Professora da UFSC é escolhida por jornal como brasileira que constrói o futuro

28/07/2026 08:26

A professora Regina Rodrigues, da coordenadoria de Oceanografia e referência em pesquisas sobre oceano e extremos climáticos, foi eleita pelo jornal O Globo como uma brasileira que constrói o futuro. A publicação escolheu 101 pessoas do país que “ajudam a antecipar o amanhã” como parte dos seus 101 anos.

Regina é apresentada na lista dos ‘101 Brasileiros que Constroem o Futuro’ e citada pelo jornal como uma das principais vozes no debate sobre o fato científico de o Oceano absorver cerca de cerca de 90% da energia térmica dos gases de efeito estufa concentrados na atmosfera. A pesquisadora da UFSC é referência mundial, autora do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) e coordenadora de três grupos de trabalho da Organização Mundial de Meteorologia (OMM).

“Cada décimo de grau que evitamos no aumento da temperatura faz diferença. Se olharmos a primeira projeção e a que temos hoje, houve uma redução de 4ºC para 2,8ºC no aumento da temperatura até 2100. Impulsionados pela energia limpa, talvez consigamos reduzir ainda mais”, apontou ela ao jornal, no perfil que apresenta seu trabalho e linha de atuação.

Regina também conta ao jornal que foi orientada no pós-doutorado pelo cientista Michael McPhaden, considerado o “Papa” das pesquisas sobre o El Ninõ e cientista sênior da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), que monitora os eventos. Ela assina papers com ele sobre o assunto.

“Na pesquisa que fiz com ele, comecei a olhar o impacto dos oceanos no clima, principalmente relacionado ao El Niño, um fenômeno oceanográfico que ocorre no Pacífico e causa muitos extremos climáticos na América do Sul, inclusive no nosso país. Minha carreira científica seguiu essa linha”, disse ao jornal.

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Cientista da UFSC e referência em El Niño esclarece sobre possibilidade de evento climático intenso no país

22/05/2026 11:33

Professora Regina Rodrigues, em entrevista à UFSC TV

Ouvir a ciência é uma das práticas mais importantes para tomar decisões que envolvem emergências. A previsão de chegada de um evento climático que ocorre com cada vez mais frequência e intensidade no país intensifica a busca por respostas sobre o que está por vir. Em março, uma previsão de El Niño “de moderado a forte” começou a ser emitida e desde então o cenário é de incertezas, mesmo com os modelos climáticos cada vez mais aprimorados.

A professora da UFSC, Regina Rodrigues, da coordenadoria de Oceanografia, é uma das maiores autoridades no assunto. Liderança na Organização Mundial de Meteorologia, ela foi orientada no pós-doutorado pelo cientista Michael McPhaden, considerado o “Papa” das pesquisas sobre esse fenômeno e cientista sênior da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), que monitora os eventos. Ela assina papers com ele sobre o assunto.

A professora foi entrevistada pela TV UFSC, em materiais que também serão veiculados nas redes sociais da universidade (acompanhe nos canais @universidadeufsc e @tvufsc) . A entrevista tem o objetivo de explicar o fenômeno e sintetizar o que a ciência tem a dizer sobre uma pauta que vem fazendo parte do dia a dia dos cidadãos.

Regina explica que, até o final do Outono, haverá mais certeza quanto a intensidade do fenômeno que vem sendo comentado e aguardando. Ainda assim, sua dimensão e localização geográfica dependem de fatores que podem variar. A probabilidade de que o evento seja intenso, entretanto, está cada vez mais confirmada.

“Em março, um sinal forte de um El Niño moderado a forte começou a aparecer nas previsões. No entanto, existe uma ‘barreira da primavera’ (outono no hemisfério sul) na previsão do El Niño, onde o sistema físico de interação atmosfera-oceano pode mudar. Se a previsão se mantiver no final de maio, é muito provável que o El Niño se perpetue. As previsões mais recentes da NOAA já indicam com maior certeza um El Niño forte”, explica.

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UFSC sedia workshop sobre riscos do possível Hiper El Niño 2026/27

06/05/2026 11:44

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O Departamento de Física da Universidade Federal de Santa Catarina (CFM/UFSC) promove, no dia 22 de maio, o Workshop de Resiliência Hidrometeorológica: El Niño 2026/27, reunindo especialistas e público interessado para discutir estratégias de enfrentamento aos impactos do fenômeno climático. O evento ocorre a partir das 8h20, no Auditório do EFI, em Florianópolis.

Coordenado pelo professor Reinaldo Haas, do Departamento de Física do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM/UFSC), o workshop tem como objetivo antecipar cenários e propor recomendações práticas tanto para gestores públicos quanto para a população em geral. A iniciativa busca repetir o êxito de experiências anteriores, como nos episódios de El Niño de 1997/98 e 2015/16, quando estratégias adequadas contribuíram para transformar possíveis prejuízos em resultados positivos, especialmente nos setores agrícola e energético.

A programação inclui debates sobre temas relevantes como o impacto do Máximo Solar e o uso da Oscilação de Madden-Julian (MJO) na previsão de períodos de estiagem e ondas de calor. Entre os participantes confirmados estão especialistas reconhecidos, como Alice Grimm (UFPR), Regina Rodrigues (UFSC) e técnicos da Epagri/Ciram. Ao final do encontro, será elaborada uma Carta de Recomendações com diretrizes operacionais voltadas à mitigação dos efeitos do El Niño 2026/27.

O evento é aberto a estudantes e ao público em geral. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia do evento por meio da página oficial. Os participantes inscritos terão direito a certificado. A coordenação do workshop também conta com os professores Renato Ramos da Silva e Wendell R. G. Farias, ambos da UFSC.

Mais informações estão disponíveis na página oficial do evento e  inscrições aqui.

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