UFSC na mídia: professor da Medicina fala à ‘Folha de S. Paulo’ sobre uso seguro de canetas emagrecedoras

11/02/2026 09:15

O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia e Metabologia no Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e é diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), concedeu entrevista ao jornal Folha de S. Paulo sobre o uso seguro das chamadas “canetas emagrecedoras”.

Esses medicamentos injetáveis, como a semaglutida, a liraglutida e a tirzepatida, atuam como antagonistas do receptor GLP-1 e vêm sendo prescritos para o tratamento da obesidade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou no último dia 9 um alerta para os riscos de pancreatite associados ao uso desses medicamentos, a partir dos resultados de um estudo internacional.

Na matéria publicada nesta terça-feira (10 de fevereiro) pela Folha on-line, o professor Alexandre Hohl pondera que, no estudo específico, o número de casos de pancreatite foi igual entre os pacientes usuários de semaglutida e os pacientes que usaram placebo. Ele enfatizou, também, que o tratamento com uso de canetas deve, necessariamente, ser prescrito e acompanhado por um médico. “Sem uma avaliação por um profissional, não há o controle das doses ou de alguma condição prévia e contraindicações”, diz a reportagem.

Leia a reportagem (acesso para assinantes).

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Pesquisadores da UFSC contribuem para consenso inédito sobre diagnóstico da lipodistrofia

14/01/2026 08:32

Um grupo de 15 especialistas da Rede Brasileira para o Estudo das Lipodistrofias (Brazlipo), entre os quais três professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), publicou um consenso inédito focado no diagnóstico e tratamento da lipodistrofia parcial familiar (FPLD), doença rara que afeta a distribuição de gordura no corpo e o metabolismo. O artigo, publicado no periódico Diabetology & Metabolic Syndrome, propõe critérios clínicos e laboratoriais adaptados à diversidade étnica da população brasileira, visando facilitar o diagnóstico preciso.

Professores Alexandre Hohl, Simone van de Sande Lee e Marcelo Ronsoni representam o HU-UFSC na rede nacional de estudo da lipodistrofia e participaram da elaboração do consenso diagnóstico. Foto: Divulgação

O professor Alexandre Hohl, que atua na área de Endocrinologia e Metabologia no Departamento de Clínica Médica da UFSC e é um dos autores do estudo, ao lado dos também professores Marcelo Ronsoni e Simone van de Sande Lee, explica que a lipodistrofia é um grupo raro de doenças que provoca a perda de gordura em áreas específicas do corpo onde essa gordura deveria estar. “Não é ‘magreza’ simples, mas sim uma perda patológica do tecido adiposo subcutâneo, que faz com que a gordura passe a se acumular em locais errados, como fígado, músculo, pâncreas e coração. Isso leva a um grau muito intenso de resistência à insulina, triglicérides muito elevados, esteatose hepática e maior risco de pancreatite e doença cardiovascular”, esclarece.
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