Autobiografia do ‘Peninha’, artista e servidor aposentado da UFSC, será lançada dia 30

24/07/2019 11:05

O livro “Narrativas absurdas: verdades contadas por um mentiroso”,  de Gelci José Coelho, conhecido também como “Peninha”, servidor aposentado da UFSC junto ao Museu de Arqueologia e Etnologia Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE), será lançado na terça-feira, 30 de julho, a partir das 19 horas, no Museu Histórico Municipal de São Jose.

Em “Narrativas absurdas: verdades contadas por um mentiroso”, o artista, pesquisador e museólogo traz um texto que mescla sua história de vida com lendas, contos e casos raros do litoral de Santa Catarina, narrando sua trajetória desde as primeiras lembranças até os dias atuais. Por mais de uma década, Peninha colaborou com o artista, folclorista e professor Franklin Joaquim Cascaes, que se dedicou a registrar as lendas, histórias e costumes dos descendentes açorianos na ilha de Florianópolis. Tornando-se admirador, incentivador e amigo de Franklin Cascaes, Peninha é responsável pela difusão das obras do artista, que se encontram no Museu da UFSC.
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Autobiografia do artista e servidor aposentado da UFSC, ‘Peninha’, é lançada nesta quinta

20/03/2019 17:06

O livro “Narrativas absurdas: verdades contadas por um mentiroso”, do servidor aposentado da UFSC junto ao Museu de Arqueologia e Etnologia Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE), Gelci José Coelho, conhecido também como “Peninha”, será lançado nesta quinta-feira, dia 21 de março, às 19h, no Museu da Escola Catarinense (MESC). O evento contará com sessão de autógrafos, performances artísticas e a abertura da exposição “Um boitatá em dois tempos”, com registros fotográficos de Biah Schmidt. O livro será comercializado a R$ 45 no local de lançamento.

Em “Narrativas absurdas: verdades contadas por um mentiroso”, o artista, pesquisador e museólogo traz um texto que mescla sua história de vida com lendas, contos e casos raros do litoral de Santa Catarina, narrando sua trajetória desde as primeiras lembranças até os dias atuais. Por mais de uma década, Peninha colaborou com o artista, folclorista e professor Franklin Joaquim Cascaes, que se dedicou a registrar as lendas, histórias e costumes dos descendentes açorianos na ilha de Florianópolis. Tornando-se admirador, incentivador e amigo de Franklin Cascaes, Peninha é responsável pela difusão das obras do artista, que se encontram no Museu da UFSC.
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Museólogo Peninha anima relançamento de “O fantástico na Ilha de Santa Catarina”

18/10/2012 11:06

Peninha no lançamento do livro sobre Cascaes   Discípulo e continuador da obra do artista, o museólogo Gelci José Coelho (Peninha) estava radiante ontem, 17, no relançamento, em volume único, do clássico da cultura popular O fantástico da Ilha de Santa Catarina, de Franklin Cascaes. Publicado dentro da Coleção Repertório, da EdUFSC, o livro foi apresentado na tradicional feira de livros que a editora organiza todos os anos no Campus da Trindade, em Florianópolis. A feira estimula o hábito da leitura e valoriza a literatura, oferecendo descontos de 50 a 70% do preço de capa. O evento prossegue até o dia 25 de outubro. O ponto alto será no dia 24, quarta-feira, a partir das 16h30min,  com o lançamento da primeira edição mundial póstuma de mais título da literatura universal: Pensar em não ver: escritos sobre a arte do visível, do filósofo Jacques Derrida.

Numa homenagem à cultura ilhoa e um presente ao próprio Cascaes que nasceu no dia 16 de outubro de 1908, o relançamento e a nova coleção da EdUFSC resgatam obras consideradas essenciais para os leitores e bibliotecas. Na mesma linha, foi reeditado o clássico caipira sulista Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto.

Peninha, que desencadeou originalmente a recuperação e publicação dos originais de Cascaes,  deu entrevistas e conversou animadamente com o público presente.

O universo açoriano, o imaginário ilhéu, o retrato do inconsciente, e o falar açoriano-catarinense são os ingredientes que compõem esse caldeirão bruxólico.

No cardápio aparecem eleições, congressos, balanços e vassouras bruxólicas, bruxas ladras de baleeiras, baile de bruxas dentro de uma tarrafa de pescaria…

Cascaes escreve com a convicção de quem acredita piamente no que ouviu nas comunidades pesqueiras. Os causos chegaram com os antigos colonos açorianos, que trouxeram histórias contadas por gregos, romanos, mouros africanos, árabes e outros povos. “Os gestos culturais são repetidos no litoral catarinense e foram ainda enriquecidos ainda mais com os misteriosos espíritos revelados pelos povos indígenas”, revela o museólogo Gelci José Coelho (Peninha), principal discípulo e continuador da obra de Cascaes.

São 24 narrativas ilustradas com a pena do próprio autor que,  segundo observa o pesquisador Oswaldo Antônio Furlan, responsável pelo glossário,  reproduzem “traços do inconsciente popular na área da fantasmagoria, relatando casos dramáticos de crenças em boitatás, lobisomens, negrinho do pastoreiro e saci-pererê, mas sobretudo bruxas, a cujos malefícios os grupos sociais incultos de muitas gerações debitaram a agressividade de fenômenos naturais, deficiências na área da saúde e anomalias hereditárias”. As estórias, escritas entre 1946 e 1975, revelam Cascaes como “observador atento da cultura popular” e preocupado com a preservação da memória açoriana.

Franklin Joaquim Cascaes nasceu em São José (SC) em 16 de outubro de 1908 e faleceu em Florianópolis em 15 de março de 1983. Desenhista, escultor, artesão, ceramista, escritor, folclorista e ex-professor da antiga Escola de Aprendizes Artífices, antes de falecer, doou todo o seu acervo, em 1981, ao Museu Universitário da UFSC, onde estão guardados 925 desenhos, 1250 esculturas e acessórios cenográficos, além de 286 cadernos com anotações de campo, de onde saíram, por exemplo, as estórias de O fantástico da Ilha de Santa Catarina, incluído na  Coleção Repertório, criada pela editora universitária para a difusão de clássicos da arte e do pensamento.

Quando fez a doação, Cascaes agradeceu a dezenas de pessoas e instituições, mas fez uma deferência toda especial ao museólogo Gelci José Coelho (Peninha).

_ O meu braço direito para a continuação desta obra que levamos a bom termo.

Peninha fez justiça à homenagem do velho bruxo!

 

Homenagem à Ilha da Magia

            O museólogo lembra que Cascaes dizia que as suas anotações “se prestavam para fazer livros, teatro e até filmes” e que sua obra é “o ponto de partida para infinitas pesquisas e trabalhos”.

No final de cada estória, Franklin Cascaes faz uma singela homenagem à Ilha de Santa Catarina.

Em Armadilha para apanhar bruxas, feita com pilão de chumbar café, escrita em 1952, Cascaes declara: “minha querida Ilha do Desterro, o real e o irreal encontram em ti vida fictícia, harmoniosa e criadora”. E em A bruxa mamãe, concebida em 1964, observa que “a bruxaria é um problema muito estranho para os humanos, que adoram vivê-lo fantasiosamente em seus pensamentos irriquietos”. A grande procura pela obra prova que o mitólogo estava  coberto de razão.

Em Eleição bruxólica não acrescenta nenhum pensamento. Nem precisava…

Lançamento do livro sobre Franklin Cascaes

Créditos devidos

 

Além da presença fundamental de Peninha na organização das narrativas, é preciso destacar a participação de Dulce Maria Halfpap e Bebel Orofino Schaefer. Em síntese, nas palavras de Peninha, “é uma obra feita por estudiosos que têm o prazer de aprender no oceano de informações contidas nas fabulosas estórias contadas, de geração para geração, pelo povo de ascendência açoriana que  habita a Ilha de ocasos e de casos muito raros”.

Bebel Orofino acrescenta que, “se pensarmos, ainda, que, além do conjunto de escritos, temos as coleções de desenhos e de esculturas feitas por Cascaes, quem ainda tem dúvida de que a sua obra representa o maior trabalho de pesquisa da cultura popular da Ilha de Santa Catarina já realizado”?

Por Moacir Loth – jornalista na Agecom/UFSC

Fotos: Dayane Ros/estagiária de Jornalismo na Agecom

Mais informações e contatos:

Sérgio Medeiros e Fernando Wolff

(48) – 3721-9605 , 3721-9408 , 3721-9686  e  3721-8507

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