Cientista da UFSC e referência em El Niño esclarece sobre possibilidade de evento climático intenso no país

22/05/2026 11:33

Professora Regina Rodrigues, em entrevista à UFSC TV

Ouvir a ciência é uma das práticas mais importantes para tomar decisões que envolvem emergências. A previsão de chegada de um evento climático que ocorre com cada vez mais frequência e intensidade no país intensifica a busca por respostas sobre o que está por vir. Em março, uma previsão de El Niño “de moderado a forte” começou a ser emitida e desde então o cenário é de incertezas, mesmo com os modelos climáticos cada vez mais aprimorados.

A professora da UFSC, Regina Rodrigues, da coordenadoria de Oceanografia, é uma das maiores autoridades no assunto. Liderança na Organização Mundial de Meteorologia, ela foi orientada no pós-doutorado pelo cientista Michael McPhaden, considerado o “Papa” das pesquisas sobre esse fenômeno e cientista sênior da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), que monitora os eventos. Ela assina papers com ele sobre o assunto.

A professora foi entrevistada pela TV UFSC, em materiais que também serão veiculados nas redes sociais da universidade (acompanhe nos canais @universidadeufsc e @tvufsc) . A entrevista tem o objetivo de explicar o fenômeno e sintetizar o que a ciência tem a dizer sobre uma pauta que vem fazendo parte do dia a dia dos cidadãos.

Regina explica que, até o final do Outono, haverá mais certeza quanto a intensidade do fenômeno que vem sendo comentado e aguardando. Ainda assim, sua dimensão e localização geográfica dependem de fatores que podem variar. A probabilidade de que o evento seja intenso, entretanto, está cada vez mais confirmada.

“Em março, um sinal forte de um El Niño moderado a forte começou a aparecer nas previsões. No entanto, existe uma ‘barreira da primavera’ (outono no hemisfério sul) na previsão do El Niño, onde o sistema físico de interação atmosfera-oceano pode mudar. Se a previsão se mantiver no final de maio, é muito provável que o El Niño se perpetue. As previsões mais recentes da NOAA já indicam com maior certeza um El Niño forte”, explica.

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Cinemateca chega aos 40 anos; história começou na UFSC

20/05/2026 11:58

Evento na Igrejinha marcou início da Cinemateca

A Associação Cultural Cinemateca Catarinense ABD/SC completa 40 anos em 2026. Criada em um momento de reorganização da produção cinematográfica no estado, a instituição participou diretamente da construção das bases do setor, atuando em formação, produção, difusão cultural e articulação política e com protagonismo da UFSC.

As primeiras ações da entidade foram realizadas na universidade. Na Igrejinha da UFSC, em 1986, foi realizado um curso de roteiro com Leopoldo Serran, roteirista de filmes como Dona Flor e Seus Dois Maridos e O Quatrilho. Quase uma década depois, em 1995, a Cinemateca Catarinense e a UFSC assinaram um termo de cooperação, no Curso de Jornalismo, para a proposta de criação do Curso de Cinema.

As parcerias continuaram entre agosto de 1997 e dezembro de 1999,  quando foi oferecido o Curso de Cinema e Vídeo como atividade de extensão universitária, em convênio entre o Laboratório de Estudos de Comunicação e a Cinemateca Catarinense. Mais tarde, a TV UFSC também se aproximaria da Cinemateca, quando abrigou parte do acervo da entidade por um período.

O Curso de Cinema também produziu, em parceria com a Cinemateca, o Cinencontro com instituições do cinema em Santa Catarina e edições da Semana de Cinema.

Desenvolvimento

A Cinemateca participou de iniciativas para o desenvolvimento do setor audiovisual no estado, atuando em cineclubes, mostras, publicações, ações de formação, preservação de acervos e articulação de políticas culturais. Também esteve ligada à criação e ao fortalecimento do cinema catarinense. Em 2025,  iniciou uma nova etapa de atuação com a implantação da Casa de Acervo, em Joaçaba, espaço dedicado à preservação de documentos, equipamentos, fotografias, filmes e registros históricos ligados ao audiovisual catarinense.

Ao longo do ano, a Cinemateca promove ações especiais como uma campanha audiovisual nas redes sociais com episódios sobre sua trajetória, reunindo integrantes de diferentes diretorias ao longo dessas quatro décadas, além de parcerias com festivais, mostras e cineclubes catarinenses para promover debates sobre memória, preservação e salvaguarda audiovisual.

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