Reconhecidos pela ONU, projetos da UFSC beneficiam imigrantes e refugiados

01/10/2019 15:00

Quando os portugueses e espanhóis chegaram, cá já estavam os carijós. Após quase dois séculos, africanos escravizados foram tirados de suas raízes e trazidos feito coisas para trabalhar no território que hoje é o estado de Santa Catarina. Alemães, italianos e outros europeus imigrantes mudaram-se para as planícies e vales um pouco depois. Na última década foi a vez de haitianos e sírios e, mais recentemente, nossos vizinhos venezuelanos. A principal semelhança entre esses ciclos de deslocamento em massa é a motivação em buscar condições melhores de vida — tirando dessa soma os povos africanos escravizados. A principal diferença, talvez, seja sobre as condições em que saíram de seus países de origem: muitos têm chegado à Santa Catarina em situação de refúgio, fugindo de guerras, violência, perseguição política e outras violações dos direitos humanos. A história que se repete há séculos e também é a História do nosso Estado é objeto de estudo e práticas realizadas por três projetos de extensão da UFSC: o Núcleo de Apoio a Imigrantes e Refugiados (NAIR/Eirenè), o Português como Língua de Acolhimento (PLAM/NUPLE) e a Clínica Intercultural (NEMPsiC).  

Sábado de manhã ocorrem as aulas do projeto Português como Língua de Acolhimento na UFSC. Foto: Jair Quint/Agecom/UFSC

Segundo a 4ª edição da publicação Refúgio em Números, divulgada em julho deste ano pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Santa Catarina foi o 4º estado da federação com mais solicitações de refúgio em 2018: foram 1.894 pedidos, o equivalente a 2% do total no país que, ao todo, recebeu mais de 80 mil solicitações. Dentre elas, 61.681 são de venezuelanos. Comparado ao ano anterior, o número mais que dobrou: em 2017 foram feitos 35 mil pedidos, sendo 17 mil de venezuelanos. No ano passado, 1.086 refugiados foram reconhecidos pelo Estado brasileiro, atingindo a marca de 11.231 pessoas vivendo no país nesta condição. Do total, sírios representam 36%, congoleses 15% e angolanos 9% dos refugiados. 
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Projeto do curso de Psicologia da UFSC acolhe imigrantes e refugiados

30/05/2018 07:55

Segundo o relatório “Refúgio em números”, divulgado pela Secretaria Nacional da Justiça, o Brasil teve 33.866 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado em 2017. Destes, 17.865 vieram de Venezuela, seguidos de Cuba (2.373) e Haiti (2.362). Em comparação com 2016, o número foi duas vezes maior, o que evidencia o crescimento acentuado de migrações para o país no último ano. Essas pessoas, além de fugirem de perseguições, precisam lidar com adaptações sócio-culturais no local de chegada. Devido ao acúmulo desses fatores, elas possuem grandes chances de desenvolverem quadros graves de estresse, gerando uma crise coletiva de saúde mental.

A fim de prestar ajuda a tal perfil e a imigrantes no geral, o curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Núcleo de Estudos sobre Psicologia, Migrações e Culturas (NEMPsiC), oferece o serviço da Clínica Intercultural, espaço de escuta sensível ao encontro de culturas distintas.

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Clínica Intercultural da UFSC reabre agendamentos para atendimento a imigrantes

07/03/2017 14:46

A Clínica Intercultural da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) retomou suas atividades neste início de semestre letivo. O projeto de extensão do Departamento de Psicologia é desenvolvido desde 2012 e oferece atendimento psicológico especializado em problemáticas complexas de saúde mental apresentadas por refugiados e imigrantes. Professores, psicólogos e alunos de Graduação e de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade integram a equipe.

Estado pós-traumático por exposição a situações extremas, como guerras e torturas, problemas de saúde mental relacionados à adaptação e sintomas de estresse psicológico são exemplos de casos nos quais pode haver intervenção clínica. Os atendimentos são realizados no ambiente do Serviço de Atenção Psicológica (Sapsi), localizado no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), em Florianópolis. Agendamentos e outras informações pelo telefone (48) 3721-8571, pelo e-mail e pelo site do Núcleo de Estudos em Psicologia, Migrações e Culturas (NEMPsiC).

 

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Clínica Intercultural do Departamento de Psicologia disponível para novos atendimentos

01/09/2015 18:39

Com o retorno de sua coordenadora, a professora Lucienne Martins Borges, a  Clínica Intercultural, do Departamento de Psicologia, está novamente disponível para novos atendimentos.

Formalizada desde o primeiro semestre de 2012, a Clínica Intercultural oferece um espaço de escuta sensível e um ponto de encontro entre culturas. Constituída por professores, psicólogos e alunos da Graduação e da Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), oferece atendimento psicológico especializado para estrangeiros em sofrimento psíquico.

O modelo clínico utilizado pela Clinica Intercultural baseia-se no dispositivo desenvolvido por Jean-Bernard Pocreau e Lucienne Martins Borges no Service d`Aide Psychologique Specialisée aux Immigrants et Réfugiés (SAPSIR®), projeto criado em 2000, na Université Laval, Canadá.

Os atendimentos são realizados no Serviço de Atenção Psicológica da Universidade Federal de Santa Catarina – Centro de Filosofia e Ciências Humanas – CFH.

Contatos
Telefone:  (48) 37218571
E-mail: 

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Projeto de extensão oferece atendimento psicológico gratuito para estrangeiros

23/10/2012 18:31

A Clínica Intercultural, projeto de extensão do Curso de Graduação em Psicologia da UFSC, oferece atendimento psicológico especializado e direcionado a pessoas que passam por experiências migratórias e podem apresentar estado de vulnerabilidade psíquica. O serviço é oferecido a alunos da UFSC e à comunidade externa e é prestado na língua materna do estrangeiro. Antes de serem atendidos, os pacientes passam por um processo de triagem e por uma avaliação de urgência no caso.

O grupo começou as atividades no início deste ano. Os atendimentos são gratuitos e realizados no Serviço de Atenção Psicológica (Sapsi), localizado no prédio novo do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Os agendamentos devem ser feitos por email ().

Quem migra tem que lidar com o estranhamento diante do novo contexto. “A adaptação não é muito fácil. Os problemas podem ser somente relacionados à rotina, como ter que ir à secretaria ou descobrir onde fica sua sala de aula. Mas eles podem ser mais sérios também”, afirma o estudante de 7ª fase de Psicologia e participante do projeto, Marcio Jibrin. “O que acontece é a perda da rede de apoio. Não há mais amigos, familiares, companheiros ou pessoas conhecidas a quem se possa recorrer. Não há mais ninguém plenamente confiável por perto. E então essa rede tem que ser reconstruída”, completa.

A equipe do projeto Clínica Intercultural é formada tanto por alunos quanto por profissionais formados, porque além de prestar serviço psicológico para estrangeiros, o objetivo é auxiliar na formação profissional de cada estudante que participa. A coordenadora é a professora do Departamento de Psicologia Lucienne Martins.

Mais informações pelo ou .

Isadora Ruschel / Estagiária de Jornalismo na Agecom

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