Gestão da UFSC alerta para crise orçamentária e busca mobilização para recomposição de recursos
O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, acompanhado do chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, da secretária de Planejamento e Orçamento (Seplan), Andrea Cristina Trierweiller, e do secretário de Comunicação, Marcus Paulo Pessôa, convocou uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 13 de março, na Sala dos Conselhos. O objetivo do encontro foi esclarecer os desafios financeiros enfrentados pela instituição, apresentar as ações adotadas para mitigar a situação e alertar a sociedade sobre a gravidade da crise orçamentária.
“Hoje, a nossa Universidade tem uma presença marcante em Santa Catarina, no Brasil e no mundo”, destacou o reitor ao iniciar sua fala. Ele ressaltou o papel transformador da UFSC para os estudantes e suas famílias, reafirmando o compromisso social das universidades públicas brasileiras. No entanto, chamou atenção para um cenário preocupante: “Há uma década, as universidades sofreram um corte de 50% nos seus orçamentos”.
Além dos cortes, o reitor também apontou a extinção e a vedação de concursos para diversos cargos, agravando ainda mais a situação. Irineu lembrou que, no ano passado, um movimento nacional de docentes, técnicos-administrativos e estudantes reivindicou, entre outras pautas, a recomposição orçamentária das universidades federais e a reestruturação das carreiras.
Na UFSC, o montante disponibilizado para 2025 só garante o funcionamento da instituição até outubro. “O orçamento atual não atende às necessidades da Universidade”, enfatizou o reitor. Ele destacou que, para enfrentar o cenário, é imprescindível mobilizar a sociedade, pressionar o Governo Federal pelo pagamento do reajuste do acordo de greve e envolver parlamentares estaduais e federais, além de ministérios, governos e Congresso Nacional.
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