Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos da UFSC recebe, até 30 de janeiro, inscrições para mestrado e doutorado

23/12/2025 09:48

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos (PPGEAL) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe até 30 de janeiro inscrições para o processo seletivo para mestrado (acadêmico e profissional) e doutorado, para o primeiro trimestre letivo de 2026. No total são 33 vagas: 17 para mestrado e 16 para doutorado.

Podem participar do processo seletivo pessoas com título de graduação em Engenharia, Química, Biologia, Ciência de Alimentos ou Tecnologia de Alimentos.

As normas do processo seletivo estão descritas no Edital 006/2025/PPGEAL. O documento pode ser acessado na página do Programa, onde também constam os links para envio de documentos e outras informações.

Após todas as etapas do processo seletivo, a lista com os aprovados deve ser publicada em 13 de fevereiro. As atividades terão início em 9 de março de 2026.

Mais informações: https://ppgeal.posgrad.ufsc.br/processo-seletivo-2026/

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Falece Willibaldo Schmidell Netto, pioneiro da biotecnologia industrial

16/10/2025 07:58

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos da UFSC (PPGEAL) comunicou o falecimento do professor Willibaldo Schmidell Netto, aos 85 anos. Referência nacional na área de Engenharia Bioquímica e um dos pioneiros da Biotecnologia Industrial no Brasil, o pesquisador foi visitante no Departamento de Engenharia Química e de Engenharia de Alimentos.

“Sua presença na UFSC foi decisiva para o fortalecimento da área de bioprocessos e biotecnologia industrial, contribuindo intensamente para a formação de mestres e doutores e inspirando jovens pesquisadores com sua visão integradora entre ciência, tecnologia e aplicação industrial”, informa a notado colegiado do PPGEAL.

Willibaldo construiu carreira como docente e pesquisador, se aposentou como professor titular na Universidade de São Paulo e, como professor visitante na UFSC, participou de projetos de pesquisa e orientação de pós-graduação.

Fermentação, biorreatores, transferência de oxigênio e processos biotecnológicos aplicados à indústria era as áreas em que ele atuava. “Sua convivência no ambiente acadêmico foi marcada pela gentileza, rigor técnico e entusiasmo com o desenvolvimento científico nacional”, homenageia o colegiado.

A UFSC se solidariza com os familiares, alunos, amigos e colegas do professor Willibaldo Schmidell Netto.

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Jabuticaba valorizada: método desenvolvido por pesquisadora da UFSC aproveita resíduos da fruta

08/11/2023 16:22

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Aproveitar o subproduto da jabuticaba para a extração do espessante pectina e do corante antocianina com um método combinando solventes eutéticos profundos (Deep Eutectic Solvents, DES, na sigla em inglês) e tecnologias de fluidos de alta pressão: apoiada nesta concepção, a pesquisa de Laís Benvenutti no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu menção honrosa no Prêmio Capes de Tese 2023. A tese foi orientada Sandra Regina Salvador Ferreira e coorientada por Acácio Antonio Ferreira Zielinski. Ambientalmente amigável, a abordagem valoriza uma fruta característica do Brasil e proporciona uma utilização para um resíduo que seria descartado e mostra uma alternativa tecnológica para a indústria.

Extrato de antocianina: de cada 100 gramas de resíduo, são produzidas 110 miligramas do composto.

Laís já tinha trabalhado com outros frutos e resíduos agroindustriais sua ideia principal era valorizar um subproduto da indústria alimentícia. “Escolhemos o resíduo da jabuticaba porque é um fruto brasileiro, tem bastante impacto pelo potencial de compostos bioativos, principalmente a antocianina, que tem um elevado potencial antioxidante. A principal causa da escolha da jabuticaba foram essas duas: ser brasileira e ter muitas particularidades”, explica a pesquisadora. Ela conta que a jabuticaba é chamada de “fruta berry brasileira”, a exemplo de blueberry e outras com potencial para a saúde humana. “Ela é produzida no caule da árvore, aqui todo mundo está acostumado, mas ela é muito curiosa, principalmente para quem é de fora do Brasil”, cita.

Se a indústria descarta cerca de 40% da jabuticaba durante a produção de geleias, o uso de solventes eutéticos profundos (DES) aliado a um método de alta pressão foi a maneira alternativa encontrada pela pesquisadora para realizar a extração das substâncias. “Os DES são solventes emergentes, surgiram há pouco tempo, a data de início dos estudos deles é 2013. A proposta é que não agridam o meio ambiente, sejam ambientalmente amigáveis, sustentáveis, e que tenham alto poder de solvatação, de retirar esses compostos de interesse. Curiosamente, são formados a partir de dois componentes sólidos na temperatura ambiente, e a mistura exata desses dois ou mais componentes torna-se um líquido”, frisa Laís. Os compostos utilizados são os ácidos málico e cítrico, presentes em diversas frutas, e cloreto de colina, muito utilizado em produtos alimentícios e cosméticos – ambos permitidos em alimentos e que não trazem malefícios ao consumidor final ou ao operador encarregado de fazer a extração.

Os DES substituem solventes mais voláteis, muitos com origem petroquímica, com alto potencial para agredir o meio ambiente por serem corrosivos e altamente inflamáveis. As tecnologias de alta pressão usadas para extração da pectina e antocianina permitem uma diminuição considerável do tempo dos processos: sem os DES, elas duram em torno de seis horas; com os DES, a pectina é obtida em cinco minutos, e a antocianina, em vinte minutos. São processos muito rápidos, assegura a pesquisadora, acrescentando que uma menor quantidade de solvente é necessária porque a extração é facilitada pela alta pressão. O procedimento também é sequencial: “Da mesma porção é fracionada primeiro a antocianina e depois a pectina. O material que sobra é basicamente fibra. São obtidos três subprodutos sem a geração nem um resíduo. Os extratos podem ser aplicados diretamente sem a remoção do solvente, porque o DES pode ser incorporado no alimento”, comenta Laís. De cada 100 gramas de resíduo, são produzidas 110mg de antocianina, 13g de pectina e 80 gramas de fibras.
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Pós em Engenharia de Alimentos promove ‘Workshop in Food Safety’

26/10/2017 10:56

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos (PGEAL) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Senai-SC promovem o “V Workshop in Food Safety”. O objetivo do evento é dar oportunidade de atualização e trocas de experiências na área de segurança de alimentos aos profissionais da indústria, aos professores e pesquisadores de universidades nacionais e internacionais e aos alunos de graduação e pós-graduação da área.

O Workshop ocorre nos dias 30 e 31 de outubro, das 8h às 18h30, no auditório da Reitoria da UFSC. As palestras serão em português e inglês, com tradução simultânea. A programação completa está disponível aqui. As inscrições devem ser feitas aqui.

Mais informações no site do evento, pelo e-mail divfinan@feesc.org.br ou pelo telefone (48) 3231-4436.

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