Brasil aprova Participação Social em Saúde na OMS com auxílio de pesquisadora da UFSC

12/06/2024 17:24

Assembleia ocorreu em Genebra, na Suíça. Foto: Antoine Tardy/Divulgação/OMS

A 77ª Assembleia Mundial da Saúde (World Health Assembly, na sigla em inglês) aprovou por consenso uma resolução inédita que legitima a Participação Social em Saúde, informa o Conselho Nacional de Saúde, em seu site. A resolução – proposta por 27 países, entre eles o Brasil – determina que a sociedade civil influencie na tomada de decisões em todo ciclo das políticas públicas de saúde, de forma transparente, em todos os níveis dos sistemas de saúde. A assembleia é um evento da Organização Mundial de Saúde (OMS), que foi promovido entre o final de maio e início de junho de 2024, em Genebra, na Suíça.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem uma pesquisadora entre os membros do Conselho Nacional de Saúde que participou da assembleia da OMS. A professora Silvana Nair Leite, do Departamento de Ciências Farmacêuticas da UFSC, atuou no apoio e na negociação para aprovação da proposta entre os membros da OMS. A professora, que também atua no Conselho Municipal de Saúde de Florianópolis, participou de reuniões com a comissão para implementação da participação social, deliberações com outras entidades representadas na assembleia na Suíça e atividades paralelas promovidas por outras instituições internacionais.

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Covid-19: pesquisadora busca desenvolver medicamento baseado na inibição de proteínas virais

26/05/2020 11:11

O desenvolvimento de um medicamento para a Covid-19 baseado no uso de uma molécula de RNA sintetizada em laboratório, utilizada para inibir a produção de proteínas essenciais para a replicação do novo coronavírus (Sars-Cov-2), é o objetivo de um projeto de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Elaborada pela professora do Departamento de Ciências Farmacêuticas Tânia Beatriz Creczynski Pasa, que adaptou o método utilizado em suas pesquisas com câncer de mama, a proposta aguarda financiamento para ter início. 

A pesquisa utiliza uma técnica chamada de RNA de interferência. Nela, cientistas desenvolvem uma molécula chamada RNA curto de interferência, ou siRNA, que tem a capacidade de interromper a produção de determinadas proteínas em nosso corpo. Para entender seu funcionamento, é preciso, primeiro, compreender a função do RNA mensageiro em nossas células. Pode-se pensar nele como uma espécie de carteiro, que pega a instrução escrita por um gene para a fabricação de uma proteína e a leva até o ribossomo, a estrutura celular responsável pela produção. O siRNA é programado para destruir partes específicas do RNA mensageiro. Ao atacar o carteiro, ele impossibilita que a receita da proteína seja lida pelo ribossomo. Logo, ela não poderá mais ser executada. Esse efeito é chamado de silenciamento gênico.
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