros, dando um caráter de continuidade à proposta, para alertar a comunidade acadêmica e os novos universitários sobre a importância de doarem sangue de forma consciente e responsável. A iniciativa é da Associação dos Amigos do Hospital Universitário (AAHU), Pastoral Universitária e acadêmicos dos cursos de graduação, com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE).

De acordo com o professor Alcides Milton da Silva, do Departamento de Saúde Pública da UFSC, a tendência é que a PRAE institucionalize o processo, convencendo mais alunos a se tornarem doadores permanentes. “Sangue não se fabrica, e por isso a doação é a única saída”, afirma Alcides, que é gestor de Assistência à Saúde do Estudante da UFSC, instância recém-criada na instituição.

Ele chama a campanha de “ação de solidariedade” e informa que o sangue coletado é fracionado em quatro partes (hemocomponentes), que são as hemácias, o plasma, os leucócitos e as plaquetas. “Portanto, um doador pode ajudar quatro pessoas diferentes”, ressalta. A partir de agora, o trabalho conta com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que leva a campanha de doação para as salas de aula de toda a Universidade.

Para dar mais visibilidade à ação, a equipe da PRAE vem distribuindo folders e afixando cartazes em pontos estratégicos da UFSC, como os centros de ensino, o HU e o Restaurante Universitário (RU).

Requisitos para doar:

  • Ter entre 18 e 65 anos
  • Pesar mais de 50 quilos
  • Estar em boas condições de saúde física e mental
  • Não estar em jejum
  • Não ter ingerido alimento gorduroso nas últimas 24 horas
  • Não ter recebido sangue nos últimos 12 meses
  • Não estar grávida ou ter dado à luz há menos de seis meses
  • Não ter comportamento de risco para DSTs (doenças sexualmente transmissíveis)
  • Não ser usuário de drogas
  • Apresentar documento com foto

Mais informações com Alcides pelo fone 3721-9114 e 3721-9859.

Por Paulo Clóvis Schmitz/jornalista na Agecom

Tags: calourosdoaçãoHUsanguetrote solidário

Professor guarani da aldeia Araça-Í ingressa na UFSC

16/03/2011 10:17

Hélio Karaí Fernandes, 26 anos, membro e líder comunitário da aldeia Araça-í, educador da E. E. I. Mbya Arandu, jurisdição do Núcleo Regional de Educação da Área Metropolitana Norte, vai realizar o sonho de cursar uma faculdade específica para professores indígenas. Ele é um dos 120 alunos Guarani, Kaingáng e Xokleng aprovados no Vestibular do Curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, iniciado dia 14 de março de 2011, na Universidade Federal de Santa Catarina. A universidade ofertou 40 vagas para cada etnia dos territórios do sul e sudeste do país, localizados em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Espírito Santo.
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Tags: guaraniprofessorUFSC

Exposição fotográfica traz Açores a São José

15/03/2011 18:20
Fotos: Joi Cletison

Fotos: Joi Cletison

Arquitetura, festas populares, costumes tradicionais, e também as belezas naturais são temas da exposição Açores, de Joi Cletison: as 17 fotos ampliadas trazem imagens das ilhas do Pico, São Jorge, Terceira, Graciosa, Faial, São Miguel e Corvo, e ficam expostas de 17 de março até 3 de abril, no Shopping Ideal (São José/SC).

Diretor do Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da UFSC, Joi montou a exposição para comemorar os 260 anos da chegada dos emigrantes açorianos que povoaram o sul do Brasil, especificamente o Estado de Santa Catarina. O evento faz parte da programação da Mostra Açoriana em comemoração ao dia do município de São José (19/03). Além das exposições fotográficas, haverá apresentações do Folclore Açorianos e também demonstração e venda do artesanato de referência açoriana.

Joi atua como fotógrafo há mais de 25 anos e tem dezenas de exposições realizadas no Brasil e no exterior. A proposta da exposição é percorrer as diversas cidades do litoral de SC povoadas por emigrantes açorianos.

Mais Informações 48-3029.7305 ou carolina@shoppingideal.com.br

Fotografias para divulgação: http://www.nea.ufsc.br/fotos_joi_cletison_acores.zip

SERVIÇO:

Local: Shopping Ideal, Rua Adão Manoel da Silva, nº 584 – Areias, São José/SC
Período: 17/03 a 3/04/2011 das 10 às 22 horas.

Promoção: Shopping Ideal, RIC Record e Universidade Federal de santa Catarina

Apoio Cultural: Governo Autônomo dos Açores e Agencia de Comunicação da UFSC

Realização: Núcleo de Estudos Açorianos/UFSC

Texto de apresentação:

“A proposta desta exposição é viajarmos pelo Arquipélago dos Açores através da visão panorâmica e fotográfica de Joi Cletison. Usando o seu afinado e seleto olhar ele nos apresenta aspectos dos Açores e dos Açorianos, desde a paisagem, o cotidiano, a arquitetura, as tradições, a brincadeira com o touro, a religiosidade, o culto ao Divino Espírito Santo, em momentos cristalizados nestas fotografias.

O Arquipélago dos Açores é formado por nove ilhas de formação vulcânica (Santa Maria, São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Flores, Graciosa e Corvo) e está localizado no Atlântico Norte a uma distância aproximada de 1.600 km do continente europeu.

Conhecendo um pouco das Ilhas Atlânticas, certamente que nos reconheceremos açorianos no nosso Litoral Catarinense e na nossa Ilha de Santa Catarina”.

Francisco do Vale Pereira

Historiador/NEA/UFSC

Tags: AçoresexposiçãoNúcleo de Estudos Açorianos (NEA)

Encerramento do Projeto Valorização de Produtos Agroalimentares de Qualidade consagra alimentação sustentável

15/03/2011 15:52

O auditório da Reitoria recebeu, no fim de fevereiro, a cerimônia de encerramento do projeto Valorização dos Produtos Agroalimentares de Qualidade (Vapraq), uma parceria entre a UFSC por meio do Centro de Ciências Agrárias (CCA), do Departamento de Fitotecnica (CCA) e a Universidade Teramo/Itália. Ao final houve degustação de azeite de oliva do Frantoio Montecchia/ Teramo, com a presença do produtor Gennaro Montecchia.

A UFSC é parceira da universidade italiana desde 2006. O convênio está em vias de renovação até 2016, compreendendo mobilidade acadêmica (estudantes e professores) e o Projeto VAPRAQ que visa a capacitação de brasileiros com cidadania italiana residentes nos estados de Santa Catarina e Paraná, tendo concluído, ao menos, o ensino médio e tendo entre 18 e 64 anos.

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Tags: alimentação sustentávelAndrea FantiniUniversidade TeramoVapraq

Seminário Energia Limpa: Conhecimento, Sustentabilidade e Integração

15/03/2011 15:38

A geração de energia, a alimentação, a produção de bens e as relações com o meio ambiente e de consumo serão debatidas durante o Seminário Energia Limpa: Conhecimento, Sustentabilidade e Integração – Idéias energéticas e ambientais para o futuro da América Latina, que acontece nos dias 04 e 05 de abril no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

Além de mesas-redondas, palestras e debates, está previsto o lançamento da terceira edição do concurso de monografias sobre Energias Renováveis e Eficiência Energética – Eco_Lógicas. O evento é gratuito e as inscrições poderão ser feitas nos dias do Seminário, no próprio Centro de Cultura e Eventos, a partir das 17h.

Confira a programação preliminar:

Dia 04.04 – Abertura (19h)

– Mesa-redonda “ Fontes alternativas na matriz energética da América Latina: já estamos preparados?”

Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace Brasil;
Cícero Blay, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu;
Regina Migliori, consultora em Cultura de Paz da Unesco e coordenadora do Núcleo de pesquisas do Cérebro e da Consciência vinculado ao Instituto Migliori;
Curt Trennepohl, presidente do Ibama

– Palestra com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira (20h30)

Dia 05.04 – Manhã (09h)

– Debate sobre Conhecimento, Sustentabilidade e Integração na América Latina

– “Conhecimento gerando inovação” – Coordenador do Grupo Montevidéo de Universidades Públicas

-“Sustentabilidade além do discurso” – Representante do Escritório Regional de Ciência da UNESCO para América Latina e Caribe

-“Os desafios da Integração” – Representante do Parlamento do Mercosul

– Representante do Centro de Formação para Integração Regional (CEFIR) do Uruguai

– Representante do Consórcio de Universidades Européias e Latino-Americanas em Energias Renováveis (JELARE)

Perguntas

11h 45 – Lançamento do Concurso ECO_lógicas

Almoço – 12h-14hs

Tarde – I Parte (14hs)

Palestra “Lixo: novos desafios com a Política Nacional de Resíduos Sólidos” – consultor em desenvolvimento sustentável, Walfrido de Assunção Ataíde

Palestra “A experiência de Maldonado na geração de biogás em aterro sanitário”, engenheiro da prefeitura municipal de Maldonado (Uruguai), Sebastián Bajsa

Perguntas

Intervalo

II Parte – 16h00

Palestra “Sol: vamos fazer uma Copa Brilhante?” – Professor do LabSolar/UFSC, Ricardo Rüther

Palestra “Eletricidade solar aqui e agora – Projeto Megawatt Solar” – Engenheiro da Eletrobras Eletrosul , Rafael Takasaki

Perguntas

Noite – 19h

“Ventos: panorama e perspectivas para a geração eólica no país” – Lauro Fiuza, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica)

Mais informações: 3234-1757 ou info@institutoideal.org.

Cartilha contra o trote sujo faz sucesso dentro e fora do campus

15/03/2011 10:36

Fotos: Thaine Machado / Bolsista na Agecom

A Cartilha de Prevenção às Violências Sexistas, Homofóbicas e Racistas nos Trotes Universitários tinha no primeiro dia de aula, 14/03, a data oficial de seu lançamento. A solenidade estava marcada para as 18h30, no hall do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), quando seria feita uma manifestação e a distribuição dos livretos, mas na ocasião reuniram-se apenas as equipes da Agecom e da TV UFSC, a professora Miriam Grossi e alguns bolsistas do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) para um bate papo sobre a obra.

É que o dia dos integrantes do NIGS começou cedo e seguiu cheio até a noite: às seis da manhã divulgaram a cartilha em um programa de TV local; distribuíram a publicação em diversos Centros; fizeram um apitaço na fila do Restaurante Universitário ao meio dia e também estiveram presentes na solenidade de recepção dos calouros, além de conversarem diretamente com os novos estudantes em sala de aula. Depois de tanta correria, a cerimônia acabou ficando em segundo plano, já que sua função principal – apresentar a cartilha à comunidade universitária – foi mais do que cumprida.

“A receptividade foi ótima. Dos cerca de 70 coordenadores de curso que contatamos, metade nos respondeu positivamente, abrindo espaço para que falássemos da publicação diretamente nas salas”, atesta a professora Miriam, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e do NIGS. O sucesso – comprovado também pelos comentários da maioria dos estudantes, que manifestavam sentimentos como alegria e alívio ao terem contato com a obra -, se estendeu para além do bairro Trindade: não só acadêmicos de Engenharia de Mobilidade, do campus de Joinville, como também alunos de universidades de Brasília, Minas Gerais, da Bahia e do Rio de Janeiro entraram em contato com o Núcleo solicitando cópias da cartilha ou autorização para reproduzi-la. A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) planeja também imprimi-la, seguindo o exemplo da UFSC no combate às práticas discriminatórias que acontecem a cada início de semestre.

Maria Otávia Costa está matriculada na 3ª fase de Antropologia e conta que, como faz parte da primeira turma do curso na UFSC, não chegou a ser submetida às brincadeiras entre calouros e veteranos. Bolsista do NIGS, participou da confecção da Cartilha, e, junto com seus colegas, idealizou o trote dos calouros desse semestre. “Primeiro imaginamos o trote tradicional, mas depois refletimos e conseguimos encontrar uma alternativa, inspirados num texto sobre rituais, de autoria de um antropólogo. Vai ser algo simples, que pretende não assustar as pessoas”. A estudante não revela detalhes porque a brincadeira ainda vai ser realizada.

Gabriela Figueiredo Santos, aluna da 6ª fase de Ciências Sociais, também é bolsista e presenciou já no primeiro dia de aula os trotes sujos ocorrendo no campus e arredores. Raruilquer Oliveira, colega de Gabriela e representante do Coletivo LGBT da UFSC (Gozze), ouviu comentários discriminatórios quando saía da cerimônia de recepção aos calouros após a intervenção feita por seu grupo. “Temos consciência do grande número dos casos de homofobia que ocorrem na Universidade. As manifestações de reprovação só demonstram a necessidade de discutirmos essas relações”, defende. O extremo oposto, entretanto, parece ser a reação da maioria. “Eu sou calouro. Obrigado por essa ação” – foi um dos retornos positivos relatados pelos bolsistas. Se o trote sujo é imposto por quem teve que se submeter ao mesmo ritual no passado, a perspectiva é a de que, nos próximos semestres, os alunos das segundas fases carreguem consigo a cartilha na hora de aplicar o ritual.

Leia mais sobre a Cartilha aqui.

Por Cláudia Schaun Reis/ Jornalista na Agecom

Feira de livros de editoras universitárias oferece até 70% de desconto

15/03/2011 09:09

Fotos: Paulo Noronha / Agecom

A coisa perdida: Agamben comenta Caproni, organizado e traduzido por Aurora Bernardini, Ecos no porão II, livro do contista catarinense Silveira de Souza e Do jeito que você gosta, tradução de Shakespeare. Esses lançamentos que acabaram de sair do prelo compõem uma pequena mostra dos livros que a Editora da Universidade Federal de Santa Catarina, pela primeira vez em parceria com a Liga das Editoras Universitárias (LEU), coloca à venda na volta às aulas, com descontos variando entre 15 a 70%. Até o dia 8 de abril, na Praça da Cidadania da UFSC, a Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU vai oferecer com descontos vantajosos 8.200 mil volumes de suas antigas e novas coleções.

Ao todo aproximadamente 780 títulos e 7.200 livros da EdUFSC serão vendidos com 50 a 70% de desconto e 500 títulos de outras editoras universitárias filiadas à LEU terão 15 a 30%, incluindo-se as da Unicamp, USP, UFMG e UFBA, todas trazendo obras de interesse universal. É a oportunidade de adquirir pela metade do preço em condições normais, o livro Desgostos; novas tendências estéticas, do filósofo italiano Mário Perniola, que será vendido somente na Feira a R$ 16,00. Outros exemplos da nova coleção da EdUFSC são: George Bataille, filósofo, por R$ 12,00; Poetas da Catalunha, que custará R$ 11,00 e A Coisa perdida, que baixou de R$ 45,00 para 23,00. Com tradução inédita em língua portuguesa, o célebre comentário de Agamben com a seleção dos poemas de Caproni será lançado na Feira. A obra foi recomendada pela mídia nacional entre os dez melhores produtos culturais do país. Ecos no porão, segundo volume da coletânea de contos de Silveira de Souza também será lançado com preço especial de R$ 15,00.

Aberta ao público universitário e a toda comunidade, a feira ocorre em tendas cobertas localizadas na Praça da Cidadania, em frente à Reitoria. Incluem-se entre as obras oferecidas a Série Didática, composta por livros solicitados em diversas graduações (Medicina, Farmácia, Enfermagem, Engenharias, Química, Física, Matemática, Português) e autores que costumam ser solicitados na lista do Vestibular das universidades catarinenses. Entre as novas edições da Série Didática, o editor Sérgio Medeiros destaca títulos como Anatomia sistêmica, Introdução à engenharia e Estatística aplicada às ciências sociais e Manual básico do desenho. O volume Farmacognosia, um dos clássicos da EdUFSC, recentemente reeditado, também estará à venda com desconto. Coordenada por Fernando Wolf, a feira funciona sempre das 9 às 19 horas, exceto aos sábados e domingos.

Lançamentos da EdUFSC à venda na Feira:

  • Ética das virtudes – JOÃO HOBUSS (ORGANIZADOR)
  • A coisa perdida – AURORA FORNONI BERNARDINI (ORGANIZAÇÃO E TRADUÇÃO)
  • A decadência de Santa Catarina – HENRIQUE LUIZ PEREIRA OLIVEIRA • MARLON SALOMON
  • Fundamentação filosófica – GIOVANI LUNARDI • MÁRCIO SECCO
  • Redes locais – MARCELO RICARDO STEMMER
  • Georges Bataille – FRANCO RELLA • SUSANNA MATI
  • Desgostos; novas tendências estéticas – MARIO PERNIOLA
  • 4 poetas da Catalúnia – LUIS SOLER (ORG.)
  • 28 desaforismos –  FRANZ KAFKA –  SILVEIRA DE SOUZA (TRADUÇÃO)
  • Ecos do porão vol 1 – SILVEIRA DE SOUZA
  • Educação do corpo em ambientes educacionais – FÁBIO MACHADO PINTO • ALEXANDRE FERNANDEZ VAZ • DEBORAH THOMÉ SAYÃO  (ORGANIZADORES)
  • Discussão de novos paradigmas –  JAIME COFRE • KAY SAALFELD (ORGANIZADORES)

Por Raquel Wandelli, jornalista na SeCArte

(048) 37219459 e 99110524

raquelwandelli@yahoo.com.br

raquelwandelli@ufsc.br

Tags: EdUFSCFeira de Livros

VI Congresso das Associações de Parkinson do Brasil

15/03/2011 08:50

A Associação Parkinson Santa Catarina convida a comunidade para o VI Congresso Brasileiro das Associações Parkinson do Brasil. O evento é uma iniciativa da Associação Parkinson Santa Catarina em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, por meio de seu Centro de Ciências da Saúde, Centro de Desportos e Núcleo de Estudos da Terceira Idade (NETI). O objetivo é congregar portadores, familiares, cuidadores, profissionais, acadêmicos e interessados para compartilhar conhecimentos e vivências a respeito da doença. O congresso será realizado nos dias 4, 5 e 6 de maio, na Colônia de Férias do SESC, Cacupé, em Florianópolis (SC). Inscrições e informações http://www.parkinson-sc.com.br/congresso ou (48) 3721-6651

Tags: Parkinson

Recepção aos calouros inclui festival Grito Rock

15/03/2011 08:26

Banda Samambaia Sound Club abre festival na UFSC

No período de 18 a 26 de março Florianópolis será palco do Grito Rock. A proposta chega a sua nona edição com mais de 130 cidades realizadoras, consolidando-se como o maior festival integrado das Américas. A edição desse ano tem como novidade a integração do evento ao Circuito Fora do Eixo – rede colaborativa de produtores culturais de todo o Brasil e alguns países da América Latina. Na UFSC o festival está integrado à recepção dos calouros, promovida pelo Diretório Central de Estudantes (DCE).

O Grito Rock começará no dia 18 com a apresentação da banda Samambaia Sound Club, às 12h30min, na Concha Acústica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A partir das 22h, também na Concha Acústica, é a vez das bandas Trupe Sonora Casa de Orates (Itajaí – SC), Marujo Cogumelo (Xanxerê – SC) e Rinoceronte (Santa Maria – RS) animarem o público com seu som. A semana segue com oficinas multiculturais, debates e palestras sobre produção cultural independente.

No dia 26, o Grito Rock acontecerá na casa de shows Célula Cultural, no bairro João Paulo. O agito fica por conta das bandas Skrotes (Florianópolis – SC), A Banda de Joseph Tourton (Recife – PE) e Bandinha Di Dá Dó (Porto Alegre – RS). A noite de encerramento também contará com uma exposição fotográfica do UFSCtock 2010, evento produzido pelos organizadores do Grito Rock Floripa 2011.

As sete bandas que participarão do festival foram escolhidas entre as mais de 300 inscritas para a edição deste ano. A seleção foi feita a partir de uma curadoria colaborativa, que contou com a ajuda de produtores do Grito Rock de todo país e de uma comissão especial dos próprios organizadores.

O evento local é fruto da iniciativa do Coletivo Cardume Cultural, grupo formado por jovens que buscam meios independentes de fomentar a arte e a cultura na cidade de Florianópolis e região. A expectativa da produção do evento é de receber um público de três mil pessoas na primeira noite e 600 no dia 26.

Também são realizadores do festival o Circuito Fora do Eixo e o Diretório Central de Estudantes da UFSC (Gestão Rosa dos Ventos). Apoio site Toque no Brasil.

Mais informações: Isadora Machado / Coordenação de Comunicação / (48) 8822-9692

Tags: Grito RockRecepção aos calouros

Projeto 12:30 inicia o ano com duas apresentações musicais na UFSC

15/03/2011 07:56

Bergamotis abre Projeto 12:30 nesta quarta

Bergamotis abre Projeto 12:30 nesta quarta

Nesta quarta-feira, 16/03, o Projeto 12:30 dá as boas-vindas aos calouros da Universidade e inicia as atividades do ano com o show da banda Bergamotis.  Depois da criação do forró e do sertanejo universitário – neo-estereotípicos elitistas sociais e não necessariamente culturais – a Bergamotis é, segundo seus integrantes, ironicamente, a precursora do rock universitário, que mistura rock com rock e com o que mais quiser.

A banda Bergamotis surgiu da união de músicos que tocam juntos, se conhecem e trabalham com música desde o final do século passado em Florianópolis. Estes músicos, que se encontram constantemente no Estúdio Jardim Elétriko, na Trindade, passaram a preparar um repertório eclético, diferente e baseado em rock´n roll nacional e internacional. Músicas dos Beatles, Rolling Stones, Elvis Presley e Bob Marley se misturam com canções nacionais dos Mutantes, Rita Lee, Cazuza, Gilberto Gil e Caetano Veloso, chegando até Roberto Carlos e Chico Buarque.

A formação básica de guitarra, baixo, bateria e voz torna o show prático e dinâmico. Em 2010, a Bergamotis concentrou a maioria de seus shows para o público universitário da Ilha.

Formação da Banda:

Paulo  Brum (Paulete) – Voz;  Marcelo Solla – Guitarra e Voz; Luiz Maia – Baixo e Voz; Silvio César Nazzario – Bateria e Voz.

Projeto 12:30 Acústico abre o ano com a banda Habitantes de Zion

Habitantes-de-Zion é atração do 12:30 Acústico

Habitantes-de-Zion é atração do 12:30 Acústico

O Projeto 12:30 Acústico inicia as apresentações do ano nesta quinta-feira, 17/03, com show da banda de reggae Habitantes de Zion. O espetáculo acontece às 12h30min, no Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. É gratuito e aberto à comunidade.

A banda Habitantes de Zion foi fundada em meados de 2004 em Florianópolis por Maurício Zion, o ‘Mister Roots’, com alguns companheiros de filosofia e trouxe para o ritmo quente do reggae as suas composições – letras inspiradas nos princípios de amor, liberdade e paz, bandeiras da Nova Era. Foi o encaixe perfeito, pois o reggae, originário da Jamaica, nasceu do anseio da juventude em libertar-se do jugo do preconceito e das barreiras sociais e econômicas, tornando-se, mais tarde, o mais forte louvor de fé daquele povo em um Deus Libertador.

Com um som sem regras e um ritmo contagiante, misturado a letras de mensagens claras e reflexivas, os Habitantes de Zion vêm conquistando público e expressão. Em sua trajetória musical, a banda já dividiu palco com artistas de projeção, como os grupos Jah Live (DF), Mato Seco (SP), Namastê (PR) e as internacionais Israel Vibration (Jamaica), Groundation (Califórnia – EUA) e Midnite (St. Croix – Ilhas Virgens); além dos cantores Ras Bernardo (SP), Professor Dionísio (RS), Dada Yute (SP), Fauzi Beydoun (MA), entre outros. Tudo sempre com muita competência e profissionalismo.

Fiéis ao compromisso de propagar mensagens positivas e músicas de conteúdo e qualidade, o grupo conta hoje com o respeito e admiração de grandes nomes da música brasileira e da reggae music.Mais informações como músicas, fotos, vídeos sobre a banda são encontrados no link www.myspace.com/habitantesdezion

Os integrantes:

Mister Roots (vocal), Meg Roots e Bia Lits (backing vocal), Davizerah (baixo) , Jean Zion (bateria), Rodrigo Mustafa (teclados), Vinicius (percussão), Ras Keko (guitarra base) e Bruno HDZ (guitarra solo).

Projeto 12:30

O Projeto 12:30 é realizado pelo Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) da UFSC. Apresenta semanalmente atrações de cunho cultural, grupos de música, dança e teatro, nas versões ao ar livre na Concha Acústica e na versão acústico, quinzenalmente, no Teatro da UFSC.

Foi criado em 1986 e a partir de 1993 os shows passaram a ser realizados semanalmente na praça central do campus, a Praça da Cidadania, onde estão a concha acústica da UFSC e o Varandão do CCE. A cada ano, em cerca de 60 shows, mais de 300 artistas se apresentam para um público estimado em 20 mil pessoas.

Projeto 12:30 Acústico

Para atender à demanda do público e dos artistas que apreciam um estilo de música mais intimista, foi criado o Projeto 12:30 Acústico. No repertório, versões cantadas com acompanhamento ou apenas instrumentais, apresentações solo ou orquestras de câmara. As apresentações acontecem, quinzenalmente, às quintas-feiras do período letivo, às 12h30min, no Teatro da UFSC, e são abertas ao público.

Inscrições Abertas

Artistas interessados em se apresentar no projeto dentro do campus da UFSC devem entrar em contato com o DAC por meio dos telefones (48) 3721-9348 / 3721-9447 ou por e-mail, enviando mensagem para projeto1230@dac.ufsc.br. Mais informações sobre como participar do projeto no site www.dac.ufsc.br. As inscrições estão abertas.

Serviço 1:
O QUÊ: Show com a banda Bergamotis
QUANDO: Dia 16 de março de 2011, quarta-feira, às 12h30min
ONDE: Projeto 12:30, na Concha Acústica da UFSC, Trindade, Florianópolis.
QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade.
CONTATO: DAC: projeto1230@dac.ufsc.br  – www.dac.ufsc.br

Serviço 2:
O QUÊ: Show com a banda de Reggae Habitantes de Zion

QUANDO: Dia 17 de março de 2011, quinta-feira, às 12h30minONDE: Projeto 12:30 Acústico, no Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis.QUANTO: Gratuito, aberto à comunidade. CONTATO: DAC: projeto1230@dac.ufsc.br  – www.dac.ufsc.br – BANDA: e-mail: habitantesdezion@gmail.com ou  habitantesdezion@hotmail.com’Mister Roots’ Maurício Zion: (48) 3233-0791 ou (48) 8417-7438 Luz de Zion Produção (48) 3269-7835

Fonte: [CW] DAC: SeCArte / UFSC, com material institucional e das bandas.

Tags: Projeto 12:30

Identidade Jovem: a formação humanista dos jovens

14/03/2011 18:00
Será lançado no dia 24 de março, às 19h30min, no Teatro Álvaro de Carvalho, o filme documentário “Identidade Jovem: A Formação Humanista dos Jovens como Garantia de Sustentabilidade, Identidade e Protagonismo Civil”. O projeto prevê lançamentos e exibições em diversas cidades brasileiras.
O projeto foi realizado com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O documentário é uma provocação sobre a importância da função dos líderes, educadores e genitores na formação do jovem e uma proposta de formação humanista que possa dar resposta ao jovem que busca encontrar e atuar a sua identidade. Apresenta entrevistas com importantes nomes do cenário da educação, como o senador Cristovam Buarque, o representante da UNESCO no Brasil Vincent Defourny e o Diretor-Geral adjunto da UNESCO para educação, além de jovens, pais e educadores do Brasil e do mundo.

Outras informações pelo endereço www.tac.sc.gov.br/ ou pelo e-mail adriane@ccb.ufsc.br.

Tags: documentárioidentidade jovem

Palestra: “50 anos da revolução cubana”

14/03/2011 17:02

Quem se surpreendeu com o efeito revolução cubana no carnaval na ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, tem mais uma oportunidade de ampliar seu conhecimento sobre a história de Cuba.  No dia 24 de março, quinta-feira, às 18h30, no Auditório do Centro de Educação (CED/UFSC), a professora Claudia Wasserman, da Universidade Federal  do Rio Grande do Sul, dá uma conferência sobre o tema “50 anos da revolução cubana”. A historiadora é autora do livro “A revolução cubana: 50 anos de imprensa e história no Brasil”, que vai estar à venda durante sua palestra na UFSC. Na obra, ela traça um panorama de como repercutiram no Brasil os acontecimentos revolucionários em Cuba e analisa  impressões sobre a revolução cubana que a mídia imprimiu no imaginário popular dos brasileiros ao longo dos anos.

A conferência com Claudia Wasserman é organizada pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), em colaboração com o Programa de Pós-Graduação em História e o Núcleo de Estudos de História da América Latina (Nehal). Às 14 horas do mesmo dia, na sala 10 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), a historiadora participa da banca de mestrado de Elvis Poletto sobre “Conceito de nação em Mariátegui”, orientada por Waldir Rampinelli, professor do Departamento de História e também presidente do IELA. Doutora  em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com a tese “A questão nacional na América Latina no começo do século XX: Brasil, Argentina e México”, Claudia Wasserman também publicou “História Contemporânea da América Latina (1900-1930)”; “História da América Latina: do descobrimento a 1900”; “Palavra de Presidente”; e “Ditaduras Militares na América Latina”.

História de lutas

O professor Waldir Rampinelli, que vai mediar o debate com Claudia Wasserman, lembra um aspecto importante, mas pouco analisado quando se aborda a história de Cuba: o fato de a revolução cubana não se tratar de um evento, mas de um  processo histórico de longa duração. O que isso quer dizer? “Que a  revolução cubana não começou  na luta contra o ditador Fulgencio Batista, nos anos 50, mas iniciou em 1868, ano em que se desencadeou na ilha a Guerra dos Dez Anos  contra o colonialismo espanhol,” responde Rampinelli.

O historiador lembra que o próprio Fidel Castro, preso e interrogado logo após o assalto ao quartel general de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953, respondeu que o autor intelectual daquela façanha havia sido José Martí, revolucionário cubano morto em 1895, em luta pela independência de sua Cuba. “Foi Martí um dos responsáveis pelo pensamento mais apurado não apenas contra o colonialismo espanhol, mas também contra o imperialismo estadunidense”, afirma Rampinelli. “O pensador revolucionário advertia de que de nada adiantaria livrar-se do jugo espanhol para cair nas garras do império estadunidense.”

É Martí também o criador do Partido Revolucionário Cubano, que depois vai ter influência sobre o Partido Comunista Cubano, quando a revolução vence, em 1959. Mas, antes de Martí, muitos contribuíram para a construção do processo revolucionário, lutando contra o colonialismo espanhol e o escravismo que afligiam o povo cubano. Entre eles, Rampinelli destaca Carlos Manuel  de Céspedes, um dos patriotas que inicia o combate anticolonial, entregando seus próprios bens à causa da independência, pela qual morre fuzilado;  Antonio Maceo, que também morre no campo de batalha; Ignácio Agramonte, outro líder do processo revolucionário a cair em combate contra os espanhóis;   Máximo Gómez, nascido em São Domingos, na República Dominicana, que chefiou o exército de libertação de Cuba na luta contra os espanhóis. O internacionalismo cubano, portanto, tem raízes que afundam nas lutas independentistas dos povos.

E tinha razão José Martí quando advertia sobre a ameaça representada pelo imperialismo estadunidense. Tanto que, após a vitória do exército popular cubano, em 1898, é aos Estados Unidos que a Espanha se rende, pois o vizinho imperialista interviera no conflito, por isso chamado de Guerra hispano-cubana-americana. O pretexto utilizado fora o de um suposto ataque contra um de seus navios de guerra, o Maine, ancorado na ilha. Após a rendição dos espanhóis, os EUA mantêm a ocupação militar, permitindo a independência formal apenas em 1902, depois de persuadir o parlamento cubano a aprovar a Emenda Platt, que lhe outorgava o direito de intervir em Cuba, mantida na condição de “protetorado” estadunidense.

Não se tratava de uma política nova, já que a intenção dos Estados Unidos de dominar e até anexar Cuba fora defendida como uma política de estado por vários de seus presidentes. É, portanto, nesse contexto histórico de usurpação da soberania do povo cubano que são forjados instrumentos “legais” de dominação política, militar e econômica, impondo a Cuba a condição de nova colônia. No início do século 20, a já citada  Emenda Platt (de 1901)  outorga aos EUA o poder de intervir  em Cuba sempre que haja ameaça à ordem institucional no país, além do “direito” de instalar bases militares em território cubano, a exemplo de Guantánamo. Outra medida de perfil colonial é o Tratado de Reciprocidade Comercial, de 1903, que dá aos EUA o controle do monopólio do açúcar e das alfândegas, praticamente abrindo o mercado cubano aos produtos norte-americanos, sem qualquer concorrência.

Revolução de raiz

Nesse período de nova colonização, no entanto, a luta pela independência prossegue. Nos anos 20, ressalta Rampinelli, é importante o papel de Julio Antonio Mella, fundador do Partido Comunista e da Liga Antiimperialista, líder do movimento estudantil e revolucionário nas lutas das organizações operárias e estudantis contra o imperialismo estadunidense e o ditador Gerardo Machado.  Para organizar a resistência, Mella parte para o México, onde é assassinado, em 1929, pela polícia secreta da ditadura.

Mella, portanto, já  apontara o caminho, depois  seguido por Fidel Castro, nos anos 50, quando traça, no México, onde se refugiara, o caminho da revolução. Daí o acerto de se aplicar o conceito de revolução de longa duração quando se analisa o processo cubano. “As condições históricas de luta pelo nacional, contra o colonialismo e o imperialismo já estavam dadas, sem retirar o mérito estratégico de Fidel Castro,” comenta Rampinelli. “A revolução está na alma, na vida de todo um povo. Se fosse um evento sem raiz, não teria consequências.”

É por esse espírito revolucionário, entranhado na própria história, que os cubanos não cederam às pressões e ao bloqueio brutal imposto a Cuba pelo governo dos Estados Unidos. Em 1992, como explica Rampinelli no artigo “Cuba – 50 anos de revolução”, o Congresso dos Estados Unidos promulga a Lei Torricelli, a qual estabelece duas sanções principais. A primeira é a de proibir o comércio com Cuba de filiais de companhias estadunidenses estabelecidas em outros países. A segunda, impede barcos que entram em portos cubanos com propósitos comerciais de tocar portos estadunidenses, ou suas possessões, durante 180 dias a partir da data de partida da Ilha. Outra legislação de exceção, aprovada pelo congresso estadunidense, é a Lei Helms-Burton, que viola leis internacionais e direitos humanos, outorgando aos  EUA o direito de  impor  sua ordem jurídica a países terceiros. Tal mecanismo estabelece um bloqueio feroz, restringindo o direito ao livre comércio com Cuba.

Rampinelli também aborda, no artigo, aspectos da crise migratória, a parte mais visível dos conflitos entre Havana e Washington. Ele explica: a Lei de Ajuste Cubano, adotada pelo Congresso dos Estados Unidos, em 2 de novembro de 1966, quando era presidente Lyndon B. Johnson, modificou o estatuto dos imigrantes cubanos, qualificando-os de “refugiados políticos”, com direito automático de asilo político e, ao mesmo tempo, com a permissão de residência permanente nos Estados Unidos, estimulando deste modo a emigrarem ilegalmente. Dessa forma, o cubano imigrante ilegal que conseguir pôr os pés (pés secos) em território estadunidense é automaticamente acolhido pela Lei de Ajuste, enquanto o interceptado no mar (pés molhados) pode ser devolvido a Cuba.

Isso tudo acontece a despeito de um acordo assinado entre os dois países que permite a entrada de 20 mil cubanos por ano nos Estados Unidos, pelas vias legais. “Na realidade, o que Washington estimula e incentiva é o roubo de aeronaves e de barcos – os quais não são devolvidos – com fuga espetacular que possa ser manchete nos jornais do mundo,” comenta o historiador.

Os que querem derrotar a revolução cubana, não entendem, adverte Rampinelli, que um processo revolucionário de longa duração não é desmantelado facilmente. Quem pode derrotar esta revolução, afirma, “são apenas os próprios cubanos”. No artigo mencionado, o historiador escreve:

“Uma revolução não subsistiria sem o apoio maciço de sua população. A estratégia de resistência consiste na guerra de todo um povo contra o invasor. Para defender seu processo revolucionário, as pessoas devem sentir no seu cotidiano as mudanças havidas na educação, na saúde, no emprego, na moradia, no meio ambiente, no esporte e na projeção internacional de seu país. Estas conquistas não apenas tornam a vida melhor e mais feliz, como também despertam o patriotismo, ou seja, o orgulho de ser cubano em qualquer parte do mundo. Afinal Cuba é o único país do Terceiro Mundo que resolveu problemas fundamentais como o da fome. No setor educacional, não existe em Cuba um analfabeto funcional, tamanho é o investimento na escolaridade. Já na saúde, os índices se igualam aos dos países mais avançados do Mundo, como o Canadá e a Noruega.

Na economia, Cuba saiu da condição da monocultura do açúcar e hoje grande parte de sua produção é em biotecnologia. Basta ver os índices econômicos apresentados a cada ano pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Por isso, a Revolução Cubana pode se esgotar, e até ser destruída, por suas próprias forças internas. Porém, nunca por uma intervenção externa, já  que o povo aprendeu ao longo de cinco décadas a manejar uma cultura de resistência, a preservar suas conquistas sociais e a saber usar armas.”

Mais informações: 3721-9297, ramal 37 ou iela@iela.ufsc.br.

Por Raquel Moisés / Jornalista

A revolução do povo cubano: muito mais que 50 anos

Por Raquel Moysés  – jornalista

Quem se surpreendeu com o efeito revolução cubana no carnaval na ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, tem mais uma oportunidade de ampliar seu conhecimento sobre a história de Cuba.  No dia 24 de março, quinta-feira, às 18h30min, no Auditório do Centro de Educação (CED/UFSC), a professora Claudia Wasserman, da Universidade Federal   do Rio Grande do Sul, dá uma conferência sobre o tema “50 anos da revolução cubana”. A historiadora é autora do livro “A revolução cubana: 50 anos de imprensa e história no Brasil”, que vai estar à venda durante sua palestra na UFSC. Na obra, ela traça um panorama de como repercutiram no Brasil os acontecimentos revolucionários em Cuba e analisa  impressões sobre a revolução cubana que a mídia imprimiu no imaginário popular dos brasileiros ao longo dos anos.

A conferência com Claudia Wasserman é organizada pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), em colaboração com o Programa de Pós-Graduação em História e o Núcleo de Estudos de História da América Latina (NEHAL). Às 14 horas do mesmo dia, na sala 10 do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), a historiadora participa da banca de mestrado de Elvis Poletto sobre “Conceito de nação em Mariátegui”, orientada por Waldir Rampinelli, professor do Departamento de História e também presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos. Doutora  em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com a tese “A questão nacional na América Latina no começo do século XX: Brasil, Argentina e México”, Claudia Wasserman também publicou “História Contemporânea da América Latina (1900-1930)”; “História da América Latina: do descobrimento a 1900”; “Palavra de Presidente”; e “Ditaduras Militares na América Latina”.

História de lutas

O professor Waldir Rampinelli, que vai mediar o debate com Claudia Wasserman, lembra um aspecto importante, mas pouco analisado quando se aborda a história de Cuba: o fato de a revolução cubana não se tratar de um evento, mas de um   processo histórico de longa duração. O que isso quer dizer? “Que a  revolução cubana não começou  na luta contra o ditador Fulgencio Batista, nos anos 50, mas iniciou em 1868, ano em que se desencadeou na ilha a Guerra dos Dez Anos  contra o colonialismo espanhol,” responde Rampinelli.

O historiador lembra que o próprio Fidel Castro, preso e interrogado logo após o assalto ao quartel general de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953, respondeu que o autor intelectual daquela façanha havia sido José Martí, revolucionário cubano morto em 1895, em luta pela independência de sua Cuba. “Foi Martí um dos responsáveis pelo pensamento mais apurado não apenas contra o colonialismo espanhol, mas também contra o imperialismo estadunidense”, afirma Rampinelli. “O pensador revolucionário advertia de que de nada adiantaria livrar-se do jugo espanhol para cair nas garras do império estadunidense.”

É Martí também o criador do Partido Revolucionário Cubano, que depois vai ter influência sobre o Partido Comunista Cubano, quando a revolução vence, em 1959. Mas, antes de Martí, muitos contribuíram para a construção do processo revolucionário, lutando contra o colonialismo espanhol e o escravismo que afligiam o povo cubano. Entre eles, Rampinelli destaca Carlos Manuel  de Céspedes, um dos patriotas que inicia o combate anticolonial, entregando seus próprios bens à causa da independência, pela qual morre fuzilado;  Antonio Maceo, que também morre no campo de batalha; Ignácio Agramonte, outro líder do processo revolucionário a cair em combate contra os espanhóis;   Máximo Gómez, nascido em São Domingos, na República Dominicana, que chefiou o exército de libertação de Cuba na luta contra os espanhóis. O internacionalismo cubano, portanto, tem raízes que afundam nas lutas independentistas dos povos.

E tinha razão José Martí quando advertia sobre a ameaça representada pelo imperialismo estadunidense. Tanto que, após a vitória do exército popular cubano, em 1898, é aos Estados Unidos que a Espanha se rende, pois o vizinho imperialista interviera no conflito, por isso chamado de Guerra hispano-cubana-americana. O pretexto utilizado fora o de um suposto ataque contra um de seus navios de guerra, o Maine, ancorado na ilha. Após a rendição dos espanhóis, os EUA mantêm a ocupação militar, permitindo a independência formal apenas em 1902, depois de persuadir o parlamento cubano a aprovar a Emenda Platt, que lhe outorgava o direito de intervir em Cuba, mantida na condição de “protetorado” estadunidense.

Não se tratava de uma política nova, já que a intenção dos Estados Unidos de dominar e até anexar Cuba fora defendida como uma política de estado por vários de seus presidentes. É, portanto, nesse contexto histórico de usurpação da soberania do povo cubano que são forjados instrumentos “legais” de dominação política, militar e econômica, impondo a Cuba a condição de nova colônia. No início do século 20, a já citada  Emenda Platt (de 1901)  outorga aos EUA o poder de intervir  em Cuba sempre que haja ameaça à ordem institucional no país, além do “direito” de instalar bases militares em território cubano, a exemplo de Guantánamo. Outra medida de perfil colonial é o Tratado de Reciprocidade Comercial, de 1903, que dá aos EUA o controle do monopólio do açúcar e das alfândegas, praticamente abrindo o mercado cubano aos produtos norte-americanos, sem qualquer concorrência.

Revolução de raiz

Nesse período de nova colonização, no entanto, a luta pela independência prossegue. Nos anos 20, ressalta Rampinelli, é importante o papel de Julio Antonio Mella, fundador do Partido Comunista e da Liga Antiimperialista, líder do movimento estudantil e revolucionário nas lutas das organizações operárias e estudantis contra o imperialismo estadunidense e o ditador Gerardo Machado.  Para organizar a resistência, Mella parte para o México, onde é assassinado, em 1929, pela polícia secreta da ditadura.

Mella, portanto, já  apontara o caminho, depois  seguido por Fidel Castro, nos anos 50, quando traça, no México, onde se refugiara, o caminho da revolução. Daí o acerto de se aplicar o conceito de revolução de longa duração quando se analisa o processo cubano. “As condições históricas de luta pelo nacional, contra o colonialismo e o imperialismo já estavam dadas, sem retirar o mérito estratégico de Fidel Castro,” comenta Rampinelli. “A revolução está na alma, na vida de todo um povo. Se fosse um evento sem raiz, não teria consequências.”

É por esse espírito revolucionário, entranhado na própria história, que os cubanos não cederam às pressões e ao bloqueio brutal imposto a Cuba pelo governo dos Estados Unidos. Em 1992, como explica Rampinelli no artigo “Cuba – 50 anos de revolução”, o Congresso dos Estados Unidos promulga a Lei Torricelli, a qual estabelece duas sanções principais. A primeira é a de proibir o comércio com Cuba de filiais de companhias estadunidenses estabelecidas em outros países. A segunda, impede barcos que entram em portos cubanos com propósitos comerciais de tocar portos estadunidenses, ou suas possessões, durante 180 dias a partir da data de partida da Ilha. Outra legislação de exceção, aprovado pelo congresso estadunidense, é a Lei Helms-Burton, que viola leis internacionais e direitos humanos, outorgando aos  EUA o direito de  impor  sua ordem jurídica a países terceiros. Tal mecanismo estabelece um bloqueio feroz, restringindo o direito ao livre comércio com Cuba.

Rampinelli também aborda, no artigo, aspectos da crise migratória, a parte mais visível dos conflitos entre Havana e Washington. Ele explica: a Lei de Ajuste Cubano, adotada pelo Congresso dos Estados Unidos, em 2 de novembro de 1966, quando era presidente Lyndon B. Johnson, modificou o estatuto dos imigrantes cubanos, qualificando-os de “refugiados políticos”, com direito automático de asilo político e, ao mesmo tempo, com a permissão de residência permanente nos Estados Unidos, estimulando deste modo a emigrarem ilegalmente. Dessa forma, o cubano imigrante ilegal que conseguir pôr os pés (pés secos) em território estadunidense é automaticamente acolhido pela Lei de Ajuste, enquanto o interceptado no mar (pés molhados) pode ser devolvido a Cuba.

Isso tudo acontece a despeito de um acordo assinado entre os dois países que permite a entrada de 20 mil cubanos por ano nos Estados Unidos, pelas vias legais. “Na realidade, o que Washington estimula e incentiva é o roubo de aeronaves e de barcos – os quais não são devolvidos – com fuga espetacular que possa ser manchete nos jornais do mundo,” comenta o historiador.

Os que querem derrotar a revolução cubana, não entendem, adverte Rampinelli, que um processo revolucionário de longa duração não é desmantelado facilmente. Quem pode derrotar esta revolução, afirma, “são apenas os próprios cubanos”. No artigo mencionado, o historiador escreve:

“Uma revolução não subsistiria sem o apoio maciço de sua população. A estratégia de resistência consiste na guerra de todo um povo contra o invasor. Para defender seu processo revolucionário, as pessoas devem sentir no seu cotidiano as mudanças havidas na educação, na saúde, no emprego, na moradia, no meio ambiente, no esporte e na projeção internacional de seu país. Estas conquistas não apenas tornam a vida melhor e mais feliz, como também despertam o patriotismo, ou seja, o orgulho de ser cubano em qualquer parte do mundo. Afinal Cuba é o único país do Terceiro Mundo que resolveu problemas fundamentais como o da fome. No setor educacional, não existe em Cuba um analfabeto funcional, tamanho é o investimento na escolaridade. Já na saúde, os índices se igualam aos dos países mais avançados do Mundo, como o Canadá e a Noruega.

Na economia, Cuba saiu da condição da monocultura do açúcar e hoje grande parte de sua produção é em biotecnologia. Basta ver os índices econômicos apresentados a cada ano pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Por isso, a Revolução Cubana pode se esgotar, e até ser destruída, por suas próprias forças internas. Porém, nunca por uma intervenção externa, já  que o povo aprendeu ao longo de cinco décadas a manejar uma cultura de resistência, a preservar suas conquistas sociais e a saber usar armas.”

Tags: CubaIELApalestra

Obra de alunos e professores do CCE e CTC simplifica utilização de software

14/03/2011 16:14

Obra simplifica o aprendizado de Desenho Técnico através do software SolidWorks

Disciplina obrigatória nas primeiras fases de cursos de Engenharia Mecânica, Produção Mecânica e Design, Desenho Técnico vem sendo ensinada também com o apoio de softwares como o SolidWorks, que, dentre suas funções, facilita a modificação dos desenhos de produtos já projetados.

Pensando em simplificar a aprendizagem de Desenho Técnico através da ferramenta, os professores da UFSC Júlio César da Silva, Henderson José Speck e Edison Rohleder (Centro de Comunicação e Expressão/EGR), junto com os alunos Bernardo Cassimiro Fonseca de Oliveira, Thiago Dickmann (ambos da Eng. Mecânica) e João Facco de Andrade (Eng. de Produção Mecânica) lançaram o livro Desenho Técnico auxiliado pelo SolidWorks (Editora Visual Books).

Indicado para estudantes, projetistas, engenheiros e designers, a obra traz tópicos básicos de Desenho Técnico desenvolvidos a partir dos recursos do programa. “Apesar do SolidWorks sofrer mudanças anuais em sua interface, os principais comandos e recursos se mantêm, possibilitando o entendimento, sem maiores dificuldades, dos procedimentos e tutoriais”, esclarecem os autores.

Mais informações com os professores Júlio e Speck no fone 3721-6613 ou nos emails: julio@cce.ufsc.br e speck@cce.ufsc.br

Tags: desenho técnicoengenharialivro

Instituto Ling oferece bolsas para MBA

14/03/2011 15:51

Sinter informa: O Instituto Ling oferece bolsas para cursos de MBA – através do Programa Start/MBA – e  LLM – pelo programa ILing/Escritório de Advocacia Gouvêa Vieira – nas melhores  universidades dos EUA e da Europa, de acordo com os rankings das revistas Business Week e US News e do jornal Financial Times. As bolsas de estudos são parciais, e beneficiam profissionais em início de carreira que demonstrem liderança, espírito empreendedor, excelência acadêmica e identificação com os valores do Instituto Ling. Em 15 anos, 125 jovens profissionais brasileiros já foram beneficiados com nossas bolsas, em um investimento total de mais de 1,9 milhão de dólares.

Para concorrer à bolsa, o interessado deve apresentar a carta de aceitação da universidade onde pretende estudar, ser cidadão brasileiro e demonstrar necessidades de
recursos. Mais informações podem ser encontradas no site www.institutoling.org.br<outbind://46/www.institutoling.org.br>.

Os interessados também podem entrar em contato pelo e-mail instituto.ling@petropar.com.br
ou pelo telefone (51) 3287-6306.

Aulas magnas do Curso de Artes Cênicas e da Pós em Administração Universitária nesta terça às 19h

14/03/2011 14:07

Aula Magna do Programa de Pós-Graduação em Administração Universitária, com o professor Gerson Luiz Joner da Silveira tendo como tema: “Perspectivas e Desafios da Gestão Universitária”. Local: Sala dos Conselhos, Reitoria. No mesmo horário será realizada a  aula magna do curso de Artes Cênicas com o tema: “Pesquisa e Criação: vínculos universitários e a experiência do Teatro da Vertigem”,  ministrada pelo professor Antonio Carlos de Araújo Silva ( USP) no Auditório do CCE

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Tags: Aula Magna Curso de Artes CênicasAula Magna Pós em Administração Universitária

UFSC recepciona mais de 2.300 calouros no Centro de Eventos

14/03/2011 13:24

O auditório do Centro de Cultura e Eventos da UFSC ficou lotado na manhã desta segunda-feira, dia 14, na solenidade de recepção dos calouros do primeiro semestre de 2011. A partir das 10h30, boa parte dos 2.345 novos alunos do campus de Florianópolis foi recebida pela instituição. Eles assistiram a um vídeo, acompanharam uma palestra e ouviram as boas vindas do reitor Alvaro Toubes Prata, e depois disso foram brindados com um carreteiro no hall superior do mesmo prédio. À noite, às 19h, outros 564 estudantes serão recepcionados, também no Centro de Eventos.
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Tags: calourosrecepçãoUFSC

Feira de livros da EdUFSC adiada para terça

14/03/2011 12:26

A Feira de Livros da Editora da UFSC, programada para iniciar hoje, 14/03, foi adiada para amanhã (15) em função dos fortes ventos que atingiram o Campus Universitário na madrugada deste domingo. Segundo a organização da Feira, a empresa Cardeal Eventos, responsável pela estrutura física do evento, deverá reforçar os pilares da tenda  ainda nesta segunda.

As atividades terão início nesta terça, às 9 horas. Mais informações pelo 3721-9686.

Tags: adiadaEdUFSCFeira de Livros

Isabela Castelan expõe pinturas e desenhos na UFSC

14/03/2011 09:17

Abre amanhã, 15, a exposição de desenhos e pinturas (acrílico e óleo sobre tela) “Em nome do pai”, da artista plástica catarinense, residente em Londres, Isabela Castelan. A mostra, gratuita e aberta à comunidade, é em memória de Walter de Bona Castelan, e poderá ser vista no Hall da Reitoria da UFSC, de 15 de março a 07 de abril. Visitação de segunda a sexta-feira, das 07 às 20 horas.
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Tags: exposiçãoIsabela Castelanpinturas

Neri Andrade pinta memórias do engenho

11/03/2011 16:24
Neri convida a uma viagem pelos corredores da memória de sua infância

Neri convida a uma viagem pelos corredores da memória de sua infância

As obras de Neri Andrade não impressionam somente pelo cromatismo, mas principalmente pelo desenho poético dos casarios, os engenhos, festas religiosas, cenas rurais, lidas da roça e o trabalho da pesca. Suas pinturas naif lançam luzes para a herança cultural deixada pelos casais açorianos na hoje simbolicamente denominada “Décima Ilha do arquipélago dos Açores”. Com a exposição “Memórias do Engenho Andrade”, o espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC abre, de 15 de março a 15 de maio, o calendário de exposições de 2011 em homenagem ao artista.

Através das obras dessa exposição, Neri convida a uma viagem fascinante pelos corredores da memória de sua infância no engenho e no casarão Andrade, onde nasceu e viveu grande parte de sua vida. As telas estão expostas de segunda a sexta feira, das 9 às 12 e das 14 às 17 horas no espaço cultural do NEA, que fica ao lado do Museu Universitário. O evento tem apoio da Agência de Comunicação da UFSC e da Direção Regional do Governo dos Açores.

Com mais de 30 anos de carreira, o artista foi escolhido em 2004 para representar o Brasil no Catálogo Internacional da CFM The Power of Flinght, da General Eletric, produtora de turbinas para aeronaves. Em 2006 foi premiado na Bienal Naif de Piracicaba/SP, com as obras “Pescaria Noturna” e “Interior de Engenho”. O critico de arte Oscar D’Ambrosio escreveu sobre sua obra: “O segredo está em não oferecer o óbvio, mas criar uma visão pessoal de um universo no qual se sente à vontade por conviver com ele desde criança. A localidade que pinta não existe mais da maneira que Neri Andrade a retrata, mas é preservada pela sua memória, pela forma como transforma suas lembranças em obras bem elaboradas.”

Local: Espaço Cultural NEA – Núcleo de Estudos Açorianos – Universidade Federal de Santa Catarina

Período: 15 de março a 15 de maio de 2011.

Visitação: 2ª a 6ª feira das 9 às 12 e das 14 às 17 horas

Informações: (48) 3721.8605 ou (48) 3235.2572 ou nea@nea.ufsc.br

Fotografias para divulgação: http://www.nea.ufsc.br/ExposicaoEngenho_NeriAndrade_2011.zip
Promoção:

Universidade Federal de Santa Catarina

Secretaria de Cultura e Arte

Realização:

Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC

Apoio:

AGECOM/UFSC

Direção Regional dos Açores/Governo dos Açores

Por Raquel Wandelli / 48 99110524 – raquelwandelli@yahoo.com.br

Tags: açorianoexposiçãonaif

Universidade premia estudantes que se destacam na iniciação científica

11/03/2011 14:04

Seis estudantes de graduação da UFSC serão homenageados na próxima terça-feira, 15 de março, como Destaques da Iniciação Científica 2010. A cerimônia será realizada a partir de 11 horas, na Sala dos Conselhos, prédio da Reitoria. Os jovens cientistas foram selecionados pela qualidade do trabalho apresentado no 20º Seminário de Iniciação Científica da UFSC, realizado nos dias 20, 21 e 22 de outubro de 2010. A iniciação cientifica é um instrumento que permite introduzir os estudantes de graduação na pesquisa. O seminário da UFSC é um momento de avaliação dos trabalhos e também uma oportunidade para que os jovens universitários apresentem seus trabalhos.

Os estudantes reconhecidos como Destaques da Iniciação Científica 2010 serão inscritos para apresentação dos trabalhos na Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC), durante a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A reunião, um dos mais importantes eventos científicos do país, será realizada entre 10 e 15 de julho, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO). Além da inscrição, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão vai custear hospedagem e transporte.

Mais informações pelo telefone (48) 3721-9332

Estudantes selecionados como Destaques da Iniciação Científica 2010


ALUNO ORIENTADOR DEPTO CENTRO DESTAQUE
HENRIQUE VON PARASKI ROLF BERTRAND SCHROETER Engenharia Mecânica CTC APRES. ORAL Ciências Exatas e da Terra
CARLOS CRISTIANO DE JESUS ALCANTARA IVO BARBI Engenharia Elétrica CTC PAINEL
Ciências Exatas e da Terra
ANA CAROLINA RIBEIRO LOBO DE CASSIANO JULIA SILVIA GUIVANT Sociologia Política CFH APRES. ORAL Ciências Humanas e Sociais
ALINE BOSCHI MOREIRA ORIDES MEZZAROBA Direito CCJ PAINEL
Ciências Humanas e Sociais
LEANDRA FORMENTÃO MARIO STEINDEL Microbiologia e Parasitologia CCB APRES. ORAL
Ciências da Vida
CAMILLA FURTADO MARISA MONTICELLI Enfermagem CCS PAINEL
Ciências da Vida
Tags: Destaque da Iniciação CientíficaIniciação Científica

UFSC lança Agambem e o poeta que lamentou a existência de deus

11/03/2011 10:33

O filósofo e o poeta que lamentou a inexistência de Deus

Editora da UFSC publica, pela primeira vez em língua portuguesa, célebre comentário de Giorgio Agamben sobre o poeta Caproni, autor de A coisa perdida, numa tradução de Aurora Bernardini, que estará na UFSC nesta sexta-feira (11).

As artes estão repletas de obras belas e definitivas em louvor a deus ou à transcendência divina. Mas nenhum artista, cineasta, escritor ou músico cantou com tanto fervor e desespero estético a inexistência de deus quanto o poeta italiano Giorgio Caproni. Esse paradoxo sagrado de quem ao chorar a ausência divina afirma-a faz de Caproni um dos poetas prediletos dos filósofos do pós-guerra. Em 1999, o pensador Giorgio Agamben escreveu um comentário em prefácio à sua última coletânea de versos que se tornou tão incontornável quanto à própria obra. É essa revelação da poesia pela filosofia que a editora da UFSC acaba de publicar em edição bilíngue sob o título: A coisa perdida: Agamben comenta Caproni, pela primeira vez em língua portuguesa, graças ao trabalho consagrado da tradutora Aurora Bernardini.

Nesse encontro de 375 páginas entre a reflexão e a arte, 40 são dedicadas ao prefácio da tradutora e ao breve, e denso, ensaio de Agamben (Roma, 1942). No restante do livro, imperam soberanos, em tradução bilíngüe, poemas selecionados de onze diferentes obras de Caproni (Livorno, 1912 – Roma, 1990), considerado um clássico da poesia moderna. São versos livres, ora longos, ora curtíssimos, que se fazem de uma delicadeza rude, entabulando misteriosos diálogos com uma entidade invisível ou uma ordem superior, como em “Reflexão”: “Foi dito também: Nós vivemos sobre um monstro”. Eis um mote que todos poderíamos tornar nosso. (A Besta que acuamos é o lugar onde nos encontramos). E também dramaticamente céticos, como em: e “Vou-me” disse,/ “O que lhes deixo é tudo/ o que levo em boa hora./ Tenham saúde. Cuidem/ de si mais do que/ de mim cuidei eu./Vou-me para onde, há tempo, Deus foi-se embora”.

O lamento pela ausência divina ou do que o poeta Rodrigo de Haro identifica como melancolia diante da perda do sagrado faz de cada verso um estranho clamor às avessas, como uma espécie de niilismo inconformado. “Nunca, como nesses poemas, a negação de Deus tem sido uma sua afirmação: como se Caproni tivesse travado com Deus um combate singular, um corpo a corpo definitivo (…)”, escreveu o poeta e crítico Giovanni Testori no Corrie della Serra de 1982, citado no prefácio de Aurora, que é professora da USP e já foi agraciada, na categoria de tradução, pelos prêmios Jabuti e Biblioteca Nacional. É como se o poeta reclamasse a promessa divina da infância traída na vida adulta: Um dos muitos, também eu. Uma árvore fulminada/pela fuga de Deus. (“Também eu”)

Esse sentimento que Agamben chama de traição da ordem do sagrado se expressa com plenitude em Meu Deus, mesmo se não existes, por que não nos assistes?, de “Invocação”, que integra a última coletânea do poeta, cujo título, Res amissa, traduz todo ânimo da obra, mesmo as que têm motivação política de quem combateu no front da Segunda Guerra Mundial e ingressou nas fileiras da Resistência pela libertação. Em seu comentário, Agamben compreende Res amissa como a coisa perdida, a melancolia pela falta daquilo que se teve tão plenamente e passa a ser tão nosso que se perde a consciência da sua presença e se torna impossível perder, mas também se torna impossível recapturar por conta do esquecimento. O próprio Caproni autorizaria essa interpretação em uma anotação a caneta resgatada por Agamben: Todos (sem lembrar de quem)/ recebemos um dom precioso/ e tão ciosos escondemos que não lembramos onde e até mesmo de que dom se trate – /Res amissa, o contrário do Conde. Centro, a perda. Agamben conclui seu comentário dizendo que “de todos os livros de poesia que se continua e se continuará certamente a publicar  é impossível dizer que ao menos um único deles poderá estar à altura do evento que aqui se cumpriu”.

Ensaísta e tradutora de mais de 70 obras, incluindo Jorge Luís Borges, Aurora se dedica no momento à poesia russa e italiana. Convidada a participar, na sexta-feira (11), às 14 horas, na Sala Machado de Assis, do Centro de Comunicação e Expressão, da banca de defesa de André Cechinel, doutorado em Literatura pela UFSC, sobre T.S. Elliot, a autora concedeu entrevista sobre seu trabalho na tradução desses dois grandes expoentes do pensamento e da poesia:

1. Os poemas da antologia nos trazem sempre o sentido dramático de uma ausência, de uma falta no plano superior. Podemos de algum modo relacionar a coisa perdida com a nostalgia ou o desespero pela perda do sagrado (no seu sentido mais pleno), embora o poeta ao tempo que reclame da ausência de Deus afirme sua inexistência?

Aurora Bernardini – A questão da ateologia (a análise da teologia para provar suas falhas intrínsecas) em Caproni é muito simples, embora retorcida, basta ler, na coletânea, o poema “Cantabile”: O menino que venceu/em seguida a vergonha escondida/de crer, e orando/por uma hora deixa agora/seu ramalhete de flores/a Santa Rita de Cássia, como fará, meu Deus,/como fará a perdoar-te/depois, sem ódio, o furto de tua inexistência?

A falha que o poeta imputa à teologia (no caso, ao conjunto de preceitos, princípios e dogmas do catolicismo) é de fazer crer ao menino algo (máxime, a existência de Deus) que depois (quando adulto), irá lhe subtrair. É desse furto que o poeta ressente, nos momentos mais lancinantes de sua existência (e de sua poesia). Trata-se, como o define Hölderlin, eufemisticamente, no prefácio de Agamben, de uma “traição de tipo sagrado”. Bergman, por exemplo, é mais direto. A personagem-chave de O sétimo selo,diz, durante a partida de xadrez com a Morte: “Os homens pegaram os seus medos e deram-lhe o nome de Deus”. Ele mesmo, numa entrevista a Cahiers du cinema, na década de 1960, declara: “depois que deixei de acreditar, sinto-me mais calmo, bem”. Na tradição poética italiana, esta “traição de tipo sagrado” jamais foi questionada tão abertamente.

2. No sentido em que a poesia de Caproni lamenta a perda e de Deus, pode ser vista como uma literatura que potencializa a consciência dessa perda? Ou seja, podemos ter em Caproni uma leitura que leve o homem da pós-modernidade ou o homem contemporâneo à busca do preenchimento? E quando lamenta a inexistência de Deus de alguma forma o poeta está se diferenciando do niilismo ou protestando contra a falácia religiosa?

Aurora Bernardini – Recorrendo novamente a Agamben: “Em Caproni, todas as figuras da ateologia chegam à sua despedida (…) No entanto, ao passo que a infidelidade hölderliniana  fazia questão precisamente que “ a memória dos celestes não findasse”, aqui domina uma sóbria ‘decisão de abrir mão’.(…) Caproni conseguiu exprimir, sem sombra de nostalgia ou de niilismo o ethos e quem sabe a Stimmung da solidão sem Deus.”  E mais, enquanto as diferentes escolas literárias têm discutido a relação vida/arte, na instância da dessujeitivização à qual   Caproni submete sua poesia, vida e arte confluem e se confundem.

3. O que seria perder algo que se possui tão completamente que não se tem consciência da sua posse e como você vê a relação dessa coisa perdida que Agamben faz com a poesia de Caproni, afirmando que ela se tornou a própria res amissa?

Aurora Bernardini – Trata-se de alguma coisa preciosa (um Bem, ou – para um crente – até mesmo a Graça – explica Caproni, citado no prefácio), que o poeta guardou tão bem que não mais a encontra. Aproveitando brilhantemente a deixa, Agamben adentra-se pelos meandros da Graça e lembra o perigo, para a religião cristã, de ela não poder ser perdida, conforme dizia Pelágio. Daí sua condenação por Agostinho, daí sua excomunhão. Por outro lado, o poema “Res amissa”, sem ritmo, sem rima, sem prosódia é comparado por Agamben ao lenho quebrado do violino que Caproni, depois de um concerto, esfacelou:

Dela não encontro traço./ Veio me ver a fim (disso tenho certeza) /de dar-me de presente./ Dela não mais encontro traço./ Revejo ao findar/do dia o rosto minguado/ branco flautado…/ A manga/ em renda…/A graça,/ tão doce e germânica/ no oferecer…/ Um vento/ de choque – um ar quase silíceo enregela/agora o quarto…/ (È lâmina/de faca?/Tormento/ além do vidro e da madeira/- serrada – do postigo?) /Dela não vejo mais sinal./Mais traço./Pergunto/ à Morgana…/ Revejo/ minguado o minguado rosto branco / flauto desaparecido…/  Descerra/- remota – a alvorescente boca, /Mas não fala./(Não pode/ – nada pode – dar resposta.) /Não mais espero encontrá-la./Com demasiado cuidado/ (irrecuperavelmente) a guardei. (“Res Amissa”).

O violino quebrado não tem reparo. Idem, a Coisa perdida não pode ser encontrada. E ela é imperdível por já estar irremediavelmente perdida. “E perdida por força de ser – tal como a vida, tal como, justamente, uma natureza – demasiado intimamente possuída, demasiado ‘ciosamente, (irrecuperavelmente) guardada’”, como comenta Agamben.

4. O que norteou Agamben na seleção desses poemas?

Aurora Bernardini – Agamben mencionou cronologicamente os poemas de Caproni que considerou significativos na obra deste, para o seu prefácio. Eu acompanhei a seleção, introduzindo também outros poemas que considerei representativos, das respectivas coletâneas, cronologicamente, para que o leitor brasileiro possa ter uma visão mais ampla da obra do poeta, a partir de suas fases idílicas (a crença), até a crueza da carnificina na guerra e da vida adulta, a denúncia político-social e o despojamento total.

5. Como é traduzir Caproni? E como vc lida com as “impossibilidades de tradução” na sua obra? Em seu comentário, Agamben diz que, pelo domínio da “ligação musaica”, “(…) nenhuma tradução, não apenas de Pascoli, mas também de Penna ou Caproni, conseguirá dar uma ideia vaga do original.  E da mesma forma, qual o desafio de traduzir Agamben com toda sua erudição medieval?

Aurora Bernardini – Tenho me dedicado ao estudo e ao processo da poesia há alguns anos, inclusive para traduzi-la, pois tradutor de poesia não se improvisa. E é necessário também que se tenha certa propensão… No caso de línguas afins, como a italiana, a tradução exige atenção e sensibilidade mais do que, propriamente, “recriação”. Já, para traduzir um crítico refinado como Agamben é preciso o máximo de rigor filológico e científico, diria: certos conceitos ligados aos termos que ele usa diferem de época em época e de língua para língua. Caproni teve alguns de seus poemas traduzidos por Maurício Santana Dias e Agamben já é um crítico bastante conhecido nas principais universidades do Brasil, cujas editoras o tem publicado em tradução brasileira. Cito da UFMG: Homo Sacer; da Humanitas/UFMG: Infância e História; da Boitempo: Estado de Exceção, Profanações; e agora, da UFSC: Desapropriada maneira.

6. Agamben conclui o comentário dizendo que “de todos os livros de poesia que se continua e se continuará certamente a publicar  é impossível dizer que ao menos um único deles poderá estar à altura do evento que aqui se cumpriu”. Como você vê essa afirmação?

Aurora Bernardini – Agamben chamou seu prefácio de “Desapropriada maneira”, exemplificando e explicando o que distingue estilo e maneira e descobrindo facetas capronianas das quais, provavelmente, o poeta não tinha clara consciência – e isso ocorre aos críticos particularmente argutos – ao comentar, no final do referido prefácio, o trabalho de desapropriação do nexo formal (ligação musaica) e da linha prosódica (métrica, rítmica e rímica) da última coletânea de Caproni (Res amissa). Em particular, o poema “Res amissa” – conclui Agamben – “atingiu para sempre uma região para além do próprio e do impróprio, da salvação e da ruína. Esta é a herança não recebível que a desapropriada maneira de Caproni deixa à poesia italiana”.

Entrevista à Raquel Wandelli – assessora de comunicação da SeCArte/UFSC

raquelwandelli@yahoo.com.br e raquelwandelli@reitoria.ufsc.br

Fones: (48) 37219459 e 99110524

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Aula inaugural da Pós-Graduação em Antropologia Social

11/03/2011 10:08

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC) realizará a aula inaugural deste primeiro semestre de 2011 sobre o tema “Cartografias Sociais: por uma antropologia engajada”, a ser ministrada pelo professor Alfredo Wagner Berno de Almeida, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

O evento acontece no dia 16 de março, quarta-feira, das 16h30 às 18h, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Outras informações pelo telefone (48) 3721-9714, ramal 4 ou pelo e-mail antropos@cfh.ufsc.br.



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