Em 1905 é lançada a obra Últimos Sonetos, do poeta catarinense Cruz e Sousa. Publicada postumamente, a coletânea reunida pelo amigo Nestor Vitor marca o apogeu estético do mais notório simbolista brasileiro. O ápice da forma contrasta, todavia, com a angústia do escritor, até então não reconhecido.
Lançada integralmente pela Editora da UFSC (EdUFSC), a obra com mais de 90 sonetos é permeada pela contradição entre o ideal de perfeição esteticamente realizado e a desconsideração desta grandeza pela sociedade da época, diante de um artista negro. Nos poemas, o temor da morte e o assombro do esquecimento convivem com a percepção da morte enquanto redentora diluição do artista na totalidade e nas visões de glória do escritor que pode ser reconhecido por outros artistas.
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Capa do livro reproduz pintura de Jean-Leon Geróme sobre a história de Pigmaleão, o rei e escultor que se apaixonou pela sua própria obra, Galatea. Foto: divulgação.
As Metamorfoses eternizaram Ovídio e mitos até hoje conhecidos como Pigmaleão, Eros e Psiqué, Narciso e Eco, e Ícaro, por exemplo. Inequívoca influenciadora de artistas de todas as áreas há 20 séculos, o livro foi redigido no final do Século I a.C. em forma de um grande poema dividido em 15 livros que narram 246 mitos de metamorfoses desde a criação do mundo até Júlio César.
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Capa do livro Negerplastik, com taça cefalomorfa. Foto: divulgação
Publicado em 1915 por Carl Einstein (1985-1940), Negerplastik colocou no Panteão da arte universal as artes primeiras da África e da Oceania. Naquele período, quando ainda eram conhecidas como “artes primitivas” e as artes africanas como “artes negras”, Einstein percebeu “as formas plásticas puras conservadas pela escultura negra” e empreendeu a primeira análise formal das artes africanas livre de etnocentrismo.
Segundo Einstein, o juízo escrupuloso das artes de origem africana demonstrou que a imensa maioria das críticas anteriores que a caracterizavam enquanto “primitiva” e supostamente ligada a uma origem perdida e ultrapassada, falavam mais sobre o crítico do que sobre a arte africana, propriamente dita.
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“A Tempestade” é provavelmente a última obra solo de William Shakespeare para o teatro. O enredo se desenvolve em uma remota ilha, onde Próspero, o legítimo duque de Milão, põe em ação um complexo e mágico estratagema para retomar seu ducado por direito: cria a grande ilusão de uma tempestade. A magia de Próspero desvia a embarcação em que navegava o usurpador de seu ducado e seu cúmplice: seu irmão Antônio e o rei de Nápoles, Alonso, respectivamente.
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