Fortalezas 40 anos: UFSC realiza gestão das fortificações há quatro décadas

18/04/2019 11:38

Em 21 de novembro de 1979 a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) assumiu a gestão da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, hoje na área de jurisdição do município de Governador Celso Ramos. Ao assumir a administração do espaço histórico o Reitor Caspar Erich Stemmer enalteceu a importância da preservação da fortificação: “Dentro das limitações usuais do orçamento da Universidade fiquei temeroso de assumir a responsabilidade pela manutenção da Ilha de Anhatomirim.  (…) Somente depois de sentir, através da operação “Chapéu na Mão”, o carinho e o interesse que todo o povo florianopolitano dedica a Anhatomirim, é que compreendi que a Universidade não poderia deixar de dedicar-se de corpo e alma à (essa) tarefa (e nem) poderia fugir da missão de administrar, manter e utilizar estas construções históricas, no cenário desta ilha de deslumbrante beleza natural”.

A Fortaleza de Santa Cruz na Ilha de Anhatomirim foi a primeira assumida pela UFSC. Foto Henrique Almeida/Agecom

A fortaleza foi aberta à visitação pública em 1984, na sequência a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones passou à guarda da UFSC em 1991 e foi aberta ao público no ano seguinte. Por fim, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, aberta ao público em 1992, também vem sendo gerenciada pela UFSC desde essa data.

Construídas pela Coroa Portuguesa a partir de 1739 com a função de guarnecer a entrada da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina, as fortalezas foram declaradas Patrimônio Histórico Nacional em 1938 e as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e de Santo Antônio de Ratones estão entre as 19 fortificações brasileiras indicadas à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para tornarem-se Patrimônio da Humanidade. A atuação da UFSC, que mantém as três fortificações abertas à visitação durante o ano todo, busca preservar e tornar acessíveis elementos da história e da cultura catarinenses.
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Fortalezas de Santa Catarina indicadas à Unesco como Patrimônio da Humanidade

26/05/2017 09:58

Seminário Internacional Fortificações Brasileiras. (Foto: Roberto Tonera)

Duas das fortificações históricas catarinenses que a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) administra podem tornar-se Patrimônio Mundial. As Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e de Santo Antônio de Ratones foram indicadas à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para tornarem-se Patrimônio da Humanidade.

Anhatomirim está sob a gestão da UFSC desde 1979 enquanto Ratones desde 1991. A UFSC também é gestora da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, desde 1991, mas essa fortificação não foi indicada junto com suas coirmãs.

Outras 17 fortificações brasileiras também integram a lista tentativa que o Governo Federal (via Ministério da Cultura/IPHAN) apresentou à Unesco: Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande; Forte de São João de Bertioga; Fortaleza de Santa Cruz da Barra; Fortaleza de São João; Forte de N. S. de Monte Serrat; Forte de Santa Maria; Forte de São Diogo; Forte de São Marcelo; Forte de Santo Antônio da Barra; Forte São Tiago das Cinco Pontas; Forte São João do Brum; Forte Santa Cruz de Itamaracá (Forte Orange); Forte de Santa Catarina; Forte dos Reis Magos; Fortaleza de São José de Macapá; Real Forte Príncipe da Beira; e Forte de Coimbra.

As fortificações não concorrem individualmente ao título de Patrimônio Mundial, mas sim o conjunto das 19 fortificações brasileiras, em um processo de candidatura seriada.

Encontro Internacional

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em parceria com os ministérios do Turismo e da Defesa, realizou entre os dias 4 e 7 de abril deste ano, no Forte das Cinco Pontas (Museu da Cidade do Recife, em Pernambuco), o Seminário Internacional Fortificações Brasileiras – Patrimônio Mundial. O objetivo do encontro foi elaborar as primeiras recomendações para a construção de uma estratégia de gestão para as 19 fortificações brasileiras indicadas a Patrimônio da Humanidade. O evento reuniu gestores de fortificações do Brasil, América Latina e Europa. A UFSC foi representada por Roberto Tonera, arquiteto da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina.

Durante o Seminário foi elaborado um relatório síntese contendo recomendações para a implantação de uma estratégia comum de gestão das fortificações. O documento lista também algumas ações que devem ser empreendidas pelos gestores desses monumentos, entre eles a UFSC, de forma a dotar essas fortificações das condições definidas pela Unesco para a aprovação da referida candidatura até 2020.

O encontro também resultou em uma carta compromisso, denominada Carta do Recife, assinada pelos ministros da Cultura, do Turismo e da Defesa. A carta inclui 10 diretrizes básicas a serem implementadas pelos três ministérios, juntamente com os gestores dos monumentos, visando alcançar o reconhecimento deste conjunto de 19 fortificações como Patrimônio Mundial.

Entre as deliberações do Seminário está a indicação da utilização do Banco de Dados Internacional Sobre Fortificações ( www.fortalezas.org) como ferramenta de produção e difusão do conhecimento sobre as 19 fortificações indicadas. O objetivo dessa base de dados é divulgar e socializar o conhecimento sobre o patrimônio militar no mundo (fortificações existentes ou desaparecidas).

Criado em 2008, o Banco de Dados Internacional é gerenciado pela UFSC e chancelado pelo International Scientific Committe on Fortifications and Military Heritage (ICOFORT) como referência internacional no campo da documentação e divulgação do patrimônio histórico militar em todo o mundo. Hoje existem disponíveis para consulta nesse Banco de Dados quase duas mil fortificações de todo o Brasil e diversos países, além de 2400 bibliografias temáticas, dentre as quais mais de 1100 delas com conteúdos integrais em PDF.

Saiba mais sobre as fortalezas sob a gestão da UFSC e demais fortificações brasileiras candidatas a Patrimônio Mundial acessando o Banco de Dados Internacional Sobre Fortificações (www.fortalezas.org).

 

Débora Damas
Estagiária de Jornalismo/ Coordenadoria de Fortalezas da Ilha de Santa Catarina/UFSC

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Longa “Rendas no Ar” segue gravações em Anhatomirim

15/09/2011 17:02

As filmagens iniciaram em 17 de agosto e seguem até o dia 21 de setembro na Ilha de Anhatomirim e Fortaleza Santa Cruz de Anhatomirim. O projeto da Vagaluzes Filmes venceu o Edital Catarinense de 2009 e conta com produção associada da Usina da Alegria Planetária, parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Projeto Fortalezas/UFSC e apoio do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina.

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