Laboratório de Robótica da UFSC realiza palestra sobre cooperação com universidades do Reino Unido

16/10/2017 14:19

O Laboratório de Robótica Raul Guenther, vinculado ao Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), realizará uma palestra para divulgar os resultados do projeto de cooperação com o Reino Unido, no dia 18 de outubro, às 14h, no auditório da Engenharia Mecânica no Bloco A. O projeto “A Novel Design Framework For Reconfigurable Parallel Robots And Mechanisms”, coordenado pelo professor Daniel Martins, teve cooperação com duas das maiores universidades de Londres, o Kings College e a University College London (UCL).

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Projeto de empresa júnior da UFSC promove a inclusão de alunos com deficiência física em atividades esportivas

01/10/2014 17:40

A i9 Consultoria, empresa júnior (EJ) do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolve um projeto para a construção de uma cadeira de rodas adaptável com o intuito de incluir alunos com deficiência física em atividades esportivas nas escolas. O projeto está em fase de elaboração e conta com o apoio do professor Luciano Lazzaris Fernandes, vice-diretor do Centro de Desportos (CDS) da UFSC, e a orientação do professor João Carlos Linhares. À frente do projeto estão Marina Brandt e Gabriel Baccarin, alunos de engenharia e membros da EJ. Eles estão sob a supervisão do professor João Linhares e utilizam uma metodologia de elaboração do projeto que contém quatro etapas, criada por docentes da Universidade.

Luciano Fernandes, que trabalha com esporte adaptado, comenta que “o cenário do aluno com deficiência física na rede regular de ensino não é muito agradável, seja na sua locomoção no ambiente escolar ou nas aulas de Educação Física”. O professor Linhares comenta que essa metodologia “garante que os clientes de todas as etapas do ciclo de vida do produto sejam bem atendidos, requisito chave para o sucesso de um produto”.
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Curso de férias: “Motores à combustão interna: Teoria e Prática”

20/07/2012 18:26

Estão abertas as inscrições para o curso “Motores à combustão interna: Teoria e Prática”, que acontece de 24 a 27 de julho, no Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos (LabCET – bloco B da Engenharia Mecânica do campus da Trindade).

Com um total de 20 horas (sempre das 14h às 19h, da terça à sexta), o curso possibilita que os alunos entendam como funciona os motores de carros e motos. “Trazemos noções básicas para que as pessoas possam interpretar as condições dos motores. Esse conteúdo – teoria das máquinas térmicas – é inclusive tema de concursos e provas de vestibulares”, afirma o professor e coordenador dos trabalhos Gilson Maia. Na linguagem técnica, serão utilizados, para as aulas práticas, motores de automóveis e motocicletas do ciclo Otto e estacionários do ciclo Diesel, além de grupo gerador e bancada de dissipação elétrica e analisadores de eletroinjetores automotivo (máquina para limpeza de bicos injetores KX-Tron nexotron KX 494).

O curso é voltado não só a alunos de graduação de todas as áreas, mas também à comunidade externa, tendo capacitado mais de 500 alunos, desde que foi ministrado pela primeira vez, durante a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex) de 2003. O conteúdo também é bastante útil para quem trabalha com carros, e já foi lecionado a funcionários de diversos postos de gasolina.

As inscrições, no valor de R$195 – incluindo CD com vídeos e apostila completa -, devem ser feitas no site da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) ou presencialmente, na própria Fapeu, com Claiton (das 13h30 às 17h30, fone 3721-4309) ou ainda com o professor Gilson (, 9986-2843 (TIM) e 3721-9390, ramal 210).

EMENTA:
– Introdução Teórica: Conceito e divisão de máquinas térmicas; Motores à Combustão Interna dos Ciclos Otto e Diesel, Ciclos 2t e 4t, Combustíveis; óleos lubrificantes; arrefecimento.
– Atividades Práticas: Desmontagem completa, Montagem e Regulagem de Motores Otto 4t a álcool e gasolina; Regulagem do ponto de ignição de motores Otto 4t; substituição de correias; Exame de um Motor Ciclo Diesel; Desmontagem de um motor Otto 4t de motocicleta CG 125.

 CALENDÁRIO:
– (24/07) – Terça-Feira: Introdução Teórica, interpretação do avanço do ponto de ignição para um motor Otto 4t, início desmontagem dos motores álcool e gasolina; Trabalhos com os motores a álcool e gasolina (desmontagem e limpeza);
– (25/07) – Quarta-Feira: Interpretação de falhas e quebras dos motores (“fundido”); Limpeza dos motores e inicio da montagem. (introdução a lubrificação e recuperação dos motores. Retífica.); Montagem e regulagem dos motores;
– (26/07) – Quinta-Feira: Exame dos motores Diesel, Combustíveis e Sistemas de Injeção; Motores de motocicletas desmontagem, regulagens; Caixa de transmissão, embreagem, e lubrificação; Ponto de ignição e válvulas;
– (27/07) – Sexta-Feira: Montagem de um motor Otto 4t de motocicleta, interpretação de falhas; Encerramento e entrega de Certificados.

Todos os dias será realizado uma pausa para o café, aproximadamente às 15h45, dependendo do andamento dos trabalhos.

Mais informações com o professor Gilson (, 9986-2843 (TIM) e 3721-9390, ramal 210).

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Sérgio Rezende na UFSC: incrementar citações e formar mais engenheiros são desafios para o Brasil

12/03/2012 08:18

“O decréscimo do número de formados nos cursos de Engenharia é preocupante para o desenvolvimento baseado no conhecimento”. Fotos: Wagner Behr / Agecom

No Brasil a atividade científica teve um começo tardio. Entre as primeiras instituições estão o Observatório Nacional e o Instituto Nacional de Tecnologia, implantados na década de 1920. Somente em 1934 surgiu a primeira instituição de ensino superior brasileira, a Universidade São Paulo – 300 anos depois de Harvard, fundada nos Estados Unidos. Na década de 1950 o país ainda tinha um parque industrial incipiente, era uma nação com poucos cientistas e pesquisadores, não havia um ambiente de pesquisa nas universidades ou preocupação com a inovação nas empresas.

Com estes e muitos outros dados o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, ministrou no dia 7 de março na UFSC a palestra “Ciência e Tecnologia no Brasil: nunca é tarde demais para começar”. Rezende foi um dos convidados do encontro “Desafios e Oportunidades para a Pós-Graduação em Engenharia”, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da UFSC.

Membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde 1977, presidente da Finep entre 2003 e 2005, professor de Física da Universidade Federal de Pernambuco, Rezende agradeceu o convite para falar aos integrantes da Pós-Graduação em Mecânica da UFSC, programa que, ressaltou, é referência no país. “Muitos estudantes não têm essa imagem, mas há 40 anos a ciência no país era quase nada. Foi um desenvolvimento muito rápido”, lembrou o ex-ministro, ressaltando que falar de ciência e tecnologia é falar de riqueza.

Seu panorama ilustrou o início tardio do Brasil no desenvolvimento da C&T, mostrou avanços recentes, oportunidades e desafios nesse campo. Rezende salientou que há uma relação direta entre PIB per capta e investimentos em ciência e tecnologia. Em países como Estados Unidos e Japão, exemplificou, a divisão entre PIB e habitantes resulta em 30 a 40 mil dólares por ano – e 70% dessa riqueza é gerada na economia do conhecimento.

A Coreia, país que tem 3% da área do Brasil, equivalente ao tamanho do estado de Pernambuco, foi citada como um exemplo positivo de determinação no campo da ciência e tecnologia. Na década de 1940 esse país adotou políticas de C&T e indústria articuladas. Na década de 1990 já tinha um sistema de inovação imbricado com o setor produtivo, marcas reconhecidas em produtos eletrônicos, automóveis, navios.

Sérgio Rezende avaliou que apesar de um início difícil e tardio, o Brasil também acumula avanços em sua caminhada científica. A criação do CNPq e da Capes, na década de 1950, são fatos marcantes.  A partir de 1962 o país criou um fundo para apoio aos primeiros programas de pós-graduação modernos e em 1968 a Reforma Universitária possibilitou o tempo integral para professores, consolidando a institucionalização da pós-graduação. Na década de 1970, Rezende destacou a implantação do FNDTC, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Atualmente o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia conta com 235 universidades, 77 mil doutores nas universidades, 8 mil doutores em outros centros de pesquisa e desenvolvimento (esse um dado que, destacou Rezende, deve ser alterado para que o país tenha maior presença da pesquisa no setor industrial).

Entre quase dois mil programas de pós-graduação, 320 são classificados com os conceitos 6 e 7, que representam excelência e nível internacional – como é o caso do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da UFSC, destacou Sérgio Rezende. Há, no entanto, muitos desafios, como o pequeno número de pesquisadores (são 0,8 por mil habitantes) e o gargalo no setor industrial. “Em um quadro de 70 mil empresas, apenas duas mil têm com atividade de inovação.

“Esse cenário não ocorre em países desenvolvidos, onde muitos doutores atuam nas empresas e não nas universidades”, salientou. Petrobras, Embraer, Embrapa e Embraco foram também citadas por Rezende como exemplos. “A Embraco tem 15 laboratórios e uma história de 28 anos de parceria ininterrupta com a UFSC, onde também participa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Refrigeração e Termofísica”, disse mais uma vez reportando-se à Universidade Federal de Santa Catarina.

Sérgio Rezende destacou que no período de 2003 a 2006 o Brasil adotou uma política de ciência e tecnologia integrada à política industrial e considerou que nas últimas décadas houve um notável avanço orçamentário e do ambiente de inovação. Ressaltou a importância do investimento no programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia e da Lei da Inovação.“Nas últimas semanas tivemos a notícia do corte no orçamento para ciência e tecnologia, mas espero que possamos superar esse corte”, disse o ex-ministro.

Outro desafio a ser vencido é o decréscimo do número de formados nos cursos de Engenharia, preocupante para o desenvolvimento baseado no conhecimento. E, alertou, ainda que o país ocupe o 13º lugar no mundo em número de publicações científicas, com 40 mil artigos (Estados Unidos lideram o ranking com 435 mil artigos científicos, seguido da China, com 306 mil), somente 40% dos trabalhos brasileiros têm citação (são mencionados em outros artigos ). “O Brasil precisa de um esforço para melhorar a qualidade de sua produção e dar a devida divulgação à pesquisa. O sistema arrisca pouco. Para de fato contribuirmos com a produção do conhecimento precisamos assumir problemas mais complexos”, avaliou Sérgio Rezende.

O encontro organizado pela Pós-Graduação em Engenharia Mecânica foi prestigiado por professores e estudantes do Centro Tecnológico da UFSC e também de outras unidades de ensino. A agenda iniciou com apresentação do programa pelo coordenador, o professor Júlio César Passos, e seguiu com palestras de Sérgio Rezende, do diretor-presidente da Refinaria Abreu e Lima S.A. da Petrobras, Marcelino Guedes Gomes (que falou sobre os desafios do profissional global) e do reitor da UFSC, professor Alvaro Toubes Prata (que abordou o desafio de internacionalização das universidades brasileiras).

Por Arley Reis / Jornalista da Agecom

Mais informações: posmec.ufsc.br/portal/(48) 3721 9277

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