Laboratório de Sociologia do Trabalho comemora 12 anos

24/11/2011 11:00

Como atividade comemorativa de seu 12º aniversário, o Laboratório de Sociologia do Trabalho apresenta no dia 6 de dezembro o projeto de extensão Editoria Em Debate. No encontro que será realizado a partir de 19h, no miniauditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), serão lançados sete livros, o número seis da Revista Digital Em Debate e a Galeria Virtual.

O Editoria Em Debate tem como objetivo desenvolver e aplicar recursos de publicação eletrônica para revistas, cadernos, coleções e livros, que possibilitem o acesso irrestrito e gratuito dos trabalhos de autoria dos membros dos núcleos, laboratórios e linhas pesquisa da UFSC e de outras instituições, conveniadas ou não, sob a orientação de uma Comissão Editorial. Pretende ainda publicar, sob demanda, versões impressas do que for compatível com esse objetivo, além de incluir, sob responsabilidade da Editoria Em Debate, a revista eletrônica Em Debate, em publicações e edições que forem definidas pela Comissão Editorial. O projeto conta com recursos de convênio entre a UFSC e o Middlebury College (EUA).

A necessidade do trabalho partiu da constatação de que muito do que é produzido na universidade não é publicado por falta de oportunidades editoriais, tanto em editoras comerciais quanto em editoras universitárias, cujas limitações orçamentárias não permitem acompanhar a demanda. Dentre as muitas consequências desta realidade, a equipe do Lastro destaca a limitação em acessar novos conhecimentos por parte de estudantes, pesquisadores e leitores em geral.

O grupo destaca também prejuízos para autores, diante da tendência de pontuar a denominada produção intelectual pelas publicações. “Por outro lado, é constatada também a velocidade crescente e em escala cada vez mais ampla da utilização de recursos informacionais que permitem divulgação e democratização do acesso a publicações. Assim, o público a ser atendido, dado o teor das publicações, deve estar ligado às ciências humanas, incluindo professores e alunos do ensino médio”, explica o professor Fernando Ponte de Sousa, coordendor do laboratório ligado ao Departamento de Sociologia e Ciência Política do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC.

Mais informações: http://lastro.ufsc.br / josecarlos@cfh.ufsc.br / (48) 3721-9250, ramal 35

 

Tags: LASTRO

Na mídia: Revista Ciência Hoje destaca pesquisa da UFSC

06/09/2011 10:17

Mais uma aplicação medicinal para a maconha

Estudo da UFSC engrossa lista de benefícios que substância presente na planta pode proporcionar à saúde humana. Experimentos mostram que composto é eficaz no tratamento de memórias traumáticas.

Por: Célio Yano

Uma erva conhecida pela humanidade há mais de 4 mil anos e que tem uma série de aplicações medicinais comprovadas se mostrou promissora também no tratamento de sequelas emocionais causadas por traumas. O efeito é produzido pelo canabidiol, substância presente na maconha (Cannabis sativa) e que pode substituir vários medicamentos usados em tratamentos psicológicos, evitando seus efeitos colaterais.

O potencial de uso de C. sativa para a atenuação de traumas foi apontado recentemente pela equipe liderada pelo farmacologista Reinaldo Takahashi, no Laboratório de Psicofarmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os pesquisadores utilizaram um modelo experimental comum em estudos que trabalham com estresse pós-traumático, que consiste em provocar traumas em camundongos por meio de choques elétricos sutis nas patas.

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Tags: maconha

Na mídia: Estudantes protestam por melhores condições na UFSC

17/08/2011 14:39

Alunos querem que reitor pressione governo federal a negociar com grevistas

Um protesto de estudantes marcou a manhã desta quarta-feira na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A concentração dos alunos nos centros de ensino começou por volta de 11h30min. Em seguida, eles foram até o prédio da reitoria e ocuparam o hall de entrada. Munidos de faixas e cartazes, eles protestaram por melhores condições de ensino e para que a universidade pressione o governo federal a negociar com os servidores, em greve desde o início de junho.

— Entendemos e apoiamos a causa dos servidores, mas a greve está prejudicando os estudantes com o fechamento do Restaurante Universitário, Biblioteca Universitária e secretarias de cursos. Queremos que o reitor pressione o governo federal para negociar com os grevistas — afirma o secretário geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Tiago Mateus de Azevedo.

Ele calcula que cerca de 600 estudantes participaram da manifestação nesta manhã. Os estudantes organizaram um almoço durante o protesto, já que o RU permanece de portas fechadas. Os manifestantes pretendem continuar no prédio da reitoria e inclusiva acampar no local durante a noite, até que o reitor emita uma posição sobre as reivindicações.

Além do fechamento de alguns setores da UFSC por conta da greve, os estudantes protestam também por outras razões, como: o atraso em obras do RU e da Moradia Universitária; a falta de estrutura dos campus de Araquari e Jonvile e o possível corte de vagas no curso de Ciências Econômicas.

Publicado originalmente no Diário Catarinense

Na mídia: Haitianos vêm estudar na UFSC para ajudar na reconstrução do seu país

09/08/2011 16:05

Dos 13 mil estudantes universitários do Haiti, mil ainda estão desaparecidos - Pablo Gomes / Agencia RBS

Dos 13 mil estudantes universitários do Haiti, mil ainda estão desaparecidos - Foto: Pablo Gomes / Agencia RBS

Estudantes fazem parte de convênio internacional com base na ajuda humanitária

Por Ângela Bastos | angela.bastos@diario.com.br

Sete universitários que tiveram os estudos interrompidos por causa do terremoto de 12 de janeiro de 2010, no Haiti, chegam nesta segunda-feira em Florianópolis. O grupo faz parte de um total de 32 haitianos que vão completar os estudos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Trata-se de um convênio internacional com base na ajuda humanitária, coordenado pela Secretaria de Relações Institucionais e Internacionais (Sinter). O objetivo é possibilitar o término dos cursos considerados de grande importância no trabalho de reconstrução do Haiti, como engenharias e arquitetura. Na quarta-feira chegam os 25. Os voos estão previstos para 12h25.

Todos os alunos estão na quarta fase e antes de ingressarem no curso normal terão que aprender o idioma português. No Haiti, a língua oficial é o francês. A permanência no Brasil será de 18 meses, sendo seis para o aprendizado do português e um ano para finalizar a graduação.

Ajuda na reconstrução

Terminado o curso eles retornam para o Haiti para ajudarem a reconstruir o país, explica o professor Enio Luiz Pedrotti, secretário de Relações Internacionais da UFSC e responsável pelo programa. A ideia da UFSC, conta o professor, era de que os 32 haitianos ficassem hospedados em casas de famílias cadastradas na Sinter.

Mas não foi possível: cada aluno tem uma bolsa mensal de R$ 750, da Capes, para se manter. As famílias exigiam R$ 1 mil, o que inviabilizou. Por causa disso, a UFSC providenciou aluguel em duas casas e um apartamento, na Lagoa da Conceição.

Cada estudante paga R$ 250 mensais. Os haitianos poderão fazer duas refeições no Restaurante Universitário (RU) e o transporte coletivo com passe, como ocorre com os demais estudantes. A escolha da UFSC pelo Ministério da Educação, através do setor de Cooperação Internacional da Capes, deu-se por se tratar de uma universidade considerada com qualificação no ensino da Língua Portuguesa.

Esta é a primeira vez que a UFSC recebe haitianos. Mas a universidade tem ações com diferentes países. Estudam na universidade 125 africanos e uma média de 180 alunos europeus passam pela instituição a cada ano. A chegada dos haitianos devia ter ocorrido em setembro do ano passado, mas problemas burocráticos entre os dois países atrasaram. Além da UFSC, recebem estudantes a Unicam (Campinas) e a Universidade de São Carlos.

O terremoto

Em 12 de janeiro de 2010 o Haiti sofreu um terremoto catastrófico que teve seu epicentro na parte oriental da península de Tiburon, a cerca de 25 km da capital haitiana, Porto Príncipe. O forte terremoto de 7 graus na escala Richter destruiu com o país.

Os alunos

Dos 13 mil estudantes universitários do Haiti, mil ainda estão desaparecidos. Com o desmoronamento dos prédios, os estudantes que sobreviveram ficaram sem local para estudar. O processo de reconstrução do país exige conhecimento em áreas específicas, como engenharias, agronomia, zootecnia. Assim como médicos, enfermeiros e nutricionistas para cuidar da população.

Fonte: Jornal A Nótícia

Tags: convênioHaitiSinter

Na mídia – Jornais DC e Notícias do Dia publicam artigo sobre a greve na UFSC

04/07/2011 09:59

Tem greve na UFSC

Moacir Loth/jornalista na Agecom

A mídia, a classe política, o setor produtivo e a comunidade ainda não tomaram conhecimento da greve geral deflagrada no dia 6 de junho pelos trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), hoje com mais de 30 mil alunos.

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Tags: Grevemídia

Na mídia: UFSC de Araranguá participa de seminário de inovação educativa

14/06/2011 14:55

A Fundação Telefônica promove, nesta quarta-feira (15) o Seminário Fundação Telefônica de Inovação Educativa. Durante o evento, serão apresentados os resultados de uma pesquisa sobre inovação em educação com o uso de tecnologias da informação e comunicação. O evento acontecerá das 9h30 às 18h, no auditório da Telefônica, na rua Martiniano de Carvalho, 851, São Paulo.

O estudo foi realizado em âmbito nacional, em escolas públicas e privadas, dos ensinos fundamental e médio, envolvendo as telas digitais –TV, internet, celular e videogame.

Serão apresentados quatro projetos considerados de vanguarda pelos critérios da pesquisa. São eles: Cartografias de Sentidos nas Escolas, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte; Fractal Multimídia: objetos de aprendizagem, do Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, de Petrópolis, no Rio de Janeiro; Experimentação remota como suporte a ambientes de ensino-aprendizagem, desenvolvido em Araranguá, pela Universidade Federal de Santa Catarina; e Olimpíadas de Jogos Educacionais, da empresa Joy Street em parceria com o Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife e pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco.

Pela manhã, ocorrerá a apresentação da pesquisa e, à tarde, serão realizadas duas mesas redondas, com oito casos inovadores, os quatro identificados pela pesquisa, mais a rede social Minha Terra e o Grupo Educar na Cultura Digital, realizados pelo programa EducaRede, da Fundação Telefônica; e os projetos Wikimapa e Minha Vida Móbile, apoiados pela Vivo. Para encerrar, a cantora Malu Magalhães fará um pocket show.

Acesse a matéria original aqui.

UFSC sedia I Seminário sobre Mídia, Educação e Subjetividade

26/05/2011 15:22

No Auditório da Reitoria na manhã desta quinta-feira, 26, foi aberto o I Seminário sobre Mídia, Educação e Subjetividade. Presentes na mesa de abertura o reitor Alvaro Toubes Prata, a professora Gertrudes Aparecida Dandolini, sub-chefe do Departamento de Engenharia do Conhecimento, o professor Sílvio Serafim da Luz Filho, coordenador do evento, o professor Richard Perassi, coordenador da área de Mídia e conhecimento do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, PPGEGC, e o professor Roberto Carlos Santos Pacheco, ex-coordenador do programa.

Ainda nesta quinta, às 17h30min, haverá o lançamento do segundo volume do livro “Mídia Educação e Subjetividade: disseminando o conhecimento”, que é uma seleção de artigos apresentados na disciplina. O seminário sobre Mídia, Educação e Subjetividade acontece no auditório da reitoria, hoje e amanhã, o dia todo. A programação completa do evento você confere em: http://www.egc.ufsc.br/seminario/index-6.html .

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Tags: Educação e SubjetividadeSeminário MídiaUFSC

Na mídia: UFSC implanta Empresa Júnior de Jornalismo

01/04/2011 15:33

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) inaugura esta noite, às 18h30, a Comunica!, primeira empresa júnior de Jornalismo do Estado. Na ocasião, haverá uma palestra sobre a Interferência das mídias sociais no Jornalismo, com o apresentador da RBS Mário Motta. Na organização, os estudantes irão prestar serviços relacionados à comunicação, como cobertura de eventos, elaboração de projetos gráficos e editoriais, produção de conteúdo e assessoria de imprensa. O público-alvo dos estudantes serão pequenas empresas e ONGs de Florianópolis.

O objetivo da universidade é proporcionar a prática da teoria aprendida em sala de aula. “Tendo uma vivência empresarial durante a graduação, os alunos têm a oportunidade de aprimorar suas habilidades e conhecer suas fraquezas, estando assim mais bem preparados para o mercado”, acredita Luís Moretto Neto, professor nos Programas de Mestrado e Graduação em Administração da UFSC e um dos organizadores do livro Empresa Júnior, espaço de aprendizagem.

Comunica! conta atualmente com 13 trainees e quatro diretores. Conforme Tulio Kruse, diretor de consultoria e estudante da quarta fase do curso de jornalismo, a empresa nasceu de um Trabalho de Conclusão de Curso. “O retorno que estamos tendo da universidade e dos jornalistas do mercado é muito bom”, informa Luiza Fregapani, presidente da Comunica.

O Movimento Empresa Júnior foi iniciado em 1967 na L´École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales – em Paris. A instituição brasileira nestes moldes foi criada em 1989, na Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo.

Publicado em: coletiva.net

Tags: empresa júniorjornalismo

Na mídia: Justiça dá sinal verde para obras da UFSC em Joinville

21/02/2011 13:31

Jornal A Notícia

Justiça dá sinal verde para obras da UFSC em Joinville

Após ter recurso aceito, universidade planeja preparar terreno na semana que vem

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está liberada pela Justiça para iniciar as obras na Curva do Arroz, no km 52 da BR-101, em Joinville. Em decisão publicada nesta quinta, o presidente do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre (TRF4), Vilson Darós, suspendeu decisão da juíza federal Cláudia Dadico que paralisava as obras no campus.

A liminar da juíza foi dada no dia 24 de janeiro e paralisava qualquer obra no campus enquanto corre uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que aponta superfaturamento por parte da Prefeitura e do Estado na compra de seis dos 12 lotes que compõem a área de 1,2 milhão de m² da UFSC. A Advocacia Geral da União, que defende a UFSC, recorreu ao TRF da 4ª região no começo de fevereiro e reverteu o processo.

Na decisão, o presidente do TRF4 considerou dois critérios para derrubar o impedimento às obras. Citou o risco de dano moral, pois a UFSC poderia ficar sem espaço para os alunos, e mencionou o risco de dano econômico. Ou seja, a UFSC poderia perder repasses federais se não implantar o campus.

A decisão anula apenas o impedimento às obras. A suspeita de superfaturamento continua em andamento na Justiça. O diretor da UFSC em Joinville, Acires Dias, disse não comemorar a decisão do TRF4 porque considerava suspensão das obras mais um entre tantos entraves.

Segundo ele, a UFSC deve providenciar para a próxima semana o início do corte de árvores no campus, primeiro passo para a terraplanagem e construção das salas de aulas. A desapropriação do terreno da empresa Sinuelo, que era outro entrave, foi concedida pela Justiça de Joinville no fim de janeiro.

AN.COM.BR

Tags: Campi de Joinvilleobras na Curva do Arroz

Na mídia: UFSC faz estudos para identificar áreas mais afetadas por fenômenos climáticos

18/02/2011 07:40

Diário Catarinense

Pedro Santos, Diogo Madruga e Roberta Kremer

São imagens que demoram a sair da memória e que, de tempos em tempos, voltam à tona: quedas de barreiras, água invadindo casas, desabrigados e a dor daqueles que choram os parentes mortos. Se evitar os fenômenos naturais é impossível, o que fazer para minimizar seus efeitos e evitar tragédias?

Santa Catarina já tem seu mapa

Seguindo exemplos de países que foram afetados por desastres naturais e aprenderam como reduzir os danos, o Brasil desenvolve um projeto para mapear áreas de risco, oferecer ferramentas de ação e, mais que tudo, salvar vidas.

O projeto foi solicitado pelo Ministério da Integração Nacional para o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi assim que, em outubro de 2010, surgiu o Planejamento Nacional para Gerenciamento de Riscos (PNGR), que foi dividido em três etapas a serem concluídas em 2012.

Equipes multidisciplinares visitaram 17 estados e agora realizam trabalhos nos estados restantes: Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A primeira etapa é criar um atlas para definir as áreas que, historicamente, apresentam maior incidência de tragédias. Esse levantamento está sendo feito em parceria com prefeituras e instituições acadêmicas dos próprios estados.

Para a finalização dessa etapa, faltam análises no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. O Amazonas foi o único que não autorizou a pesquisa em seu território.

Confira o mapa dos locais onde houve desastre em SC

Brasi terá banco de dados atualizado

A partir das informações da primeira fase do mapeamento, será construído um banco de dados informatizado com os desastres naturais ocorridos no país. Enquanto 15 pesquisadores estão em trabalho de campo nas capitais brasileiras, uma equipe de dez especialistas faz o tratamento de dados no escritório do Ceped. Essa etapa deve ser concluída em junho.

A segunda fase, que começou paralelamente à primeira, inclui cadastro de novos desastres no banco de dados, formando um arquivo atualizado com dados pluviométricos, históricos e sócioeconômicos.

— Essas ações não garantem que não ocorrerão mais desastres, mas reduzem significativamente os danos, como os que aconteceram em novembro de 2008 em Santa Catarina. A redução de risco está relacionada à diminuição das vulnerabilidades as quais as pessoas estão sujeitas e esse estudo vai atuar para minimizar danos — explica Rafael Schadeck, coordenador de projetos do Ceped.

A terceira e última etapa é a que vai contar diretamente com a ação e colaboração das prefeituras, dos órgãos de Defesa Civil municipais e de organizações não-governamentais. Será a vez de treinar e capacitar profissionais para aplicar o material desenvolvido na atuação direta à prevenção, no ensino para jovens em escolas públicas e privadas e nas ações municipais para controlar a ocupação em áreas de perigo.

— Trata-se de minimizar efeitos, diminuir danos materiais e humanos. O problema é a falta de política habitacional e a conscientização dos municípios, que devem agir na realocação de famílias atingidas e, principalmente, no controle de novas ocupações. Mas os municípios estão sobrecarregados e a divisão de responsabilidades entre prefeitura, governo estadual e federal é inversamente proporcional ao orçamento distribuído. É um problema — argumenta o Major Márcio Luiz Alves, diretor da Defesa Civil Estadual.

Barco ajudará na coleta de dados

Por ser um dos Estados com maior número de ocorrências de desastres naturais, Santa Catarina tem várias iniciativas na área de prevenção. Uma delas é a da embarcação Roaz 1. O protótipo, que entrou na água pela primeira vez ontem, em Florianópolis, foi desenvolvido para coletar dados.

Estudos comprovaram que os fenômenos ocorridos nos últimos anos em Santa Catarina têm relações estreitas com o ambiente marinho, como o aumento da temperatura do oceano. Apesar de saber as razões, não há um banco de dados para ser analisado. Com o Roaz — nome inspirado no Golfinho Roaz-Corvineiro, mesma espécie da série de TV Flipper — será possível armazenar informações e conflitá-las, para monitorar as alterações.

A embarcação, feita de fibra e não tripulada, ainda não apresenta a autonomia ideal. É guiada por controle remoto e só captura imagens e sons. Para criar o modelo, foram gastos R$ 30 mil. Com a instalação de todas as funções, o custo pode chegar a R$ 1 milhão. Além do apoio financeiro, é necessário um suporte tecnológico. Hardwares e softwares são importantes para realizar a captura de dados com precisão e criar autonomia.

Na manhã desta quinta-feira, ocorreu o primeiro teste oficial. A embarcação criada pelo engenheiro civil Roberto Böell Vaz foi colocada nas águas da Avenida Beira-Mar Norte, na Capital.

— A navegação foi um sucesso.

Este ano, uma bateria de provas para testar as outras funções já foi planejada. A próxima será em março. Nesta quinta-feira, ainda na água, a equipe composta por seis pessoas se deu ao direito de brindar o sucesso do teste com champanha e até fazer o batismo da embarcação.

O barco também poderá executar outras atividades como monitoramento ambiental, relatório de balneabilidade de praias e rios, vigilância de áreas de preservação e apoio às ações de busca e salvamento.

Mão-de-obra especializada em Santa Catarina

Colocar em prática projetos para prevenção a desastres vai depender também da existência de mão-de-obra especializada. Ou seja, profissionais que tenham conhecimento e capacidade de aplicação. Em Santa Catarina, pelo menos três universidades públicas oferecem cursos na área.

Uma delas é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que criou este mês o curso de pós-graduação de Gestão de Riscos de Desastres. A grade curricular aborda gestão ambiental, cartografia na prevenção de desastre e trabalho comunitário. Além da parte teórica, é feito o trabalho de campo no Bairro Saco Grande, no Norte da Ilha, normalmente atingido por deslizamentos.

O grupo de 32 alunos é formado por profissionais da Defesa Civil, Polícia Militar, bombeiros e pesquisadores. O curso é de 18 meses, com aulas nas sextas-feiras e sábados. Existe a expectativa de abertura de novas turmas. De acordo com a coordenadora do curso, Maria Paula Marimon, o conhecimento científico sobre os desastres é fundamental para criar uma cultura de prevenção e diminuir os prejuízos. Foi com essa ideia que o biólogo da Fundação de Meio Ambiente (Fatma) Daniel de Araújo Costa optou por participar.

— Minha expectativa é adquirir conhecimento para pôr em prática nas unidades de conservação, pois entendo que é importante preservar essas áreas para evitar desastres.

A Universidade de São José (USJ) tem pós-graduação Gestão em Defesa Civil. E o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped) da UFSC oferece cursos à distância como Gestão de Riscos e Desastres para psicólogos.

Tags: Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastrescepeddesastres

Na Mídia: Agência Fapesp destaca projeto conjunto com Embraer que tem colaboração da UFSC

11/02/2011 09:51

Conforto nas nuvens

11/2/2011

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – A partir de março, um grupo de pessoas habituadas a viajar de avião passará a se reunir periodicamente para apontar o que poderia mudar no interior de uma aeronave de modo a aumentar os níveis de conforto durante um voo.

Elas participarão de um estudo realizado pela Embraer em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que visa a desenvolver cabines de aviões mais confortáveis.

Iniciada no segundo semestre de 2008, na pesquisa estão sendo analisados os fatores que influenciam a sensação de conforto dos passageiros de um avião, como vibração, temperatura, pressão e ergonomia, além de odores, materiais e iluminação.

Na primeira fase do projeto, financiado pela FAPESP por meio do programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), os cientistas estudaram esses fatores de forma isolada por meio de testes com participantes treinados.

Agora, deverão iniciar os estudos desses diversos aspectos de maneira integrada, por meio de ensaios com cerca de 600 participantes que já viajaram de avião.

“Os participantes darão suas respostas baseadas unicamente em preferências pessoais. E, como é um teste com consumidor, eles só poderão participar uma única vez”, disse o coordenador do projeto, Jurandir Itizo Yanagihara, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica (Poli) da USP, à Agência FAPESP.

Para realizar os testes, o interior do Laboratório de Engenharia Térmica e Ambiental (LETE) da Poli-USP será transformado em um aeroporto cenográfico.

Ao chegar ao prédio do laboratório, os participantes dos ensaios aguardarão em espaço semelhante ao de uma sala de espera de um terminal aeroportuário o momento de embarcar em uma viagem, com duração prevista de três a quatro horas, em um simulador de voo.

Segundo do gênero no mundo – o primeiro está localizado na Alemanha –, o equipamento reproduzirá todas as características do interior da cabine de aeronaves – no caso, modelos 170 e 190 da Embraer.

Representará também as condições de um voo real, como pressão, temperatura, ruído e vibração, para que os pesquisadores possam analisar esses fatores em conjunto e as influências de um sobre os outros.

“O simulador terá som, iluminação, poltronas e o que mais há em um avião. A ideia é que, passado certo tempo, os participantes fiquem tão imersos no ambiente reproduzido pelo equipamento que esqueçam que estão participando de um teste e pensem que realmente estão viajando em um avião”, explicou Yanagihara.

Previsto para ser concluído no fim de 2011, o projeto deverá resultar em critérios que os engenheiros da Embraer poderão priorizar nos projetos das aeronaves fabricadas pela empresa, além de softwares que permitirão prever o comportamento dos passageiros de um avião em diferentes momentos da viagem.

Com base nessas ferramentas, a fabricante brasileira de aviões poderá elevar os níveis de conforto das cabines de suas aeronaves e garantir o bem-estar dos passageiros durante suas viagens. “Os resultados da pesquisa deverão ter impactos diretos no projeto de todas as aeronaves civis fabricadas daqui para frente pela Embraer”, afirmou Yanagihara.

Ineditismo

De acordo com o professor da Poli, o desenvolvimento dessas ferramentas de pesquisa é inédito no hemisfério Sul e bastante recente no cenário mundial da aviação civil, uma vez que só nos últimos anos o conforto passou a ser uma prioridade nos projetos de aeronaves comerciais.

Nas décadas de 1950 e 1960, segundo ele, a principal preocupação no desenvolvimento de um modelo de avião era garantir a segurança. Em função disso, as primeiras aeronaves eram bastante desconfortáveis.

Já nas décadas seguintes, depois de o problema da segurança ser em grande parte solucionado, o foco passou a ser a economicidade das aeronaves. E só nos últimos cinco a dez anos o aspecto do conforto passou a ser considerado mais relevante.

“O atributo do conforto passou a ser reconhecido como um importante diferencial no mercado de aviação civil, e essa é a razão pela qual as grandes fabricantes do setor estão investindo nesse aspecto em seus projetos”, apontou Yanagihara.

Para sair na frente nessa corrida, empresas como Airbus e Boeing iniciaram pesquisas na área internamente ou por meio de consórcios, que contam com a participação de universidades e instituições de pesquisa europeias e norte-americanas. A partir de 2006, foram iniciadas discussões entre a Embraer e as universidades que resultaram no presente projeto de pesquisa.

Segundo Yanagihara, uma das principais diferenças apresentadas pela pesquisa que está sendo realizada em parceria com a empresa brasileira em relação às conduzidas por outros fabricantes de avião está no porte dos aviões analisados.

A pesquisa está centrada em modelos de aviões menores, com os quais a Embraer se notabilizou no mercado internacional. Já os trabalhos feitos pela Boeing e Airbus estão relacionados a aviões de grande porte.

Em função dessa diferença, os resultados já começaram a chamar a atenção de cientistas estrangeiros, que realizam ensaios com aviões de grande porte.

“Certamente, várias observações que faremos durante a pesquisa serão inéditas, por estarmos trabalhando com aviões de menor porte, de apenas quatro passageiros por fileira, que voam a distâncias mais curtas e cujas características de vibração, ruído e pressão são diferentes das de aeronaves com fuselagens maiores”, comparou o cientista.

Decisões excludentes

Uma das constatações dos testes já realizados é que o nível de ruído dos aviões – produzido, entre outras fontes, pelas turbinas – é bastante alto. Por outro lado, para o passageiro é importante ouvir o ruído, por ser uma comprovação de que a aeronave está voando e de que suas turbinas estão funcionando.

“Se o passageiro não ouvir o ruído da turbina em uma aeronave, isso poderá causar muita apreensão. De qualquer forma, o ruído proveniente da turbina é mais difícil de ser mitigado e é de responsabilidade do fabricante do equipamento. Por outro lado, existem fontes importantes de ruído, como os sistemas ambientais, que têm sido objeto de maior atenção. É preciso levar em consideração todas essas questões no desenvolvimento de um projeto”, ressaltou Yanagihara.

Já em relação ao conforto térmico, segundo o pesquisador, é desejável que a umidade da cabine de uma aeronave não seja muito baixa. Mas, normalmente, todos os aviões trabalham com baixa umidade, em torno de 15%.

Se essa taxa for aumentada um pouco mais, o vapor d’água do ar se condensaria próximo à parede metálica da cabine da aeronave, que fica em contato com o ar frio externo, e ficaria aprisionado no material isolante do avião, aumentando seu peso em até 500 quilos, no caso de aviões de grande porte.

“Isso é algo que precisa ser analisado, se vale a pena ou não mudar em um projeto de aeronave. E é uma decisão que a Embraer poderá tomar de modo mais assertivo a partir dos resultados dessa pesquisa”, disse.

Os interessados em participar da pesquisa podem se cadastrar em www.lete.poli.usp.br/confortodecabine/inicio.html.

Leia também material produzido pela Agecom:
Especial Pesquisa: UFSC desenvolve projeto para reduzir vibrações e ruídos em aeronaves


Tags: acústica de aeronavesembraerpesquisa

Na Mídia: Revista da Finep destaca pesquisa do Centro de Desportos da UFSC

23/07/2010 10:49

Por Paula Ferreira / Jornalista da Finep

O esporte passa por um momento único no Brasil. Depois da realização dos Jogos Panamericanos e Parapan-americanos Rio 2007, já está na agenda nacion0al uma série de outros eventos importantes: os Jogos Mundiais Militares de 2011, também no Rio, a Copa das Confederações de Futebol em 2013, a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

“Essa é a oportunidade e a motivação de criar C&T (ciência e tecnologia) para, finalmente, sermos protagonistas neste cenário, e não apenas compradores de eventos e soluções esportivas”, afirma Ricardo Avellar, coordenador geral de Excelência Esportiva da Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento.

Segundo ele, a FINEP abriu as portas para o esporte com as iniciativas tomadas nos últimos três anos. Nesse período, a agência do Ministério da Ciência e Tecnologia já concedeu cerca de R$ 10 milhões para apoiar pesquisas e inovação no esporte. Em 2006, foi lançado um edital com um total de R$ 4 milhões, específico para a área, visando o fortalecimento das redes federais CENESP (Centros de Excelência Esportiva) e CEDES (Centro de Desenvolvimento do Esporte e do Lazer).

Foram selecionados 13 projetos de instituições de ciência e tecnologia. “Até aquele momento, não havia nenhuma iniciativa intersetorial coordenada visando ao desenvolvimento da C&T esportiva no País”, conta Ricardo, que atuou como consultor da FINEP. Em 2007, por iniciativa da Financiadora, o setor esportivo foi incluído no edital do Programa de Subvenção Econômica, que destinou R$ 6,97 milhões a cinco projetos.

Universidade Federal de Santa Catarina investe em projeto que une Neurociência e Psicologia aos conhecimentos de Fisiologia e Biomecânica para melhorar a performance de competidores do atletismo.

Leia a matéria na íntegra

Leia também:

Na Mídia: Universidade Federal de Santa Catarina firma protocolo na Ucrânia

Na Mídia: artigo publicado na Revista Science tem colaboração de ex-aluna da UFSC

23/07/2010 08:50

Uma das autoras, Melina F. Figueiredo, fez o Curso de Farmácia na UFSC e agora está trabalhando no Reino Unido. Melina foi orientanda da professora do Centro de Ciências da Saúde, Tânia Beatriz Creczynski Pasa, junto ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC)/CNPq.

Divulgação Científica

Respiração cerebral

16/7/2010

Agência FAPESP – Técnicas para controlar a respiração, como em ioga ou meditação, por exemplo, estão se tornando populares como alternativa para tentar relaxar e diminuir o estresse. Mas como é mesmo que o cérebro controla a respiração?

Segundo um grupo de cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos, são as células conhecidas como astrócitos que têm um papel central na regulação da respiração.

Astrócitos são células com formato de estrela (daí o nome) encontradas no cérebro e na medula espinhal. Até então, achava-se que fossem personagens passivos e secundários na fisiologia cerebral, mas Alexander Gourine, da University College London, e colegas encontraram evidências de que essas células multitarefas são protagonistas no controle químico-sensorial envolvido na respiração.

Os autores do estudo, publicado nesta sexta-feira (16/7) na edição on-line da revista Science, descobriram que os astrócitos cerebrais são capazes de perceber alterações nos níveis de dióxido de carbono e de acidez no sangue e no cérebro.

Com essa capacidade, essas células podem ativar redes neuronais envolvidas na respiração, localizadas no cérebro, de modo a aumentar a respiração de acordo com a atividade e o metabolismo do organismo.

Os astrócitos fazem isso ao liberar trifosfato de adenosina (ATP), um mensageiro químico que estimula centros respiratórios no cérebro a aumentar a respiração para que a quantidade a mais de dióxido de carbono seja removida do sangue e eliminada pela expiração.

Os resultados do estudo, segundo seus autores, podem ajudar a entender melhor os mecanismos responsáveis por problemas respiratórios como asma, enfisema e até a sensação de fôlego curto causada pelo estresse ou por doenças cardiovasculares.

“A pesquisa identifica os astrócitos cerebrais como elementos fundamentais nos circuitos cerebrais que controlam funções vitais como a respiração e indica que eles são realmente as estrelas do cérebro”, disse Gourine.

O artigo Astrocytes Control Breathing Through pH-Dependent Release of ATP (doi: 10.1126/science.1190721), de Alexander Gourine e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Na mídia: professora de Antropologia da UFSC é fonte em matéria sobre a participação das mulheres no futebol

24/06/2010 14:03

Atletas invisíveis

Por Christiane Silva Pinto

Vivemos uma época de crescente participação das mulheres em todos os esportes, inclusive o futebol. Hoje é cada vez mais difícil considerar um esporte esclusivamente masculino. Essa mesclagem de gêneros começa nas escolinhas de qualquer esporte, desde o vôlei até o judô. Mesmo assim, o espaço dado ao esporte praticado por mulheres, principalmente o futebol, é mínimo não só na mídia como nas confederações.

Segundo a professora do departamento de Antropologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Carmen Rial, “no inicío do futebol, as mulheres tinham grande presença nas arquibancadas e poderiam ter tido presença também como atletas, não fosse uma proibição legal”.

Quando o Conselho Nacional de Desportos (CND) surgiu em 1941, tornou-se instância máxima de poder esportivo, criou um decreto que as impedia de jogar futebol: “Art. 54. Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”.

O artigo vigorou até o anos 1970, quando foi revogado devido à pressão do movimento feminista. “As mulheres eram consideradas como reprodutoras e o futebol, assim como outros esportes (inclusive o vôlei, um esporte onde não há contato físico), era tido como capaz de prejudicar seus orgãos reprodutores. Ora, os orgãos reprodutores masculinos, externos, estão muito mais em risco do que o das mulheres”, comenta a professora.

Para o professor de Marketing da FEAUSP, Marcos Cortez Campomar, “em outros países as mulheres participam mais do futebol. No Brasil elas têm medo da violência”, o que entra no quesito segurança. “Aí o problema não é só dos clubes, e sim brasileiro”, afirma o professor, lembrando das inúmeras brigas entre torcidas organizadas que quase sempre acontecem depois dos jogos. Apesar da redução do número de mulheres nos estádios, a maioria dos clubes já tomou consciência do potencial feminino como clientes. Quase todos os times têm modelos femininos de suas camisas.

Não só nas arquibancadas dos estádios, como dentro de campo, o espaço dado às mulheres é mínimo. O futebol continua a ser um esporte masculino no mundo todo – com excessões como os Estados Unidos e a Suécia. A presença do futebol feminino na mídia é quase inexistente. Segundo Carmen Rial, “a televisão brasileira teve que engolir o futebol feminino, pois não poderia continuar desconsiderando um esporte que estava obtendo tantas conquistas internacionais”.

Apesar da cobertura dos jogos em si ser ainda muito pequena, a presença de mulheres como repórteres de programas esportivos se tornou comum atualmente. “Vejo como positivo o fato da televisão estar incorporando as mulheres entre os repórteres e apresentadores de programas desportivos. Porém, ainda não como comentaristas (que pensam, interpretam o jogo) ou narradoras. É como se a mulher pudesse mediar as intervenções dos homens envolvidos no futebol, mas não tivesse capacidade para produzir discursos sobre ele”.

Como uma possível solução para esse problema, Carmen acredita que “a CBF deveria tornar obrigatória a cada equipe de futebol masculino a organização de uma equipe feminina”, para que as atletas fossem mais motivadas. Além disso, as equipes femininas necessitariam de um calendário que as mantivesse em atividade durante todo o ano, para dar maior visibilidade aos clubes a qualquer momento e não apenas em temporadas especiais como as Olimpíadas.

Na Mídia: Aulas recomeçam na UFSC

01/03/2010 11:16

Este foi o segundo vestibular que a estudante Lian Soares, de 18 anos, fez para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mas o primeiro em que ela concorria para valer. Em 2008, quando estava no segundo ano do ensino médio, ela resolveu fazer a prova só pra saber como era.

No ano passado, se inscreveu para o curso de bacharelado em Matemática e Computação Científica e foi aprovada em segundo lugar. Hoje, com o início das aulas, as expectativas da nova acadêmica são as melhores. Com ela, outros 5,3 mil calouros ingressam na UFSC e 20 mil retornam das férias para mais um semestre.

Antes de fazer o vestibular, Lian pesquisou sobre o currículo da faculdade. Quando foi aprovada, foi conversar com o coordenador do curso antes de fazer a matrícula, para ter certeza de que vai estudar o que lhe interessa. Hoje, no primeiro dia de aulas, ela vai conhecer um pouco melhor a instituição.

Para receber os calouros, a UFSC preparou uma série de atividades, como shows e apresentação circense. A recepção será às 10h e às 19h, no Centro de Cultura e Eventos. Antes da solenidade, malabaristas se apresentam nas escadarias e no hall do centro cultural.

Nos próximos meses, o calendário da UFSC conta com programação comemorativa aos 50 anos da instituição, completados em dezembro deste ano. A programação inclui a edição de um livro que conta a história da universidade e a inserção na história do Estado e do Brasil.

Para os calouros como Lian, além da programação de recepção, há também os famosos trotes, que são preparados pelos veteranos.

– Espero que tenha trote no meu curso porque acho que é uma forma de integração bem legal com a turma – diz empolgada.

MAYARA RINALDI / Diário Catarinense

A recepção

– Às 10h e às 19h, no Centro de Cultura e Eventos, com a presença do reitor Álvaro Prata, do vice-reitor Carlos Alberto Justo da Silva, dos pró-reitores e secretários da Universidade, com

– Entrega da Agenda UFSC 2010 aos calouros

– Entrega de troféus aos melhores classificados no vestibular

– Apresentação humorística com o professor Marcão, do curso pré-vestibular da universidade

– Show com a banda 9 de Espada

Na mídia: Novo hóspede no campus da UFSC

22/02/2010 09:16

– Quando criança eu fazia espantalhos para afugentar os pássaros do arrozeiro onde eu morava, em São João Batista. Lá, no meio do bambuzal, eu vi uma bola de fogo brilhando no meio do mato. Não consegui identificar o que era, aí eu corri. Só depois fui saber que aquilo era o que chamavam de Boitatá. A experiência que o artista Laércio Luiz descreve com bom humor pode parecer surreal. E surreal e ambicioso foi o seu projeto de recriar um dos maiores mitos do folclore nacional, com restos de ferros da Ponte Hercílio Luz.

Boitatá Incandescente é o nome da escultura de 15 metros de altura e quase duas toneladas que agora integra a paisagem do Campus da UFSC, em Florianópolis, parte de um projeto de humanização da universidade.

A obra ainda está em fase de finalização e a inauguração está marcada só para 25 de março, mas já enche os olhos de quem passa pelo local, com suas formas arredondadas, asas abertas e um círculo vermelho de LEDs que brilha à noite, para dar a sensação de fogo.

– É uma obra meio andrógina, uma homenagem a Franklin Cascaes, que criou este ser lúdico. A partir do Boitatá do Franklin eu criei o meu próprio, uma mistura do velho com o novo, meio cobra, boi e lagarto. Algo contemporâneo, tecnológico, high tech – enfatiza Laércio, que colocará duas câmeras no alto da escultura que estarão ligadas ao site da UFSC.

O projeto foi fechado para ser sediado na universidade há um ano e, desde então, uma série de ideias foram sendo criadas e incorporadas para dar forma ao local que abriga a escultura. O que era somente um lago que passava despercebido por quem andava pelo Campus, foi transformado em um belo ambiente que está em fase de finalização.

Aos pés da escultura, uma infraestrutura está sendo montada, com água até os pés do Boitatá e um chafariz ao centro do lago. Um mosaico de azulejos com vários boitatás será montado do lado oposto da escultura. E um processo de paisagismo, luzes ambientais e peixes no lago vão implementar o projeto que levará o nome de Praça Franklin Cascaes.

– Vai ficar lindo. Será um ponto turístico a mais para a cidade. No dia da inauguração haverá apresentação folclórica e vamos exibir um vídeo mostrando o processo de construção da obra – conta a produtora de Laércio, Lourcley Silvestre.

Equilibrar a escultura foi a etapa mais complicada

Para colocar o projeto em prática, Laércio contou com a ajuda dos Engenheiros da UFSC e de incentivos do Funcultural de 2009 e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Os pés do Boitatá foram construídos a partir de cinco vigas de ferro da Ponte Hercílio Luz, material doado pelo governo do Estado.

– O mais difícil foi dar o equilíbrio para algo tão grande e essa sensação de que ele está em movimento e entrando na água – afirma Laércio.

Foram inúmeros os utensílios usados para dar forma à obra: solda, maçarico, cortadeira, calandragem… E não é primeira vez que faz um Boitatá. Ele conta que tem vários menores em casa, feitos derretendo as panelas de ferro que ganhou de seus avós.

Laércio se considera um artista eclético. Pinta, esculpe, faz intervenções urbanas, instalações, já ganhou vários prêmios, realizou exposições no Brasil e no exterior, fez cursos, revitalizações e conta que esse apelo artístico vem desde muito cedo:

– Por volta dos 12 anos fiquei um ano em coma, por causa de meningite. Foi aí que entrei em contato com a arte conhecendo o trabalho de artistas como Rembrandt e Van Gogh – lembra ele, que decidiu enveredar pela arte aos 18 anos, quando venceu um concurso em Joinville.

Fonte: Diário Catarinense

Na mídia: Obras na UFSC em janeiro

22/12/2009 16:22

Na segunda quinzena de janeiro, devem finalmente começar as obras do Campus da UFSC em Joinville. A previsão é do escritório técnico administrativo da universidade, órgão que cuida do projeto.

A previsão, otimista, leva em conta o resultado de uma licitação encerrada dia 18/12. A Terraplanagem Kohler venceu a concorrência para fazer a primeira obra no terreno na Curva do Arroz: a terraplenagem de cerca de 300 mil m² de área. A empresa tem sede em Navegantes e trabalha especialmente no Vale do Itajaí.

O resultado ainda não é definitivo. Até porque as outras nove empresas que concorreram podem entrar com recurso. Elas têm até o dia 24 de dezembro, véspera de Natal, para fazer isso.

A vitória da empresa de Navegantes foi apertada.Os R$ 2,99 milhões foram apenas R$ 27 mil a menos que o valor ofertado pela Volgensanger Terraplenagem, de Joinville. Ganha quem oferece o menor preço.

Por enquanto, a empresa de Joinville não vai questionar o resultado. “A minha equipe deu uma olhada na documentação deles, e a princípio está tudo certo”, disse o dono, Márcio Volgensanger. Ainda assim, as outras oito perdedoras podem fazê-lo.

A UFSC tem pressa para começar a obra. São pelo menos seis meses de atraso em relação ao cronograma inicial. Em março de 2011, a primeira etapa do campus precisa ficar pronta. São salas de aula, prédio administrativo, laboratórios e biblioteca, que ficarão ao redor de uma praça central, redonda.

Antes de começar a obra, é preciso acelerar também a parte ambiental. A UFSC já encaminhou, mas ainda não tem a aval da Fundema para começar a obra. Será preciso, também, um alvará de terraplenagem, dado pela Seinfra, após estudo do projeto. “Sem esses documentos, eles não podem botar máquinas no terreno”, diz o geólogo Rodrigo Cardoso, da Fundema.

Por Rodrigo Stüpp/ Jornal AN Joinville

rodrigo.stupp@an.com.br

Na mídia: Primeiro dia do vestibular da UFSC tem 15,74% de abstenção

20/12/2009 14:04

O primeiro de provas do vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve 15,74% de abstenção. O número, segundo a Comissão Permanente de Vestibular (Coperve), corresponde a 5.148 candidatos.

Neste sábado ensolarado, os candidatos enfrentaram uma maratona de provas: língua portuguesa e literatura brasileira, língua estrangeira, matemática e biologia.

No domingo, os inscritos farão as provas de história, geografia, física e química. Já na segunda-feira, último dia do vestibular, serão aplicadas a redação e as questões discursivas.

Locais de prova

As provas do vestibular da UFSC são feitas em 13 cidades de Santa Catarina: Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Camboriú, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Curitibanos, Itajaí, Joaçaba, Joinville, Lages e Tubarão.

Os candidatos disputam 6.021 vagas em 82 cursos e habilitações para os campi em Florianópolis, Joinville, Curitibanos e Araranguá.

Gabarito

Para quem quiser conferir o desempenho no vestibular, a UFSC alerta que os gabaritos só estarão disponíveis na terça-feira, dia 22, a partir das 9h, no site do vestibular 2010.

fonte: diario.com.br