UFSC sedia V Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo
O V Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo (EBEM) será realizado no Centro de Eventos e outros locais da UFSC de 11 a 14 de abril. O tema será Marxismo, Educação e Emancipação Humana.
O V Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo (EBEM) será realizado no Centro de Eventos e outros locais da UFSC de 11 a 14 de abril. O tema será Marxismo, Educação e Emancipação Humana.
O professor Marcos Laffin, coordenador do curso fez a abertura da aula inaugural que aconteceu dia 1º de abril. Disse que a parceria entre departamentos de ensino, com o apoio institucional e a articulação entre as Secretarias Municipal e Estadual de Educação e o MEC, possibilitaram a oferta deste curso que apresenta uma proposta teórico-metodológica entre os fundamentos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a Economia Solidária.
O site Cotidiano ( www.cotidiano.ufsc.br) recebeu o primeiro lugar da região Sul no 3º Prêmio ESMPU de Jornalismo Universitário pela reportagem Trabalho escravo não é trabalho. Publicada no dia 17 de dezembro do ano passado, a matéria té um especial sobre o trabalho escravo, em especial em Santa Catarina, com foco na atuação do Ministërio Público Federal.
A professora Maria José Baldessar, orientadora do projeto, destaca a importância do esforço em equipe: “Historicamente o jornalismo sempre foi uma profissão caracterizada pelo trabalho em equipe. Proporcionar essas experiências, ajudam o aluno a compreender esse tipo de trabalho, ouvir a equipe, trocar idéia, valorizar o conhecimento de cada um”.
O concurso, organizado pela Escola Superior do Ministério Público da União, avaliou produtos publicados em mídias-laboratórios de todo o país que divulgassem a atuação do Ministério Público (MP) ou algum de seus ramos. De acordo com o portal da premiação, os materiais foram julgados pela atualidade do tema, relevância, profundidade da abordagem, qualidade técnica e precisão. O objetivo é levar ao público informações sobre a instituição e seu papel social.
O prêmio, de cinco mil reais, será utilizado em parte utilizado para comprar novos equipamentos para o Cotidiano.
Fonte: Professora Maria José Baldessar
A palestra, ministrada pelo pesquisador João Lupi, será realizada no auditório do CED, às 15h. Promoção do Núcleo de Estudos Açorianos ( NEA)/UFSC
Foi homologado no dia 11 de março pelo Ministro da Educação a Resolução CNE/CEB nº 5/2009 que fixa as “Normas de funcionamento das Unidades de Educação Infantil ligadas à Administração Pública Federal direta, suas autarquias e fundações”. A partir dessa resolução os Núcleos Infantis ligados à Universidade – caso do NDI da UFSC – passam a ter “uma identidade universitária, uma função acadêmica”, como conta a professora Marilene Dandolini, diretora do NDI. Desde 1987, ano do I Encontro Nacional de Creches Universitárias realizado em Florianópolis, essas unidades buscam uma integração federal que reafirmem sua importância dentro das unidades universitárias.
Visando formalizar o interesse da Universidade em filiar-se à União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), ocorreu, 18 de março, uma reunião entre a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, o Núcleo de Educação Ambiental (NEAmb)( www.neamb.ufsc.br) do Centro Tecnológico (CTC) e o representante da organização internacional. Ao final do encontro ficou decidido que a UICN( www.iucn.org) deve enviar um convite oficial à reitoria para dar continuidade ao processo. A UFSC se tornaria, então, a primeira universidade brasileira a ser filiada a instituição.
Marcada para quarta-feira, dia 6, às 10h30min, a terceira solenidade que homenageia os aposentados do mês da UFSC. Como as anteriores, será na Sala dos Conselhos e contará com a presença de pró-reitores, chefias e familiares dos homenageados. A iniciativa é da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRHDS). A organização do evento é coordenada pela Divisão de Serviço Social do Departamento de Desenvolvimento de Atenção Social à Saúde. O cerimonial fica por conta do Departamento de Cultura e Eventos. O reconhecimento da UFSC no dia 6 contempla 14 servidores, entre técnicos e docentes. Em janeiro e fevereiro foram 68 aposentados.
Serão realizadas amanhã, dia 5, as eleições para representantes dos servidores técnico-administrativos junto ao Conselho Universitário.
Horário de votação:
Hall da Reitoria, das 8 às 18 horas (podem votar todos os servidores do Campus);
Hospital Universitário, 7 às 19 horas (apenas os servidores do HU);
Centro de Ciências Agrárias, das 8 às 18 horas (somente funcionários do CCA)
Campus de Araranguá, 8 às 12 horas;
Campus de Curitibanos, 8 às 12 horas
Campus de Joinville, 8 às 12 horas.
Lançada campanha educativa para sensibilizar a comunidade universitária para discutir e contribuir com sugestões sobre como melhorar o sistema viário no entorno da UFSC. As contribuições devem ser postadas pelo formulário eletrônico do site da campanha http://pare.paginas.ufsc.br. Também haverá um Debate Público dia 5/4, das 15h às 18h, no Auditório do Centro Tecnológico ( CTC). Período da campanha: 30/3 a 30/4.
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O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e o doutorado interdisciplinar em Ciências Humanas promovem no próximo dia 6, quarta-feira, das 10h30min às 12 horas, no Auditório do CFH, a palestra “Feminismo e Maternidade”, com a professora Lucila Scavone, da Universidade Estadual de São Paulo(Unesp).
O show será realizado no dia 06 de abril, quarta-feira, às 12h30, na Concha Acústica da UFSC, é gratuito e aberto à comunidade.
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A Prefeitura Universitária informa que haverá desligamento de energia elétrica no próximo dia 9, das 8 às 12 horas, nos seguintes locais do Campus: Centro de Cultura e Eventos, SecArte, RU, CDS (ginásios e piscina), IU, Agecom, NUMA, LED, Editora, Centro de Convivência, Fundação Certi, Laboratório de Microscopia Eletrônica e Arquitetura/CTC. O desligamento será feito para execução de serviços relativos à manutenção preventiva e corretiva de alta tensão, junto às subestações. Maiores informações pelo ramal 9580.
O setor de Periódicos da Biblioteca Universitária (BU) tem novidades na parte estrutural e virtual neste início de semestre. Para a parte física – localizada no térreo do prédio – foram adquiridos armários deslizantes que comportam mais de 7.500 títulos. Já o Portal de Periódicos UFSC tem um novo design, a fim de facilitar o acesso dos cerca de 6.300 visitantes diários da página.
Os armários deslizantes facilitam o uso: a partir de um sistema com trilhos e manípulos – uma espécie de leme -, os armários móveis liberaram quase 200 metros quadrados da BU, que puderam ser ocupados com cadeiras e mesas. “Com a mudança, este espaço está sendo utilizado por quem frequenta a Biblioteca, além deste tipo de tecnologia ajudar na conservação dos livros que têm menos contato com ar e poeira”, diz Andréa Grants, Chefe do serviço de Periódicos.
Na página virtual, a versão digital dos Periódicos (criada em 2007 e coordenada pela BU desde 2008) agora tem um novo desenho. Os mais de 190 mil visitantes mensais do Portal podem consultar de forma mais rápida e moderna as 42 publicações científicas produzidas pela UFSC e disponibilizadas na página.
Por Lucas Inácio/ Bolsista de Jornalismo na BU


O espetáculo é ambientado ao universo do cinema mudo, inserindo imagens e áudio visual resgatando os anos 30 e 40
Depois da estreia no fim do ano passado, volta ao palco do Teatro da UFSC nos dias 2,3,8,9,15,16 e 17 de abril a peça “Ascensão e queda da cidade de Mahagonny, adaptada da obra do dramaturgo Bertolt Brecht, com direção de Carmen Fossari. Brecht é um dramaturgo cuja visceralidade contribui na formação dos estudantes de Teatro, atores e atrizes novatos, na formação de plateias e aos atores e públicos que já percorrem o universo teatral. A peça, que bem poderia nesta montagem ser denominada”O que Florianópolis tem a ver com Mahagonny”, é um texto da obra didática de Brecht da metade do século XX . As apresentações acontecem sempre às 21h, e são gratuitas e abertas à comunidade. Os convites devem ser retirados no DAC, às quintas e sextas-feiras, das 14h às 18h, ou na bilheteria do Teatro, meia hora antes do espetáculo (sujeito à disponibilidade de lugares).
A obra teatral do dramaturgo revolucionava e chocava o público teatral, acostumado a um teatro ‘bem comportado’. Na montagem original de ‘Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny’ aquele público encontrava cenas de aparentes insultos, atrevimento, com recursos didáticos, repleta de cartazes, e reveladora de como as cidades, dentro do sistema capitalista, são ‘uma arapuca’.
Mahagonny, onde tudo é permitido
Brecht coloca seus personagens construindo uma cidade onde tudo é permitido desde que se tenha muito ouro. O preço de não ter ouro é a impossibilidade de sobreviver na cidade de Mahagonny.
Com composições de Kurt Weill o texto original é uma obra de Teatro Musical, nesta encenação trata-se de uma obra de caráter não musical, embora mantida a belíssima composição tema da peça.
O espetáculo é ambientado ao universo do cinema mudo, inserindo imagens e áudio visual resgatando os anos 30 e 40. Esta opção realiza, em parte, um utópico sonho da diretora e adaptadora do texto, de ter visto um dia Sir Charles Chaplin e Bertolt Brecht sentados numa mesa de bar conversando sobre suas obras: o filme Tempos Modernos e a Peça Na Selva das Cidades.
Brecht, sua dramaturgia e enunciados estão “vivos” em suas ideias ainda tão necessárias num mundo dividido em classes sociais, ricos e pobres, cultos e analfabetos, os que tudo podem e os que nada têm.
Um espetáculo que lança um olhar poético e mordaz sobre o nascimento e queda de uma cidade, movida pelo ouro.
A peça conta com alunos do Curso de Artes Cênicas do CCE, através da disciplina optativa Montagem, e com alunos da Oficina Permanente de Teatro, DAC- SeCArte, e produção do Grupo Pesquisa Teatro Novo, do DAC, que são setores da UFSC.
Elenco
Alexandre Borges (Joseph), Ana Paula Lemos (Jenny), Douglas Maçaneiro (Um tal Bert Brecht), Eduardo Stahelin (Coro Masculino), Iris Karapostolis (Maysa Trindade, Cantora), Jacque Kremer (Leokadja Begbick), Flora Moritz Silva (Procuradora), Laura Gill Petta (Coro Feminino), Luis Tinoco (Jackob), Márcia Cattoi (Coro Feminino), Neivania Theodoro (Coro Feminino), Neusa Borges (Coro Feminino), Priscila de Souza Serafim (Chaplita), Roberto Moura (Heidrich), Robson Walkowski (Paul).
* Segundo a diretora desta montagem, alguns nomes foram trocados para nomes similares em Português. O Procurador e Willy são, nesta encenação, interpretados por mulheres e transformados em personagens femininos. Chaplita e Bert Brecht são criações para a dramaturgia desta encenação.
Técnica
Figurino: O Grupo
Cenário: O Grupo
Operador de Som: Anderson Barbosa
Cartaz: Márcia Cattoi
Fotolito: Michelle Millis
Impressão: Imprensa Universitária da UFSC
Operador de Audiovisual: Ivana Fossari
Sonoplastia: Calu
Apoio: Letícia Costa
Mixagem Som: Sérgio Bessa
Preparação de Canto: Ive Luna
Fotografia: Marcelo Pereira e Calu
Iluminação e Direção Geral: Carmen Fossari
O Teatro da UFSC faz parte do Departamento Artístico Cultural (DAC), da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
SERVIÇO:
O QUÊ: Peça “Ascensão e queda da cidade de Mahagonny”.
QUANDO: Dias 2, 3 – 8, 9,10 e 15, 16,17 de abril de 2011, sempre às 21h.
ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC.
QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade. É preciso retirar convites no DAC, às quintas e sextas-feiras, das 14 às 18 horas, ou na bilheteria do Teatro, meia hora antes do espetáculo (sujeito à disponibilidade de lugares).
CONTATO: DAC / Teatro da UFSC (48) 3721-9348 e 3721-9447 – www.dac.ufsc.br
Fonte: Patricia Siqueira – Acadêmica de Jornalismo – Assessoria de Imprensa do DAC: SECARTE: UFSC, com material do grupo.
O vice-ministro da cultura de Cuba é o conferencista que faz a abertura das Jornadas Bolivarianas, neste dia 04 de abril, às 18h30min, no Auditório da Reitoria. Considerando os 500 anos de dominação e o quase completo colonialismo mental que toma conta das cabeças pensantes na América Latina, ouvir a experiência cubana será muito importante no marco do debate do imperialismo cultural. Depois da revolução de 1959, a ilha do Caribe decidiu investir fortemente no processo de socialização da cultura, possibilitando aos cubanos a expressão de todas as artes.
Com isso, abriu espaço para a criação de um pensamento próprio, coisa bastante rara na América Latina. A feira do Livro de Havana já é um evento mundial, e permite o encontro com escritores de todas as partes do mundo, além de livros extremamente baratos. A música cubana também é reconhecida mundo afora, a arte plástica, o muralismo, o cinema, a literatura, enfim, um modo de ser que sai do modelo colonial e consegue criar uma linguagem bastante singular, típica de Cuba.
Essa experiência de mais de 50 anos de construção de uma cultura local, mas nem por isso menos universal, é o que se poderá ouvir na conferência de Fernando Rojas, vice ministro da Cultura.
Também estarão nas jornadas o escritor da Costa Rica, Rafael Molina, a socióloga aymara, Silva Cusicanqui, o criador da Telesur, Aram Aharonian e o cineasta brasileiro Sérgio Santeiro.
Imperialismo e Cultura na América Latina em debate nas Jornadas Bolivarianas
Programação: http://jornadasbolivarianas.blogspot.com
Por Elaine Tavares/ Jornalista Iela
A Prefeitura Universitária informa que haverá desligamento de energia elétrica no próximo dia 9, das 8 às 12 horas, nos seguintes locais do Campus: Centro de Cultura e Eventos, SecArte, RU, CDS (ginásios e piscina), IU, Agecom, NUMA, LED, Editora, Centro de Convivência, Fundação Certi, Laboratório de Microscopia Eletrônica e Arquitetura/CTC. O desligamento será feito para execução de serviços relativos à manutenção preventiva e corretiva de alta tensão, junto às subestações. Maiores informações pelo ramal 9580.
Fontes alternativas na matriz energética da América Latina; novos desafios com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e as possibilidades de uso da energia solar na Copa de 2014 estão entre os assuntos que serão debatidos durante o Seminário Energia Limpa: Conhecimento, Sustentabilidade e Integração – Ideias energéticas e ambientais para o futuro da América Latina. O encontro será realizado nos dias 4 e 5 de abril, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. As inscrições são gratuitas.
Além de mesas-redondas, palestras e debates, está previsto o lançamento da terceira edição do concurso de monografias sobre Energias Renováveis e Eficiência Energética – Eco_Lógicas. O evento é aberto ao público e as inscrições poderão ser feitas nos dias do seminário, no próprio Centro de Cultura e Eventos, a partir das 17 horas. Será fornecido certificado, totalizando 14 horas de atividade de extensão.
A promoção é do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Instituto Ideal), entidade com sede em Florianópolis, que busca fomentar as energias renováveis junto ao poder público, meio acadêmico e empresarial. A direção técnica é da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Mais informações: (48) 3234-1757, info@institutoideal.org ou http://www.institutoideal.org.
Confira a programação:
Dia 4 de abril – Abertura (19h)
– Mesa-redonda Fontes alternativas na matriz energética da América Latina: já estamos preparados?
Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace Brasil
Cícero Bley, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu
Regina Migliori, consultora em Cultura de Paz da Unesco e coordenadora do Núcleo de pesquisas do Cérebro e da Consciência vinculado ao Instituto Migliori
Américo Tunes, diretor de Florestas e Vice-Presidente do IBAMA
Dia 5 de abril – Manhã (9h)
– Conhecimento, Sustentabilidade e Integração na América Latina
Prof. Enio Luiz Pedrotti, secretário de relações institucionais e internacionais da UFSC, representando a Associación de Universidades Grupo Montevideo
Carmelo Benitez, do Parlamento do Mercosul
Federico Gomensoro, secretário-geral do Centro de Formação para Integração Regional (CEFIR) do Uruguai
Representante do Escritório Regional de Ciência da UNESCO para América Latina e Caribe
José Baltazar S. Andrade Guerra, coordenador do Consórcio de Universidades Européias e Latino-Americanas em Energias Renováveis (JELARE) – UNISUL – Brasil
Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal
14h – Fechando o ciclo da produção: menos consumo, menos lixo e mais energia
Palestra Lixo: novos desafios com a Política Nacional de Resíduos Sólidos – consultor em desenvolvimento sustentável, Walfrido de Assunção Ataíde
Palestra A experiência de Maldonado na geração de biogás em aterro sanitário – engenheiro da prefeitura municipal de Maldonado (Uruguai), Sebastián Bajsa
·Palestra Consumo Consciente – Ações individuais para o bem do planeta – consultor do Instituto Akatu, Carlos Alberto de Faria Gaspar
16h30min – Geração Fotovoltaica, a luz que falta na nossa matriz energética
Palestra Sol: vamos fazer uma Copa Brilhante? – Professor do LabSolar/UFSC, Ricardo Rüther
Palestra Eletricidade solar aqui e agora – Projeto Megawatt Solar – Engenheiro da Eletrobras Eletrosul , Rafael Takasaki
19h Palestras de encerramento Energia Eólica, a bola da vez das fontes alternativas
Projetos de geração eólica na prática: a experiência da Eletrobras Eletrosul – Ronaldo Custódio, diretor de engenharia da Eletrobras Eletrosul
Ventos: panorama e perspectivas para a geração eólica no país – Lauro Fiuza, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica)
O curso de Filosofia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas conheceu na manhã de quinta-feira (31) o pensamento de Rolf-Peter Horstmann, um dos maiores especialistas no idealismo alemão. Professor do Instituto de Filosofia da Humboldt University of Berlin, na Alemanha, Horstmann proferiu em inglês a palestra “O significado filosófico do idealismo alemão”, em que defendeu a relevância e a atualidade dessa corrente que tem entre seus principais expoentes Kant, Fichte, Schelling e Hegel. “Considero o idealismo alemão um dos mais interessantes projetos no campo da filosofia occidental”, afirmou Horstmann.
Em curta missão de intercâmbio no Brasil pela DAAD/Capes, o professor e filósofo está há um mês em Florianópolis, atuando na orientação de alunos de filosofia da UFSC dentro de um projeto de pesquisa com a professora Maria de Lourdes Borges, secretária de Cultura e Arte, tambem especialista em Kant e autora de Atualidade em Hegel, recentemente lançado pela Editora da UFSC. “Hortsman nos mostra que o idealismo ainda é um conceito atual, que pode ajudar a filosofia em suas questões essenciais da racionalidade”, acrescenta a professora. Durante a conferência a alunos e professors do Curso de Pós-graduação, o autor de Kant Und Die Berliner Aufklarung: Akten Des Ix. Internationalen Kant-Kongresses (German Edition), entre outras obras, argumentou que o idealismo não pode ser considerado como um fenômeno isolado na estrutura da história da filosofia, mas deveria também ser abordado no contexto maior das questões da filosofia em geral.
Autor ainda de Nietzsche: Beyond Good and Evil (Cambridge Texts in the History of Philosophy), Horstman relativizou as críticas dirigidas ao chamado „Monismo idealista“, lembrando que a impossibilidade de encontrar uma definição não-controversa e não-trivial para o que de fato constitui a tarefa e os objetivos da filosofia nessa concepção resulta da sua própria constituição. “Isso se nós entendemos que o idealismo proporciona ao homem uma orientacão racional no mundo, um mundo que é caracterizado pela dificuldade de se chegar a uma síntese não-conflitante entre racionalidade e orientação”. E chamou a atenção para uma releitura mais atenta desses filósofos: “Nós estaremos fechando nossos olhos para a realidade se nós não nos dermos conta de que a filosofia é uma disciplina ameaçada em muitos aspectos, ameçada não só através de tudo que se configura em oposição e tenta tomar posse das intenções que eram as suas prerrogativas originais, mas acima de tudo apesar de seus próprios antagonismos”.
Por Raquel Wandelli, jornalista na SeCarte
(048) 37219459 e 99110524
Uma teoria da adaptação, obra inédita de Linda Hutcheon que lança um novo conceito da pós-modernidade marca os lançamentos da próxima semana, que também incluem Shakespeare e Paul Claval. Prossegue até o final da próxima semana (8/4), na Praça da Cidadania da UFSC, a Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU que oferece com descontos muito vantajosos 8.200 mil volumes de suas antigas e novas coleções.
O trânsito no entorno da UFSC está um caos! E eu com isso?
Lançada campanha educativa para sensibilizar a comunidade universitária para discutir e contribuir com sugestões sobre como melhorar o sistema viário no entorno da UFSC. As contribuições devem ser postadas pelo formulário eletrônico do site da campanha http://pare.paginas.ufsc.br. Também haverá um Debate Público dia 5/4, das 15h às 18h, no Auditório do Centro Tecnológico ( CTC). Período da campanha: 30/3 a 30/4.
A artista plástica Ina Castro apresentará seu trabalho a partir de sexta-feira, 1º de abril, na exposição “Máscaras e Tramas, Tramas e Máscaras”, no Espaço Estético do Colégio de Aplicação (CA) da UFSC. Serão exibidas 16 máscaras em papel machê, estruturadas em arame e pintadas com tinta automotiva, e seis pinturas abstratas, nas quais tramas em tricot são dispostas interagindo sobre as telas. A visitação, gratuita, ocorre até o dia 1º de maio, das 7h30 às 19h30.
Nas pinturas, a artista optou por uma fusão das quatro técnicas que sempre desenvolveu separadamente: a pintura, a colagem, a escultura e a trama em tricot, e entre os materiais usados estão areia de praia, pigmento e polímero vinílico. Nas máscaras, a característica decorativa é resultado da técnica “papel machê”, uma mistura de jornal picado, água e polímero vinílico (espécie de cola), que permite ao objeto trabalhado maior rigidez. A ideia surgiu do Movimento da Commedia dell’Arte do século XVI e foi adaptada para os estilos Afro e Vienense.
Ina Castro (Maria Regina Ziegler de Castro) é professora e artista plástica graduada pela Faculdade Bennett de Ensino do Rio de Janeiro. Sua primeira exposição, focada em esculturas, foi em 1973, ainda no Rio. O contato com o Colégio de Aplicação foi realizado através da participação da professora na Oficina Aberta Polo UFSC, como ministrante de cursos e como integrante do Programa Arte na Escola.
SERVIÇO:
O QUÊ: Exposição “Máscaras e Tramas, Tramas e Máscaras”
QUANDO: 1º de abril a 1º de maio
HORÁRIO: 7h30 às 19h30
LOCAL: Espaço Estético CA/UFSC
CONTATO: Professora Fabíola (fabiola@ca.ufsc.br) e Helena (helenasturmer@gmail.com)
Fonte: Colégio de Aplicação da UFSC
Até o dia 30 de junho estão abertas as inscrições para o 5º Simpósio Nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber), que será realizado nos dias 16, 17 e 18 de novembro, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Os trabalhos submetidos ao V Simpósio ABCiber – 2011 devem estar inseridos num dos seguintes oito eixos temáticos (chamados Modalidades de Conferência, no Sistema Eletrônico de Administração de Conferências – SEAC):
1) Educação, Processos de Aprendizagem e Cognição;
2) Jornalismo, Mídia livre e Arquiteturas da Informação;
3) Processos e Estéticas em Arte Digital: Circuit bending, Instalações Interativas e Curadorias Distribuídas;
4) Jogos, Redes Sociais, Mobilidade e Estruturas Comunicacionais Urbanas;
5) Meio ambiente, Sustentabilidade e Economias Solidárias;
6) Comunicação Corporativa e Práticas de Produção e Consumo Online;
7) Articulações Políticas Governamentais e Não-governamentais no Ciberespaço;
8) Arquivos: Taxionomias, Preservação e Direito Autoral.
Os autores dos projetos poderão escolher entre cinco tipos de participação no V Simpósio ABCiber – 2011 (chamados de Tipos de Sessão, no SEAC):
(A) Artigo científico;
(B) Mesa temática;
(C) Oficina;
(D) Performance;
(E) Exposição.
O cadastramento e a submissão dos trabalhos devem ser efetuados através do www.simposio2011.abciber.org/. Os interessados em participar devem ficar atentos ao prazo de inscrição (30 de junho), que não será prorrogado.
Mais informações, acesse o site do evento e as redes sociais:
Twitter: http://twitter.com/abciber2011
ABCiber2011 no Facebook: http://www.facebook.com/pages/ABCiber2011/205809629434687
ABCiber2011 no Cultura Digital: http://culturadigital.br/members/abciber2011/
A coordenação geral do V Simpósio ABCiber – 2011 conta com a participação da professora Yara Guasque, do Centro de Artes da UDESC, além de professores da UFSC.
Sobre o Simpósio ABCiber
A principal missão da Associação realizadora do evento é congregar pesquisadores, Grupos de Pesquisa, instituições e entidades brasileiras em torno de temáticas pertinentes ao campo de estudos sobre o fenômeno da cibercultura. Com o objetivo de consolidar esse campo interdisciplinar de estudos, contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural do país, o Simpósio reunirá inúmeros pesquisadores, artistas e alunos de Programas de Pós-Graduação e de Graduação de áreas da Linguística, Letras e Artes, das Ciências Humanas e das Ciências Sociais Aplicadas. Na programação, estão previstas palestras, mesas temáticas, plenárias especiais, oficinas, performances, exposições de arte e apresentações de artigos científicos.
Durante a realização do V Simpósio, será feita a transmissão ao vivo das principais conferências do evento no site http://www.simposio2011.abciber.org/.
Coordenação Geral do V Simpósio Nacional da ABCiber
Yara Guasque (PPGAV/UDESC)
Lucas da Rosa (UDESC)
Clélia Mello (PPGDEG /UFSC)
Theophilos Rifiotis (PPGAS/UFSC)
Comissão Científica
Maria José Baldessar (PPGDEG /UFSC)
Maria Elisa Máximo (PPGAS/UFSC)
Jean Segata (PPGAS/UFSC)
Comissão de Apresentações
Sandra Albuquerque Reis Fachinello (PPGAV/DAV/UDESC)
Comissão Artística
Clélia Mello (PPGDEG /UFSC)
Comissão de Comunicação na Internet
João Daltro (PPGAV/UDESC)
Joana da Silva Caldas (UFSC)
Cristina de Oliveira Cardoso (UDESC)
Comissão de Oficinas
Yara Guasque (PPGAV/UDESC)
SERVIÇO:
O quê: V Simpósio Nacional da ABCiber.
Quando: 16 a18 de novembro, a partir das 9 horas.
Onde: Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
– 9h às 12h – mesas temáticas (mediante inscrição de participação e pagamento da taxa);
– 11h às 15h – oficinas prático-teóricas (mediante inscrição de participação e pagamento da taxa);
– 13h às 17h – apresentações de artigo (mediante inscrição de participação e pagamento da taxa);
– 17h às 19h30 – plenárias especiais “Arte e Cultura Digital”, “Hacktivismo”, e “Laboratórios e Nós e Produção”;
– 19h30 às 21h30 – palestras com os keynote speakers; Assembléia Geral da ABCiber; Discussão das apresentações e avaliação do simpósio;
– 21h30 em diante – confraternizações como a abertura da exposição de Arte Digital, lançamento de livros e a performance de Live Cinema no encerramento do Simpósio.
Começa no dia 4 de abril, segunda-feira, às 18h30min, no Auditório da Reitoria, na UFSC, a sétima edição das Jornadas Bolivarianas. O tema Imperialismo e Cultura na América Latina vai ser esmiuçado em conferências de reconhecidos intelectuais de países como Venezuela, Cuba, Costa Rica, Brasil e Bolívia. As Jornadas, realizadas pela sétima vez, são promovidas pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA/UFSC), e têm tido, em todas as edições, grande afluência e participação de público. Neste ano, o evento conta com o apoio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), Centro Sócio-Econômico (CSE), Secretaria de Cultura e Arte (Secarte), Departamento e Pós-Graduação em Serviço Social, Departamento e Pós em Ciências Econômicas, Pós-Graduação em História e Sinergia – Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região. O evento acontece até 7 de abril, no Auditório da Reitoria.
O fenômeno do imperialismo sempre foi bastante estudado. Algumas obras clássicas que diretamente remetem ao tema são Imperialismo: um estudo, de J.A. Hobson, Imperialismo: fase superior do capitalismo, de Lenin, e A era do imperialismo, de Harry Magdoff. Mais recentemente, em 2003, David Harvey publicou a obra O novo imperialismo, significativa contribuição para o debate do tema. Mas, apesar dos reconhecidos aportes críticos, alguns autores, como os citados, acabaram por se limitar ao plano político-econômico, de modo que pouco se tratou do papel da cultura. O colonialismo intelectual e mental a que são submetidos os povos na América Latina, por exemplo, ainda não recebeu o devido tratamento.
É sabido que a investida imperial consiste na ocupação, domínio e subordinação de terras alheias, mas não apenas no campo geográfico. Um dos aspectos mais importantes para a compreensão plena do imperialismo é o “edifício cultural” que o sustenta. Daí a importância de debater esse tema, que as Jornadas Bolivarianas propõem este ano. Participam das conferências o vice-ministro de Cuba, Fernando Rojas; um dos criadores da idéia da Telesur, Aram Aharonian; o escritor e presidente do Instituto de Estudios Latinoamericanos da Costa Rica, Rafael Molina; a socióloga aymara Silvia Cusicanqui, da Bolívia; e o cineasta brasileiro Sérgio Santeiro.
Confira a programação:
04 a 07 de abril de 2011
Florianópolis – Brasil
04 de abril de 2011
– Noite – Auditório da Reitoria – UFSC
18h30 – Abertura oficial das Jornadas Bolivarianas- 7ª edição
19h – Conferência – Cuba: do experimento neocolonial à liderança antiimperialista
Fernando Rojas – Cuba
Coordenação: Beatriz Paiva
05 de abril de 2011
– Manhã – Auditório da Reitoria – UFSC
9h – Conferência: O imperialismo na América Central
Rafael Cuevas Molina – Costa Rica
Coordenação: César Medeiros
– Tarde – Auditório da Reitoria – UFSC
14h30 – Apresentação de trabalhos
Coordenação: Vitor Hugo Tonin
– Noite – Auditório da Reitoria – UFSC
18h30 – Conferência: Imperialismo e cultura andina
Silvia Rivera Cusicanqui – Bolívia
Coordenação: Fernando Correa Prado
Lançamento do livro “O Mapa da Crise”, organizado por Nildo Ouriques e Elaine Tavares
06 de abril de 2011
– Manhã – Auditório da Reitoria – UFSC
9h – Conferência: O cinema latino-americano e a indústria cultural
Sérgio Santeiro – Brasil
Coordenação: Nildo Ouriques
– Tarde – Auditório do CCE
14h30 às 18h – Reprodução de filmes de Fernando “Pino” Solanas –
– Noite – Auditório da Reitoria – UFSC
18h30 – Conferência: A mídia e o Imperialismo
Aram Aharonian – Venezuela
Coordenação: Elaine Tavares
07 de abril de 2011
– Manhã – Auditório da Reitoria – UFSC
9h – Mesa redonda: Imperialismo e cultura na América Latina
Aram Aharonian, Fernando Rojas, Rafael Cuevas Molina, Sérgio Santeiro e Nildo Ouriques
Coordenação: Waldir José Rampinelli
– Tarde – Auditório do CSE – UFSC e Hall da Reitoria
14h30 às 18h – Reprodução de filmes de Fernando “Pino” Solanas –
Noite
20h – Em frente à reitoria
Festa Latino-Americana
Atenção: As inscrições acontecem no local do evento e quem quiser o certificado deve sempre assinar a lista de presença.
Outras informações no IELA/UFSC (www.iela.ufsc.br).
Telefone (48) 3721-4938
Fonte: IELA/UFSC
Dias 2, 3, 8, 9, 10 e 15, 16,17 de abril, sempre às 21h, no Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha. Gratuito e aberto à comunidade. É preciso retirar os convites no DAC, às quintas e sextas-feiras, das 14h às 18h, ou na bilheteria do Teatro, meia hora antes do espetáculo (sujeito à disponibilidade de lugares).
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Se fosse para sintetizar o pensamento de Massimo Cavenacci, o oposto do dito popular “quem gosta de velharia é museu” exprimiria bem o que prega o antropólogo italiano. Não há nada mais atual do que colecionar as relíquias do contemporâneo. Ao falar sobre Os desafios do museu no século XXI, o catedrático da Universitá di Roma La Sapienza e professor convidado do Departamento de Psicologia da UFSC defendeu a polifonia dos museus, a exposição de acervos museais em espaços dinâmicos da cidade e a apropriação das tecnologias digitais para a autorrepresentação das culturas e identidades. Em suma, o museu contemporâneo deve se constituir na mobilidade da vida urbana, incorporar as novas tecnologias e estar atento à pluralidade das culturas. A conferência atraiu uma plateia de cerca de cem pessoas, entre alunos, professores e comunidade em geral para o pequeno auditório do Museu Universitário na tarde da terça (29), abrindo o primeiro evento do ciclo de debates O Pensamento do Século XXI e da série Museu em Curso deste ano.
Lançador de instigantes neologismos conceituais como “multivíduo performático” e “desnativização” o autor de A cidade polifônica – Ensaios sobre a antropologia da comunicação urbana mostrou que as posturas e performances de corpo são objetos privilegiados das coleções museológicas do presente e propôs que o museólogo suspenda o conceito de nativo, à medida que traduz um olhar colonialista em relação ao outro. “O museu deve favorecer a multiplicação da subjetividade”, afirmou. Dentro desse contexto, é fundamental repensar sua função na sociedade. E para isso, Massimo defende que “a identidade da cultura não pode ser só das raízes”, lembrando a expressão “from roots to routes” (de raízes para rotas): “O museu contemporâneo precisa mudar, de raízes para itinerários. As raízes bloqueiam a cultura, enquanto que os itinerários favorecem as subjetividades”. A artista plástica brasileira Nele Azevedo, de acordo com o antropólogo, exemplifica essa ideia. Criadora de mil homenzinhos de gelo que foram colocados na escadaria da sala de concertos da Gendarmenmarkt, em Berlim, para uma campanha da WWF sobre o aquecimento global realizada em 2009, viu sua obra durar cerca de meia hora. “É interessante pensar na força de um tipo de arte que, descongelando, vira água. Acredito que uma parte do museu deve ser temporária, pois assim ele sempre se renova”.
A renovação dos espaços que abrigam a arte contribuiria para que os espectadores – ou os “performáticos”, que seriam os observadores que interagem mais ativamente com as obras – pudessem experimentar diante do outro, do estranho e do diferente o “estupor”, definido pelo dicionário português Priberam como “efeito, geralmente imobilizante, de grande espanto ou surpresa”. Massimo afirma que o som da palavra o agrada, preferindo relacioná-la ao espanto, mas acredita que essa significação ainda não seja a mais adequada. “A arte precisa modificar a identidade das pessoas. Não posso ser o mesmo depois de interagir com ela”. Mas para que essa transformação possa acontecer, é necessário que o performático se permita se entregar ao estupor. “É o posicionamento corporal em relação ao que é desconhecido e que desejo encontrar. É um momento antes da contemplação, e meu corpo precisa se abrir – boca, olhos, nariz, ouvidos – para absorver a obra de arte”.
A câmera dentro da câmera dentro da câmera
O professor mostrou fotos feitas dos chamados nativos, em que são retratados de maneira inferior aos colonizadores, podendo criar um tipo de deslocamento ou de invasão – “e se pensarmos na definição de ´nativo`, que ´provém de determinado lugar´, um índio seria nativo na Europa?” – defendendo seu direito à autorrepresentação e à desnativização. “Fui convidado pelos Bororos, no início dos anos 1990, a participar do ritual de furação de orelhas, que acontece a cada sete anos. Cheguei com câmeras, e me deparei com três deles gravando a atividade. Meu papel clássico, então, estava em crise; eles precisavam ser os sujeitos que davam sentido ao próprio ritual. Coloquei, nesse momento, minha câmera atrás das deles, enquadrando-as, para registrar o contexto”.
Além dessa multiplicidade cognitiva, que é potencializada também pela internet, Massimo já disse, em entrevista ao blog overmundo, que gosta de ”utilizar o artigo no singular, e o pronome no plural, isto é, o eus”. “O conceito de multivíduo, para mim”, continua, “é um conceito mais flexível, mais adequado à contemporaneidade. Por que significa que multivíduo é uma pessoa, um sujeito, que tem uma multidão de eus na própria subjetividade”. Esse eus também foi representado através de imagem que mostrava uma mulher se despindo da própria pele abrindo zíperes que tinha espalhados pelo corpo, revelando outras camadas epidérmicas. “Como o museu enfrenta o pós-humano, isto é, a arte digital? Que tipo de experiências podemos desenvolver? Quantas peles a gente tem? Há um número limitado? Quais as diferenças entre corpo e tecnologia?”, questiona.
Museu & cinema
Tahuany Coutinho, de 24 anos, é caloura de Museologia e assistiu à palestra. “Gosto da possibilidade de perceber o museu não simplesmente como um espaço onde as obras são expostas, mas sim como oportunidade de transformação através do contato com a arte”. A estudante conta que alguns professores do curso defendem o ponto de vista do antropólogo, e ressalta que o “museu não deve ser para alguém e sim com alguém”. Quase formada em Artes Cênicas, Tahuany veio de São Paulo com a intenção de se graduar em Cinema, mas acabou optando por Museologia por causa do viés antropológico do curso. No entanto, vê semelhanças entre os dois, quando pensa na importância do museu se valer de recursos, como os audiovisuais – como fazem os museus paulistas da Língua Portuguesa e do Futebol -, para envolver os performáticos.
Os projetos ´O Pensamento no Século XXI` e ´Museu em Curso` foram concentrados em torno dessa conferência para evidenciar os desafios das instituições museológicas hoje. Na continuidade do projeto Museu em Curso, a cada mês, será realizada uma palestra voltada para as diversas áreas da teoria e da prática museológica.
Mais informações: 48 3721-8604 ou 9325 ou ufsc.mu.museologia@gmail.com.
Por Cláudia Schaun Reis/Jornalista na Agecom e
Raquel Wandelli/Jornalista na SeCArte